Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Q1656318 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, segundo o padrão culto da Língua Portuguesa:

Já ____ 5 anos que o plano diretor foi aprovado. O processo foi longo porque ____ cláusulas para serem revistas e ____ pendências a serem estudadas.
Alternativas
Q1656317 Português
Assinale a alternativa em que os substantivos compostos foram flexionados de maneira correta, segundo a norma culta:
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Q1656313 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, segundo o padrão culto da Língua Portuguesa:

I – Quando a nossa imaginação ______ todas as barreiras, conquistaremos o prêmio. (Transpor)

II – ______ os clientes e o garçom. (Chegar)

III – Fomos nós que ______ nesse assunto. (Tocar)

IV – Não serei eu quem ______ as assinaturas. (Recolher)

V – Se eu ______ os dados, nunca mais os esquecerei. (Rever)

VI – ______ seis horas da tarde. (Dar)
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Q1649429 Português
Assinale a alternativa correta.
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Q1647177 Português
Indique a frase INCORRETA de acordo com a norma culta:
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Q1639587 Português
Leia o diálogo a seguir:
1. ___________ você não foi à escola ontem? 2. ___________ precisei ir ao médico. 3. Que estranho... Você foi ao médico _________? 4. Estava com ânsia de vômito e muita dor de cabeça. Como não sabia o _________ estava me sentindo mal, resolvi consultar um médico.
Assinale a alternativa que preencha CORRETAMENTE os espaços vazios, de acordo com as regras do uso dos porquês:
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Q1622636 Português

Leia o texto para responder à questão.


Meu endereço: a calçada


    Onde vou dormir hoje à noite? Essa tem sido a minha preocupação diária no último ano. Sou formada em letras – falo inglês e francês –, tenho duas filhas e fui casada com o pai delas por vinte anos. Uma série de acontecimentos, porém, me fez virar moradora de rua. E foi essa situação que me levou a trabalhar numa área da prefeitura paulistana que atende pessoas na Cracolândia.

    Acabei na rua principalmente por causa dos problemas que eu tinha com meu ex-marido. Vivi um relacionamento abusivo. As agressões não eram físicas, mas verbais, psicológicas e, digamos assim, patrimoniais. Em qualquer discussão, ele me xingava e me ameaçava, dizendo que iria tirar minhas filhas. Eu me sentia presa ao casamento não só pelas meninas – que hoje têm 18 e 13 anos de idade –, mas também pelo fato de meu marido ser o provedor da casa.

    Foi em dezembro que eu soube que havia uma vaga na Secretaria Municipal de Direitos Humanos para um cargo comissionado responsável pela intermediação entre os serviços públicos e os moradores de rua. Imaginava que não teria chance alguma, no entanto, me candidatei. Para minha surpresa, fui selecionada – e deparei com outra dificuldade. Não conseguiria abrir conta-salário em um banco, nem sequer começar no emprego se não comprovasse endereço. E eu não tinha. Inventei, então, um para mim: Avenida Duque de Caxias, 367. No complemento, inseri: “Calçada”. Depois de explicar a situação, acabei aceita.

    Quando dei início ao meu trabalho, ganhei reconhecimento de estranhos. Minha família, porém, tem dificuldade de me aceitar e, em especial, ao meu novo companheiro. Mas estou em processo de transição e atualmente durmo em um centro de acolhida. Eu e o Fábio agora batalhamos para ter o nosso teto.


(Depoimento de Eliana Toscano dado a Jennifer Ann Thomas. 

Veja, 19.06.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão quanto à concordância verbal e ao emprego de pronomes.
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Q1622578 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.


ESTÁ GRIPADO

Salta o primeiro espirro, mais outro, outro mais, com a picada leve na garganta, e você corre à farmácia para tomar a injeção antigripal que o mantenha de pé, pois você, como São Paulo, não pode parar. São inúmeras as injeções cem por cento, você acaba deixando que o rapaz da farmácia escolha em seu lugar a ampola mágica. Dói um pouco? Não é nada, tem de aplicar mais duas, no fim de três dias você está é em posição horizontal, com febrão, carece chamar o doutor. O seu caro doutor, que você não queria incomodar, reservando-o para as trágicas ocasiões. E é realmente uma pena chamá-lo, coitado: o bairro inteiro caiu doente, ele próprio convalesce de uma rebordosa; e quem tratará do nosso velho clínico particular, essa joia sem preço, que com paciência nos escuta, ausculta e perscruta há bem um século, e sabe a nosso respeito muito mais do que nós mesmos, ele que registrou na ficha: "Em outubro de 48 você teve uma micose danada...”?
Vem o doutor, com ele a vil prostração da gripe se recolhe por instantes; conversa descansado, à cabeceira, lembra o pai que você perdeu há tanto tempo; ninguém mais tem esse carinho ponderado com você, e dá-lhe conselhos de vera ciência da vida:
— Olhe, procure se poupar. Faça como eu, que arranjei sítio em Petrópolis e todo fim-de-semana ia para lá com livros de Medicina e de Literatura. Depois de algum tempo, passei a levar só de Literatura. Afinal, nem isso. Estendiame na rede e ficava espiando o passarinho bicar uma fruta, a folha a cair, a nuvem se desfazendo.
(O que ele não conta é que acabou deixando mesmo de ir ao sítio, e cá embaixo assume a doença de todos, que não lhe dispensam a sabedoria e a bondade).
Sai o doutor, volta o onímodo mal-estar, você fica meditando no vírus, esse porcariinha tão mais sutil que o micróbio; o ambíguo vírus, nem carne nem peixe, que chega a cristalizar no organismo, como os inquilinos de apartamentos vendidos; o que se sabe de positivo a seu respeito é que não passa de um refinado calhorda.
Entregue ao antibiótico de largo espectro, você deixa a gripe correr. Mas a gripe não corre. Escorre, em fenômenos rinofaríngeos, como lá diz a bula, uma das bulas, em seu estilo de discurso de recepção na Academia Nacional de Medicina. Os calafrios até que dão prazer, passeando no corpo à maneira de rajadas de brisa elétrica em excursão sideral, mas o resto é miséria, abatimento, dores errantes, zoeira, pesos e pensamentos confusos, no coração da noite que não passa nunca. E nem sequer você tem o consolo tétrico de uma doença grave. Os familiares não levam muito a sério seus gemidos e queixas. Você adquiriu um ar de grande bebê manhoso, que encomprida o dodói para nunca mais voltar à escola. E quando, após a batalha anti-histamínica, você sai à rua, ainda fantomático e desconjuntado, todos os amigos se gabam de terem tido uma febre muito maior do que a sua
— ah, sem comparação.
(ANDRADE, C. Drummond de. Cadeira de Balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1978, p. 30-31.) 
(...) “que com paciência nos escuta, ausculta e perscruta há bem um século” (1º §).
Considere, quanto ao sentido e à sintaxe, o emprego do verbo “haver” na frase acima.
Das frases abaixo, aquela em que o verbo “haver” está em desacordo com o sentido e a sintaxe da frase acima e, por isso, está INCORRETA é:
Alternativas
Q1622576 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.


ESTÁ GRIPADO

Salta o primeiro espirro, mais outro, outro mais, com a picada leve na garganta, e você corre à farmácia para tomar a injeção antigripal que o mantenha de pé, pois você, como São Paulo, não pode parar. São inúmeras as injeções cem por cento, você acaba deixando que o rapaz da farmácia escolha em seu lugar a ampola mágica. Dói um pouco? Não é nada, tem de aplicar mais duas, no fim de três dias você está é em posição horizontal, com febrão, carece chamar o doutor. O seu caro doutor, que você não queria incomodar, reservando-o para as trágicas ocasiões. E é realmente uma pena chamá-lo, coitado: o bairro inteiro caiu doente, ele próprio convalesce de uma rebordosa; e quem tratará do nosso velho clínico particular, essa joia sem preço, que com paciência nos escuta, ausculta e perscruta há bem um século, e sabe a nosso respeito muito mais do que nós mesmos, ele que registrou na ficha: "Em outubro de 48 você teve uma micose danada...”?
Vem o doutor, com ele a vil prostração da gripe se recolhe por instantes; conversa descansado, à cabeceira, lembra o pai que você perdeu há tanto tempo; ninguém mais tem esse carinho ponderado com você, e dá-lhe conselhos de vera ciência da vida:
— Olhe, procure se poupar. Faça como eu, que arranjei sítio em Petrópolis e todo fim-de-semana ia para lá com livros de Medicina e de Literatura. Depois de algum tempo, passei a levar só de Literatura. Afinal, nem isso. Estendiame na rede e ficava espiando o passarinho bicar uma fruta, a folha a cair, a nuvem se desfazendo.
(O que ele não conta é que acabou deixando mesmo de ir ao sítio, e cá embaixo assume a doença de todos, que não lhe dispensam a sabedoria e a bondade).
Sai o doutor, volta o onímodo mal-estar, você fica meditando no vírus, esse porcariinha tão mais sutil que o micróbio; o ambíguo vírus, nem carne nem peixe, que chega a cristalizar no organismo, como os inquilinos de apartamentos vendidos; o que se sabe de positivo a seu respeito é que não passa de um refinado calhorda.
Entregue ao antibiótico de largo espectro, você deixa a gripe correr. Mas a gripe não corre. Escorre, em fenômenos rinofaríngeos, como lá diz a bula, uma das bulas, em seu estilo de discurso de recepção na Academia Nacional de Medicina. Os calafrios até que dão prazer, passeando no corpo à maneira de rajadas de brisa elétrica em excursão sideral, mas o resto é miséria, abatimento, dores errantes, zoeira, pesos e pensamentos confusos, no coração da noite que não passa nunca. E nem sequer você tem o consolo tétrico de uma doença grave. Os familiares não levam muito a sério seus gemidos e queixas. Você adquiriu um ar de grande bebê manhoso, que encomprida o dodói para nunca mais voltar à escola. E quando, após a batalha anti-histamínica, você sai à rua, ainda fantomático e desconjuntado, todos os amigos se gabam de terem tido uma febre muito maior do que a sua
— ah, sem comparação.
(ANDRADE, C. Drummond de. Cadeira de Balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1978, p. 30-31.) 
(...) “passeando no corpo à maneira de rajadas de brisa elétrica em excursão sideral” (6º §).
O verbo sublinhado acima pertence ao grupo dos verbos terminados em “- ear”, cuja flexão se faz com ditongação nas formas rizotônicas: passeio, passeias etc. Paralelamente, há outro grupo de verbos terminados em “-iar”, entre os quais alguns não fazem ditongação nas formas rizotônicas e outros fazem a ditongação.
Considerando-se as características de flexão dos dois grupos, pode-se afirmar que está INCORRETA a flexão do verbo na frase:
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Q1622207 Português
Participação: palavra de ordem

    Volta e meia, a sociedade chama seus membros para participar. Participar de uma missa, de um torneio esportivo, de uma campanha de aquisição de agasalhos, etc. Participação, essa é a palavra de ordem. Porém será que já paramos para pensar nessa tal participação?
    Interessante reparar, antes de mais nada, que o ato de participar nunca é feito sozinho; não é um ato isolado de alguém que não tem companhia, mas algo que fazemos com os outros.
    O solidário, que está sempre disposto a participar, porta-se desta maneira: está em comunhão; vive ansioso pelo encontro; faz questão de trocar suas experiências de vida com os outros. Sabe muito bem que viver é acima de tudo con-viver. O solidário é companheiro; você já pensou sobre o significado dessa palavra? Ela vem do latim, cum-panere, e significa algo mais ou menos como “aqueles que comem juntos o pão da vida”. Logo, o companheiro, o solidário, é aquele que divide sua vida com os outros, aquele para quem a vida não é apenas uma co-existência com os outros, mas uma verdadeira convivência, um viver com os outros. [...]

(GALLO, Sílvio (coord.) Grupo de Estudos sobre Ensino de Filosofia. Ética e cidadania – caminhos da filosofia. 3. Ed. São Paulo> Papirus, 1998, p. 26.) 
Assinale a alternativa que apresenta frase gramaticalmente correta.
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Q1621921 Português

Leia a matéria a seguir, para responder à questão.


Arqueólogos dizem ter encontrado cidade bíblica onde viveu o rei Davi. A cidade de Ziklag teria servido de refúgio para Davi há 3,2 mil anos, quando ele fugia do rei Saul.

11/07/2019-11h05/atualizado 11h05 / por Redação Galileu


Na última segunda-feira (8), um time de arqueólogos, liderados pela Autoridade de Antiguidades de Israel, anunciou ter encontrado as ruínas de Ziklag, uma cidade bíblica que teria servido de refúgio para o Rei Davi há 3,2 mil anos. Segundo os relatos bíblicos, Davi, conhecido por derrotar o guerreiro filisteu Golias, se abrigou na cidade onde vivia o povo filisteu quando fugia do rei Saul.

O estudo é fruto de escavações iniciadas em 2015 no sítio arqueológico Khirbet al-Ra. A partir de uma análise de datação por carbono, foi possível encontrar evidências de um assentamento do século 12 ao 11 a.C e de uma zona rural do século 10 a.C. Muitos artefatos encontrados na região - como potes, jarros de óleo e de vinho - revelam traços dos filisteus. 

De acordo com a tradição judaico-cristã, o rei Davi imperou em Ziklag antes de ser coroado em Hebrom - após a morte de Saul - o primeiro rei do antigo reino de Israel.

A localização de Ziklag, no entanto, é alvo de controvérsia: ninguém consegue afirmar onde ela existiu exatamente. Há relatos que apontam para 12 localidades diferentes. Por isso o novo estudo tem sido contestado por arqueólogos. “Referências ao local em textos bíblicos são consistentemente voltadas mais ao sul, em Negev, na tribo de Shimon, ou no sul da fronteira com a Judeia”, disse Aren Maier, da Universidade Bar-llan, em Israel, em entrevista ao jornal local, Haaretz. 

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2019/07/arqueologos-dizem-ter-encontrado-cidade-biblica-onde-viveu-o-rei-davi.html. Acesso em: 11 jul. 2019.


Releia o trecho: “A partir de uma análise de datação por carbono, foi possível encontrar evidências de um assentamento do século 12 ao 11 a.C...”. Assinale a opção em que a alteração desse enunciado preserva a correção gramatical:
Alternativas
Q1620850 Português
Analise o trecho e assinale a alternativa que completa respectivamente as lacunas:
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se _____ o tempo e o modo do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo). Podemos concluir, assim, que existem morfemas que _____ as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no _____ das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há desinências nominais e desinências verbais.
Alternativas
Q1618267 Português
Indique a alternativa correta
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Q1616907 Português

Leia, com atenção, o texto a seguir, pois a questão é referentes a ele.


DESAFIOS DA MEMÓRIA

Nossa capacidade de "arquivar" informações e resgatá-las quando necessário costuma diminuir com o passar do tempo; alguns hábitos simples, entretanto, ajudam ____ fortalecer a capacidade de recordar.


Em geral, lembrar – seja um compromisso, o rosto de um conhecido, o que o professor ensinou na aula anterior ou a data de aniversário de um amigo – é muito útil. Não por acaso as pessoas se sentem tão ameaçadas quando percebem que a memória começa a lhes pregar peças. O desgaste da capacidade de reter e acessar informações (principalmente as mais recentes) surge ____ medida que o tempo passa, mas pode ser agravada por fatores como noites mal dormidas, alimentação inadequada, falta de concentração e acomodação ao cotidiano. A boa notícia é que algumas atitudes que podem ser incorporadas ____ rotina ajudam a melhorar o desempenho nessa área. Mas é preciso esforço. Como ocorre com a maioria de nossas habilidades, quanto mais as exercitamos mais elas se desenvolvem. Isso vale para os treinos da musculatura, idiomas ou aprendizado de algum instrumento musical. No caso da memória, em especial, é importante desafiar-se ____ buscar novos aprendizados. Se você trabalha em um escritório, uma boa pedida pode ser aulas de dança (ainda que essa atividade lhe pareça distante de seu universo). Se for um dançarino avesso ____ informática, pode aprender ____ lidar com computador; se trabalhar com vendas, o exercício de jogar xadrez será um desafio. Ou seja, ofereça a seu cérebro a possibilidade de se surpreender – e até errar, __________ não? A novidade estimula os circuitos neurais.

Outra providência importante para quem quer exercitar a memória é aprender ____ relaxar. Para a maioria das pessoas é impossível focar a atenção em algo se elas estiverem sob tensão. Um hábito simples, que ajuda a direcionar a concentração para o que queremos, é o famoso "contar até 10": basta prender a respiração por dez segundos e soltá-la lentamente. Também vale lembrar que é contraproducente tentar guardar todos os fatos que acontecem, o melhor é focalizar a atenção e se concentrar naquilo que parece de fato importante, procurando afastar os demais pensamentos.

Dormir também é fundamental para manter a capacidade mnêmica em dia. É durante o sono que as memórias são cultivadas: enquanto algumas vingam, outras se perdem. A construção da memória depende muito desse período em que o cérebro tece a trama da subjetividade e oferece respostas ____ problemas que nos afligem durante a vigília.

Ao contrário do que muitos pensam, o cérebro não descansa durante o sono, mas encontra-se em franca atividade. É nessas horas que as informações coletadas durante a vigília são processadas, selecionadas, gravadas e finalmente transformadas em memória. Dentre as várias funções do sono, o processamento da memória parece ser a única que exige do organismo estar realmente adormecido.

Economizar horas de sono prejudica a cognição: alguns aspectos da consolidação da memória só são acionados quando dormimos mais de seis horas. Quando se passa uma noite em claro, as memórias daquele dia ficam, portanto, comprometidas.

Em seu livro Os sete pecados da memória (The seven sins of memory), Daniel L. Schacter, chefe do Departamento de Psicologia da Universidade Harvard, descreve várias maneiras como esquecemos. Ele chama uma delas de "transitoriedade do pecado". É com essa estratégia que descartamos informações obsoletas - um velho número de telefone ou o que comemos no almoço na terça-feira passada, por exemplo. Assim como recuperar e utilizar uma informação a solidifica na memória, nossa mente também "julga" que é seguro descartar informações que raramente acessamos. O pesquisador diz que deixamos de recordar __________ o cérebro desenvolveu estratégias para eliminar informações irrelevantes ou ultrapassadas. O chamado esquecimento eficiente é, portanto, crucial para haver uma memória funcional. "Quando nos esquecemos de algo útil, significa simplesmente que o sistema de poda está trabalhando um pouco bem demais", diz Schacter.

A memória é urna função inteligente: permite que seres humanos e animais se beneficiem da experiência passada para resolver problemas apresentados pelo meio. Proporciona aos seres vivos diversas aptidões, desde o simples reflexo condicionado até a lembrança de episódios pessoais, e a utilização de regras para a antecipação de eventos. Essa diversidade baseia-se no tripé aquisição, armazenamento e emprego das informações.


Revista Scientific American - por Amanda Nogueira


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, na ordem em que aparecem.
Alternativas
Q1616220 Português
Indique a alternativa INCORRETA de acordo com a norma culta:
Alternativas
Q1616219 Português
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:
I. ___________ 10 anos que não a vejo. II. Apesar do aumento do número de acidentes, não __________ muitas mortes. III. Em todo lugar __________ pessoas assim.
Alternativas
Q1616217 Português
Assinale a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente de acordo com a norma culta:
Alternativas
Q1615776 Português
Analise as informações sobre alguns conteúdos da Gramática Normativa:
I. Na frase: “Não sabemos o porque de tanta violência na cidade”, a palavra destacada está escrita corretamente; II. A palavra têm, 3ª pessoa do plural, a forma verbal pôde, na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo e o verbo pôr são exemplos de palavras que não perderam o acento diferencial após a reforma ortográfica; III. Em um texto há o predomínio da função conativa quando o objetivo é persuadir o leitor. Tal função está centralizada no receptor; IV. Na frase “Batiam oito horas quando ele acordou”, a concordância verbal está correta.
Assinale a opção correta:
Alternativas
Q1613116 Português
A ciência da procrastinação

    A briga do ser humano com prazos é ancestral. Em 800 a.C., o poeta grego Hesíodo achou importante registrar que não se deve “deixar o trabalho para amanhã e depois de amanhã”, e o senador romano Cícero tachou de “odiosa” a mania de os políticos deixarem tudo para depois. Até hoje é assim.
    Todo mundo (todo mundo mesmo) já ______________ alguma vez. E estudos mostram que 20% dos adultos são procrastinadores crônicos – um batalhão de 20 milhões de pessoas só no Brasil. A procrastinação é “o atraso intencional e frequente no início ou no término de uma tarefa que causa desconforto subjetivo, como ansiedade ou arrependimento”, de acordo com Joseph Ferrari, professor da Universidade DePaul, de Chicago.
    A origem dessa conduta está numa batalha interna entre duas áreas cerebrais que se desenvolveram em momentos distintos da evolução humana. São o córtex pré-frontal, que está ligado à consciência e nos ajuda ___ pensar no futuro, e o sistema límbico, inconsciente, que só quer saber dos prazeres imediatos.
    Emoções e memórias são coordenadas pelo sistema límbico, também chamado de cérebro primitivo. Ele se desenvolveu privilegiando recompensas de curto prazo, como comidas que contêm muita energia – doces e gorduras, por exemplo.
    As recompensas imediatas não são só importantes. São boas. Cada vez que consumimos algo açucarado, uma cascata de dopamina, um dos neurotransmissores que dão a sensação de bem-estar, é lançada no sistema nervoso. Ao receber esse reforço da dopamina, nosso cérebro foi sendo “ensinado” a favorecer as recompensas de curto prazo. Ações de longo prazo, como estocar comida para o inverno, não _________ nenhuma gota de dopamina no cérebro. Por isso são chatas – não dão prazer.

https://super.abril.com.br... - adaptado.

Quanto ao uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:


Ela compreendeu o ________ da demissão. ________ você me chamou?

Alternativas
Q1611867 Português
Escolha a alternativa que completa, corretamente, o seguinte trecho: “____ moça esperava por esse momento ____ muito tempo. Poderia, finalmente, conhecer aquela cidade histórica localizada ____ margens do oceano, ____ milhares de quilômetros de sua cidade natal.”
Alternativas
Respostas
2081: C
2082: B
2083: D
2084: E
2085: D
2086: B
2087: A
2088: D
2089: C
2090: A
2091: A
2092: B
2093: C
2094: D
2095: D
2096: D
2097: A
2098: D
2099: C
2100: A