Questões de Concurso Sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português

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Q1763634 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

O mito do inglês como língua internacional ou franca

Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592

Analise as assertivas abaixo a respeito do preenchimento de determinadas lacunas do texto, assinalando C, se estiverem corretas, ou E, se erradas.
( ) As três lacunas do primeiro parágrafo (l.01, 03 e 06) ficam corretamente preenchidas por ‘têm', tendo em vista a correção gramatical dos períodos. ( ) Na linha 32, a lacuna fica corretamente preenchida por ‘ascensão’, levando em conta a grafia da palavra. ( ) Na linha 48, a lacuna fica corretamente preenchida por ‘porque’, visto fazer-se necessário um pronome relativo ali.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1716613 Português
Quanto ao emprego dos Porquês Julgue frases abaixo:
I- Porque deixar de lado uma causa porque lutamos há tanto tempo? II- Ninguém sabe o porquê de nossa luta. III- Ele vivia tranquilamente, porque tinha uma grande herança. IV- O governo não deve mudar, por quê? V- Pergunto por que você é tão irresponsável. VI- Vivo feliz, porque amo minha esposa.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1386655 Português
Assinale a alternativa em que o uso do termo porque está aplicado CORRETAMENTE, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q1327266 Português
Das alternativas apresentadas nesta questão, apenas uma completa ADEQUADAMENTE as sentenças abaixo. Aponte-a:
I- Surpreendentemente a população brasileira está _________ de todos os acontecimentos que envolveram o “mensalão”. II- O professor falava pausadamente, __________ que os alunos o compreendessem bem. III- Você já conhece a região __________ iremos nas férias? IV- Quero explicar a todos ___________ não aceitei a proposta de trabalho.
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Q1327244 Português
O milagre
    Naquela pequena cidade as romarias começaram quando correu o boato do milagre. É sempre assim. Começa com um simples boato, mas logo o povo – sofredor, coitadinho, e pronto a acreditar em algo capaz de minorar sua perene chateação – passa a torcer para que o boato se transforme numa realidade, para poder fazer do milagre sua esperança. 06 Dizia-se que ali vivera um vigário muito piedoso, homem bom, tranquilo, amigo da gente simples, que fora em vida um __________ de sacerdote, conselheiro, médico, financiador dos necessitados e até advogado dos pobres, nas suas eternas questões com os poderosos. Fora, ____________, um sacerdote na expressão do termo: fizera de sua vida um apostolado.
    Um dia o vigário morreu. Ficou a saudade morando com a gente do lugar. E era em sinal de reconhecimento que conservavam o quarto onde ele vivera, tal qual o deixara. Era um quartinho modesto, atrás da venda. Um catre (porque em histórias assim a cama do personagem chama-se catre), uma cadeira, um armário tosco, alguns livros. O quarto do vigário ficou sendo uma espécie de monumento à sua memória, já que a Prefeitura não tinha verba para erguer sua estátua.
    E foi quando um dia... ou melhor, uma noite deu-se o milagre. No quarto dos fundos da venda, no quarto que fora do padre, na mesma hora em que o padre costumava acender uma vela para ler seu breviário, apareceu uma vela acesa. − Milagre!!! – quiseram todos.
    E milagre ficou sendo, _____________ uma senhora que tinha o filho doente logo se ajoelhou do lado de fora do quarto, junto à janela, e pediu pela criança. Ao chegar em casa, depois do pedido – conta-se – a senhora encontrou o filho brincando, fagueiro. − Milagre!!! – repetiram todos. E o grito de “Milagre!!!” reboou por sobre montes e rios, vales e florestas, indo soar no ouvido de outras gentes, de outros povoados. E logo começaram as romarias.
    Vinha gente de longe pedir! Chegava povo de tudo quanto é canto e ficava ali plantado, junto à janela, aguardando a luz da vela. Outros padres, coronéis, até deputados, para oficializar o milagre. E quando eram mais ou menos seis da tarde, hora que o bondoso sacerdote costumava acender sua vela ... a vela se acendia e começavam as orações. Ricos e pobres, homens e mulheres, civis e militares caíam de joelhos, pedindo.
    Com o passar do tempo, a coisa arrefeceu. Muitos foram os casos de doenças curadas, de heranças conseguidas, de triunfos os mais diversos. Mas, como tudo passa, depois de alguns anos passaram também as romarias. Foi diminuindo a fama do milagre e ficou, apenas, mais folclore na lembrança do povo.
    O lugarejo não mudou nada. Continua igualzinho como era, e ainda existe, atrás da venda, o quarto que fora do padre. Passamos outro dia por lá. Entramos na venda e pedimos ao português, seu dono, que vive ______ muitos anos atrás do balcão, a roubar no peso, que nos servisse uma cerveja. O português, então, berrou para um pretinho, que arrumava latas de goiabada numa prateleira:
− Ó Milagre, sirva uma cerveja ao freguês!
    Achamos o nome engraçado. Qual o padrinho que pusera o nome de Milagre naquele afilhado? E o português explicou que não, que o nome dele era Sebastião. Milagre era o apelido.
− E _____________ ? – perguntamos.
− _____________ era ele quem acendia a vela, no quarto do padre.

PONTE PRETA, Stanislaw. O melhor de Stanislaw Ponte Preta. R.J.: J. Olympio, 1988.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, na ordem em que aparecem no texto.
Alternativas
Q1324341 Português

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase a seguir.

“Havia um ____ entre os dois, de tal modo que ____ se encontravam e todos no escritório notavam o ____ de tantos olhares.”  

Alternativas
Q1025759 Português
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

    Que pode dizer um autobiógrafo de um país que foi parte de sua vida e da vida de sua mulher durante meio século? Algumas das pessoas mais próximas a nós são italianos. A Itália foi boa para nós, dando-nos amizades em belos lugares, a infinita descoberta de sua capacidade de criação, no passado e no presente, e mais desses raros momentos de pura satisfação de estar vivo do que os seres humanos podem esperar depois que termina a juventude. 
    Embora eu acredite que ser historiador ajude a entender um país, devo perguntar-me por que a Itália de 2002 não é aquela que imaginei cinquenta anos atrás. Até onde terei deixado de perceber para onde se dirigia a Itália porque minha observação era deficiente e até onde porque as curvas do caminho ainda não eram visíveis? Terá sido a democratização de uma sociedade de consumo a responsável pelo alargamento do hiato entre a minoria de gente instruída e o restante de um povo que leu menos jornais e gastou menos dinheiro com livros per capita do que todos os membros da União Europeia, com exceção dos dois mais pobres? A longo prazo, percebo que desfrutar a Itália acabou sendo mais fácil do que entendê-la.

(Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. Tempos interessantes. São Paulo, Cia. Da Letras, 2002, p. 390-392.)

Até onde terei deixado de perceber para onde se dirigia a Itália porque minha observação era deficiente e até onde porque as curvas do caminho ainda não eram visíveis? (2º parágrafo)
Os elementos sublinhados acima indicam, no contexto, noção de 
Alternativas
Q966418 Português

Leia o texto abaixo e complete as lacunas:


– Quero saber o _______ de o senhor ter me dito que esse hotel não tinha pernilongo.

– Ora, e não tem mesmo. _________?

– Ah, é? E __________ esses pernilongos me picaram a noite toda?

– _______ esses aí não são do hotel. São do brejo aqui do lado.

Alternativas
Q961192 Português

                  

Sobre o uso de "por que" (1º quadrinho), pode-se afirmar que está:
Alternativas
Q945420 Português
Uma coisa grande mesmo
Não adianta chorar o leite derramado, a árvore derrubada e colocar
a culpa nas gerações passadas. É bola pra frente.


    Difícil falar de sustentabilidade para pessoas que não querem, não gostam e têm dificuldade de pensar no futuro. 
Mas a pauta do mundo hoje é essa, goste ou não, queira ou não. Porque sustentabilidade é isto: trazer o futuro para o presente. É resolver os seus problemas e realizar seus sonhos hoje sem comprometer os sonhos de quem ainda nem nasceu. 
    Para quem é jovem e brasileiro, então, a dificuldade de incluir o futuro nas suas decisões é maior ainda. Vou explicar começando pelo que temos em comum: Brasil. Vivemos numa região do planeta que é muito boa e generosa com as nossas condições de vida. Para nós, humanos, para as plantas e para os animais. 
    Aprendi isso no livro do Eduardo Giannetti, O valor do amanhã. Ele diz que uma árvore no hemisfério Norte, como por exemplo o carvalho, tem que armazenar energias no verão para atravessar o inverno, senão morre. Uma palmeira nos trópicos, onde o inverno é quente, não tem esse mecanismo de armazenagem porque não precisa. 
    Isto é, nós, que vivemos nos trópicos, tendemos naturalmente a não esquentar a cabeça com o inverno, isto é, com o futuro. Daí para essa tendência virar atitude, cultura, estilo de vida, não custa nada. Conclusão: o brasileiro é cabeça fresca por natureza.
    O mesmo acontece quando temos pouca idade. Quando jovens, temos tanto para viver no presente e tanto futuro pela frente, que não temos nenhuma motivação nem espaço na cabeça para pensar no futuro. Dizem que o máximo de futuro que a maioria dos jovens consegue pensar é três ou quatro dias. Mais praticamente, o tempo da próxima balada ou o prazo para entregar o trabalho da escola.
    Normal. De verdade, a gente só começa a pensar no futuro para valer quando casamos e temos filhos. Aí é que se começa a pensar sério na vida, fazer planos, poupar, essas coisas. 
    Então, para jovens brasileiros, sustentabilidade é papo cabeça, abstrato, que só vira realidade quando vê crianças morrendo de falta de água, ursinho morrendo de falta de frio, peixe morrendo de falta de ar, floresta morrendo de falta de inteligência humana e boate fechando por falta de energia elétrica para a guitarra e o ar-condicionado.
    Estou falando isso para mostrar o tamanho do desafio para um jovem dos trópicos entender o que de fato está por trás da sustentabilidade e poder se preparar para contribuir na virada deste jogo que está pondo em risco o seu próprio futuro. (...) 
    É uma coisa grande mesmo. Muito maior do que o aqui, agora da minha geração, que muita gente entendeu que era pequeno e curto e acabou detonando sua saúde em poucos anos, destruindo sua vida e privando o futuro do seu talento. Muitos amigos, muitos músicos geniais foram destruídos por essa má compreensão do “aqui, agora”. (...)
    Vamos combinar: para sustentabilidade não existe futuro nem passado, só existe o presente, um presente eterno, um presente tão grande que só cabe na nossa consciência e se está na consciência vira estilo de vida. Então, a saída é acordar para essa nova consciência. Como cantam Céu e Beto Villares na sua “Roda”: “Caiu na roda, ou acorda ou vai dançar.


(Ricardo Guimarães. Uma coisa grande mesmo. Revista MTV, jun. 2007.)
O uso do “porque” em “Porque sustentabilidade é isto:” (1º§) indica
Alternativas
Q866553 Português

Leia o excerto da apresentação de uma reportagem, reproduzido a seguir.

Afinal, por que (1) é que o Brasil nunca deixa de ser pobre?

Spoiler: porque(2) o único caminho para enriquecer é diluir a concentração de poder político-econômico. E o que fazemos é justamente o contrário.

Mais de 40 milhões de brasileiros moram em residências sem acesso a água potável, mesmo estando no país com as maiores reservas de água doce do mundo. Em um terço dos 1.444 municípios do semi árido nordestino, mais de 10% das crianças sofre de desnutrição – no país que mais produz proteína animal no planeta.

Mergulhando um pouco mais na história brasileira, não é difícil perceber que riquezas naturais e qualidade de vida para a população não são necessariamente coisas que andam lado a lado. Nosso imenso potencial tem feito justamente o contrário, nos ajudando a empacar em uma nada agradável 80ª posição mundial quando o assunto é a riqueza produzida por cada cidadão. Não faz sentido. Lendo a próxima página, no entanto, você vai entender os porquês(3).

Disponível em: <https://super.abril.com.br/sociedade/afinal-por-que-e-que-o-brasil-nunca-deixa-de-ser-pobre/>. Acesso em: 10/9/17.


Algumas palavras podem ser pronunciadas da mesma maneira, mas sua grafia e significado são diferentes. É o que acontece com “por que”, conforme se pode ver no excerto lido. A respeito das diferentes possibilidades de emprego de “por que”, assinale a análise CORRETA.
Alternativas
Q864219 Português

Entrevista

Ciência


         Domênico de Masi “A desorientação é o maior mal do nosso tempo”

                                                                                                       Celso Masson

                                                                                Edição 24.03.2017 - nº 2467


      Professor de sociologia na Universidade La Sapienza, em Roma, o italiano Domenico de Masi, 79 anos, ficou conhecido pelo conceito de “ócio criativo”, em que trabalho, aprendizado e prazer se combinam para gerar desenvolvimento econômico com justiça social.

      Seu mais recente livro, “Alfabeto da Sociedade Desorientada” (Objetiva), que chega ao Brasil esta semana, procura traduzir o que ele chama de “rota da aventura humana pós-industrial”: um caminho que a humanidade vem percorrendo sem uma referência sociológica que substitua as ideologias e crenças tradicionais que serviram como reguladoras das relações sociais.

      Nesta entrevista a ISTOÉ, ele afirma que a sociedade se tornou incapaz de distinguir “o que é belo e o que é feio, o que é verdadeiro e o que é falso, o que é bom e o que é ruim, o que é direita e o que é esquerda e até o que é vivo e o que é morto”. Diz ainda que a inteligência artificial poderá resolver problemas incompreendidos pelo ser humano [...].


Para que serve o “Alfabeto da sociedade desorientada”?


      Talvez o mundo em que vivemos hoje não seja o melhor dos mundos possíveis, mas, com certeza, é o melhor dos mundos que já existiram. A sociedade atual atingiu uma longevidade acentuada, um número altíssimo de países democráticos, uma ampla globalização e uma tecnologia extremamente útil no que diz respeito às necessidades humanas. Contudo, por uma série de motivos que analisei em meu livro anterior, “O futuro chegou” (Casa da Palavra), falta à sociedade atual um modelo sociológico como referência. Por isso, ela é incapaz de distinguir o que é belo e o que é feio, o que é verdadeiro e o que é falso, o que é bom e o que é ruim, o que é direita e o que é esquerda e até o que é vivo e o que é morto. Eu vou dedicar essa parte final da minha vida e dos meus estudos a tentar entender qual é a meta e qual é a rota dessa aventura humana pós-industrial. Daí a necessidade de explorar, com uma série de “acupunturas sociológicas”, alguns aspectos significativos da nossa sociedade. Neste livro exploro vinte e seis.


A desorientação é um mal do nosso tempo?


      É o maior mal do nosso tempo porque torna impossível o que é necessário e nos impede de fazer escolhas precisas em um mundo que nos obriga a escolher com determinação. Quando nos encontramos na frente de algo que é necessário, mas impossível, estamos na presença do trágico. Como dizia Sêneca: “Nenhum vento é a favor do marinheiro que não sabe onde querer ir”.

Adaptação de http://istoe.com.br/desorientacao-e-o-maior-mal-nosso-tempo/, acesso em 28 de mar. de 2017.

Assinale a alternativa em que O PORQUÊ foi empregado erroneamente:
Alternativas
Q862966 Português

Leia este texto.


O tempo passa voando quando você faz _______ gosta.

Já reparou que toda vez que você está se divertindo, ______ um filme, o tempo parece passar mais rápido?

_______acontece ______ sempre que você está aproveitando a vida você está preferindo viver _____ observar o tempo passar.


Assinale a alternativa que preenche as lacunas do texto, respectivamente e de acordo com a norma-padrão.

Alternativas
Q862526 Português

Fascínio

        De todos aqueles ratos de cinemateca que formaram a Nova Onda do cinema francês no final dos anos 60, só Truffaut ficou. Eu sei que os outros continuam aí, fazendo boas coisas, mas só de Truffaut pode-se dizer que se estabeleceu no ramo do cinema. A noite americana mostra o porquê. Truffaut nunca pretendeu do cinema nada além do cinema. O mais admirável em A noite americana é a sua contenção, a sua extrema economia de propósitos. Outro diretor teria aproveitado a oportunidade — um filme sobre a feitura de um filme — para armar um jogo intelectual qualquer, um truque de espelhos, a fantasia e a realidade, a arte e a vida, e olhem só como eu sou engenhoso. Truffaut, não. Faz um filme convencional sobre Truffaut fazendo um filme convencional. Mas Truffaut faz grandes filmes convencionais.

      Não é que ele seja superficial. Fellini também é um superficial e substitui as ideias pelo barroquismo de imagem. Está certo, a imagem inteligente é uma das formas que o cinema tem de ser profundo. Truffaut não se interessa em ser profundo. A primeira mágica do cinema, o fato do cinema em si, já basta como fascínio. Nada de muito extraordinário acontece em A noite americana, e a grande homenagem de Truffaut ao cinema é transformar o fato corriqueiro de um filme sendo feito num espetáculo extraordinário. Truffaut, como todos da sua geração, começou no cinema pelo deslumbramento. A diferença entre ele e o resto é que ele continua deslumbrado. Durante as quase duas horas de A Noite americana, o cinema reina e nos emociona.

    Profundamente. E Truffaut está tão comovido quanto a gente.


(Luis Fernando Verissimo. Banquete com os deuses: cinema, literatura, música e outras artes. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir de modo a garantir a coerência com as informações do texto.

A análise de A noite americana permite compreender ________ Truffaut foi o único de sua geração que se estabeleceu no ramo do cinema, ________ haver outros que continuam a fazer bons trabalhos.

Alternativas
Q862391 Português
Assinale a alternativa que apresenta os porquês que podem ser corretamente usados na lacuna da oração “– _______ você não me avisou que teríamos reunião? – Não avisei, _______ também não sabia disso.”:
Alternativas
Q858788 Português

Texto 1


Antes de iniciar este livro, imaginei construi-lo pela divisão do trabalho. Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Arquimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro. Eu traçaria o plano, introduziria na história rudimentos de agricultura e pecuária, faria as despesas e poria o meu nome na capa. (Fragmentos do romance São Bernardo, Graciliano Ramos)

Disponível em: > https://veele.files.wordpress.com/2010/02/sc3a3obernardo-gracilianoramos.pdf<. Data da consulta: 22/11/2017.


Texto 2


                             

Disponível em: > https://www.google.com.br/search?q=exemplos+de+publicidades+criativas&tbm=isch&tbs=rimg:CSHeD00PaY1eIjjOFXCVUkNHw3YS4w- <. Data da consulta: 22/11/2017.

Avalie as assertivas abaixo, referentes ao enunciado “Use nossas impressoras e descubra por que temos inimigos”, na publicidade acima, e, em seguida, responda ao que se pede.


I- Há equívoco na grafia da palavra “por que”, já que esta deveria ser escrita, de acordo com a norma culta, e nesta situação comunicativa, da seguinte forma: “porque”.

II- A estratégia criativa, proposta na publicidade, de afirmar que “temos inimigos” pode se referir à tese de que a qualidade do produto, sendo incomparável, poderia gerar inveja, perseguição, e, com efeito, inimizade do produto concorrente.

III- Os verbos “use” e “descubra”, nestas circunstâncias frasais, estão em plena harmonia, em termos de uso das pessoas gramaticais, já que ambos estão conjugados na terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo.


Está CORRETO o que se afirma apenas em

Alternativas
Q858530 Português

                                         DIÁLOGO DE SURDOS

                                                      Por: Sírio Possenti. Publicado em 09 mai 2016. Adaptado de:

                                       http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4821/n/dialogo_de_surdos

                                                                                                                 Acesso em 30 out 2017.


      A expressão corrente trata de situações em que dois lados (ou mais) falam e ninguém se entende. Na verdade, esta é uma visão um pouco simplificada das coisas. De fato, quando dois lados polemizam, dificilmente olham para as mesmas coisas (ou para as mesmas palavras). Cada lado interpreta o outro de uma forma que este acha estranha e vice-versa.

      Dominique Maingueneau (em Gênese dos discursos, São Paulo, Parábola) deu tratamento teórico à questão (um tratamento empírico pode ser encontrado em muitos espaços, quase diariamente). [...]

      Suponhamos dois discursos, A e B. Se polemizam, B nunca diz que A diz A, mas que diz “nãoB”. E vice-versa. O interessante é que nunca se encontra “nãoB” no discurso de A, sempre se encontra A; mas B não “pode” ver isso, porque trairia sua identidade doutrinária, ideológica.

      Um bom exemplo é o que acontece frequentemente no debate sobre variedades do português. Se um linguista diz que não há “erro” em uma fala popular, como em “as elite” (que a elite escreve burramente “a zelite”, quando deveria escrever “as elite”), seus opositores não dirão que os linguistas descrevem o fato como uma variante, mostrando que segue uma regra, mas que “aceitam tudo”, que “aceitam o erro”. O simulacro consiste no fato de que as palavras dos oponentes não são as dos linguistas (não cabe discutir quem tem razão, mas verificar que os dois não se entendem).

      Uma variante da incompreensão é que cada lado fala de coisas diferentes.

      Atualmente, há uma polêmica sobre se há golpe ou não há golpe. Simplificando um pouco, os que dizem que há golpe se apegam ao fato de que os dois crimes atribuídos à presidenta não seriam crimes. Os que acham que não há golpe dizem que o processo está seguindo as regras definidas pelo Supremo.

      Um bom sintoma é a pergunta recorrente feita aos ministros do Supremo pelos repórteres: a pergunta não é “a pedalada é um crime?” (uma questão mérito), mas “impeachment é golpe?”. Esta pergunta permite que o ministro responda que não, pois o impedimento está previsto na Constituição.

      Juca Kfouri fez uma boa comparação com futebol: a expulsão de um jogador, ou o pênalti, está prevista(o), o que não significa que qualquer expulsão é justa ou que toda falta é pênalti...

      A teoria de Maingueneau joga água na fervura dos que acreditam que a humanidade pode se entender (o que faltaria é adotar uma língua comum, quem sabe o esperanto). Ledo engano: as pessoas não se entendem é falando a mesma língua.

      Até hoje, ninguém venceu uma disputa intelectual (ideológica) no debate. Quando venceu, foi com o exército, com a maioria dos eleitores ou dos... deputados.

                                                                                                                               Sírio Possenti

                                                                                                         Departamento de Linguística

                                                                                             Universidade Estadual de Campinas 

Observe: “B não ‘pode’ ver isso, porque trairia sua identidade”. O emprego dos porquês requer especial atenção. Dessa forma, analise as frases das alternativas a seguir e assinale a única INCORRETA.
Alternativas
Q857206 Português

Texto 1


Arrumando a mala e o espírito


Lembro bem dos dias que antecederam a minha primeira viagem à Europa. Era como se eu estivesse prestes a embarcar para outra galáxia. Quê! Surpresas minhas. Tanto que, quando aterrissei em Londres, não foram os monumentos históricos que me causaram impacto, e sim o fato de me deparar com farmácias, paradas de ônibus e escolas. Meu devaneio não havia previsto o lugar-comum. Sei lá o que imaginava encontrar de tão insólito, só sei que caí na real: as cidades, pelo menos as ocidentais, têm estrutura muito similar: o que nos encanta, na verdade, é o confronto com o nosso outro eu, aquela parte de nós que nunca se conformou com a vida em prisão domiciliar.

Viajar é correr atrás do nosso eu ancestral, aquele rebelde que escapou da domesticação e que não vê a hora do reencontro com sua alma peregrina. Quando pensamos em todas as opções que o planeta oferece, dá uma certa vertigem. Qual o melhor lugar para arrancar a gravata, tirar o salto alto e ficar desnudo para si mesmo? Diante de quais das sete maravilhas do mundo conseguiremos redimensionar o nosso próprio tamanho e passar a viver com mais humildade, prazer e leveza?

Sem ilusões: estamos falando de turismo, e não de um retiro espiritual. O melhor local para conhecer a si mesmo é onde se está todos os dias da semana em todos os anos da vida, uma viagem que não termina e que acontece dentro da gente. O processo é interno, sempre foi. Viajar é apenas o tubo de oxigênio que nos permite mergulhar mais fundo na nossa estranheza e insegurança. Mesmo por uma semana? Que seja. É mais do que dura uma viagem lisérgica. E dessa droga ninguém deveria prescindir, o vício incurável no deslumbre.

Martha Medeiros

Fonte: Revista Viagem e Turismo. Fevereiro de 2017. Texto Adaptado.

Leia o texto abaixo:


[...] Algumas coisas não mudam nunca - e ainda bem. O céu de Lisboa. A luz de Lisboa. O resto está sempre mudando. Primeiro,.......................................a cidade recuperou a sua beira-rio com o fim das intermináveis obras do metrô nos arredores da Praça do Comércio. Não sei bem do...................................... de tantas obras. Mudar o que já é lindo,...................................... ?

Queremos sempre modificar o que já é perfeito?

Ninguém sabe ser tão vintage como Lisboa. Há motivos...................................... Lisboa é Lisboa.

Fonte: Revista Viagem e Turismo. Fevereiro de 2017. Texto adaptado.


Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.

Alternativas
Q857113 Português

Texto 5

Nos bailes da vida

Foi nos bailes da vida ou num bar

Em troca de pão

Que muita gente boa pôs o pé na profissão

De tocar um instrumento e de cantar

Não importando se quem pagou quis ouvir

Foi assim

Cantar era buscar o caminho

Que vai dar no sol

Tenho comigo as lembranças do que eu era

Para cantar nada era longe tudo tão bom

Até a estrada de terra na boleia de caminhão

Era assim

Com a roupa encharcada e a alma

Repleta de chão

Todo artista tem de ir aonde o povo está

Se for assim, assim será

Cantando me disfarço e não me canso

De viver nem de cantar 

NASCIMENTO, M. Disponível em: <https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/47438/ Acesso em 12/11/2017.

Numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1.
Coluna 1
1. por que 2. porque 3. por quê 4. porquê
Coluna 2
( ) A juventude às vezes erra..................................é muito ansiosa. ( ) Não vai dizer-nos o ..................................do seu procedimento? ( ) Quero saber..................................você está chorando. ( ) O motivo..................................tomei aquela decisão é segredo. ( ) Ela sempre chega atrasada e não sei....................................
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q852211 Português

Texto 2 


 

Em relação ao Texto 2, julgue, como CERTO ou ERRADO, o item a seguir.


No segundo quadrinho, o “Por que” é utilizado sem acento circunflexo e separadamente por introduzir uma frase interrogativa. Esse termo deve ser escrito dessa mesma maneira quando for uma palavra substantivada.

Alternativas
Respostas
821: A
822: C
823: D
824: A
825: A
826: C
827: D
828: D
829: A
830: D
831: D
832: C
833: B
834: A
835: D
836: B
837: A
838: A
839: E
840: E