Questões de Concurso
Sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português
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__________ Maria chegou tarde, Paulo saiu atrasado. Essa situação _________ ele passou foi constrangedora para o seu caráter, já que nunca chegara atrasado em lugar nenhum. Paulo nunca soube os ________ do atraso de Maria. Para ele, entender o ________ é difícil.
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tirasde-armandinho>.
A frase “Mais uma? Por quê?”, empregada na tirinha acima, pode ser reescrita corretamente da seguinte forma:
Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/comunicacao/cocacola-celebra-a-versao-do-refrigerante-na-garrafa-de-vidro. Acesso em: 18 nov. 2025.
Na frase “Por que Coca-cola de vidro é tão gostosa? Porque é mais difícil de abrir e tudo o que é mais difícil é mais gostoso.”, o uso de “Por que” e “Porque” está correto pois
Amigos para o bem e para o mal
Vera Iaconelli – Psicanalista
Costumamos dizer que é na hora do perrengue que se conhece um verdadeiro amigo. Ele seria a pessoa que não larga nossa mão quando estamos por baixo. Concordo, desde que se leve em conta o outro lado: amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos. A amizade só se revela no intercâmbio de posições e em diferentes contextos.
Partimos da constatação freudiana de que não há relação isenta de ambivalência e que o amor e o ódio andam de mãos dadas. É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes. A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.
Ele permite que a inveja dê lugar à admiração, sabendo que a primeira está sempre à espreita. Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer sob a condição de um insight: ser o dono da bola não é tão legal quanto ter alguém com quem jogar.
Inveja, ciúme, competição, raiva... as amizades vêm com a paleta completa de afetos humanos, acirrados pela proximidade, pelo convívio e pela longevidade das relações. O que as torna especiais é que nelas o cuidado, a empatia e a intimidade dão mais prazer do que nossa costumeira mesquinhez. Daí que ver o amigo brilhar, quando não consideramos nosso umbigo o centro do universo, pode ser fonte de um genuíno prazer.
Da mesma forma, vê-lo sofrer é dilacerante (e perdê-lo, impensável). A condição para ser um amigo digno do título é que o sadismo diante do sofrimento alheio não roube a cena. Reitero que não existe aqui nenhuma expectativa de que sejamos seres superiores, livres das limitações humanas, mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las, evitar que transbordem em atos danosos e, acima de tudo, desfrutar do prazer de amar e ser amado pelo outro.
O mesmo critério deveria servir para familiares, conhecidos e colegas. Mas estes têm que galgar muitos degraus para receber o especialíssimo título de amigo. A amizade é contingente e implica trocas íntimas e duradouras nas quais podemos nos fiar, quase sempre. Amigos também comem bola, mas ganham no saldo final e por insistência.
Nossos amigos não precisam ser as melhores pessoas do mundo. Basta que sejam as melhores pessoas do nosso mundo. Isso permite que mesmo os bizarros, os malas sem alça e os perdidos de plantão tenham direito a relações significativas na vida. (Considerando que todos somos um pouco bizarros, malas e perdidos, é bom que haja quem nos aguente.)
[...]
No fim das contas, amigo mesmo é aquele que sobrevive ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem sadismo nem inveja demais, e com disponibilidade amorosa ao longo da vida.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2025/10/amigos-para-o-bem-e-para-o-mal.shtml). Acesso em: 22 nov. 2025.
A expressão destacada no trecho acima pode ser reescrita corretamente como:
Não sei o motivo ___ ele foi embora.
Ela não veio ___?
Gostaria de entender o ___ disso.
Ele perguntou ___ eu estava triste.


Às vezes, dizemos "sim" quando gostaríamos de dizer "não". Aceitamos sair mesmo quando estamos cansados ou com a "bateria baixa", respondemos com doçura quando o que gostaríamos era só silêncio. Fazemos isso em nome da harmonia, do cuidado, daquilo que acreditamos ser gentileza — mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar. Afinal, os limites para a gentileza é essencial para que o ato continue sendo leve e genuíno.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito das concordâncias nominal e verbal, leia o excerto e analise as sentenças:
I. A construção "mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar" apresenta correta concordância do verbo "haver", uma vez que ele é impessoal. Se a autora do texto decidisse usar o verbo "existir", seria necessário fazer a concordância, ficando "mas existem momentos...".
II. Há um problema de concordância verbal e nominal na expressão "é essencial" que deveria estar no plural, concordando com o núcleo do sujeito − "limites".
III. O trecho "para que o ato continue sendo leve e genuíno" apresenta corretas concordância verbal e nominal. Primeiro, porque o verbo e os adjetivos concordam com sujeito "o ato" e este está no singular porque tem como referente "a gentileza".
É correto o que se afirma em:
No excerto "Por que um grau a mais na temperatura é uma catástrofe até para o ecossistema dos desertos", o "por que" foi usado corretamente, mesmo a oração não sendo uma pergunta direta. Analise as sentenças a seguir:
I. Eis por que é preciso discutir o aquecimento global, mas também agir rápido e mundialmente.
II. Ninguém explica por que há tanta resistência, por parte das grandes nações, em mitigar os efeitos do aquecimento global. Elas também são responsáveis.
III. É preciso implementação urgente de ações que, de fato, mudem os rumos climáticos por que não há mais tempo para fingir que os desastres não estão cada vez mais intensos.
O por que foi corretamente usado em:
I. Por que é tão difícil escrever à mão hoje em dia? Será mesmo dificuldade?
II. Se escrevo é porque preciso organizar meus pensamentos e só a escrita o faz.
III. Eis todos os motivos por que escrevo à mão e ando com um bloquinho e uma caneta na bolsa.
IV. Ele queria saber o porquê da minha decisão de viajar e registrar tudo por escrito.
V. Eu sei porque.
Está correto o uso em:
I.Eis por que é preciso discutir o aquecimento global, mas também agir rápido e mundialmente.
II.Ninguém explica por que há tanta resistência, por parte das grandes nações, em mitigar os efeitos do aquecimento global. Elas também são responsáveis.
III.É preciso implementação urgente de ações que, de fato, mudem os rumos climáticos por que não há mais tempo para fingir que os desastres não estão cada vez mais intensos.
O por que foi corretamente usado em:
I.Eis por que é preciso discutir o aquecimento global, mas também agir rápido e mundialmente.
II.Ninguém explica por que há tanta resistência, por parte das grandes nações, em mitigar os efeitos do aquecimento global. Elas também são responsáveis.
III.É preciso implementação urgente de ações que, de fato, mudem os rumos climáticos por que não há mais tempo para fingir que os desastres não estão cada vez mais intensos.
O por que foi corretamente usado em:
I.Ninguém entende por que você saiu correndo, assim, do nada.
II.Vocês querem saber isso por quê?
III.Não entendo o porquê de tanta resistência em se abrir.
Está correto o uso em:
I.Por que é tão difícil escrever à mão hoje em dia? Será mesmo dificuldade?
II.Se escrevo é porque preciso organizar meus pensamentos e só a escrita o faz.
III.Eis todos os motivos por que escrevo à mão e ando com um bloquinho e uma caneta na bolsa.
IV.Ele queria saber o porquê da minha decisão de viajar e registrar tudo por escrito.
V.Eu sei porque.
Está correto o uso em:
