Questões de Concurso Comentadas sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português

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Q800749 Português

Moradores fixam placas em ruas no RS para avisar sobre furtos e assaltos


01 Moradores de duas das principais cidades do Rio Grande do Sul fixaram placas

02 para denunciar o perigo em regiões onde acontecem crimes. A iniciativa, registrada

03 em Porto Alegre e em Caxias do Sul, na Serra, tem como objetivo alertar quem passa

04 por locais onde já ocorreram furtos e assaltos.

05 Uma placa amarela fixada na parede de um prédio na Travessa Cauduro no

06 Bairro Bom Fim, Região Central de Porto Alegre, alerta que os carros estacionados na

07 região costumam ser arrombados. A professora Mariú Jardim concorda com o aviso.

08 "Quase todos os dias, sempre há assalto. E o pior,____mão armada", diz a moradora.

09 O DJ Jonathan Trevisan conta que um colega teve o carro roubado em frente ao

10 prédio onde mora. "O cara estava com a arma no peito dele. O outro percebeu que eu

11 estava na janela, apontou a arma para mim e me mandou entrar e ficar quieto", conta.

12 No Centro da capital, a Rua Chaves Barcellos também virou alvo dos bandidos,

13 de acordo com o relato de quem vive ou trabalha na região. "Não____para deixar

14 dinheiro na bolsa, celular também, _______ eles sempre estão pegando", conta a

15 atendente Natália Cristiane dos Santos.

16 Escrito à mão em um pedaço de papelão fixado em um poste, um pedido

17 deixado por um comerciante mostra que a situação chegou ao limite: "Prezados

18 ladrões, peço a gentileza de respeitar esta rua".

19 A Brigada Militar diz que planeja aperfeiçoar o uso de um aplicativo de celular

20 para receber informações da comunidade, segundo o comandante interino do 9o

21 Batalhão, major Macarthur Vilanova. "A comunidade que está no terreno, que está

22 vivenciando o dia a dia da sua área, do seu bairro, nos informa coisas que a polícia às

23 vezes não enxerga, pontos em que os delinquentes estão se concentrando, locais mais

24 vulneráveis e horários", explica.

25 Em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, uma placa próxima ____ uma das

26 principais universidades da cidade diz que lá há um alto índice de arrombamento de

27 veículos. O empresário Mateus Pasquali conta ter idealizado ____ iniciativa após

28 encontrar pelo chão material que, segundo ele acredita, foi furtado dos carros

29 estacionados.

30 "Já recolhi jaleco de funcionário e de estagiário do hospital geral. Muitas vezes,

31 alguma capa de câmera fotográfica, porque acho que a câmera acabaram furtando. E

32 como isso se repete há alguns meses, desde dezembro eu venho acompanhando, eu e

33 um funcionário que trabalha comigo tomamos a atitude de produzir essa placa e

34 colocarmos aí para tentar evitar que o pessoal estacione nesse ponto", conta.

35 A Brigada Militar pede que as vítimas registrem as ocorrências. "Não temos

36 nenhum registro do ano passado e até agora, em janeiro de 2017, também não temos

37 registro, então é importante que as pessoas registrem os furtos e roubos de veículos

38 porque ________ disso que a Brigada Militar faz seu planejamento", diz o

39 subcomandante do 12° Batalhão da cidade gaúcha, major Emerson Ubirajara.


Disponível em <http://g1.globo.eom/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2017/02/moradores-fixam-placas-em-ruas-no-rs-para-avisar-sobre-furtose-assaltos.html> (adaptado). Acesso em 11 fev. 2017.

As lacunas das linhas 13,14 e 38 devem ser, respectivamente, preenchidas por
Alternativas
Q799421 Português
A “LÍNGUA” DO PENSAMENTO
Publicado em Língua Portuguesa, ano 7, n.º 75, janeiro de 2012. Adaptado de: http://www.aldobizzocchi.com.br/divulgacao.asp. Acesso em: 28 mar 2017.
Por mais distintas que as línguas sejam, praticamente tudo que pode ser dito em uma língua pode ser dito nas demais. Certas palavras não encontram equivalentes exatos em outros idiomas, as estruturas sintáticas são muito diferentes, mas o sentido geral das frases tende a permanecer o mesmo. Tanto que, salvo em traduções de poesia, em que a expressão é tão importante quanto o conteúdo, o que se traduz num texto é o seu sentido geral e não o significado termo a termo, a chamada tradução literal, que muitas vezes conduz a enunciados sem sentido.
Essa possibilidade quase irrestrita de tradução é possível porque o “sentido geral” a que estou me referindo é algo que transcende a língua. Trata-se de uma representação mental que fazemos da realidade e que prescinde de palavras. Mas tampouco se dá por imagens ou outros símbolos dotados de um significante material. Tanto que cegos de nascença, surdos-mudos e indivíduos privados da linguagem por alguma patologia são perfeitamente capazes de pensar e compreender a realidade.
Também comprovam a existência dessa representação mental puramente abstrata, situações como quando não recordamos uma palavra, mas mesmo assim sabemos o que queremos dizer, ou quando alguém diz algo e, tempos depois, lembramos o que foi dito mesmo tendo esquecido as palavras exatas. A ideia de que pensamos independentemente da língua que falamos e mesmo de outros sistemas simbólicos (sons, gestos, desenhos, esquemas) é bem antiga e tem inquietado muitos pensadores e cientistas ao longo do tempo.
[...] Fazendo uma analogia, fatos do mundo real são interações entre objetos formados de átomos ou de partículas ainda menores. Se o pensamento é a representação mental da realidade exterior, então a mente seria povoada por “objetos” (conceitos) compostos de partículas mínimas hierarquicamente organizadas, os quais interagem por meio de relações lógicas e abstratas. Isso explicaria por que substância, qualidade e ação são categorias universais e por que classes como substantivo, adjetivo e verbo existem em todas as línguas – ainda que, no plano da superfície discursiva, possam estar mascaradas em algumas delas.
Paralelamente, os estudos de Noam Chomsky sobre a aquisição da linguagem e a competência linguística demonstraram que, por mais pobres que sejam os estímulos vindos do meio, toda criança aprende a falar muito cedo e é capaz de formular corretamente frases que jamais ouviu antes.
[...] Chomsky postula que a aptidão linguística é inata e se dá por meio de módulos cerebrais. É como se o cérebro fosse o hardware no qual já viesse de fábrica um sistema operacional capaz de processar qualquer software linguístico (isto é, qualquer língua). A esse sistema pré-instalado Chomsky chamou de Gramática Universal (GU). Assim, se o cérebro é como um computador, a GU é a plataforma (como o Windows, por exemplo) na qual roda o “software” linguístico instalado (no nosso caso, algo como o programa “português.exe”). A fala é então o produto do processamento desse programa, como o papel que sai da impressora.
Mas, se não pensamos só com palavras, a GU, sendo uma plataforma de processamento linguístico, provavelmente ainda não é o sistema de base do pensamento: deve haver um sistema ainda mais básico, que permite “rodar” não só línguas mas todos os demais códigos simbólicos já inventados ou por inventar.
[...] Eu mesmo venho realizando pesquisas sobre o assunto, algumas já publicadas. É importante dizer que todas as teorias, apesar das diferenças, são tributárias de um mesmo princípio, já intuído pelos gregos na Antiguidade. Como diria Mário Quintana, não há nada que possamos pensar que algum grego já não tenha pensado.
Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, pós-doutor pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena).  
Observe as ocorrências de porque/por que, destacadas no texto. Agora assinale a alternativa que contenha as palavras que completem corretamente os espaços nas proposições a seguir: I. O caminho _______ venho é mais longo. II. Não há nenhum ________ que não tenha resposta. III. As razões _________ falou não ficaram claras. IV. Ninguém falou, não se sabe ___________.
Alternativas
Q797640 Português

Considere o seguinte trecho:

Em um devastador ataque de amnésia, o ex-ministro do Turismo disse não saber como nem ______________ 833.000 dólares foram depositados em uma conta na Suíça.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

Alternativas
Q797581 Português
Considere a seguinte frase: Ainda não se sabe ______ as baleias foram parar nessa praia no extremo norte da Ilha Sul do país. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima.
Alternativas
Q775127 Português
Acerca do uso adequado dos “porquês”, assinale a única alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q772514 Português

Dadas as orações:

I - Alguém pode explicar porque eles saíram tão cedo?

II - Por que você chegou a essa hora?

III - A mãe não gostou da “nora” por que esta ficou implicando com seu filho.

A alternativa correta quanto ao uso das palavras em destaque é:

Alternativas
Q772299 Português

Considerando o uso dos porquês, faça a associação correta:


1 – Por que

2 – Por quê

3 – Porque

4 – Porquê


( ) Não terminei o trabalho ________ passei mal

( ) Ela não quis ir ao clube _______?

( ) __________ você não me contou isso antes?

( ) Logo imagino o ______ de toda esta alegria!


Assinale a alternativa com a respectiva sequência: 

Alternativas
Q769087 Português
Assinale a alternativa onde a grafia do porquê está incorreta:
Alternativas
Q2737368 Português

Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo

já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho.

Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

-Aí, Gaúcho!

-Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.

Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

-Mas o Gaúcho fala "tu"! -disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

-E fala certo -disse a professora. -Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

-O pai atravessou a sinaleira e pechou...

-O que?

-O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

-O que foi que ele disse, tia?

-quis saber o gordo Jorge.

-Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

- E o que é isso?

-Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

-Nós vinha ...

- Nós vínhamos.

-Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas " pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!

-Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Assinale a alternativa que apresenta ERRO em relação ao uso do "porquê".

Alternativas
Q2737363 Português

Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo

já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho.

Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

-Aí, Gaúcho!

-Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.

Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

-Mas o Gaúcho fala "tu"! -disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

-E fala certo -disse a professora. -Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

-O pai atravessou a sinaleira e pechou...

-O que?

-O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

-O que foi que ele disse, tia?

-quis saber o gordo Jorge.

-Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

- E o que é isso?

-Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

-Nós vinha ...

- Nós vínhamos.

-Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas " pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!

-Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Na frase: "Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente", usa-se o "porquê" de forma separada, pois

Alternativas
Q2730964 Português

Sobre a grafia de alguns vocábulos, assinale a alternativa que preenche a lacuna corretamente:

Eu saí da sala ........ não estava ....... de discutir com quem ....... entende o assunto.

Alternativas
Q1874754 Português

Assinale a alternativa onde a grafia da palavra sublinhada está INCORRETA.

Alternativas
Q1633413 Português
Assinale a opção que apresenta os porquês que cabem nas lacunas das orações “______ eles não levaram os livros? - Eles não os levaram, _______ não precisam mais deles.”:
Alternativas
Q1393322 Português
Assinale a alternativa em que o uso dos porquês é realizado de modo adequado.
Alternativas
Q1368299 Português

Leia a tira, para responder à questão.

Imagem associada para resolução da questão

(Bill Watterson, Tiras do Calvin. Disponível em:

<www1.folhauol.com.br>. Acesso em: 26 jan 2016)

A alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto é:

Alternativas
Q1329849 Português

Considere as sentenças a seguir:


I. O relatório será devolvido ___________ existem graves inconsistências.

II. Temos o maior interesse em demonstrar __________ não há irregularidades no processo.

III. É necessário investigar o ___________ de tantos recursos destinados para essa finalidade.

IV. O caso já havia sido discutido, no entanto insistem em retomá-lo. _________?


As lacunas das sentenças acima devem ser respectivamente preenchidas por:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: CIEE Órgão: TJ-DFT Prova: CIEE - 2016 - TJ-DFT - Estágio - Direito |
Q1321913 Português

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e com a gramática normativa, quanto à ortografia, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.


1. __________ precisamos discutir?

2. __________ é necessário.

3. Mas __________?

4. O __________ eu não sei.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1228949 Português
Por que, quando temos uma obturação no dente, sentimos um choque ao morder um papel-alumínio?
Porque você está transformando sua boca em uma pilha. Uma bateria é feita de dois metais diferentes mergulhados em um líquido ácido. O líquido tem cargas que roubam os elétrons de um metal e os jogam no outro. “Pois é exatamente isso que acontece quando você encosta a liga metálica da obturação, geralmente feita de prata, cobre e estanho, no alumínio, ambos molhados de saliva, que é ácida”, explica o químico Tibor Raboczkay, da Universidade de São Paulo. O alumínio se transforma no polo negativo da pilha. Seus elétrons passam para a saliva e de lá para a obturação. Ou seja, surge uma corrente elétrica que chega até o dente. Uuui! (Superinteressante, ano 14, nº 7)
Acerca do uso da palavra PORQUE, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1192506 Português

Leia a tirinha.

Imagem associada para resolução da questão

(Folha de S.Paulo, 23.10.2011. Adaptado)


Para que o diálogo entre as personagens tenha sentido, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta, respectivamente e respeitando-se a norma-padrão da língua portuguesa, por:


Alternativas
Q1130376 Português
Desacelerar desde cedo – seria hora de ensinar meditação para as crianças?
Daniel Martins de Barros

    1. A meditação ensina a acalmar a mente, escapando da aceleração que tanto nos cerca. Por que não ensiná-la desde cedo para as crianças?
    2. A prática da meditação tem sido cada vez mais estudada e seus benefícios comprovados. Isso é tão difundido que nem seria preciso dizer que ela promove redução do estresse, melhora da função imunológica, aumento da compaixão, redução da pressão arterial, aumento das emoções positivas, redução da ansiedade, melhora na concentração, a lista é grande. Por outro lado, embora esteja presente na humanidade há milênios, na maioria das vezes é bem difícil iniciar exercícios de meditação, sobretudo para nós, ocidentais. Acalmar a mente não é conosco.
    3. Como os efeitos positivos no controle da ansiedade são claros, com frequência indico a prática para meus pacientes com transtornos ansiosos como uma medida adjuvante aos medicamentos, terapias ou atividades físicas. E invariavelmente me deparo com a dificuldade que as pessoas demonstram só de pensar em meditar. Numa dessas consultas, conversando com uma paciente, comentei que meditação poderia ser ensinada nas escolas: as crianças têm muito mais facilidade de desenvolver determinadas habilidades, e via de regra não estão ainda tão aceleradas como os adultos. Além disso, como a capacidade de se focar e manter a atenção é uma habilidade cada vez mais rara – mas indispensável para a educação – elas ainda ganhariam qualidade de estudo. Que gênio! Por que ninguém pensou nisso antes?
    4. Claro que já pensaram. Fui atrás de mais informação, e me deparei com uma revisão sistemática da literatura científica publicada em 2015, reunindo os estudos mais consistentes. Descobri que em vários países já há programas para incluir a meditação no currículo escolar. Segundo os dados levantados, que somando todos os estudos alcançava 1797 alunos, existem resultados positivos consistentes em diversos parâmetros. Maior bem-estar entre os estudantes, menos ansiedade, melhora no autocontrole emocional foram alguns dos benefícios comprovados, em maior ou menor grau. Melhora também nas funções cognitivas, notadamente a atenção, foi encontrada, embora não tenham sido atestados expressivos ganhos rendimento escolar até o momento.
    5. Várias técnicas foram utilizadas nesses diversos experimentos, mas praticamente toda meditação se baseia em três princípios: 1 – manter o foco num único estímulo (um som, uma imagem, um pensamento, os imputs sensoriais, a respiração etc.); 2 – perceber quando surgem distrações, e tranquilamente se desligar delas; 3 – retornar o foco para o estímulo escolhido. Embora muitas remetam a tradições orientais, místicas etc., esses princípios são totalmente independentes de crenças ou religiões, e fazem todo sentido: nossa mente vaga inquieta por um sem número de pensamentos, ruminações, preocupações, dando origem a emoções de toda espécie, muitas vezes negativas e prejudiciais. Meditar nada mais é do que aquietar a mente, impedindo-a de entrar nesse turbilhão descontrolado de pensamentos – daí a redução do estresse, melhora da atenção e assim por diante.
    6. Educar é preparar as crianças para a vida, fornecendo-lhes conhecimentos, competências e habilidades. Além de ensinar a raciocinar, a ler e fazer contas, a escola também as prepara – formalmente ou não – para estabelecer relações, gerenciar conflitos, fazer escolhas. Da mesma forma como lhes damos educação física – considerando que o uso do corpo pode e deve ser aprimorado para uma vida mais plena – por que não lhes dar também uma educação mental?
    7. Para além de qualquer ideologia, religião ou crença, diante dos resultados consistentes que vêm surgindo, fornecer às pessoas desde cedo uma habilidade mental para lidar com os desafios que irão enfrentar pode fazer muito sentido numa sociedade cada vez mais inquieta.
Adaptado de: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/desacelerar-desde-cedo-seria-hora-de-ensinar-meditacao-para-criancas/.
Acesso em: 23 de março de 2016. 
Sobre o trecho “Que gênio! Por que ninguém pensou nisso antes?”, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
741: A
742: B
743: E
744: D
745: A
746: B
747: A
748: A
749: D
750: A
751: C
752: B
753: C
754: B
755: B
756: D
757: D
758: B
759: D
760: C