Questões de Concurso
Comentadas sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português
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Analise as seguintes frases:
- Meu irmãozinho ainda não sabe ___________ nossos pais viajam tanto.
- Não podemos saber de tudo ____________ somos apenas humanos.
- Quero entender o _______ de tudo isso.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.
Sabendo que os vocábulos destacados nos versos possuem formas distintas de emprego (POR QUE; PORQUE; POR QUÊ; PORQUÊ), das frases a seguir, o emprego desse vocábulo deve ocorrer pelo mesmo motivo do emprego nos versos, preenchendo a lacuna, sem infringir a norma culta em:
I- Por que você comprou esse livro?
II- As razões porque lutamos são nobres.
III- Não compreendi o porquê de tantas reclamações.
IV- Elas venderam a casa, por que?
O uso dos porquês está correto:
Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos
A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.
As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.
Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade.
Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.
Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.
Considerando o uso dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
Daniela perguntou ao seu namorado: “Antônio, você gosta de chocolates?”. Ele respondeu: “Gosto. ______?”. Sem conseguir inventar uma desculpa, ela disse: “Ah, eu não gostaria de te explicar o ______.”. Antônio insistiu: “Mas eu só quero saber ______ você fez essa pergunta sem mais nem menos.”. Daniela respondeu, por fim: “É ______ eu queria saber que presente te dar de aniversário.”.
No que se refere ao uso da água e ao tratamento do esgoto há tantos __________ envolvidos que é preciso analisar cada situação e entender __________ medidas concretas e mais incisivas são necessárias. Muitas pessoas, por falta de conhecimento, negam a crescente escassez de água potável em vários lugares do mundo e questionam: "__________eu preciso economizar se no Brasil há tanta água disponível?". __________? _________ a água é um recurso renovável, porém, é finito e limitado. Sem cuidado e políticas públicas claras e decisivas, corremos o risco de desertificar imensas áreas no Brasil e no mundo.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
I- Por que se demitiu?
II- Eles não explicaram os caminhos porque passaram.
III- Aurora não revelou o porquê de sua saída repentina.
IV- A porta está fechada, por que?
O uso dos porquês está correto:
I- É a estrada por que costuma passar.
II- Os motivos porque desisti não importam agora.
III- Ninguém explicou o porquê de tanta confusão.
IV- Alice e Amanda não vieram à festa, sabe por que?
O uso dos porquês está correto:
(1) Porque
(2) Por que
(3) Porquê
(4) Por quê
( ) ________ queria viajar, você fez isso, não foi?
( ) Sabia que eu nunca dei ouvidos àquele _______?
( ) Juro que não sei _________ estudei tanto!
( ) Sem seu esclarecimento, nunca entenderei ________.
A PALAVRA COMO LIMITE DO MUNDO
Dizer é delimitar. Sempre que nomeamos algo, traçamos contornos, selecionamos sentidos e, inevitavelmente, excluímos possibilidades. A linguagem, longe de ser um espelho fiel da realidade, funciona como um filtro: organiza o caos do mundo em categorias compreensíveis, ainda que imperfeitas.
Nesse processo, não apenas comunicamos, mas também construímos aquilo que julgamos compreender. Uma mesma situação pode ser descrita de múltiplas formas, e cada escolha lexical carrega uma perspectiva implícita. Não é por acaso que debates acalorados muitas vezes não decorrem de fatos distintos, mas de palavras diferentes para nomear o mesmo fenômeno.
Há, portanto, uma dimensão de poder na linguagem. Quem nomeia, define; quem define, orienta o olhar. Expressões aparentemente neutras podem carregar juízos de valor, e termos técnicos podem conferir uma aura de legitimidade a ideias que, em essência, não são menos controversas.
Isso não significa que a linguagem deva ser abandonada ou desacreditada, mas compreendida em sua complexidade. Ao tomar consciência de seus mecanismos, o falante torna se menos refém das palavras e mais capaz de utilizá-las com precisão e responsabilidade.
Entretanto, em um cenário marcado pela pressa e pela simplificação, tende-se a ignorar essa dimensão crítica. Palavras são repetidas sem reflexão, conceitos são utilizados de maneira imprecisa e, pouco a pouco, o discurso perde densidade. Não se trata apenas de falar menos, mas de dizer pior.
Tal empobrecimento não é apenas estilístico. Ele compromete a própria capacidade de pensar, uma vez que o raciocínio se estrutura linguisticamente. Quando o vocabulário se estreita, o pensamento também se contrai, e o mundo, antes múltiplo, parece reduzir-se a versões simplificadas de si mesmo.
Talvez, por isso, o desafio contemporâneo não seja apenas falar, mas reaprender a dizer.
O VALOR DAS PALAVRAS
As palavras fazem parte do nosso dia a dia. Com elas, contamos histórias, expressamos sentimentos e compartilhamos ideias. No entanto, nem sempre percebemos o peso que elas carregam. Uma mesma palavra pode ter diferentes significados, dependendo do contexto em que é usada.
Quando alguém diz que está com o “coração pesado”, por exemplo, não quer dizer que o órgão físico mudou de peso, mas sim que está triste ou preocupado. Esse uso mostra como a linguagem pode ir além do sentido literal, criando novas formas de expressão.
Além disso, escolher bem as palavras é importante para evitar mal-entendidos. Uma frase mal construída pode gerar dúvidas ou até conflitos. Por isso, é fundamental conhecer o significado das palavras e saber utilizá-las corretamente.
Aprender a usar a língua não é apenas decorar regras, mas compreender como ela funciona no cotidiano. Quanto mais praticamos a leitura e a escrita, mais ampliamos nossa capacidade de comunicação.
Assinale a alternativa em que o uso do “porquê” está correto:
Considerando as normas da gramática normativa acerca do emprego dos diferentes "porquês", analise o trecho abaixo, atentando para o valor sintático e semântico exigido pela construção. Observe que a lacuna deve ser preenchida de modo a manter a correção gramatical e a coerência textual, especialmente no que se refere à função exercida pela palavra no contexto.
"Durante a reunião do conselho, o diretor solicitou que os membros explicassem o _____ da queda no rendimento acadêmico, destacando que a instituição precisava compreender as causas do problema antes de propor intervenções pedagógicas."
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
I. Já compreendi o porquê desta resposta. II. Saiu de casa tranquila, porque estava adiantada. III. Ana não veio ontem por que? IV. A rua por que passei era cheia de árvores.
Está CORRETO o que se afirma:

“Eu não entendo por que você não gosta de mim, Garfield.”
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da forma “por que” nesse enunciado.
“Não fui à festa .............................. estava cansado das solenidades vazias. Todos me perguntavam o ............................ da minha ausência. Respondi simplesmente: “E ........................... preciso um motivo? Às vezes a vontade basta.” Alguns insistiam: “Mas ............................. não avisou antes?”
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
__________ Maria chegou tarde, Paulo saiu atrasado. Essa situação _________ ele passou foi constrangedora para o seu caráter, já que nunca chegara atrasado em lugar nenhum. Paulo nunca soube os ________ do atraso de Maria. Para ele, entender o ________ é difícil.