Questões de Concurso Comentadas sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português

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Q3993761 Português

A PALAVRA COMO LIMITE DO MUNDO



Dizer é delimitar. Sempre que nomeamos algo, traçamos contornos, selecionamos sentidos e, inevitavelmente, excluímos possibilidades. A linguagem, longe de ser um espelho fiel da realidade, funciona como um filtro: organiza o caos do mundo em categorias compreensíveis, ainda que imperfeitas. 


Nesse processo, não apenas comunicamos, mas também construímos aquilo que julgamos compreender. Uma mesma situação pode ser descrita de múltiplas formas, e cada escolha lexical carrega uma perspectiva implícita. Não é por acaso que debates acalorados muitas vezes não decorrem de fatos distintos, mas de palavras diferentes para nomear o mesmo fenômeno.


Há, portanto, uma dimensão de poder na linguagem. Quem nomeia, define; quem define, orienta o olhar. Expressões aparentemente neutras podem carregar juízos de valor, e termos técnicos podem conferir uma aura de legitimidade a ideias que, em essência, não são menos controversas.


Isso não significa que a linguagem deva ser abandonada ou desacreditada, mas compreendida em sua complexidade. Ao tomar consciência de seus mecanismos, o falante torna se menos refém das palavras e mais capaz de utilizá-las com precisão e responsabilidade. 


Entretanto, em um cenário marcado pela pressa e pela simplificação, tende-se a ignorar essa dimensão crítica. Palavras são repetidas sem reflexão, conceitos são utilizados de maneira imprecisa e, pouco a pouco, o discurso perde densidade. Não se trata apenas de falar menos, mas de dizer pior.


Tal empobrecimento não é apenas estilístico. Ele compromete a própria capacidade de pensar, uma vez que o raciocínio se estrutura linguisticamente. Quando o vocabulário se estreita, o pensamento também se contrai, e o mundo, antes múltiplo, parece reduzir-se a versões simplificadas de si mesmo.


Talvez, por isso, o desafio contemporâneo não seja apenas falar, mas reaprender a dizer.

 

Assinale a alternativa em que o uso dos “porquês” está CORRETO:
Alternativas
Q3993619 Português
Considerando as normas da gramática normativa acerca do emprego dos diferentes "porquês", analise o trecho abaixo, atentando para o valor sintático e semântico exigido pela construção. Observe que a lacuna deve ser preenchida de modo a manter a correção gramatical e a coerência textual, especialmente no que se refere à função exercida pela palavra no contexto.
"Durante a reunião do conselho, o diretor solicitou que os membros explicassem o_____da queda no rendimento acadêmico, destacando que a instituição precisava compreender as causas do problema antes de propor intervenções pedagógicas."
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
Alternativas
Q3992093 Português

Considerando as normas da gramática normativa acerca do emprego dos diferentes "porquês", analise o trecho abaixo, atentando para o valor sintático e semântico exigido pela construção. Observe que a lacuna deve ser preenchida de modo a manter a correção gramatical e a coerência textual, especialmente no que se refere à função exercida pela palavra no contexto.


"Durante a reunião do conselho, o diretor solicitou que os membros explicassem o _____ da queda no rendimento acadêmico, destacando que a instituição precisava compreender as causas do problema antes de propor intervenções pedagógicas."



Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:

Alternativas
Q3981960 Português
Texto:


“Nós aprendemos com os erros?” Erro não é para ser punido, é para ser corrigido. O que deve ser punido é a negligência, a desatenção e o descuido. O erro faz parte do processo de acerto, da tentativa de inovação, da procura de construir algo melhor. Ninguém é imune ao erro. A frase clássica “errar é humano” não é uma justificativa, é uma explicação. Ela significa, entre outras coisas, que nós somos, sim, passíveis de errar, mas insisto: o erro não é para ser punido, é para ser corrigido. Corrige-se o erro de modo que quem errou faça direito da próxima vez.


Não haveria inovação na vida humana se o erro não tivesse o seu lugar. Aí se diria: “nós aprendemos com os erros?” Não, aprendemos com a correção dos erros. Se aprendêssemos com os erros, o melhor método pedagógico seria errar bastante, e há erros que são fatais, terminais. Na escola, com frequência colocavam no acerto um “C” pequenininho em azul no meu trabalho, e quando errava, não é que eles colocavam um “E” em vermelho, grandão, valorizando algo que deve ser corrigido, e não punido? O físico Albert Einstein dizia algo que nos ajuda a refletir: “Tolo é aquele que faz as coisas sempre do mesmo jeito e espera resultados diferentes”. Algumas pessoas rejeitam o lugar do erro. Urge relativizar essa postura, e isso não é querer elogiar o erro, mas admiti-lo no dia a dia.


Texto de Mário Sergio Cortella, retirado do livro “Pensar bem nos faz bem – filosofia, religião, ciência e educação. Título original: Erro. 

Assinale a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das orações abaixo:


“ ______________ não vamos ao parque? Você não gosta desse livro, ___________? Eu gostaria de saber o ____________ dela não gostar mais de mim.”

 

Alternativas
Q3963668 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta em relação ao emprego da palavra destacada.
Alternativas
Q3962246 Português
Texto 2


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https://eduardojunior.wordpress.com/2011/08/15/ garfield-melhores-tirinhas-de-junho-atrasadinho/
No Texto 2, encontramos a seguinte frase:

“Eu não entendo por que você não gosta de mim, Garfield.”

Assinale a alternativa correta quanto ao uso da forma “por que” nesse enunciado.
Alternativas
Q3962244 Português
Leia o trecho a seguir:

“Não fui à festa .............................. estava cansado das solenidades vazias. Todos me perguntavam o ............................ da minha ausência. Respondi simplesmente: “E ........................... preciso um motivo? Às vezes a vontade basta.” Alguns insistiam: “Mas ............................. não avisou antes?”

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3953718 Português
Assinalar a alternativa em que o uso dos “porquês” está CORRETO.  
Alternativas
Q3944992 Português
Considerando o emprego dos porquês, assinalar a alternativa cujos elementos preenchem as lacunas abaixo CORRETAMENTE.

__________ Maria chegou tarde, Paulo saiu atrasado. Essa situação _________ ele passou foi constrangedora para o seu caráter, já que nunca chegara atrasado em lugar nenhum. Paulo nunca soube os ________ do atraso de Maria. Para ele, entender o ________ é difícil.
Alternativas
Q3944566 Português
Considerando o emprego dos porquês, assinalar a alternativa cujos elementos preenchem as lacunas abaixo CORRETAMENTE.

__________ Maria chegou tarde, Paulo saiu atrasado. Essa situação _________ ele passou foi constrangedora para o seu caráter, já que nunca chegara atrasado em lugar nenhum. Paulo nunca soube os ________ do atraso de Maria. Para ele, entender o ________ é difícil.
Alternativas
Q3926187 Português
Os animais de estimação e as crianças


         Para muitas pessoas, os animais de estimação são membros da família muito queridos que oferecem apoio em diferentes etapas da vida. Eles ajudam casais a consolidar seu relacionamento, atuam como colegas de brincadeiras para crianças pequenas e oferecem companhia para pais quando filhos saem de casa.

         Em relação às crianças, muitos pais sentem intuitivamente que cuidar de um animal pode fornecer lições valiosas aos pequenos sobre cuidados, responsabilidade e empatia. "É muito importante, especialmente para as crianças mais jovens, aprender que o ponto de vista de alguém pode ser diferente de seu próprio", afirma Megan Mueller, professora de interação entre seres humanos e animais da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. "Talvez seja uma lição mais fácil de aprender com um animal do que, digamos, com um irmão ou colega."

       Mas os estudos sobre os impactos benéficos dos animais de estimação sobre as crianças vão além. Eles indicam que os pets podem influenciar as habilidades sociais, a saúde física e até o desenvolvimento cognitivo das crianças. Cuidar de animais está associado a níveis mais altos de empatia. E, para crianças com autismo e suas famílias, cuidar de animais de estimação pode ajudar a reduzir o estresse e criar oportunidades para formar relacionamentos de apoio.

      Quando as crianças conhecem seus animais de estimação, elas se abrem para uma compreensão mais profunda dos animais no mundo como um todo. "Elas tendem a aprender com o seu pet, de alguma forma, a serem mais compreensivas, empáticas e a reagir aos animais em geral", afirma John Bradshaw, autor de diversos livros sobre cães e gatos.


Fonte: BBC Brasil. Adaptado.
Considerando o uso dos porquês, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3865708 Português
Imagem associada para resolução da questão

BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tirasde-armandinho>. 


A frase “Mais uma? Por quê?”, empregada na tirinha acima, pode ser reescrita corretamente da seguinte forma: 
Alternativas
Q3864890 Português
Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3862307 Português

Amigos para o bem e para o mal


Vera Iaconelli – Psicanalista



    Costumamos dizer que é na hora do perrengue que se conhece um verdadeiro amigo. Ele seria a pessoa que não larga nossa mão quando estamos por baixo. Concordo, desde que se leve em conta o outro lado: amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos. A amizade só se revela no intercâmbio de posições e em diferentes contextos.  


    Partimos da constatação freudiana de que não há relação isenta de ambivalência e que o amor e o ódio andam de mãos dadas. É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes. A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma. 


    Ele permite que a inveja dê lugar à admiração, sabendo que a primeira está sempre à espreita. Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer sob a condição de um insight: ser o dono da bola não é tão legal quanto ter alguém com quem jogar.


    Inveja, ciúme, competição, raiva... as amizades vêm com a paleta completa de afetos humanos, acirrados pela proximidade, pelo convívio e pela longevidade das relações. O que as torna especiais é que nelas o cuidado, a empatia e a intimidade dão mais prazer do que nossa costumeira mesquinhez. Daí que ver o amigo brilhar, quando não consideramos nosso umbigo o centro do universo, pode ser fonte de um genuíno prazer.


    Da mesma forma, vê-lo sofrer é dilacerante (e perdê-lo, impensável). A condição para ser um amigo digno do título é que o sadismo diante do sofrimento alheio não roube a cena. Reitero que não existe aqui nenhuma expectativa de que sejamos seres superiores, livres das limitações humanas, mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las, evitar que transbordem em atos danosos e, acima de tudo, desfrutar do prazer de amar e ser amado pelo outro. 


    O mesmo critério deveria servir para familiares, conhecidos e colegas. Mas estes têm que galgar muitos degraus para receber o especialíssimo título de amigo. A amizade é contingente e implica trocas íntimas e duradouras nas quais podemos nos fiar, quase sempre. Amigos também comem bola, mas ganham no saldo final e por insistência. 


    Nossos amigos não precisam ser as melhores pessoas do mundo. Basta que sejam as melhores pessoas do nosso mundo. Isso permite que mesmo os bizarros, os malas sem alça e os perdidos de plantão tenham direito a relações significativas na vida. (Considerando que todos somos um pouco bizarros, malas e perdidos, é bom que haja quem nos aguente.) 


[...]


    No fim das contas, amigo mesmo é aquele que sobrevive ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem sadismo nem inveja demais, e com disponibilidade amorosa ao longo da vida.  


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2025/10/amigos-para-o-bem-e-para-o-mal.shtml). Acesso em: 22 nov. 2025. 

Em “É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes.”, o termo destacado pode ser corretamente substituído por
Alternativas
Q3862157 Português
Mencionando-se os porquês, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3813661 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O quanto da sua vida é baseado na internet?

    WhatsApp, Instagram, Pinterest. Twitter, para alguns. Facebook virou coisa “de gente velha”. Snapchat ainda existe? Tumblr pra ler, Spotify para ouvir, YouTube para assistir; tantos blogs nessas interwebs que já nem dá pra contar – nunca deu, na verdade.
    Eu sei que parece hipócrita uma crônica num blog, dentro da internet, fazer uma análise sobre como vivemos aqui na web. Mas, ei, é pra isso que estamos aqui! Se não pudermos usar do ciberespaço para criticar o uso do próprio por nós mesmos, qual o ponto?
    Enquanto conversava com um amigo de infância – nos conhecemos desde a sexta série – comentamos sobre como estão alguns de nossos colegas do ensino médio, até que foi mencionado que há muito não via um deles pessoalmente. “A gente acha que ver as pessoas na internet é o suficiente, né?”, disse ele, após rir. Depois que ele foi embora, coloquei-me a pensar nessa frase. Desde a faculdade que estudo sobre internet e suas nuances, então, frases e discussões do tipo sempre ficam martelando na minha cabeça.
    E aí, pensei naquele clichê que já falamos mil vezes e, ainda assim, insistimos em não levar a sério. O quanto da sua vida é baseado no que se vê na internet? O quanto você mostra ou deixa de mostrar nas fotos do Instagram, nos tweets, nos stories? (...)
    E, de novo, parece clichê, parece óbvio, mas por que a gente não se escuta? Por que é tão difícil deixar o celular para ler um bom livro? Apreciar uma ida a uma praça, o tempo com alguém querido ou até mesmo um tempo de ócio consigo mesmo? (...)

VALADARES, Thiarlley. O quanto da sua vida é baseado na internet? Apenas fugindo. Disponível em . https://www.apenasfugindo.com/2020/01/croni
“E, de novo, parece clichê, parece óbvio, mas por que a gente não se escuta?”
A expressão destacada no trecho acima pode ser reescrita corretamente como:
Alternativas
Q3975319 Português
Indique a alternativa correta quanto ao emprego dos porquês:
Alternativas
Q3956046 Português
Assinale a alternativa em que o uso do(s) "porquê(s)" está CORRETO, conforme as normas da gramática da língua portuguesa.
Alternativas
Q3855934 Português

Às vezes, dizemos "sim" quando gostaríamos de dizer "não". Aceitamos sair mesmo quando estamos cansados ou com a "bateria baixa", respondemos com doçura quando o que gostaríamos era só silêncio. Fazemos isso em nome da harmonia, do cuidado, daquilo que acreditamos ser gentileza — mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar. Afinal, os limites para a gentileza é essencial para que o ato continue sendo leve e genuíno.


(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)



A respeito das concordâncias nominal e verbal, leia o excerto e analise as sentenças:


I. A construção "mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar" apresenta correta concordância do verbo "haver", uma vez que ele é impessoal. Se a autora do texto decidisse usar o verbo "existir", seria necessário fazer a concordância, ficando "mas existem momentos...".


II. Há um problema de concordância verbal e nominal na expressão "é essencial" que deveria estar no plural, concordando com o núcleo do sujeito − "limites".


III. O trecho "para que o ato continue sendo leve e genuíno" apresenta corretas concordância verbal e nominal. Primeiro, porque o verbo e os adjetivos concordam com sujeito "o ato" e este está no singular porque tem como referente "a gentileza".



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3855933 Português

No excerto "Por que um grau a mais na temperatura é uma catástrofe até para o ecossistema dos desertos", o "por que" foi usado corretamente, mesmo a oração não sendo uma pergunta direta. Analise as sentenças a seguir:



I. Eis por que é preciso discutir o aquecimento global, mas também agir rápido e mundialmente.


II. Ninguém explica por que há tanta resistência, por parte das grandes nações, em mitigar os efeitos do aquecimento global. Elas também são responsáveis.


III. É preciso implementação urgente de ações que, de fato, mudem os rumos climáticos por que não há mais tempo para fingir que os desastres não estão cada vez mais intensos.



O por que foi corretamente usado em:

Alternativas
Respostas
1: B
2: B
3: E
4: A
5: D
6: E
7: A
8: D
9: D
10: D
11: D
12: D
13: B
14: A
15: C
16: D
17: B
18: A
19: B
20: E