Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q288104 Português
No Texto I, as vírgulas que aparecem em “Tem as mesmas origens a produção, na base mesma da vida social, de uma violência estrutural” (linhas 17 a 19) foram usadas pela mesma razão das que estão presentes no fragmento

Alternativas
Q254534 Português
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Com referência ao texto acima, julgue os itens a seguir.

O emprego da vírgula após “desenvolvimento” (L.13) justifica-se para marcar a anteposição de oração subordinada reduzida de particípio.

Alternativas
Q254530 Português
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Em relação às idéias e estruturas do texto acima, julgue os itens que se seguem.

A vírgula logo após a palavra “expressão” (L.4) justifica-se por isolar aposto explicativo.
Alternativas
Q203530 Português
No parágrafo 9º, o primeiro registro de aspas indica:

Alternativas
Q190011 Português

                                   O segredo da acumulação primitiva neoliberal         

          Numa coluna publicada na Folha de São Paulo, o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de um navio de crianças escravas errando ao largo da costa do Benin. Ao ler o texto – que era inspirado , o navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva, mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas.

           Elio Gaspari propunha um termo para designar esse povo móvel e desesperado: “os cidadãos descartáveis”. “Massas de homens e mulheres são arrancados de seus meios de subsistência e jogados no mercado de trabalho como proletários livres, desprotegidos e sem direitos.” São palavras de Marx, quando ele descreve a “acumulação primitiva”, ou seja, o processo que, no século XVI, criou as condições necessárias ao surgimento do capitalismo.

          Para que ganhássemos nosso mundo moderno, foi necessário, por exemplo, que os servos feudais fossem, à força, expropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. Massas inteiras se encontraram, assim, paradoxalmente livres da servidão, mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver

          Quatro ou cinco séculos mais tarde, essa violência não deveria ter acabado? Ao que parece, o século XX pediu uma espécie de segunda rodada, um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para um capitalismo enfim global.

          Simples continuação ou repetição? Talvez haja uma diferença – pequena, mas substancial – entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização: as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistência, os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome, por exemplo, mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio. O protótipo poderia ser o prospecto que, um século atrás, seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse, de bem-estar e de ascensão social.

          As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberal são subjetivas. A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência, mas de nossa comunidade restrita, familiar e social, para sermos lançados numa procura infinita de status (e, hipoteticamente, de bem-estar) definido pelo acesso a bens e serviços. Arrancados de nós mesmos, deveremos querer ardentemente ser algo além do que somos.

          Depois da liberdade de vender nossa força de trabalho, a “acumulação primitiva” do  neoliberalismo nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida, ou seja, de cultivar visões, sonhos e devaneios de aventura e sucesso. E, desde o prospecto do emigrante, a oferta vem se aprimorando. A partir dos anos 60, a televisão forneceu os sonhos para que o campo não só
devesse, mas quisesse, ir para a cidade.

          O requisito para que a máquina neoliberal funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos. Trata-se de alimentar um sonho infinito de perfectibilidade
e, portanto, uma insatisfação radical. Não é pouca coisa: é necessário promover e vender objetos e serviços por eles serem indispensáveis para alcançarmos nossos ideais de status, de bem-estar e de felicidade, mas, ao mesmo tempo, é preciso que toda satisfação conclusiva permaneça impossível.

          Para fomentar o sujeito neoliberal, o que importa não é lhe vender mais uma roupa, uma cortina ou uma lipoaspiração; é alimentar nele sonhos de elegância perfeita, casa perfeita e corpo perfeito. Pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garantem, assim, que ele seja parte inalterável, definidora, da personalidade contemporânea.

          Melhor deixar como está. No entanto, a coisa não fica bem. Do meu pequeno observatório psicanalítico, parece que o permanente sentimento de inadequação faz do sujeito neoliberal
uma espécie de sonhador descartável, que corre atrás da miragem de sua felicidade como um trem descontrolado, sem condutor, acelerando progressivamente por inércia – até que os
trilhos não agüentem mais.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2002)


Quanto à pontuação, está inteiramente correta a frase:
Alternativas
Q190007 Português

                                   O segredo da acumulação primitiva neoliberal         

          Numa coluna publicada na Folha de São Paulo, o jornalista Elio Gaspari evocava o drama recente de um navio de crianças escravas errando ao largo da costa do Benin. Ao ler o texto – que era inspirado , o navio tornava-se uma metáfora de toda a África subsaariana: ilha à deriva, mistura de leprosário com campo de extermínio e reserva de mão-de-obra para migrações desesperadas.

           Elio Gaspari propunha um termo para designar esse povo móvel e desesperado: “os cidadãos descartáveis”. “Massas de homens e mulheres são arrancados de seus meios de subsistência e jogados no mercado de trabalho como proletários livres, desprotegidos e sem direitos.” São palavras de Marx, quando ele descreve a “acumulação primitiva”, ou seja, o processo que, no século XVI, criou as condições necessárias ao surgimento do capitalismo.

          Para que ganhássemos nosso mundo moderno, foi necessário, por exemplo, que os servos feudais fossem, à força, expropriados do pedacinho de terra que podiam cultivar para sustentar-se. Massas inteiras se encontraram, assim, paradoxalmente livres da servidão, mas obrigadas a vender seu trabalho para sobreviver

          Quatro ou cinco séculos mais tarde, essa violência não deveria ter acabado? Ao que parece, o século XX pediu uma espécie de segunda rodada, um ajuste: a criação de sujeitos descartáveis globais para um capitalismo enfim global.

          Simples continuação ou repetição? Talvez haja uma diferença – pequena, mas substancial – entre as massas do século XVI e os migrantes da globalização: as primeiras foram arrancadas de seus meios de subsistência, os segundos são expropriados de seu lugar pela violência da fome, por exemplo, mas quase sempre eles recebem em troca um devaneio. O protótipo poderia ser o prospecto que, um século atrás, seduzia os emigrantes europeus: sonhos de posse, de bem-estar e de ascensão social.

          As condições para que o capitalismo invente sua versão neoliberal são subjetivas. A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência, mas de nossa comunidade restrita, familiar e social, para sermos lançados numa procura infinita de status (e, hipoteticamente, de bem-estar) definido pelo acesso a bens e serviços. Arrancados de nós mesmos, deveremos querer ardentemente ser algo além do que somos.

          Depois da liberdade de vender nossa força de trabalho, a “acumulação primitiva” do  neoliberalismo nos oferece a liberdade de mudar e subir na vida, ou seja, de cultivar visões, sonhos e devaneios de aventura e sucesso. E, desde o prospecto do emigrante, a oferta vem se aprimorando. A partir dos anos 60, a televisão forneceu os sonhos para que o campo não só
devesse, mas quisesse, ir para a cidade.

          O requisito para que a máquina neoliberal funcione é mais refinado do que a venda dos mesmos sabonetes ou filmes para todos. Trata-se de alimentar um sonho infinito de perfectibilidade
e, portanto, uma insatisfação radical. Não é pouca coisa: é necessário promover e vender objetos e serviços por eles serem indispensáveis para alcançarmos nossos ideais de status, de bem-estar e de felicidade, mas, ao mesmo tempo, é preciso que toda satisfação conclusiva permaneça impossível.

          Para fomentar o sujeito neoliberal, o que importa não é lhe vender mais uma roupa, uma cortina ou uma lipoaspiração; é alimentar nele sonhos de elegância perfeita, casa perfeita e corpo perfeito. Pois esses sonhos perpetuam o sentimento de nossa inadequação e garantem, assim, que ele seja parte inalterável, definidora, da personalidade contemporânea.

          Melhor deixar como está. No entanto, a coisa não fica bem. Do meu pequeno observatório psicanalítico, parece que o permanente sentimento de inadequação faz do sujeito neoliberal
uma espécie de sonhador descartável, que corre atrás da miragem de sua felicidade como um trem descontrolado, sem condutor, acelerando progressivamente por inércia – até que os
trilhos não agüentem mais.

(Contardo Calligaris, Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2002)


A expropriação que torna essa passagem possível é psicológica: necessita que sejamos arrancados nem tanto de nossos meios de subsistência, mas de nossa comunidade restrita, familiar e social.

Na frase acima, e no contexto do parágrafo que ela integra,
Alternativas
Q170146 Português
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Com relação à compreensão e à interpretação do texto acima bem
como a aspectos morfossintáticos, julgue os próximos itens.

Sem prejuízo para o sentido e para a correção gramatical do texto, a oração “que fazem todo o sentido na comunicação entre especialistas” (L.8-9) poderia ocupar, desde que precedida de vírgula, a posição após a expressão “termos técnicos” (L.6-7).
Alternativas
Q170095 Português
Assinale a opção em que o fragmento apresenta erro de pontuação.

Alternativas
Q170093 Português
Assinale a opção que apresenta fragmento gramaticalmente correto.

Alternativas
Q169707 Português
Julgue os itens a seguir quanto aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima.

As vírgulas após “profissão” (l.15) e após “trabalho” (l.16) justificam-se por isolar aposto explicativo.
Alternativas
Q169705 Português
Julgue os itens a seguir quanto aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima.

Na linha 7, o travessão pode ser substituído por sinal de dois-pontos sem prejuízo para a correção gramatical do período.
Alternativas
Q122585 Português
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Considerando os princípios de tipologia textual e de redação
oficial, julgue os itens subseqüentes, relativos ao texto.

Com base nas estruturas lingüísticas do texto, julgue os itens a
seguir.
Na linha 11, apenas a primeira vírgula não pode ser suprimida do texto, pois está separando termos da mesma função sintática.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118847 Português
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Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem.

O emprego de vírgulas após “PETI” (L.1) e após “(MDS)” (L.2) justifica-se por isolar oração reduzida de particípio intercalada na principal.

Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118845 Português
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Em relação ao texto acima, julgue os itens de 11 a 15.

Pelos sentidos do texto, o sinal de dois-pontos e as aspas no segundo parágrafo indicam a inserção da fala de uma pessoa entrevistada.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118844 Português
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Em relação ao texto acima, julgue os itens de 11 a 15.

A inserção de uma vírgula imediatamente antes do termo “que” (L.8) mantém as relações sintáticas originais e não altera o significado da informação.
Alternativas
Q118840 Português
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Com referência às idéias e às estruturas do texto acima, julgue os
seguintes itens.

O sinal de dois-pontos (L.16) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituído pela expressão tais como, antecedida de vírgula.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118839 Português
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Com referência às idéias e às estruturas do texto acima, julgue os
seguintes itens.

As vírgulas logo após “empreendimentos” (L.12) e “artesanato” (L.13) podem, sem prejuízo para a correção gramatical do período, ser substituídas por parênteses.
Alternativas
Q118833 Português
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Em relação às estruturas do texto ao lado, que trata do SUAS,
julgue os itens que se seguem.

O emprego da vírgula após “(SUAS)” (L.5) justifica-se por isolar oração subordinada adjetiva explicativa.
Alternativas
Ano: 2006 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAJM-ES Prova: CESPE - 2006 - IPAJM - Advogado |
Q118832 Português
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Em relação às estruturas do texto ao lado, que trata do SUAS,
julgue os itens que se seguem.

A substituição dos parênteses das linhas 3 e 4 por travessões mantém a correção gramatical do período.
Alternativas
Q117632 Português
Analise o texto abaixo e considere as seis propostas de alteração. Faça, a seguir, o que se pede.

 Imagem associada para resolução da questão

Propostas de alteração da pontuação:
I) Eliminar a vírgula que está depois da palavra “Ceará” (l.2) II) Manter apenas a inicial maiúscula da sigla(l.2). Assim: Sefaz-Ceará III) Colocar uma vírgula antes e outra depois da expressão: de 26 de setembro de 1836 (l.4) IV) Substituir o duplo travessão das linhas 5 e 6 por parênteses V) Colocar vírgula depois da palavra “Estado”(l.9) VI) Excluir as aspas da linha 11
Assinale a opção que contém apenas e tão-somente as propostas que deverão ser implementadas para tornar o texto correto.
Alternativas
Respostas
15821: E
15822: E
15823: E
15824: D
15825: B
15826: C
15827: C
15828: D
15829: C
15830: E
15831: C
15832: C
15833: C
15834: E
15835: E
15836: C
15837: E
15838: C
15839: C
15840: A