Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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A respeito do texto acima, julgue os itens de 11 a 20.


Com relação ao texto acima, julgue os itens de 1 a 10.
Com os devidos ajustes nas letras maiúsculas e minúsculas, o deslocamento da expressão “no início dos anos 60 do século XX” (l.1-2) para o começo do período — e do texto — preservaria sua coerência e correção gramatical, desde que a vírgula que segue essa expressão a acompanhasse.
Preservam a coerência entre os argumentos e a correção gramatical do texto as seguintes alterações na sua pontuação: a substituição de dois-pontos depois de “America Central” (l.6) por vírgula; na linha 20, a substituição do ponto depois de “maia” por dois-pontos, acompanhada da mudança de grafia de inicial maiúscula para minúscula em “Os”.
Preservam-se a coerência entre as ideias e a correção gramatical do texto, ao se substituir a conjunção que inicia o segmento “e não o particular” (l.11-12) por vírgula.
As relações entre as ideias do texto permitem a inserção de uma vírgula logo depois de “humano” (l.1) para se destacar a circunstância de tempo, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto.
Regulamentados por lei o horário máximo e as condições mínimas de adequação ao universo da criança, as empresas seriam encorajadas a admitir, treinar e a ajudar a desenvolver os pequenos trabalhadores, facilitando-lhes, inclusive, o acesso a uma educação suplementar: cursos profissionalizantes, estágios, atualizações etc.
I – Na linha 6, a vírgula imediatamente após o segundo travessão poderia ser retirada sem causar erro gramatical.
II – Após “requinte” (linha 7), o ponto e vírgula poderia ser substituído por travessão sem causar erro gramatical.
III – Acarretaria erro gramatical e mudança de sentidos caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após “proteção” (linha 15).
A sequência correta é:
Julgue o item, a respeito da organização das ideias no texto acima.
A inserção de vírgula logo depois de “mise-en-scène” (L.10) preservaria a correção gramatical do texto e tornaria mais explícitas as relações de dependência semântica entre as ideias.
A partir da argumentação do texto acima, bem como das estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue o item.
Fazendo os necessários ajustes nas letras iniciais maiúsculas, as relações semânticas entre as orações do texto permitem que o ponto logo após “hipótese” (L.11) seja substituído pelo sinal de ponto e vírgula e o ponto logo depois de “europeu” (L.19), pelo sinal de dois-pontos.
Paradoxalmente, rádio e televisão podem oferecer-nos o
mundo inteiro em um instante, mas o fazem de tal maneira que
o mundo real desaparece, restando apenas retalhos fragmenta-
dos de uma realidade desprovida de raiz no espaço e no tempo.
Como, pela atopia das imagens, desconhecemos as determinações
econômico-territoriais (geográficas, geopolíticas etc.) e como, pela
acronia das imagens, ignoramos os antecedentes temporais e as
consequências dos fatos noticiados, não podemos compreender seu
verdadeiro significado. Essa situação se agrava com a TV a cabo,
com emissoras dedicadas exclusivamente a notícias, durante 24
horas, colocando em um mesmo espaço e em um mesmo tempo
(ou seja, na tela) informações de procedência, conteúdo e signifi-
cado completamente diferentes, mas que se tornam homogêneas
pelo modo de sua transmissão. O paradoxo está em que há uma
verdadeira saturação de informação, mas, ao fim, nada sabemos,
depois de termos tido a ilusão de que fomos informados sobre tudo.
Se não dispomos de recursos que nos permitam avaliar a
realidade e a veracidade das imagens transmitidas, somos persua-
didos de que efetivamente vemos o mundo quando vemos a TV.
Entretanto, como o que vemos são as imagens escolhidas, selecio-
nadas, editadas, comentadas e interpretadas pelo transmissor das
notícias, então é preciso reconhecer que a TV é o mundo. É este
o significado profundo da atopia e da acronia, ou da ausência de
referenciais concretos de lugar e tempo – ou seja, das condições
materiais, econômicas, sociais, políticas, históricas dos aconte-
cimentos. Em outras palavras, essa ausência não é uma falha ou
um defeito dos noticiários e sim um procedimento deliberado de
controle social, político e cultural.

Se não (I) dispomos de recursos que nos permitam (II) avaliar a realidade e a veracidade das imagens transmitidas, somos (III) persuadidos de que efetivamente vemos o mundo (IV) quando vemos a TV.
A alternativa que, reescrevendo esse trecho, apresenta-se de acordo com a norma culta é:
Paradoxalmente, rádio e televisão podem oferecer-nos o
mundo inteiro em um instante, mas o fazem de tal maneira que
o mundo real desaparece, restando apenas retalhos fragmenta-
dos de uma realidade desprovida de raiz no espaço e no tempo.
Como, pela atopia das imagens, desconhecemos as determinações
econômico-territoriais (geográficas, geopolíticas etc.) e como, pela
acronia das imagens, ignoramos os antecedentes temporais e as
consequências dos fatos noticiados, não podemos compreender seu
verdadeiro significado. Essa situação se agrava com a TV a cabo,
com emissoras dedicadas exclusivamente a notícias, durante 24
horas, colocando em um mesmo espaço e em um mesmo tempo
(ou seja, na tela) informações de procedência, conteúdo e signifi-
cado completamente diferentes, mas que se tornam homogêneas
pelo modo de sua transmissão. O paradoxo está em que há uma
verdadeira saturação de informação, mas, ao fim, nada sabemos,
depois de termos tido a ilusão de que fomos informados sobre tudo.
Se não dispomos de recursos que nos permitam avaliar a
realidade e a veracidade das imagens transmitidas, somos persua-
didos de que efetivamente vemos o mundo quando vemos a TV.
Entretanto, como o que vemos são as imagens escolhidas, selecio-
nadas, editadas, comentadas e interpretadas pelo transmissor das
notícias, então é preciso reconhecer que a TV é o mundo. É este
o significado profundo da atopia e da acronia, ou da ausência de
referenciais concretos de lugar e tempo – ou seja, das condições
materiais, econômicas, sociais, políticas, históricas dos aconte-
cimentos. Em outras palavras, essa ausência não é uma falha ou
um defeito dos noticiários e sim um procedimento deliberado de
controle social, político e cultural.



Com base nas estruturas linguísticas e nas relações
argumentativas do texto acima, julgue os itens de 7 a 13.
A FAVELA NÃO É CULPADA
Bernardete Toneto, Segurança pública
A ocupação dos morros pelas organizações criminosas
levou à criação de um estereótipo: favela é lugar de bandido. Será?
“Barracão de zinco, sem telhado, sem pintura, lá no morro
barracão é bangalô. Lá não existe felicidade de arranha-céu, pois
quem mora lá no morro já vive pertinho do céu.” Os versos do
samba “Ave-Maria no Morro”, composto em 1942 por Herivelto
Martins, revela uma época em que a favela era sinônimo de beleza
e melancolia. Da mesma forma que a visão era errada nas décadas
de 1930 a 1950, hoje também as favelas - em especial as do Rio de
Janeiro - não são reduto do crime organizado, como noticiam os
meios de comunicação social e faz supor a nossa vã filosofia.
Até a primeira metade do século XX, muitas músicas
enalteciam o morro como lugar de amizade e solidariedade. O
romantismo era tão grande que os compositores Cartola e Carlos
Cachaça (ambos moradores do Morro da Magueira, no Rio de Janeiro)
e Hermínio Bello de Carvalho compuseram o samba “Alvorada”, cuja
letra proclama: “Alvorada lá no morro que beleza. Ninguém chora,
não há tristeza, ninguém sente dissabor. O sol colorido é tão lindo, e
a natureza sorrindo, tingindo, tingindo a alvorada”.
A poesia foi uma forma de camuflar a realidade. A primeira
favela carioca foi a do Morro da Providência, antigo Morro da Favela.
A ideia da época era limpar as regiões centrais da cidade, dando um
ar de modernidade à capital da República. Por isso, em 1893, os
pobres que viviam em cortiços, como o da Cabeça de Porco, foram
enviados para os morros sem nenhum tipo de atendimento e de
infraestrutura habitacional. Logo depois chegariam os soldados
que haviam lutado na Guerra de Canudos, no sertão nordestino.
Assim, o Rio de Janeiro passou a ser sinônimo de
favelas, consideradas guetos de pobres e da marginalidade.





