Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Texto 1

Indique com (V) a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e com (F) a(s) falsa(s), de acordo com o Texto 1 e com a norma padrão escrita.
( ) Se na oração “toda diferença que vemos entre raças, grupos étnicos, sexos e indivíduos provém” [...] (linhas 12-13) trocássemos “toda diferença” por as diferenças a grafia da forma verbal “provém” não precisaria ser alterada.
( ) Na oração “Tentamos distinguir entre força e direito e assim respeitar culturas que são diferentes da nossa.” (linhas 36-37) o uso de vírgulas antes e depois do vocábulo assim é opcional.
( ) O sujeito da oração principal de “Uma longa e crescente lista de conceitos que pareceriam naturais ao modo de pensar humano (emoções, parentesco, os sexos, doença, natureza, o mundo) passou então a ser vista como „inventada‟ ou „socialmente construída‟.” (Iinhas 7-10) é humano.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Texto 1

Observe o excerto extraído do Texto 1.
“Mudando as experiências – reformando o modo de criar os filhos, a educação, a mídia e as recompensas sociais – podemos mudar a pessoa. Notas baixas, pobreza e comportamento antissocial podem ser melhorados; de fato, não fazê-lo é uma irresponsabilidade.” (linhas 14- 17)
Leia as afirmativas abaixo.
I. O trecho entre os travessões empregados no excerto serve para explicar melhor o que o autor considera por “experiências”.
II. O sujeito da frase “podemos mudar a pessoa” é classificado como indeterminado.
III. O pronome lo de “fazê-lo” recupera toda a ideia da frase “Notas baixas, pobreza e comportamento antissocial podem ser melhorados”.
IV. A frase que segue o ponto e vírgula não está subordinada à oração que o antecede.
Assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação e à colocação prononimal.
Em janeiro passado, num vagão do metrô londrino, contei dez pessoas lendo jornais e outras sete lendo livros. Dificilmente vemos algo parecido no transporte público brasileiro. Além disso, quem sai do Brasil e caminha pelas ruas de Londres pode se espantar com a quantidade de livrarias. Que a “literatura adolescente” de fato atraia mais de nós para o necessário e tão subestimado universo dos livros.
(Seção “Leitor”, Veja, 25.05.2011)
Analise as afirmações.
I. As informações textuais permitem afirmar que o Brasil tem mais livrarias nas ruas do que Londres.
II. O uso das aspas em “literatura adolescente” justifica-se como forma de indicar uma literatura que tematiza os interesses dos jovens.
III. A frase final do texto – Que a “literatura adolescente” de fato atraia mais de nós para o necessário e tão subestimado universo dos livros. – é volitiva, ou seja, é construída de forma a exprimir um sentido de desejo, vontade.
Está correto o que se afirma em
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Vivissecção: ciência ou barbárie?
Aurélio Munhoz*
01 ___A palavra complicada usada no título deste artigo justifica uma explicação inicial. Em sentido restrito,
02 vivissecção é a prática (cuja origem é atribuída ao médico romano de origem grega Cláudio Galenao, no
03 século I d.C) de se dissecar animais vivos para estudar sua anatomia e fisiologia. Em sentido amplo, o
04 termo define todos os experimentos realizados em animais vivos.
05 ___Tanto em um caso quanto no outro, porém, os resultados são sempre os mesmos: dor e sofrimento.
06 É isso o que acontece nas câmaras de torturas – _________ chamadas de laboratórios – de universidades
07 públicas e privadas, indústrias (sobretudo de produtos farmacêuticos e cosméticos) e institutos de pesquisa.
08 ___Nelas, animais vivos – mamíferos, em especial – são submetidos a um rol ________ de experiências,
09 cujo espaço restrito deste artigo não nos permite detalhar. Citemos algumas: a _________ de membros
10 sadios para a implantação de próteses produzidas com novos materiais supostamente úteis aos seres
11 humanos, a injeção de substâncias tóxicas no corpo ou a aplicação de produtos químicos na pele para a
12 verificação dos seus efeitos e, ainda, a fixação de instrumentos em órgãos internos (como o crânio) para o
13 monitoramento das suas atividades diante de choques elétricos ou de novas drogas.
14 ___Tudo em nome da Ciência – e, de forma velada, do dinheiro. Porque, não se iluda, este é o pano de
15 fundo do debate. Ainda que fosse justificável a necessidade de se torturar e mutilar animais em nome da
16 Ciência, o que é discutível, não o é fazê-lo em nome do dinheiro. Por isso, a vivissecção é, sem dúvida, a
17 maior das questões da Bioética.
18 ___Não por acaso. Não há _________ oficiais sobre o número de animais mortos neste gênero de
19 barbárie moderna, mas os PhDs alemães Milly Schar-Manzoli e Max Heller, no livro Holocausto, estimam
20 que a máquina de dinheiro que move esta fábrica de horrores chega a consumir extraordinários
21 quatrocentos milhões de animais em todo o mundo, anualmente.
22 ___Não se diga, seguindo a cartilha maquiavélica, que os fins justificam os meios. No livro Alternativas ao
23 uso de animais vivos na Educação, o biólogo paulista Sérgio Greif relaciona uma longa lista de alternativas
24 eficazes à vivissecção, que esvaziam os discursos de que este tipo de prática é necessário: modelos e
25 simuladores mecânicos ou de computador, realidade virtual, acompanhamento clínico em pacientes reais,
26 auto-experimentação não-invasiva, estudo anatômico de animais mortos por causas naturais, além dos
27 filmes e vídeos interativos.
28 ___Apoiadas por cientistas, pesquisadores, políticos e até executivos de grandes empresas privadas,
29 instituições sérias como a InterNiche (International Networtk of Individuals and Campaigns for a Humane
30 Education) e a British Union for the Abolition of Vivisection (organização que existe desde o final do século
31 19) têm uma coleção de bem fundamentados _________ contrários a este tipo de prática.
32 ___Provando que a preocupação com o tema não é delírio das organizações de defesa dos animais, a
33 grande maioria das escolas de medicina dos EUA (maior berço científico do planeta) não usa animais. Entre
34 elas, as consagradíssimas Harvard Medical School e Columbia University College of Physicians and
35 Surgeons. Baseiam-se, entre outras coisas, em estudos que comprovam que 51,5% das drogas lançadas
36 entre 1976 e 1985 ofereciam riscos aos seres humanos não previstos nos testes.
37 ___Já em Israel, a El Al (principal linha aérea do País) se recusa a transportar primatas para serem
38 usados em experiências. Lá, a vivissecção é proibida em todas as instituições federais de ensino. O
39 argumento que utilizam para justificar esta atitude, com o qual encerra-se este artigo, é uma primorosa lição
40 de humanidade. “É mais importante ensinar aos alunos israelenses a compaixão pelos animais porque este
41 sentimento certamente criará maior compaixão por seres humanos”.
(*In: www.anda.jor.br/2011/06/19/vivisseccao-ciencia-ou-barbarie (Acessado em 19 de junho de 2011))
No sétimo parágrafo, há a ocorrência de três vírgulas e de um ponto final. Acerca destas vírgulas, marque C (correto) ou E (errado), nas afirmações abaixo.
( ) Todas as vírgulas poderiam ser substituídas por ponto-e-vírgula.
( ) A primeira e a segunda vírgulas separam enumerações.
( ) A segunda vírgula tem a função de separar dois termos que desempenham funções sintáticas distintas.
( ) A última vírgula assinala um termo deslocado considerando a ordem tradicional da frase.
( ) A última vírgula é facultativa, sendo utilizada tão-somente para evitar ambiguidade.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
- ela fala sobre a onça, e ele, sobre o guepardo -
O segmento isolado pelos travessões, no Texto II, constitui
Leia o trecho abaixo:
Um sistema que ama a democracia, mas também gosta de usar o “Você sabe com quem está falando?”, que é justamente a prova da persistência dessa tradição, conforme disse em Carnavais, malandros e heróis, um livro publicado, imagine, em 1979!
A respeito desse trecho, considere as seguintes afirmativas:
1. As aspas, maiúscula e interrogação utilizadas em “Você sabe com quem está falando?” assinalam a inserção de uma frase de uso corrente.
2. O itálico é utilizado para assinalar que o autor não se responsabiliza pelo conteúdo das informações destacadas.
3. As vírgulas no trecho “..., que é justamente a prova da persistência dessa tradição, ...” apontam o caráter explicativo da oração delimitada por esse sinal de pontuação.
4. São recursos para destacar a ênfase que o autor dá às suas afirmações a inserção de um verbo no imperativo entre vírgulas e o ponto de exclamação.
Assinale a alternativa correta.
Texto 1 para as questões de 01 a 07.
Analise as assertivas abaixo:
Está CORRETO o que se afirma em
Os trechos transcritos abaixo apresentam apenas um sinal de pontuação. Em qual deles, o sinal pode ser substituído por ponto e vírgula (;), com as adaptações necessárias, se for o caso?
Instrução: As questões 51 a 60 estão relacionadas ao texto abaixo.
- Parece que Darwin hoje incomoda tanto quanto Galileu em sua época. Alguns pretendem dar ao "Criacionismo" status de ciência, colocando-o
- como teoria alternativa ao "Darwinismo". Nada mais pobre do ponto de vista espiritual e intelectual do que confundir ciência com religião: a fé é de foro
- íntimo, e de cada um; a ciência busca o entendimento da natureza, e não há nesse ato qualquer atitude de crença em dogmas religiosos. Assim, Darwin
- é vítima do obscurantismo, pois suas ideias tendem a ser negadas pelo público leigo, como se pertencessem a um lado diabólico da humanidade.
- Há, no entanto, uma outra vítima do obscurantismo: Albert Einstein. Lido por poucos, virou lenda, e a ele se atribuem ideias estapafúrdias. A mais
- engraçada é a da relatividade: “Tudo é relativo", dizem os leitores descuidados, e um interminável rolo de enganos vai subscrever-se ________ glória
- de Einstein. O que ele procurava quando enunciou sua "Teoria da Relatividade Especial" era salvar o princípio de Galileu, aplicado ________ leis do
- eletromagnetismo.
- Galileu, que passou um ________ bocado nas mãos de obscurantistas, enunciou o Princípio da Relatividade, que diz: "As leis físicas são as
- mesmas para qualquer referencial inercial". Ou seja, o chamado princípio da relatividade trata da invariância de leis, mesmo que os referenciais
- produzam medições diferentes para certas grandezas físicas.
- Ao unificar os resultados de Michelson e Morley sobre o fato de que a luz não necessita suporte material para se propagar com as equações de
- Lorentz para cálculo de velocidades relativas e com o fato de a velocidade da luz independer do referencial, Einstein concluiu que as leis do
- eletromagnetismo também são as mesmas para todos os referenciais inerciais.
- Sabe-se que, como todo ser humano, Einstein, ao longo de sua carreira, errou certas coisas. Seu erro maior, ________ , foi ter mantido o nome de
- Teoria da Relatividade para seu trabalho, e não tê-lo mudado para Teoria da Invariabilidade.
Adaptado de: PIQUEIRA, José Roberto Castilho. Relatividade não muito relativa. Disponível em: < http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESCV/edicoes/0/Artigo154818-1.asp>. Acesso em: 5 mar. 2011
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, relativas ao uso de sinais de pontuação no texto.
( ) O ponto-e-vírgula da linha 03 poderia ser substituído por ponto final, iniciando-se o período seguinte com letra maiúscula, sem prejuízo do significado e da correção textuais.
( ) A vírgula colocada depois de lenda (l. 05) poderia ser substituída por ponto final, iniciando-se a frase seguinte com E, sem prejuízo do significado e da correção da oração.
( ) O ponto final da linha 10 poderia ser substituído por ponto-e-vírgula, iniciando-se o período seguinte com letra minúscula, sem prejuízo do significado e da correção da oração.
( ) As vírgulas colocadas antes e depois da sequência como todo ser humano (l. 15) poderiam ser suprimidas sem prejuízo do significado e da correção da oração.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instruções: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.
O desafio que nos impõem filmes de determinação e luta pela sobrevivência como Caminho da liberdade é aceitá-los pela chave factível e capacidade de nos absorver na história. Peter Weir é mais feliz neste último apelo, mas nem tanto no primeiro, ao retratar um grupo de prisioneiros de um gulag que, no início da década de 40, foge através do território russo gelado e empreende uma jornada pela Mongólia até o Tibete. Alguns chegarão, outros não.
A questão, em princípio, é trabalhar um relato verídico no registro ficcional, já que ao livro de Slavomir Rawics − com título homônimo − em que se baseia, o cineasta somou outras experiências semelhantes de prisioneiros. Sentiu-se, assim, mais livre para deixar arestas a certa imaginação e conjecturas dramáticas. Para não comprometer a saga liderada pelo jovem militar interpretado por Jim Sturgess, é preciso relevar que as limitadas condições de sobrevida nunca chegam a se esvair por completo, por obra de alguma vocação ao heroísmo também nunca bem esclarecida.
Assim, no grupo de personagens, composto por um russo escroque (Colin Farrell), um americano desiludido (Ed Harris) e a única mulher, uma jovem polonesa (Saoirse Ronan), a bandeira será muito mais de tolerância pelas diferenças sociais e crenças políticas a que se veem obrigados do que pelos instintos pessoais comuns a situações de limite. É um filme, enfim, sobre a condição de diversos e sua cooperação pela vida. Weir dá dimensão de grandiosidade quase épica ao intento, característica de parte de seu cinema, mas demonstra fragilidade ao tratar o microcosmo de seus heróis.
(Orlando Margarido. CartaCapital. Bravo! 18 de maio de 2011, p. 72)
O período corretamente pontuado é:
Instruções: As questões de números 6 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O interesse de Vieira como escritor decorre do fato de ter praticado com virtuosidade incomparável a arte da palavra no estilo “conceptista” – como o denominam os manuais de literatura – e de o ter feito com objetivos práticos, porque para ele a palavra era instrumento de ação. Embora os historiadores de literatura portuguesa e brasileira considerem Vieira exemplo típico de “barroco”, ele conseguiu ser claro e convincente. Por meio das mesmas palavras e do mesmo tipo de construção, fazia-se entender tanto por homens da corte como por colonos analfabetos das aldeias brasileiras. Apesar de “barroco”, nada lhe parecia mais estranho do que o conceito da “arte pela arte”. Diante disso, um problema a nós se apresenta: como e por que um estilo literário, tido pela opinião geral como puramente artístico, só acessível aos iniciados e adequado ao gosto de cortes requintadas e de academias literárias, pode ser usado na prática cotidiana? Como e por que pode ser funcional?
(Adaptado de Antonio J. Saraiva, O discurso engenhoso. São Paulo, Perspectiva, 1980, p. 113)
Quanto aos sinais de pontuação empregados no texto, é correto afirmar:
Assinale a alternativa correta.
Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.
Os anônimos
Na história de Branca de Neve, a rainha má consulta o seu espelho e pergunta se existe no reino uma beleza maior do que a sua. Os espelhos de castelo, nos contos de fada, são um pouco como certa imprensa brasileira, muitas vezes dividida entre as necessidades de bajular o poder e de refletir a realidade. O espelho tentou mudar de assunto, mas finalmente respondeu: “Existe”. Seu nome: Branca de Neve.
A rainha má mandou chamar um lenhador e instruiu-o a levar Branca de Neve para a floresta, matá-la, desfazer-se do corpo e voltar para ganhar sua recompensa. Mas o lenhador poupou Branca de Neve. Toda a história depende da compaixão de um lenhador sobre o qual não se sabe nada. Seu nome e sua biografia não constam em nenhuma versão do conto. A rainha má é a rainha má, claramente um arquétipo, e os arquétipos não precisam de nome. O Príncipe Encantado, que aparecerá no fim da história, também não precisa. É um símbolo reincidente, talvez nem a Branca de Neve se dê ao trabalho de descobrir seu nome. Mas o personagem principal da história, sem o qual a história não existiria e os outros personagens não se tornariam famosos, não é símbolo de nada. Ele só entra na trama para fazer uma escolha, mas toda a narrativa fica em suspenso até que ele faça a escolha certa, pois se fizer a errada não tem história. O lenhador compadecido representa dois segundos de livre-arbítrio que podem desregular o mundo dos deuses e dos heróis. Por isso é desprezado como qualquer intruso e nem aparece nos créditos.
Muitas histórias mostram como são os figurantes anônimos que fazem a história, ou como, no fim, é a boa consciência que move o mundo. Mas uma das pessoas do grupo em que conversávamos sobre esses anônimos discordou dessa tese, e disse que a entrada do lenhador simbolizava um problema da humanidade, que é a dificuldade de conseguir empregados de confiança, que façam o que lhes for pedido.
TEXTO 1
O Colapso do Enem
Se restava alguma dúvida quanto à credibilidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ela foi desfeita depois que a Justiça Federal concedeu liminar prorrogando por seis dias o prazo de inscrições somente nas universidades federais situadas no Estado do Rio de Janeiro. Com isso, a confusão aumentou ainda mais, pois o sistema de informática do Ministério da Educação (MEC) não está preparado para "isolar" os estudantes fluminenses. O término das inscrições estava previsto para as 23h59 da última terça-feira e já havia sido prorrogado até o último minuto de quinta-feira pelo Ministério da Educação.
Além das trapalhadas administrativas e eletrônicas, as inscrições agora estão marcadas por indefinições e incertezas na área jurídica. Como a disputa pelas 83.125 vagas oferecidas pelo Sisu envolve um concurso de amplitude nacional, o adiamento das inscrições somente no Estado do Rio de Janeiro fere o princípio da isonomia - e isso poderá levar para o âmbito da Justiça o processo seletivo das 83 universidades públicas que aceitaram a proposta do MEC de substituir o vestibular tradicional pelas notas do Enem.
Depois de todas as trapalhadas ocorridas em 2009, esperava-se que o MEC tivesse tomado as medidas necessárias para evitar que elas se repetissem. Infelizmente, isso não aconteceu. Entre outros tropeços, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - o órgão encarregado do Enem e do Sisu - não conseguiu explicar por que vestibulandos que se inscreveram para determinados cursos de determinadas instituições tiveram seus nomes registrados em cursos diferentes oferecidos por outras universidades - com uma distância superior a mil quilômetros entre elas.
O Inep chegou a reconhecer que o sistema de informática não foi planejado para atender à demanda, mas afirmou que ele estava imune a erros e riscos de manipulação. Com cópias de imagens extraídas do site do MEC, os estudantes desmoralizaram o órgão, mostrando que as opções de curso realizadas entre a manhã de domingo e a tarde de segunda-feira foram alteradas entre a terça e a quarta-feira. Além disso, mais uma vez o Inep não conseguiu evitar o vazamento de informações sigilosas dos vestibulandos e houve até casos de dados que foram modificados com nítida má-fé por concorrentes.
O novo fracasso do MEC pode comprometer o início do ano letivo das instituições que fazem parte do Sisu e pôr em risco o planejamento do ensino superior público para 2011. Os prazos de inscrição no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior e no ProUni, por exemplo, já tiveram de ser prorrogados.
Como ocorreu em 2009, para aplacar críticas, a cúpula do MEC substituiu o presidente do Inep. Em pouco mais de um ano, o órgão - que também é responsável pelo Ideb, pelos censos da educação e pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - teve três presidentes.
Os dois primeiros assumiram o cargo prometendo resolver as trapalhadas administrativas na condução do Enem. E a terceira - a pedagoga Malvina Tuttman -, assim que foi nomeada, esta semana, propôs a criação de uma Concursobrás - uma estatal para gerir o Enem e fazer avaliações. A ideia já havia sido discutida pelo MEC com o Ministério do Planejamento, em 2009, mas não prosperou.
Em vez de cobrar eficiência e corrigir os problemas de gestão da máquina do MEC, uma das maiores da administração pública federal, a presidente do Inep - seguindo uma triste tradição do serviço público brasileiro - quer ampliar ainda mais a burocracia. E isso pode resultar em mais contratações e gastos, sem qualquer garantia de que sejam sanadas as deficiências que levaram à desmoralização do Enem.
Na realidade, o desafio não é criar órgãos novos, mas requalificar a burocracia do MEC, reestruturar o sistema de avaliação desfigurado pelo último governo e rever o Sisu - esse gigantesco vestibular das universidades federais que a União não consegue gerir.
É o caso de discutir a possibilidade de voltar ao esquema em que cada universidade federal tinha autonomia para definir seu vestibular, sem qualquer interferência dos ineptos burocratas de Brasília.
O Estado de S.Paulo, 22 de janeiro de 2011. A3.
1. A pessoa que, chega à velhice, pode ficar abandonada. 2. Alguns países, têm conseguido, há tempos, planejamento exitoso. 3. Segundo dados estatísticos, o número de idosos aumenta.
Quanto ao uso da vírgula está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Instrução: A questão refere-se ao texto
abaixo.

Assinale as afirmações abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso), no que se refere à pontuação do texto.
( ) As aspas empregadas em "Tolerância? Há casas para isso!" (l. 03-04) têm a função de destacar ironia veiculada pelas sentenças.
( ) Os dois-pontos usados em Esse uso não me parece desprovido de razão: (l. 18-19) servem para introduzir uma enumeração.
( ) O ponto de interrogação empregado em Não temos razão de pensar o que pensamos? (l. 24) serve para caracterizar uma pergunta retórica.
( ) As reticências em ou amor... (l. 32) poderiam ser substituídas por um ponto, sem prejuízo da idéia veiculada pela pontuação original.
A seqüência que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: A questão refere-se ao texto
abaixo.

Considere as seguintes propostas de reformulação da pontuação do texto, envolvendo o emprego da vírgula.
I - Suprimir a vírgula que segue renasce (l. 28).
II - Substituir os travessões que isolam por menos exaltante que seja esta palavra (l. 35-36) por vírgulas.
III - Substituir o ponto-e-vírgula que segue passável (l. 36) por uma vírgula.
Quais propostas conservam o sentido original e estão corretas de acordo com a norma gramatical?

