Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 14.697 questões

Q4059317 Português
TRF1 reconhece legitimidade da perícia fisioterapêutica

        Por unanimidade, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou recentemente a apelação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e manteve a validade da Resolução COFFITO nº 466/2016, reafirmando a competência normativa do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) para disciplinar a perícia fisioterapêutica.

        No julgamento, o Tribunal reconheceu que a norma não invade atribuições privativas da medicina, pois se limita à regulação da atuação do fisioterapeuta dentro de sua habilitação legal e técnica. Também consignou que o sistema processual brasileiro não restringe a perícia judicial exclusivamente aos médicos, admitindo a nomeação de profissionais legalmente habilitados, conforme a natureza da matéria controvertida.

        O acórdão ressaltou o fundamento de que, embora a Lei nº 12.842/2013 discipline os atos privativos da medicina em seus arts. 4º e 5º, o próprio Poder Legislativo reconheceu que o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica não são exclusivos da medicina, como evidenciado pela mensagem de veto ao art. 4º, I, da lei federal.

        Além disso, ficou reafirmado que, em matérias relacionadas à biomecânica, ergonomia e funcionalidade motora, o fisioterapeuta é profissional tecnicamente qualificado para atuar na perícia, sempre dentro dos limites de sua formação e sem extrapolação para atos privativos de outra profissão.

            A manutenção da norma, portanto, resguarda não apenas a autonomia técnica da fisioterapia, mas também a adequada prestação jurisdicional nas demandas que exigem conhecimento funcional e cinesiológico especializado.

        Com o resultado do julgamento, permanece plenamente válida a Resolução COFFITO nº 466/2016, confirmando não apenas a autonomia técnica da fisioterapia, mas também a adequada prestação jurisdicional nas demandas que exigem conhecimento funcional e cinesiológico especializado.

        O COFFITO, nesse contexto, permanece vigilante e atuante, sempre em defesa das prerrogativas profissionais, da legalidade do exercício da profissão e da valorização técnica e científica da fisioterapia e da terapia ocupacional.

Internet:<crefito14.org.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “em matérias relacionadas à biomecânica, ergonomia e funcionalidade motora”, a ausência do sinal indicativo de crase antes de “ergonomia” e “funcionalidade” configura um erro de paralelismo sintático.

Alternativas
Q4059315 Português
TRF1 reconhece legitimidade da perícia fisioterapêutica

        Por unanimidade, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou recentemente a apelação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e manteve a validade da Resolução COFFITO nº 466/2016, reafirmando a competência normativa do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) para disciplinar a perícia fisioterapêutica.

        No julgamento, o Tribunal reconheceu que a norma não invade atribuições privativas da medicina, pois se limita à regulação da atuação do fisioterapeuta dentro de sua habilitação legal e técnica. Também consignou que o sistema processual brasileiro não restringe a perícia judicial exclusivamente aos médicos, admitindo a nomeação de profissionais legalmente habilitados, conforme a natureza da matéria controvertida.

        O acórdão ressaltou o fundamento de que, embora a Lei nº 12.842/2013 discipline os atos privativos da medicina em seus arts. 4º e 5º, o próprio Poder Legislativo reconheceu que o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica não são exclusivos da medicina, como evidenciado pela mensagem de veto ao art. 4º, I, da lei federal.

        Além disso, ficou reafirmado que, em matérias relacionadas à biomecânica, ergonomia e funcionalidade motora, o fisioterapeuta é profissional tecnicamente qualificado para atuar na perícia, sempre dentro dos limites de sua formação e sem extrapolação para atos privativos de outra profissão.

            A manutenção da norma, portanto, resguarda não apenas a autonomia técnica da fisioterapia, mas também a adequada prestação jurisdicional nas demandas que exigem conhecimento funcional e cinesiológico especializado.

        Com o resultado do julgamento, permanece plenamente válida a Resolução COFFITO nº 466/2016, confirmando não apenas a autonomia técnica da fisioterapia, mas também a adequada prestação jurisdicional nas demandas que exigem conhecimento funcional e cinesiológico especializado.

        O COFFITO, nesse contexto, permanece vigilante e atuante, sempre em defesa das prerrogativas profissionais, da legalidade do exercício da profissão e da valorização técnica e científica da fisioterapia e da terapia ocupacional.

Internet:<crefito14.org.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “A manutenção da norma, portanto, resguarda não apenas a autonomia técnica da fisioterapia”, a vírgula empregada após o vocábulo “portanto” é obrigatória, uma vez que se trata de um conectivo conclusivo intercalado.

Alternativas
Q4059201 Português
Sistema COFFITO/CREFITOs completa 50 anos e ganha documentário emocionante

        A Lei nº 6.316/1975, que instituiu o Sistema COFFITO/CREFITOs (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), completou 50 anos em 2025. A norma representa um marco na regulamentação, fiscalização e valorização da atuação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Brasil, conduzidas pelo Sistema. Cinco décadas após a assinatura da Lei, o Brasil conta hoje com 20 CREFITOs e cerca de 400 mil fisioterapeutas e 20 mil terapeutas ocupacionais em atuação no país.

        Para celebrar esse marco na história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil, o COFFITO lançou, em 2025, o documentário “Ousar para Mudar os Rumos: a geração que transformou a história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil”. Com quase duas horas de duração, a produção reúne relatos emocionantes de quem vivenciou a consolidação das duas profissões e ajudou a construir, ao longo de cinco décadas, um capítulo decisivo da história da saúde nacional.

        O doutor Sandroval Francisco Torres, presidente do COFFITO, destacou a importância da data. “O Sistema COFFITO/CREFITOs chega aos seus 50 anos marcado por muitas lutas e muito esforço. Hoje, estamos onde conseguimos chegar a partir desse percurso. Trabalhamos para ocupar nossos espaços de forma tecnicamente segura, reconhecidamente viável e resolutiva, contribuindo efetivamente para a saúde do cidadão brasileiro”, afirmou.

        Segundo Sandroval, o Brasil é hoje uma referência mundial nas duas áreas. “Nosso empenho é para que o cidadão brasileiro tenha a certeza de que, se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional, encontrará profissionais altamente qualificados. Hoje, o melhor fisioterapeuta e o melhor terapeuta ocupacional formados no mundo são capacitados no Brasil”, garantiu.

        Apesar dos avanços, ele ressaltou que ainda há muito a ser feito. “Temos plena consciência de que ainda há muito a avançar no aprimoramento do nosso próprio fazer profissional, que precisa ser constantemente melhorado, reinventado, reanalisado e revisitado, sempre com o objetivo de oferecer um serviço cada vez mais qualificado, eficiente e resolutivo à população brasileira”, concluiu.


Internet:<noticias.r7.com>  (com adaptações).

No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “o COFFITO lançou, em 2025, o documentário”, as vírgulas isolam um adjunto adverbial intercalado e podem ser suprimidas, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Alternativas
Q4059199 Português
Sistema COFFITO/CREFITOs completa 50 anos e ganha documentário emocionante

        A Lei nº 6.316/1975, que instituiu o Sistema COFFITO/CREFITOs (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), completou 50 anos em 2025. A norma representa um marco na regulamentação, fiscalização e valorização da atuação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Brasil, conduzidas pelo Sistema. Cinco décadas após a assinatura da Lei, o Brasil conta hoje com 20 CREFITOs e cerca de 400 mil fisioterapeutas e 20 mil terapeutas ocupacionais em atuação no país.

        Para celebrar esse marco na história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil, o COFFITO lançou, em 2025, o documentário “Ousar para Mudar os Rumos: a geração que transformou a história da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil”. Com quase duas horas de duração, a produção reúne relatos emocionantes de quem vivenciou a consolidação das duas profissões e ajudou a construir, ao longo de cinco décadas, um capítulo decisivo da história da saúde nacional.

        O doutor Sandroval Francisco Torres, presidente do COFFITO, destacou a importância da data. “O Sistema COFFITO/CREFITOs chega aos seus 50 anos marcado por muitas lutas e muito esforço. Hoje, estamos onde conseguimos chegar a partir desse percurso. Trabalhamos para ocupar nossos espaços de forma tecnicamente segura, reconhecidamente viável e resolutiva, contribuindo efetivamente para a saúde do cidadão brasileiro”, afirmou.

        Segundo Sandroval, o Brasil é hoje uma referência mundial nas duas áreas. “Nosso empenho é para que o cidadão brasileiro tenha a certeza de que, se, em algum momento da sua vida, precisar de um fisioterapeuta ou de um terapeuta ocupacional, encontrará profissionais altamente qualificados. Hoje, o melhor fisioterapeuta e o melhor terapeuta ocupacional formados no mundo são capacitados no Brasil”, garantiu.

        Apesar dos avanços, ele ressaltou que ainda há muito a ser feito. “Temos plena consciência de que ainda há muito a avançar no aprimoramento do nosso próprio fazer profissional, que precisa ser constantemente melhorado, reinventado, reanalisado e revisitado, sempre com o objetivo de oferecer um serviço cada vez mais qualificado, eficiente e resolutivo à população brasileira”, concluiu.


Internet:<noticias.r7.com>  (com adaptações).

No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “A Lei nº 6.316/1975, que instituiu o Sistema COFFITO/CREFITOs (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), completou 50 anos em 2025”, a retirada da vírgula imediatamente antes da forma verbal “completou” seria suficiente para transformar a oração subordinada adjetiva explicativa em restritiva.

Alternativas
Q4059193 Português
Terapia ocupacional contribui para repensar a centralidade do trabalho na vida das pessoas

        O equilíbrio é a palavra‑chave para se pensarem os papéis e as atividades que temos ao longo da vida, e a terapia ocupacional (TO) pode nos ajudar nesse desafio. Em tempos de aumento de transtornos mentais, intensificação e precarização laboral, é fundamental repensar a centralidade do trabalho em nossa vida.

        A terapia ocupacional traz como fundamento a distribuição equilibrada entre trabalho, descanso, lazer e sono para uma participação mais efetiva dos homens e das mulheres no mundo. Isso porque ela considera que os indivíduos se engajam em atividades, tanto as que precisam ser feitas como as que desejamos fazer.

        “As práticas da terapia ocupacional permitem analisar as ocupações nas quais as pessoas estão engajadas e correlacionar com os processos de saúde e bem‑estar”, afirmam os pesquisadores Angela Simonelli e José Marçal, da Universidade Federal do Paraná e da Fundacentro, respectivamente.

        Na vida adulta, o trabalho se destaca como a principal ocupação esperada pela sociedade. “Embora trabalhar – na sociedade capitalista – seja a ocupação principal do ciclo da vida adulta, associada à realização pessoal, não é a única atividade desempenhada nesse ciclo. O trabalho deveria, idealmente, estar equilibrado com as demais atividades que precisamos ou desejamos desempenhar: lazer, atividade física, gestão da saúde, atividades da vida diária (descanso e sono), educação e participação social”, apontam os pesquisadores.

        Outro aspecto importante a considerar é que o início de um novo papel ocupacional na vida pode alterar a importância, o tempo despendido e o engajamento daqueles desempenhados anteriormente. Esses são os casos, por exemplo, de uma pessoa que tem um filho ou se aposenta. “A terapia ocupacional questiona e relativiza a supremacia do trabalho sobre as demais ocupações, já que reconhece a importância do equilíbrio nos diversos papéis como fator determinante de saúde e desenvolvimento”, concluem.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “O trabalho deveria, idealmente, estar equilibrado com as demais atividades que precisamos ou desejamos desempenhar: lazer, atividade física, gestão da saúde, atividades da vida diária (descanso e sono), educação e participação social”, a substituição do sinal de dois‑pontos que antecede a referida enumeração por parênteses, com o devido fechamento ao final do período, manteria a correção gramatical do período.

Alternativas
Q4059192 Português
Terapia ocupacional contribui para repensar a centralidade do trabalho na vida das pessoas

        O equilíbrio é a palavra‑chave para se pensarem os papéis e as atividades que temos ao longo da vida, e a terapia ocupacional (TO) pode nos ajudar nesse desafio. Em tempos de aumento de transtornos mentais, intensificação e precarização laboral, é fundamental repensar a centralidade do trabalho em nossa vida.

        A terapia ocupacional traz como fundamento a distribuição equilibrada entre trabalho, descanso, lazer e sono para uma participação mais efetiva dos homens e das mulheres no mundo. Isso porque ela considera que os indivíduos se engajam em atividades, tanto as que precisam ser feitas como as que desejamos fazer.

        “As práticas da terapia ocupacional permitem analisar as ocupações nas quais as pessoas estão engajadas e correlacionar com os processos de saúde e bem‑estar”, afirmam os pesquisadores Angela Simonelli e José Marçal, da Universidade Federal do Paraná e da Fundacentro, respectivamente.

        Na vida adulta, o trabalho se destaca como a principal ocupação esperada pela sociedade. “Embora trabalhar – na sociedade capitalista – seja a ocupação principal do ciclo da vida adulta, associada à realização pessoal, não é a única atividade desempenhada nesse ciclo. O trabalho deveria, idealmente, estar equilibrado com as demais atividades que precisamos ou desejamos desempenhar: lazer, atividade física, gestão da saúde, atividades da vida diária (descanso e sono), educação e participação social”, apontam os pesquisadores.

        Outro aspecto importante a considerar é que o início de um novo papel ocupacional na vida pode alterar a importância, o tempo despendido e o engajamento daqueles desempenhados anteriormente. Esses são os casos, por exemplo, de uma pessoa que tem um filho ou se aposenta. “A terapia ocupacional questiona e relativiza a supremacia do trabalho sobre as demais ocupações, já que reconhece a importância do equilíbrio nos diversos papéis como fator determinante de saúde e desenvolvimento”, concluem.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “Embora trabalhar – na sociedade capitalista – seja a ocupação principal do ciclo da vida adulta”, os travessões foram empregados para isolar uma oração adjetiva explicativa, podendo ser substituídos por parênteses, sem prejuízo à correção gramatical do texto.

Alternativas
Q4059191 Português
Terapia ocupacional contribui para repensar a centralidade do trabalho na vida das pessoas

        O equilíbrio é a palavra‑chave para se pensarem os papéis e as atividades que temos ao longo da vida, e a terapia ocupacional (TO) pode nos ajudar nesse desafio. Em tempos de aumento de transtornos mentais, intensificação e precarização laboral, é fundamental repensar a centralidade do trabalho em nossa vida.

        A terapia ocupacional traz como fundamento a distribuição equilibrada entre trabalho, descanso, lazer e sono para uma participação mais efetiva dos homens e das mulheres no mundo. Isso porque ela considera que os indivíduos se engajam em atividades, tanto as que precisam ser feitas como as que desejamos fazer.

        “As práticas da terapia ocupacional permitem analisar as ocupações nas quais as pessoas estão engajadas e correlacionar com os processos de saúde e bem‑estar”, afirmam os pesquisadores Angela Simonelli e José Marçal, da Universidade Federal do Paraná e da Fundacentro, respectivamente.

        Na vida adulta, o trabalho se destaca como a principal ocupação esperada pela sociedade. “Embora trabalhar – na sociedade capitalista – seja a ocupação principal do ciclo da vida adulta, associada à realização pessoal, não é a única atividade desempenhada nesse ciclo. O trabalho deveria, idealmente, estar equilibrado com as demais atividades que precisamos ou desejamos desempenhar: lazer, atividade física, gestão da saúde, atividades da vida diária (descanso e sono), educação e participação social”, apontam os pesquisadores.

        Outro aspecto importante a considerar é que o início de um novo papel ocupacional na vida pode alterar a importância, o tempo despendido e o engajamento daqueles desempenhados anteriormente. Esses são os casos, por exemplo, de uma pessoa que tem um filho ou se aposenta. “A terapia ocupacional questiona e relativiza a supremacia do trabalho sobre as demais ocupações, já que reconhece a importância do equilíbrio nos diversos papéis como fator determinante de saúde e desenvolvimento”, concluem.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


A vírgula no trecho “O equilíbrio é a palavra‑chave para se pensarem os papéis e as atividades que temos ao longo da vida, e a terapia ocupacional (TO) pode nos ajudar nesse desafio” é empregada para isolar um termo explicativo intercalado, sem relação com a separação de orações.

Alternativas
Q4058807 Português
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
Alternativas
Q4057499 Português
Os benefícios surpreendentes de se ficar de pé em uma perna só


Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil. Essa habilidade se consolida entre os nove e os dez anos, atinge seu auge pouco antes dos quarenta e passa a declinar gradualmente a partir daí. Após os cinquenta, conseguir sustentar essa posição por alguns segundos já revela informações relevantes sobre a saúde geral e a forma como o corpo envelhece.

Apesar de parecer banal, o exercício traz benefícios expressivos. Ele contribui para reduzir o risco de quedas, aumentar a resistência física e favorecer a memória, efeitos que ganham importância crescente com o avanço da idade. Se o equilíbrio não vem com facilidade, isso costuma indicar a necessidade de treino específico.

Um dos motivos pelos quais médicos usam esse teste está ligado à perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento, conhecida como sarcopenia. A partir dos trinta anos, essa perda pode chegar a oito por cento por década e, por volta dos oitenta, até metade das pessoas apresenta a condição de forma clínica. Além de afetar o controle do açúcar no sangue e a imunidade, a sarcopenia compromete o equilíbrio corporal. Por outro lado, exercícios feitos com uma perna ajudam a preservar os músculos das pernas e dos quadris, reduzindo esse impacto ao longo do tempo.

A redução do equilíbrio também se relaciona ao funcionamento do cérebro. Manter-se em uma perna exige que o cérebro integre informações da visão, do sistema de equilíbrio do ouvido interno e dos nervos responsáveis pela percepção corporal. Esses sistemas se deterioram com a idade, em ritmos diferentes, o que torna o equilíbrio um indicador do estado de áreas cerebrais ligadas à reação rápida, às atividades diárias e ao processamento sensorial.

Com o envelhecimento, ocorre certa atrofia cerebral. Quando esse processo se acelera, aumentam as dificuldades para manter autonomia e o risco de quedas. Dados de saúde pública indicam que quedas não intencionais são a principal causa de lesões entre pessoas com mais de sessenta e cinco anos. Em muitos casos, o problema não é falta de força, mas lentidão para reagir e reposicionar o corpo diante de um desequilíbrio.

Estudos mostram que a incapacidade de permanecer sobre uma perna por dez segundos está associada a maior risco de morte prematura nos anos seguintes. Em pesquisas de longo prazo, pessoas que conseguiam sustentar a posição por poucos segundos apresentaram probabilidade de morte muito superior àquelas que alcançaram dez segundos ou mais. Resultados semelhantes aparecem em quadros de demência: quanto pior o equilíbrio, mais rápido tende a ser o declínio cognitivo.

A boa notícia é que o equilíbrio pode ser treinado. Exercícios em uma perna fortalecem costas, quadris e pernas e também beneficiam o cérebro, que mantém capacidade de adaptação ao longo da vida. Essas práticas estimulam áreas ligadas à integração sensorial, à orientação espacial e ao desempenho cognitivo, podendo inclusive melhorar a memória de trabalho.

A recomendação é que pessoas acima dos sessenta e cinco anos pratiquem esse tipo de exercício várias vezes por semana, de preferência diariamente. Incorporá-lo às atividades cotidianas facilita a adesão: ficar alguns segundos sobre uma perna enquanto escova os dentes ou realiza tarefas simples já produz efeitos positivos. A prática pode ser feita descalço e com calçados, pois cada condição impõe desafios distintos ao corpo.

Mesmo poucos minutos por dia, buscando balançar o mínimo possível, trazem ganhos perceptíveis. Exercícios leves para fortalecer os quadris e a combinação de treino de força, atividades aeróbicas e equilíbrio podem reduzir pela metade os fatores de risco associados a quedas. Não por acaso, práticas como ioga e tai chi chuan, que incluem posições sobre uma perna, estão associadas a um envelhecimento mais saudável.

Com persistência e regularidade, é possível manter bom equilíbrio até idades muito avançadas. Avaliações clínicas mostram que pessoas muito idosas ainda conseguem permanecer sobre uma perna por tempo satisfatório, evidenciando que os sistemas do corpo podem ser estimulados e aprimorados até os últimos anos de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7zy9jz9plo.adaptado.

Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2026 - UEFS - Técnico Universitário |
Q4056652 Português
Não passa pela minha cabeça voltar: por que imigrantes brasileiros estão indo embora de Portugal



O encarecimento do custo de vida tem levado muitos brasileiros a reavaliar a permanência em Portugal, sobretudo nos grandes centros urbanos. Relatos recorrentes indicam que despesas antes consideradas administráveis passaram a comprometer significativamente o orçamento, com destaque para alimentação, lazer e, principalmente, moradia. O reajuste dos aluguéis transformou imóveis simples em opções inviáveis para quem depende de rendas médias.

Dados recentes mostram que a inflação voltou a acelerar em 2025, impulsionada sobretudo pelos alimentos e pela habitação. Além do aumento geral de preços, a pressão sobre o mercado imobiliário se intensificou com a presença de estrangeiros de maior poder aquisitivo, a expansão do turismo e a redução da oferta de contratos de longa duração. O resultado foi uma elevação rápida dos valores cobrados, especialmente nas regiões metropolitanas. A esse cenário somaram-se entraves burocráticos, como a demora na renovação da autorização de residência, que restringe deslocamentos e dificulta a rotina de quem vive legalmente no país.

Ao retornar ao Brasil, alguns imigrantes relatam melhora na qualidade de vida. A possibilidade de trabalhar remotamente para clientes estrangeiros e receber em moeda forte ajuda a equilibrar as contas. Outro fator relevante é o acesso à moradia própria, que elimina o peso do aluguel e oferece maior previsibilidade financeira. Diante disso, muitos não consideram um novo retorno à Europa no curto prazo.

Outros brasileiros compartilham avaliações semelhantes. Apesar da facilidade para regularização migratória, salários concentrados em setores de serviços, comércio e construção não acompanham o ritmo do custo de vida. Especialistas apontam que a crise portuguesa está inserida em um contexto europeu mais amplo, marcado por inflação persistente, juros elevados e menor ritmo de construção de novas habitações. Em cidades como Lisboa e Porto, a procura crescente, combinada à oferta limitada, elevou os preços a patamares distantes da renda média, afetando tanto portugueses quanto imigrantes.

Diante desse quadro, parte dos brasileiros opta por migrar para outros países europeus. Há relatos de melhoria salarial e maior poder de compra, ainda que o aluguel continue elevado em algumas cidades. Em contrapartida, despesas como transporte, alimentação e lazer tendem a ser mais acessíveis. Paralelamente, cresce a percepção de fortalecimento de discursos contrários à imigração, o que afeta a experiência cotidiana de estrangeiros, mesmo quando não é o motivo central da mudança.

Outro elemento estrutural é a gentrificação acelerada, que transformou bairros centrais, substituiu moradores antigos por turistas e investidores e reforçou a habitação como ativo financeiro. Especialistas defendem a combinação de políticas públicas mais eficazes, com expansão da habitação social, regulação do aluguel turístico e medidas contra despejos, como forma de conter a escalada dos preços e preservar a diversidade urbana.

Embora Portugal mantenha políticas migratórias relativamente abertas, analistas destacam um descompasso entre a facilidade de entrada e as condições reais de permanência. A residência legal garante segurança jurídica, mas não assegura viabilidade econômica nem integração social duradoura. Nesse contexto, muitos brasileiros retornam ao país de origem ou buscam alternativas em outras regiões da Europa, evidenciando que o principal desafio não é migrar, mas conseguir permanecer com estabilidade e dignidade.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxq3z49pezo.adaptado.


Paralelamente, cresce a percepção de fortalecimento de discursos contrários à imigração.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase, considerando a ordem direta. 
Alternativas
Q4055720 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.






Considerando os aspectos linguísticos do segundo balão de fala, do jovem à direta da charge, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):


( ) A locução verbal ESTAVA TRABALHANDO expressa uma ação de caráter contínuo e prolongado que ocorreu em um momento específico do passado.

( ) O uso da vírgula no trecho justifica-se pela necessidade obrigatória de separar um vocativo de chamamento no interior da oração.

( ) O pronome pessoal EU, presente na oração, atua sintaticamente como o sujeito e marca de forma explícita a primeira pessoa do discurso.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4055582 Português
        Nos anos iniciais da década de 1980, o mundo testemunhou os primeiros registros de uma doença desconhecida que viria a ser responsável por milhões de mortes e mudaria significativamente o panorama da saúde pública mundial. Esse conjunto de sintomas, provocado por uma infecção viral, foi nomeado, em 1982, síndrome da imunodeficiência adquirida, ou simplesmente Aids.

        Os primeiros casos de Aids em humanos foram descritos nos Estados Unidos, a partir do relato de jovens que apresentavam grave enfraquecimento do sistema imunológico, caracterizado principalmente pelo desenvolvimento de múltiplas infecções e cânceres raros. Somente dois anos após esses primeiros relatos, em 1983, o vírus hoje conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla do inglês Human Immunodeficiency Virus) foi isolado e identificado como o agente responsável pelos casos.

        Ainda em 1982, a infecção chegou ao Brasil, com a notificação oficial dos primeiros registros de Aids na cidade de São Paulo. Em um contexto anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o aumento do número de casos e a aparente disseminação acelerada do vírus instauraram um cenário de medo generalizado.

        Os primeiros anos da epidemia foram marcados pelo temor e pelo preconceito decorrentes da desinformação. Atualmente, com o tratamento antirretroviral bemsucedido, a pessoa só desenvolve Aids em raríssimas circunstâncias. 

        Apesar do sucesso da terapia antirretroviral, que controla a infecção e impede a progressão para a fase de Aids, o tratamento não elimina completamente o vírus, devido à sua capacidade de estabelecer reservatórios latentes no organismo, popularmente conhecidos como “santuários”.

        Em 2007, o relato de um indivíduo que permaneceu livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento mobilizou a comunidade científica e incentivou fortemente a busca por uma cura.

        Conhecido como “paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown foi a primeira pessoa a atingir a remissão da infecção após um transplante de células hematopoiéticas, realizado para o tratamento de uma leucemia mieloide aguda. 

        Posteriormente, foram descritos outros relatos de pacientes submetidos a procedimentos semelhantes. Entretanto, a despeito do êxito desses casos, tal estratégia não representa uma maneira viável de curar toda a população que vive com o HIV, uma vez que o transplante de células hematopoiéticas é um procedimento complexo e arriscado que, no contexto desses pacientes, foi utilizado exclusivamente para tratar neoplasias hematológicas.

Fonte: Revista Ciência Hoje. Adaptado.
No trecho “Esse conjunto de sintomas, provocado por uma infecção viral, foi nomeado [...]” (1º parágrafo) as vírgulas foram utilizadas para:
Alternativas
Q4055192 Português
No trecho “determinados constructos psicológicos — ou seja, fatores como estados emocionais — se relacionavam” (l. 18–19), o emprego dos travessões justifica-se por:
Alternativas
Q4054286 Português

Leia as frases a seguir, atentando para a pontuação que apresentam:


I. Os meus gatos, eu os considero como filhos.


II. A velha senhora esperava o telefonema aflita.


III. Quando chegaram de viagem, avisaram logo à família.


IV. A velha senhora, aflita, esperava o telefonema.


V. A moça dançava, e rodopiava, e ria, e transmitia alegria.


VI. João trabalha como escrivão, e seu filho, como bancário.


Quanto ao emprego ou a ausência da vírgula, podemos afirmar que: 

Alternativas
Q4054214 Português
       ... desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.

      Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.

      Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.


LISPECTOR,Clarice.Amor. In: Todos os contos.Rio de Janeiro:Rocco, 2016, p. 150. 
Considerando-se o emprego dos sinais de pontuação no texto, é correto afirmar que a inserção de uma vírgula após 
Alternativas
Q4053802 Português
No trecho “o Centro de Agricultura Tropical Sustentável, coordenado pelo professor Durval Dourado Neto, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP em Piracicaba [...]”, as vírgulas que isolam o trecho “coordenado pelo professor Durval Dourado Neto” foram empregadas para: 
Alternativas
Q4053155 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mulheres são mais empáticas que os homens? O que diz a ciência


Durante séculos, grandes realizações femininas foram vistas como exceções àquilo que se supunha ser a natureza das mulheres, como se liderança e exercício do poder pertencessem essencialmente ao universo masculino. Embora transformações sociais tenham ocorrido, persistem estereótipos que associam a empatia à feminilidade e a dominância ou assertividade ao masculino. Assim, comportamentos semelhantes continuam a receber avaliações distintas conforme o gênero de quem os manifesta.

A empatia é compreendida como a capacidade de perceber pensamentos e sentimentos alheios e de responder a eles de modo adequado. Pode assumir dimensão cognitiva, relacionada ao reconhecimento das emoções e à adoção da perspectiva do outro, e dimensão afetiva, que envolve reação emocional diante das experiências de alguém. Pesquisas mostram que, em média, mulheres tendem a obter pontuações mais altas em instrumentos que buscam mensurar essa habilidade, o que levou parte da comunidade científica a investigar possíveis fundamentos biológicos para tal diferença.

Alguns estudos sugerem que a exposição a hormônios durante a gestação influenciaria o desenvolvimento de determinadas competências. Níveis mais elevados de certos hormônios no período pré-natal foram associados a melhor desempenho em tarefas de identificação de padrões e, de forma inversa, a resultados mais baixos em testes de empatia. Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais, não podendo ser explicadas por um único elemento.

Outros pesquisadores contestam interpretações deterministas. Levantamentos realizados em diversos países indicam que as diferenças médias entre homens e mulheres são relativamente pequenas e variam conforme o contexto cultural. Além disso, a variação interna de cada grupo costuma ser maior do que a diferença entre eles. Análises com bebês não identificaram distinções significativas quanto à atenção às expressões faciais ou à sensibilidade ao choro alheio, o que enfraquece a ideia de predisposição inata diferenciada por sexo.

Estudos genéticos de grande escala apontam que fatores hereditários explicam apenas parte reduzida da variação empática entre indivíduos e não apresentam vínculo direto com o sexo. Esses achados reforçam a importância do ambiente e das experiências sociais no desenvolvimento dessa capacidade.

Desde a infância, meninas frequentemente são incentivadas a valorizar emoções e a priorizar necessidades alheias, enquanto meninos tendem a ser orientados para atividades técnicas ou instrumentais. A repetição dessas expectativas ao longo do tempo contribui para moldar comportamentos. Pesquisas também indicam que o exercício do poder pode diminuir a sensibilidade empática, aspecto relevante em contextos marcados por desigualdades históricas de autoridade.

A empatia, contudo, mostra-se uma habilidade passível de desenvolvimento. Estudos neurológicos demonstram que homens e mulheres apresentam respostas cerebrais semelhantes diante de estímulos emocionais, embora diferenças apareçam quando avaliam a si próprios por meio de questionários. Quando informados de que homens também podem ser sensíveis e cuidadosos, seus resultados tendem a se aproximar dos das mulheres. Incentivos externos igualmente aumentam o desempenho empático em ambos os grupos, o que indica influência das expectativas sociais e da motivação.

Experimentos revelam que diferenças desaparecem conforme as condições de estímulo. Em determinadas tarefas de inferência emocional, mulheres apresentam maior precisão sobretudo quando são estimuladas a refletir previamente sobre seus próprios sentimentos; na ausência desse estímulo, a discrepância não se mantém. Esses dados sugerem que avaliações baseadas em autorrelato estão sujeitas a vieses sociais.

Observa-se, entretanto, mudança gradual na valorização das habilidades emocionais. A ampliação da participação masculina em responsabilidades de cuidado e a revisão de modelos tradicionais de masculinidade indicam transformações em curso. O conjunto das evidências sugere que a empatia não constitui atributo rigidamente determinado pelo sexo, mas capacidade desenvolvida ao longo da vida, influenciada por fatores biológicos, sociais e culturais, bem como pelas expectativas presentes e cada contexto.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yqxp9v87go.adaptado.
Ainda assim, admite-se que habilidades como empatia e sistematização resultam de interação complexa entre fatores biológicos e sociais.
Quanto à pontuação, assinale a alternativa CORRETA sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q4052545 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior."
A respeito da pontuação nesse excerto, analise as sentenças:
I.O travessão duplo foi usado para indicar uma expressão intercalada. Ele poderia ser substituído, nesse contexto, por parênteses, sem comprometer o sentido.
II.Em nenhuma situação, independente do contexto, o travessão pode ser substituído por vírgulas.
III.Após "progressistas" falta uma vírgula, conferindo mais clareza a um trecho extenso.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Advogado |
Q4052215 Português
Unicef alerta para prejuízos da falta de acesso à água nas escolas

Situação melhorou em 2025, mas ainda afeta 75 mil estudantes

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito.

Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.

O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas. De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido.

Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.

O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes renováveis de energia. 

Disparidades

Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito. Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.

O perfil dos que continuam sem acesso a esse direito mostra disparidades sociais e raciais. Alunos negros são maioria nas escolas sem acesso à água, e havia também uma proporção relevante de crianças e adolescentes indígenas.

Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual. O Fundo das Nações Unidas acredita que a falta de água acaba afastando as meninas da sala de aula nesses dias, ou obrigando as alunas a saírem do ambiente escolar em busca de um banheiro adequado, o que atrapalha seu aprendizado e aumenta a exposição a violências.

Além de dificultar o consumo de água e a higiene dos alunos, o desabastecimento também impacta a preparação dos alimentos para a merenda escolar. Esses três pontos são considerados fundamentais pelo Unicef para promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes na escola.

No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas.


(https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/unicef-alert a-para-prejuizos-da-falta-de-acesso-agua-nas-escolas. Acesso em: 02 abr. 2026.)
A vírgula é um sinal que marca pausas importantes no texto, contribuindo para a coesão textual. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os usos da vírgula com suas respectivas justificativas:
Primeira coluna: usos da vírgula
1."[...] destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado."
2."O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito."
3."Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual."
Segunda coluna: justificativas
(__)Separa elementos que exercem funções sintáticas diversas, geralmente com a finalidade de realçá-los. É o caso do aposto explicativo.
(__)Separa orações ou termos coordenados quando não há a utilização de conectivo.
(__)Separa oração subordinada adverbial quando está intercalada na oração principal, marcando a quebra da ordem natural da estrutura frasal.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q4046791 Português
Governo do Estado apresenta balanço do turismo no Rio Grande do Sul e destaca crescimento acima do dobro da média nacional



    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, apresentou as principais entregas e indicadores do setor consolidados desde 2021. Durante encontro no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em Porto Alegre, com a presença de empresários, profissionais da área, autoridades públicas e representantes do terceiro setor, a Pasta fez uma retrospectiva de como o segmento reagiu a duas grandes crises recentes: a pandemia de Covid-19 e as enchentes de 2024.
     "Encerramos 2025 com resultados muito positivos, consolidando o Rio Grande do Sul como um dos destinos que mais cresceram no país, com desempenho acima da média nacional. Para 2026, avançaremos ainda mais na qualificação, promoção e inteligência do turismo, com foco em atrair mais visitantes, gerar oportunidades e fortalecer o setor em todas as regiões do estado", destacou o secretário.
      Durante a reunião, o secretário lembrou que o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 11,4% na atividade turística no acumulado de 2025, um índice que representa mais do que o dobro da média nacional (4,6%), segundo o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) do IBGE. O desempenho colocou o Estado como o segundo que mais cresceu no país no período, consolidando o turismo como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico local.
      O resultado é atribuído a uma estratégia estruturada de promoção e posicionamento de mercado. Ao longo de 2025, a Secretaria de Turismo (Setur) realizou 190 ações promocionais, com um investimento superior a R$ 60 milhões. O montante englobou campanhas nacionais, ativações regionais e a presença gaúcha em feiras e eventos estratégicos. Iniciativas como o "Viva o Verão Gaúcho" e "Viva o Inverno Gaúcho" integraram o esforço contínuo de reposicionamento mercadológico do destino no cenário nacional.
      Outro indicador de evolução evidenciado no balanço foi a expansão da conectividade do Estado com o Brasil e o mundo. A malha aérea gaúcha contará com quatro frequências semanais para Lisboa, em Portugal, a partir de julho deste ano. Além da rota europeia, também foram destacados os recentes reforços nas operações para destinos de grande emissão de turistas, como Buenos Aires, Belo Horizonte e Florianópolis.
       A interiorização do turismo e a criação de novas rotas no campo também pautaram as entregas da pasta. O Estado tornou-se pioneiro em uma política nacional de estímulo ao turismo rural a partir da assinatura da portaria que regulamentou a inclusão de agricultores familiares e produtores rurais no Cadastur. A medida representa um marco histórico e coloca o RS como projeto-piloto da iniciativa no Brasil.
    Ao projetar o futuro da atividade no Estado, o secretário reforçou a capilaridade das vocações turísticas gaúchas. Ele pontuou que o trabalho de fomento e estruturação tem muito espaço para avançar, ressaltando que todos os municípios do Rio Grande do Sul possuem atrativos turísticos com potencial para serem trabalhados. O objetivo central prossegue sendo transformar essas potencialidades locais em produtos consolidados, garantindo emprego e renda em todas as regiões.


Adaptado de: https://www.estado.rs.gov.br/governo-do-estadoapresenta-balanco-do-turismo-no-rio-grande-do-sul-e-destacacrescimento-acima-do-dobro-da-media-nacional.
À luz dos mecanismos de coesão textual, das regras de pontuação e dos princípios de concordância verbal, analise as partes que seguem:

(1ª parte): No primeiro parágrafo, a utilização de a Pasta configura coesão por elipse, pois omite o termo Secretaria de Turismo, exigindo sua recuperação pelo contexto.

(2ª parte): No primeiro parágrafo, a substituição dos doispontos por travessão é gramaticalmente possivel, sem prejuizo da correção, embora implique alteração de efeito estilistico.

(3ª parte): Na frase A interiorização do turismo e a criação de novas rotas no campo também pautaram as entregas da pasta, a concordância verbal em pautaram ocorre no plural em razão da presença de sujeito composto.



Pode-se afirmar que:
Alternativas
Respostas
641: E
642: C
643: C
644: E
645: C
646: E
647: E
648: D
649: A
650: A
651: C
652: B
653: C
654: E
655: D
656: B
657: B
658: C
659: X
660: B