Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
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Leia o texto I para responder à questão.



Identifique a oração em que a vírgula foi empregada de forma INCORRETA:
“Os preparativos para sediar a 30ª edição da Conferência das nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em novembro de 2025, devem deixar um legado histórico e transformador[...]”.
https://agenciapara.com.br/noticia/56776/obras-em-belem-para-receber-cop-30-estao-transformando-a-capital-paraense#
A expressão “em novembro de 2025” está entre vírgulas por qual motivo?

“Uma placa afixada na entrada da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (AIFA), em Macapá, tem chamado a atenção por um erro ortográfico”.
Assinale a alternativa que apresenta uma nova possibilidade de pontuação e reestruturação dos constituintes oracionais:
I- As vírgulas foram empregadas de modo adequado para isolar o aposto “médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”.
II- As vírgulas foram empregadas de modo adequado para separar elementos que exercem a mesma função sintática.
III- As vírgulas foram empregadas de modo inadequado, já que não se deve separar sujeito e verbo.
IV- As duas vírgulas poderiam ser substituídas por travessão.
V- Apenas a primeira vírgula poderia ser substituída por travessão.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
A pontuação não é apenas um recurso para marcar pausas e entonações típicas da fala, mas também pode ser uma importante ferramenta de estilo e até, muitas vezes, mudar o sentido de um enunciado. Qual das alternativas abaixo não representa uma reescrita aceitável com um novo padrão de pontuação para o excerto extraído do poema?
Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Alternativas:
"Embora o debate sobre a qualidade da educação seja constante, ainda há muito a ser feito para garantir um ensino inclusivo e equitativo para todos."
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Vale a pena superar barreiras
Rossandro Klinjev
Viver é, sem dúvida, um convite para uma viagem ao mais íntimo de nós mesmos. Enquanto planejamos roteiros fascinantes, buscamos paisagens dignas de milhares de curtidas ou degustamos sabores exóticos das Blue Zones, conhecidas por sua longevidade, descobrimos que nenhuma jornada é mais reveladora do que aquela que fazemos para dentro do nosso próprio ser. Nem mesmo a Odisseia de Dante ao centro da Terra rivaliza com o desafio de confrontar emoções escondidas, lágrimas não derramadas, dores sufocadas ou alegrias não celebradas.
Podemos ter um passaporte repleto de carimbos e um acúmulo impressionante de milhas aéreas, mas, se não explorarmos o território do nosso coração, permaneceremos estagnados. Nossas dores, sejam elas à vista ou parceladas, nos conduzem a caminhos de transformação e cura ou nos arrastam para ciclos de mágoa e arrependimento interminável. A escolha é nossa e, como canta Beto Guedes, “a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender”.
Quando a dor chega, o desejo de desaparecer ou de sucumbir ao cansaço pode ser avassalador.
Porém, é importante lembrar que essa fase é transitória. Pode parecer insuperável, mas é apenas um trecho íngreme na estrada da vida. Se, mesmo dirigindo um carro, a subida é desafiante, imagine enfrentá-la a pé. É nesse momento que precisamos praticar a autocompaixão. Falar de autoamor pode soar grandioso, mas talvez comece com gestos simples, como dormir um pouco mais, como nos lembra a canção “Amor de Índio”: “Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver.”
Então, sente-se à beira do caminho, respire fundo, entre numa pequena loja e compre um chocolate ou um sorvete, apenas para adoçar a vida. É hora de encontrar amigos, amores, familiares; de caminhar pelo bairro, ouvir sua música preferida ou se encontrar com o divino. Essas são artimanhas para provar a si mesmo que vale a pena superar mais uma barreira – aquela que reside dentro do coração –, ao descobrir que é capaz de seguir adiante e chegar ao fim da rua longa e íngreme. E, ao alcançar o topo, perceber quão gratificante é enfrentar novos desafios, compreendendo que nunca foi o caminho, mas como você o percebe.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/ vale-a-pena-superar-barreiras/. Acesso em: 20 set. 2024. Adaptado.
Na passagem do texto “Enquanto planejamos roteiros fascinantes, buscamos paisagens dignas de milhares de curtidas [...]”, é CORRETO afirmar que o uso da vírgula, de acordo com a norma, é
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Vale a pena superar barreiras
Rossandro Klinjev
Viver é, sem dúvida, um convite para uma viagem ao mais íntimo de nós mesmos. Enquanto planejamos roteiros fascinantes, buscamos paisagens dignas de milhares de curtidas ou degustamos sabores exóticos das Blue Zones, conhecidas por sua longevidade, descobrimos que nenhuma jornada é mais reveladora do que aquela que fazemos para dentro do nosso próprio ser. Nem mesmo a Odisseia de Dante ao centro da Terra rivaliza com o desafio de confrontar emoções escondidas, lágrimas não derramadas, dores sufocadas ou alegrias não celebradas.
Podemos ter um passaporte repleto de carimbos e um acúmulo impressionante de milhas aéreas, mas, se não explorarmos o território do nosso coração, permaneceremos estagnados. Nossas dores, sejam elas à vista ou parceladas, nos conduzem a caminhos de transformação e cura ou nos arrastam para ciclos de mágoa e arrependimento interminável. A escolha é nossa e, como canta Beto Guedes, “a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender”.
Quando a dor chega, o desejo de desaparecer ou de sucumbir ao cansaço pode ser avassalador.
Porém, é importante lembrar que essa fase é transitória. Pode parecer insuperável, mas é apenas um trecho íngreme na estrada da vida. Se, mesmo dirigindo um carro, a subida é desafiante, imagine enfrentá-la a pé. É nesse momento que precisamos praticar a autocompaixão. Falar de auto-amor pode soar grandioso, mas talvez comece com gestos simples, como dormir um pouco mais, como nos lembra a canção “Amor de Índio”: “Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver.”
Então, sente-se à beira do caminho, respire fundo, entre numa pequena loja e compre um chocolate ou um sorvete, apenas para adoçar a vida. É hora de encontrar amigos, amores, familiares; de caminhar pelo bairro, ouvir sua música preferida ou se encontrar com o divino. Essas são artimanhas para provar a si mesmo que vale a pena superar mais uma barreira – aquela que reside dentro do coração –, ao descobrir que é capaz de seguir adiante e chegar ao fim da rua longa e íngreme. E, ao alcançar o topo, perceber quão gratificante é enfrentar novos desafios, compreendendo que nunca foi o caminho, mas como você o percebe.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/ vale-a-pena-superar-barreiras/. Acesso em: 20 set. 2024. Adaptado.
Considere a passagem do texto “Essas são artimanhas para provar a si mesmo que vale a pena superar mais uma barreira – aquela que reside dentro do coração –, ao descobrir que é capaz de seguir adiante e chegar ao fim da rua longa e íngreme.” para responder a esta questão.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura de composição dessa passagem.
I - O termo “que”, nas três ocorrências, foi usado como pronome relativo, já que retoma substantivos referidos anteriormente.
II - Os travessões foram usados para inserir um esclarecimento sobre o substantivo anteposto “barreira”.
III - O termo “que”, usado no trecho “aquela que reside dentro do coração”, é um pronome relativo, pois, como elemento de coesão, retoma o pronome substantivo “aquela”.
IV - O termo “que”, nos trechos “provar a si mesmo que vale a pena” e “ao descobrir que é capaz”, foram usados como conjunção integrante para inserir complementos oracionais.
V - O verbo “chegar” foi usado regido pela preposição “a”, a qual, de acordo com a norma, poderia ser substituída pela contração de preposição “no” (“em”+“o”).
Estão CORRETAS as afirmativas
I. A letra “a”, sublinhada no 4º parágrafo, não leva crase.
II. A vírgula no trecho “Além de afetar a absorção, tomar remédios com café pode [...]” é facultativa.
III. A palavra sublinhada no 1º parágrafo poderia ser deslocada para o início da oração, seguida de vírgula, sem trazer alteração de sentido ao texto.
Está CORRETO o que se afirma:
O Programa de Compliance dos Correios é o conjunto de práticas de compliance consolidadas na empresa, voltadas para prevenção, detecção e resposta às ações e condutas irregulares. Tem como finalidade combater atos ilícitos, fraudes e corrupção, descumprimento de normas e desvios de condutas éticas; reduzir perdas financeiras e danos à reputação e à imagem da empresa; promover a integridade organizacional e a sustentabilidade dos negócios, entre outros, devendo ser observado por todos os empregados e gestores dos Correios e demais partes interessadas.
Disponível em: <https://portalcorreioshom correios.com br/acesso-a-informacao /transparencia-e-governanca/compliance>.Acesso em: 3 ago. 2024, com adaptações.
A respeito das questões gramaticais referentes ao texto, assinale a alternativa correta.