Questões de Concurso
Comentadas sobre pontuação em português
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Julgue o item a seguir, a respeito dos aspectos linguísticos do texto.
No período “Segundo o coordenador‑geral, as mais recentes projeções técnico‑científicas na área do clima reforçam com maior grau de confiabilidade o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos.”, a inserção de vírgula logo após o termo “confiabilidade” não prejudicaria a correção gramatical do texto, mas alteraria o seu sentido original, pois o trecho “o que estava posto desde os primeiros relatórios sobre a relação entre a ação humana e o aquecimento global e as probabilidades de ocorrência de eventos extremos.” passaria a ser uma explicação para o maior grau de confiabilidade das projeções técnico‑científicas na área do clima.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O Estômago e os Pés
O corpo estava em guerra, já que o estômago e os pés discutiam para saber qual deles era o mais importante. Os pés tinham certeza da sua superioridade, já que eram eles que faziam com que o corpo todo se movesse.
Então, o estômago respondeu: se não fosse o meu trabalho, garantindo os alimentos que nos sustentam, vocês não conseguiriam ir a lugar nenhum.
Moral: Aqueles que cumprem as ordens são muito importantes, mas os que sabem liderar são essenciais.
Esopo
https://www.unimed.coop.br/site/web/canal-unimed-parana/categorias/-/asset_publisher/TnG1N1FH40nO/content/o-estomago-e-os-pes

I. A vírgula em “Mais do que movimentar o corpo
ele ajuda a criar vínculos” poderia ser suprimida
sem causar incorreção ao texto.
II. As vírgulas em “O esporte ensina disciplina
foco
tomada de decisão e convivência coletiva”
separam termos de mesma função.
III. As duas vírgulas em “Mario Sérgio Andrade Silva
consultor da AES Impulso, explica que a prática
vai além da competição” separam um aposto. IV. Os dois-pontos em “Mario Sérgio Andrade Silva, consultor da AES Impulso
explica que a prática
vai além da competição
“O esporte desperta ____________ e ensina virtudes para a vida, como
respeito e resiliência” indicam a ocorrência de um aposto explicativo.
Quais estão corretas?
Ele saiu para comprar apenas um teclado e acabou voltando com um monitor de última geração Resultado gastou bem mais do que podia

– De onde vêm os bebês?”
Assinale a alternativa que apresenta a forma reescrita correta do enunciado acima, incluindo a pontuação adequada.
Considerando a pontuação e a ordem dos termos, assinale a alternativa em que a reescrita da frase mantém a correção e o sentido originais.
Considerando a pontuação e a ordem dos termos, assinale a alternativa em que a reescrita da frase mantém a correção e o sentido originais.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
E a onda levou...
Paralisado na areia da praia, Pedro Rocha sentiu a mente tomada por lembranças e inquietações enquanto caminhava, sem perceber, em direção ao mar. A luz do crepúsculo refletida na água parecia formar um caminho que o conduzia a um lugar de paz, como se alguém o chamasse de longe. Diante daquela imensidão, suas pegadas eram os únicos sinais de sua existência.
Ao tocar as ondas, lágrimas se misturaram à água salgada enquanto tentava afastar pensamentos angustiantes. Deixou-se levar pela correnteza, afastando-se da orla sem se dar conta de que, sozinho, não poderia retornar. Durante alguns instantes, experimentou uma sensação de alívio, ouvindo apenas o mar, o vento e as gaivotas — até que a calmaria se desfez.
O mar tornou-se turbulento, e Pedro foi dominado pela força das ondas, como se seus próprios medos o empurrassem para baixo. Lembrou-se da família e percebeu o absurdo de sua fuga, mas já não conseguia lutar. Quando enfim se deixou submergir, viu ao redor a vida marinha em contraste com o arrependimento que o assolava — até sentir novamente a firmeza da areia sob o corpo.
Alguns turistas o encontraram adormecido próximo à maré, e Pedro despertou assustado, percebendo que jamais saíra da orla: tudo não passara de um sonho carregado de conflitos. Levantou-se em silêncio e caminhou até o carro, certo de que aquela experiência — real ou imaginada — significava uma nova chance. Ao ligar o motor, retomou sua rotina com outros olhos, entendendo que o mar não era o lugar para descarregar suas dores.
Texto Adaptado
LIMA, Erickaline Bezerra de. E a onda levou... Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A velha
A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.
Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.
Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.
Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.
Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.
Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.
Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.
O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.
Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior.
Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos?
BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A velha
A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.
Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.
Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.
Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.
Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.
Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.
Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.
O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.
Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior.
Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos?
BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Importância da Comunicação Saudável em nossas Relações Sociais
A comunicação desde o período primitivo é um veículo de informação que permite ao ser humano interagir com a natureza e seu habitat através dos símbolos, gravuras, signos e outras formas de linguagem, que vem se desenvolvendo ao longo dos séculos.
A linguagem possibilita a partilha, a informação, a orientação e o conhecimento sobre diversos saberes em nossa relação com o mundo. O desenvolvimento das relações sociais só foi possível porque a linguagem contribuiu com este processo, tornando a sociedade comunicativa por meio do acesso ao conhecimento.
Em pleno século XXI, vivenciamos a era da comunicação tecnológica, que revolucionou o mundo por meio da globalização, impactando a economia, a política, a cultura e o espaço geográfico.
Diante dessa nova forma de se conectar com o mundo, é perceptível que a linguagem tecnológica como comunicação modificou os processos das relações sociais, trazendo novas formas de interação em sociedade, por meio das redes sociais, internet e computadores programados para a realização de tarefas e mecanismos de informação.
A falha da comunicação pode causar diversos danos à sociedade se não for bem trabalhada com o intuito da cooperação e colaboração, podendo gerar conflitos. Estabelecer uma comunicação saudável em nossas relações nos conecta a laços de afetividade, amizade e familiaridade, pois a comunicação bem-sucedida traz qualidade de vida e percepções mais compreensivas sobre a sociedade e o mundo.
Dessa forma, quando nos comunicamos com o outro, carregamos a responsabilidade de respeitar o direito à vida, direito de se expressar, falar e do contraditório, com a consciência de que a linguagem que expressamos não possa trazer prejuízos à saúde do outro.
Texto Adaptado
Leia o trecho abaixo, retirado do texto "A Importância da Comunicação Saudável em nossas Relações Sociais":
"Em pleno século XXI, vivenciamos a era da comunicação tecnológica, que revolucionou o mundo por meio da globalização, impactando a economia, a política, a cultura e o espaço geográfico."
Com base nas regras de pontuação da norma culta, assinale a alternativa correta quanto ao uso das vírgulas.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.