Questões de Concurso
Sobre parônimos e homônimos em português
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I. A mesa de diretores estendeu o comprimento a todos os funcionários. (cumprimento) II. Concordamos com tudo o que você disse, ou seja, ratificamos suas palavras. (retificamos) III. A dispensa de casa estava lotada de vidros de conserva! (despensa) IV. Luís foi um verdadeiro cavalheiro, nos escutou e não assoviou durante o jogo. (cavaleiro)
Entre parênteses estão os parônimos das palavras sublinhadas. Assinale a alternativa que se aplica:
Assinale a alternativa que se aplica quanto às palavras sublinhadas:
I. Não adiantava nos revoltarmos, a proibição era eminente. II. Apesar dos avisos, os adolescentes tornaram a infligir as ordens do guia. III. Uma grande qualidade no trabalho é a descrição.
Pensando na questão da homonímia e da paronímia, assinale a alternativa que se aplica:
Leia as assertivas a seguir:
I. João estava deitado em sua caminha. Sua avó já não caminha, está em cadeira de rodas.
II. Dentro da loja, apreçaram os produtos. De qualquer forma, não poderiam apressar os clientes.
III. Perdemos o apoio de nosso mais poderoso aliado. No entanto, apoio os que ficaram ao nosso lado.
Assinale a alternativa que se aplica quanto às palavras sublinhadas:
“Em minha casa e em todo outro lugar aprende-se apenas com quem se ama”; nessa frase, o vocábulo de valor geral “lugar” substitui um vocábulo de valor específico “casa”.
A mesma situação ocorre, respectivamente, com o seguinte par de palavras:
Passagem pela adolescência
"Filho criado, trabalho redobrado." Esse conhecido ditado popular ganha sentido quando chega a adolescência. Nessa fase, o filho já não precisa dos cuidados que os pais dedicam à criança, tão dependente. Mas, por outro lado, o que ele ganha de liberdade para viver a própria vida resulta em diversas e sérias preocupações aos pais. Temos a tendência a considerar a adolescência mais problemática para os pais do que para os filhos. É que, como eles já gozam de liberdade para sair, festejar e comemorar sempre que possível com colegas e amigos de mesma idade e estão sempre prontos a isso, parece que a vida deles é uma eterna festa. Mas vamos com calma porque não é bem assim.
Se a vida com os filhos adolescentes, que alguns teimam em considerar um fato aborrecedor, é complexa e delicada, a vida deles também o é. Na verdade, o fenômeno da adolescência, principalmente no mundo contemporâneo, é bem mais complicado de ser vivido pelos próprios jovens do que por seus pais. Vejamos dois motivos importantes.
Em primeiro lugar, deixar de ser criança é se defrontar com inúmeros problemas da vida que, antes, pareciam não existir: eles permaneciam camuflados ou ignorados porque eram da responsabilidade só dos pais. Hoje, esse quadro é mais agudo ainda, já que muitos pais escolheram tutelar integralmente a vida dos filhos por muito mais tempo.
Quando o filho, ainda na infância, enfrenta dissabores na convivência com colegas ou pena para construir relações na escola, quando se afasta das dificuldades que surgem na vida escolar - sua primeira e exclusiva responsabilidade -, quando se envolve em conflitos, comete erros, não dá conta do recado etc., os pais logo se colocam em cena. Dessa forma, poupam o filho de enfrentar seus problemas no presente, é claro, mas também passam a ideia de que eles não existem por muito mais tempo.
É bom lembrar que a escola - no ciclo fundamental - deveria ser a primeira grande batalha da vida que o filho teria de enfrentar sozinho, apenas com seus recursos, como experiência de aprender a se conhecer, a viver em comunidade e a usar seu potencial com disciplina para dar conta de dar os passos com suas próprias pernas.
Em segundo lugar, o contexto sociocultural globalizado atual, com ideais como consumo, felicidade e juventude eterna, por exemplo, compromete de largada o processo de amadurecimento típico da adolescência, que exige certa dose de solidão para a estruturação de tantas vivências e, principalmente, interlocução. E com quem os adolescentes contam para conversar?
Eles precisam, nessa época de passagem para a vida adulta, de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade para estabelecer com eles um diálogo interrogador. Várias pesquisas já mostraram que os jovens dão grande valor aos pais e aos professores em suas vidas. Entretanto, parece que estamos muito mais comprometidos com a juventude do que eles mesmos.
Quem leva a sério questões importantes para eles em temas como política, sexualidade, drogas, ética, depressão e suicídio, vida em família, vida escolar, violência, relações amorosas e fidelidade, racismo, trabalho etc.? Quando digo levar a sério me refiro a considerar o que eles dizem e dialogar com propriedade, e não com moralismo ou com excesso de jovialidade. E, desse mal, padecem muitos pais e professores que com eles convivem.
Os adolescentes não conseguem desfrutar da solidão necessária nessa época da vida, mas parece que se encontram sozinhos na aventura de aprender a se tornarem adultos. Bem que merecem nossa companhia, não?
SAYÃO, Rosely. “As melhores crônicas do Brasil”. In cronicasbrasil.blogspot.com/ search/label/Adolescência.
Quanto à significação das palavras, marque a alternativa correta em relação aos itens:
1- Homônimos: são palavras que apresentam significados diferentes, mas que são pronunciadas da mesma forma, como cem e sem.
2- Parônimos: grafia(escrita) parecida, fonética(som) parecido, significado diferente: comprimento e cumprimento.
3- Ortoepia: é o emprego correto da acentuação tônica das palavras, ela está ligada à oralidade: côndor (errado), condor (correto).
4- Prosódia: é o estudo da correta pronúncia das palavras, ocupa-se não só da correta pronúncia dos fonemas, mas também do ritmo e entoação delas.
Infância
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu chamava
para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim: -
Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
Alguma Poesia
Carlos Drummond de Andrade
Leia as assertivas abaixo, com atenção às frases sublinhadas:
I. A situação era oposta àquilo que queríamos. (antítese daquilo)
II. O corcel deu um salto para trás e não mais andou. (cavalo)
III. A injeção poderia ter sido letal! (mortal)
A relação da frase sublinhada, em relação à frase entre parênteses é:
Leia as frases a seguir:
- (1) _______ 50 pessoas na sala de espera.
- Esta cidade fica (2) ______ 90 km do maior rio do estado.
- A palestra durou (3_______ uma hora.
- O palestrante falou (4) ________ necessidade de solidariedade.
Lembrando-se do conceito de homonímia, assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços numerados:
Leia as assertivas abaixo:
I. O documento foi deferido pela magistrada, depois de verificarem que não diferia do original.
II. Depois de analisar o vultuoso rosto do paciente, o médico viu a vultosa quantia que ele levava no bolso.
III. Apesar da sede, os alunos não cederam ao cansaço.
IV. Após prescrever o medicamento, a médica viu que a portaria tinha como objetivo proscrevê-lo do programa.
Usando o conceito de paronímia, assinale a alternativa correta:
Pensando no conceito de homonímia, assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços numerados.
I. Do lado de fora da casa eu podia ver uma (1) era, que foi plantada por meus avós.
II. Para começar a (2) concertar a mesa, o marceneiro trouxe suas ferramentas.
III. No momento da colheita, os cortadores (3) cegaram os talos já secos.
IV. Em sua pequena (4) cela, o prisioneiro não se sentia bem.
Pensando no conceito de homonímia, qual alternativa se aplica?
Leia as sentenças a seguir:
I. Há uma sessão histórica acontecendo neste momento no evento.
II. Quando há cessão de direitos, é necessário que se preste muita atenção às entrelinhas.
As palavras cessão e sessão podem ser classificadas como:
Leia as assertivas abaixo, com atenção para as palavras sublinhadas:
I. O que faz do gás natural um combustível menos poluente é o fato de apresentar como produtos de combustão, além de vapor d'água e dióxido de carbono, baixos índices de óxidos de enxofre e fuligem. (liquidificação)
II. O apelante não trouxe nova tese, se não a mesma, já devidamente transformada em síntese pelo juiz, com a sentença. (proposição)
III. Os serviços de indexação e recuperação na web são abordados no terceiro capítulo, que inicia com um breve histórico acerca dos buscadores, metabuscadores e diretórios de busca disponíveis na web. (classificação)
Assinale a alternativa correta, em se tratando de sinonímia ou paronímia:
Um senhor vai ao médico por um problema de estômago que o incomoda há um tempo. O médico lhe diz:
-Tome esta medicação pela manhã, pule um dia e assim por diante. Fará isso por uma semana, depois volte aqui. Tenho a certeza de que ficará bom.
Três dias depois o homem volta ao médico com grandes olheiras, cara de cansaço e 5 quilos mais magro. O médico, assustado, pergunta o que houve.
-Doutor, pensei que fosse morrer.
-O remédio lhe fez mal?
- Não, o remédio foi ótimo! Mas pensei que fosse morrer de tanto pular!!!
(Travaglia, Luiz Carlos. Homonímia, mundos textuais e humor. Organon, Porto Alegre, v. 9, n. 23, p. 41-50, 1995. ISSN/ISBN: 01026267)
O efeito cômico deste diálogo se deve a um tipo de:
Relacione as colunas 1 e 2 abaixo:
Coluna 1
1. Conserto
2. Concerto
3. Ratifico
4. Retifico
5. Censo
6. Senso
7. Comprimento
8. Cumprimento
Coluna 2
( ) recenseamento
( ) peça musical
( ) saudação
( ) confirmo
( ) reparo
( ) extensão
( ) corrijo
( ) prudência
Assinale a alternativa que indica a sequência correta,
de cima para baixo.
Um Apólogo
Machado de Assis
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
– Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
– Deixe-me, senhora.
– Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
– Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
– Mas você é orgulhosa.
– Decerto que sou.
– Mas por quê?
– É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
– Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
– Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
– Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
– Também os batedores vão adiante do imperador.
– Você é imperador?
– Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana – para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
– Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
– Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
– Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
– Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
Fonte: http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/contos/-
macn005. pdf Acesso em: 25/10/2016.
