Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q2740415 Português

ESTA VIDA


– Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver.

A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte.

Uma célula orgânica aparece, no infinito do tempo.

E vibra, e cresce, e se desdobra, e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo. Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.

– Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa.

Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quatro círios acesos: eis a vida! Isto me disse o monge e eu continuei a ver, dentro da própria morte, o encanto de morrer.

– Um pobre me dizia: para o pobre, a vida é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia, mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa, de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado. Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própria morte, o encanto de morrer.

– Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira, que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça. Cortinas muito brancas na vidraça. Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola! Pela primeira vez eu comecei a ver, dentro da própria vida, o encanto de viver.


Guilherme de Almeida

Em relação à acentuação, marque a alternativa em que todas as palavras seguem a mesma regra:

Alternativas
Q2740361 Português

Leia o texto e responda o que se pede nos comandos das questões.


A força das palavras


Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.

Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva? por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê ... ?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa ...).

Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca. E, às vezes, cuspia na cara de alguém de propósito para machucar ( ).

A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos - negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.

"Vá"," Venha"," Fique"," Eu vou"," Eu não sei"," Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" - dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nome às coisas: dessa forma, nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.

Fonte: Lya Luft. Ponto de Vista. Veja, 14/07/04.

As formas seguintes são acentuadas: "por quê, por quê, por quê...?":

Alternativas
Q2739982 Português

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.


PRECISAMOS DE UMA POLÍCIA QUE NOS PROTEJA


Tem muito policial bom Brasil a fora. Gente corajosa, de olhar inquisitivo, interesse nas pessoas, solidez, moral. No geral, no País, esses bons policiais tem imensa dificuldade em lidar com a cultura da corporação. Acabam ficando deprimidos, uns escorregam no álcool ou em outras drogas, vários vão lentamente afrouxando a fibra moral. Alguns se suicidam, pela impossibilidade de conciliar o que eles acham certo com o que são obrigados a fazer todos os dias. Numa pesquisa com PMs do Estado do Rio1, um a cada dez admitiu que já tentou se matar, um a cada cinco disse que pensava nisso.

Sem polícia, não é possível viver em paz na sociedade. Por mais rico e civilizado que seja um lugar, sempre haverá o perigo de alguém mau aparecer querendo lesar os outros – até o Éden precisa se precaver contra esse risco. O trabalho de polícia é um serviço público básico, que qualquer Estado digno de cobrar imposto tem a obrigação de prover.

Infelizmente, o Brasil não provê esse serviço, embora cobre impostos bem altos de seus cidadãos.

Talvez, nos últimos tempos, você tenha visto cena semelhante pelo You Tube, ou, em caso de azar, pessoalmente. A viatura robocópica passa em frente a um bar, alguém com um copo de cerveja na mão grita um desaforo, surge um corinho provocativo. Sem nem se dar ao trabalho de estacionar, o carro de polícia abre a janela em frente ao bar e borrifa gás tóxico em todo mundo, inclusive nos funcionários da casa, na senhora idosa sentada no balcão, nas crianças assustadas.

Gás lacrimogênio pode causar cegueira, aborto, colapso respiratório, além de ser fator de risco para doenças crônicas. Ainda assim, está longe de ser a pior coisa que pode acontecer a um brasileiro num encontro com a polícia.

A polícia daqui é uma das que mais matam no mundo, mais de 3 mil pessoas perdem a vida no País a cada ano perfurados por balas disparadas por agentes públicos. Claro que parte dessas mortes é necessária, elas podem inclusive ter salvo vidas. Mas é difícil evitar a constatação de que nossa polícia mata demais, ainda mais quando se verifica que várias vítimas são crianças, mães e pessoas desarmadas. Nos Estados Unidos, país bastante violento que possui população bem maior que a nossa, a polícia leva 30 anos para matar tanta gente. E a polícia de uma só cidade brasileira, São Paulo, mata mais que a dos EUA inteiros. Quase nunca, por aqui, algum policial é sequer investigado por essas mortes. Punições criminais são tão raras quanto moscas brancas.

62% dos brasileiros têm medo de ser vítima de violência policial – índice que fica mais e mais próximo de 100% quando se pergunta para pretos, pobres e nordestinos2.

Diante desse quadro, é de se compreender que muitos brasileiros odeiam a polícia. Quantos de nós ou dos nossos amigos já vivemos traumas na mão de policiais sádicos, corruptos ou preconceituosos. Essa rejeição de parte da população à polícia chegou a um extremo nos últimos três anos, desde que a violência desmedida da PM paulistana desencadeou aquela que talvez fique registrada como a maior revolta popular da história do País, depois inflamada por uma crise econômica e por um imenso escândalo de corrupção que perpassa todo sistema político.

Dia sim, dia também, em alguma cidade brasileira, há milhares de manifestantes gritando “Não acabou/ tem que acabar/ eu quero o fim da Polícia Militar”, sob o olhar ressentido dos próprios PMs, que ganham salário menor do que o valor das bombas de gás lacrimogênio que eles têm para jogar. O que se vê ao final de cada noite é uma batalha cheia de mágoa e sangue, que fica mais amarga a cada manifestação.

Não deveríamos ter ódio da polícia. Nenhuma sociedade saudável sobrevive se não tem confiança nas pessoas cujo serviço é cuidar da nossa segurança. Tem algo muito errado num país no qual agentes da ordem saem pelas ruas fazendo bagunça – explodindo bomba na cara, mirando no olho dos fotógrafos, mentindo no registro das ocorrências. O governo desconfia tanto dos nossos policiais que proibiu que eles ajudem a socorrer pessoas passando mal – o próprio Estado suspeita que eles possam se aproveitar para forjar execuções.

O sistema político tem dado respostas insuficientes ao problema, tanto à esquerda quanto à direita. Enquanto um lado elege como inimigo a polícia inteira, o outro defende os abusos, e se esquece que, num País que entra nessa espiral de execuções e vinganças, qualquer um pode ser a próxima vítima.

É injustificável que, em 2016, o Brasil ainda tenha uma polícia construída nos anos de 1970, sob uma mentalidade ultra-autoritária, que vê o cidadão como um inimigo em potencial. Todo mundo que é sério concorda há mais de 20 anos que nosso modelo de polícia é inadequado e ultrapassado. E, ainda assim, após décadas de democracia sob governos de PMDB, PSDB, PT, não demos nenhum passo decisivo na direção certa.

É uma tentação culpar os policiais (ou os manifestantes) pelo fracasso, mas ele é do sistema político inteiro. Nessa história, os policiais são pelo menos tão vítimas quanto vilões. Quase 75% deles querem uma reforma profunda, que inclua a desmilitarização da polícia3. Eles querem que a polícia melhore.

Quem geralmente não quer são os políticos, que acham conveniente ter uma polícia brutal que despreze regras, de maneira a poder usá-la para atacar seus inimigos e para manipular a opinião pública, exacerbando seus medos.

Já é hora de criar uma polícia de verdade no Brasil. Uma instituição transparente, que tenha como única missão proteger a população, que use a força com sabedoria e que garanta que todo mundo cumpra as regras – as mesmas, para todos.

Esse último item é especialmente importante. O Brasil é a terra do privilégio: achamos normal que umas pessoas sejam tratadas de um jeito e outras de outro. Para um país funcionar, as regras que cada cidadão tem que seguir precisam ser sempre as mesmas, seja ele branco ou preto, rico ou pobre, de direita ou de esquerda. Se não for assim, não é polícia: é um bando de arruaceiros, entre outros bandos de arruaceiros. E ninguém respeitará sua autoridade.


1 Por que os policiais se matam, Dayse Miranda (org.)

2 Atlas da violência 2016.

3 Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 2014.


Denis Russo Burgierman. Superinteressante. São Paulo, out. 2016, p.11.

Em relação ao uso da crase no período “ O sistema político tem dado respostas insuficientes ao problema, tanto à esquerda quanto à direita” (Parágrafo 11) NÃO podemos afirmar que:

Alternativas
Q2739637 Português

Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas com base na mesma regra gramatical.

Alternativas
Q2737085 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 07.


TEXTO I


O cérebro pós-moderno: como as redes sociais nos transformam


A internet não mudou somente a forma como as pessoas produzem, criam, se comunicam e se divertem. De acordo com o neurocientista Gary Small, diretor do Centro de Pesquisa em Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia (UCLA), ela altera o funcionamento do cérebro.

“Sob certo aspecto, essa revolução digital nos mergulhou em um estado contínuo de atenção parcial. Estamos permanentemente ocupados, acompanhando tudo. Não nos focamos em nada. (…) As pessoas passam aexistir num ritmo de crise constante, em alerta permanente, sedentas de um novo contato ou um novo bit de informação”. Gary Small.

Essa sede por novidades, por consumir toda a informação disponível, é o que ocorre com as redes de relacionamento, segundo a pesquisa do Doutor Small. Ao nos acostumarmos a essa excitação, procuramos estar constantemente conectados. “As redes sociais são particularmente sedutoras. Elas nos permitem constantemente satisfazer nosso desejo humano por companhia e interação social”.

Um estudo que está sendo realizado na Universidade da Califórnia começou a desvendar o efeito que as redes sociais produzem no organismo. Os resultados mostraram que twittar, por exemplo, estimula a liberação de níveis de ocitocina e, consequentemente, diminui os níveis de hormônios como cortisol e ACTH, associados ao estresse. Ou seja, isso significa que o cérebro pode ter desenvolvido uma nova maneira de interpretar as conversas no Twitter. E, de acordo com Paul Zack, esta nova maneira é a seguinte: “o cérebro entende a conexão eletrônica como se fosse um contato presencial”, o que pode justificar a mudança que as redes sociais causaram na forma como nos relacionamos e fazemos amizades.


(Disponível em:http://filosofiaemvalores.blogspot.com.br/2013/03/o -cerebro-pos-moderno-como-as-redes.html Aceso em 28/04/2016)

“Ela altera o funcionamento do cérebro

Assinale a alternativa cuja palavra, retirada do texto, foi acentuada pelo mesmo motivo da palavra em destaque no trecho acima:

Alternativas
Q2736708 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária


Jaques Haber


01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a

02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de

03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um

04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.

05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o

06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de

07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para

08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui

09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências

10 diversificadas.

11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de

12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a

13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o

14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,

15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas

16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o

17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes

18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.

19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria

20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está

21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da

22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa

23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma

24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.

25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue

26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta

27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria

28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não

29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de

30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino

31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.

32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é

33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e

34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito

35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir

36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos

37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero

38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta

39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com

40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não

41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.


(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)


A respeito das regras de acentuação gráfica de vocábulos do texto, considere as seguintes assertivas:


I. excluídos, incluí-las e exercício são acentuadas graficamente em razão da mesma regra.

II. médio, experiências e própria recebem a mesma classificação quanto à posição da sílaba tônica e à terminação, o que justifica o acento gráfico em todas.

III. e têm são monossílabos, mas recebem acento gráfico por razões diferentes.

IV. estereótipos, currículos e líderes são vocábulos semelhantes quanto à posição da sílaba tônica e à regra que determina sua acentuação gráfica.

Quais estão corretas?

Alternativas
Q2736163 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Psicologia da Internet: ................ nos tornamos outras pessoas na vida digital.

01 Há cerca de duas décadas foi criada a expressão “Psicologia da Internet” para explicar a

02 razão pela qual o comportamento das pessoas se altera tanto dentro dos ambientes virtuais.

03 Qualquer um que já navegou na web percebeu alguma modificação, ainda que mais leve, em sua

04 conduta ou ação. Por ser um espaço muito atípico e diferente de tudo que já experimentamos na

05 vida concreta, descobriu-se que a realidade paralela exerce um tipo de “dinamização” da

06 personalidade, o que coloca as pessoas em inclinação para atitudes de maior risco e de

07 descontrole calculado, se comparadas ao que se vive no nosso dia-a-dia.

08 A respeito desse fenômeno, criou-se um termo para melhor definir tais alterações

09 comportamentais: “efeito de ________ online”, explicita, portanto, a variação de padrões.

10 Pesquisas demonstraram que essas alternâncias da vida off-line para a vida online se baseiam nas

11 seguintes crenças:

12 (A) “Você não sabe quem eu sou e não pode me ver”: à medida que as pessoas navegam na

13 internet, obviamente que não podem ser “vistas”, no sentido literal da palavra – diferentemente

14 de como ocorre no mundo concreto -, conferindo então aos internautas a falsa percepção de que

15 eles estão anônimos e, por esta razão, não há limites ou regras associadas ao comportamento

16 online. Esse fato também é descrito na literatura psicológica como “desindividualização”, ou seja,

17 um estado de _________ da identidade real e que favorece o aparecimento de maior grau de

18 insubordinação, agressividade e sexualidade exacerbada, se comparado ao que ocorre na vida

19 concreta.

20 (B) “Até logo” ou “até mais”: a internet, querendo ou não, uma vez que permite aos seus

21 usuários escaparem facilmente das situações mais embaraçosas, leva-os a correrem mais riscos e

22 tolerarem melhor as situações de ameaça. Como não existe uma consequência imediata dessas

23 ações virtuais (na verdade “existe” uma consequência, todavia, ela é mais demorada para que os

24 resultados apareçam), as pessoas então se tornam mais flexíveis a respeito das transgressões.

25 (C) “É apenas um jogo”: esta ________ dá ao usuário a ilusão de que o mundo online opera,

26 na verdade, em condição de fantasia, e que ninguém, de fato, seria prejudicado pelas “aventuras”

27 realizadas no mundo digital. Assim, a linha divisória entre a ficção e a realidade torna-se

28 facilmente mais turva, uma vez que existem centenas de atividades que, na verdade, “não

29 existem” na realidade concreta.

30 (D) “Somos todos amigos”: cria a ilusão de que, na vida paralela da internet, somos todos

31 iguais ou amigos, uns com os outros e que, portanto, as regras que determinam as relações

32 adequadas entre os diferentes grupos (por exemplo, crianças, adolescentes e adultos) existentes

33 no mundo real podem ser simplesmente desconsideradas. Este princípio também tem o poder de

34 diluir as hierarquias existentes entre diferentes indivíduos na sociedade, favorecendo aos

35 comportamentos de maior desrespeito e falta de cuidado interpessoal que tanto se observa nas

36 redes sociais e nas comunicações entre funcionários de uma empresa.

37 Portanto, esse efeito descontrói os ambientes formais e mais rígidos da realidade concreta

38 para liberar o indivíduo ao trânsito nos espaços altamente permissivos, tornando as pessoas mais

39 condescendentes e altamente plásticas em relação às transgressões. Vamos lembrar que todo

40 esse processo já tem um nome e se chama “personalidade eletrônica” (e-personality).

41 Imagine então, as crianças e jovens ainda em processo de formação, o que o ambiente

42 virtual poderia fazer com a consolidação de sua personalidade (ainda) em definição? No final das

43 contas, pensam muitos pais desavisados: “é apenas videogame” ou, ainda, “eles só estão usando

44 uma rede social”, que problema haveria com isso? No passado não muito distante, o

45 desassossego familiar vinha das amizades inadequadas, hoje deriva do próprio indivíduo em sua

46 relação consigo mesmo no ambiente virtual.

47 Para se pensar, não acha?


(Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/ — texto adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 09, 17 e 25.

Alternativas
Q2735903 Português

Leia o texto abaixo:


Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)

Observe as duas letras destacadas nas palavras abaixo. Todas foram usadas para representar um único fonema, EXCETO em:

Alternativas
Q2735898 Português

Leia o texto abaixo:


Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)

No trecho “chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos”, justifica-se a acentuação do vocábulo em negrito pela seguinte regra:

Alternativas
Q2734466 Português

Para responder às questões de 6 a 10, leia os quadrinhos a seguir.





( www.vidadetrainee.com)

A respeito da palavra "situação", presente no último quadrinho, assinale a alternativa totalmente correta.

Alternativas
Q2732183 Português

Utilize o texto a seguir para responder as questões de 13 a 15

Ainda bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes)

Ainda bem

Que agora encontrei você

Eu realmente não sei

O que eu fiz pra merecer você.

Porque ninguém

Dava nada por mim

Quem dava, eu não tava a fim

Até desacreditei de mim.

O meu coração já estava acostumado

Com a solidão

Quem diria que ao meu lado

Você iria ficar

Você veio pra ficar

Você que me faz feliz

Você que me faz cantar assim.

O meu coração já estava aposentado

Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado

Tudo se transformou

Agora você chegou

Você que me faz feliz

Você que me faz cantar assim.

Marque a alternativa errada sobre as palavras da canção acima:

Alternativas
Q2731377 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.



Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo


Por Felipe Germano Bruno Garattoni

01 Mentir não faz o nariz crescer – mas pode ............, de outra forma, com o seu corpo. De

02 acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves

03 provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso __ optar por mentiras em

04 momentos importantes.

05 Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa

06 reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada __ sensações de

07 medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as

08 pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas

09 mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse

10 freio vai ficando mais fraco.

11 Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários e escanearam o cérebro deles

12 enquanto eles jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em

13 um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha

14 várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma ‘mentidinha’, superestimando a

15 quantidade de moedas do pote, ............ isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa

16 menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a

17 atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando

18 ao ato de mentir.

19 “A amígdala limita a ................ do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do

20 estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a

21 uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras

22 maiores”, acredita.

23 Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica

24 apenas __ mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o

25 mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor __ riscos ou ter

26 comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, coautor do estudo.


(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)

Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo ‘psicóloga’, EXCETO:

Alternativas
Q2731373 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.



Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo


Por Felipe Germano Bruno Garattoni

01 Mentir não faz o nariz crescer – mas pode ............, de outra forma, com o seu corpo. De

02 acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves

03 provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso __ optar por mentiras em

04 momentos importantes.

05 Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa

06 reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada __ sensações de

07 medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as

08 pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas

09 mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse

10 freio vai ficando mais fraco.

11 Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários e escanearam o cérebro deles

12 enquanto eles jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em

13 um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha

14 várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma ‘mentidinha’, superestimando a

15 quantidade de moedas do pote, ............ isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa

16 menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a

17 atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando

18 ao ato de mentir.

19 “A amígdala limita a ................ do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do

20 estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a

21 uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras

22 maiores”, acredita.

23 Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica

24 apenas __ mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o

25 mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor __ riscos ou ter

26 comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, coautor do estudo.


(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)

Qual das palavras abaixo, retirado o acento gráfico, se constitui em outra palavra da língua portuguesa, com classe gramatical diferente?

Alternativas
Q2731181 Português

Observe as frases abaixo:


I. Poderias informar o horário que Sua Excelência chegará?

II. O Doutor trouxe os documentos para mim assinar?

III. Chegando os papéis, envio eles para ti.

IV. Para mim, foi difícil encontrar o local.


Está rigorosamente de acordo com os padrões da norma culta:

Alternativas
Q2730964 Português

Sobre a grafia de alguns vocábulos, assinale a alternativa que preenche a lacuna corretamente:

Eu saí da sala ........ não estava ....... de discutir com quem ....... entende o assunto.

Alternativas
Q2729991 Português

“A ajuda humanitária feita por um país desenvolvido, demonstra o seu interesse pelos povos sofridos desse câncer chamado guerra.”


As palavras estão corretamente acentuadas, pelas mesmas razões em que se encontram as palavras grifadas acima, na ordem:

Alternativas
Q2729989 Português

“Marcelo e Rita, apesar de terem _______, concordaram em provar uma deliciosa ___________ acompanhada por uma __________ de café; porém, não houve __________ de se reconciliarem.”


A alternativa que preenche corretamente as lacunas é:

Alternativas
Q2729986 Português

Em que caso todas as palavras são grafadas com J?

Alternativas
Q2728748 Português

AS QUESTÕES 1 A 14 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 ____ A categoria povo se contrapõe às classes sociais. Em termos analíticos, povo não existe

2 como algo dado, previamente estabelecido. Povo é o resultado da articulação entre movimentos,

3 comunidades, agrupamentos humanos que romperam a situação de massa, inconsciente e sem

4 projeto próprio. Encontraram-se ao redor de uma consciência coletiva, de um projeto comum, de

5 práticas adequadas à consciência e ao projeto. Encontraram-se para construir uma história e uma

6 identidade próprias nos limites de um determinado território. Ao conceito de povo pertence a

7 superação dos interesses só classistas e a busca de um bem comum com a assunção de um projeto

8 participativo e igualitário para o conjunto da sociedade. Povo está sempre em construção contra

9 forças e grupos que querem reduzi-lo a massa.

10 ____ Povo, como se depreende, configura um valor: todos são chamados a ser povo, a deixar

11 para trás as relações dominador-dominado, massas-elites; todos são convidados a participar na

12 gestação de uma sociedade com relações de colaboração e não de concorrência. Portanto, de uma

13 democracia social, popular, solidária e includente de todos.

14 ____ Hoje vivemos uma fase nova da democracia, sua expressão planetária. Toda a

15 humanidade deverá ser povo, nas diferenças de suas tradições, mas na convergência de valores

16 humanitários e ecológicos que o fazem sujeito de uma história coletiva, história da humanidade.

17 ____ O povo organizado busca seu bem comum. Ele não é apenas humano, nacional e

18 terrenal. Inclui também todos os que compartem a aventura humana, como as plantas, os animais,

19 as águas, os solos, as paisagens. Numa palavra, o bem comum humano será somente humano,

20 social e planetário, se for também sociocósmico.


BOFF, Leonardo. O despertar da águia: o dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade.

A palavra que, quando no plural, ocorre abertura de timbre do fonema -ona pronúncia, encontra-se na alternativa:

Alternativas
Q2727696 Português

Curiosa palavra. Idoso. O que acumulou idade. Também tem o sentido de quem se apega à idade. Ou que a esbanja (como gostoso ou dengoso). Se é que não significa alguém que está indo, alguém em processo de ida. Em contraste com os que ficam, os ficosos...

Preciso começar a agir como um idoso. Dizem que, entre eles, idoso não fala em quem chega à velhice como alguém que está à beira do túmulo. Dizem que está na zona de rebaixamento. Vou ter que aprender o jargão da categoria.


Luís Fernando Veríssimo

Identifique a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas das frases abaixo:


I - Mesmo com toda a vigilância, houve ______________ rombos no orçamento.

II - Ele não reagiu à provocação porque tem bom _________.

III - Os vereadores discutiram a ______________ de terrenos públicos aos desabrigados das últimas chuvas.

Alternativas
Respostas
14521: A
14522: C
14523: C
14524: B
14525: E
14526: D
14527: B
14528: A
14529: A
14530: E
14531: D
14532: E
14533: E
14534: B
14535: C
14536: A
14537: D
14538: D
14539: C
14540: C