Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
Foram encontradas 18.146 questões

No contexto em que ocorre, a locução adverbial ‘Grosso modo’ significa:


( ) Ambos os ‘que’ das linhas 09 e 52 introduzem uma oração subordinada substantiva objetiva direta. ( ) O ‘que’ da linha 31 introduz uma oração subordinada substantiva completiva nominal. ( ) Os ‘que’ das linhas 40 e 41 são classificados como pronomes relativos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

I. De acordo com o novo acordo ortográfico, a palavra ‘constrói’ (l.25) deveria ser escrita sem acento gráfico, visto a mudança da regra de acentuação que a rege. II. A palavra ‘socioeconômica’ (l.36) foi uma das que sofreram alteração com o novo acordo ortográfico. III. A expressão ‘mão única’ (l.37), por ser composta, deveria ser escrita com hífen.
Quais estão INCORRETAS?

I. De um modo geral, o texto discute sobre a construção mítica do inglês como língua internacional ou franca e as implicações socioculturais, ideológicas e materiais desse mito. II. O autor do texto apresenta o seu ponto de vista sobre o assunto já no primeiro parágrafo, no qual afirma que o inglês está imbricado com questões socioeconômicas, culturais por países que são potências, que no passado colonizaram e dominaram diversos territórios. III. A partir do texto, entende-se que a língua inglesa não deve ser declarada como língua global que conecta o mundo, visto haver questões de dominação que acarretam desigualdades nesses países colonizados.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que contém erro na acentuação:
Leia o texto.
De que é feito um texto? Fragmentos originais, montagens singulares, referências, acidentes, reminiscências, empréstimos voluntários. De que é feita uma pessoa? Migalhas de identificação, imagens incorporadas, traços de caráter assimilados, tudo (se é que se pode dizer assim) que se chama o eu.
Michel Schneider. Ladrões de palavras. Campinas. Editora da Unicamp. 1990.
Sobre o texto é correto afirmar.
1. É feita uma analogia entre a construção de um texto e a “construção” de uma pessoa.
2. Há, no texto, dois questionamentos. Ambos são respondidos pelo próprio texto.
3. As expressões sublinhadas no texto exercem a mesma função sintática, a saber: objeto indireto.
4. A frase colocada entre parênteses apresenta um pronome oblíquo em próclise.
5. As palavras “empréstimos e escrevêsseis” são acentuadas graficamente pela mesma razão: ambas são proparoxítonas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Um drible na zika
Em pouco mais de um ano – o primeiro caso foi anunciado em maio de 2015 –, a zika atingiu em torno de 200 mil pessoas no país. O vírus foi responsável pelo desenvolvimento anormal do cérebro (microcefalia) em mais de 2 mil bebês. Desde que a infecção foi associada à má-formação de fetos, pesquisadores de diferentes áreas se lançaram em uma corrida feroz para tentar frear o avanço dessa terrível epidemia. O próprio Ministério da Saúde criou, em maio deste ano, a Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças Correlatas (Renezika), que fez sua primeira reunião em 25 de outubro último. Vários trabalhos – para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença – já têm apresentado resultados promissores.
CIÊNCIA HOJE. Ed. 342, dez 2016.
Dadas as afirmativas quanto ao texto,
I. A expressão em maio deste ano, refere-se ao ano de 2016.
II. O acento agudo na palavra Saúde foi empregado corretamente.
III. As palavras vírus, infecção, epidemia e doença foram empregadas como sinônimos do termo zika, apresentado no início do texto.
verifica-se que está(ão) correta(s)

Disponível em:<https://www.google.com.br/search?q=cartuns+folha&biw>. Acesso em: 11 fev. 2017.
Qual das palavras do cartaz deveria ter sido acentuada?
A violência contra a mulher
A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada.
Além disso, há o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo, inclusive, os de reincidência.
Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.
(Anna Beatriz Alvares Simões Wreden. Adaptado).


Leia o texto a seguir e responda
Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.
Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.
(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2014.)

http://chc.org.br/seguranca-comeca-em-casa/ – texto adaptado
