Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Acerca das regras de acentuação gráfica aplicadas a palavras do texto de referência, avalie cada uma das cinco sentenças seguintes como (V) VERDADEIRA ou (F) FALSA.
I – ( ) No terceiro e no quarto parágrafos, faz-se uso do vocábulo “têm”, que se refere nos dois casos a sujeitos cujos núcleos estão no plural. Flexionando os respectivos núcleos para o singular, o acento diferencial circunflexo deve mudar para agudo, grafando-se “tém”.
II – ( ) É aplicável a mesma justificativa para se acentuar as palavras “raízes”, “artífices” e “país”.
III – ( ) As palavras “áreas”, “ciência” e “missão” recebem acento gráfico por serem paroxítonas terminadas em ditongo crescente.
IV – ( ) As palavras “histórico”, “emblemático”, “agrotécnicas” e “tecnológica” recebem acento gráfico por serem proparoxítonas.
V – ( ) Substituir “sairá” por “saíra” implicaria em alterações significativas na compreensão do enunciado, dentre elas a mudança do tempo verbal do futuro do presente para o pretérito maisque-perfeito, ambos do modo indicativo.
Na ordem respectiva dos itens I, II, III, IV e V, está CORRETA a sequência:
Texto 3

Texto 3

Em um estabelecimento comercial foi colocada uma placa indicando “Papelaria Camalia”. Um estudante deparou com a dúvida: como pronunciar a palavra Camalia.
Levando o problema à sala de aula, a discussão girou em torno da utilidade de conhecer as regras de acentuação e, especialmente, do auxílio que elas podem dar à correta pronúncia das palavras. Após discutirem pronúncia, regras de acentuação e escrita, três alunos apresentaram as seguintes conclusões a respeito da palavra Camalia:
I. Se a sílaba tônica for o ma, a escrita deveria ser Camália, pois a palavra seria paroxítona terminada em ditongo crescente.
II. Se a sílaba tônica for li, a escrita deveria ser Camalía, pois i e a estariam formando hiato.
III. Se a sílaba tônica for li, a escrita deveria ser Camalia, pois não haveria razão para o uso do acento gráfico.
A conclusão está correta apenas em:
Complete as frases com as palavras corretas:
I – As multas ________ aos motoristas que cometem infrações de trânsito aumentaram.
II - Esta proposta financeira necessita da __________ do responsável.
III - O asilo da cidade promoverá uma festa _________________.
IV- A cidade precisa de _____________ atuantes.
V- A chuva parou o ____________de veículos daquela avenida.
Em seu livro Eu me chamo Antônio (2013), o escritor Pedro Gabriel brinca com os conceitos de sinonímia, antonímia, homonímia e paronímia. Leia os trechos da obra e avalie se as análises estão CORRETAS.
I. Amores sempre vêm e vão, mas nunca vêm em vão (GABRIEL, 2013, p. 22) - As palavras sempre e nunca expressam sentidos contrários, estabelecendo relação de sentido entre dois termos que se opõem, portanto são exemplos de antonímia.
II. Me amasse como se eu te amasse também (GABRIEL, 2013, p. 133) – Quanto à elaboração sintática, os pronomes oblíquos me e te foram utilizados de acordo com as regras da norma culta. Quanto à elaboração semântica, o termo amasse configura-se como exemplo de sinonímia, compreendendo somente o sentido de gostar muito de algo ou alguém, não permitindo a leitura do trecho por meio de outros significados.
III. Eu te amo. Oração subordinada a você. (GABRIEL, 2013, p.39) – A construção sintática do texto coaduna com o sentido metafórico, uma vez que Eu te amo é a oração principal e Oração subordinada a você é uma oração subordinada substantiva. Tal qual o eu-lírico que se sente subordinado à mulher amada.
IV. Grandes amores são grandes dúvidas. Não vivê-los é morrer com grandes dívidas. (GABRIEL, 2013, p.42) - Há semelhança na forma e no som das palavras dúvidas e dívidas, estabelecendo uma relação paronomástica.
V. Amores sempre vêm e vão, mas nunca vêm em vão (GABRIEL, 2013, p. 22) - O autor explora a relação de identidade de pronúncia e de grafia do termo vão: na primeira oração, corresponde ao verbo irregular ir conjugado na 3ª pessoa do plural, no tempo presente do indicativo; e na segunda oração, o mesmo termo é usado como adjetivo, significando à toa, inútil.
GABRIEL, Pedro. In: Eu me chamo Antônio. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
Solidão Coletiva – uma crônica sobre o vazio de uma cidade grande
Se pararmos para pensar, a solidão nos persegue. Sempre estamos tão juntos e, ao mesmo tempo, tão sozinhos.
O simples fato de estarmos rodeados por dezenas, centenas ou milhares de pessoas, não nos garante que pertençamos ao grupo.
A cidade é um dos maiores exemplos. Trem, metrô, ônibus em horário de pico. Homens ou mulheres. Jovens ou velhos. Gordos ou magros. Trabalho ou estudo. Cada um do seu jeito, indo cuidar da sua própria vida. Não há conversa ou um sorriso amigável. Rostos sérios e cansados sem ao menos se preocupar em lhe desejar um bom dia. Parece que ninguém está tendo um bom dia.
Na rua, todos têm pressa. Mochila à frente do corpo, senão você é roubado. Olhar no chão para manter o ritmo do passo, ou logo à frente, como quem quer chegar logo sem ser importunado.
Um braço estendido me tira do devaneio. É alguém sentado no chão, com um cobertor fino, pedindo algumas moedas. Como boa integrante de uma multidão fria e apressada, ignoro e continuo meu caminho. Essa é uma visão tão rotineira que se torna banal e, assim como eu, ninguém ali observou aquele cidadão com olhos sinceros. Não me julgue, eu sei que você faz o mesmo. O calor humano não parece suficiente para aquecer corações.
É um mar de gente. Mas não me sinto como mais uma onda, que compõe a beleza do oceano. Sinto-me em um pequeno barco à vela, perdida em alto mar. Parada no meio da multidão, sinto sua tensão constante, como se a qualquer momento fosse chegar um tsunami. Sinto-me naufragando.
Você já pegou a estrada à noite? É ali que percebemos que a cidade nunca dorme por completo. Carros a perder de vista em qualquer horário, com luzes que compõem uma beleza única. Porém, esquecemos que em cada carro não existe somente uma pessoa ou outra, mas sim histórias.
Para onde cada um está indo é um mistério. Neste momento, percebo que, assim como eu enxergava alguns minutos atrás, ninguém ali me vê como ser humano. Veem-me como mais um carro, mais uma máquina que atrapalha o trânsito de um local tão movimentado. Só eu sei meu próprio caminho e para onde vou. Estou sozinha entre centenas de pessoas.
Mesmo assim, muitas dizem preferir a cidade ao campo. Morar no interior não é uma opção para a maior parte das multidões – elas dizem que lá não há nada de interessante acontecendo e o silêncio da natureza as faz sentir muito distantes do mundo.
Por Beatriz Gimenez Disponível em: https://falauniversidades.com.br/cronica-solidao-cidade-grande/



