Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q4372964 Português
Sessão de "patógrafos" atrai atenção na Feira do Livro de Porto Alegre


    No colo da dona, e sem se importar com a quantidade de humanos ao redor, o shih tzu Pantufa, quatro anos, estendia a patinha direita dianteira sobre a almofada embebida em tinta preta para logo depois tê-la colocada sobre mais um livro. Além de quem aguardava ansioso pela obra, curiosos se aproximaram para observar a curiosa sessão na tarde deste sábado (9), na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre. No lugar de autógrafos, foram distribuídos os "patógrafos" de 10 dos 67 personagens que tiveram suas histórias contadas na obra Bendito Livro, escrita pela bancária Márcia Messa. Idealizadora do projeto Bendito Bicho, que utiliza a fotografia de animais para incentivar a adoção responsável, Márcia, uma apaixonada por cães e fotografia, reúne desde 2016 histórias de cães adotados em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Entre as ações realizadas pela Bendito Bicho estão mostras fotográficas, eventos beneficentes e o calendário temático. Todo o valor arrecadado com eventos ou produtos vendidos é direcionado à causa animal, auxiliando 10 protetoras independentes.
    Aos 45 anos, Márcia, que fotografa nas horas vagas, tinha o desejo de ir além do calendário anual feito com os bichinhos adotados. Foi quando teve a ideia de, por meio de financiamento coletivo, produzir um livro com as histórias e as fotografias já catalogadas. Com a ajuda de simpatizantes da causa, Márcia arrecadou R$ 15,1 mil e produziu 500 exemplares. Desses, 400 já foram encaminhados às protetoras para venda. Os outros cem ficarão com as estrelas do livro – 10 personagens, entre eles, Pantufa, fazem parte da coletânea.
     — Precisamos sensibilizar as pessoas sobre a castração, o abandono e os maus tratos aos animais e incentivar a adoção — afirma a autora.
     Pantufa, por exemplo, foi encontrado quando sofria maus-tratos do dono que tentava se desvencilhar dele por R$ 100. Depois do resgate, o cachorro ganhou uma nova dona, tornou-se modelo do calendário do projeto e, agora, capa do livro. Também vítima de desnutrição e maus-tratos pelo corpo, a spaniel tibetana Bella, de seis anos, ganhou nova vida ao ser adotada pela analista de planejamento e produtos Gabriela Manfron. A história da cachorrinha também foi contada no livro. Na tarde de sábado, a página com a foto sorridente de Bella era mostrada a todos pelos donos dela.

Fonte: Jornal Zero Hora. Disponível no endereço eletrônico https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2019/11/sessao-depatografos-atrai-atencao-na-feira-do-livro-de-porto-alegreck2s59uhj002t01tdyk2u70c3.html Acesso em 20 de novembro de 2019.
O neologismo “patógrafos” é acentuado pela mesma regra da palavra:
Alternativas
Q4370029 Português
Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras escritas corretamente: 
Alternativas
Q4369556 Português
Assinalar a alternativa que apresenta a palavra escrita CORRETAMENTE:
Alternativas
Q4369553 Português
Assinale a alternativa quem contém um grupo de palavras que estão escritas ortograficamente CORRETAS:     
Alternativas
Q4369145 Português

Tempo de chuva é março


      Chove. Coisa abençoada é chuva de verão, pois generosamente nos refresca, a nós que ingratos a chamamos de “mau tempo”.


    Acordei de madrugada com o grande espetáculo operístico de trovões e relâmpagos, fui verificar janelas, verifique ralos de terraço, evite inundações. Dever cumprido, voltei para a cama. Mas lamento que o ar condicionado me impeça de ouvir o gotejar lá fora, delícia maior é proteger-se debaixo dos lençóis enquanto a natureza esbraveja.


      E porque eu tentei inutilmente ouvir a voz da chuva sem que a volta ao sono me fosse consentida, revi mentalmente uma imagem de publicidade da TV, gota d'água caindo em câmara lenta noutra água, e me colocai no lugar dos pingos que despencam em rota especial de especificações.


     O impacto mais contundente é certamente aquele contra qualquer superfície de metal. Sinos costumam estar protegidos em campanários ou debaixo de telhados, mas gosto de imaginar que emitiriam sua voz se tocados por uma ou muitas gotas. Os telhados de zinco e os aparelhos de ar condicionado fazem o que podem, mas não foram concebidos para o som, não são dotados. [...]


      É em silêncio, ou quase, que uma gota de chuva encontra outra água. Olho o mar e penso no quase aniquilamento, na renúncia de si, que a chuva faz chegar que água salgada e revolta. Não há reconhecimento, embora a origem ali esteja. A evaporação transforma, e o calor que a gerou, purifica. A água do mar tornou-se doce no trânsito até a nuvem e doce despenca. Mas só até o impacto que obrigará a incorporar o antigo sal, a antiga identidade e novamente faz-se mar, onda, espuma, abrigo de sereia.


     Distinto é o encontro da chuva com água do lago. A boa filha à casa torna, recebida pelos grandes braços do lago sempre abertos. Bem-vinda seja. Morei, na infância, em cidade lacustre à qual voltei mais tarde, mas dias de chuva traziam consigo uma melancolia especial, neblina pairando sobre uma superfície que se faz fosca. Talvez fosse o doce choro do reencontro.


      Mal posso pensar no impacto de uma gota de chuva com água do rio. Ela vinha descendo na vertical desde uma nuvem distante e, com só bater na correnteza, é obrigada a mudar o prumo e correr, correr, correr na horizontal, por vezes batendo-se entre pedras. Melhor cair em cachoeira e conservar por mais um tanto a verticalidade.


     Quando eu era adolescente e não existiam os produtos e as promessas capilares que nos submergiam atualmente, lavávamos o cabelo com água de chuva certos de que ficariam mais felizes. Não era tempo de poluição, mas o trânsito celeste e a filtragem das nuvens deixavam garantir uma pureza maior, alada e mágica, que se transmitiria aos nossos cabelos. Hoje a chuva é ácida, contaminada, e mais prudente é enfrentá-la de guarda-chuva em punho. Ainda assim, continua sendo a benção da terra.


      Só a cidade não gosta de chuva. Mas a culpa não é da chuva. É da cidade, que se expande frenética e se impermeabiliza no asfalto impedindo a água de penetrar no chão. A cidade é fábrica de enchentes,a serem postadas na conta do “mau tempo”.


     O campo, ao contrário, ama a chuva e o desejo, encontro casado em choque que não se vê, cada gota absorvida continuando seu percurso terra adentro para dar de beber as raízes e seres. A chuva, no campo ou no bosque, amamenta a vida.


(Marina Colasanti)

A _____ possibilidade de uma grande tempestade me deixou _____ e extremamente _____. Assine a opção de preencher corretamente as lacunas do fragmento acima com as palavras corretamente grafadas.

Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do fragmento acima com as palavras corretamente grafadas.
Alternativas
Q4369143 Português

Tempo de chuva é março


      Chove. Coisa abençoada é chuva de verão, pois generosamente nos refresca, a nós que ingratos a chamamos de “mau tempo”.


    Acordei de madrugada com o grande espetáculo operístico de trovões e relâmpagos, fui verificar janelas, verifique ralos de terraço, evite inundações. Dever cumprido, voltei para a cama. Mas lamento que o ar condicionado me impeça de ouvir o gotejar lá fora, delícia maior é proteger-se debaixo dos lençóis enquanto a natureza esbraveja.


      E porque eu tentei inutilmente ouvir a voz da chuva sem que a volta ao sono me fosse consentida, revi mentalmente uma imagem de publicidade da TV, gota d'água caindo em câmara lenta noutra água, e me colocai no lugar dos pingos que despencam em rota especial de especificações.


     O impacto mais contundente é certamente aquele contra qualquer superfície de metal. Sinos costumam estar protegidos em campanários ou debaixo de telhados, mas gosto de imaginar que emitiriam sua voz se tocados por uma ou muitas gotas. Os telhados de zinco e os aparelhos de ar condicionado fazem o que podem, mas não foram concebidos para o som, não são dotados. [...]


      É em silêncio, ou quase, que uma gota de chuva encontra outra água. Olho o mar e penso no quase aniquilamento, na renúncia de si, que a chuva faz chegar que água salgada e revolta. Não há reconhecimento, embora a origem ali esteja. A evaporação transforma, e o calor que a gerou, purifica. A água do mar tornou-se doce no trânsito até a nuvem e doce despenca. Mas só até o impacto que obrigará a incorporar o antigo sal, a antiga identidade e novamente faz-se mar, onda, espuma, abrigo de sereia.


     Distinto é o encontro da chuva com água do lago. A boa filha à casa torna, recebida pelos grandes braços do lago sempre abertos. Bem-vinda seja. Morei, na infância, em cidade lacustre à qual voltei mais tarde, mas dias de chuva traziam consigo uma melancolia especial, neblina pairando sobre uma superfície que se faz fosca. Talvez fosse o doce choro do reencontro.


      Mal posso pensar no impacto de uma gota de chuva com água do rio. Ela vinha descendo na vertical desde uma nuvem distante e, com só bater na correnteza, é obrigada a mudar o prumo e correr, correr, correr na horizontal, por vezes batendo-se entre pedras. Melhor cair em cachoeira e conservar por mais um tanto a verticalidade.


     Quando eu era adolescente e não existiam os produtos e as promessas capilares que nos submergiam atualmente, lavávamos o cabelo com água de chuva certos de que ficariam mais felizes. Não era tempo de poluição, mas o trânsito celeste e a filtragem das nuvens deixavam garantir uma pureza maior, alada e mágica, que se transmitiria aos nossos cabelos. Hoje a chuva é ácida, contaminada, e mais prudente é enfrentá-la de guarda-chuva em punho. Ainda assim, continua sendo a benção da terra.


      Só a cidade não gosta de chuva. Mas a culpa não é da chuva. É da cidade, que se expande frenética e se impermeabiliza no asfalto impedindo a água de penetrar no chão. A cidade é fábrica de enchentes,a serem postadas na conta do “mau tempo”.


     O campo, ao contrário, ama a chuva e o desejo, encontro casado em choque que não se vê, cada gota absorvida continuando seu percurso terra adentro para dar de beber as raízes e seres. A chuva, no campo ou no bosque, amamenta a vida.


(Marina Colasanti)

O par de vocábulos do texto acentuado pela mesma razão é:
Alternativas
Q4368216 Português
O futuro na geladeira


(Caderno Cotidiano, Folha de S.Paulo 24 de novembro de 2008 – MOACYR SCLIAR escreve, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas na Folha.)


     Amélia, 80 anos, interrompeu seu sonho de ter vaga na USP para comprar geladeira. Amélia Pires fará 80 anos em 6 de dezembro um pouco mais distante do seu sonho. Desde 2004, presta à Fuvest. Quer um diploma do curso de administração da USP. Neste ano, porém, não esteve entre os 138.242 aspirantes a vaga na universidade. A geladeira estava imprestável, e o dinheiro da inscrição -ajuda de um sobrinhofoi usado para pagar a prestação de uma nova.

     Não foi uma decisão fácil, como se pode imaginar. Curso de administração ou geladeira? A favor de ambas as coisas, o curso e a geladeira, havia argumentos. O curso era algo com que sonhava havia muito tempo, desde jovem, para dizer a verdade. Primeiro, porque era uma fervorosa admiradora da atividade em si, da administração. Organizar as coisas, fazer com que funcionem, levar uma empresa ao sucesso, mesmo em épocas de crise, sobretudo em épocas de crise, parecia-lhe um objetivo verdadeiramente arrebatador. Com o curso, ela poderia tornar-se, mesmo com idade avançada, numa daquelas dinâmicas executivas cuja foto via em jornais e em revistas.

    Mas a geladeira... A verdade é que ela precisa de uma geladeira nova. A antiga estava estragada, e tão estragada que o homem do conserto aconselhara-a a esquecer "aquele traste" e partir para algo mais moderno. E isso precisa ser feito com urgência: todos os dias estavam jogando fora comida que estragava por causa do eletrodoméstico inconfiável.

    Era o curso ou uma geladeira. Era apostar no futuro ou resolver os problemas do presente. Ou se inscrevia na universidade ou pagava a prestação na loja: tinha de escolher. Dilema penoso. Durante duas noites não dormiu, fazendo cálculos e ponderações adequadas. "Faça o curso", sussurrava-lhe ao ouvido uma vozinha, "você será outra pessoa, uma pessoa com conhecimento, com dignidade, uma pessoa que todos respeitarão". E aí outra vozinha intervinha: “Deixe de bobagens, querida”.

     Geladeira é comida, e comida é o que importa. Como é que você vai se alimentar, se a comida continuar estragando desse jeito? Seja prática". Duas vozesinhas. Anjinho e diabinho? Nesse caso, qual era a voz do anjinho, qual a do diabinho? Mistério. Na manhã do terceiro dia senti um mau cheiro insuportável, vindo da cozinha. Foi até lá, abriu a geladeira e, claro, era a carne que simplesmente tinha apodrecido. Foi a gota d'água. Vestiu-se, foi até a loja, e comprou a geladeira nova.

     Que ele foi entregue naquele mesmo dia. Era uma bela geladeira, com muitos dispositivos que ela mal conhecia. "Vou ter de fazer um curso para aprender a operar essa coisa", disse ao homem da entrega. Ele encontrou: "Sempre é bom cursos instalados a geladeira, ela tratou de colocar ali os alimentos e as bebidas".

     Foi então que encontrou uma garrafa de champanhe.O champanhe que tinha comprado para comemorar com os arredores à sua entrada na universidade.agora?
Assinale a opção que apresenta uma palavra do texto que é acentuada graficamente por um motivo diferente dos demais.
Alternativas
Q4366608 Português
Conforme o novo acordo ortográfico, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4357799 Português
Em relação à reforma da Língua Portuguesa, todas as afirmativas abaixo procedem, EXCETO:
Alternativas
Q4357770 Português
O QUE É E COMO SE CALCULA O ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO?
O índice pluviométrico refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local, representado em milímetros. Para chegar a esse índice, as centenas de estações meteorológicas espalhadas pelo país utilizam um aparelho conhecido como pluviômetro. Há vários modelos diferentes, mas o instrumento constitui-se, basicamente, de funil de captação e básculas que enviam sinais elétricos para uma estação meteorológica. Com base em todos os aparelhos instalados na cidade, é possível chegar à média de precipitação observada na área total.
SOUZA, Ester Maria. Nova Escola. Abril, ano 24, nº 223, p. 26. 08.
As palavras sublinhadas, no texto, são acentuadas:
Alternativas
Q4355525 Português
Genes da Amazônia Como o estudo genético das espécies ajudará os animais e os homens
Poucas espécies de animais despertam tanto interesse nos cientistas como as que vivem nas áreas alagadas da Floresta Amazônica. Elas possuem adaptações genéticas poderosas que as fazem resistir a condições extremas – habitam, exemplo, pântanos que contêm ácido sulfúrico, gás metano e pouquíssimo oxigênio. Para desvendar o segredo dessa adaptação, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia irão sequenciar o DNA dos animais das áreas inundadas (1,3 milhão de quilômetros). A verba para esse estudo, que levará três anos, é de R$ 7 milhões. Isto É. São Paulo: Três Editorial, ano 32, n. 2049, p. 100, 18 fev. 2009. Acessado em: 29/11/2019 *Adaptado: Reforma ortográfica. 
Considerando as regras de acentuação gráfica, podemos afirmar que:  
Alternativas
Q4355523 Português
Problemas atuais do meio ambiente
A Terra é frágil. Melhor, ficou frágil. Antigamente, quando caçava mamutes, o homem tinha medo da natureza: raios, trovões, inundações, rios e mares enormes, frio e calor. O homem não conhecia a natureza. À medida que a foi conhecendo, também a foi aniquilando, a tal ponto que a situação se inverteu: hoje ele tem medo da própria delicadeza da Terra, enfraquecida diante de sua hostilidade, com seus mecanismos naturais de autorregeneração destruídos pela capacidade desmedida. Declaramos guerra à natureza e somos os perdedores ao vencê-la. Se a tratássemos com amor, ela poderia ser infinita, desde que não fosse saqueada ao extremo de sua resistência e capacidade regenerativa. CHIAVENATO, Júlio José. O massacre da natureza. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2010. 
A partir da última reforma ortográfica, ocorrida no nosso idioma, modificaram-se algumas das regras de uso do hífen. O termo “autorregeneraçao” em destaque no texto passou a ser utilizado sem o hífen devido a seguinte alteração na regra anterior:
Alternativas
Q4327531 Português
INSTRUÇÕES: A questão diz respeito ao Texto.

Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Das palavras presentes no Texto, é correto afirmar que a palavra “câncer” (linha 3) é acentuada pelo mesmo motivo da seguinte palavra: 
Alternativas
Q2867429 Português

Leia o texto abaixo e responda as questões de 17 a 20.

1  No Brasil. as desigualdades de gênero

     estão ainda nas raízes do sofrimento físico

     e mental das mulheres. Alguns cenários

     onde ocorrem as violências são

5  problemáticos, como na família e nos

     relacionamentos afetivos. O lugar onde

     deveria existir harmonia e segurança, para

     muitas é o local mais perigoso. O

     machismo e o patriarcado, arraigados na

10 sociedade, vêm transformando a casa em

     lugar de risco para elas.

     As mortes violentas de mulheres não

     ocorrem como casos isolados ou

     episódicos, mas inseridas em um processo

15 contínuo de violência que limita o

     desenvolvimento livre e saudável de

     meninas e mulheres.

(Adaptado de oglobo.globo.com/opiniao 09/03/2019)

“O machismo e o patriarcado, arraigados na sociedade, vêm transformando a casa em lugar de risco para elas.” (linhas 8 a 11). Na frase, o verbo “vêm” encontra-se acentuado, pois:

Alternativas
Q2864940 Português

Assinale a opção que apresenta uma palavra do texto que é acentuada graficamente por motivo diferente das demais.

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-PI Órgão: IF-PI Prova: IFPI - 2019 - IF-PI - Assistente de Alunos |
Q2858151 Português

O texto abaixo é um cordel. Leia-o para responder às questões 6 a 8.

CORDEL MODERNO - Tecnologia do agora

Estou ficando cansado

Da tal tecnologia

Só se fala por e-mail

Mensagem curta e fria

Twitter e Facebook

Antes que eu caduque

Vou dizer tudo em poesia.


Não é mais como era antes

É tudo abreviado

"Você" só tem duas letras

O "O" e o "E" foi riscado

Para declarar o amor

Basta botar uma flor

E um coração desenhado.


Arroba agora não pesa

É parte de um endereço

Ponto final nem se usa

Ou vai até no começo

Agora é .com

Se o saite é muito bom

Ele vale um alto preço.



Pra piorar a linguagem

O emoticom é um risco

Tem símbolo para tudo

Ponto e vírgula e um asterisco

Um beijo significa

Pra entender como fica Decifre esse rabisco.


Tenho saudade das cartas

Escritas com a própria mão

Mandava no mês de Junho

Só chegava no Verão

Mas matava a saudade

Era texto de verdade

Nas linhas do coração.


Agora, escrevo e envio

Chegando na mesma hora

Mas quando vou prosear

A pessoa foi embora

Abriu outro aplicativo

O mundo ficou cativo

Da tecnologia do agora.


Felizmente, pra orar

Não precisa de internet

Deus escuta todo mundo

Se quiser, faça esse teste

Dois pontos são dois joelhos

Seus lábios são aparelhos

Deixe que Deus interprete.

Milton Duarte (CORDEL MODERNO - Tecnologia do agora, Milton Duarte. Disponível em: https://www.recantodasletras.com. br/poesias/3186743-Acesso em: 11 jul. 2019).

Algumas palavras empregadas no cordel acima são acentuadas: você, símbolo, vírgula, próprias, mês e lábios. Considerando a tonicidade de cada uma delas e os postulados estabelecidos pelos manuais da gramática normativa, assinale a afirmação correta:

Alternativas
Q2792752 Português

Em relação ao uso do acento gráfico, assinalar a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2762183 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Qual dos seguintes termos, assim com a palavra “bem-estar” (l. 05), aparece corretamente hifenizado?

Alternativas
Q2711430 Português

Assinale a alternativa que contém as palavras escritas corretamente, de acordo com a norma culta de ortografia:

Alternativas
Respostas
10881: C
10882: X
10883: A
10884: B
10885: A
10886: B
10887: C
10888: A
10889: D
10890: D
10891: B
10892: D
10893: A
10894: A
10895: D
10896: A
10897: D
10898: A
10899: A
10900: C