Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q3031431 Português

Leia atentamente o texto I para responder a questão. 


Texto I - MEMÓRIA: ESQUECER PARA LEMBRAR 


Nossas cabeças estão cada vez mais cheias. Ao mesmo tempo, esquecemos cada vez mais coisas. A explicação disso acaba de ser descoberta – e é surpreendente


Por Bruno Garattoni e Gisela Blanco 


Atualizado em 31 mar. 2017, 11h56 - Publicado em 5 fev. 2011, 22h00  


    Você conhece uma pessoa e logo depois esquece o nome dela? Nunca sabe onde largou as chaves de casa, a carteira, os óculos? Vai ao supermercado e sempre deixa de comprar alguma coisa porque não se lembra? E de vez em quando, bem no meio de uma conversa, para e se pergunta sobre o que é que estava falando mesmo? Você não é o único. Bem-vindo ao mundo moderno. Devem existir uns 6 bilhões de pessoas com o mesmo problema. No meio de tudo o que escolhemos e temos para fazer é difícil se lembrar de alguma coisa. Isso você já sabe. O que você não sabe é que a sua memória tem uma capacidade incrível, muito maior do que jamais imaginou. E a chave para dominá-la não é tentar se lembrar de cada vez mais coisas: é aprender a esquecer.

     [...] Por que esquecemos quando queremos lembrar? A resposta acaba de ser descoberta, e vai contra tudo o que sempre se pensou sobre memória. A ciência sempre acreditou que uma memória puxa a outra, ou seja, lembrar-se de uma coisa ajuda a recordar outras. Em muitos casos, isso é verdade (é por isso que, quando você se lembra de uma palavra que aprendeu na aula de inglês, por exemplo, logo em seguida outras palavras vêm à cabeça. Mas um estudo revolucionário, que foi publicado por cientistas ingleses e está causando polêmica entre os especialistas, descobriu o oposto. Quando você se lembra de algo, isso pode gerar uma consequência negativa – enfraquecer as outras memórias armazenadas no cérebro. “O enfraquecimento acontece porque se lembrar de uma coisa é como reaprendê-la”, explica o psicólogo James Stone, da Universidade de Sheffield. Vamos explicar.

     As memórias são formadas por conexões temporárias, ou permanentes, entre os neurônios. Suponha que você pegue um papelzinho onde está escrito um endereço de rua. O seu cérebro usa um grupo de neurônios para processar essa informação. Para memorizá-la, fortalece as ligações entre eles – e aí, quando você quiser se lembrar do endereço, ativa esses mesmos neurônios. Beleza. Só que nesse processo parte do cérebro age como se tal informação (o endereço de rua) fosse uma coisa inteiramente nova, que deve ser aprendida. E esse pseudoaprendizado acaba alterando, ainda que só um pouquinho, as conexões entre os neurônios. Isso interfere com outros grupos de neurônios, que guardavam outras memórias, e chegamos ao resultado: ao se lembrar de uma coisa, você esquece outras. [...] 

    “Esquecer faz parte de uma memória saudável”, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, diretor do centro de memória da PUC-RS e autor do livro A Arte de Esquecer. Até 99% das informações que vão para a memória somem alguns segundos ou minutos depois. Isso é um mecanismo de limpeza que ajuda a otimizar o trabalho do cérebro. Se tudo ficasse na cabeça para sempre, ele viraria um depósito de entulho. Isso nos tornaria incapazes de focar em qualquer coisa e atrapalharia bastante o dia-a-dia. Afinal, para que saber onde você estacionou o carro na semana passada? O importante é se lembrar de onde o deixou hoje de manhã. O esquecimento também é um trunfo da evolução. Imagine se as mulheres pudessem se lembrar exatamente, nos mínimos e mais arrepiantes detalhes, a dor que sentiram durante o parto? Provavelmente não teriam outros filhos. Aliás, recordar-se de tudo pode ter efeitos psicológicos graves. É o caso da americana Jill Price, de 44 anos [...]. Ela sabe tudo o que aconteceu, comeu e fez em cada dia dos últimos 29 anos. Por causa disso, tem problemas psiquiátricos e sofre para levar uma vida normal. “Imagine se você conseguisse se lembrar de todos os erros que já cometeu”, explica. Seria horrível. [...]

GAROTTINI, Bruno; BLANCO, Gisele, Memória: esquecer para lembrar. 31 mar. 2017. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/memoria-esquecer-para-Memória: lembrar. Acesso em: 15 jul. 2024. Adaptado.

No tocante aos aspectos estruturais e semânticos do texto, considere as assertivas que se seguem.

 

I- O substantivo Beleza (terceiro parágrafo), no terceiro parágrafo, instaura um registro de linguagem impróprio ao propósito comunicativo da reportagem.


II- No texto, as expressões E ai e Beleza (terceiro parágrafo) são expressões do registro informal da linguagem e são empregadas  para deixar o texto mais atraente para o seu público-alvo.


III- O pronome demonstrativo Isso (em todo texto) não tem participação na sequenciação textual.


IV- A expressão dia-a-dia (quarto parágrafo) não está escrita corretamente. 


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3031239 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

A partir do trecho “De lá, espalhou-se pela Europa e Ásia. Há 60 mil anos, nossa espécie atingia a Austrália” (linha 20), julgue os itens abaixo:

I. O pronome „se‟, enclítico à forma verbal „espalhou‟, deveria vir em próclise;
II. A vírgula após o vocábulo „anos‟ está incorretamente empregada;
III. O vocábulo „a‟, antes de „Austrália‟, deveria ter recebido o acento grave.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031234 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

A única palavra abaixo que NÃO é acentuada exatamente pela mesma regra de “próximo” (linha 3) é:
Alternativas
Q3031233 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

Levando-se em conta o trecho “[...], mas são iguais às tipicamente encontradas nos ossos de animais consumidos por caçadores-coletores nos tempos antigos” (linhas 7 e 8), julgue os itens abaixo:

I. O uso do acento grave utilizado no trecho se explica porque o vocábulo „iguais‟ exige a preposição „a‟ e o substantivo „marcas‟ (subentendido) admite a anteposição do artigo feminino no plural „as‟;
II. A vírgula antes da conjunção „mas‟ pode ser suprimida, sem que isso viole as regras preconizadas pela tradição normativa;
III. A expressão „nos tempos antigos‟ não poderia, na posição em que está, receber uma vírgula antes da preposição contraída „nos‟.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031199 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com a mesma regra de acentuação da palavra “árabe”: 
Alternativas
Q3031196 Português
No que tange a ortografia oficial, assinale a alternativa que apresenta a oração escrita corretamente:
Alternativas
Q3031155 Português
José tem três filhas. Assinalar a alternativa em que seus nomes estão em ordem alfabética.
Alternativas
Q3031153 Português
Qual alternativa apresenta duas palavras escritas de forma INCORRETA?
Alternativas
Q3030965 Português
Caixa de sapato

     “Preciso de um tempo.” Foi o que ela disse...Ou melhor, foi o que ela quis dizer.
     Nas entrelinhas do que escreveu, estava lá: me dê um tempo. Motivo, ou desculpa, também havia. Não chamaria de motivo bobo; pelo contrário, era um motivo que eu respeitava, assim como respeitaria qualquer decisão dela.
    O problema é que eu estava cego... Cego de amor. Confesso que mesmo que parecesse tão claro o que aconteceria em seguida, ainda me restou uma dúvida, uma esperança. Foi como se ela me jogasse de um precipício, mas segurasse uma de minhas mãos enquanto eu estava pendurado; e a esperança de que ela me desse sua outra mão, e me puxasse de volta, não passou de uma ilusão. Eu caí.
     Talvez o problema tenha sido eu, mas não me arrependo de nada que fiz.
    A todo momento fui sincero sobre o que sentia; mas talvez ela devesse ter dito a verdade logo de uma vez: foi lindo o que aconteceu com a gente, mas não dá mais. Me pouparia do sofrimento e a pouparia de usar uma desculpa.
   “Eu te amo”, ela disse. Mas um amor como ela descrevia não se acabaria em dias, em semanas. Pensava comigo mesmo: “talvez eu não fosse bom pra ela”, mas esse não é o ponto. Tudo o que fiz foi tratá-la com respeito, com afeto, com amor; mas parece que, pra ela, eu fui só mais um.
    Ela precisava de um tempo, e eu dei esse tempo, mesmo eu não querendo isso. Mas foi o melhor a se fazer.
    De que adiantaria tê-la ao meu lado, se o que, ou quem, ela queria não estava ali? Eu mesmo respondo: nada.
    Eu apenas estaria me enganando.
   “Nunca vou esquecer o que aconteceu com a gente, o nosso amor”; não, farei o possível para esquecer, porque, por mais lindo que tenha sido, aquela gota de esperança que ela deixou pingar sobre mim, me machucou ainda mais hoje.
   Guardei os bons momentos em uma caixa, e essa caixa... Bem, essa caixa sempre estará ali, quando quiser me lembrar de tudo; mas, como uma caixa de sapato, que guardamos no fundo de um armário, e esquecemos lá, espero que o mesmo aconteça com essas lembranças.
    O amor? Não o culpo, mas quero esquecer. Não por raiva, não por ódio a ele, mas por mim, pra que eu possa me sentir bem. Apesar de o amor ser aquilo que nos mantêm vivos, eu não estaria vivo por dentro mesmo que eu quisesse. Eu a amei incondicionalmente, com todas as minhas verdades, mas se não era o suficiente: paciência.
    Quem sabe, um dia, encontrar alguém para quem o que eu tenho a oferecer realmente valha a pena, alguém que me ame da mesma forma. Até lá desejo a ela toda felicidade do mundo, e pra mim... Bom, pra mim eu desejo que cada dia mais aquelas lembranças sejam esquecidas, e que todas as palavras ditas e digitadas voem pelo ar, e se dispersem com o vento, e, além disso, felicidade plena, aguardando, não desesperadamente, mas sim que inevitavelmente ela apareça; não qualquer uma, mas aquela que Deus modelou.

(TROVA, Vitor. Pensador, Crônicas para se ler em qualquer lugar, 2022. Adaptado.)
As palavras podem ser classificadas quanto ao número de sílabas em que são compostas. Trata-se de uma palavra paroxítona:
Alternativas
Q3030964 Português
Caixa de sapato

     “Preciso de um tempo.” Foi o que ela disse...Ou melhor, foi o que ela quis dizer.
     Nas entrelinhas do que escreveu, estava lá: me dê um tempo. Motivo, ou desculpa, também havia. Não chamaria de motivo bobo; pelo contrário, era um motivo que eu respeitava, assim como respeitaria qualquer decisão dela.
    O problema é que eu estava cego... Cego de amor. Confesso que mesmo que parecesse tão claro o que aconteceria em seguida, ainda me restou uma dúvida, uma esperança. Foi como se ela me jogasse de um precipício, mas segurasse uma de minhas mãos enquanto eu estava pendurado; e a esperança de que ela me desse sua outra mão, e me puxasse de volta, não passou de uma ilusão. Eu caí.
     Talvez o problema tenha sido eu, mas não me arrependo de nada que fiz.
    A todo momento fui sincero sobre o que sentia; mas talvez ela devesse ter dito a verdade logo de uma vez: foi lindo o que aconteceu com a gente, mas não dá mais. Me pouparia do sofrimento e a pouparia de usar uma desculpa.
   “Eu te amo”, ela disse. Mas um amor como ela descrevia não se acabaria em dias, em semanas. Pensava comigo mesmo: “talvez eu não fosse bom pra ela”, mas esse não é o ponto. Tudo o que fiz foi tratá-la com respeito, com afeto, com amor; mas parece que, pra ela, eu fui só mais um.
    Ela precisava de um tempo, e eu dei esse tempo, mesmo eu não querendo isso. Mas foi o melhor a se fazer.
    De que adiantaria tê-la ao meu lado, se o que, ou quem, ela queria não estava ali? Eu mesmo respondo: nada.
    Eu apenas estaria me enganando.
   “Nunca vou esquecer o que aconteceu com a gente, o nosso amor”; não, farei o possível para esquecer, porque, por mais lindo que tenha sido, aquela gota de esperança que ela deixou pingar sobre mim, me machucou ainda mais hoje.
   Guardei os bons momentos em uma caixa, e essa caixa... Bem, essa caixa sempre estará ali, quando quiser me lembrar de tudo; mas, como uma caixa de sapato, que guardamos no fundo de um armário, e esquecemos lá, espero que o mesmo aconteça com essas lembranças.
    O amor? Não o culpo, mas quero esquecer. Não por raiva, não por ódio a ele, mas por mim, pra que eu possa me sentir bem. Apesar de o amor ser aquilo que nos mantêm vivos, eu não estaria vivo por dentro mesmo que eu quisesse. Eu a amei incondicionalmente, com todas as minhas verdades, mas se não era o suficiente: paciência.
    Quem sabe, um dia, encontrar alguém para quem o que eu tenho a oferecer realmente valha a pena, alguém que me ame da mesma forma. Até lá desejo a ela toda felicidade do mundo, e pra mim... Bom, pra mim eu desejo que cada dia mais aquelas lembranças sejam esquecidas, e que todas as palavras ditas e digitadas voem pelo ar, e se dispersem com o vento, e, além disso, felicidade plena, aguardando, não desesperadamente, mas sim que inevitavelmente ela apareça; não qualquer uma, mas aquela que Deus modelou.

(TROVA, Vitor. Pensador, Crônicas para se ler em qualquer lugar, 2022. Adaptado.)
A ortografia oficial de uma língua é o conjunto de regras e padrões que definem a forma correta de escrita das palavras, bem como o uso adequado dos sinais de acentuação e de pontuação. A seguir foram elencadas palavras que possuem significados semelhantes com as contidas no texto. Assinale a alternativa que apresenta ERRO de grafia.
Alternativas
Q3030826 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tecnologia e emprego: uma nova escola para o jovem do futuro

A digitalização permeia todos os setores produtivos, amplia a automação, substitui atividades repetitivas ou de baixa complexidade

O envelhecimento da população, a flexibilização das relações de trabalho e as mudanças climáticas são discussões atuais que impactam o futuro da população brasileira e devem ser debatidas pelo governo, formadores de opinião e, claro, nossos jovens que ainda estão no ensino médio. Estes últimos, iniciam a trajetória produtiva daqui a alguns anos e sofrerão o impacto da crescente digitalização da economia.

Essas tendências estão no estudo "Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes Brasileiras" − realizado em parceria entre Fundação Telefônica Vivo, Itaú Educação e Trabalho, Fundação Roberto Marinho, Fundação Arymax e GOYN SP, e liderado pelo Instituto Cíclica com o Instituto Veredas.

A digitalização permeia todos os setores produtivos, amplia a automação, substitui atividades repetitivas ou de baixa complexidade e atinge em cheio o mercado de trabalho, impactando a atuação humana. Segundo o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2023, do Fórum Econômico Mundial, até 2027, 83 milhões de empregos podem ser substituídos, enquanto 69 milhões novos postos podem surgir a partir de oportunidades e necessidades geradas por esses novos cenários, especialmente as associadas à tecnologia. O estudo estima ainda que a oferta de vagas como de cientistas de dados, especialistas em Big Data, Inteligência Artificial e segurança cibernética cresça em média 30% até 2027.

Nesse contexto tão incerto quanto vasto em possibilidades é que se torna eminente a necessidade de desenvolver competências e habilidades tecnológicas, fundamentais para a inserção produtiva dos nossos jovens desde o início da fase escolar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já traz, a cultura digital como competência geral em todas as etapas, da educação básica e prevê a inserção da computação para todos, os estudantes. Investir em letramento digital é essencial para garantir a real compreensão das potencialidades das tecnologias e de como aplicá-las de maneira crítica para o trabalho e para o pleno exercício da cidadania.

Quase todos (98%) os jovens que estão hoje no Ensino Médio das redes públicas querem uma escola diferente, que os prepare para o mercado de trabalho, como mapeou a "Pesquisa de opinião com estudantes do Ensino Médio", encomendada pelo Todos Pela Educação em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Instituto Natura e o Instituto Sonho Grande, realizada pelo Datafolha no ano passado. . Mas, para isso, precisam receber apoio e orientação para fazer as melhores escolhas profissionais.

Falta cursos de qualificação profissional e técnica adequados para o acesso dos diferentes perfis de jovens brasileiros; os currículos dos cursos existentes são muitas vezes dessintonizados das vagas existentes no mercado; há falta de professores nessas áreas na escala que o Brasil precisaria; e, muitas empresas ainda têm barreiras de entrada para egressos de cursos técnicos.

Os setores produtivos precisarão de profissionais com perfis tech, especialmente os das novas economias verde, criativa, digital e prateada (com foco na população 50+). O futuro está logo ali e garantir que as nossas diferentes juventudes estejam com as ferramentas adequadas é dever de governos, iniciativa privada e sociedade em geral. O jovem que tiver a chance de expandir seus conhecimentos sobre tecnologia será um cidadão mais apto a viver e trabalhar em um mundo que evolui rapidamente.


(https://www.terra.com.br/noticias/educacao/opiniao/lia-glaz/tecnologiae-emprego-uma-nova-escola-para-o-jovem-do-futuro adaptado)
Em "...já traz a cultura digital como competência geral em todas as etapas da educação básica e prevê a inserção da computação para todos os estudantes", a forma verbal "prevê" é acentuada, assim como os verbos da alternativa abaixo, EXCETO: 
Alternativas
Q3030556 Português

TEXTO II


RAPIDINHO


    Todos nos beneficiamos e nos orgulhamos das conquistas da vida moderna, especialmente da crescente velocidade com que fazemos as coisas acontecerem. Mudanças que antigamente levavam séculos para se efetivarem, agora podem ser realizadas em poucas semanas, ou até em poucos dias.

    Nas sociedades tradicionais, as normas de conduta, as leis tinham uma extraordinária capacidade de perdurar. Tudo se modificava, mas sempre muito devagar. Também na utilização dos meios de transporte, o tempo transcorria com lentidão. A partir da metade do século XIX, foram sendo adotados meios de locomoção mais velozes. Na utilização dos meios de comunicação, o que existia foi substituído pelas maravilhas da eletrônica contemporânea. Não somos bobos, tratamos de aproveitar as possibilidades criadas por todos os novos recursos tecnológicos. Para que perder tempo, se podemos fazer depressa o que nossos antepassados só conseguiam fazer devagar, por que não haveríamos de acelerar nossas ações?

    Um dos expoentes do espírito pragmático da modernidade, o americano Benjamin Franklin, já ensinava no século XIII: “Tempo é dinheiro”. E explicava: se você desperdiça a possibilidade de ganhar uma moeda, não está perdendo apenas a moeda que deixou de ganhar, mas de fato está se privando das muitas pilhas de moedas que poderia adquirir por meio de bons e oportunos investimentos. Foi para assimilar a lição de Franklin que passamos a necessitar de relógios cada vez mais precisos e aperfeiçoados. Devemos medir rigorosamente o tempo para poder aproveitá-lo com rigor.

    Dedicamo-nos, então, a uma frenética corrida contra os ponteiros do relógio. Para sermos eficientes, competitivos, apressamos cada vez mais nossos movimentos. Saímos de casa correndo para o trabalho, somos cobrados para dar conta correndo de nossas tarefas e — habituados à corrida — alimentamo-nos às pressas, para depois voltarmos, correndo para casa. Sabemos que, na nossa sociedade, os mais rápidos são os vitoriosos. 

    Impõem-se, contudo, algumas perguntas: nas condições em que somos obrigados a viver, não estaremos pagando um preço altíssimo, mesmo se formos bons corredores e nos mostrarmos aptos para vencer? Uma reflexão condenada a desenvolver-se num exíguo prazo predeterminado não será, inevitavelmente, superficial? O pensamento que se formula rapidinho não tende a ser sempre meio oco?


(KONDER,Leandro,in O Globo,29 set.1996. Apud:A palavra: expressão e criatividade. Gil Carlos Pereira. São Paulo: Moderna. 1997. P. 47. Texto adaptado.).

Considere os vocábulos abaixo e marque a alternativa cujas palavras são acentuadas pelo mesmo processo de acentuação gráfica:
Alternativas
Q3030235 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Razões pelas quais pessoas dormiam em armários na Idade Média


Em um museu em Wick, no extremo norte da Escócia, existe um objeto em exibição com a aparência de um armário de pinho particularmente grande.

Com duas portas grandes e malas empilhadas em cima, ele ficaria bem adaptado a um quarto de dormir modesto. O armário foi até montado como um móvel comum, com várias peças que se encaixam, para ser facilmente movido e montado novamente.

Esse armário não foi projetado para guardar camisas ou casacos. Seu lado interno não tem cabides, nem prateleiras.

Trata-se de uma cama-armário, projetada para as pessoas dormirem no seu interior.

A cama-armário foi surpreendentemente popular em toda a Europa entre a era medieval e o início do século 20. Esses móveis pesados são exatamente o que você imagina: uma caixa de madeira contendo uma cama.

Algumas camas-armário eram simples e modestas − apenas caixas básicas de madeira. Outras eram detalhadamente decoradas, com laterais pintadas, revestidas ou entalhadas.

Muitas vezes, os armários tinham portas que se fechavam para fornecer escuridão à pessoa que ali dormia. Outros tinham uma pequena janela com cortinas.

Os mais sofisticados possuíam diversos outros usos e incluíam gavetas e um assento na base.

Por séculos, sonolentos agricultores, peixeiros e até membros da nobreza se esgueiravam todas as noites para essas confortáveis tocas de madeira e se fechavam ali dentro para dormir.

As camas-armário eram móveis versáteis. Muitas vezes, elas eram usadas como quartos de dormir em miniatura — lugares sobressalentes para as pessoas dormirem quando não havia espaço suficiente.

Em um caso de 1890, uma família que morava nos planaltos escoceses era grande demais para sua casa de um dormitório. Por isso, alguns de seus membros dormiam em uma cama-armário no celeiro, entre os cães e os cavalos, segundo a organização histórica Wick Society.

Também era comum usar as camas-armário para abrigar trabalhadores migrantes em algumas regiões, como os limpadores de peixe que viajavam para a região de Wick durante a estação de pesca do arenque. Nessas ocasiões, cinco ou seis pessoas costumavam compartilhar a mesma cama.

Na verdade, compartilhar uma cama-armário com familiares ou colegas de trabalho não era algo incomum.

Algumas tinham orifícios de ventilação, mas agrupar muitas pessoas em um ambiente tão fechado gerava riscos de asfixia. Um conto francês do século 13 fala de uma mulher que escondeu três convidados secretos dentro de uma cama e eles morreram no seu interior abafado.

Mas havia outro benefício nesses caixões usados para dormir: o aquecimento.

Sem os sistemas modernos de aquecimento ou isolamento, os quartos de dormir podiam ser literalmente congelantes no inverno − tão frios que era prática comum ir para a cama usando um chapéu, expondo apenas o rosto. E o clima era significativamente mais frio naquela época.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c6p90n6p3edo.adaptado.

O armário foi até montado como um móvel comum, com várias peças que se encaixam, para ser facilmente movido e montado novamente.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3030135 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pessoas que não abrem mão dos disquetes


Os disquetes surgiram em 1970 e, por cerca de três décadas, foram a principal forma de muitas pessoas armazenarem e fazerem cópias de seus dados de computador.

Eles que ficaram imortalizados como o ícone "salvar" em muitos aplicativos de computador até hoje. Os disquetes usados por Espen Kraft, um apaixonado por música, são pequenos e rígidos; isso significa que são mais robustos e mais fáceis de armazenar.

Com o alvorecer do século 21, no entanto, para a maioria dos usuários de computador, os disquetes estavam em extinção − cada vez mais suplantados por CDs graváveis e pen drives. E agora, o armazenamento em nuvem é onipresente.

O tipo de disquete mais utilizado, com capacidade máxima inferior a três megabytes, dificilmente consegue competir. A menos que você seja apaixonado por eles.

Vários sistemas industriais e governamentais em todo o mundo ainda usam disquetes.

Até mesmo alguns sistemas de transporte urbano funcionam com eles, apesar do fato de que o último disquete novo fabricado pela Sony foi em 2011.

Ninguém mais os fabrica, o que significa que há um número finito de disquetes no mercado - um recurso disperso que gradualmente diminui. "Sempre fui muito meticuloso ao armazenar meus disquetes em um ambiente seco e não muito úmido", diz Kraft.

Se os seus disquetes forem corrompidos, ainda será possível substituí-los, desde que você tenha feito cópias dos seus dados. Tom Persky, um empresário americano, há anos vende disquetes e ainda acha o comércio lucrativo.

Persky tem clientes em todo o mundo - cerca de metade são entusiastas como Espen Kraft e a outra metade são usuários industriais.

Esta última categoria abrange pessoas que usam no trabalho computadores que necessitam de disquetes para funcionar.

"Ainda vendo milhares de disquetes para o setor aéreo", diz Persky. Ele se recusa a dar mais detalhes. "As empresas não ficam felizes quando falo sobre elas."

Mas é bem sabido que alguns Boeing 747, por exemplo, utilizam disquetes para carregar atualizações críticas de software nos seus computadores de navegação.

Existem também equipamentos de fábrica, sistemas governamentais que ainda dependem de disquetes.

Em São Francisco, o metrô inaugurado em 1980 não funciona a menos que o pessoal responsável pegue um disquete e coloque-o no computador que controla o Sistema Automático de Controle de Trens da ferrovia, ou ATCS.

"É preciso dizer ao computador o que ele deve fazer todos os dias", explica um porta-voz da Agência Municipal de Transporte de São Francisco (SFMTA). "Sem um disco rígido, não há lugar para instalar software de forma permanente."

Este computador tem de ser reiniciado desta forma repetidamente, acrescenta ele − não pode simplesmente ser deixado ligado, por medo da degradação da memória.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cy94nqlnqgeo.adaptado. 
Eles que ficaram imortalizados como o ícone "salvar" em muitos aplicativos de computador até hoje. Os disquetes usados por Espen Kraft, um apaixonado por música, são pequenos e rígidos; isso significa que são mais robustos e mais fáceis de armazenar.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3029834 Português

TEXTO VIII


Q39_50_1.png (402×715)Q39_50_2.png (397×243)Q39_50_3.png (401×187)


VERÍSSIMO, Luís Fernando. A História, mais ou menos. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994, p. 30-1. (Para gostar de ler.)

Assinale a opção em que todos os vocábulos estão acentuados por serem oxítonos.
Alternativas
Q3029833 Português

TEXTO VIII


Q39_50_1.png (402×715)Q39_50_2.png (397×243)Q39_50_3.png (401×187)


VERÍSSIMO, Luís Fernando. A História, mais ou menos. In: O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994, p. 30-1. (Para gostar de ler.)

Assinale a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente.
Alternativas
Q3029645 Português
Qual dos conjuntos de palavras ESTÃO de acordo com a Reforma Ortográfica?
Alternativas
Q3029544 Português

Observe a seguinte frase:


“A UERJ é uma grande universidade e está entre as melhores do país, segundo as pesquisas”.


A afirmativa correta sobre os componentes ou estrutura dessa frase é: 

Alternativas
Respostas
5381: D
5382: E
5383: A
5384: A
5385: A
5386: A
5387: D
5388: C
5389: C
5390: C
5391: B
5392: D
5393: D
5394: B
5395: C
5396: A
5397: A
5398: D
5399: B
5400: A