Questões de Concurso Sobre ortografia em português

Foram encontradas 18.097 questões

Q3428558 Português
Texto para a questão

Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio,
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou.

Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: “Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou!”

É preciso, desde a infância,
Ir preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.
Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheita,
É preciso semear...
Olavo Bilac:
https://www.pensador.com/versos_do_dia_do_trabalho/

A palavra “trabalho” é escrita com o dígrafo LH. Quais palavras do poema são escritas com o mesmo dígrafo?
Alternativas
Q3428427 Português
Leia o Texto III e responda à questão.

Texto III

Q16_18.png (261×160)

Fonte: Arquivo próprio (2024).
Observe o emprego de letras maiúsculas nos termos “Açude” “Bodocongó”, “Pedras” e “Pai”, extraídos do Texto III, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3428423 Português
Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


O que é a AIDS?

A AIDS é uma doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (da sigla em inglês HIV). A doença ataca diretamente o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. A AIDS pode ser transmitida por relações sexuais sem proteção, por compartilhamento do uso de seringas contaminadas e de mãe para filho durante a gravidez e amamentação, quando não são tomadas as devidas proteções.


Como é o tratamento da AIDS?

Todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm direito a iniciar o tratamento com os medicamentos antirretrovirais, imediatamente, e, assim, poupar o seu sistema imunológico. Os medicamentos, também conhecidos como coquetel, evitam que a imunidade caia e que a AIDS apareça. 


O que são IST?

IST é a sigla para Infecções Sexualmente Transmissíveis. As formas mais comuns de transmissão são através do contato sexual com uma pessoa que esteja infectada, sem uso de preservativo masculino ou feminino, mas também podem ser causadas pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.


Fonte: CARDOSO, P. Dezembro vermelho: entenda a origem. Revista Veja, 2 dez. 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/dezembro-vermelho-entendaa-origem-da-campanha/. Acesso em: 10 dez 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA sobre a tonicidade das palavras, no fragmento: “A doença ataca diretamente o sistema imunológico” (1º§).
Alternativas
Q3426745 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

OS INVISÍVEIS DO BRASIL

A falta de registro civil continua a ser um obstáculo à cidadania e ao acesso a direitos fundamentais para quase três milhões de brasileiros que vivem à margem da sociedade


     Em um País que se orgulha de sua democracia e diversidade, é alarmante saber que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros permanecem invisíveis. Sem uma certidão de nascimento, uma pessoa não possui nome, sobrenome ou nacionalidade, tornando-se um espectro na sociedade. Esse documento, que deveria ser um direito básico, é a chave para a cidadania, permitindo o acesso à educação, saúde, casamento civil e programas sociais. No entanto, dados do Censo 2022 revelam que mais de 2,7 milhões de pessoas não possuem nenhum tipo de documento de identificação civil, evidenciando que a cidadania no Brasil é um privilégio reservado a poucos.

     Esse cenário é especialmente preocupante entre as populações mais vulneráveis. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil. Embora tenha havido uma queda em relação a 2010, a subnotificação ainda é alarmante, especialmente entre povos indígenas na Amazônia Legal. A região Norte tem a maior proporção de casos sem registro, com mais de 86% da população com até cinco anos sem registro. Em plena era globalizada, o Brasil ainda enfrenta uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema civil. As desigualdades regionais são alarmantes; enquanto no Sul apenas 0,28% da população geral está sem registro, no Norte esse número salta para 7,5%. A importância deste se torna ainda mais evidente em contextos críticos, como a pandemia de COVID-19, em que a ausência de identificação dificultou o acesso à vacinação, expondo essa população a riscos ainda maiores.


Fonte: OS INVISÍVEIS. Isto É, Comportamento/saúde, 22 ago. 2024. Disponível em: <https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/38/textview>.Acesso em: 24 out. 2024.Adaptado.  
Considere o fragmento “De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil”.
Analise as assertivas que seguem em relação à acentuação gráfica dos termos “estatística” e “até”, extraídos do excerto.

I- O termo “estatística” é acentuado por ser paroxítona terminado em “a”.
II- O termo “até” recebe acentuação gráfica” por ser uma palavra oxítona terminada em “e”.
III- A palavra “estatística” recebe acento gráfico pela mesma regra que a palavra “até”.
IV- As duas palavras receberam acento circunflexo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3423970 Português
Indique a alternativa em que todas as palavras são acentuadas graficamente, segundo a mesma regra.
Alternativas
Q3422960 Português
A respeito de mal / mau, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3422383 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém".

Em relação aos vocábulos 'incríveis' e 'ninguém', identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3422381 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo, em tradução livre."

O vocábulo 'enigmáticas' não possui 'i' após a consoante 'g'. Identifique a alternativa em que a palavra NÃO foi grafada corretamente sem o 'i' após a consoante destacada. 
Alternativas
Q3422380 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que torna as corujas tão incríveis, segundo a cientista que conhece a ave 'melhor que ninguém'

"Estar perto dela me fez sentir menor no meu corpo e maior na minha alma."

Jennifer Ackerman descreve assim, em seu último livro, o profundo impacto de um de seus muitos encontros com corujas.

A escritora americana é autora de vários livros famosos que foram traduzidos para mais de 20 idiomas, como A Inteligência das Aves.

Sua obra mais recente se chama What an Owl Knows: The New Science of the World's Most Enigmatic Birds ("O que uma coruja sabe: a nova ciência das aves mais enigmáticas do mundo", em tradução livre).

Como as corujas conseguem "ver" sons e "multiplicar" ao transmitir sinais? Por que, diferentemente de outras aves, seus olhos são voltados para frente?

Por que é tão difícil estudá-las (e alguns cientistas usam cães para fazer isso)?

E qual é o impacto negativo dos livros de Harry Potter sobre estas aves?

Jennifer Ackerman conversou com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, no âmbito do Hay Festival Cartagena, que aconteceu entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

BBC News Mundo - É comovente como você descreve em seu livro um encontro com uma coruja que "parecia um mensageiro de outro tempo e lugar, como a luz das estrelas". O que há nas corujas que nos fascina tanto?

Jennifer Ackerman - O encontro me fez sentir uma conexão profunda com uma criatura selvagem tão estranha, tão cheia de mistério, tão inescrutável e, ainda assim, profundamente familiar.

Me lembrou que faço parte de algo maior, um mundo natural precioso e que inspira reverência. É isso que a alma anseia (pelo menos, a minha alma!): este profundo sentimento de admiração, mistério e conexão com outras criaturas vivas.

Acho que é uma combinação de coisas que torna essas aves tão poderosas. Nós nos vemos nelas, com suas cabeças redondas e olhos grandes olhando para frente.

Algumas espécies são adoráveis, parecem bebês. Mas também são muito diferentes de nós e de outras aves. São criaturas da noite, magnificamente adaptadas ao mundo da escuridão, silenciosas no seu voo, ferozes na sua caça.

É toda essa combinação de fofa e brutal, familiar e estranha, que torna essas aves tão interessantes e, às vezes, tão perturbadoras.

BBC News Mundo - Por que é tão difícil estudá-las?

Ackerman - As corujas são enigmáticas e furtivas, além de bem camufladas. Elas geralmente vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

Elas estão ativas à noite, quando é complicado estudá-las.

Nas últimas décadas, os pesquisadores encontraram maneiras inteligentes de usar novas tecnologias.

Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite, câmeras em ninhos e monitoramento de vídeo para ver as interações entre pais e filhotes, além de tags de rastreamento via sinais de rádio e satélite para decifrar seus movimentos em distâncias curtas e longas.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpdxpnnw2xqo fragmento)
"Por exemplo, drones para explorar habitats remotos, câmeras de infravermelho para ver o que eles fazem à noite."
O vocábulo 'infravermelho' não possui hífen, pois o prefixo 'infra' somente é separado do segundo elemento por hífen nos casos em que este inicia por 'a' ou 'h'.

A seguir, os vocábulos também foram grafados corretamente sem hífen, EXCETO: 
Alternativas
Q3421886 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tio e tia da mangueira

Durante o Carnaval em Belo Horizonte, é impossível evitar a folia. Com 581 blocos, qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba. O casal protagonista, com uma década de Carnavais juntos, relembra as fantasias e testes de relacionamento que enfrentaram, enquanto conviviam com a massa de foliões solteiros e apaixonados.

Uma tradição era implorar aos moradores, os "tios e tias", para jogarem água com a mangueira, aliviando o calor e dando energia para continuar na festa.

No entanto, este ano, o casal enfrentou uma transformação inesperada. Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água.

Perceberam que agora eram eles os "tios e tias da mangueira", abraçando o papel com risos e nostalgia. Ao molhar a multidão do alto, sentiam-se em um "camarote vip da maturidade", celebrando sua união e o envelhecimento compartilhado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tio-e-tia-da-mang ueira-1.3330920
Analise as palavras que possuem acentuação gráfica na frase "Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água", e avalie as regras de acentuação envolvidas.
Com base nessa análise, examine as afirmações a seguir:

I. Após - Acentuam-se as monossílabas tônicas terminadas em "O" seguidas ou não de "S".
II. Própria - Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongo crescente (proparoxítonas aparentes).
III. Água - Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongo aberto (Novo Acordo Ortográfico).

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3419428 Português
Qual alternativa segue corretamente as regras do uso do hífen conforme a ortografia oficial? 
Alternativas
Q3414753 Português
Assinale a alternativa CORRETA quanto à acentuação gráfica.
Alternativas
Q3412671 Português
Leia o texto para responder à questão.

MITO INDÍGENA DO SOL

    Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito. Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada muirapiranga. Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna.
     A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha. Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas.
     Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente. Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada.
     Ela julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muirapiranga.
     Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens. E passou desde então a esquentar e a iluminar o mundo.


Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e livros/Lendas%20e%20Mitos%20do%20Brasil.pdf. 
Considerando a posição da sílaba tônica e as regras de acentuação das palavras indígena, faíscas, céu, líquido, urucu, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3409545 Português
Sozinhos


   Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada. É assim:

   Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

   – Ronca.

   – Não ronco.

   – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

   Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo.

   Ficam os dois sozinhos.

   – Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.

   – Humrfm – diz o velho.

   Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. As ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo e deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.

   Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

   Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

   – Rarrá! – diz a velha, feliz.

   Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

   – Rarrá! – diz o velho, vingativo.

   E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes.

   É um diálogo sussurrado.

   “Estão prontos?”

   “Não, acho que ainda não…”

   “Então vamos voltar amanhã…”


(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.)
Os dígrafos são caracterizados como duas letras que representam uma única unidade sonora, ou fonema, no sistema de escrita.
(NUNES, Bryant, 2014.)

Há dois tipos de dígrafos: consonantal e vocálico. Considerando o exposto, analise os trechos a seguir e assinale o que possui dígrafo vocálico.
Alternativas
Q3409068 Português
Leia o texto para responder à questão.


Projeto de lei quer barrar uso de bebês reborn para furar fila em atendimentos na PB


Na última semana, o uso de bonecos do tipo “bebê reborn”, que são réplicas realistas de recém-nascidos, entrou no debate político na Paraíba. Projetos de lei apresentados tanto na Assembleia Legislativa (ALPB) quanto nas câmaras municipais de João Pessoa e Campina Grande propõem sanções a quem utilizar esses bonecos para obter benefícios destinados a pessoas com crianças de colo.


Os parlamentares justificam as medidas como forma de evitar fraudes e preservar a prioridade real de quem está com crianças. As propostas preveem, entre outras ações, a proibição de atendimento preferencial a quem portar esses objetos e a aplicação de penalidades administrativas.


Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), dois projetos de lei ordinária de autoria do deputado estadual Walber Virgolino (PL) foram protocolados com o objetivo de regular o uso de bonecos reborn em ambientes públicos e privados.


O PLO 4380/2025, apresentado no dia 20 de maio, propõe a tipificação de infração administrativa para o uso de bonecas “reborn” ou qualquer outro artefato que simule crianças de colo com o intuito de obter benefícios ou prioridade em atendimentos. O texto deixa claro que a proibição se estende a serviços públicos e privados em todo o estado.


Já o PLO 4350/2025, apresentado dois dias antes, em 18 de maio, tem foco específico nas unidades públicas de saúde. A proposta proíbe o atendimento a bebês reborn nesses espaços e veda a utilização dessas bonecas como justificativa para garantir preferência em serviços destinados a crianças e seus responsáveis. Segundo a ALPB, este projeto foi aprovado. 


Na Câmara Municipal de João Pessoa, o vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) apresentou, no dia 21 de  maio, o PLO 269/2025, com teor semelhante às propostas estaduais. A matéria também propõe sanção administrativa para quem utilizar bonecas do tipo bebê reborn ou artifícios similares com a intenção de se beneficiar da prioridade destinada a pessoas com crianças de colo.


Além disso, o projeto veta expressamente o atendimento a essas bonecas em unidades de saúde municipais, buscando garantir que a estrutura pública seja voltada exclusivamente a crianças reais.


Na Câmara Municipal de Campina Grande, o vereador Sargento Wellington Cobra (PSB) apresentou o PL 529/2025, também em 21 de maio. A proposta proíbe o uso dos bonecos sintéticos conhecidos como bebês reborn para obter prioridade em hospitais, UPAs, repartições públicas e até estabelecimentos comerciais.


O projeto pretende coibir práticas que, segundo o autor, têm se tornado frequentes e comprometem o funcionamento dos serviços públicos.


Até o momento, não há informações sobre o número de ocorrências oficiais envolvendo o uso de bebês reborn para burlar filas, mas os parlamentares apontam que o assunto vem ganhando notoriedade nas redes sociais e gerado preocupação entre profissionais de atendimento.


As leis deverão estipular mecanismos de fiscalização e penalidades para coibir a prática em todo o estado e nas cidades de João Pessoa e Campina Grande.


Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/politica/projeto-lei-barraruso-bebes-reborn-furar-fila-atendimentos-pb. 
Quanto à acentuação tônica e gráfica das palavras retiradas do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3408616 Português
A ortografia é o conjunto de regras que determina a forma correta de escrever as palavras de uma língua. No português, a ortografia é regulamentada por normas oficiais e está diretamente ligada ao uso correto das letras e à distinção entre palavras com sons semelhantes.
Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão corretamente escritas.
Alternativas
Q3408390 Português
Sobre poesia


   Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria – coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

   Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para – sob a orientação de um construtor, que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto – levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-la, os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor, no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.

   Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.

   Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, “ai dele”, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.


(MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor, 6. ed., Sabiá, 1962, p. 101-103. Adaptado.)
No excerto “Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia.” (1º§), o verbo “têm” foi acentuado pelo mesmo motivo em:
I. “As jogadoras vêm para o treino juntas.” II. “Os professores mantêm o controle da classe.” III. “O menino pensa que seu cachorro têm superpoderes.” IV. “Eles têm pouco tempo para finalizar a apresentação.”
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3407714 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Meto-me para dentro, e fecho a janela.

Trazem o candeeiro e dão as boas-noites.

E a minha voz contente dá as boas-noites.

Oxalá a minha vida seja sempre isto:

O dia cheio de sol, ou suave de chuva,

Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,

A tarde suave e os ranchos que passam

Fitados com interesse da janela,

O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,

E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,

Sem ler nada, sem pensar em nada, nem dormir,

Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,

E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.


Autor: Alberto Caeiro.
Analise os seguintes vocábulos extraídos do poema: contente – Oxalá – ranchos – último – árvores – lá. Com base nas regras de acentuação, assinale quais desses vocábulos são proparoxítonos.
Alternativas
Respostas
3201: C
3202: B
3203: B
3204: A
3205: A
3206: C
3207: C
3208: C
3209: D
3210: A
3211: C
3212: B
3213: C
3214: C
3215: E
3216: A
3217: B
3218: C
3219: C
3220: D