Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q3748175 Português
FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

Muitas vezes ficamos com a sensação de que os problemas sociais são tão intensos que uma pequena ajuda que podemos oferecer não fará grande diferença no geral e, com isso, nos acomodamos. No entanto, vale lembrar a reflexão d e Madre Teresa de Calcutá, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1979, que se destacou por sua dedicação e amor aos mais necessitados: “O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.”

De fato, ainda que não possamos resolver todas as injustiças, se pudermos contribuir para melhorar a vida de alguém, já estaremos reduzindo esse mar de exclusão. Porém, se o trabalho voluntário é fundamental para quem precisa de ajuda, ele também é extremamente benéfico para quem se propõe a ajudar, especialmente as pessoas com mais idade.

“A população idosa vem vestindo uma nova roupagem e despontando em diversas áreas: o voluntariado é uma delas. Os benefícios para a saúde mental da pessoa idosa são os mais diversos: menos sintomas depressivos e ansiosos, exercício da socialização e do altruísmo, sentimento de propósito, manutenção de rotinas, alimenta a autoestima e a cognição, ajuda a manter a mente ativa”, destaca a psicóloga Ana Paula Nunes, especialista em psicogerontologia.

Revista 60+. Viva a Vida. A revolução da longevidade ativa. Engenho de Mídia Comunicação Ltda. p.25.2024.
Assinale a alternativa cuja lacuna do termo em parênteses se escreve com a mesma letra destacada em maiúscula no termo em negrito. 
Alternativas
Q3748174 Português
FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

Muitas vezes ficamos com a sensação de que os problemas sociais são tão intensos que uma pequena ajuda que podemos oferecer não fará grande diferença no geral e, com isso, nos acomodamos. No entanto, vale lembrar a reflexão d e Madre Teresa de Calcutá, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1979, que se destacou por sua dedicação e amor aos mais necessitados: “O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.”

De fato, ainda que não possamos resolver todas as injustiças, se pudermos contribuir para melhorar a vida de alguém, já estaremos reduzindo esse mar de exclusão. Porém, se o trabalho voluntário é fundamental para quem precisa de ajuda, ele também é extremamente benéfico para quem se propõe a ajudar, especialmente as pessoas com mais idade.

“A população idosa vem vestindo uma nova roupagem e despontando em diversas áreas: o voluntariado é uma delas. Os benefícios para a saúde mental da pessoa idosa são os mais diversos: menos sintomas depressivos e ansiosos, exercício da socialização e do altruísmo, sentimento de propósito, manutenção de rotinas, alimenta a autoestima e a cognição, ajuda a manter a mente ativa”, destaca a psicóloga Ana Paula Nunes, especialista em psicogerontologia.

Revista 60+. Viva a Vida. A revolução da longevidade ativa. Engenho de Mídia Comunicação Ltda. p.25.2024.
Em todas as alternativas abaixo, os termos destacados em maiúscula se acentuam, obedecendo à mesma regra de acentuação, EXCETO uma. Assinale-a.
Alternativas
Q3748106 Português
Texto para as questão.


    A imunização da população, além de prevenir doenças graves, contribui para reduzir a disseminação de agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde. Entre as formas de imunização, a vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e manter uma sociedade saudável e resistente.

    A política de vacinação é de responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), 47 imunobiológicos: 30 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas (anticorpos). Essas imunizações incluem tanto as vacinas presentes no calendário nacional de vacinação quanto os imunobiológicos indicados para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com doenças que atacam o sistema imunológico ou indivíduos em tratamento de doenças como câncer, insuficiência renal, entre outras, aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Incluem, também, as vacinas contra a covid‑19 e outras administradas em situações específicas.

    O calendário nacional de vacinação contempla, na rotina dos serviços, 19 vacinas que protegem o indivíduo em todos os ciclos de vida, desde o nascimento. Entre as doenças imunopreveníveis por essas vacinas, estão a poliomielite, o sarampo, a rubéola, o tétano, a coqueluche e outras doenças graves e, muitas vezes, fatais. O PNI é responsável por coordenar as campanhas anuais de vacinação. Essas campanhas têm como objetivo alcançar altas coberturas vacinais, garantindo a proteção individual e coletiva contra diversas doenças. Assim, o Ministério da Saúde atua em conjunto com os estados, os municípios e o Distrito Federal, para garantir o acesso equitativo às vacinas em todo o País.


Internet: <gov.br> (com adaptações).
No trecho textual “A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e manter uma sociedade saudável e resistente. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação dos agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde”, a palavra 
Alternativas
Q3748072 Português
Texto para as questão.


    Mesmo com os avanços técnico‑científicos e as transformações econômicas, sociais e políticas vivenciadas pela sociedade brasileira, não tem sido fácil de se obter o controle das doenças infecciosas.

    A história nos mostra que, ao invés de existir um processo linear e relativamente simples de transição epidemiológica, no qual as chamadas doenças de pobreza são substituídas pelos males da modernidade, o que se observa é um quadro complexo de alterações, mudanças, adaptações e emergências típicas dos fenômenos vivos.

    Nos dias de hoje, o vírus responsável pela febre amarela ainda circula pelo interior do país, por meio de seus hospedeiros animais e humanos, e bate às portas das grandes e populosas cidades do Brasil, infestadas por seu vetor/hospedeiro intermediário urbano, o mosquito Aedes aegypti. 

    Doença infecciosa para a qual já existe uma vacina disponível, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde, a febre amarela ainda atinge populações na América e na África. Causada por um gênero de vírus conhecido como flavivírus, ou vírus amarílico, a enfermidade apresenta duas formas de expressão: a urbana e a silvestre. No Brasil, a forma urbana encontra‑se erradicada desde 1942. No entanto, a febre amarela silvestre não é erradicável, já que possui uma circulação natural entre primatas das florestas tropicais.

    A relação entre as populações de homens, vetores e agentes etiológicos é bastante complexa e não parece estar no horizonte, para os próximos anos, a miragem de uma vida livre de infecções. Talvez esse não seja um fato totalmente negativo, uma vez que, de certo modo, ele prova a vitalidade do mundo no qual vivemos e as inúmeras possibilidades plásticas dos seres vivos, que, no processo de construção e reprodução de sua vida como espécie e como gênero, criam normas de vida saudáveis e doentes.


Internet: ; <scielo.br>; <fiocruz.br> (com adaptações).
No trecho “Talvez esse não seja um fato totalmente negativo, uma vez que, de certo modo, ele prova a vitalidade do mundo no qual vivemos e as inúmeras possibilidades plásticas dos seres vivos, que, no processo de construção e reprodução de sua vida como espécie e como gênero, criam normas de vida saudáveis e doentes.”, são acentuadas graficamente pela mesma razão as palavras  
Alternativas
Q3747816 Português
Sobre as regras de acentuação, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3747093 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
Algumas palavras aparecem em destaque no texto. Qual delas estão escritas de forma INCORRETA de acordo com as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: (SENADO FEDERAL. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 2ª ed. SEP/CET, 2014). 
Alternativas
Q3746662 Português
TEXTO 3


Insônia infeliz e feliz


De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.  Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.


Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.



Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 2ª ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1984.


Assinale a alternativa em que todas as palavras recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação, conforme a norma padrão.
Alternativas
Q3746444 Português
Com base nas regras de acentuação das palavras paroxítonas conforme o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, analise as afirmativas a seguir:

I. As palavras órfã e sótão são acentuadas por terminarem em -ã e -ão, respectivamente, seguidas ou não de -s.
II. A palavra microfône é acentuada por ser uma paroxítona terminada em -e, o que justifica o uso do acento gráfico.
III. As palavras vírus e ônus recebem acento gráfico por serem paroxítonas terminadas em -us.
IV. Palavras paroxítonas terminadas em -ei e -eis, como pônei e saudáveis, são acentuadas.

Identifique quais afirmativas são verdadeiras: 
Alternativas
Q3746443 Português
A respeito das regras atuais de acentuação gráfica e emprego do hífen conforme o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, analise as alternativas a seguir e identifique aquela em que a grafia está incorreta segundo a norma vigente.
Alternativas
Q3746007 Português
O domínio das regras de acentuação gráfica é essencial para a escrita formal da língua portuguesa, especialmente após as alterações promovidas pelo Acordo Ortográfico. Considerando as normas que regem o emprego do acento nas palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, analise as afirmativas a seguir:

I.As palavras oxítonas são acentuadas quando terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens).
II.As palavras oxítonas com ditongo aberto somente são acentuadas se não forem seguidas de -s.
III.As palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente não recebem acento gráfico.
IV.As paroxítonas terminadas em r, x, n, l, ps, ã(s), ão(s) e um(s) são acentuadas.
V.Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, independentemente da terminação.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmações verdadeiras:
Alternativas
Q3746000 Português
Considerando as alterações promovidas pelo Novo Acordo Ortográfico, examine atentamente as afirmativas a seguir:

I.Os ditongos abertos tônicos 'éi' e 'ói' presentes em palavras paroxítonas deixaram de receber acento gráfico. Exemplos disso podem ser observados nos vocábulos 'hebreia', 'apoia' e 'heroico', que, anteriormente, eram grafados com acento, mas, atualmente, não o utilizam mais.
II.As locuções prepositivas, como 'café da manhã' e cor de vinho, não são hifenizadas. No entanto, as palavras 'arco-da-velha' e 'cor-de-rosa', constituem exceções à regra e devem ser grafadas com hífen.
III.Os vocábulos 'ultra-som' e 'mini-saia' eram corretamente grafados com hífen antes da implementação do Novo Acordo Ortográfico. No entanto, atualmente, de acordo com as novas normas, perderam o hífen, passando a ser corretamente escritos como 'ultrassom' e 'minissaia'.
V.Os vocábulos 'antiinflamatório' e 'neoortodoxia', anteriormente grafados sem hífen, passaram a ser corretamente hifenizados, tornando-se 'anti-inflamatório' e 'neo-ortodoxia'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3745995 Português
As palavras podem estabelecer diversas formas de associação. Quando essa relação se dá por meio do sentido, constitui-se um campo semântico. Nesse caso, não se trata de sinônimos ou antônimos, mas de uma proximidade de significado dentro de determinado contexto.
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I.A polissemia ocorre quando uma mesma forma apresenta mais de um significado, cada um pertencente a diferentes campos semânticos. Assim, não se deve entender a polissemia como imprecisão de sentido, pois cada significado é definido e específico. Um exemplo é o verbo 'andar', que possui diversos significados na língua portuguesa.
II.As palavras 'flor', 'jardim' e 'perfume' constituem campo semântico, pois embora não pertençam a um grupo delimitado, a associação entre elas é evidente.
III.A sinonímia ocorre quando duas ou mais palavras têm o significado idêntico ao outro, podendo ser utilizada uma em substituição da outra, sem que haja alteração de sentido, independentemente do contexto.
IV.A homonímia é a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, dispostos na mesma ordem e subordinados ao mesmo tipo de acentuação.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3745665 Português
Considerando as letras que preenchem as lacunas das palavras abaixo, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) sc (2) c (3) ss (4) ç 

( ) Na__er. ( ) Pre__ão. ( ) A__idente. ( ) Na__ão.
Alternativas
Q3745474 Português
Entre a tela e a realidade


Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real.

Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.

Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.

Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.

Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.

A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.


FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque tenha recebido acento pela seguinte regra:
Levam acento as chamadas proparoxítonas aparentes, ou seja, palavras cuja sílaba tônica contém vogais abertas (a, e, o) — ou ainda i, u, ou um ditongo oral iniciado por vogal aberta — e que terminam em combinações vocálicas após a sílaba tônica, normalmente reconhecidas como ditongos crescentes
Alternativas
Q3745279 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde


Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024


    “Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. A importância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.


    No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.


    Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. A título de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.


    Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.


    Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando ao ato de dormir.


    Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que  28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.


    A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.


Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]

Observe as assertivas a seguir sobre o emprego da acentuação gráfica em palavras do Texto I:



 I-  A palavra saúde recebe acento gráfico por ser um hiato, quando o “i” ou o “u” formam sílaba sozinhos, separados da vogal anterior.


II- A palavra ciência é acentuada por apresentar um ditongo decrescente na mesma sílaba.


III- A palavra qualidade não recebe acento porque é uma paroxítona terminada em vogal, regra geral de não acentuação.


IV- A palavra essencial não está acentuada devidamente, já que se trata de uma oxítona terminada em “l”, cuja regra prevê, nesta situação, presença obrigatória de acento gráfico.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3745231 Português
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

(Texto)

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Analise as assertivas a seguir, tendo em vista a utilização da acentuação gráfica em palavras do texto:

I- “vídeos” (linha 13) é acentuado graficamente por ser um hiato entre as vogais “í” e “e”, devendo-se ao fato de a vogal í tônica estar isolada na sílaba;
II- “cerâmicas” (linha 01) só é proparoxítona quando está no plural;
III- Em “pratos” (linha 05) e “tigelas” (linha 06), a ausência de acento se explica pelo fato de serem paroxítonas terminadas em “os” e “as”, respectivamente, o que dispensa acentuação gráfica;
IV- “antiguidade” (linha 27) não recebe acento gráfico, mesmo sendo paroxítona terminada em -e, devido à tonicidade recair na última sílaba, o que a torna uma oxítona e justifica a ausência de acento.

Dos itens acima:
Alternativas
Q3745069 Português
    O aumento das temperaturas não provoca apenas desconforto. Ele representa uma ameaça concreta à saúde pública. Pesquisas mostram que ondas de calor já estão associadas ao crescimento de doenças respiratórias, cardiovasculares, neurológicas e renais, além do avanço de arboviroses como a dengue. O calor, literalmente, adoece.

    Isso ocorre porque o corpo humano precisa fazer um esforço extra para manter a temperatura interna estável. Em dias muito quentes, os batimentos cardíacos aceleram, a pressão pode subir e a desidratação se torna mais frequente, sobrecarregando o sistema circulatório. O impacto é especialmente grave para quem já vive com doenças crônicas como diabetes, hipertensão ou Alzheimer.

    Estudos recentes mostram que esse impacto já é visível no Brasil. Entre 2000 e 2018, quase 50 mil mortes foram associadas a extremos de calor, segundo levantamento da Fiocruz e da Universidade de Lisboa.

    Além das doenças diretamente ligadas ao calor, o aquecimento global também estimula o avanço de vírus transmitidos por vetores. O mosquito da dengue, por exemplo, se beneficia de temperaturas altas e maior umidade. Em 2024, o ano mais quente da história do país, o Brasil bateu o recorde de casos: mais de 6 milhões de infecções por dengue foram registradas.

    Diante desse cenário, especialistas alertam que a crise climática não é apenas ambiental — é uma crise de saúde pública. Os efeitos do calor extremo, da mudança no regime de chuvas e da proliferação de vetores já são mensuráveis. Preservar o clima, portanto, não é só proteger o planeta: é proteger vidas.

Fonte: G1 - Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o uso do porquê está INCORRETO.
Alternativas
Q3744997 Português

 Leia o Texto I e responda à questão.


 Texto I


Os animais de estimação já são parte fundamental da família e da economia brasileira


Pesquisa da USP evidencia aumento relevante nas despesas com pets nas últimas décadas, surgimento de novos serviços especializados e tendência de crescimento no mercado externo


    Segundo levantamento realizado pelo Instituto Quaest em 2024, o Brasil é o terceiro país mais populoso em número de animais de estimação. Enquanto a quantidade de filhos por residência está em queda – em 2003, o tamanho médio das famílias era de 3,62 pessoas e, em 2022, chegou a 2,8 pessoas –, o número de pets está em crescimento, e alcançou razão de 2,3 pets por domicílio no mesmo período. Pesquisas recentes ressaltam que a presença de animais na casa pode ter benefícios psicossociais, contribuindo para a saúde mental e para o desenvolvimento afetivo dos seus tutores.


    Além das mudanças no núcleo familiar, os pets também se tornam parte essencial da economia brasileira. Entre 2002 e 2018, o número de famílias que declararam despesas com animais de estimação quase triplicou (de 11,72% para 30,27%). Recentemente, ambientes pet friendly se alastraram pelo país: cães e gatos são bem-vindos em shoppings, cafés, sorveterias e bares, que oferecem até mesmo produtos específicos para eles.


    Em sua tese de doutorado, Clécia Satel, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, sob orientação do professor Rodolfo Hoffmann, analisou mudanças na renda, nos hábitos das famílias e no consumo de produtos para pets no Brasil. “Antigamente, os gastos eram praticamente com ração e medicamentos, e agora temos variedades de serviços e itens, desde roupas até petiscos que alimentam grandes indústrias”, comenta.


    A partir de dados das Pesquisas de Orçamento Familiares (POF) de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, a cientista buscou entender como os novos arranjos familiares e o poder aquisitivo das famílias influenciaram nessas despesas. Segundo ela, a mudança na relação estabelecida com os pets e no investimento financeiro dos tutores não ocorreu apenas entre os mais ricos, mas também na classe média.


    O desempenho econômico do setor pet, que está em plena expansão no país, também demanda atenção. “Entender como e porque as famílias gastam com animais de estimação ajuda a orientar políticas públicas, negócios e até estratégias de exportação”, afirma a cientista.


Fonte: NANGINO, Gabriela. Os animais de estimação já são parte fundamental da família e da economia brasileira. Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/animais-de-estimacao-ja-sao-parte-fundamental-da-familia-e-da-economia-brasileiras/. Acesso em 09 out. 2025. [Adaptado].

Observe o fragmento retirado do Texto I: “Recentemente, (1) ambientes pet friendly se alastraram pelo país: cães e gatos são bem-vindos em shoppings, (2) cafés, (3) sorveterias e bares, (4) que oferecem até mesmo produtos específicos para eles”. Em seguida, analise as afirmações que seguem.

I- A vírgula 1 está sendo empregada para isolar um vocativo.
II- A vírgula 2 está sendo empregada para separar termos de mesma função no período.
III- A vírgula 4 foi empregada para indicar a elipse de um termo.
IV- O termo “bem-vindos” deve ser grafado sem hífen.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3744810 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entre a tela e a realidade

Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real.

Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.

Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.

Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.

Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.

A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.


FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025. 
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque tenha recebido acento pela seguinte regra:
Levam acento as chamadas proparoxítonas aparentes, ou seja, palavras cuja sílaba tônica contém vogais abertas (a, e, o) — ou ainda i, u, ou um ditongo oral iniciado por vogal aberta — e que terminam em combinações vocálicas após a sílaba tônica, normalmente reconhecidas como ditongos crescentes 
Alternativas
Respostas
2501: A
2502: E
2503: E
2504: A
2505: C
2506: C
2507: B
2508: D
2509: B
2510: A
2511: C
2512: D
2513: D
2514: A
2515: C
2516: B
2517: A
2518: D
2519: A
2520: D