Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Assinale a alternativa em que todas as palavras recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação, conforme a norma padrão.
I. As palavras órfã e sótão são acentuadas por terminarem em -ã e -ão, respectivamente, seguidas ou não de -s.
II. A palavra microfône é acentuada por ser uma paroxítona terminada em -e, o que justifica o uso do acento gráfico.
III. As palavras vírus e ônus recebem acento gráfico por serem paroxítonas terminadas em -us.
IV. Palavras paroxítonas terminadas em -ei e -eis, como pônei e saudáveis, são acentuadas.
Identifique quais afirmativas são verdadeiras:
I.As palavras oxítonas são acentuadas quando terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens).
II.As palavras oxítonas com ditongo aberto somente são acentuadas se não forem seguidas de -s.
III.As palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente não recebem acento gráfico.
IV.As paroxítonas terminadas em r, x, n, l, ps, ã(s), ão(s) e um(s) são acentuadas.
V.Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, independentemente da terminação.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmações verdadeiras:
I.Os ditongos abertos tônicos 'éi' e 'ói' presentes em palavras paroxítonas deixaram de receber acento gráfico. Exemplos disso podem ser observados nos vocábulos 'hebreia', 'apoia' e 'heroico', que, anteriormente, eram grafados com acento, mas, atualmente, não o utilizam mais.
II.As locuções prepositivas, como 'café da manhã' e cor de vinho, não são hifenizadas. No entanto, as palavras 'arco-da-velha' e 'cor-de-rosa', constituem exceções à regra e devem ser grafadas com hífen.
III.Os vocábulos 'ultra-som' e 'mini-saia' eram corretamente grafados com hífen antes da implementação do Novo Acordo Ortográfico. No entanto, atualmente, de acordo com as novas normas, perderam o hífen, passando a ser corretamente escritos como 'ultrassom' e 'minissaia'.
V.Os vocábulos 'antiinflamatório' e 'neoortodoxia', anteriormente grafados sem hífen, passaram a ser corretamente hifenizados, tornando-se 'anti-inflamatório' e 'neo-ortodoxia'.
É correto o que se afirma em:
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:
I.A polissemia ocorre quando uma mesma forma apresenta mais de um significado, cada um pertencente a diferentes campos semânticos. Assim, não se deve entender a polissemia como imprecisão de sentido, pois cada significado é definido e específico. Um exemplo é o verbo 'andar', que possui diversos significados na língua portuguesa.
II.As palavras 'flor', 'jardim' e 'perfume' constituem campo semântico, pois embora não pertençam a um grupo delimitado, a associação entre elas é evidente.
III.A sinonímia ocorre quando duas ou mais palavras têm o significado idêntico ao outro, podendo ser utilizada uma em substituição da outra, sem que haja alteração de sentido, independentemente do contexto.
IV.A homonímia é a propriedade de duas ou mais formas, inteiramente distintas pela significação ou função, terem a mesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, dispostos na mesma ordem e subordinados ao mesmo tipo de acentuação.
É correto o que se afirma em:
(1) sc (2) c (3) ss (4) ç
( ) Na__er. ( ) Pre__ão. ( ) A__idente. ( ) Na__ão.
Levam acento as chamadas proparoxítonas aparentes, ou seja, palavras cuja sílaba tônica contém vogais abertas (a, e, o) — ou ainda i, u, ou um ditongo oral iniciado por vogal aberta — e que terminam em combinações vocálicas após a sílaba tônica, normalmente reconhecidas como ditongos crescentes
Leia o Texto I para responder à questão.
Texto I - A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde
Por Paula Felix - Atualizado em 4 jun 2024
“Tanto o sono quanto a insônia, quando imoderados, são ruins”, ensina um dos aforismos hipocráticos apresentados no Corpus Hipocraticum, o fabuloso compêndio de tratados sobre a saúde cuja autoria foi atribuída a Hipócrates, o estudioso grego que, cerca de 400 anos antes de Cristo, criou as bases da medicina ocidental. A coleção foi a cartilha das faculdades médicas até o fim do século XVIII, quando informações obtidas por meio dos métodos científicos que começavam a surgir deram início à substituição de ensinamentos baseados somente em evidências empíricas. Contudo, muito do conhecimento registrado na obra resistiu ao escrutínio, permanecendo entre os pilares do que se sabe atualmente a respeito do corpo humano. A importância do sono é um deles — e a ciência sabe cada vez mais a respeito dessa relevância.
No entanto, até agora a recomendação de dormir bem não integrava a lista oficial de hábitos a serem adotados para uma vida saudável, juntando-se à boa alimentação e à prática de exercícios físicos. Embora tenha se tornado mais conhecida, a orientação figurava entre os itens complementares, não essenciais. Isso mudou completamente na semana passada, quando a Associação Americana do Coração divulgou a atualização das sete métricas que determinam os parâmetros para preservar ou melhorar a saúde do coração e do cérebro, o Life's Essential 7. Pela primeira vez, a principal entidade do mundo da cardiologia incluiu o sono nessa lista. Ter um descanso noturno de qualidade ganhou a mesma importância que a alimentação saudável, a realização de exercícios físicos e do controle do peso, da pressão arterial, da concentração de gorduras e açúcar no sangue e de manter-se longe do cigarro. E o Life's Essential 7 virou Life's Essential 8. O sono de boa qualidade, definiu a entidade, deve ocorrer sem interrupções e durar, em média, de sete a nove horas por noite. “A inclusão do sono reflete os achados das pesquisas mais recentes, que confirmam seu impacto para a saúde em geral”, diz Donald M. Lloyd-Jones, presidente da associação.
Dormir é um processo fisiológico essencial para a sobrevivência porque está envolvido nas funções biológicas vitais. A título de exemplo: déficits de sono perturbam terrivelmente delicados mecanismos que permitem o funcionamento correto do metabolismo, processo pelo qual são atendidas todas as necessidades energéticas e estruturais de um ser vivo. Por isso, o impacto negativo no desempenho de funções como o uso e armazenamento de gordura e a concentração de açúcar e colesterol no sangue é brutal. Além disso, o sono contribui para preservar a integridade cerebral, mantendo seguras a capacidade de aprendizado, de memória, de cognição, de regulação emocional e a habilidade de o cérebro se adaptar a circunstâncias diferentes. Daí sua importância no tratamento de sequelas deixadas por acidente vascular cerebral ou lesões de outra origem e na prevenção da doença de Alzheimer. Uma das características da enfermidade é o depósito de uma proteína sobre os neurônios, levando-os à morte. Quando o repouso é de qualidade, esse risco diminui porque o cérebro passa por uma limpeza. “Mas, se dormimos pouco, esse sistema não funciona”, explica a neurologista Márcia Assis, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono. Talvez por um capricho de Hipnos, o deus do sono na mitologia grega, todo esse espetacular avanço no entendimento do papel do descanso na saúde acontece no momento em que a humanidade nunca esteve tão insone. Insônia não é um problema novo, claro, mas a eclosão da Covid-19 agravou demais a situação. No Brasil, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira do Sono entre novembro de 2020 e abril de 2021 apontou que nada menos do que 70% dos entrevistados relataram sintomas do problema.
Na verdade, o que se viu nos últimos dois anos foi uma combinação de elementos associada à perda do sono. Estresse, ansiedade e depressão, em primeiro lugar, uniram-se ao que a ciência batizou de procrastinação por vingança na hora de dormir. Pessoas que se viam sobrecarregadas pelas tarefas, sem momentos de lazer e isoladas socialmente, começaram a adiar o momento de ir para a cama, tentando achar um tempo de lazer. Assim, noites e madrugadas foram ocupadas na frente da televisão, em jogos de videogame e redes sociais. As poucas pesquisas disponíveis apontam o perfil dos que mais usam a estratégia: estudantes, mulheres e os que têm o hábito de adiar tudo, segundo a entidade americana Sleep Foundation.
Fazer frente a esse roubo do sono pela vida moderna é desafiador. Há métodos consagrados, como a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a detectar o que está errado no seu entendimento e treiná-lo para mudar o comportamento derivado do equívoco. Um exemplo simples é corrigir o pensamento de que a cama pode ser também um lugar para trabalhar, associando ao ato de dormir.
Contudo, é preciso abrir novos caminhos. Um deles está surgindo da adequação da dieta à noite, evitando o que sabidamente faz mal, como o consumo de alimentos industrializados, e buscando opções que fazem bem. Nesse quesito, a ciência vem garimpando ótimos achados, como a constatação dos benefícios do kiwi e do arroz. Investe-se, ainda, na investigação do potencial dos aplicativos que prometem noites tranquilas. Eles ainda não contam com a chancela científica, mas análises iniciais indicam conclusões promissoras. Uma delas, feita na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testou a eficácia do Insomnia Coach, mostrando que 28% dos participantes dormiram melhor em seis semanas de uso. No grupo de controle, o índice foi de 4%.
A saída pela tecnologia é uma avenida a ser pavimentada. O Instituto Federal de Tecnologia de Zurique explora o recurso com competência. Recentemente, a instituição apresentou um dispositivo capaz de prolongar, por meio de estimulação sonora, a etapa do sono profundo, a mais restauradora. O SleepLoop, uma espécie de capacete que a pessoa usa para dormir, mostrou-se eficaz em testes. Aos poucos, o conhecimento impulsiona invenções dessa ordem, talhadas para promover o reencontro do ser humano com o sono de Hipnos. Hipócrates dormiria tranquilo.
Fonte: FÉLIX, Paula. A ciência comprova: o sono de qualidade é essencial para a saúde. In: Revista Veja. Edição nº 2797. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/a-ciencia-comprova-o-sono-de-qualidade-e-essencial-para-a-saude/ Acesso em 22 de set. de 2025. [adaptado]
Observe as assertivas a seguir sobre o emprego da acentuação gráfica em palavras do Texto I:
I- A palavra saúde recebe acento gráfico por ser um hiato, quando o “i” ou o “u” formam sílaba sozinhos, separados da vogal anterior.
II- A palavra ciência é acentuada por apresentar um ditongo decrescente na mesma sílaba.
III- A palavra qualidade não recebe acento porque é uma paroxítona terminada em vogal, regra geral de não acentuação.
IV- A palavra essencial não está acentuada devidamente, já que se trata de uma oxítona terminada em “l”, cuja regra prevê, nesta situação, presença obrigatória de acento gráfico.
É CORRETO o que se afirma em:
I- “vídeos” (linha 13) é acentuado graficamente por ser um hiato entre as vogais “í” e “e”, devendo-se ao fato de a vogal í tônica estar isolada na sílaba;
II- “cerâmicas” (linha 01) só é proparoxítona quando está no plural;
III- Em “pratos” (linha 05) e “tigelas” (linha 06), a ausência de acento se explica pelo fato de serem paroxítonas terminadas em “os” e “as”, respectivamente, o que dispensa acentuação gráfica;
IV- “antiguidade” (linha 27) não recebe acento gráfico, mesmo sendo paroxítona terminada em -e, devido à tonicidade recair na última sílaba, o que a torna uma oxítona e justifica a ausência de acento.
Dos itens acima:
Leia o Texto I e responda à questão.
Texto I
Os animais de estimação já são parte fundamental da família e da economia brasileira
Pesquisa da USP evidencia aumento relevante nas despesas com pets nas últimas décadas, surgimento de novos serviços especializados e tendência de crescimento no mercado externo
Segundo levantamento realizado pelo Instituto Quaest em 2024, o Brasil é o terceiro país mais populoso em número de animais de estimação. Enquanto a quantidade de filhos por residência está em queda – em 2003, o tamanho médio das famílias era de 3,62 pessoas e, em 2022, chegou a 2,8 pessoas –, o número de pets está em crescimento, e alcançou razão de 2,3 pets por domicílio no mesmo período. Pesquisas recentes ressaltam que a presença de animais na casa pode ter benefícios psicossociais, contribuindo para a saúde mental e para o desenvolvimento afetivo dos seus tutores.
Além das mudanças no núcleo familiar, os pets também se tornam parte essencial da economia brasileira. Entre 2002 e 2018, o número de famílias que declararam despesas com animais de estimação quase triplicou (de 11,72% para 30,27%). Recentemente, ambientes pet friendly se alastraram pelo país: cães e gatos são bem-vindos em shoppings, cafés, sorveterias e bares, que oferecem até mesmo produtos específicos para eles.
Em sua tese de doutorado, Clécia Satel, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, sob orientação do professor Rodolfo Hoffmann, analisou mudanças na renda, nos hábitos das famílias e no consumo de produtos para pets no Brasil. “Antigamente, os gastos eram praticamente com ração e medicamentos, e agora temos variedades de serviços e itens, desde roupas até petiscos que alimentam grandes indústrias”, comenta.
A partir de dados das Pesquisas de Orçamento Familiares (POF) de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, a cientista buscou entender como os novos arranjos familiares e o poder aquisitivo das famílias influenciaram nessas despesas. Segundo ela, a mudança na relação estabelecida com os pets e no investimento financeiro dos tutores não ocorreu apenas entre os mais ricos, mas também na classe média.
O desempenho econômico do setor pet, que está em plena expansão no país, também demanda atenção. “Entender como e porque as famílias gastam com animais de estimação ajuda a orientar políticas públicas, negócios e até estratégias de exportação”, afirma a cientista.
Fonte: NANGINO, Gabriela. Os animais de estimação já são parte fundamental da família e da economia brasileira. Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/animais-de-estimacao-ja-sao-parte-fundamental-da-familia-e-da-economia-brasileiras/. Acesso em 09 out. 2025. [Adaptado].
I- A vírgula 1 está sendo empregada para isolar um vocativo.
II- A vírgula 2 está sendo empregada para separar termos de mesma função no período.
III- A vírgula 4 foi empregada para indicar a elipse de um termo.
IV- O termo “bem-vindos” deve ser grafado sem hífen.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Levam acento as chamadas proparoxítonas aparentes, ou seja, palavras cuja sílaba tônica contém vogais abertas (a, e, o) — ou ainda i, u, ou um ditongo oral iniciado por vogal aberta — e que terminam em combinações vocálicas após a sílaba tônica, normalmente reconhecidas como ditongos crescentes