Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx91n2e7wgo. adaptado
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Considerando que o servidor fez uso da Língua Portuguesa padrão, qual aviso foi afixado?

ROMANI, Simone; RAJOBAC, Raimundo. Iluminismo pedagógico: educação e adolescência no Livro III do Emílio de Rousseau. Revista Espaço Acadêmico. Maringá, n. 125, out., 2011, p. 109.
11Acordo ortográfico da língua portuguesa: atos internacionais e normas correlatas. – 2. ed. – Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2014, p. 19.
A Beleza Total

ANDRADE, Carlos Drummond de. In https://www.culturagenial.com/contos-curtos-para-ler-agora-mesmo/#anchor-noite. Acesso em: 05 ago. 2025.
Identifique a alternativa em que os vocábulos estão todos grafados corretamente com hífen, assim como o vocábulo 'ensino-aprendizagem'.
Com base na separação silábica, na classificação dos tipos de sílabas e na ortografia dos vocábulos presentes no trecho, marque a alternativa INCORRETA.
A palavra 'chances' está grafada corretamente com o dígrafo 'ch'. Agora, analise o emprego do mesmo dígrafo nas frases a seguir:
I.Ele precisou enchugar os gastos da empresa para evitar prejuízos.
II.Depois de perder o jogo, ele ficou muito chateado e preferiu ficar sozinho.
III.A população ficou revoltada e tentou linchar o criminoso que havia cometido o roubo.
IV.Não gosto que mecham nas minhas coisas sem permissão.
O dígrafo 'ch' está corretamente empregado em:
Com base na acentuação dos vocábulos presentes no trecho, identifique a alternativa INCORRETA.
A arte de ser feliz
Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)
De acordo com as regras de acentuação gráfica, assinale a afirmativa INCORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Do morango do amor ao pudim: por que brasileiros gostam tanto de açúcar
Do morango do amor aos brigadeiros gourmet, passando pelos bolos de pote e ovos de Páscoa recheados, o Brasil viveu sucessivas "febres" de doces.
Mas, afinal, por que os brasileiros gostam tanto de açúcar?
A história do açúcar no Brasil começa séculos atrás, bem antes dos doces modernos, e tem relação direta com a colonização portuguesa.
A cana-de-açúcar, de onde boa parte do açúcar utilizado no país é extraído, é originária da Papua Nova Guiné, na Oceania.
Mas, durante muito tempo, a oferta de açúcar era bem limitada e ficava restrita às farmácias, onde havia uso na formulação de remédios ou como tônico para dar energia.
Isso começou a mudar a partir do século 14, quando Portugal investiu nas suas primeiras grandes plantações de cana-de-açúcar na Ilha de Madeira, modelo que foi expandido para o Brasil — em uma escala ainda maior — a partir do século
O açúcar, então, se tornou a grande commodity da então colônia portuguesa, que dependia da mão-de-obra dos escravizados nas lavouras e nos engenhos.
Em seu livro História da Alimentação no Brasil, o historiador Luís da Câmara Cascudo estima que, entre 1583 e 1587, os 66 engenhos de Pernambuco produziram quase 3 mil toneladas de açúcar.
Ainda que boa parte dessa produção fosse exportada pra Europa, a facilidade no acesso ao açúcar no Brasil influenciou diretamente as receitas de bolos e outras sobremesas, além das conservas e compotas com frutas.
"No século 16, você já começa a perceber a alteração através dos livros de receitas das rainhas, principalmente, a alteração de receitas que eram feitas com mel ou tinham uma outra configuração. Por exemplo, o manjar branco, que antes era um prato que não era feito nem com açúcar nem mel, passa a ser feito com açúcar", explica a historiadora e professora da USP Vera Ferlini.
"Gradativamente, o açúcar vai entrando como um elemento da dieta e da constituição de um receituário, principalmente conventual, de doces, que são os que nós conhecemos: os fios de ovos, vários tipos de pasteis, esses doces com massas, o pão de ló e tudo aquilo que ainda encontramos na doçaria portuguesa. Então a doçaria brasileira vai ser uma herdeira dessa doçaria portuguesa", acrescenta.
Houve ainda a influência dos africanos e dos indígenas, que de acordo com a pesquisa de Câmara Cascudo, preferiam o gosto que vinha direto da cana, de frutas como o cupuaçu, o açaí, o guaraná e o caju, ou dos favos de mel das abelhas.
Mesmo hoje, séculos depois, o Brasil continua sendo o maior exportador de açúcar do mundo.
A partir do século 20, a relação do brasileiro com o açúcar se diversificou. A industrialização dos alimentos trouxe novos produtos à mesa: refrigerantes, bolachas recheadas e o leite condensado.
Em 2021, em uma reportagem da BBC Brasil, a Nestlé disse — citando dados de uma pesquisa do Kantar Ibope, realizada em 2020 — que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros, que consomem em média 6 quilos e meio de leite condensado por ano.
A empresa, que é uma das maiores fabricantes do produto, afirma que o leite condensado é parte de cerca de 60% das sobremesas feitas no Brasil, um número sem paralelo em nenhum outro país.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3eqv91x1vo
Quanto à acentuação dos vocábulos extraídos do texto, julgue as afirmativas a seguir:
I.Considerando-se unicamente as regras de acentuação, o vocábulo 'Luís' está acentuado corretamente; porém, se fosse grafado com 'z', como em 'Luiz', não levaria acento.
II.Os vocábulos 'país', 'extraído' e 'açaí' são palavras acentuadas corretamente, no entanto, seguem regras distintas de acentuação.
III.Os vocábulos 'séculos' e 'Páscoa' seguem as regras de acentuação das palavras proparoxítonas.
IV.O vocábulo 'oceania' é um exemplo de palavra que possui dupla prosódia, isto é, pode ser pronunciada de duas maneiras: Oceania ou Oceânia.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Do morango do amor ao pudim: por que brasileiros gostam tanto de açúcar
Do morango do amor aos brigadeiros gourmet, passando pelos bolos de pote e ovos de Páscoa recheados, o Brasil viveu sucessivas "febres" de doces.
Mas, afinal, por que os brasileiros gostam tanto de açúcar?
A história do açúcar no Brasil começa séculos atrás, bem antes dos doces modernos, e tem relação direta com a colonização portuguesa.
A cana-de-açúcar, de onde boa parte do açúcar utilizado no país é extraído, é originária da Papua Nova Guiné, na Oceania.
Mas, durante muito tempo, a oferta de açúcar era bem limitada e ficava restrita às farmácias, onde havia uso na formulação de remédios ou como tônico para dar energia.
Isso começou a mudar a partir do século 14, quando Portugal investiu nas suas primeiras grandes plantações de cana-de-açúcar na Ilha de Madeira, modelo que foi expandido para o Brasil — em uma escala ainda maior — a partir do século 16.
O açúcar, então, se tornou a grande commodity da então colônia portuguesa, que dependia da mão-de-obra dos escravizados nas lavouras e nos engenhos.
Em seu livro História da Alimentação no Brasil, o historiador Luís da Câmara Cascudo estima que, entre 1583 e 1587, os 66 engenhos de Pernambuco produziram quase 3 mil toneladas de açúcar.
Ainda que boa parte dessa produção fosse exportada pra Europa, a facilidade no acesso ao açúcar no Brasil influenciou diretamente as receitas de bolos e outras sobremesas, além das conservas e compotas com frutas.
"No século 16, você já começa a perceber a alteração através dos livros de receitas das rainhas, principalmente, a alteração de receitas que eram feitas com mel ou tinham uma outra configuração. Por exemplo, o manjar branco, que antes era um prato que não era feito nem com açúcar nem mel, passa a ser feito com açúcar", explica a historiadora e professora da USP Vera Ferlini.
"Gradativamente, o açúcar vai entrando como um elemento da dieta e da constituição de um receituário, principalmente conventual, de doces, que são os que nós conhecemos: os fios de ovos, vários tipos de pasteis, esses doces com massas, o pão de ló e tudo aquilo que ainda encontramos na doçaria portuguesa. Então a doçaria brasileira vai ser uma herdeira dessa doçaria portuguesa", acrescenta.
Houve ainda a influência dos africanos e dos indígenas, que de acordo com a pesquisa de Câmara Cascudo, preferiam o gosto que vinha direto da cana, de frutas como o cupuaçu, o açaí, o guaraná e o caju, ou dos favos de mel das abelhas.
Mesmo hoje, séculos depois, o Brasil continua sendo o maior exportador de açúcar do mundo.
A partir do século 20, a relação do brasileiro com o açúcar se diversificou. A industrialização dos alimentos trouxe novos produtos à mesa: refrigerantes, bolachas recheadas e o leite condensado.
Em 2021, em uma reportagem da BBC Brasil, a Nestlé disse — citando dados de uma pesquisa do Kantar Ibope, realizada em 2020 — que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros, que consomem em média 6 quilos e meio de leite condensado por ano.
A empresa, que é uma das maiores fabricantes do produto, afirma que o leite condensado é parte de cerca de 60% das sobremesas feitas no Brasil, um número sem paralelo em nenhum outro país.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3eqv91x1vo
Quanto à acentuação dos vocábulos extraídos do texto, julgue as afirmativas a seguir:
I.Considerando-se unicamente as regras de acentuação, o vocábulo 'Luís' está acentuado corretamente; porém, se fosse grafado com 'z', como em 'Luiz', não levaria acento.
II.Os vocábulos 'país', 'extraído' e 'açaí' são palavras acentuadas corretamente, no entanto, seguem regras distintas de acentuação.
III.Os vocábulos 'séculos' e 'Páscoa' seguem as regras de acentuação das palavras proparoxítonas.
IV.O vocábulo 'oceania' é um exemplo de palavra que possui dupla prosódia, isto é, pode ser pronunciada de duas maneiras: Oceania ou Oceânia.
É correto o que se afirma em:
I. O emprego da palavra "infraestrutura" está conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unificou a grafia de compostos prefixais sem hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com consoante diferente de "h".
II. Na frase "Os alunos se cumprimentaram cordialmente", o verbo está na forma pronominal recíproca, o que influencia a interpretação semântica do enunciado.
III. A sequência "A empresa contratou e treinou novos funcionários" configura coordenação assindética, pois as orações estão ligadas sem conectivo explícito.
Está CORRETO o que se afirma em: