"A ideia surgiu depois de ter tomado conhecimento da grande...

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Q3614220 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Um couro exótico e sustentável

O couro do pirarucu cumpre um papel considerado importante no mercado da moda, por passar essa mensagem de proteção ao meio ambiente.

Couros, em geral, são celebrados por sua durabilidade e também por uma questão cultural ligada à ancestralidade, diz Lilyan Berlim, especialista em sustentabilidade na moda e professora de gestão de luxo na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

"Foi uma das primeiras formas de roupa que tivemos. Há uma associação com qualidade e eficiência."

Mas a ligação com danos ao meio ambiente tem feito com que a indústria virasse alvo constante de críticas.

O pirarucu entrou como uma exceção. "Tem toda uma questão cultural. Ele é alimento das comunidades ribeirinhas da Amazônia. Quando você usa o couro do pirarucu, de certa forma está gerando renda para as comunidades", diz a professora.

Novas marcas surgem neste mercado a cada ano, sempre incorporando a ideia de sustentabilidade ao discurso.

"Pensamos em um modelo de negócio que não fosse só sobre o couro, mas sobre sustentabilidade e impacto ambiental", diz Bruna Freitas, fundadora de uma dessas novas marcas no mercado nacional, a Yara Couro, baseada em Macapá (AP).

A ideia surgiu depois de ter tomado conhecimento da grande quantidade de resíduos da pesca em sua região. "Não há um aproveitamento tão grande da cadeia do pescado como já há na bovina", diz.

No caso do pirarucu, o peixe é consumido como alimento. Até pouco tempo atrás, sua pele era descartada. Com o crescimento desse mercado, essa parte do animal passou a ser reaproveitada.

Freitas diz que o pirarucu se destaca por possuir uma pele com um padrão difícil de ser imitado, além de ser um símbolo da Amazônia. "É um peixe que sobreviveu a muitas questões ambientais."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy40vwy4v13o fragmento 
"A ideia surgiu depois de ter tomado conhecimento da grande quantidade de resíduos da pesca em sua região."
Com base na acentuação do vocábulo 'ideia', presente no trecho, bem como dos demais vocábulos no texto-base, identifique a alternativa INCORRETA. 
Alternativas

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Comentário da questão – Ortografia e Acentuação Gráfica

Tema central: A questão exige o reconhecimento das regras de acentuação gráfica, segundo a norma-padrão e o Novo Acordo Ortográfico, especialmente quanto a paroxítonas, proparoxítonas e oxítonas.

Análise da alternativa INCORRETA (B – Gabarito):

A alternativa B afirma: “O 'u' e 'i' tônicos de palavras paroxítonas devem ser acentuados, o que justifica o acento do vocábulo 'indústria'.”
Erro: O acento de ‘indústria’ não se justifica pelo ‘i’ tônico de paroxítonas, mas porque ocorre hiato: o ‘i’ está sozinho na sílaba, separado de outra vogal, sendo seguido ou não de ‘s’.
Exemplo clássico dessa regra, como aponta Bechara em Moderna Gramática Portuguesa: “ba-ú”, “sa-í-da”.
Em “indústria”, temos: in-dús-tri-a. O acento recai na sílaba “dús” (proparoxítona), e não há ‘i’ tônico sozinho em hiato. Portanto, a justificativa é incorreta, tornando a alternativa B, a INCORRETA.

Análise das outras alternativas:

A – Correta.
O Novo Acordo Ortográfico aboliu o acento de paroxítonas terminadas em dittongos abertos “éi” e “ói”, como em “ideia”, “jiboia”, “heroico”.

C – Correta.
“Evidência” é proparoxítona (acento na antepenúltima sílaba: e-vi-DÊN-ci-a); segundo a norma, todas as proparoxítonas são acentuadas.

D – Correta.
“Pirarucu” é oxítona terminada em “u”. Não leva acento, pois só se acentuam as oxítonas terminadas em “a, e, o, em, ens” e nas formas “é”, “ói”, “ói(s)”, “éi(s)”.

Estratégia de prova: Sempre lembre de analisar a justificativa e o exemplo dado em cada alternativa. Muitas pegadinhas envolvem justificativas erradas, mesmo indicando exemplos certos!

Referência: Bechara, E. – Moderna Gramática Portuguesa; Manual de Redação da Presidência da República – Capítulo sobre ortografia.

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Comentários

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Sobre a alternativa C: Evidência é paroxítona no Brasil (e-vi-dên-cia) e não proparoxítona como afirma a alternativa. Em Portugal e restante CPLP é proparoxítona, mas no caso a questão se trata de PT-BR

“indústria”

  • Pronúncia: indús-tri-a → paroxítona.
  • Regra: i tônico em hiato, quando precedido por consoante e sozinho na sílaba, recebe acento (ex.: baú, tui).
  • Mas “indústria” não é caso de hiato → aqui o acento está na sílaba “dús”, não no “i”.
  • Ou seja, o “i” não é tônico, e a justificativa da alternativa está errada.

“evidência”

  • Pronúncia: e-vi-dên-ci-a.
  • A tonicidade está na penúltima sílaba → é paroxítona, não proparoxítona.

Gabarito: B

Segundo o dicionário Aulete Digital, a palavra "indústria" é proparoxítona, e não paroxítona. IN.DÚS.TRI.A

A banca considerou a letra c como uma proparoxítona eventual/acidental. Essas bancas pequenas adoram cobrar essa regra que a minoria dos gramáticos aderem.

in-dús-tria [ĩ.dˈuʃ.tɾjɐ] (no Brasil)

in-dús-tri-a [ĩ.dˈus.tɽjə] (em Portugal e restante da 

CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)

 

  • Quantas sílabas tem indústria? 3 sílabas (no Brasil), ou 4 sílabas (em Portugal e restante CPLP).
  • No Brasil é uma palavra paroxítona ou também chamado grave, acento tônico na penúltima sílaba.
  • Em Portugal e restante CPLP, é uma palavra proparoxítona (acento tónico na antepenúltima sílaba).

Fonte: https://www.separaremsilabas.com/index.php?lang=https%3A%2F%2Fwww.separaremsilabas.com%2Findex.php&p=ind%C3%BAstria&button=Separa%C3%A7%C3%A3o+das+s%C3%ADlabas

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