Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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Com base no texto acima, julgue os itens subseqüentes.

Quanto aos sentidos e aos aspectos estruturais e lingüísticos do
texto acima, julgue os itens subseqüentes.

Considerando o desenvolvimento das idéias e as estruturas
lingüísticas do texto acima, julgue os itens a seguir.
O texto abaixo serve de base para as questões 14 a 30.
HAMBÚRGUER
Márcio Bueno, A origem curiosa das palavras
Sanduíche de carne moída, temperada, ligada com ovo, amoldada em bife e frita na chapa. Em países de língua inglesa, há quem entenda que hamburger, se não é atualmente, pelo menos na sua origem foi um sanduíche de ham (presunto, em inglês) com burger (que deveria ser carne). A impressão foi reforçada quando surgiram variedades como o eggburger (ovo com carne) e o cheeseburger (queijo com carne). Mas a história é bem diferente – hambúrguer nunca teve qualquer relação com o presunto. Tudo começou com nômades da Europa Oriental e Ásia, que costumavam comer carne crua finamente cortada. Inspirados neste hábito, no início do século XVIII marinheiros alemães do porto de Hamburgo inovaram, passando a cozinhar a carne. Quem levou para os Estados Unidos a receita de carne moída temperada, amassada em bolinhos redondos e frita como um bife, foram imigrantes alemães. O alimento começou a ser chamado de Hamburg steak (bife de Hamburgo), nome que em pouco tempo foi encurtado para hamburger. Com certa freqüência divulga-se que o sanduíche foi inventado nos Estados Unidos, mas a participação dos norte-americanos foi apenas juntar ao bife o pão.
Norte-americano é uma palavra escrita com hífen; a palavra abaixo que NÃO deve ser escrita com hífen é:
O texto abaixo serve de base para as questões 14 a 30.
HAMBÚRGUER
Márcio Bueno, A origem curiosa das palavras
Sanduíche de carne moída, temperada, ligada com ovo, amoldada em bife e frita na chapa. Em países de língua inglesa, há quem entenda que hamburger, se não é atualmente, pelo menos na sua origem foi um sanduíche de ham (presunto, em inglês) com burger (que deveria ser carne). A impressão foi reforçada quando surgiram variedades como o eggburger (ovo com carne) e o cheeseburger (queijo com carne). Mas a história é bem diferente – hambúrguer nunca teve qualquer relação com o presunto. Tudo começou com nômades da Europa Oriental e Ásia, que costumavam comer carne crua finamente cortada. Inspirados neste hábito, no início do século XVIII marinheiros alemães do porto de Hamburgo inovaram, passando a cozinhar a carne. Quem levou para os Estados Unidos a receita de carne moída temperada, amassada em bolinhos redondos e frita como um bife, foram imigrantes alemães. O alimento começou a ser chamado de Hamburg steak (bife de Hamburgo), nome que em pouco tempo foi encurtado para hamburger. Com certa freqüência divulga-se que o sanduíche foi inventado nos Estados Unidos, mas a participação dos norte-americanos foi apenas juntar ao bife o pão.
A frase abaixo que foi escrita de forma correta, segundo a norma culta da língua, é:
O texto abaixo serve de base para as questões 14 a 30.
HAMBÚRGUER
Márcio Bueno, A origem curiosa das palavras
Sanduíche de carne moída, temperada, ligada com ovo, amoldada em bife e frita na chapa. Em países de língua inglesa, há quem entenda que hamburger, se não é atualmente, pelo menos na sua origem foi um sanduíche de ham (presunto, em inglês) com burger (que deveria ser carne). A impressão foi reforçada quando surgiram variedades como o eggburger (ovo com carne) e o cheeseburger (queijo com carne). Mas a história é bem diferente – hambúrguer nunca teve qualquer relação com o presunto. Tudo começou com nômades da Europa Oriental e Ásia, que costumavam comer carne crua finamente cortada. Inspirados neste hábito, no início do século XVIII marinheiros alemães do porto de Hamburgo inovaram, passando a cozinhar a carne. Quem levou para os Estados Unidos a receita de carne moída temperada, amassada em bolinhos redondos e frita como um bife, foram imigrantes alemães. O alimento começou a ser chamado de Hamburg steak (bife de Hamburgo), nome que em pouco tempo foi encurtado para hamburger. Com certa freqüência divulga-se que o sanduíche foi inventado nos Estados Unidos, mas a participação dos norte-americanos foi apenas juntar ao bife o pão.
A quantidade de normas de acentuação gráfica que justificam os acentos de sanduíche, moída, países, língua, há, é, hambúrguer é de:
TEXTO 1
SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo
O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.
Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.
É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
- Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.
Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
- De Augustín Lara...
E gravam um bolero.
Talvez seja a única atitude sensata.
– Como se pode ver no texto, o verbo xingar é grafado com X; o vocábulo abaixo que NÃO deve ser grafado com essa mesma letra é:
A seguir, um trecho de entrevista concedida pelo gramática Evanildo Bechara à revista Cult. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda, associando as respostas às respectivas perguntas.
1. Qual a conduta adequada para a atualidade?
2. Como está o texto hoje na literatura e na imprensa?
3. Como o sr. avalia o desempenho dos professores atuantes nos meios de comunicação?
( ) Há grandes escritores que atuam num registro de primeira ordem. Infelizmente, a crônica é dominante hoje no Brasil. Como é um fato de dia-adia, isso faz com que o escritor use um estilo com menos exigência. A poesia vive uma renovação extraordinária, pena que raramente entre em sala de aula. Os jornais estão abandonando a norma culta e, com isso, ajudam no empobrecimento da língua.
( ) Apesar de sua utilidade, os entertainers trabalham para o empobrecimento da língua. É como se você fixasse um uniforme para a sociedade. Isso pode acontecer por razões sociais e políticas, mas não é solução para o vestuário. Você toma banho sem roupa, vai para a praia de calção e veste terno em ocasiões especiais. Obrigar o falante a ser sempre correto é tirar dele sua liberdade de opção. [...] O erro dos divulgadores da língua é pensar que português é uma só coisa.
( ) Hoje se tem uma visão mais ampla e a grande preocupação do professor é transformar o aluno em poliglota dentro de sua própria língua, mostrando-lhe as variedades regionais, os recursos estéticos, as diferenças do léxico, a língua literária regional, as mudanças que a língua sofre no tempo.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
A seguir, é apresentado o primeiro parágrafo de um texto que aborda a necessidade de coerência entre concepção de língua e de sujeito para a reformulação do Ensino Básico. Na seqüência, são apresentados, fora de ordem, os parágrafos que dão continuidade ao texto. Determine a ordem correta das idéias neles expressas.
Ao fazermos um esforço de reformulação do Ensino Fundamental e Médio, precisamos, antes de qualquer coisa, desaprender. Temos de jogar fora as carcomidas concepções de linguagem e de seu ensino que, poderosas, atravancam nosso caminho.
( ) E essa ruptura só será possível e produtiva, se resgatarmos a linguagem não como uma coisa externa aos falantes, mas como um conjunto aberto de atividades sociointeracionais.
( ) É esse ponto de vista que nos desvela a linguagem como uma multidão de discursos, uma multidão de vozes sociais. São discursos, são vozes que revelam diferentes histórias, grupos sociais, práticas coletivas, valores, visões de mundo, experiências pessoais. É esse ponto de vista que nos desvela os falantes como compósitos de múltiplas vozes sociais e não como máquinas atualizadoras de regras, como reprodutores de monumentos ou usuários de ferramentas.
( ) A linguagem não será, então, vista como um sistema, um monumento, uma ferramenta – como uma entidade supra-humana –, mas fundamentalmente como atividade. E não atividade de seres isolados e auto-suficientes, mas atividade social, intersubjetiva, histórica. Por sua vez, os falantes tomam forma como sujeitos históricos e como realidades psíquicas em meio a essa intrincada rede de relações socioverbais e pela interiorização da própria dinâmica socioverbal.
( ) Observe-se que todas essas concepções entendem a linguagem como uma realidade em si (uma gramática, um monumento, um instrumento) da qual restam excluídos os falantes, a dinâmica das relações sociais, os movimentos da história. Nesse processo, é importante ter claro que não existe uma forma única de conceber a linguagem. Sendo assim, para fundar esse novo ensino, precisamos começar por reconstruir nossa concepção de linguagem.
( ) A linguagem, nesse sentido, passa a ser vista como o conjunto das atividades sígnicas que constituem as múltiplas relações sociais entre os sujeitos históricos, nelas se constituindo.
( ) Entre nós, as concepções mais fortes reduzem a linguagem ora a um conjunto de regras; ora a um conjunto de expressões ditas corretas; ora a uma ferramenta bem acabada.
( ) Nosso desafio inicial, portanto, será romper com essa reificação da linguagem e essa alienação dos falantes.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta, de cima para baixo.
Leia o que dizem FARACO e MARCUSCHI sobre a fala:
“Para ele [o falante], a realidade lingüística não se apresenta primordialmente como um sistema gramatical abstrato, mas como um mundo de vozes e suas relações de aceitação e recusa, suas convergências e divergências, suas harmonias e seus conflitos, suas intersecções e hibridizações.”(Faraco, 1998)
“A fala é uma atividade muito mais central do que a escrita, no dia-a-dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita.” (Marcuschi, 1997)
Com base nesses fragmentos, sobre o trabalho pedagógico é correto afirmar:
A partir do sentido da crônica de Quintana, assinale a afirmativa correta sobre o trabalho com a literatura na escola:
“A solução para o vácuo imposto à formação do leitor adolescente tem sido tangenciada pela pedagogia do gostoso. Vale o adolescente se sentir satisfeito, que o livro tenha sido gostoso, bom de ler. O conceito de prazer fica vinculado às diferentes formas de facilitação.” (Mafra, 2003.)
Sobre esse assunto, considere as afirmativas a seguir:
1. Na formação do leitor adolescente, é essencial facilitar, propor leituras fáceis, pois disso depende o prazer ao ler.
2. O trabalho que o professor realiza com a literatura em sala de aula pode contribuir para que o prazer experimentado pelo adolescente possa ser transformado em fruição.
3. A “pedagogia do gostoso” investe na padronização de obras que não levem a grandes surpresas nem a grandes sobressaltos estéticos.
4. Ao invés da facilitação da leitura, a escola deve propor a literatura como possibilidade de ampliação e reconstrução dos horizontes de expectativas dos alunos.
Assinale a alternativa correta.
Com relação às transformações ocorridas no ensino de Língua Portuguesa ao longo do século XX, numere a coluna da direita de acordo com a coluna da esquerda.
(1) Meados do século.
(2) Década de 90.
(3) Década de 70.
(4) Década de 80.
( ) Contribuições teóricas do Círculo de Bakhtin.
( ) Ensino de Língua Portuguesa pautado em exercícios estruturais, técnicas de redação e habilidades de leitura.
( ) Pedagogia de projetos e temas de emergência social.
( ) A disciplina de Português passou a denominar-se Comunicação e Expressão.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
“A oração, assim como a palavra, é uma unidade significante da língua, por isso, considerada isoladamente − por exemplo, ‘Saiu o sol’ − é totalmente inteligível, ou seja, compreendemos sua significação lingüística, a eventual função num enunciado.”
(BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. p. 306.)
Assinale a alternativa cuja proposição daria seqüência correta ao período citado, de acordo com as teorizações do Círculo de Bakhtin.
Sobre formação do leitor, considere os seguintes aspectos e suas respectivas caracterizações.
1. Prazer de ler. Obtém-se com textos sempre familiares ao leitor. Textos novos devem ser antes explicados, para que o leitor se sinta seguro.
2. Intertextualidade. Envolve, no ato de leitura, resposta a muitos outros textos que permeiam o mundo.
3. Memória. Na leitura, principalmente de poesia, é importante o resgate das palavras do autor tais como elas foram escritas, para não traí-lo quanto ao sentido que quis produzir.
4. Intersubjetividade. Considera a interação do leitor com o texto e com as vozes nele presentes.
5. Consenso quanto à interpretação das histórias. Leitores em formação precisam ter segurança de que estão entendendo o que lêem, ao comparar sua interpretação com a dos demais leitores, sobretudo mais experientes.
Para o êxito no processo de formação do leitor, é necessário contemplar, entre os aspectos caracterizados acima:
Tendo em vista a concepção assumida nas Diretrizes Curriculares Estaduais para a disciplina de Língua Portuguesa na Educação Básica, a metodologia de trabalho com a língua materna em sala de aula pressupõe:
Assinale a alternativa que melhor expressa a concepção de linguagem assumida pelas Diretrizes Curriculares Estaduais para a disciplina de Língua Portuguesa na Educação Básica.
O texto a seguir, de autoria de um aluno, é referência para as questões 21 a 23.
A diversidade cultural: uma realidade
Diante das diversidades culturais existente em nossa sociedade, em vários aspectos como: raça, biodiversidade entre outros. De acordo com essa realidade, percebe-se então, à necessidade de persuadir às pessoas, formentando discussões para adquirir conhecimentos sobre a importância das diversidades.
Todavia, devemos amenizar os preconceitos e disceminar à esperança, pois todos somos iguais, temos os mesmos direitos e deveres segundo a Constituição, ou seja, à vida, à liberdade, à educação, à saúde entre outros.
Portanto, as diversidades culturais, pluralidades de identidades e a biodiversidade predominam gradativamente no pais e com isso, podemos conhecer novas formas de conhecimento, cultura, linguagem.
No entanto, devemos formentar discussões para conscientizar a importância das diferenças, assim, a sociedade será mais humana e eficaz.
Assinale a alternativa em que todos os tópicos mencionados correspondem a problemas de escrita presentes no primeiro parágrafo desse texto.
QUINOA
Na região dos Andes, local onde surgiu há milhares de anos, é chamado de quinua. Aqui, esse grão, dotado de muitas características benéficas à saúde humana, ganhou popularidade com o nome de quinoa. A planta foi introduzida no país na década de 1990, mas só recentemente tornou-se mais conhecido entre os brasileiros.
Espécie de granífera, a quinoa (Chenopodium quinoa) pertece à mesma família do espinafre e da beterraba, a Chenopodiacea. Por muito tempo, seu cultivo ficou restrito à agricultura de subsistência. Porém, com as descobertas de suas inúmeras propriedades nutricionais, o alimento indígena ganhou visibilidade. Fácil de plantar e com o apelo de produto saudável, essa cultura nova no cenário nacional pode se tornar uma alternativa rentável para o agricultor.
Rica em proteína, a quinoa tem boa distribuição de aminoácidos essenciais, que se assemelham à caseína – fração protéica do leite –, podendo, assim, incrementar a composição de mingaus para crianças. O cereal ainda adequa-se muito bem à dieta de pessoas interessadas em alimentos com alto valor nutritivo e baixo colesterol. Inclusive é indicado para pacientes celíacos – pessoas que são alérgicas ao glúten.
Semelhante ao espinafre, quando pequena, e ao sorgo, no período de maturação, a planta é anual, mas com ciclo variável. Tolerante à seca, à acidez do solo e a baixas temperaturas, seu crescimento acelera-se após os primeiros 30 dias de plantio, podendo chegar a dois metros de altura. Entre verde e rósea no início, a coloração passa para o amarelo na inflorescência. O plantio vai bem em locais com temperaturas elevadas.
O produto colhido são pequenas sementes achatadas e sem dormência. Elas são boas fontes de vitamina B e E, e possuem amido, além de conter alta dose de ferro – o dobro da encontrada na cevada e no trigo, e três vezes mais do que no arroz.
A quinoa vai bem cozida, em saladas, sopas e molhos. Derivada do grão, a farinha pode ser usada na alimentação infantil e como ingrediente para pudins, pães, panquecas, biscoitos e até bebidas. Os botões florais, parecidos com brócolis, podem ser consumidos cozidos.
As folhas também são comestíveis, mas sempre misturadas com outras plantas ou em cozidos, para diluir a quantidade de nitrato, prejudicial ao organismo quando em alta dosagem. Para os animais, as folhas da quinoa são muito boas para compor a dieta com forragens, pois carregam bastante proteína, fibras, minerais e vitaminas.
(Texto: João Mathias. Consultor: Wellington Pereira de Carvalho/ Revista Globo Rural, Setembro / 2007)
As palavras “saúde”, “inúmeras” e “porém”, respectivamente, recebem acento pelo mesmo motivo que:
