Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q2063676 Português
Para responder à questão, leia um trecho do romance Vermelho amargo, em que o narrador se refere à falecida mãe.

   Se a chuva chovia mansa o dia inteiro, o amor da mãe se revelava com mais delicadeza. O tempo definia as receitas. Na beira do fogão ela refogava o arroz. O cheiro de alho frito acordava o ar e impacientava o apetite. A couve, ela cortava mais fina que a ponta de agulha que borda mares em ponto cheio. Depois, mexia o angu para casar com a carne moída, salpicada de salsinha, conversando com o caldo de feijão. Tudo denunciava o seu amor. Nós, meninos, comíamos devagar, tomando sentido para cada gosto. Ela desconfiava que matar nossa fome era como nos pedir para viver. A comida descia leve como o andar do gato da minha irmã.

       Exige-se longo tempo e paciência para enterrar uma ausência. Aquele que se foi ocupa todos os vazios.

(Bartolomeu Campos de Queirós. Vermelho amargo. Cosac Naify, 2011.)
Nas duas orações que formam a primeira frase do texto – Se a chuva chovia mansa o dia inteiro, o amor da mãe se revelava com mais delicadeza. –, encontram-se respectivamente as ideias de: 
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Q2061397 Português
A oração “Fico feliz sempre que faço uma viagem diferente” pode ser classificada como:
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Q2042675 Português

Expatriaram o gato

Marina Colasanti, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

       Atravessei a vila que dá saída ao meu prédio, e vi o gato. Todo branco, só a cauda preta e duas manchinhas mínimas na testa. Os olhos, azul cerúleo.

     “Psssit, psssit”, me inclinei. E ele veio buscar o lote de carícias que o som lhe prometia. É altamente provável que eu tenha tido mais prazer que ele nesse encontro.

      Gatos são animais elegantes. Embora eu admire qualquer animal, tenho que admitir a superioridade estética dos felinos com sua postura esnobe, sempre trajados para grande gala, sempre desfilando no tapete vermelho. Todo gato é star.

       E agora leio que o mercado editorial mudou o papel do gato e o transformou em uma espécie de filósofo de autoajuda. Os títulos se multiplicam, assim como as vendas. O substrato de tantas publicações semelhantes é que temos muito a aprender com os gatos. Segundo o francês Stéphane Garnier, autor de “Agir e pensar como um gato”, há cerca de 40 características positivas em um gato, que podem ser muito úteis para o ser humano.

       Depois de fazer do gato um pensador em “O gato filósofo”, utilizando em vez de miados as sábias vozes de Confúcio, Mêncio, e Lao-Tsé, a ilustradora chinesa Kwong Kuen Shan, repetiu a dose em “O gato zen”, “O gato e as orquídeas” e, proximamente, “As quatro estações do gato”. La Fontaine, um mestre na tipificação dos animais, não via no gato tantas virtudes. Nem se interessou grandemente por ele. Em mais de duzentas fábulas dos seus doze livros, só seis são centradas no gato, e sempre em relação ao rato, seu oponente principal. O retrato que sai dessas seis fábulas dificilmente poderia ajudar alguém a reequilibrar sua vida ou seu ego. Para

    La Fontaine, o gato é um animal feroz, em constante perseguição do inimigo, totalmente desprovido de misericórdia.

     O primeiro gato da minha vida foi “O gato de botas”. Tive até um disco com a versão musicada desse conto, e o ouvi tantas vezes que até hoje posso cantarolar trechos. Mas esse gato não era o sanguinário de La Fontaine, era o esperto de Perrault. Aliás, não era de nenhum dos dois, ou de nenhum dos três, já que os irmãos Grimm também escreveram uma versão. Era um gato bem mais antigo, que desde o século XVI morava nas páginas do livro “Le piacevoli notti” (as noites prazerosas) escrito pelo italiano Straparola.

       O gato daquele tempo era autossuficiente, pensava em si mesmo primeiro, almejava a boa vida. Mentiras e enganos lhes eram permitidos. E o Gato de Botas mente para o Rei, engana o Ogro e o come, para apossar-se do seu castelo e fazer com que o dono – que nada fez para merecê-lo – se case com a princesa. Um Gato nada exemplar, e deve ser por isso que as crianças, levadas a mentir pelas exigências dos adultos, gostam tanto dele.

     O segundo gato a cruzar minha vida, quase num empate com o primeiro, foi o de Pinóquio. Um gato meliante, falso cego, companheiro da raposa manca, dupla que engana a marionete, depois a assalta no escuro bosque e acaba por enforcá-lo num galho do Carvalho Grande. Esse tampouco serviria como coach de autoajuda.

        Os animais são tipificados há muitos séculos, desde o Panchatantra, livro de sabedoria indiana com fábulas de animais, escrito em sânscrito por volta do século III a.C. Cada animal tem suas características e sua função no jogo de identificação com os humanos, permitindo uma redução da narrativa. Agora vem a modernidade com sua sede de lucros embaralhar o jogo e trocar sobre a mesa cartas com as quais lidávamos desde sempre. De onde tira esse direito?


Disponível em: <https://www.marinacolasanti.com/2020/02/expatriaram
-o-gato.html> . Acesso em: 17 fevr. 2020.
“É altamente provável que eu tenha tido mais prazer que ele nesse encontro.”

Esse período contém uma oração subordinada adverbial cujo valor semântico é de
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Q2041997 Português
Cantiga para não Morrer


Quando você for embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.


GULLAR, Ferreira. Obra poética. Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2003. p.
248.
O primeiro verso da segunda, terceira e quarta estrofes desse poema é composto por uma oração subordinada adverbial
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Q2041993 Português

As utilíssimas coisas inúteis

Marina Colasanti, quinta-feira, 16 de janeiro de 2020


Fui a uma liquidação de fim de ano porque precisava trocar uma roupa que havia ganho. E fiquei pasma com a quantidade de peças que cada um levava. Na demora da fila, as pessoas esticavam o braço para colher de arara ou prateleira uma bolsa, um cinto ou uma camiseta não vistos antes e acabavam ficando com ela. Tudo, mais que propriamente despertar desejo, era visto como um bom negócio. Afinal, os preços estavam em conta.

E ali mesmo me perguntei se aquela gente toda tiraria do armário o correspondente ao que estava levando, ou se apenas apertaria os cabides.

Compro muito pouco, mas tenho grande dificuldade para jogar fora. Acumulo. E embora tendo isenção profissional para acumular livros e papéis, não a tenho para o resto.

Calcula-se que um europeu ou americano possua em média 10 mil objetos. Para discutir consumismo e gênero no “The Pink and Blue Project”, a sul-coreana Jeongmee Yoon fotografou durante 10 anos crianças e adolescentes no seu quarto, com todos os seus objetos expostos. As fotos são surpreendentes, cada quarto parecendo um mercado.

Até hoje não consegui jogar fora a cama da minha cachorrinha que há três anos morreu, me parece ingratidão, depois de tanto amor que ela me deu. Nem consegui me desfazer dos tecidos para quimono que comprei no Japão e nunca fiz, ou da camisa de seda que comprei na Índia e já não uso. Se uma calça fica larga, penso que posso voltar a engordar, se uma saia fica larga, aperto. Nunca nada ficou apertado, o que me faz crer que dificilmente engordarei. Às vezes consigo jogar fora suéteres que ficaram com “bolinhas”.

Dizem os neurocientistas que acumular é comando do nosso cérebro, possivelmente vindo de tempos remotíssimos em que a abundância era rara ou inexistente, e qualquer pedaço de carne, qualquer pele de bicho, qualquer lasca de pedra era posse valiosa.

Hoje, os objetos de que nos rodeamos adquiriram outro sentido. Um deles é fazer parte da nossa identidade. Segundo o psicólogo Daniel Kahneman sofremos mais ao perder um objeto querido do que o prazer que tivemos ao adquiri-los – podemos imaginar o que sofreu Eike Batista ao perder a Lamborghini que, como um sofá, ficava estacionada na sala. Outro é dizer às multidões quem somos, qual o nosso patamar social.

É o que fazem alto e bom som as marcas. É a função do luxo.

Não compramos só em atendimento ao nosso desejo. Compramos também olhando pelos olhos dos outros, projetando nos olhos dos outros a imagem que teremos com nossas novas aquisições. Desse ponto de vista, quem compra muitas peças de roupa numa liquidação não está fazendo um bom negócio. Apesar do bom preço, está adquirindo o que já saiu de moda, o que se usou no ano anterior ou até mesmo no mês anterior. E tudo o que não é de hoje, é out.

Objetos podem ser inúteis, mas se dados com afeto temos dificuldade em nos desfazer deles. Xuxa tinha uma casa só para guardar memorabilia, presentes dados pelos fãs. Ninguém joga fora o bordado feito pela afilhada, o primeiro desenho do filho, a folha seca na página do livro dada pelo noivo. Os objetos tornamse então não apenas objetos, mas testemunhos do passado que cantam aos nossos olhos. E por isso os guardamos.

Marie Kondo, a japonesa famosa pelo método MarieKondo de arrumação, não se orienta pela ligação psicológica entre os humanos e seus objetos. O interesse dela é na ordem e na estética. Mas ao limpar nossos armários e gavetas corre o risco de nos deixar despidos.


Disponível em:<https://www.marinacolasanti.com/2020/02/expatriaram-o-gato.htmL>  . Acesso em: 17 fev. 2020.
“Xuxa tinha uma casa só para guardar memorabilia [...]”
Esse período contém uma oração subordinada adverbial introduzida por uma conjunção cujo sentido é de
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Q4417949 Português

Para a questão, considere o texto abaixo.


A tendência slow na alimentação 


Pode parecer que não, mas a ideia de fast food está ficando um tanto ultrapassada e tem perdido espaço no mercado e no cotidiano das pessoas. 


Criado e desenvolvido em 1986 pelo jornalista italiano Carlo Petrini, o conceito de Slow Food deu abertura a um novo estilo de vida que caminha contra a maré “fast” que a humanidade criou ao longo das décadas. Mesmo que já tenha mais de trinta anos de existência, o movimento ganhou mais aderentes de alguns anos para cá.


Ao contrário da comida pronta em 3 minutos, o Slow Food abre mão de preparos e refeições rápidos e “protocolados”. Essa história de almoçar um lanche qualquer em 15 minutos, engolindo o mais rápido possível e nem sentindo o que está comendo não acontece no Slow Food. Comer é fundamental para viver. A forma como o ser humano se alimenta tem profunda influência no que o rodeia: na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições. 


Os gastrônomos mais experientes defendem a ideia de que é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Porém, apesar da grande aderência do movimento no universo gastronômico, são poucos os chefs que conseguem segui-lo, porque demanda muito mais tempo e trabalho, por conta do respeito ao tempo de cocção de cada ingrediente para extrair o melhor dele.


“Melhorar a qualidade da alimentação e arranjar tempo para a saborear são maneiras bem simples de tornar o cotidiano mais prazeroso”. Essa é a filosofia do Slow Food.  


Em 1989, o movimento tornou-se uma associação internacional sem fins lucrativos. Atualmente, conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália (onde localiza-se a sede internacional, na cidade de Bra), Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 150 países.


A organização opera em todas as esferas, desde as locais até as mundiais, junto de instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.


O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores.


A nutricionista Gabriela Albiero explica a relação direta que o movimento tem com a agricultura e com o respeito ao tempo da natureza. “Isto acontece para que se reduza a tendência de padronizar o alimento (industrializado) e que nós consumidores saibamos o que estamos consumindo. A organização quer promover o apreço do que se ingere, a qualidade e como é feito o alimento, desde a sua produção até o consumo”, define a nutricionista.


Fonte: Texto adaptado de https://digitais.net.br/2017/06/a-tendencia-slow-na-alimentacao/. Acesso em: 20 jul 2022.  

No trecho “Criado e desenvolvido em 1986 pelo jornalista italiano Carlo Petrini, o conceito de Slow Food deu abertura a um novo estilo de vida que caminha contra a maré “fast” que a humanidade criou ao longo das décadas. Mesmo que já tenha mais de trinta anos de existência, o movimento ganhou mais aderentes de alguns anos para cá.”, a expressão em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
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Q4414842 Português

Considere o texto a seguir para responder à questão.


A epidemia de FOMO

Fear of Missing Out é um termo novo para algo que sempre existiu: o medo de ficar de fora [...].  


    Peguei covid em 2022, dois anos e três doses de vacina depois do início da pandemia. O quadro foi leve graças à imunização, mas não teve como fugir da quarentena: dez dias de isolamento. Na sexta à noite, aproveitei para zerar aquele videogame que eu já estava jogando há semanas, mas nunca tinha tempo de terminar. Seria um bom final de semana.


    E estava sendo, até eu entrar nas redes sociais. A cada story do Instagram, uma festa, um happy hour, um jantar, um rolê diferente. Parecia que todos os meus amigos estavam se divertindo sem mim.


    Foi o suficiente para estragar uma noite que seria agradável para mim também, ainda que de outra forma. Não consegui me concentrar no jogo e dormi mal. No final de semana seguinte, perguntei se meu amigo iria para determinada festa. “Ah, nem queria muito. Mas se eu não for, o meu FOMO vai atacar.”  


    Bingo. Foi o que senti naquele fim de semana. Não era ansiedade ou depressão. Era FOMO: Fear of Missing Out. Significa “medo de ficar de fora”. É o nome inventado para descrever aquela sensação ruim que você tem quando perde o happy hour da empresa, uma viagem em família ou encontro entre amigos. Em suma, um estresse súbito por estar perdendo alguma experiência valiosa.  


    Segundo uma pesquisa de 2012 feita pela agência de publicidade J. Walter Thompson, sete em cada dez millennials (pessoas que nasceram entre 1981 e 1996) dizem que já sentiram FOMO. Naquela época, apenas 8% dos entrevistados conheciam o termo, mas se identificaram com a sensação após a explicação da sigla. Quatro em cada dez admitem que o sentimento é frequente.  


     [...] 


https://super.abril.com.br/comportamento/a-epidemia-de-fomo/. Adaptado

Na oração “[...] se eu não for, o meu FOMO vai atacar”, retirada do 3º parágrafo, o termo grifado é uma oração subordinada que expressa o sentido de: 
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Q4407126 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


A fórmula tomou o lugar da obra


   O século XX mudou drasticamente a maneira como o mundo funciona. A tecnologia nunca tinha avançado tão rápido, e as coisas pareciam cada vez mais imediatas. E foi aí que surgiram os meios de comunicação em massa, e desde então o mundo nunca mais foi o mesmo. Rádio, televisão, cinema. Tudo estava se popularizando, e as pessoas estavam gostando disso, principalmente as pessoas na ponta de cima do processo: os "patrões". Depois da queda de poder da religião — anunciada por Nietzsche: ―Deus está morto‖ — e da explosão capitalista, as mídias industriais chegaram na hora certa para transformar as nações em massas.

     A arte já não importava mais. Agora o dinheiro tomava as rédeas da produção cultural. E, como toda produção capitalista, ela se fazia em molde, em grande escala, naquilo que Theodor Adorno chamou de Indústria Cultural. [...]

   A comunicação de pares deu lugar à comunicação de massas, em que todos, autoritariamente, recebem a mesma mensagem, perdendo seu lugar de sujeito. É tudo padronizado, repetido. As produções usam as mesmas fórmulas (que garantem o sucesso de vendas) em tudo quanto é filme, programa de televisão e rádio, anúncio publicitário, etc. A originalidade do artista deu lugar aos rentáveis clichês da indústria.

   No meio dessas rupturas culturais e desenvolvimento técnico surge, no final da década de 1950, o movimento artístico chamado Pop Art. Agora que as massas estavam sendo atingidas, que a arte virou produto e que a reprodutibilidade técnica aflorou, os artistas dessa época deram início a obras que refletiam, parodiavam e criticavam o cenário mundial. [...]

   Como tudo virou produto, nada mais era único e individual. A comida era a mesma. O refrigerante era sempre igual. A novela que eu assisto é a mesma que meu amigo de outro estado vê. A padronização se distribuía para as massas (consumidoras), e dessa fábrica nem os seres humanos foram poupados. Elvis Presley e Marilyn Monroe não eram indivíduos; eram bens de consumo. Seus corpos tornaram-se meras imagens, imagens caras que eram vendidas nos shoppings culturais do mundo. Andy Warhol, maior expoente da Pop Art, representou essa despersonalização e objetificação dos famosos em suas obras, reproduzindo tecnicamente fotos deles. Podia-se ter 3, 6, 9, ou quantas Marilyns você quisesse. Ela não passava de um produto numa linha de montagem.


Fonte: SOARES, Alan. Pop Art: a industrialização da arte. Medium, 21 jul. 2017. Disponível em: https:// https://medium.com/@alan_soares/pop-art-a-industrializa%C3%A7%C3%A3o-da-arte-22c267d63a3e. Acesso em: 08 out. 2022. 
No fragmento do último parágrafo do texto "Como tudo virou produto, nada mais era único e individual", a conjunção em destaque introduz oração subordinada adverbial: 
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Q4390936 Português
Considere o seguinte texto:
Se __________ o curso atual, __________ o risco de sermos encurralados em um ciclo cada vez mais intenso de escassez – nossas oportunidades de crescimento severamente limitadas e nossas paisagens naturais severamente degradadas. Neste cenário, __________ esperar um aumento de 3,2 ºC na temperatura global, um agravamento na poluição do ar que afetará mais 4,9 bilhões de pessoas, uma sobrepesca de 84% e um maior estresse hídrico, afetando 2,75 bilhões de pessoas. Porém, se __________ mudanças em onde e como atendemos às demandas por comida, água e energia para as igualmente crescentes população global e riquezas, o cenário __________ ser acentuadamente diferente até o meio do século.

Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2018/10/25/a-ciencia-da-sustentabilidade-podera-um-caminhounificado-para-o-desenvolvimento-e-a-preservacao-nos-levar-a-um-futuro-melhor/. (Adaptado)


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.  
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Q4390928 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

A expressão “Ainda que”, destacada na linha 6, estabelece uma relação de:
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Q4389907 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Ansiedade, desânimo, alteração no humor, problemas de sono, preocupação ______________. Esses são alguns sintomas que o corpo pode apresentar indicando que está na hora de dar atenção à saúde mental. Criado em 2014, pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, o Janeiro Branco é dedicado aos cuidados com a saúde mental e emocional, reforçando a importância da reflexão e conscientização sobre o tema.


A campanha busca estimular a prevenção do adoecimento emocional não somente no mês de janeiro, mas durante o ano todo. Para contribuir com a data, a psicóloga e consultora do PUCRS Carreiras Fabiane Rossi elencou 5 dicas para a promoção do bem-estar:


1) Busque se desconectar


A pandemia potencializou o contato das pessoas com as telas e hoje parte da população já se vê saturada de interações on-line. Assim como o corpo, nossa mente também cansa. Procure se desconectar desses aparelhos em alguns momentos do dia e use esse momento para ler um livro, meditar, praticar um exercício físico, fazer uma caminhada ao ar livre ou alguma atividade que te dê prazer.[...]


2) Cultive bons relacionamentos


Tenha momentos do dia voltado para quem você gosta. Procure conversar com pessoas que fazem você se sentir bem. Mantenha vínculos saudáveis, pois o apoio familiar e dos amigos é fundamental para o bem-estar.


3) Tenha momentos de lazer


Busque fazer atividades que te tragam prazer, momentos de descontração e satisfação pessoal. Isso vai proporcionar alívio e leveza para as tensões do dia a dia, além de ajudar a experimentar sentimentos positivos e melhorar a qualidade de vida.


4) Durma bem


Uma boa noite de sono é essencial para a nossa saúde e bem-estar, já que o sono tem diversas funções importantes para o nosso organismo. Pratique a higiene do sono, como ter um horário para dormir e acordar e evitar o uso de telas pelo menos 30 minutos antes de dormir, para melhorar a qualidade do seu descanso à noite.


5) Conte com a ajuda profissional


Algumas pessoas ainda pensam que só precisam buscar um acompanhamento psicológico quando já estão com algum nível de sofrimento, mas não é bem assim. Também é possível prevenir o adoecimento mental com o __________ de psicoterapia. É fundamental procurar ajuda profissional ao perceber sofrimento ou dificuldades em lidar com as emoções. Um atendimento psicológico pode ajudar a manter ou reequilibrar sua saúde mental. [...]


Disponível em: https://www.pucrs.br/blog/janeiro-branco-conscientizacao-e-

cuidado-com-a-saude-mental/Acesso em: 24/jan/2022. [adaptado]

O trecho: "A campanha busca estimular a prevenção do adoecimento emocional não somente no mês de janeiro, mas durante o ano todo. Para contribuir com a data, a psicóloga e consultora do PUCRS Carreiras Fabiane Rossi elencou 5 dicas para a promoção do bem-estar:", as palavras destacadas exprimem correta e respectivamente:
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Q4374922 Português

Leia o texto para responder a questão.


        Danton Mello relembra experiência espiritual após acidente aéreo e estreia como médium no cinema: 'Deixei de ser ateu'


        Os sentimentos e sensações provocados por “Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz” extrapolaram os limites do set de gravação. Danton Mello, que dá vida ao médium protagonista do filme, estreia de hoje nos cinemas, comprovou isso ao fazer a primeira leitura do roteiro.


        — Tive uma crise de choro antes da página dez! Me questionei o porquê de ele ter chegado pra mim. Eu que não acreditava, não tinha acesso à espiritualidade — conta o ator, que ainda se emociona ao falar sobre o trabalho: — Deixei de ser ateu. Impossível fazer um personagem como esse e sair do mesmo jeito.


        Gustavo Fernandez, o diretor, também vivenciou experiências bastante sensíveis antes mesmo de os trabalhos começarem. Quando voltava de uma visita às locações para o longa, em Minas Gerais, ele sofreu um acidente na estrada, experiência que o marcou até hoje.


        — Na hora de voltar de Minas, eu me lembrei que Arigó morreu num acidente de carro e pensei: “Que hora pra pensar nisso!” — recorda, detalhando: — Estava chovendo e peguei óleo na pista. Capotei e fui descendo uma montanha, com a porta do meu lado arrastando no chão. Por sorte, estava com um carro blindado e não aconteceu nada comigo. Mas quando cheguei em casa, disse para minha mulher que não faria esse filme. 


        Gustavo, que não tinha relação com a espiritualidade, revela que peregrinou entre conhecidos e centros espíritas procurando entender se o episódio teria sido um sinal para desistir do projeto. Mas ouviu exatamente o contrário:


        — “Agora mesmo que você tem que fazer”. 


        [...] 


        Disponível em https://extra.globo.com/tv-e-lazer/danton-mello-relembraexperiencia-espiritual-apos-acidente-aereo-estreia-como-medium-no-cinemadeixei-de-ser-ateu-25564675.html

Analise: “Quando voltava de uma visita às locações para o longa, em Minas Gerais, ele sofreu um acidente na estrada” e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da oração.
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Q4372686 Português
Leia o texto para responder a questão.

Falando sobre paternidade

    “Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.
        A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.
     Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.
    Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho. Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade. A mãe não estava presente. Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo. Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.”

Texto do livro: “Família de alta performance” do saudoso @icamitiba Por Thaís Vilarinho, disponível em http://www.maeforadacaixa.com.br/falandosobre-paternidade/ 
Sobre o último parágrafo, é possível afirmar que 
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Ano: 2022 Banca: UFRRJ Órgão: UFRRJ Prova: UFRRJ - 2022 - UFRRJ - Engenheiro Agrônomo |
Q4366990 Português
Texto I
Agricultura familiar, desafios e oportunidades rumo à inovação


No Brasil, a agricultura familiar está intrinsecamente vinculada à segurança alimentar e nutricional da população. Ela não só impulsiona economias locais, como também contribui para o desenvolvimento rural sustentável ao estabelecer uma relação íntima e vínculos duradouros da família com seu ambiente de moradia e produção. [...]

Apesar disso, as propriedades familiares compreendem apenas 24,3% de toda a área rural do país. O tamanho limitado compromete a viabilidade financeira desses estabelecimentos, uma vez que a escala de produção se torna um problema estrutural para o agricultor.

Estudos indicam que, em média, o valor bruto de produção mensal por propriedade familiar é de 0,46 salário mínimo, o que coloca grande parte dos produtores em situação de extrema pobreza. No Nordeste, por exemplo, 72% dos produtores não geram lucro suficiente no estabelecimento para elevar a mão de obra familiar acima da linha de pobreza. Inevitavelmente, essa realidade tem reflexo danoso na sustentabilidade dos estabelecimentos rurais familiares. [...]

Essa situação representa um grande desafio, principalmente quando a produção é feita em pequena escala. Com a perspectiva de desenvolvimento, o desafio dos agricultores familiares é melhorar sua capacidade de inserção nos mercados locais, por meio da inovação, da adoção de tecnologias e do estabelecimento de redes sociotécnicas e cooperativas.

Antes de tudo, é necessário desmistificar a herança histórica de que a agricultura familiar é basicamente uma agricultura de subsistência, voltada única e exclusivamente para o consumo da família, e quebrar as barreiras que impedem ou dificultam a transformação de um agricultor familiar em um empreendedor rural. É ainda fundamental buscar estratégias que viabilizem o estabelecimento de diferentes formas de associação por parte dos pequenos produtores. O sucesso nesse empreendimento não só melhoraria a capacidade de eles negociarem compras de insumos, como também criaria a possibilidade de encontrarem mercados mais estáveis para seus produtos. [...]

Para que os agricultores familiares possam se sentir confiantes, seguros, com a adoção das novas tecnologias ou até mesmo de processos mais sofisticados de gerenciamento de sua propriedade, é fundamental que o processo de apropriação dessas tecnologias seja acompanhado de uma rede de suporte e estímulo. [...] Esse é um processo que demanda parceria entre a pesquisa, o ensino e a extensão e o agricultor familiar, estimulando, cada vez mais, a inovação do setor e seu acesso a vários mercados. [...]

Agricultores familiares bem-sucedidos contribuem tanto para o fortalecimento do desenvolvimento regional, quanto para a fixação do homem no campo. E o resultado é mais segurança, mais qualidade e mais oferta de alimentos, medidas que, em síntese, ampliam a sustentabilidade agrícola.



Adaptado de BITTENCOURT, Daniela. Agricultura familiar, desafios e oportunidades rumo a inovação. In: EMBRAPA, Brasília, DF, 23 jan. 2018. Disponível em:<https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/31505030/artigo---agricultura-familiardesafios-e-oportunidades-rumo-a-inovacao> . Acesso em: 3 ago. 2020.
Leia o trecho:
“Para que os agricultores familiares possam se sentir confiantes, seguros, com a adoção das novas tecnologias ou até mesmo de processos mais sofisticados de gerenciamento de sua propriedade, é fundamental que o processo de apropriação dessas tecnologias seja acompanhado de uma rede de suporte e estímulo” (6º§). No período, o conector discursivo sublinhado indica:
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Q4366370 Português
Texto II
Isenção de ânimo


Tendo comprado um apartamento, foi à repartição dar entrada nos papéis requerendo isenção do imposto de transmissão. Um funcionário pálido e de bigodinho antipático o atendeu. Depois de examinar os documentos, sorriu sadicamente:

_ O senhor não vai conseguir isenção.

_ Posso saber por quê?

_ Porque – explicou o homenzinho, juntando os dedos no ar e escandindo as palavras com precisão – estou aqui para selecionar os papéis.

_ Isso não quer dizer que eu não consiga a isenção.

_ Perdão: e quem disse que os seus papéis estão em ordem?

_ Então examine e veja se não estão.

O funcionário começou a examinar meticulosamente os papéis com um sorriso de quem diz: “Já lhe mostro... Já lhe mostro...” E mostrou mesmo:

_ Olhe aqui: falta reconhecer a firma deste documento.

Continuou a procurar, mas não encontrou qualquer outra irregularidade.

_ Ainda assim, posso assegurar-lhe que não vai conseguir – afirmou, com delicadeza profissional.

_ Não vou conseguir por quê?

_ Não se exalte. Não se exalte. Estou aqui para selecionar... 

_ Pois se não conseguir vou à Justiça, faço valer os meus direitos. O senhor vai ver só.

_ Duvidê-ó-dó... – suspirou o funcionário.

E voltou-se polidamente para outro cidadão que esperava a sua vez:

_ O senhor? Em que posso ser útil?

_ Dar entrada nestes papéis – disse o homem com truculência.

_ Isenção? Deixa ver aqui... O senhor não vai conseguir.

─ Por quê?

_ O documento diz aqui: “Por ter servido durante a guerra...” servido! e não prestado serviço. Meu amigo, há uma diferença entre servir e prestar serviço. Servir é compulsório; prestar serviço quer dizer: fazer algum serviço vo-lun-ta-ria-men-te. O senhor não vai conseguir.

_ Se não conseguir, eu pago o imposto – resignou-se o homem.

_O problema é seu – encerrou o funcionário: ─ Estou aqui para selecionar os papéis.


(Adaptado de SABINO, Fernando. In: A mulher do vizinho. 9 ed. RJ: Record, s/data, p.42-44.)

 “Tendo comprado um apartamento, foi à repartição dar entrada nos papéis requerendo isenção do imposto de transmissão” (1º parágrafo).
A oração destacada acima pode ser substituída, sem perda de sentido por,
Alternativas
Q4365461 Português
No trecho "Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver (Martin Luther King)", a vírgula foi empregada para:
Alternativas
Q4359649 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão 


Por que as crianças gostam tanto de repetição?



Você já perdeu as contas de quantas vezes sua criança assistiu ao mesmo desenho? Já sabe a história do livrinho de todas as noites de trás para frente? Não aguenta ouvir a mesma música que seu filho aprendeu na escola e nunca mais parou de cantar? Se a resposta foi "sim" para todas as perguntas, saiba que isso não acontece só na sua casa. Crianças gostam de recorrências - de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes, de manter os mesmos hábitos, de fazer as mesmas brincadeiras. Mas, nada disso é à toa, já que a repetição é parte do desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos.


"A repetição, que ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, traz à criança uma sensação de segurança, além de um estado confortável", explica a psicóloga e psicopedagoga Katherine Vicentim. Ao fazer atividades que já conhece e que aperfeiçoa à medida que as repete, ela se sente mais segura, pois sabe como funcionam e como fazê-las da melhor forma.


Não é por acaso que a rotina é tão importante nos primeiros anos da infância, já que a previsibilidade não só diminui a angústia de não saber o que está por vir, como ainda traz conforto aos pequenos. Ao saber o que vai acontecer em seguida, e que acontecerá de forma parecida todos os dias, a criança tende a se sentir mais confiante e confortável.


Além disso, a repetição ajuda a desenvolver a autonomia, já que as ações, por serem feitas tantas vezes, ficam cada vez mais fáceis. "A criança aprende e tem a sensação de escolha, de que escolheu algo porque já se apropriou daquilo. Ela sabe fazer e sente prazer em saber", destaca a especialista.


A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança, pois, como explica Katherine, "ela estimula a aprendizagem e alimenta os detalhes do que se aprende". Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica. É interessante lembrar que os primeiros anos de vida são o período de maior desenvolvimento cerebral. "De zero a 3 anos, acontece um boom e a criança desenvolve cerca de 80% do cérebro, formando as conexões neurais conforme as experiências que ela tem. E como a formação da memória é a base da aprendizagem - nós aprendemos por repetição - a criança fortalece esse processo, utilizando este método", explica a neuropsicóloga Luciana Garcia de Lima.


Segundo a especialista, para dar conta de todo o conteúdo com que se tem contato - por exemplo, ao assistir uma animação - a criança tem a necessidade de repetir muitas vezes. "Cada vez que assiste novamente, ela consolida as informações que já obteve e, ao mesmo tempo, percebe novas características, como aspectos do cenário, falas novas, entre outras coisas", complementa Luciana.


(Disponível em: Por que as crianças gostam tanto de repetição? | Bebe.com.br (abril.com.br) Adaptado.)

Ela se sente mais segura, 'pois' sabe como funcionam.



Pelo termo destacado na frase, pode-se afirmar a presença de uma oração:

Alternativas
Q4359645 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão 


Por que as crianças gostam tanto de repetição?



Você já perdeu as contas de quantas vezes sua criança assistiu ao mesmo desenho? Já sabe a história do livrinho de todas as noites de trás para frente? Não aguenta ouvir a mesma música que seu filho aprendeu na escola e nunca mais parou de cantar? Se a resposta foi "sim" para todas as perguntas, saiba que isso não acontece só na sua casa. Crianças gostam de recorrências - de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes, de manter os mesmos hábitos, de fazer as mesmas brincadeiras. Mas, nada disso é à toa, já que a repetição é parte do desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos.


"A repetição, que ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, traz à criança uma sensação de segurança, além de um estado confortável", explica a psicóloga e psicopedagoga Katherine Vicentim. Ao fazer atividades que já conhece e que aperfeiçoa à medida que as repete, ela se sente mais segura, pois sabe como funcionam e como fazê-las da melhor forma.


Não é por acaso que a rotina é tão importante nos primeiros anos da infância, já que a previsibilidade não só diminui a angústia de não saber o que está por vir, como ainda traz conforto aos pequenos. Ao saber o que vai acontecer em seguida, e que acontecerá de forma parecida todos os dias, a criança tende a se sentir mais confiante e confortável.


Além disso, a repetição ajuda a desenvolver a autonomia, já que as ações, por serem feitas tantas vezes, ficam cada vez mais fáceis. "A criança aprende e tem a sensação de escolha, de que escolheu algo porque já se apropriou daquilo. Ela sabe fazer e sente prazer em saber", destaca a especialista.


A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança, pois, como explica Katherine, "ela estimula a aprendizagem e alimenta os detalhes do que se aprende". Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica. É interessante lembrar que os primeiros anos de vida são o período de maior desenvolvimento cerebral. "De zero a 3 anos, acontece um boom e a criança desenvolve cerca de 80% do cérebro, formando as conexões neurais conforme as experiências que ela tem. E como a formação da memória é a base da aprendizagem - nós aprendemos por repetição - a criança fortalece esse processo, utilizando este método", explica a neuropsicóloga Luciana Garcia de Lima.


Segundo a especialista, para dar conta de todo o conteúdo com que se tem contato - por exemplo, ao assistir uma animação - a criança tem a necessidade de repetir muitas vezes. "Cada vez que assiste novamente, ela consolida as informações que já obteve e, ao mesmo tempo, percebe novas características, como aspectos do cenário, falas novas, entre outras coisas", complementa Luciana.


(Disponível em: Por que as crianças gostam tanto de repetição? | Bebe.com.br (abril.com.br) Adaptado.)

'Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores' a criança fica.



Na expressão destacada, percebe-se a presença de um oração:

Alternativas
Q4292110 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Espécies escondidas nas profundezas do Atlântico


texto_01.png (633×453)


(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55470722 – texto especialmente adaptado para esta prova). 

A palavra “porque” (l. 03) é uma conjunção subordinativa:
Alternativas
Respostas
1241: A
1242: E
1243: D
1244: C
1245: D
1246: A
1247: C
1248: C
1249: B
1250: D
1251: C
1252: A
1253: A
1254: E
1255: B
1256: C
1257: A
1258: A
1259: D
1260: A