Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
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Esse período contém uma oração subordinada adverbial cujo valor semântico é de
Esse período contém uma oração subordinada adverbial introduzida por uma conjunção cujo sentido é de
Para a questão, considere o texto abaixo.
A tendência slow na alimentação
Pode parecer que não, mas a ideia de fast food está ficando um tanto ultrapassada e tem perdido espaço no mercado e no cotidiano das pessoas.
Criado e desenvolvido em 1986 pelo jornalista italiano Carlo Petrini, o conceito de Slow Food deu abertura a um novo estilo de vida que caminha contra a maré “fast” que a humanidade criou ao longo das décadas. Mesmo que já tenha mais de trinta anos de existência, o movimento ganhou mais aderentes de alguns anos para cá.
Ao contrário da comida pronta em 3 minutos, o Slow Food abre mão de preparos e refeições rápidos e “protocolados”. Essa história de almoçar um lanche qualquer em 15 minutos, engolindo o mais rápido possível e nem sentindo o que está comendo não acontece no Slow Food. Comer é fundamental para viver. A forma como o ser humano se alimenta tem profunda influência no que o rodeia: na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições.
Os gastrônomos mais experientes defendem a ideia de que é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Porém, apesar da grande aderência do movimento no universo gastronômico, são poucos os chefs que conseguem segui-lo, porque demanda muito mais tempo e trabalho, por conta do respeito ao tempo de cocção de cada ingrediente para extrair o melhor dele.
“Melhorar a qualidade da alimentação e arranjar tempo para a saborear são maneiras bem simples de tornar o cotidiano mais prazeroso”. Essa é a filosofia do Slow Food.
Em 1989, o movimento tornou-se uma associação internacional sem fins lucrativos. Atualmente, conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália (onde localiza-se a sede internacional, na cidade de Bra), Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, além de apoiadores em 150 países.
A organização opera em todas as esferas, desde as locais até as mundiais, junto de instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.
O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores.
A nutricionista Gabriela Albiero explica a relação direta que o movimento tem com a agricultura e com o respeito ao tempo da natureza. “Isto acontece para que se reduza a tendência de padronizar o alimento (industrializado) e que nós consumidores saibamos o que estamos consumindo. A organização quer promover o apreço do que se ingere, a qualidade e como é feito o alimento, desde a sua produção até o consumo”, define a nutricionista.
Fonte: Texto adaptado de https://digitais.net.br/2017/06/a-tendencia-slow-na-alimentacao/. Acesso em: 20 jul 2022.
Considere o texto a seguir para responder à questão.
A epidemia de FOMO
Fear of Missing Out é um termo novo para algo que sempre existiu: o medo de ficar de fora [...].
Peguei covid em 2022, dois anos e três doses de vacina depois do início da pandemia. O quadro foi leve graças à imunização, mas não teve como fugir da quarentena: dez dias de isolamento. Na sexta à noite, aproveitei para zerar aquele videogame que eu já estava jogando há semanas, mas nunca tinha tempo de terminar. Seria um bom final de semana.
E estava sendo, até eu entrar nas redes sociais. A cada story do Instagram, uma festa, um happy hour, um jantar, um rolê diferente. Parecia que todos os meus amigos estavam se divertindo sem mim.
Foi o suficiente para estragar uma noite que seria agradável para mim também, ainda que de outra forma. Não consegui me concentrar no jogo e dormi mal. No final de semana seguinte, perguntei se meu amigo iria para determinada festa. “Ah, nem queria muito. Mas se eu não for, o meu FOMO vai atacar.”
Bingo. Foi o que senti naquele fim de semana. Não era ansiedade ou depressão. Era FOMO: Fear of Missing Out. Significa “medo de ficar de fora”. É o nome inventado para descrever aquela sensação ruim que você tem quando perde o happy hour da empresa, uma viagem em família ou encontro entre amigos. Em suma, um estresse súbito por estar perdendo alguma experiência valiosa.
Segundo uma pesquisa de 2012 feita pela agência de publicidade J. Walter Thompson, sete em cada dez millennials (pessoas que nasceram entre 1981 e 1996) dizem que já sentiram FOMO. Naquela época, apenas 8% dos entrevistados conheciam o termo, mas se identificaram com a sensação após a explicação da sigla. Quatro em cada dez admitem que o sentimento é frequente.
[...]
https://super.abril.com.br/comportamento/a-epidemia-de-fomo/. Adaptado
Se __________ o curso atual, __________ o risco de sermos encurralados em um ciclo cada vez mais intenso de escassez – nossas oportunidades de crescimento severamente limitadas e nossas paisagens naturais severamente degradadas. Neste cenário, __________ esperar um aumento de 3,2 ºC na temperatura global, um agravamento na poluição do ar que afetará mais 4,9 bilhões de pessoas, uma sobrepesca de 84% e um maior estresse hídrico, afetando 2,75 bilhões de pessoas. Porém, se __________ mudanças em onde e como atendemos às demandas por comida, água e energia para as igualmente crescentes população global e riquezas, o cenário __________ ser acentuadamente diferente até o meio do século.
Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2018/10/25/a-ciencia-da-sustentabilidade-podera-um-caminhounificado-para-o-desenvolvimento-e-a-preservacao-nos-levar-a-um-futuro-melhor/. (Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ansiedade, desânimo, alteração no humor, problemas de sono, preocupação ______________. Esses são alguns sintomas que o corpo pode apresentar indicando que está na hora de dar atenção à saúde mental. Criado em 2014, pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, o Janeiro Branco é dedicado aos cuidados com a saúde mental e emocional, reforçando a importância da reflexão e conscientização sobre o tema.
A campanha busca estimular a prevenção do adoecimento emocional não somente no mês de janeiro, mas durante o ano todo. Para contribuir com a data, a psicóloga e consultora do PUCRS Carreiras Fabiane Rossi elencou 5 dicas para a promoção do bem-estar:
1) Busque se desconectar
A pandemia potencializou o contato das pessoas com as telas e hoje parte da população já se vê saturada de interações on-line. Assim como o corpo, nossa mente também cansa. Procure se desconectar desses aparelhos em alguns momentos do dia e use esse momento para ler um livro, meditar, praticar um exercício físico, fazer uma caminhada ao ar livre ou alguma atividade que te dê prazer.[...]
2) Cultive bons relacionamentos
Tenha momentos do dia voltado para quem você gosta. Procure conversar com pessoas que fazem você se sentir bem. Mantenha vínculos saudáveis, pois o apoio familiar e dos amigos é fundamental para o bem-estar.
3) Tenha momentos de lazer
Busque fazer atividades que te tragam prazer, momentos de descontração e satisfação pessoal. Isso vai proporcionar alívio e leveza para as tensões do dia a dia, além de ajudar a experimentar sentimentos positivos e melhorar a qualidade de vida.
4) Durma bem
Uma boa noite de sono é essencial para a nossa saúde e bem-estar, já que o sono tem diversas funções importantes para o nosso organismo. Pratique a higiene do sono, como ter um horário para dormir e acordar e evitar o uso de telas pelo menos 30 minutos antes de dormir, para melhorar a qualidade do seu descanso à noite.
5) Conte com a ajuda profissional
Algumas pessoas ainda pensam que só precisam buscar um acompanhamento psicológico quando já estão com algum nível de sofrimento, mas não é bem assim. Também é possível prevenir o adoecimento mental com o __________ de psicoterapia. É fundamental procurar ajuda profissional ao perceber sofrimento ou dificuldades em lidar com as emoções. Um atendimento psicológico pode ajudar a manter ou reequilibrar sua saúde mental. [...]
Disponível em: https://www.pucrs.br/blog/janeiro-branco-conscientizacao-e-
cuidado-com-a-saude-mental/Acesso em: 24/jan/2022. [adaptado]
Leia o texto para responder a questão.
Danton Mello relembra experiência espiritual após acidente aéreo e estreia como médium no cinema: 'Deixei de ser ateu'
Os sentimentos e sensações provocados por “Predestinado: Arigó e o Espírito do Dr. Fritz” extrapolaram os limites do set de gravação. Danton Mello, que dá vida ao médium protagonista do filme, estreia de hoje nos cinemas, comprovou isso ao fazer a primeira leitura do roteiro.
— Tive uma crise de choro antes da página dez! Me questionei o porquê de ele ter chegado pra mim. Eu que não acreditava, não tinha acesso à espiritualidade — conta o ator, que ainda se emociona ao falar sobre o trabalho: — Deixei de ser ateu. Impossível fazer um personagem como esse e sair do mesmo jeito.
Gustavo Fernandez, o diretor, também vivenciou experiências bastante sensíveis antes mesmo de os trabalhos começarem. Quando voltava de uma visita às locações para o longa, em Minas Gerais, ele sofreu um acidente na estrada, experiência que o marcou até hoje.
— Na hora de voltar de Minas, eu me lembrei que Arigó morreu num acidente de carro e pensei: “Que hora pra pensar nisso!” — recorda, detalhando: — Estava chovendo e peguei óleo na pista. Capotei e fui descendo uma montanha, com a porta do meu lado arrastando no chão. Por sorte, estava com um carro blindado e não aconteceu nada comigo. Mas quando cheguei em casa, disse para minha mulher que não faria esse filme.
Gustavo, que não tinha relação com a espiritualidade, revela que peregrinou entre conhecidos e centros espíritas procurando entender se o episódio teria sido um sinal para desistir do projeto. Mas ouviu exatamente o contrário:
— “Agora mesmo que você tem que fazer”.
[...]
Disponível em https://extra.globo.com/tv-e-lazer/danton-mello-relembraexperiencia-espiritual-apos-acidente-aereo-estreia-como-medium-no-cinemadeixei-de-ser-ateu-25564675.html
“Para que os agricultores familiares possam se sentir confiantes, seguros, com a adoção das novas tecnologias ou até mesmo de processos mais sofisticados de gerenciamento de sua propriedade, é fundamental que o processo de apropriação dessas tecnologias seja acompanhado de uma rede de suporte e estímulo” (6º§). No período, o conector discursivo sublinhado indica:
A oração destacada acima pode ser substituída, sem perda de sentido por,
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Por que as crianças gostam tanto de repetição?
Você já perdeu as contas de quantas vezes sua criança assistiu ao mesmo desenho? Já sabe a história do livrinho de todas as noites de trás para frente? Não aguenta ouvir a mesma música que seu filho aprendeu na escola e nunca mais parou de cantar? Se a resposta foi "sim" para todas as perguntas, saiba que isso não acontece só na sua casa. Crianças gostam de recorrências - de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes, de manter os mesmos hábitos, de fazer as mesmas brincadeiras. Mas, nada disso é à toa, já que a repetição é parte do desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos.
"A repetição, que ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, traz à criança uma sensação de segurança, além de um estado confortável", explica a psicóloga e psicopedagoga Katherine Vicentim. Ao fazer atividades que já conhece e que aperfeiçoa à medida que as repete, ela se sente mais segura, pois sabe como funcionam e como fazê-las da melhor forma.
Não é por acaso que a rotina é tão importante nos primeiros anos da infância, já que a previsibilidade não só diminui a angústia de não saber o que está por vir, como ainda traz conforto aos pequenos. Ao saber o que vai acontecer em seguida, e que acontecerá de forma parecida todos os dias, a criança tende a se sentir mais confiante e confortável.
Além disso, a repetição ajuda a desenvolver a autonomia, já que as ações, por serem feitas tantas vezes, ficam cada vez mais fáceis. "A criança aprende e tem a sensação de escolha, de que escolheu algo porque já se apropriou daquilo. Ela sabe fazer e sente prazer em saber", destaca a especialista.
A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança, pois, como explica Katherine, "ela estimula a aprendizagem e alimenta os detalhes do que se aprende". Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica. É interessante lembrar que os primeiros anos de vida são o período de maior desenvolvimento cerebral. "De zero a 3 anos, acontece um boom e a criança desenvolve cerca de 80% do cérebro, formando as conexões neurais conforme as experiências que ela tem. E como a formação da memória é a base da aprendizagem - nós aprendemos por repetição - a criança fortalece esse processo, utilizando este método", explica a neuropsicóloga Luciana Garcia de Lima.
Segundo a especialista, para dar conta de todo o conteúdo com que se tem contato - por exemplo, ao assistir uma animação - a criança tem a necessidade de repetir muitas vezes. "Cada vez que assiste novamente, ela consolida as informações que já obteve e, ao mesmo tempo, percebe novas características, como aspectos do cenário, falas novas, entre outras coisas", complementa Luciana.
(Disponível em: Por que as crianças gostam tanto de repetição? | Bebe.com.br (abril.com.br) Adaptado.)
Ela se sente mais segura, 'pois' sabe como funcionam.
Pelo termo destacado na frase, pode-se afirmar a presença de uma oração:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Por que as crianças gostam tanto de repetição?
Você já perdeu as contas de quantas vezes sua criança assistiu ao mesmo desenho? Já sabe a história do livrinho de todas as noites de trás para frente? Não aguenta ouvir a mesma música que seu filho aprendeu na escola e nunca mais parou de cantar? Se a resposta foi "sim" para todas as perguntas, saiba que isso não acontece só na sua casa. Crianças gostam de recorrências - de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes, de manter os mesmos hábitos, de fazer as mesmas brincadeiras. Mas, nada disso é à toa, já que a repetição é parte do desenvolvimento intelectual e emocional dos pequenos.
"A repetição, que ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, traz à criança uma sensação de segurança, além de um estado confortável", explica a psicóloga e psicopedagoga Katherine Vicentim. Ao fazer atividades que já conhece e que aperfeiçoa à medida que as repete, ela se sente mais segura, pois sabe como funcionam e como fazê-las da melhor forma.
Não é por acaso que a rotina é tão importante nos primeiros anos da infância, já que a previsibilidade não só diminui a angústia de não saber o que está por vir, como ainda traz conforto aos pequenos. Ao saber o que vai acontecer em seguida, e que acontecerá de forma parecida todos os dias, a criança tende a se sentir mais confiante e confortável.
Além disso, a repetição ajuda a desenvolver a autonomia, já que as ações, por serem feitas tantas vezes, ficam cada vez mais fáceis. "A criança aprende e tem a sensação de escolha, de que escolheu algo porque já se apropriou daquilo. Ela sabe fazer e sente prazer em saber", destaca a especialista.
A repetição, portanto, é ponto central no desenvolvimento intelectual da criança, pois, como explica Katherine, "ela estimula a aprendizagem e alimenta os detalhes do que se aprende". Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores a criança fica. É interessante lembrar que os primeiros anos de vida são o período de maior desenvolvimento cerebral. "De zero a 3 anos, acontece um boom e a criança desenvolve cerca de 80% do cérebro, formando as conexões neurais conforme as experiências que ela tem. E como a formação da memória é a base da aprendizagem - nós aprendemos por repetição - a criança fortalece esse processo, utilizando este método", explica a neuropsicóloga Luciana Garcia de Lima.
Segundo a especialista, para dar conta de todo o conteúdo com que se tem contato - por exemplo, ao assistir uma animação - a criança tem a necessidade de repetir muitas vezes. "Cada vez que assiste novamente, ela consolida as informações que já obteve e, ao mesmo tempo, percebe novas características, como aspectos do cenário, falas novas, entre outras coisas", complementa Luciana.
(Disponível em: Por que as crianças gostam tanto de repetição? | Bebe.com.br (abril.com.br) Adaptado.)
'Quanto mais ouve a mesma história, por exemplo, mais atenta aos pormenores' a criança fica.
Na expressão destacada, percebe-se a presença de um oração:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Espécies escondidas nas profundezas do Atlântico

(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-55470722 – texto especialmente adaptado para esta prova).