Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
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Eu te amo… não diz tudo!
Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida.
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo.
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás.
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois, personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: eu te amo não diz tudo!
(Martha Medeiros. A dor que dói mais in Trem-Bala. L&PM Editores. 1999.)
Julgue o item que se segue, a respeito de aspectos linguísticos e semânticos do texto apresentado anteriormente.
No terceiro período do primeiro parágrafo, composto por subordinação, o segmento “tanto mais me incomoda” corresponde à oração principal e o trecho “quanto menos reclama” classifica-se como oração subordinada adverbial proporcional.
Texto para a questão.
Combate à evasão escolar exige compromisso público

(Kelly Baptista. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/desigualdades/2024/03/combate-aevasao-escolar-exige-compromisso-publico.shtml.16.mar.2024)
É correto afirmar que o segmento destacado no período acima apresenta noção semântica de

A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.
Guardar rancor pode fazer muito mal ao coração
Estudos apontam a conexão entre a raiva e doenças cardíacas, derrame e outros problemas cardiovasculares
Anna Marina | 30/11/2024
Sabia que guardar rancor afeta o coração? Estudo recente liderado por Adam O'Riordan e Aisling M. Costello [______] que a maneira como expressamos raiva pode impactar diretamente nossa saúde cardiovascular.
Já ouviu falar que “fulano engole sapo e faz a digestão”? Na verdade, quem engole sapo não faz digestão alguma. Guarda todas as raivas que passa na vida, um dia explode[,] ou melhor[,] implode – e o estudo vem comprovar isso.
Há algumas semanas, uma amiga passou mal e foi levada ao hospital pelo filho. Fiquei preocupada e liguei dois dias depois para saber a causa das fortes dores. O diagnóstico da médica foi síndrome de burnout, que nada mais é que estresse elevado devido a1 pressão exagerada de trabalho.
Eu já tinha cantado a pedra para ela. Essa amiga é workaholic [viciada em trabalho], extremamente exigente consigo mesma, além de perfeccionista. Não consegue se impor limites, e o resultado foi o problema de saúde.
Estudos anteriores encontraram ligações entre a raiva e doenças cardíacas, derrame e outros problemas cardiovasculares. Uma dessas pesquisas foi realizada com 669 participantes do conjunto de dados Midlife Development in the United States, que passaram por teste de estresse controlado. A pressão arterial e a frequência cardíaca do grupo [______].
As2 pessoas foram divididas em três categorias, com base em suas reações: “raiva reprimida”, “direcionando a raiva” e “regulando o temperamento e a raiva”. Pessoas que frequentemente sentiam raiva apresentaram menor aumento dos níveis de frequência cardíaca e pressão arterial, enquanto aquelas que reprimiam esse sentimento demonstraram aumento ainda menor nos níveis de pressão arterial e frequência cardíaca. Pessoas rápidas em responder a3 gatilhos apresentaram ligeiro aumento da pressão e frequência cardíaca. Já os participantes com alto controle da raiva apresentaram aumentos maiores da pressão arterial e da frequência cardíaca durante o teste.
Esse estudo veio reafirmar como a4 expressão da raiva pode ter impacto significativo no coração. De acordo com o que declarou o autor Adam O'Riordan, [______]-se claramente o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca em pessoas que costumam reprimir a raiva.
Fica o alerta.
MARINA, Anna. Guardar rancor pode fazer muito mal ao coração. Estado de Minas, 30 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/annamarina/2024/11/7000537-guardar-rancorpode-fazer-muito-mal-ao-coracao.html. Acesso em: 01 dez. 2024. Adaptado para esta avaliação.
Embora fosse o mais jovem de sua turma, era o mais bem preparado.
O termo “embora” pode ser substituído, mantendo o sentido e a correção gramatical da frase mesmo desacompanhado de qualquer outra alteração nela, pela expressão contida em alguma das alternativas abaixo. Encontre e assinale tal alternativa.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Proteger quem defende o ambiente
Brasil ocupa de novo o segundo lugar no ranking de ambientalistas assassinados; é preciso celeridade da Justiça em conflitos fundiários e na punição de criminosos, além de garantia dos direitos dos povos indígenas
Enquanto o Brasil arde em incêndios florestais, dados mostram um cenário violento contra aqueles que defendem o ambiente no país.
Segundo relatório da ONG britânica Global Witness, divulgado no dia 9, o Brasil ficou em segundo lugar em número de assassinatos de pessoas que atuam nesse setor em 2023, com 25 mortos. No primeiro lugar nefasto, a Colômbia contabilizou 79; no mundo, foram 196 - ou mais de um ativista morto a cada dois dias.
Mesmo com redução de 26% no Brasil em relação a 2022, não há o que celebrar. Pelo segundo ano consecutivo, ocupamos a infame vice-liderança do ranking . Quando considerada a série histórica, de 2012 a 2023, as primeiras colocações se repetem: a Colômbia teve 461 mortos, e o Brasil, 401.
A América Latina foi a região com mais ambientalistas mortos no ano passado - 85% do total.
Os fatores que mais contribuem para a estatística local são os conflitos fundiários, que envolvem violações a direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas, a exploração econômica da terra, por vezes ilegal e contestada, e a fiscalização deficitária por parte do Estado.
No mundo, 49% das mortes de defensores ambientais em 2023 foram de indígenas (85) e afrodescendentes (12).
Os números referentes ao Brasil no levantamento internacional foram fornecidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que monitora conflitos no campo.
De acordo com a entidade, os embates quebraram recorde no Brasil em 2023, com 2.203 ocorrências. Desse total, 1.724 se trataram de disputas por terra. Tal número, possivelmente subnotificado, mostra que não é só a letalidade que preocupa, mas também expulsões, despejos, ameaças e destruição de bens.
Tampouco apenas ambientalistas vivem sob ameaça. Jornalistas, por terem papel fundamental na busca dos fatos em contextos de conflito, correm risco.
Na Amazônia, por exemplo, a ONG Instituto Vladimir Herzog registrou 230 casos de violência contra profissionais da imprensa nos últimos dez anos - entre eles, 9 homicídios. Um dos mais brutais foram os assassinatos do repórter britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira em 2022.
Um país que pretende ser exemplo internacional no tema ambiental tem o dever óbvio de conter a violência nesse setor. É preciso celeridade e eficiência no sistema de Justiça para resolver contendas fundiárias, respeitar os direitos dos povos indígenas e punir no rigor da lei os ataques contra ambientalistas.
Jornal Folha de São Paulo - 16/09/2024.
A PALAVRA FEIA DE ALBERTO
(1º§) Uma tarde, numa festa muito elegante, o jovem Alberto ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes. A palavra ficou flutuando como uma pequena nuvem cinzenta. Era muito feia e coberta de pelos negros e duros. Com um rápido movimento de pulsos, Alberto pegou a palavra no ar e colocou-a dentro de seu bolso traseiro.
(2º§) Foi quando começou a confusão. O Sr. Hilário atirou seu taco de críquete para o alto (...) o taco aterrissou bem em cima do dedão de Alberto. O garoto abriu a boca para gritar, mas a palavra feia saiu primeiro, muito maior e mais horrorosa do que antes. Todos os convidados ficaram chocados. Eles não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.
(3º§) – Venha comigo, rapazinho! – Disse a mãe de Alberto.
(4º§) No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão. Enquanto Alberto esfregava a língua, a palavra feia sentou-se no ombro do garoto e ficou rindo maldosamente.
(5º§) Alberto sabia que alguma coisa precisava ser feita. A palavra fica escondida, esperando pacientemente enquanto a festa continua, e quando Alberto admirava a tia Isabella cantar ópera, a palavra encolheu e voou até a boca de Alberto.
(6º§) De repente aconteceu uma confusão, o mordomo Chives derrubou uma bandeja de ovos condimentados em cima do vestido da madame Friatta, que derrubou o coquetel na careca do Sr. Hilário, que atirou seu taco de críquete para o alto, que por fim aterrissou em cima do dedão de Alberto que gritou a palavra feia que estava em sua boca.
(7º§) Todos ficaram horrorizado, então, Alberto saiu correndo e foi bater na casa do jardineiro.
(8º§) O jardineiro, que também era um mágico praticante, abriu a porta com um sorriso. O mágico jardineiro ficou logo sabendo que Alberto tinha pegado uma palavra feia. (...) Puxou uma gaveta repleta de palavras que estalavam e cintilavam.
(9º§) – Algumas vezes precisamos de palavras muito fortes – explicou – para mostrar como estamos nos sentindo.
(10º§) Use estas palavras aqui e talvez você não tenha mais problemas. E entregou um dicionário para Alberto. (...)
(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/mod_ii_vol2unid2.pdf)
Leia a tirinha a seguir para responder a questão.

Leia a tirinha a seguir para responder a questão.

Leia o trecho a seguir para responder a questão.
“O novo pretende ficar por um bom tempo. Ou melhor, mais precisamente por 365 dias, indubitavelmente. Contudo, percebe-se que só ele é novo. Ao abrir a janela, a rua é a mesma, as casas são as mesmas, o tempo é o mesmo.”
Os termos destacados exprimem, respectivamente:
Já o funk ostentação, com letras que fazem apologia a marcas de luxo, apesar de ser acusado de alienado, questiona distinções sociais por meio do consumo... (3º parágrafo)
As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, sem alteração do sentido original, por:
E aí é que pode morar o perigo, segundo a psicóloga... (1o parágrafo)
... o cuidado dos filhos passou a ser visto também como forma de trabalho... (5o parágrafo)
... trabalha para criar as condições para que elas floresçam... (6o parágrafo)
Os termos em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido ou circunstância de:
