Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
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Identifica-se entre as frases acima, respectivamente, relação de
I. Há, no texto, uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
II. O último período do texto é compo e oração subordinada adverbial condicional.
III. Os verbos conseguir (linha 1), vir (linha 5) e haver (linha 7) introduzem orações reduzidas de infinitivo.
IV. Na expressão, “em debate no parla 3-4), há dois adjuntos adverbiais.
verifica-se que estão corretas
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Fala, amendoeira
Este ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza – essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a linha entre céu e chão – névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras destruições mais urgentes. Estavam todas verdes menos uma. Uma que, precisamente, lá está plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo vegetal proposto ao seu destino.
Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e, ao entardecer, cada dia, garotos procuram subir-lhe o tronco. Nenhum desses incômodos lhe afeta a placidez de árvore madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes de cãezinhos transeuntes.
Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom – cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam o seu esforço, e também elas se preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio, se não as colhe algum moleque apreciador do seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse – fala, amendoeira – por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:
– Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.
– E vais outoneando sozinha?
– Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.
– Somos todos assim.
– Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.
– Não me entristeças
– Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.
(Carlos Drummond de Andrade)
No trecho abaixo, como se classifica a oração grifada?
Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.” (parágrafo 6)
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Texto 2
O que Watson disse
A primeira conversa telefônica foi entre Alexander Graham Bell e seu assistente Thomas Watson. Em Filadélfia. 1876. Bell fazia uma demonstração do telefone recém-inventado para diversos convidados, inclusive Dom Pedro II, imperador do Brasil. Watson estava numa sala ao lado. Bell o chamou:
– Watson, venha cá.
Nada aconteceu. Bell falou mais alto:
– Watson, venha cá imediatamente!
Silêncio. Bell gritou:
– Watson, eu preciso de você!
Nada. E então Bell disse aos convidados, sorrindo, “Agora vamos tentar com a minha invenção”, pegou o telefone, discou 1 e, quando atenderam do outro lado, falou com sua voz normal:
– Sr.Watson, venha até aqui. Eu preciso do senhor.
Esta é uma versão algo fantasiosa do que aconteceu. Mas o que realmente ninguém ficou sabendo, pois ninguém ouviu, foi como Watson atendeu o primeiro telefonema na outra sala.
Ele pode ter sido apenas solícito:
– Sim senhor.
Pode ter sido distraído:
– Quem está falando, por favor?
Pode ter sido brincalhão:
– Desculpe, o sr. Watson está em reunião.
Ou pode ter sido vidente e filosófico e dito:
– Já vou, Mr. Bell. Mas o senhor tem consciência do que acaba de inventar? Já se deu conta do que começou? Está certo, isto vai facilitar a comunicação entre as pessoas. Vai ser ótimo para chamar a ambulância ou os bombeiros, marcar encontros, avisar que vai-se chegar tarde, avisar que a tia Djalmira morreu, namorar, ligar para o açougueiro e fazer “muuuu”, pedir pizza, tudo isto. Mas o senhor também acaba de inventar o despertador, a ligação no meio da noite que quase mata do coração, o engano, a pesquisa telefônica... E o celular, Mr. Bell. O senhor não sabe, mas acaba de inventar o celular. Vai demorar um pouco, mas um dia esta sua caixa vai caber na palma da mão e vai ter câmera fotográfica, calculadora, TV, raio X, bote salva-vidas inflável, e vai acabar com a vida privada como nós a conhecemos, Mr.Bell. As pessoas vão andar na rua espalhando suas intimidades e não teremos como nos proteger. Ficaremos sabendo de tudo sobre todos, inclusive os detalhes da doença da tia Djalmira, e...
– Sr. Watson...
– Já estou indo, já estou indo.
(Luis Fernando Veríssimo – O Globo, 18/01/2009)
A oração grifada no período “Vai ser ótimo para chamar a ambulância ou os bombeiros, marcar encontros(...)” expressa ideia de:
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Texto 1
Tecnologite
A ERA DIGITAL criou novas necessidades, novas oportunidades e até novas neuroses. Uma delas é a dificuldade de nos “desligarmos” do trabalho, em função da conexão direta e imediata via telefone celular e internet. Estamos sempre on-line, localizáveis e identificáveis. Os consumidores também mudaram. Quem de nós não fica encantado e atraído por uma nova tecnologia, que nos promete acesso a som, dados e imagem com mais qualidade, velocidade, instantaneidade e miniaturização?
Assim como nos anos 70 e 80 do século passado todos tínhamos um pouco de treinador de futebol e de especialista no combate à inflação, hoje nos mantemos informados sobre os avanços da tecnologia e nos julgamos competentes para acompanhar as ondas que vêm, cada vez em menor intervalo. Mas não somos capazes de saber de que tecnologia necessitamos e, acima de tudo, o que fazer com ela, quando chega. Além disso, é muito difícil determinar quando é o momento de ter um novo equipamento ou sistema, pois sair correndo para comprar não é uma boa decisão.
Logo que um novo sistema operacional de computador é lançado, por exemplo, ainda não há muitos softwares aplicativos preparados para trabalhar sob ele, e os defeitos se sucedem. Ou seja, pagamos caro para ter a novidade e ajudamos a fabricante a aperfeiçoá-la, sem nem um “muito obrigado!”.
Um bom exemplo são os tocadores de música no formato MP3, que caracteriza a compressão de áudio. Foram seguidos pelo MP4 (compressão de vídeo); MP5 (o MP4 com câmara digital e, às vezes, filmadora); MP6 (com acesso à internet), e por aí vai. Digam-me, caros leitores e leitoras: se o objetivo do MP3 era carregar e tocar centenas ou milhares de músicas, para que pagar mais caro e trocar de aparelho para fotografar, se já temos câmeras digitais? Muitos de nós, a propósito, temos a câmera, o celular que também fotografa, a webcam idem, e ainda o MP4.
O velho videocassete foi aposentado pelo tocador de DVD, que, aos poucos, cede seu lugar para o blu-ray, que armazena e reproduz discos de alta definição. Em termos de telefone celular, então, há mais dúvidas do que certezas. Mal você adere ao celular 3G, com acesso à internet e outras facilidades, e já se começa a discutir o 4G, que promete total integração entre redes de cabo e sem fio. Como estar atualizado sem pagar mais caro por isso? E sem correr o risco de apostar em uma tecnologia que não terá sucesso? Não há fórmula pronta para isso, mas sugiro aos consumidores que moderem seu apetite por novidades, quando os aparelhos que têm em casa estiverem funcionando bem e facilitando suas vidas. O DVD ainda serve para divertir a família? Então, vamos esperar que as locadoras e lojas tenham mais filmes blu-ray antes de trocar de equipamento. Olho vivo também nos preços e na qualidade dos serviços, inclusive de assistência técnica. O novo pelo novo nem sempre é bom. Cuidado com a "tecnologite", a doença da ânsia pela mais nova tecnologia.
(Maria Inês Dolci – Folha de S. Paulo, 6/03/2010)
As conjunções grifadas em “Não há fórmula pronta para isso, mas sugiro aos consumidores que moderem seu apetite por novidades, quando os aparelhos que têm em casa estiverem funcionando bem e facilitando suas vidas.” introduzem, respectivamente, em relação às orações imediatamente anteriores, orações:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05.
Sabor de Casa
POR ADRIANA MATTA
Tradicionalmente, a tapioca é a base da alimentação dos índios brasileiros. Hoje ela aparece em destaque nos cardápios de vanguarda dos chefs mais criativos. A tapioca é fonte preciosa de nutrientes e tem custo muito baixo. A mandioca, ou Mani’oka, foi chamada de raiz mágica brasileira, tantos são os benefícios para a nossa saúde.
Está na hora de buscarmos uma alimentação mais inteligente, privilegiando os ingredientes que nos fazem bem. Acredito que podemos unir sabor e saúde no mesmo prato. Vale a pena se esforçar. Os cientistas nos dizem que poderemos viver muito além dos 100 anos. Eu estou interessada em vivê Para isso, não podemos passar a vida toda com um paladar infantil e inconsequente.
Precisamos prestar atenção à nossa alimentação. Ela é muito importante e é o que nos manterá longevos e forte Nós somos o que comemos. E não é necessário deixar de se divertir e ter prazer em cada refeição. Porque a alma também deve ser bem nutrida. E felicidade é sempre o alimento esse cial. Cuide-se! E viva o nosso caviar branco.
Adriana Matta é chef
proprietária do Cooking Buffet.
Fonte: Revista Seleções – Reader’s Digest. Rio de Janeiro. Nº 410. Pág. 20. Abril de 2010.
Nos fragmentos do texto “Acredito que podemos unir sabor e saúde.” e “[...] paladar infantil e inconsequente”, os termos sublinhados expressam respectivamente a ideia de:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 5 a 7.
1 Configura-se cada vez mais como objetivo prioritário
a busca do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto,
estão inseridas as políticas e as diretrizes do governo
federal, que foram implementadas pelo Ministério de Minas
5 e Energia, visando ao uso crescente de fontes renováveis e
limpas.
Em comparação aos demais países, o Brasil configura-
se como um país com grande presença de combustíveis
renováveis. No resto do mundo, a participação desses
10combustíveis é praticamente inexpressiva, e o que se
observa é a supremacia do uso dos derivados de petróleo.
O Brasil dispõe de uma matriz diversificada, haja vista
as alternativas que possui para produzir combustíveis de
naturezas fóssil e renovável, constituindo um ambiente
15 favorável para a introdução gradual do hidrogênio. Esse
energético, se produzido a partir de insumos de natureza
renovável, deixará o Brasil em sintonia com as iniciativas
internacionais para a redução das emissões atmosféricas e
a diminuição da dependência dos combustíveis fósseis.
José Lima de Andrade Neto. Internet: http://www.mme.gov.br. (com adaptações).
Acerca da estrutura do texto, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
I – A partícula “se” (linha 10) possui sentido condicional.
II – No contexto, a expressão “visando ao” (linha 5) admite também a regência visando pelo.
III – Caso fossem retiradas as vírgulas nas linhas 12 e 14 acarretaria erro gramatical.
IV – Os termos “país” e “países” não são acentuados pela mesma regra.
V – A palavra “supremacia” (linha 11) é um substantivo.
A quantidade de itens certos é igual a
Leia o texto a seguir para responder às questões de 5 a 7.
1 Configura-se cada vez mais como objetivo prioritário
a busca do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto,
estão inseridas as políticas e as diretrizes do governo
federal, que foram implementadas pelo Ministério de Minas
5 e Energia, visando ao uso crescente de fontes renováveis e
limpas.
Em comparação aos demais países, o Brasil configura-
se como um país com grande presença de combustíveis
renováveis. No resto do mundo, a participação desses
10combustíveis é praticamente inexpressiva, e o que se
observa é a supremacia do uso dos derivados de petróleo.
O Brasil dispõe de uma matriz diversificada, haja vista
as alternativas que possui para produzir combustíveis de
naturezas fóssil e renovável, constituindo um ambiente
15 favorável para a introdução gradual do hidrogênio. Esse
energético, se produzido a partir de insumos de natureza
renovável, deixará o Brasil em sintonia com as iniciativas
internacionais para a redução das emissões atmosféricas e
a diminuição da dependência dos combustíveis fósseis.
José Lima de Andrade Neto. Internet: http://www.mme.gov.br. (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.
I – A palavra “a” (linha 9) poderá receber o sinal indicativo de crase, já que, no contexto, o uso do acento grave é facultativo.
II – O texto é narrativo/descritivo.
III – A expressão “haja vista” (linha 12) não pode ser substituída por haja visto ou hajam vistas.
IV – A expressão “Esse energético” (linhas 15 e 16) tem como referente “hidrogênio” (linha 15).
V – A oração “que foram implementadas pelo Ministério de Minas e Energia” (linhas 4 e 5) é subordinada adverbial temporal.
A sequência correta é:
Pra dizer Adeus
Adeus,
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho.
Tão sozinho, amor,
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho.
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem, nem que seja só
Pra dizer adeus.
Edu Lobo - Torquato Neto
De acordo com a sintaxe das orações empregadas no texto acima, podemos afirmar que:
I. “Que vou sozinho”... = oração subordinada adverbial.
II. “Que eu não volto mais”... = oração subordinada substantiva objetiva indireta.
III. “Que o amor foi tanto” ...= oração subordinada substantiva objetiva direta.
IV. “Vem, nem que seja só”... = oração coordenada, adversativa.
Assinale a alternativa correta:
Acerca das ideias e estruturas do texto acima, julgue o próximo item.
Ao se trocar o ponto-final logo após “político” (l.12) por
vírgula e, logo após, inserir-se a conjunção embora, seria
formado um período coerente.
O termo “Contudo" (l.15) pode, sem prejuízo para a correção gramatical e para as informações originais do período, ser substituído por qualquer um dos seguintes: Porém, Todavia, Entretanto, Embora, Se bem que, Porquanto.
MOMENTO NUM CAFÉ
Manuel Bandeira
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem
[ finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.
Preservam-se as relações argumentativas do texto bem como sua correção gramatical, caso se inicie o último período por Ainda, em lugar de “Mesmo” (l.20).
Assinale a alternativa CORRETA, quanto à classificação da oração sublinhada, no trecho: “Tenho a impressão de que, se contasse o que eram as viagens de avião dos velhos tempos, ia ser tido na conta de mentiroso" (l 6-7).
I. “Escolha de menus na classe econômica, talheres de metal, pratos de louça, refeições quentinhas, precedidas por aperitivos e acompanhadas por vinhos” (l. 7-8).
II. “Ninguém pensava em problemas de segurança, não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se” (l. 9).
III. “O resto é vendido, mas ela se gaba disso, enquanto anuncia um cardápio baratinho, para os que tiverem uma queda de curva glicêmica durante o voo e precisarem comer alguma coisa” (l 20-21).
IV. “Não existe razão para crer que as mudanças vão parar aí” (l 36)
Assinale a alternativa que apresenta os períodos nos quais se podem encontrar orações subordinadas substantiva, adjetiva e adverbial
05 E 06:
No texto verbal “Esse movimento é contraditório, visto que houve redução dos índices [...]", o termo em destaque inicia uma oração:




