Questões de Concurso
Comentadas sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
Foram encontradas 1.824 questões
I.A oração iniciada pela conjunção 'Embora...é subordinada adverbial concessiva, indicando que há uma contradição aparente entre ser unidade de distância e informar tempo, mas isso não impede a ideia principal.
II.A expressão 'a viagem' exerce a função de objeto direto do verbo 'levar', uma vez que completa o sentido do verbo sem o auxílio de preposição.
III.O pronome oblíquo 'nos' é objeto indireto do verbo 'contar', ao passo que a expressão 'quanto tempo levou a viagem' exerce a função de objeto direto.
IV.A expressão 'de uma unidade de distância' exerce a função de sujeito do verbo 'tratar', configurando uma construção em voz passiva.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é o lado oculto da Lua e por que é importante estudá-lo
Vimos coisas que nenhum ser humano jamais havia observado, nem mesmo os participantes das missões lunares anteriores. Com essa afirmação, o comandante da missão Artemis 2 descreveu a experiência de observar o lado oculto da Lua, um dos principais objetivos da primeira missão tripulada a orbitar o satélite natural da Terra desde 1972.
Ao alcançar essa meta, os
astronautas também estabeleceram um novo recorde de distância percorrida por
seres humanos no espaço, superando a marca registrada há mais de meio século.
O interesse renovado pela
Lua, especialmente por sua face não visível da Terra, levanta diversas
questões. Trata-se de uma região que, embora não possa ser observada
diretamente de nosso planeta, não permanece em escuridão constante. Na
realidade, recebe luz solar em proporção semelhante à face visível.
Essa área só pôde ser
visualizada pela primeira vez em 1959, quando uma sonda captou imagens
inéditas. A impossibilidade de observação direta se explica por um fenômeno
conhecido como rotação sincronizada: a Lua leva o mesmo tempo para girar em
torno de si mesma e para completar uma volta ao redor da Terra, o que faz com
que sempre apresente a mesma face ao nosso planeta.
Essa característica também
dificulta a comunicação com equipamentos posicionados no lado oculto, pois
sinais de rádio não chegam diretamente até lá. Por isso, missões nessa região
exigem o uso de naves intermediárias para retransmitir comandos e dados, o que
aumenta significativamente os riscos operacionais.
Do ponto de vista físico,
o lado oculto da Lua apresenta diferenças marcantes em relação à face visível.
Sua crosta é mais antiga e espessa, e o relevo é mais acidentado, com grande
quantidade de crateras e cadeias montanhosas. Uma das hipóteses para essa
diferença está relacionada à influência térmica da Terra durante a formação
lunar: enquanto a face voltada para o nosso planeta permaneceu aquecida por
mais tempo, a face oposta esfriou mais rapidamente, formando uma crosta mais
robusta.
Esse contraste torna o
lado oculto um registro mais preservado da história geológica lunar, sendo
fundamental para a compreensão da evolução de planetas rochosos. A análise
dessa região pode oferecer informações valiosas sobre processos que também
ocorreram na Terra.
Entre os pontos de
interesse está uma extensa formação de quilômetros de largura, considerada uma
das maiores e mais recentes crateras resultantes de um intenso período de
impactos de asteroides ocorrido há aproximadamente quatro bilhões de anos. A
observação direta desse tipo de estrutura por seres humanos representa um
avanço significativo na pesquisa científica.
Estudos recentes também
indicam que a temperatura no lado oculto pode ser até 100 °C mais baixa do que
na face visível, além de apresentar menor quantidade de água congelada. A
origem dessa água está associada, em grande parte, ao impacto de meteoritos ao
longo da história lunar.
O lado oculto da Lua
também desperta interesse estratégico para o futuro da exploração espacial. A
análise de seu terreno pode contribuir para o planejamento de bases
permanentes, fornecendo dados sobre o comportamento do pó lunar e a dinâmica
das sombras, aspectos essenciais para missões de longa duração.
Além disso, o isolamento
dessa região em relação às interferências de rádio da Terra a torna ideal para
a instalação de radiotelescópios, possibilitando observações mais precisas do
Universo. Há ainda interesse na exploração de recursos naturais, como o hélio-3,
um isótopo com potencial para suprir demandas energéticas por longos períodos,
além da possível presença de minerais valiosos no subsolo.
Esses fatores ajudam a explicar por que diversas nações têm intensificado seus programas espaciais voltados à Lua, planejando novas missões e ampliando os estudos sobre essa região ainda pouco explorada do nosso satélite natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr1exrnde1o.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto à classificação da oração destacada no trecho apresentado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é o lado oculto da Lua e por que é importante estudá-lo
Vimos coisas que nenhum ser humano jamais havia observado, nem mesmo os participantes das missões lunares anteriores. Com essa afirmação, o comandante da missão Artemis 2 descreveu a experiência de observar o lado oculto da Lua, um dos principais objetivos da primeira missão tripulada a orbitar o satélite natural da Terra desde 1972.
Ao alcançar essa meta, os
astronautas também estabeleceram um novo recorde de distância percorrida por
seres humanos no espaço, superando a marca registrada há mais de meio século.
O interesse renovado pela
Lua, especialmente por sua face não visível da Terra, levanta diversas
questões. Trata-se de uma região que, embora não possa ser observada
diretamente de nosso planeta, não permanece em escuridão constante. Na
realidade, recebe luz solar em proporção semelhante à face visível.
Essa área só pôde ser
visualizada pela primeira vez em 1959, quando uma sonda captou imagens
inéditas. A impossibilidade de observação direta se explica por um fenômeno
conhecido como rotação sincronizada: a Lua leva o mesmo tempo para girar em
torno de si mesma e para completar uma volta ao redor da Terra, o que faz com
que sempre apresente a mesma face ao nosso planeta.
Essa característica também
dificulta a comunicação com equipamentos posicionados no lado oculto, pois
sinais de rádio não chegam diretamente até lá. Por isso, missões nessa região
exigem o uso de naves intermediárias para retransmitir comandos e dados, o que
aumenta significativamente os riscos operacionais.
Do ponto de vista físico,
o lado oculto da Lua apresenta diferenças marcantes em relação à face visível.
Sua crosta é mais antiga e espessa, e o relevo é mais acidentado, com grande
quantidade de crateras e cadeias montanhosas. Uma das hipóteses para essa
diferença está relacionada à influência térmica da Terra durante a formação
lunar: enquanto a face voltada para o nosso planeta permaneceu aquecida por
mais tempo, a face oposta esfriou mais rapidamente, formando uma crosta mais
robusta.
Esse contraste torna o
lado oculto um registro mais preservado da história geológica lunar, sendo
fundamental para a compreensão da evolução de planetas rochosos. A análise
dessa região pode oferecer informações valiosas sobre processos que também
ocorreram na Terra.
Entre os pontos de
interesse está uma extensa formação de quilômetros de largura, considerada uma
das maiores e mais recentes crateras resultantes de um intenso período de
impactos de asteroides ocorrido há aproximadamente quatro bilhões de anos. A
observação direta desse tipo de estrutura por seres humanos representa um
avanço significativo na pesquisa científica.
Estudos recentes também
indicam que a temperatura no lado oculto pode ser até 100 °C mais baixa do que
na face visível, além de apresentar menor quantidade de água congelada. A
origem dessa água está associada, em grande parte, ao impacto de meteoritos ao
longo da história lunar.
O lado oculto da Lua
também desperta interesse estratégico para o futuro da exploração espacial. A
análise de seu terreno pode contribuir para o planejamento de bases
permanentes, fornecendo dados sobre o comportamento do pó lunar e a dinâmica
das sombras, aspectos essenciais para missões de longa duração.
Além disso, o isolamento
dessa região em relação às interferências de rádio da Terra a torna ideal para
a instalação de radiotelescópios, possibilitando observações mais precisas do
Universo. Há ainda interesse na exploração de recursos naturais, como o hélio-3,
um isótopo com potencial para suprir demandas energéticas por longos períodos,
além da possível presença de minerais valiosos no subsolo.
Esses fatores ajudam a explicar por que diversas nações têm intensificado seus programas espaciais voltados à Lua, planejando novas missões e ampliando os estudos sobre essa região ainda pouco explorada do nosso satélite natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr1exrnde1o.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto à classificação da oração destacada no trecho apresentado.
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS
Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobre tudo do cidadão comum, e até mesmo tornar-se uma barreira para o acesso à Justiça. Fonte: TRF 3ª Regiãohttps://www.trf3.jus.br.Acesso em 15-04-2026.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Como se prevenir de doenças virais
Prevenir-se de doenças virais não é uma tarefa fácil, uma vez que existem diversos vírus, os quais podem ser transmitidos de diferentes formas. Entretanto, algumas doenças relativamente comuns podem ser evitadas com medidas bastante simples.
Muitas das doenças causadas por vírus são transmitidas por meio do contato com secreções ou gotículas de saliva. Outras são transmitidas por vetores ou até mesmo por alimentos contaminados. Algumas recomendações gerais podem ser adotadas para a prevenção de doenças causadas por vírus.
Dicas para evitar doenças virais
• Lavar sempre as mãos, principalmente antes de se alimentar e após ir ao banheiro.
• Alimentar-se apenas em locais que obedecem às normas da Vigilância Sanitária.
• Utilizar repelentes em áreas com grande quantidade de mosquitos, dando atenção especial às regiões que apresentam mosquitos Aedes aegypti.
• Vacinar-se obedecendo às orientações dos calendários de vacinação. Uma grande variedade de doenças pode ser prevenida com a vacina, como gripe, raiva, sarampo e catapora.
• Evitar aglomerações de pessoas em épocas de surtos de determinadas doenças. Em surtos de gripe, por exemplo, deve-se evitar locais fechados e com muitas pessoas.
Autor: SANTOS, Vanessa dos. Como se prevenir de doenças virais.
Brasil Escola.
Homem que matou ex-esposa com 72 facadas em 1989 no Paraná é preso no Paraguai
Fonte: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2026/04/15/prisao-procurado-assassinatoesposa-parana-1989.ghtml
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Considerando a organização sintática do período composto presente no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Na sentença “Sem nós, a sociedade fica vulnerável”, a vírgula após o pronome é obrigatória por separar uma oração subordinada adverbial condicional.
A expressão destacada na frase trata-se de uma oração:
À medida que a idade avança, uma pessoa tende a precisar de cada vez mais apoio.
Desigualdade racial nas universidades ainda persiste
Apesar dos avanços proporcionados pela Lei de Cotas, a equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar, de acordo com um estudo do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), lançado em novembro de 2025.
Baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou que apenas 14,9% das mulheres negras acima de 25 anos concluíram o ensino superior. Em contraste, a proporção de mulheres brancas com diploma é o dobro, 30,3% em 2023.
As cotas, entretanto, estão ajudando a virar esse jogo: os estudantes negros passam de minoria em 2014 para maioria no ensino superior em 2019, é o que mostra o Censo da Educação Superior de 2019.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/03/31/movimentos-populares-se-r eunem-em-sp-para-defender-ampliacao-das-cotas-raciais-nas-universid ades/. Acesso em: 06 abr. 2026. Adaptado.)
Analise o texto e as sentenças a seguir:
I.No texto, há a expressão "esse jogo". O pronome demonstrativo e o substantivo têm como referente informações já apresentadas, possibilitando, na articulação das ideias, tanto retomar algo já posto (localizando o leitor), quando introduzir uma ideia nova (ampliando as informações). A expressão "esse jogo" refere-se à "equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar", apresentada no primeiro parágrafo. É desse jogo que se trata.
II.O primeiro parágrafo inicia-se com a locução prepositiva "apesar de", introduzindo uma oração subordinada concessiva, isto é, introduz uma ideia em que se exprime um fato contrário à ideia da oração principal, mas incapaz de impedi-la.
III.A partir da leitura do texto e analisando as construções textuais, é correto afirmar que o sistema de cotas trouxe avanços para combater a desigualdade entre pessoas negras e brancas no ensino superior, porém, esses avanços são insuficientes e comprovam a ineficácia da Lei de Cotas.
Está correto o que se afirma em: