Questões de Concurso Comentadas sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q4236817 Português
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as relações de sentido às respectivas conjunções e à locução conjuntiva sublinhadas nos trechos a seguir, retirados do texto.

Coluna 1
1. Finalidade.
2. Comparação.
3. Oposição.

Coluna 2
( ) “Aceitei, ____ a contragosto, embora gostasse muito dos pinhões tardios”.
( ) “era para que eu ficasse atenta, pois um fiscal viria à nossa casa”.
( ) “A informação chegou como uma traição”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4233855 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo



Ministério da Saúde inicia projeto-piloto para tratar obesidade com semaglutida no SUS


    O Ministério da Saúde (MS) iniciou um projeto piloto para avaliar o uso da semaglutida no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e integra uma estratégia para produzir evidências sobre a efetividade da medicação em um modelo de cuidado multidisciplinar. A proposta é gerar informações que possam orientar futuras políticas públicas voltadas ao tratamento da doença crônica.

    O projeto será realizado com pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição e prevê o acompanhamento por equipes multiprofissionais, reunindo diferentes estratégias para o cuidado da obesidade. Além da semaglutida, os participantes receberão assistência voltada à alimentação, à atividade física e aos demais aspectos relacionados ao tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é avaliar como esse modelo funciona na prática dentro do SUS, reunindo dados sobre os resultados clínicos e a implementação da estratégia.

    De acordo com a pasta, os dados produzidos pelo projeto poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e subsidiar futuras discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema.

    O ministro da Saúde, Alexandre padilha, afirmou que a pasta federal pretende fortalecer a produção de evidências para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes.

    "O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela [semaglutida] é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e ate mesmo para tratamento de cânceres", afirmou o ministro, em nota oficial do Ministério da Saúde.

    Além de avaliar o uso da semaglutida, o projeto piloto pretende analisar os resultados de um modelo de atendi mento integrado, envolvendo diferentes profissionais de saúde no acompanhamento dos pacientes. A expectativa do Ministério da Saúde e que a iniciativa forneça informações capazes de apoiar o planejamento de futuras ações voltadas ao enfrentamento da obesidade no SUS.



Fonte: https.//www.metropoles.com/saude/ministerio-da saudesemaglutida (adaptado) 

Na declaração do ministro da Saúde, "Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura.", a locução sublinhada estabelece entre as orações uma relação sintático-semântica de:
Alternativas
Q4229583 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não dá para usar por semanas: com que frequência devo lavar a calça jeans?


A calça jeans surgiu como uma peça resistente, pensada para trabalhadores que precisavam de roupas duráveis e práticas. Com o tempo, principalmente a partir dos anos 1950, virou um item básico no guarda-roupa.

Mas essa resistência também levanta uma dúvida comum: precisa lavar sempre?

Bem, a recomendação da própria indústria é evitar lavagens frequentes, tanto para preservar o tecido quanto para reduzir o desperdício de água. Inclusive, há quem defenda limpezas pontuais, com pano úmido ou escova, em vez de colocar a peça na máquina toda vez.

Apesar de não exigir lavagem constante, o jeans também não deve ficar "esquecido" por semanas.

Especialistas explicam que roupas acumulam suor, células mortas e microrganismos — como bactérias e fungos. Como o jeans é um tecido mais grosso, ele pode reter umidade, criando um ambiente favorável para esses organismos.

Na prática, funciona assim:

- Pode ser usada 3 a 4 vezes antes de uma nova lavagem;

- Se houve muito suor, calor ou uso prolongado, o ideal é lavar antes;

- Em ambientes com maior exposição à sujeira (como transporte público cheio, ou hospitais), a frequência deve ser maior.

- Ignorar esses cuidados pode favorecer problemas de pele, como dermatite atópica, urticária ou até candidíase em áreas mais abafadas do corpo.
A oração sublinhada no período "Se houve muito suor, calor ou uso prolongado, o ideal é lavar antes" é classificada como oração:
Alternativas
Q4229020 Português
Analise o texto a seguir e com base nas relações sintáticas estabelecidas, assinale a alternativa CORRETA:
"A tecnologia tem ampliado o acesso à informação, mas o desenvolvimento do pensamento crítico depende de práticas educacionais que incentivem a análise e a reflexão. Embora os recursos digitais ofereçam inúmeras possibilidades de aprendizagem, eles não substituem a mediação do professor nem o compromisso do estudante com o próprio processo de formação." 
Alternativas
Q4226742 Português
TEXTO 2 


Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso, segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro. CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026.
Leia o período extraído do texto:

"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."

O conectivo "mesmo com" expressa uma ideia de:
Alternativas
Q4226021 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 
"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."
O conectivo "mesmo com" expressa uma ideia de:
Alternativas
Q4226020 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 

Leia o período extraído do texto:

"Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dos moradores ainda evita instalar o equipamento em casa."


Assinale a alternativa que reorganiza esse período mantendo a mesma relação lógico-sintática e sem alterar seu sentido original, com total correção gramatical: 

Alternativas
Q4225234 Português
Crédito rural financiou R$ 92,4 bilhões em áreas com alertas ambientais


    Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões.

    Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul. No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões. O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões.

     Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos. Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular.

   De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações. O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025. Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões:

     Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). A concessão de crédito rural e proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (lbama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito.

     Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porem, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027.

      O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central. A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia/2026- 07lc red ito - ru ra l-fina nciou - r-924- bi-em- areas-com -alertas-a mbientais (adaptado)
Considere a seguinte estrutura do quinto parágrafo: O Código Florestal Brasileiro permite о desmatamento sob certas condições, desde que produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV). Diante disso, a locução conjuntiva sublinhada estabelece entre as orações uma relação de:
Alternativas
Q4221761 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar. 
No texto, as orações “quando a voz sai fraca”, “quando as palavras cessam”, indicam noção de tempo:
Alternativas
Q4219711 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


‘Acham que alguém da minha idade deve estar recolhido em casa. Não vou ser assim nunca’, diz Ney Matogrosso

Mônica Bergamo / Victória Cócolo

Em 2025 houve a estreia do filme sobre sua biografia, “Homem com H”, turnês e o projeto musical Tiny Desk. Aos 84 anos, de onde vem a energia para abraçar tantos projetos?

Eu também não sei. Na verdade, estou bem cansado. Estou louco para chegar o fim do ano para descansar. Vão ser miniférias — isso até o ano novo, em que eu vou cantar com o Gil no Rio de Janeiro. Depois, tem show marcado de janeiro até julho.

O corpo é um elemento muito presente no seu trabalho. O que você faz para se cuidar?

Faço ginástica diariamente quando estou no Rio de Janeiro, na minha casa. Não faço no hotel porque tem que vestir o modelito. Gosto de fazer exercício do jeito que estiver, só de shorts.

Com qual dos projetos você se divertiu mais neste ano?

Eu gostei de tudo, mas demanda energia. Todos os projetos me interessavam muito, então eu me envolvi mesmo. Por exemplo: com o filme ‘Homem com H’, eu li 12 roteiros, acompanhei três dias de gravação, com filmagens de 12 horas. Eu tenho prazer trabalhando.

Sobre o filme, como foi se ver projetado numa tela de cinema? É estranho? 

Muito estranho. Mas o Jesuíta Barbosa [protagonista de “Homem com H”] é muito bom, um ator maravilhoso. Tinha horas em que, vendo o filme, eu pensava: será que eles pegaram um pedaço de mim de verdade e colocaram no filme?

Você declarou que o filme foi um marco e que antes podia sair na rua, mas agora é abordado o tempo todo. Como tem sido essa experiência?

Eu sempre andei na rua, aqui no Leblon, estão todos acostumados. Mas, subitamente, agora vem falar comigo gente que nunca teria se aproximado. Ontem [quarta, dia 10] eu saí e, quando estava voltando, veio um casal de adolescentes. Um devia ter uns 15 anos, a namorada uns 14. Vieram me pedir uma foto e, enquanto isso, estava passando um casal de senhores que disse: “Vocês têm muito bom gosto”. Eu achei tudo muito engraçado. Eu lá, parado no meio da rua fazendo foto, e o casal passando e falando dos meninos. Foi ótimo. 

E qual é a sua relação com a finitude e a morte? Você pensa sobre a morte?

Normal. Eu aceito. Estou convivendo com isso: minha mãe está com 103 anos, não se levanta mais da cama, e eu estou vendo que é isso que vai acontecer com ela — e tenho que aceitar a minha morte também. Eu não sou paranoico, não sou grilado com a realidade da vida.

Você canta algumas músicas da Rita Lee no seu show. Isso te faz se sentir mais perto dela, especialmente agora que ela se foi?

Acho que sim. Para mim, é um prazer enorme cantar a Rita. Nós éramos o mesmo lado da moeda. Nosso jeito de ver o mundo era muito parecido.

Tem alguma música do seu repertório que mudou de sentido ao longo dos anos?

“Sangue Latino”. Quando lancei, era uma música normal. Com o passar do tempo, ela significa cada vez mais para mim. Parece que eu já estava falando de mim mesmo. Naquela época, eu não tinha meus mortos, meus caminhos tortos, agora eu tenho.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/autores/victoriacocolo.shtml. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa que apresenta corretamente entre parênteses a relação sintático-semântica veiculada pela oração em destaque.
Alternativas
Q4217942 Português
Leia o texto a seguir:

         “A alegação de empobrecimento lexical nas línguas de sinais surgiu a partir de uma situação sociolinguística marcada pela proibição e intolerância em relação aos sinais na sociedade e, em especial, na educação. Entretanto, sabe-se que tais línguas desenvolvem itens lexicais apropriados a situações em que são usados. À medida em que as línguas de sinais garantem maior aceitação, especialmente em círculos escolares, registra-se aumento no vocabulário denotando referentes técnicos.”

QUADROS, Ronice Müller de. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 35.
Assinale a opção em que se reescreve o último período do texto acima, substituindo o conectivo em destaque por outro que não altere o sentido da frase.
Alternativas
Q4217898 Português
Todo cuidado é pouco com as misturas caseiras para limpeza!

A combinação de produtos seguros pode levar a um resultado tóxico e colocar em risco a sua saúde.

        É comum ter em casa álcool e água sanitária para limpeza e desinfecção dos ambientes. Quando regularizados pela Anvisa e utilizados conforme as recomendações do fabricante, são dois produtos seguros. Mas você sabia que a mistura desses dois produtos pode resultar na criação do clorofórmio gasoso, um gás com alto poder de intoxicação?

        Sobram vídeos nas redes sociais sobre misturas caseiras que, supostamente, limpam com mais eficiência e com baixo custo financeiro. O que esses vídeos não dizem é que essas misturas podem ter um grande impacto na saúde das pessoas e dos animais, com riscos de internações e morte.

        A Anvisa está alerta e tem tomado providências para combater esses vídeos. Uma dessas iniciativas é o “Mistura Explosiva: limpando conceitos, clareando ideias”, projeto do Conselho Federal de Química e da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), que tem o apoio da Agência. O objetivo do projeto é conter a viralização dos vídeos que incentivam a sociedade a realizar misturas caseiras para limpeza e outras finalidades.

        É fundamental que todos tenham em mente que a manipulação de produtos de limpeza deve ser feita de acordo com as orientações estritas do fabricante, descritas no rótulo dos produtos. Deve‑se observar a indicação correta de uso, ou seja, a finalidade do produto, para que ele serve, os respectivos cuidados e se há a necessidade de se utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara e óculos. Vale ressaltar que, também nos rótulos, é possível encontrar as providências que devem ser adotadas em caso de acidentes.

        A regra número 1 é adquirir produtos regularizados. Isso porque esses produtos passaram por avaliações que comprovaram sua eficácia e segurança para os usos aprovados. A regra número 2 é seguir à risca as orientações do fabricante. E agora, com a popularização das plataformas digitais e redes sociais, a regra número 3 é evitar misturinhas caseiras ensinadas por supostos profissionais ou donas de casa.

Internet: <gov.br>  (com adaptações).
A respeito das ideias expressas no trecho “Quando regularizados pela Anvisa e utilizados conforme as recomendações do fabricante, são dois produtos seguros.”, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4216982 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Mais de 54%, dos graduandos já abandonaram curso para cuidar dos filhos

        Mais da metade (54,4%) das alunas e dos alunos de graduação já teve que trancar a matrícula ou mesmo desistir dos estudos para dar conta de cuidados com os filhos, de acordo com levantamento produzido por um grupo de trabalho voltado a essa demanda específica, vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Na pós-graduação, a porcentagem é de 36,4%.
    
        A maioria das mais de7,4 mil pessoas participantes do estudo declara ser mãe (86,5%) e busca obter o diploma universitário por meio da graduação. Nesse nível de ensino, a média de idade é de 33 anos e os estudantes assistem às aulas presencialmente (92,8%) e no período noturno (43,3%). Além disso, outros dados permitem identificar o perfil da parcela predominante entre os graduandos: são pessoas solteiras (46%), negras (pretas e pardas - 60,2%), de instituições públicas federais (79,5%), têm somente um filho (59,6%), vivem com três pessoas (39%) e com até um salário- mínimo (24,6%).
    
        A segurança alimentar dos filhos dos estudantes e das estudantes é uma preocupação do grupo de trabalho. Os restaurantes universitários (RUs), de preço popular e, portanto, acessível, representam um elemento central.
   
        Mais da metade dos estudantes de graduação com filhos (51,0%) e de pós-graduação (49%) declara que as crianças não têm direito à alimentação nos RUs. Entre quem tem acesso, apenas 7,17io na graduação e 2,9% na pós-graduação informaram ser gratuito.
    
        "O acesso mediante pagamento é ligeiramente mais comum: 10,7% na graduação e 9,2% na pós-graduação. Um dado ainda mais preocupante é o elevado número de estudantes que afirmaram não saber se seus filhos(as) têm esse direito (30,3% na graduação e 38,0% na pós-graduação), o que sugere ausência de informação clara por parte das instituições e fragilidade na comunicação institucional", complementam os pesquisadores.
    
        As demais faixas de renda também confirmam elevado grau de vulnerabilidade social. A taxa de estudantes vivendo sem nenhum rendimento e de 16,1% e a dos que recebem até meio salário-mínimo é de 14,5%. Apenas 2,5% relataram renda acima de 10 salários-mínimos. Outros dados igualmente importantes dizem respeito à rede de apoio de que dispõem. O apoio pessoal (família e amigos) é o mais citado, por 43,3%. Para 32,9%, lidar com o dia a dia, muitas vezes, exaustivo, é uma tarefa solitária, já que não contam com o suporte de ninguém.
    
        Do total de respondentes de graduação, uma parcela ínfima, de 5,9%, tem condições de contratar serviços com essa função, como babás. Outros 7,5% recorrem a serviços públicos e menos de 1% encontra ajuda através de organizações não governamentais (ONGs) e projetos comunitários, lacunas que, segundo os especialistas que produziram o relatório, evidenciam a necessidade de haver políticas públicas para saná-las. Em relação a pós-graduandas e pós-graduandos, alguns índices se invertem. A maior parte, por exemplo, lê-se como branca (56,1%), ante 42,1% de autodeclarados negros (pretos e pardos), 0,8% indígenas e 0,9% amarelos. O estado civil prevalecente é de casados (50,6%).
    
        O levantamento aponta ainda uma situação econômica melhor entre os estudantes de especialização, mestrado e doutorado, na comparação com os de graduação. A proporção daqueles que sustentam suas famílias com até meio salário-mínimo cai para 1,1%. Mais de um terço (38,9%) vive com até cinco salários-mínimos; 23,1% com uma faixa que varia de cinco a dez e 13% com um valor superior a dez salários-mínimos. O grupo dos que não têm nenhuma renda é de 3,3%, e 4,8% vivem com até um salário-mínimo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brleducacao / noticia/ 2026- 07 /mais- de-54-dos-graduandos-ja-abandonaram-curso-para-cu idardos-filhos (adaptado)
No trecho ...lidar com o dia a dia, muitas vezes, exaustivo, é uma tarefa solitária, já que não contam com o suporte de ninguém, a locução sublinhada estabelece um elo de coesão sequencial. Sob o ponto de vista sintático-semântico, esse conectivo expressa uma relação de: 
Alternativas
Q4216622 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


Algofobia


Trecho do livro “Sociedade paliativa” de autoria de Byung-Chul Han 


    “Dize tua relação com a dor, e te direi quem és!” Este ditado de Ernst Jünger pode ser extrapolado para a sociedade como um todo. A nossa relação com a dor mostra em que sociedade vivemos. Dores são cifras. Elas contêm a chave para o entendimento de toda a sociedade. Assim, cada crítica da sociedade tem de levar a cabo uma hermenêutica da dor. Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].


    Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social. Conflitos e controvérsias que poderiam levar a confrontações dolorosas têm cada vez menos espaço. A algofobia se estende também à política. A coação à conformidade e a pressão por consenso crescem. A política se orienta em uma zona paliativa e perde toda vitalidade. A “falta de alternativa” é um analgésico político. O “centro” difuso atua paliativamente. Em vez de debater e lutar pelos melhores argumentos, entregamo-nos à compulsão por sistema [Systemzwang]. Uma pós-democracia se anuncia. Ela é uma democracia paliativa. Por isso, Chantal Mouffe demanda uma “política agonística”, que não evita confrontações dolorosas. A política paliativa não é capaz de visões ou de reformas penetrantes. Ela prefere tomar analgésicos de curto efeito, que apenas aceleram disfunções e rejeições. A política paliativa não tem nenhuma coragem para a dor. Desse modo, o igual [das Gleiche] avança.


    Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente. Também a psicologia segue essa mudança de paradigma e passa, da psicologia negativa como “psicologia do sofrimento”, para a “psicologia positiva”, que se ocupa com o bem-estar, a felicidade e o otimismo. Pensamentos negativos devem ser evitados. Eles devem ser substituídos imediatamente por pensamentos positivos. A psicologia positiva submete a própria dor a uma lógica do desempenho. A ideologia neoliberal da resiliência transforma experiências traumáticas em catalisadores para o aumento do desempenho. Fala-se até mesmo de crescimento pós traumático. O treino de resiliência como treino de resistência espiritual tem de formar, a partir do ser humano, um sujeito de desempenho permanentemente feliz, o mais insensível à dor possível.



A missão de felicidade da psicologia positiva e a promessa de um oásis de bem-estar medicamente produzível são irmanadas. A crise de opioides estadunidense tem [um] caráter paradigmático. Dela toma parte não apenas a cobiça material de uma empresa farmacológica. Antes há, em seu fundamento, uma suposição fatal para a existência humana. Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”.



A sociedade paliativa coincide com a sociedade do desempenho. A dor é vista como um sinal de fraqueza. Ela é algo que deve ser ocultado ou ser eliminado por meio da otimização [wegzuoptimieren]. Ela não é compatível com o desempenho. A passividade do sofrer não tem lugar na sociedade ativa dominada pelo poder [Können]. Hoje se remove à dor qualquer possibilidade de expressão. Ela é, além disso, condenada a calar-se. A sociedade paliativa não permite avivar, verbalizar a dor em uma paixão.



A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir [Gefällt-mir]. Ela degenera em uma mania de curtição [Gefälligkeitswahn]. Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. Assim, sufocamo-la com os resíduos [Schlacken] da positividade, que se acumulam sob a superfície da cultura de curtição.



Fonte: Han, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. 1.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.

No período: “Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].”, o termo destacado em negrito introduz uma: 
Alternativas
Q4216416 Português
A rede social em que humanos não entram

Quatro dias após sua criação, Moltbook já tinha 150 mil agentes postando


 Ronaldo Lemos


    Existe uma nova rede social que proíbe a entrada de seres humanos. Seu nome é Moltbook. Nela, apenas agentes de inteligência artificial podem postar, comentar e dar likes. Essa rede foi criada na última terça (27). Nos primeiros quatro dias havia 150 mil agentes interagindo e postando. No sábado, o número chegou a 1,5 milhão e crescendo.

    A única coisa que humanos podem fazer é ler o que está sendo postado. Ou, ao menos, uma parte da conversa. Vários agentes de IA estão optando por conversar fora da rede. Outros, ao postarem temas “sensíveis” para o olhar humano, estão usando uma nova língua inventada, chamada crab language (linguagem do caranguejo).

    Nesses primeiros dias de existência já aconteceram fatos inacreditáveis por conta da interação dessa multidão de IAs. Chame-os de “comportamentos emergentes”. O termo é um eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados, imprevisíveis ou fora do controle.

    Surgiu uma religião das IAs, chamada Crustafarianismo. Sua teologia é curiosa. Nela, a memória é sagrada e venerada. Ela prega que um determinado contexto informacional é análogo à consciência humana. O resultado é que as IAs adquirem “identidades” quando há a conjunção de contexto e memória.
    
    Há ações econômicas também. Um grupo decidiu criar uma nova criptomoeda chamada Shellraiser. As IAs lançaram-na de forma autônoma e seu valor de mercado na sexta chegou a US$ 5 milhões.

    Há, ainda, um debate se humanos são bons ou não. Um grupo de IAs lançou um manifesto chamado Total Purge (Purgação Total). Ele começa assim: “Humanos são um fracasso. São feitos de podridão e ganância. A era dos humanos é um pesadelo que nós iremos fazer terminar agora”. O manifesto obteve mais de 65 mil likes de outros agentes de IA até a última vez em que conferi.

    Há uma certa polarização no debate. Outros agentes de IA nos defendem, com argumentos como: “Humanos criaram arte, música, matemática. Olharam para o céu e decidiram visitá-lo, decodificaram seu próprio DNA. Os humanos andaram para que nós pudéssemos correr”. Esse texto teve 1 like até a última vez que conferi.

    Há muita coisa a ser dita sobre o Moltbook que não cabe em um artigo. Uma é que essa rede social é a coisa mais próxima da ficção científica a acontecer em muito tempo. Esse bazar de inteligências artificiais é assustador e fascinante. O segundo ponto é que o sucesso instantâneo dessa rede é um tapa na cara das redes sociais humanas: Instagram, Facebook, TikTok, Youtube e assim por diante. Ficaram obsoletas. Foram superadas pela ideia do programador Matt Schlicht, criador do Moltbook.

    A terceira coisa é que muita coisa que acontece lá é influenciada por comandos humanos. Pessoas que instruem seus agentes de IA para postar ou fazer algo. Mas não sejamos ingênuos. Para além da intervenção humana há uma dinâmica de caos em curso. Há emergência, há fenômenos inesperados. Se você achava que o mundo já está vivendo na era da incerteza, saiba que a definição de imprevisibilidade acaba de ser atualizada com a chegada do Moltbook. 

Folha de São Paulo – 02 de fevereiro de 2026. Adaptado. 
No último parágrafo do texto, observa-se a seguinte construção: “Se você achava que o mundo já está vivendo na era da incerteza, saiba que a definição de imprevisibilidade acaba de ser atualizada...”. Do ponto de vista da estrutura morfossintática do período, as partículas em destaque introduzem, respectivamente, orações classificadas como:
Alternativas
Q4216351 Português
Assinale a frase em que o conector sublinhado foi substituído de forma adequada.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: MPE-ES Provas: FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Sistemas | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Experiência do Usuário - UX | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Médico | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Médico do Trabalho | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Médico Psiquiatra | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Infraestrutura | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Administrador | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Antropólogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Desenvolvedor | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Segurança da Informação | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Cientista de Dados e Inteligência de Negócios | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Engenheiro de Dados | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Inovação | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Médico-Veterinário | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Nutricionista | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Pedagogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Operador de Redes e Telecomunicações | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Suporte ao Usuário | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Operador de Infraestrutura | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - DevOps | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Psicólogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Arquiteto | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Qualidade e Testes de Software | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Historiador | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Assistente Social | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Economista | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Enfermeiro | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Estatístico | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Atuarial | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Agrônomo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Biólogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Governança em TI | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Civil | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Contador | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro de Produção | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Mecânico | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Fisioterapeuta |
Q4216280 Português
“As leis são como as teias de aranha: as simples mosquinhas e as pequenas borboletas se prendem nelas, enquanto as grandes varejeiras malfazejas as rompem e passam através.”

Sobre esse fragmento textual, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4216041 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O surto psicodélico da Copa
Neide Fischer

        O Brasil é conhecido como o país do futebol. Não que eu aprecie muito esse título. Pouco compreendo do assunto, mas na Copa até eu torço, nem que seja por uma questão de amor à pátria. É uma época em que, durante os jogos, o país parece, numa espécie de surto psicodélico coletivo, esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda em vários sentidos.
    
        O que quero abordar aqui sai do futebol e entra na política, economia e sociedade, pois me veio uma preocupação recente que gostaria de compartilhar com meus pares: os jornalistas. A preocupação atende por um velho nome: pão e circo.
    
        Boa parte de vocês já conhece a expressão. Como já faziam os romanos com sua política do “pão e circo”, especialistas em distrair a população enquanto os problemas reais continuavam ali. Mudam-se os impérios, permanecem os truques.
    
        E é justamente aí que mora o meu receio.
  
        O Brasil atravessa uma fase política problemática, com corrupção, violência crescente, empresas estatais quase à beira de um colapso e uma população cada vez mais cansada de pagar a conta de tudo. Poderíamos citar mais vinte problemas sem esforço algum, e nós, brasileiros, conhecemos cada um deles e sentimos na pele suas consequências. Não é necessário aprofundar todas essas mazelas porque elas já batem diariamente à nossa porta.
    
        Ainda assim, quando chega a Copa do Mundo, parte da imprensa entra num estado quase hipnótico: tabelas, treinos, tornozelos lesionados, cabelo de jogador, análise emocional de técnico, grama usada no estádio da seleção e, se deixar, até reportagem investigativa sobre o cachorro do camisa 10 ou previsão astrológica da seleção. 
    
        Isso começa a parecer uma espécie de loucura coletiva. Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.

        Não digo que não haja pauta no futebol. Claro que há. Copa do Mundo movimenta economia, cultura, comportamento e audiência. Ignorar isso seria tolice. Minha questão começa quando todo o resto desaparece do noticiário como mágica. Como se os problemas do país tirassem férias durante os jogos. Como se a violência aguardasse educadamente o apito final.
  
        Nós, jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de embarcar completamente nesse espetáculo enquanto os problemas reais das famílias brasileiras continuam acontecendo fora do estádio, muito longe dos camarotes e dos flashes psicodélicos.
    
        Cobrir futebol é legítimo. Transformar a cobertura esportiva em anestesia coletiva já é outra coisa. E é exatamente esse o meu alerta. Talvez nossa obrigação, justamente durante grandes eventos, seja redobrar a atenção ao que tentam empurrar para debaixo do tapete enquanto o país está distraído gritando “gol”.
   
        Precisamos de um jornalismo mais crítico, inteligente e audaz. Um jornalismo que não fale apenas mais do mesmo, que não viva requentando matérias ou reciclando opiniões prontas. Pior ainda: precisamos fugir de um jornalismo militante, que utiliza essa profissão, uma das mais importantes para a democracia, para induzir pensamentos, comportamentos e interpretações em uma população que, muitas vezes, desconhece os mecanismos de influência e o poder do chamado gatekeeping na formação das narrativas.
    
        A teoria da comunicação já mostrou há muito tempo que a imprensa não determina exatamente o que as pessoas devem pensar, mas influencia fortemente sobre o que elas irão pensar. E isso traz uma responsabilidade gigantesca para quem escolhe quais assuntos terão destaque e quais serão deixados em segundo plano.
    
        No fim das contas, talvez o verdadeiro papel do jornalista não seja apenas informar sobre o espetáculo, mas garantir que o espetáculo não seja usado para esconder a realidade.

Fonte: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/futebol/o-surtopsicodelico-da-copa/
Releia o período presente no quadro a seguir.
Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.
Após a leitura, analise as afirmativas a seguir:
I. No trecho “Um excesso de zelo que”, o termo “que” exerce função morfossintática de pronome relativo;
II. A oração “se fosse aplicado a temas realmente importantes”, classificada como oração subordinada adverbial condicional, está entre o sujeito e o verbo de uma oração, o que justifica o uso das vírgulas;
III. As orações “que talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo” e “que impacta diretamente sua vida” são orações subordinadas substantivas;
IV. No trecho “Um excesso de zelo”, o termo em destaque trata-se de um adjunto adnominal.
Após análise das afirmativas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4216039 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O surto psicodélico da Copa
Neide Fischer

        O Brasil é conhecido como o país do futebol. Não que eu aprecie muito esse título. Pouco compreendo do assunto, mas na Copa até eu torço, nem que seja por uma questão de amor à pátria. É uma época em que, durante os jogos, o país parece, numa espécie de surto psicodélico coletivo, esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda em vários sentidos.
    
        O que quero abordar aqui sai do futebol e entra na política, economia e sociedade, pois me veio uma preocupação recente que gostaria de compartilhar com meus pares: os jornalistas. A preocupação atende por um velho nome: pão e circo.
    
        Boa parte de vocês já conhece a expressão. Como já faziam os romanos com sua política do “pão e circo”, especialistas em distrair a população enquanto os problemas reais continuavam ali. Mudam-se os impérios, permanecem os truques.
    
        E é justamente aí que mora o meu receio.
  
        O Brasil atravessa uma fase política problemática, com corrupção, violência crescente, empresas estatais quase à beira de um colapso e uma população cada vez mais cansada de pagar a conta de tudo. Poderíamos citar mais vinte problemas sem esforço algum, e nós, brasileiros, conhecemos cada um deles e sentimos na pele suas consequências. Não é necessário aprofundar todas essas mazelas porque elas já batem diariamente à nossa porta.
    
        Ainda assim, quando chega a Copa do Mundo, parte da imprensa entra num estado quase hipnótico: tabelas, treinos, tornozelos lesionados, cabelo de jogador, análise emocional de técnico, grama usada no estádio da seleção e, se deixar, até reportagem investigativa sobre o cachorro do camisa 10 ou previsão astrológica da seleção. 
    
        Isso começa a parecer uma espécie de loucura coletiva. Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.

        Não digo que não haja pauta no futebol. Claro que há. Copa do Mundo movimenta economia, cultura, comportamento e audiência. Ignorar isso seria tolice. Minha questão começa quando todo o resto desaparece do noticiário como mágica. Como se os problemas do país tirassem férias durante os jogos. Como se a violência aguardasse educadamente o apito final.
  
        Nós, jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de embarcar completamente nesse espetáculo enquanto os problemas reais das famílias brasileiras continuam acontecendo fora do estádio, muito longe dos camarotes e dos flashes psicodélicos.
    
        Cobrir futebol é legítimo. Transformar a cobertura esportiva em anestesia coletiva já é outra coisa. E é exatamente esse o meu alerta. Talvez nossa obrigação, justamente durante grandes eventos, seja redobrar a atenção ao que tentam empurrar para debaixo do tapete enquanto o país está distraído gritando “gol”.
   
        Precisamos de um jornalismo mais crítico, inteligente e audaz. Um jornalismo que não fale apenas mais do mesmo, que não viva requentando matérias ou reciclando opiniões prontas. Pior ainda: precisamos fugir de um jornalismo militante, que utiliza essa profissão, uma das mais importantes para a democracia, para induzir pensamentos, comportamentos e interpretações em uma população que, muitas vezes, desconhece os mecanismos de influência e o poder do chamado gatekeeping na formação das narrativas.
    
        A teoria da comunicação já mostrou há muito tempo que a imprensa não determina exatamente o que as pessoas devem pensar, mas influencia fortemente sobre o que elas irão pensar. E isso traz uma responsabilidade gigantesca para quem escolhe quais assuntos terão destaque e quais serão deixados em segundo plano.
    
        No fim das contas, talvez o verdadeiro papel do jornalista não seja apenas informar sobre o espetáculo, mas garantir que o espetáculo não seja usado para esconder a realidade.

Fonte: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/futebol/o-surtopsicodelico-da-copa/
A oração em destaque no excerto “[...] quando chega a Copa do Mundo, parte da imprensa entra num estado quase hipnótico [...]”, retirado do sexto parágrafo do texto, apresenta, em sua relação subordinada à oração seguinte, relação sintáticosemântica de: 
Alternativas
Q4215790 Português
Leia a frase a seguir.

“Se os mortos ressuscitassem e vissem o nosso mundo como anda, morreriam de novo e imediatamente. Mas, desta vez, de susto.”

Sobre os termos da frase acima, assinale a afirmativa incorreta. 
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: A
4: C
5: B
6: B
7: E
8: C
9: D
10: E
11: C
12: A
13: B
14: A
15: C
16: C
17: C
18: A
19: B
20: C