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Questões de Concurso Comentadas sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.835 questões

Q3281338 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    O álcool costuma ser usado como auxiliar do sono. Algumas pessoas acreditam que a bebida antes de dormir irá ajudá-las a adormecer com mais facilidade. Relaxar após um longo dia, com uma taça de vinho ou uma cerveja, pode ser agradável. Mas o álcool pode não ser tão benéfico para dormir como pensam algumas pessoas. Na verdade, ele pode piorar a sua noite de sono. Se você consumir álcool antes de ir para a cama, ele pode gerar inicialmente um efeito sedativo, fazendo você adormecer mais rapidamente. Mas, embora possa parecer que a bebida antes de dormir acelera o adormecimento, pesquisas recentes indicam que este efeito sedativo somente ocorre, na verdade, após o consumo de doses mais altas de álcool (3 a 6 taças padrão de vinho, dependendo da pessoa) até três horas antes de ir dormir. Talvez ainda pareça benéfico, mas não se recomenda usar o álcool para adormecer, não só devido aos seus efeitos prejudiciais à saúde, mas também porque a substância prejudica o sono durante a noite.


    O álcool perturba principalmente o sono REM (movimento rápido dos olhos, na sigla em inglês). Ele atrasa o primeiro episódio de sono REM e reduz o total subsequente desta fase do sono ao longo da noite. A bebida também pode fazer você acordar com mais frequência ou causar sono mais leve de madrugada. Isso é significativo, pois o sono REM — também conhecido como "sono dos sonhos" — é considerado importante para a memória e para regular as emoções. Estas perturbações do sono REM são observadas mesmo com o consumo de baixas doses de álcool (cerca de duas bebidas padrão) até três horas antes de dormir. Perturbações do sono de qualquer tipo podem fazer você se sentir mais cansado no dia seguinte. E os distúrbios do sono REM também podem gerar dificuldades na consolidação da memória e prejudicar as funções cognitivas e a regulagem das emoções.


    É preciso observar que a maior parte das pesquisas se concentra apenas nos efeitos do álcool em uma única noite de sono. De forma geral, sabemos menos sobre o efeito sobre o sono de diversas noites seguidas de bebida. Existe apenas um pequeno número de estudos (com baixa quantidade de participantes), que demonstraram resultados inconsistentes. Mas um estudo indicou que, após diversas noites de bebida, as perturbações do sono ainda eram evidentes durante a primeira noite sem álcool. Esta conclusão indica que pode levar algum tempo para que o sono se recupere após diversas noites de bebida.


    Ainda são necessárias mais pesquisas para compreender exatamente por que o álcool afeta diferentes componentes do sono, particularmente entre as pessoas que bebem regularmente e em grande quantidade. Mas já conhecemos alguns dos mecanismos relacionados entre o consumo de álcool e o sono. Em primeiro lugar, o álcool aumenta a ação de um mensageiro químico no cérebro chamado GABA. Ele tem efeito sedativo que, segundo se acredita, contribui para a sensação de sono verificada entre muitas pessoas que consomem álcool. O álcool também pode aumentar os níveis de adenosina, outro mensageiro químico, que é importante para a sonolência. Mas o aumento dessas substâncias quando bebemos tem vida curta. Depois que o corpo metaboliza o álcool, costuma haver um "efeito rebote", que faz o corpo tentar compensar as mudanças das funções fisiológicas e do sono induzidas pela bebida. É por isso que algumas pessoas apresentam sono leve e interrompido ao longo da noite, depois de beber. Beber álcool antes de dormir pode gerar sono leve ou interrompido durante a madrugada.


    O álcool também influencia o ritmo circadiano – o relógio de 24 horas do corpo que reage às indicações da luz ambiental para sincronizar nosso ciclo de sono e vigília. Uma das formas de ação do ritmo circadiano é a liberação de hormônios específicos em certas horas do dia. O nosso corpo libera melatonina quando escurece, por exemplo, para nos fazer sentir cansaço e dormir por toda a noite. Mas o álcool afeta a produção de melatonina e altera nossa temperatura corporal. O momento e a quantidade de liberação de melatonina, ao lado da redução da temperatura do corpo, são importantes na hora de dormir – e suas alterações irão resultar em mudanças do sono. Além disso, o álcool relaxa os músculos das vias aéreas, o que pode exacerbar o ronco, possivelmente prejudicando também o sono do seu parceiro. Por fim, o efeito diurético do consumo de álcool antes de dormir pode causar aumento das visitas ao banheiro durante a noite, prejudicando ainda mais o sono noturno.


    A boa notícia para as pessoas que gostam de beber antes de dormir ou passar a noite fora é que muitos dos efeitos negativos do álcool sobre o sono têm vida relativamente curta. Eles podem ser revertidos evitando o álcool ou reduzindo seu consumo. Pode levar mais tempo para que o sono e o ritmo circadiano retornem ao normal entre as pessoas que bebem com mais frequência e em maior quantidade, mas deixar de beber pode ajudar. A melhoria do sono irá deixar você se sentindo mais renovado, beneficiando também sua saúde e bem-estar em geral.


(Jornal BBC News Brasil, 27.01.2025. Adaptado).

Assinale a alternativa cujo termo destacado introduz um período por subordinação.
Alternativas
Q3279203 Português

De Volta Pro Aconchego


“Estou de volta pro meu aconchego

Trazendo na mala bastante saudade

Querendo um sorriso sincero, um abraço

Para aliviar meu cansaço

E toda essa minha vontade

Que bom poder tá contigo de novo

Roçando o teu corpo e beijando você

Pra mim tu és a estrela mais linda

Seus olhos me prendem, fascinam

A paz que eu gosto de ter

É duro ficar sem você, vez em quando

Parece que falta um pedaço de mim

Me alegro na hora de regressar

Parece que eu vou mergulhar

Na felicidade sem fim”

Dominguinhos / Nando Cordel


Assinale, no texto acima, a alternativa que contém uma oração com valor semântico de finalidade.

Alternativas
Q3278935 Português
De acordo com o período a seguir, marque a alternativa correta quanto às classificações das orações destacadas:

É bem provável que o esforçado Marcos, cujas notas sempre foram boas, seja aprovado, mesmo não tendo concluído o Ensino Médio, nos exames vestibulares que prestou no final do ano.
Alternativas
Q3278223 Português
“Diante do risco de esgotamento dos recursos naturais, cresce a necessidade de soluções alternativas a partir da árvore, um recurso renovável que é capaz de gerar, hoje, novas fontes ambientalmente corretas para a sociedade e que possam contribuir, por exemplo, para a redução significativa do uso do plástico e de outros produtos de origem fóssil.
O olhar para o futuro do novo Propósito está também no reforço do conceito forte-e-gentil, que apresenta o equilíbrio entre a busca por resultados e a maneira com a qual a Suzano se relaciona com seus diversos públicos. Orientada sempre pela certeza de que o mundo que queremos depende do que fazemos e, também, do jeito como fazemos, buscando ser melhores a cada dia.”
Disponível em: https://www.suzano.com.br (adaptado)
Em relação ao texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3277508 Português

    A chamada SecondSky, tecnologia que reduz as temperaturas dentro de estufas em até sete graus Celsius sem comprometer a entrada de luz, foi desenvolvida por Derya Baran, professora associada de ciência de materiais e engenharia na Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (KAUST).

    Após alguns países adotarem a tecnologia, agricultores de regiões dos Estados Unidos, América Latina, México, Europa, África do Sul e Marrocos começaram a instalar as coberturas SecondSky. Esses são países que historicamente se beneficiaram de condições ambientais favoráveis, mas que agora estão mudando rapidamente: “Não se trata apenas de se preparar para o futuro, mas de se proteger no presente – é como assinar uma apólice de seguro”, afirmou.

    Após o verão mais quente já registrado globalmente, este ano tem tudo para ser o mais quente da história, de acordo com o Serviço de Mudança Climática Copernicus da Europa. Eventos extremos de calor foram sentidos em várias partes do mundo, tornando-se cada vez mais prováveis devido às mudanças climáticas causadas pelo ser humano.

    Essas condições exercem uma enorme pressão sobre a agricultura. Ondas de calor podem secar as plantações, matando-as rapidamente se nenhuma medida for tomada, ou enfraquecê-las, tornando-as mais vulneráveis a pragas e doenças. Evitar a redução da produção agrícola geralmente exige um aumento no consumo de recursos – mais água, mais resfriamento, mais fertilizantes – que podem estar escassos ou simplesmente indisponíveis.

    “A missão desta empresa é viabilizar uma agricultura sustentável, e estamos avançando significativamente contra um desafio muito difícil”, disse John Keppler, presidente executivo da Iyris. “Quanto mais rápido conseguirmos fornecer soluções de fácil implementação para a agricultura convencional, melhor estaremos.”

    A Iyris integrou a tecnologia SecondSky em um polifilme flexível, que pode ser usado em túneis agrícolas, coberturas plásticas para estufas rígidas e redes de sombreamento.

    Segundo dispõe Keppler, os polifilmes normalmente são substituídos de três a cinco anos e podem ser trocados com facilidade. A empresa afirma que, ao contrário de algumas soluções tradicionais para bloquear o calor, como a aplicação de giz branco em filmes plásticos, seu aditivo não compromete a durabilidade do material.

    A Iyris fez parcerias com fabricantes de plástico como SABIC (Arábia Saudita), Hyma Plastic (Egito) e Armando Álvarez (Espanha) para produzir e distribuir coberturas contendo seu aditivo bloqueador de calor. Até o momento, já foram vendidos 4,5 milhões de metros quadrados desses materiais.


Fonte: CNN. Adaptado.

No trecho "Após alguns países adotarem a tecnologia, agricultores de regiões dos Estados Unidos, América Latina, México, Europa, África do Sul e Marrocos começaram a instalar as coberturas SecondSky.", a expressão sublinhada indica uma relação de: 
Alternativas
Q3277154 Português
Bullying


         Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.

     As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.

        As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.

     Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.

        As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. Segundo Cleo Fante, especialista no assunto, o comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural.

     Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.


Fonte: Brasil Escola (UOL) — adaptado.
 No texto, a expressão “apesar de” (último parágrafo) tem a função de: 
Alternativas
Q3275896 Português

Leia o texto 1 a seguir para responder a questão.


Texto 1


Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma.


Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.


A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.


A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI. Marina. Crônicas para jovens. Editora Rocco - Rio de Janeiro, 2012. 

“A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.” (2º parágrafo)
A alternativa que apresenta CORRETAMENTE a análise do período acima é a seguinte: 
Alternativas
Q3275735 Português

Leia o trecho a seguir.


[...] só é Artista quem Entrega

a explosão

aos pés do público

com ritmo, poesia, beleza

ainda que ele esteja dançando um crime.


BEI, Aline. Pequena Coreografia do Adeus. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.


Nesta passagem de Pequena Coreografia do Adeus, a sentença “ainda que ele esteja dançando um crime” expressa a ideia de

Alternativas
Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Analista de Gestão Governamental |
Q3267062 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



COLOMBO, Sylvia. A desinformação como grande vilã. Revista Carta Capital. 29 de janeiro de 2025. Ano XXX, n. 1346. p. 52 e 53. (Adaptado).

Nos períodos compostos, a relevância de uma ideia em relação a outra pode ser expressa por meio do tipo de oração e por meio do conector usado. Nesse sentido, observe os trechos a seguir:
(I) “E o paradoxo atual é que, apesar de termos ferramentas tecnológicas altamente avançadas para tratar informações, estamos perdendo a capacidade de debater, justamente no momento em que mais precisamos disso.” (linhas 18-19).
(II) “Uma mentira pode ser fabricada para ser convincente e apelativa, mas a verdade, sendo complexa e exigente, demanda mais esforço para ser construída e, depois, compreendida.” (linhas 34-36).
Considerando-se a oração concessiva do trecho (I) e a oração adversativa do trecho (II), verifica-se que a ideia a que o autor dá mais relevância em cada período é aquela presente na oração
Alternativas
Q3263100 Português

Pequenos Encontros


Por Adriana Antunes






(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra “se” tenha sido empregada como conjunção condicional.
Alternativas
Q3261353 Português
Os dias lindos

        Acontece em abril nessa curva do mês que descamba para a segunda metade. Os boletins meteorológicos não se lembraram de anunciá-lo em linguagem especial. Nenhuma autoridade, munida de organismo publicitário, tirou partido do acontecimento. Discretos, silenciosos, chegaram os dias lindos. E aboliram, sem providências drásticas, o estatuto do calor. A temperatura ficou amena, conduzindo à revisão do vestuário. Protege-se um tudo-nada o corpo, que vivia por aí exposto e suado, bufando contra os excessos da natureza. Sob esse mínimo de agasalho, a pele contente recebe a visita dos dias lindos.

        A cor. Redescobrimos o azul-correto, o azul azul, que há meses se despedaçara em manchas cinzentas no branco sujo do espaço. O azul reconstituiu-se na luz filtrada, decantada, que lava também os matizes empobrecidos das coisas naturais e das fábricas. A cor é mais cor, na pureza deste ar que ousa desafiar os vapores, emanações e fuligens da era tecnológica. E o raio de sol benevolente, pousando no objeto, tem alguma coisa de carícia.

        O ar. Ficou mais leve, ou nós é que nos tornamos menos pesadões, movendo-nos com desembaraço, quando, antes, andar era uma tarefa dividida entre o sacrifício e o tédio? Tornou-se quase voluptuoso andar pelo gosto de andar, captando os sinais inconfundíveis da presença de dias lindos.

        Foi certamente num dia como este que Cecília Meireles escreveu: “A doçura maior da vida flui na luz do sol, quando se está em silêncio. Até os urubus são belos, no largo círculo dos dias sossegados”. Porque a primeira consequência da combinação de azul e leveza de ar é o sossego que baixa sobre nosso estoque de problemas. Eles não deixam de existir. Mas fica mais fácil carregá-los.

        Então, é preciso fazer justiça aos dias lindos, oferecer-lhes nossa gratidão.

        A reação em cadeia pode contribuir para amenizar um tanto o que eu chamo de desconcerto do mundo. De onde se conclui: deixar de lado, mesmo por instantes, o peso dos acontecimentos mundiais trágicos, esmagadores, para degustar a finura da atmosfera e a limpidez das imagens recortadas na luz, é um passo dado para reduzir o desconcerto, na medida em que a boa disposição de espírito de cada um pode servir de prefácio, ou rascunho de prefácio, à pacificação, ou relativa pacificação, dos povos e seus dominadores. Em vez de alienação, portanto, o prazer dos dias lindos é terapia indireta.

(Carlos Drummond de Andrade. Texto publicado no Jornal do Brasil, 1970. Fragmento.)
Considerando que as orações finais estabelecem sentido de finalidade, ou seja, objetivo em relação à oração principal, assinale o trecho que explicita tal ocorrência da oração a que se refere a asserção anterior. 
Alternativas
Q3260694 Português

Transplantes: uma doação de vida 


    Entre janeiro e junho, o país registrou uma média de 19 doadores por milhão de habitantes. O número foi divulgado pela Associação Brasileira de Doação de Órgãos nesta quinta-feira. O Brasil bateu o recorde de doações de órgãos no primeiro semestre de 2023.

    No caso do coração, a taxa passou de 1,7 transplante por milhão de habitantes em 2022 para 2,0 neste ano, enquanto o de fígado foi de 10 para 10,9 no mesmo período. Por outro lado, a taxa de doadores de pulmão caiu de 0,5 transplante por milhão de habitantes em 2022 para 0,3 neste ano.

    A atleta e professora de educação física Liége Gautério teve fibrose pulmonar, uma condição grave que a obrigou a receber um novo pulmão. Hoje, ela é bicampeã mundial no atletismo na categoria dos 100 metros rasos. "Depois do transplante, então, eu reescrevi a minha história. Eu transplantei o pulmão esquerdo. O direito ainda continua comigo, mas ele já não funciona. Então, eu me tornei atleta com um pulmão em funcionamento. A questão não é pensar em doação de órgãos como a partida e a morte, mas sim a possibilidade de dar vida", afirma.

    O levantamento também mostrou que a quantidade de recusa das famílias aumentou em relação aos últimos anos. Pela legislação brasileira, a doação só acontece se o paciente tiver o diagnóstico de morte cerebral e a família autorizar o procedimento. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Doação de Órgãos, Gustavo Ferreira, quase 50% das famílias ainda se negam a fazer o procedimento. "Falta de conhecimento, primeiro, da importância da doação de órgãos, que isso é que salva vidas. Só existe transplante se existe doação. E ter, hoje, uma recusa da ordem de 49%, a gente poderia estar atingindo ainda mais pacientes com a oportunidade de transplantar se a gente reduzisse essa recusa. Ou seja: a cada duas doações que a gente poderia estar tendo hoje, somente uma efetivamente está ocorrendo", diz. Outros motivos para que a doação não acontecesse incluem contraindicação médica, parada cardíaca e morte encefálica não confirmada.

    Ao todo, foram realizados quase 4,3 mil e de órgãos de janeiro a junho. O rim lidera a lista, com dois mil e novecentos transplantes. De acordo com a associação, isso se explica pelo fato de que um rim pode ser doado por uma pessoa em vida. Em segundo lugar está o fígado, com mais de mil e cem transplantes, sendo 85 vindos de pacientes vivos. É possível doar em vida até 70% do órgão.

    Atualmente, a lista de espera para o transplante de órgãos é de quase cinquenta e sete mil e quatrocentas pessoas ativas. Mais de 1,3 mil pessoas precisam de um fígado, trezentas pessoas de coração, e quase vinte e quatro mil pessoas precisam de córnea.


Fonte: Transplantes: uma doação de vida | Saúde | cbn 

Assinale a alternativa que apresente a relação de sentido estabelecida pela oração subordinada em destaque no período: “Só existe transplante se existe doação”.
Alternativas
Q3260419 Português
O país dos não leitores

        São números terríveis, deprimentes, divulgados há pouco. Segundo a nova edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, concluída em 2024, 53% das pessoas ouvidas admitiram que, nos três meses anteriores, não tinham lido um só livro, nem mesmo em parte. E isso em qualquer mídia, física ou digital, e gênero. Não apenas a frágil área de literatura, biografia, história, infantil ou ensaio fora desprezada — nem os didáticos e religiosos, incluindo a Bíblia, mereceram uma vista d’olhos. A pesquisa revelou que, pela primeira vez, desde 2007, quando ela começou, o Brasil tem mais não leitores do que leitores.

Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro, o número caiu para 27%. Ou seja, em 2024, 73% dos brasileiros não leram um livro até o fim nem para saber se o assassino era o mordomo. Comparada à pesquisa anterior, em 2019, sete milhões de pessoas tinham abandonado os livros, em todos os graus de escolaridade, classe social e faixa etária. Significa que o Brasil perdeu cerca de 1 milhão de leitores por ano. A pesquisa ouviu 5.500 pessoas em 208 municípios.

        Cerca de 75% dos entrevistados admitiram que passam mais tempo diante de uma tela do que de uma página impressa. Se isso é consolo, o sujeito fica mais tempo com os olhos a 10 centímetros da tela do que fazendo qualquer outra coisa, como trabalhar, namorar, admirar a paisagem ou não fazer nada. Eu arriscaria que 90% desse tempo diante da tela também não resultam em nada de útil ou objetivo. Não se olha necessariamente para a tela em busca de um dado, uma notícia ou uma informação. Olha-se para a tela, só isso.

        O desinteresse pela leitura aumenta à medida que a pessoa cresce e conclui a escola ou a deixa pelo meio. Somente 17% entre os acima de 40 anos disseram que gostam de ler. É terrível, porque quem tem hoje 40 anos nasceu em 1985 e viveu os últimos anos de um mundo em que a leitura ainda não fora esmagada pelas mídias audiovisuais. O que aconteceu a ele para abandonar um hábito que ainda lhe foi incutido na infância? Não sei.

        Só sei que fracassamos.
Ruy Castro
(Folha de São Paulo, 17 de janeiro 2025)
“O desinteresse pela leitura aumenta à medida que a pessoa cresce e conclui a escola ou a deixa pelo meio” (4º parágrafo). As duas partes principais da frase são unidas pela expressão “à medida que” com o valor semântico de: 
Alternativas
Q3259123 Português
“Lembrai-vos também que na luta contra o homem não devemos ser como ele." (George Orwell)

Sobre a oração destacada, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3244464 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

CHINA ANUNCIA AUMENTO DRÁSTICO DE FINANCIAMENTO COM TÍTULOS PARA ESTIMULAR CRESCIMENTO

A China aumentará drasticamente o financiamento de títulos do tesouro ultralongos em 2025 para estimular o investimento empresarial e ___(I)___ iniciativas de estímulo ao consumidor, disse um funcionário do planejamento estatal na sexta-feira (3), conforme Pequim aumenta o estímulo fiscal para revitalizar ___(II)___ economia

Os títulos especiais do tesouro serão usados para financiar atualizações de equipamentos em larga escala e trocas de bens de consumo, disse Yuan Da, secretário-geral adjunto da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), em uma coletiva de imprensa.

"O tamanho dos fundos de títulos públicos especiais mencionados será aumentado drasticamente este ano para intensificar e expandir a implementação das duas novas iniciativas", disse Yuan.

De acordo com o programa lançado no ano passado, os consumidores podem trocar carros ou eletrodomésticos antigos e comprar novos com desconto, e um programa separado subisidia atualizações de equipamentos em larga escala para empresas.

Os líderes chineses prometeram impulsionar vigorosamente o consumo este ano, aumentando as expectativas de mais medidas para estimular ___(III)___ demanda e combater os riscos de deflação.

Milhões de funcionários públicos em toda a China receberam aumentos salariais surpresa nesta semana,

A China também aumentará o financiamento de títulos especiais do tesouro e ampliará o escopo de outro programa que se concentra no apoio ___(IV)___ setores estratégicos importantes, disse Zhao Chenxin, vice-chefe do planejador estatal, na coletiva de imprensa.

Disponível em
[https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/china-anuncia-aumento-drastico-de-financiamento-com-titulos-para-estimular-crescim ento/]. Publicado e consultado em 3.1.2025. 
Pondere sobre as afirmações contidas nas proposições I e II.
I − "títulos do tesouro ultralongos em 2025 para estimular o investimento empresarial" − o elemento sublinhado, no contexto, é indicativo de finalidade.
II − "comprar novos com desconto" − o termo sublinhado, no contexto em que está inserido, sinaliza companhia.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3243317 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão: 


Não espalha


Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.


Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.


Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.


Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.


Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.


Ou seja, é preferível mais proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência do que gritar votos aos quatro ventos.


A ostentação não suplanta a simplicidade.


Quando existe o exercício pleno do amor, passa a ser ridículo qualquer questionamento.


O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.


E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.


As palavras enganam, as atitudes jamais.


Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.


Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.


Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.


− O que houve?


− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.


Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso? Há dias em que parece que você ama mais.


Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.


Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.


Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:


− Amar é só gostar de ficar junto, filha.


Ela, inesperadamente, respondeu:


− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha 

Em relação à classe gramatical das palavras "se" e "que" na frase "Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.", analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3242602 Português
Solidão


Interessante pois precisei de uma sugestão de uma amiga para escolher esse tema. Solidão. Uns a evitam, outros a desejam. Não a vejo com menosprezo. Se pensar no sol como exemplo maior de sua expressão, é a sua distância que me mantêm vivo. Tem momentos que necessito ficar só. Busco energia para só depois atrair os outros para perto de mim. Se bem que assim diferencio-me da estrela maior porque, no final, quero todos comigo; no final, não quero ficar só.


Bruno Alencarf - Texto Adaptado


https://cronicassimples.wordpress.com/
No texto "Solidão", de Bruno Alencar, a frase "Se pensar no sol como exemplo maior de sua expressão, é a sua distância que me mantêm vivo" contém um uso específico da palavra "se". Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação gramatical e a função da palavra "se" nesse contexto.
Alternativas
Q3240586 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Sobre estar maduro


Quando somos jovens, fazemos de tudo para parecermos maduros.


Entretanto, no menor deslize expomos nossa criança interior.


Quando somos maduros, o que mais queremos é voltar a juventude.


Parece tardio, uma vez que as marcas de uma vida pesada já nos condicionaram a viver sem sorrisos.


E as rugas salientes se confundem com um ar de rabugice.


Sorrir é um ato de dar e receber.


E à medida que ficamos mais velhos, reclamar é mais fácil que sorrir.


Nós não somos assim, somos condicionados a estar assim.


Bem, ser maduro é muito mais que isso...


... tão complicado quanto não ser!


Talvez devêssemos ser maduros sem perder o sorriso...


... e quando ninguém estiver olhando: ser uma criança!


Rian Lopes


https://cronicas-curtas.blogspot.com/search?updated-max=2016-02-23 T06:52:00-08:00&max-results=15

No trecho "Quando somos maduros, o que mais queremos é voltar à juventude.", a vírgula é utilizada corretamente para:
Alternativas
Q3238093 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Força Estranha 


Eu vi o menino correndo eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei


Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo não parou pr'eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou


Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol É a estrada
É o tempo
É o pé
E é o chão


Eu vi muitos homens brigando ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada
É o sol


Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz tamanha 


Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz, essa voz, essa voz tamanha


Caetano Veloso
Na frase "Por isso uma força me leva a cantar", a expressão "por isso" estabelece uma relação de:
Alternativas
Q3236120 Português
Por uma globalização mais humana


   A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.

   Vivemos um novo período na história da humanidade. A base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento científico e baseado na importância obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.

   Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.

   Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.

    A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.

    Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos – a competitividade.

   Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o que acontece em todos os demais.

   Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.

    Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.

    A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.

    O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.

    Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.

   Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão de obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.



(Milton Santos. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br./Acesso em: janeiro de 2025.)
“[...] os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita [...]”. (12º§) As vírgulas em “se usados de uma outra maneira” foram empregadas para:
Alternativas
Respostas
221: E
222: B
223: D
224: D
225: C
226: A
227: B
228: A
229: D
230: C
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237: B
238: D
239: C
240: D