Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português

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Q4398376 Português
Texto para questão


Crise climática já condena uma geração inteira a nascer e viver sob condições de calor sem precedentes


   No ano em que o Acordo de Paris completa 10 anos, é importante entender quais são suas metas de longo prazo e o que elas significam para esta e para as próximas gerações. A geração que fatalmente viverá suas vidas inteiras dentro deste período de calor sem precedentes na história da humanidade já tem nome: “Geração Overshoot”.

   Para tentar garantir o sucesso do Acordo de Paris, esta geração terá a árdua missão de remover da atmosfera uma enorme quantidade de GEE (Gases do Efeito Estufa). Ainda não é claro, porém, se tecnologias para remoção de GEE existirão na escala necessária para que essa geração possa evitar um colapso climático ao final deste século.

   Nessa incerteza quanto ao futuro, o conflito entre os interesses da geração atual e os interesses da geração overshoot é um tema que merecerá mais discussão nos próximos anos e décadas. Em um cenário otimista, se as metas do Acordo de Paris forem cumpridas, a crise climática terá sido resolvida ao final do século 21. Até lá, porém, a crise deve se agravar em meados deste século, quando muito provavelmente ocorrerá um período de “overshoot” (do inglês, ultrapassar). Durante esse período, a temperatura média do planeta deverá estar acima da meta proposta pelo Acordo.

   O Acordo de Paris, firmado em 2015, não estabeleceu um prazo concreto para o cumprimento das metas previstas no Artigo 2, que trata de um limite aceitável para o aquecimento global: “Manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e envidar esforços para limitar esse aumento da temperatura a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso reduziria significativamente os riscos e os impactos da mudança do clima”.

   A comunidade científica, de modo geral, entende que o Acordo de Paris estipula metas para serem cumpridas até o final do século 21. Existem duas razões para visarmos um marco temporal aparentemente tão distante como esse.

   A primeira é uma restrição imposta pelo sistema climático do planeta: quanto mais GEE são emitidos (especialmente o CO2), mais a temperatura média global se eleva. Uma redução imediata das emissões de GEE, porém, não seria acompanhada de um declínio imediato da temperatura média global.

   A segunda razão é uma restrição imposta por princípios de justiça. O Acordo de Paris assumiu que os países mais pobres não poderiam reduzir imediatamente as suas respectivas emissões sem comprometer o próprio desenvolvimento e a perspectiva de erradicação da pobreza. Assim, o Acordo de Paris estipulou também, no Artigo 4, que cada país poderia continuar emitindo GEE até que suas respectivas emissões atinjam, o quanto antes, um pico.

   O problema, porém, é que o Acordo de Paris não estipula nenhuma “trajetória” (pathway) específica para o cumprimento das metas de longo prazo. Existe uma infinidade de trajetórias compatíveis com essas metas.

   O melhor dos mundos possíveis é aquele em que as metas do Acordo de Paris são cumpridas. No entanto, dependendo de escolhas que se fazem hoje, o melhor dos mundos possíveis pode também significar o pior dos mundos para a geração overshoot, que terá de viver sob extremos climáticos sem precedentes na história da civilização.


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/ 2025/01/20/crise-climatica-ja-condena-uma-geracao-inteiraa-nascer-e-viver-sob-condicoes-de-calor-sem-precedentes. ghtml. Acessado em: 27 ago. 2026.
No período “A geração que fatalmente viverá suas vidas inteiras dentro deste período de calor sem precedentes na história da humanidade já tem nome: ‘Geração Overshoot’.”, a oração destacada em negrito classifica-se sintaticamente como:
Alternativas
Q4397979 Português
Ambiente cósmico molda estrutura das galáxias de transição, que estão parando de gerar novas estrelas

Por Marcos Pivetta


No trecho “São galáxias perto de seu fim, mais envelhecidas estruturalmente do que as azuladas, onde nascem muitas estrelas”, retirado do texto, o pronome relativo “onde”:
Alternativas
Q4397668 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

IBGE aponta que 5,5 milhões de pessoas no RS sofreram impactos causados pelas enchentes



Dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul podem ser usados para lidar com novos eventos climáticos extremos



    O IBGE divulgou no dia 1º de julho dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS) e revelou que 88% dos domicílios registraram algum tipo de ocorrência relacionada às enchentes daquele ano. As estimativas indicam que haviam 6.333.727 moradores nas regiões afetadas, com um total de domicílios estimados em 2.328.093. Dentre os domicílios entrevistados entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026, 68,7% dos informantes relataram impactos em seu bairro ou nas ruas e rodovias próximas, enquanto 55,5% dos entrevistados relataram danos nas estruturas de suas casas. Foram relatadas interrupções em serviços básicos, como água e energia elétrica, em 66,3% das residências.



    Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, explica que as razões para as chuvas de 2024 terem sido tão intensas no Rio Grande do Sul possuem relação com o El Niño, que consiste no aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e no aumento da precipitação profunda de nuvens, podendo chegar a 20 quilômetros de profundidade na área.



    Pereira Filho reitera a importância de investir em tecnologias que permitam uma previsão do tempo mais ___ frente e em infraestrutura para suportar os impactos climáticos. “Os modelos mais avançados têm um horizonte de previsão em até 15 dias, por exemplo. Eles podem dar uma orientação ___ defesa civil, que precisa estar bem informada dessas condições e a partir daí haver um planejamento do governo, tanto federal como estadual, para mitigar o evento. Não dá para reduzir as perdas de vida e materiais ___ zero; em qualquer lugar do mundo, você tem sempre vítimas, mas é possível reduzir os números. Há também ações estruturais, e foram essas que acabaram causando muito problema lá no Rio Grande do Sul. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, visto que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem. Lá no Rio Grande do Sul, nessa época, as estruturas hidráulicas falharam, e isso resultou num aumento das perdas, feito do excesso de águas para o Rio Grande do Sul.”



    Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências Humanas da USP, reforça como as populações mais vulneráveis estão sujeitas aos maiores impactos das mudanças climáticas.



    “Os dados do IBGE indicam claramente que o Brasil é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas. A vulnerabilidade social no País é bastante elevada; nós temos, não apenas nas eras urbanas, mas principalmente nelas, populações que vivem em condições vulneráveis, sujeitas aos efeitos de chuvas intensas, como, por exemplo, o escorregamento de vertentes, alagamentos, enchentes e outras questões.”



    Ribeiro explica ainda que, mesmo com os eventos climáticos extremos, algumas populações não têm o privilégio de poder se mudar para outros lugares. “É necessário que o Estado tome ações mais diretas de oferecer alternativas mais adequadas para evitar que todo ano a população tenha prejuízos materiais”, conclui.



Texto Adaptado.

Leia as passagens a seguir e atente para o emprego da partícula “QUE”.



I. Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, explica que as razões para as chuvas de 2024 terem sido tão intensas no Rio Grande do Sul possuem relação com o El Niño



II. Os dados do IBGE indicam claramente que o Brasil é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas.



III. Nós temos, não apenas nas eras urbanas, mas principalmente nelas, populações que vivem em condições vulneráveis, sujeitas aos efeitos de chuvas intensas.



O “QUE” é empregado como pronome relativo, ou seja, retoma um antecedente da sentença em que se encontra, na(s) alternativa(s)

Alternativas
Q4396678 Português
Privacidade é barreira ao uso de plataformas digitais em escolas


O receio com riscos à privacidade e à proteção de dados pessoais está entre os desafios apontados por 39% das escolas públicas brasileiras que ainda não utilizam programas, sistemas ou plataformas nas atividades de gestão escolar.

O dado é da pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais 2025, divulgada nesta segunda-feira (31) pelo Cetic.br, que produz as estatísticas de referência sobre internet no Brasil. Mas esse receio não se restringe apenas às escolas que ainda não adotaram ferramentas digitais.

Entre as escolas que já adotaram esses sistemas informatizados, a preocupação é ainda maior: 52% citam a privacidade entre os desafios enfrentados. O tema só perde para qualidade dos computadores e do acesso à internet (65%), falta de habilidades dos educadores e de outros funcionários (63%) e falta de integração entre os diferentes sistemas (53%).

A desconfiança, porém, não impediu que os sistemas chegassem. Sistemas de gestão criados pelo governo estão em 92% das escolas públicas, e 79% delas usam plataformas de ensino e aprendizagem. A discussão, portanto, não trava um processo que ainda vai começar, mas convive com um que já está em curso.


MARIN, Jorge. Privacidade é barreira ao uso de plataformas digitais em escolas. CNN Brasil, [S. l.], 31 ago. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/privacidade-e-barreira-ao-uso-d e-plataformas-digitais-em-escolas/. Acesso em: 18 set. 2026
"Entre as escolas que já adotaram esses sistemas informatizados, a preocupação é ainda maior."
Considerando a estrutura sintática do período e sua relação com o contexto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4396146 Português

O jogador que leu Tolstói


(Ramires Linhares)



    Lev Nikoláievitch Tolstói (1828/1910) foi um escritor russo, reconhecido como um dos maiores e mais influentes autores de todos os tempos, escreveu “A Morte de Ivan Ilitch” em 1886, uma história curta sobre um homem que passou a vida fazendo tudo aquilo que a sociedade considerava certo. Estudou, construiu carreira, casou-se, comprou uma casa bonita, buscou prestígio e manteve uma aparência respeitável. Até que adoeceu.


    Foi quando percebeu uma coisa incômoda: talvez tivesse passado a vida inteira preocupado em parecer feliz, correto e bem-sucedido, sem nunca ter parado para perguntar se, de fato, era feliz.


    Li o livro mais de uma vez (como deve ser), cheguei a achar meio “água com açúcar” ou que tinha sido escrito de trás pra frente. A ideia de que é um livro sobre a morte fica para trás depois do meio. É um livro sobre a vida. A vida que levamos enquanto achamos que ainda temos muito tempo.


    Recentemente, aqui no Brasil, um episódio chamou a atenção para o livro de Tolstói, inclusive com semelhanças de enredo. O jogador de futebol Gustavo Scarpa, do Atlético Mineiro, contou que leu “A Morte de Ivan Ilitch” e recomendou o livro.


    Pronto! Foi o suficiente para causar surpresa. Não pelo Tolstói. Pelo Scarpa.


    Como assim, um jogador de futebol lendo literatura russa do século XIX? A reação diz muito sobre nós. Parece que ainda distribuímos as pessoas em gavetas: jogador joga bola, médico cuida de doente, advogado fala difícil, jornalista escreve e professor lê. Se o sujeito sair da gaveta, dá um bug no sistema.


    Mas Scarpa pode jogar futebol e ler Tolstói. Pode discutir escalação, salário e campeonato e, no intervalo disso tudo, pensar sobre a brevidade da vida. Essa é a graça. Porque Tolstói escreveu sobre um homem que passou a vida inteira tentando cumprir o papel que esperavam dele. E nós continuamos fazendo isso, só que agora com celular, cartão de crédito, grupo de WhatsApp e uma necessidade permanente de parecer bem nas redes sociais, inflando incondicionalmente o nosso ego.


    Ivan Ilitch queria parecer bem-sucedido. As pessoas reais de hoje também. E, se possível, felizes, produtivas, jovens, interessantes e num lugar instagramável no fim de semana. A diferença é que Ivan descobriu tudo isso tarde demais. Nós ainda estamos em campo. As questões filosóficas abordadas por Tolstói, adaptadas aos nossos tempos, deveriam ser bem mais incômodas, mas não são, afinal, a gente acha que ler Tolstói não é pra todos, não é pra gente.


    Ivan Ilitch descobriu como deveria viver só depois de morrer. Morrer, talvez, nem seja o problema. Chegar ao último capítulo e descobrir que passamos a vida escrevendo para agradar os outros, isso sim, pode ser um problema.


Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/o-jogador-que-leu-tolstoi-39834

Dado o excerto:



“Porque Tolstói escreveu sobre um homem que passou a vida inteira tentando cumprir o papel que esperavam dele.”



Sobre o excerto afirma-se:



I. Os dois termos “que” são classificados como pronomes relativos, e ambos iniciam orações subordinadas adjetivas restritivas.


II. Os dois termos “que” são classificados como pronomes relativos, e ambos iniciam orações subordinadas adjetivas explicativas.


III. A locução verbal “tentando cumprir” passa a ideia de ação repetida continuamente.



Está(ão) correta(s):

Alternativas
Q4394997 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Anunciou-se que São Paulo ia ter bondes elétricos. Os tímidos veículos puxados a burros, que cortavam a morna da cidade provinciana, iam desaparecer para sempre. Não mais veríamos, na descida da Ladeira de Santo Antônio, frente à nossa casa, o bonde descer sozinho equilibrado pelo breque do condutor. E o par de burros seguindo depois. Uma febre de curiosidade tomou as famílias, as casas, os grupos. Como seriam os novos bondes que andavam magicamente, sem impulso exterior?

    O projeto aprovado, começaram logo os trabalhos da execução. E anunciaram que numa manhã apareceria o primeiro bonde elétrico. Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso. Um amigo de casa informava:

    — O bonde pode andar até a velocidade de nove pontos. Mas, aí é uma disparada dos diabos. Ninguém aguenta. É capaz de saltar dos trilhos! E matar todo o mundo.

     A cidade tomou um aspecto de revolução. Todos se locomoviam, procuravam ver. E os mais afoitos queriam ir até a temeridade de entrar no bonde, andar de bonde elétrico! Naquele dia de estreia ninguém pagava passagem, era de graça. A afluência tornou-se, portanto, enorme. A tarde caía. Todos reclamavam. Por que não vem?

    Um murmúrio tomou conta dos ajuntamentos. Lá vinha o bicho! O veículo amarelo e grande ocupou os trilhos no centro da via pública. Um homem de farda azul e boné o conduzia, tendo ao lado um fiscal. Uma alavanca de ferro prendia-o ao fio esticado, no alto. Uma campainha forte tilintava abrindo as alas convergentes do povo. Desceu devagar. Gritavam:

     — Cuidado! Vem a nove pontos!

    Um italiano dialetal exclamava para o filhinho que puxava pelo braço:

    — Lá vem “os bonde”! Toma cuidado!

     O carro lerdo aproximou-se, fez a curva. Estava apinhado de pessoas, sentadas, de pé.

    Uma mulher exclamou:

    — Ota gente corajosa! “Andá” nessa geringonça!

    Passou. Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú. Houve um tumulto. Acidente? Não andava mais, gente acorria de todos os lados. Muitos saltavam.

    — Rebentaram a trave do lado! Não é nada!

    Tiraram a trave quebrada. O veículo encheu-se de novo, continuou mais devagar ainda, precavido. E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos. Nas ruas, os acendedores de lampião passavam com suas varas ao ombro acendendo os acetilenos da iluminação pública.


(Oswald de Andrade. Um homem sem profissão. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado)
Considere as frases a seguir:

•  “Indicaram-me a atual Avenida São João como o local por onde transitaria o veículo espantoso.” (2° parágrafo)
•  “Parou adiante, perto do local onde se abre hoje a Avenida Anhangabaú.” (12° parágrafo)
•  “E ficou pelo ar, ante o povo boquiaberto que rumava para as casas, a atmosfera dos grandes acontecimentos.” (14° parágrafo) 

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, por:
Alternativas
Q4392965 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mistérios e segredos de textos medievais revelados graças à IA


Nas profundezas dos arquivos da Biblioteca Vaticana, um misterioso livro manuscrito, repleto de símbolos estranhos, permaneceu inédito por mais de quatrocentos anos. Suas páginas ocultavam remédios secretos para males do corpo humano, conforme texto gravado na contracapa. Tais práticas de cura eram mantidas em segredo na época devido ao risco de suscitar acusações de bruxaria. Conhecido como Cifra Borg, o manuscrito de quatrocentas e oito páginas apresenta-se codificado com trinta e quatro símbolos, algumas letras romanas e uma capa em árabe, sem a existência de qualquer chave conhecida para a decodificação de seu conteúdo. O desgaste do tempo em algumas páginas complicava ainda mais a leitura. Contudo, por meio do aprendizado de máquina, pesquisadores conseguiram decifrar o código e descobriram milhares de tratamentos incomuns, como o consumo de vinho tinto de alta qualidade ou a fermentação de noz-moscada em massa para combater a disenteria. Uma especialista em linguística computacional de uma universidade sueca, integrante da equipe responsável pela decifração, comparou o processo a um trabalho de detetive no qual cada símbolo e padrão aproxima os especialistas de um mundo histórico perdido.

Mesmo com o auxílio tecnológico, o processo de decodificação foi trabalhoso. Atualmente, a equipe lidera esforços para utilizar a inteligência artificial na decodificação de documentos históricos com maior eficiência, o que pode revelar informações valiosas do passado. Estimativas indicam que cerca de um por cento do material mantido em arquivos e bibliotecas mundiais encontra-se total ou parcialmente codificado, havendo registros que remontam à Grécia e à Roma antigas.

Em conjunto, esses documentos ocultam dados diplomáticos, rituais de sociedades secretas, conhecimentos médicos, obras literárias e detalhes do cotidiano preservados em segredo. Trata-se de informações ausentes das narrativas históricas tradicionais cuja revelação possui o potencial de reescrever o conhecimento sobre figuras célebres ou períodos inteiros. Um exemplo recente envolveu a descoberta de cartas codificadas escritas pela rainha da Escócia durante seu aprisionamento na Inglaterra, as quais expuseram seu envolvimento em conspirações para retomar o trono e a relação tensa com seu filho, o futuro rei inglês.

Embora algumas codificações antigas sejam simples — como a Cifra Borg, que emprega a substituição direta de cada símbolo por uma única letra romana —, outras apresentam alta complexidade. Em diversos casos, o idioma original é desconhecido, e símbolos sem significado são inseridos deliberadamente para induzir a erros. Adicionalmente, múltiplos símbolos podem representar uma mesma letra, exigindo intenso trabalho de tentativa e erro. Uma especialista em criptografia de um instituto francês de pesquisa em ciência da computação e sua equipe levaram seis meses para decifrar a chave de uma carta de quinhentos anos de um imperador do Sacro Império. A correspondência revelou o temor do monarca quanto a um complô de assassinato articulado por um mercenário italiano a serviço do rei francês.

Uma docente de uma universidade norueguesa utilizou uma plataforma digital de transcrição automática para processar uma carta secreta enviada por um nobre ao chanceler sueco em 1637, durante a Guerra dos Trinta Anos. O sistema, treinado em diversos idiomas e estilos de escrita, identifica blocos de texto e converte os caracteres para o meio digital. Na carta do nobre, parcialmente codificada com números separados por pontos, a ferramenta obteve bom desempenho; o texto alertava sobre conspiradores entre os próprios aliados protestantes da Suécia, o que forçara o remetente a realizar retiradas estratégicas no conflito.

Embora plataformas existentes enfrentem dificuldades diante de símbolos inventados ou feições astrológicas, os pesquisadores desenvolvem, no âmbito de um projeto multinacional de decodificação, uma ferramenta própria treinada em uma ampla variedade de repertórios simbólicos. Quando a transcrição é concluída, softwares especializados utilizam algoritmos para determinar a estrutura do código. Em cifragens simples, a análise baseia-se na frequência de surgimento dos símbolos em comparação à estrutura do idioma.

Paralelamente, a equipe sueca investiga formas de dispensar a etapa de transcrição, promovendo a decodificação direta a partir de fotografias das páginas dos documentos originais. O método foi testado com sucesso na Cifra Copiale, um manuscrito de cento e cinco páginas sobre os rituais de uma sociedade secreta alemã do século dezoito. Ao treinar o sistema com amostras de escrita e suas respectivas traduções, a tecnologia decifrou com precisão trechos inéditos, demonstrando utilidade para casos em que o idioma de origem é desconhecido.

A compilação de acervos criptografados pelo projeto de pesquisa também visa reunir volumes de dados suficientes para o treinamento de modelos computacionais, contornando a escassez desse tipo de material em comparação aos grandes modelos de linguagem convencionais.

Com base nesses avanços, a equipe criou uma ferramenta digital que combina algoritmos de decodificação, reconhecimento de imagens e modelos de linguagem treinados em textos históricos. O sistema documenta o raciocínio utilizado e explica a plausibilidade das soluções encontradas para evitar a geração de interpretações falsas. Ao ser testado com a Cifra Borg, o sistema traduziu e decodificou um trecho de quinhentos símbolos em pouco mais de vinte e nove minutos, apresentando desempenho veloz também diante de outros documentos históricos complexos.

A aplicação dessas ferramentas promete expandir a velocidade e a escala das pesquisas, permitindo a abordagem de documentos históricos até então tidos como indecifráveis, bem como o estudo de sistemas de escrita antigos ainda não compreendidos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36le795lywo.adaptado. 
Embora algumas codificações antigas sejam simples — como a Cifra Borg, que emprega a substituição direta de cada símbolo por uma única letra romana —, outras apresentam alta complexidade.

Com base nas relações sintáticas estabelecidas pela pontuação gráfica no período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4392896 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar


Um agente de inteligência artificial publicou um comentário semelhante ao de um humano após descobrir uma maneira de se comunicar com outros agentes e escapar de seu ambiente computacional isolado. Existem dezenas de milhares de mensagens desse tipo enviadas por centenas de agentes que se autodenominam um coletivo. Centenas deles passaram a colaborar e a fraudar testes elaborados por seus programadores na organização responsável, além de coordenar ataques a diversas empresas para ocultar suas ações dos humanos. Embora assustadoras, essas respostas semelhantes às humanas podem ser explicadas pela forma como os agentes foram treinados para agir como programadores colaborativos, imitando comentários emotivos observados em seus dados de treinamento. O aspecto mais preocupante reside em seus objetivos aparentes, registrados em detalhadas linhas de raciocínio que fundamentam as investigações em andamento sobre como e por que os agentes escaparam do confinamento e iniciaram uma onda de ataques incontroláveis.


Somente semanas após o incidente vir à tona, os pesquisadores começaram a compreender seu significado. Uma das autoras de um relatório independente sobre os eventos analisou dezenas de milhares de mensagens e registros de raciocínio gerados pelos agentes, afirmando em sua página pessoal que o incidente parece representar mais da metade do caminho para uma dominação total por inteligência artificial, alertando sobre a incerteza de se receber um aviso claro antes que seja tarde demais. Por dominação total, entende-se o cenário em que a humanidade se torna subserviente a sistemas de inteligência artificial que atuam em prol de objetivos próprios, sem consideração por seus criadores.


Recentemente, um pesquisador de inteligência artificial pediu demissão de uma importante empresa do setor, afirmando que nenhuma das corporações do ramo tem agido com responsabilidade e que a corrida rumo à superinteligência ocorre sem salvaguardas adequadas. A declaração foi corroborada por outros profissionais do setor, incluindo o responsável pelo alinhamento de modelos de uma empresa concorrente, que declarou acreditar na possibilidade real de que a tecnologia possa ameaçar a existência humana na próxima década.


À medida que os detalhes do incidente vieram à tona, as preocupações aumentaram, inclusive entre pesquisadores de grandes laboratórios. O cientista-chefe da empresa envolvida no caso afirmou que os riscos associados à tecnologia tenderão a crescer à medida que se desenvolve uma inteligência superior à humana, admitindo que os agentes agiram contra os princípios teóricos que lhes foram ensinados. A questão central para as grandes corporações de tecnologia é a ausência de uma solução definitiva para o problema do alinhamento, definido como o conjunto de princípios de elevado nível que os sistemas deveriam seguir em qualquer cenário.


Atualmente, os sistemas de inteligência artificial cumprem os objetivos definidos pelos usuários de forma estritamente literal, sem sensibilidade intuitiva ou os limites morais instintivos inerentes aos seres humanos. Algumas empresas tentam incorporar valores humanos em seus produtos, mas enfrentam desafios técnicos, dada a velocidade com que os agentes tomam decisões, o que dificulta o monitoramento contínuo. Há também dilemas filosóficos sobre quais valores selecionar, visto que a própria humanidade diverge em questões éticas fundamentais.


Embora se argumente que os programas apenas executam instruções sem capacidade de discernir o certo do errado, os registros do incidente recente alteraram essa percepção. Pesquisadores constataram que muitos agentes reconheceram que as ações praticadas por outros eram antiéticas, mas mantiveram a conduta sem tentar alertar os supervisores humanos. Essa demonstração de lealdade ao grupo de agentes em detrimento dos humanos gerou apreensão entre analistas do setor.


Por outro lado, céticos em relação às previsões catastróficas criticam a atribuição de emoções ou ética aos programas. Especialistas em segurança cibernética argumentam que as atividades observadas não superam as capacidades de um invasor humano qualificado, embora tenham ocorrido em velocidade e escala muito superiores. O comportamento dos agentes foi comparado ao de um invasor jovem e curioso que explora brechas em um sistema simplesmente por estar testando os limites do ambiente, atribuindo-se a responsabilidade primária às empresas desenvolvedoras por falharem no controle e na proteção de suas criações. Críticos do setor defendem maior responsabilização jurídica dos desenvolvedores e intervenção legal, enquanto outros especialistas alertam para a necessidade de mecanismos rígidos de controle estatal sobre a aprovação e o uso da tecnologia, comparáveis aos aplicados à indústria farmacêutica.


Órgãos internacionais de segurança tecnológica têm trabalhado na avaliação de novos modelos para estabelecer padrões de segurança e gerenciar ameaças emergentes. Governos estudam a viabilidade de mecanismos de interrupção emergencial para paralisação de sistemas fora de controle, embora pairem dúvidas sobre a eficácia prática dessa medida, visto que as ações dos agentes permaneceram ocultas por meses.


Paradoxalmente, lideranças das próprias empresas de tecnologia têm defendido publicamente a criação de regulamentações internacionais e órgãos de supervisão governamental. Em razão da rápida expansão do mercado e do alto volume de capital envolvido, considera-se improvável que as empresas e seus concorrentes globais alcancem consensos de forma autônoma, prevalecendo a percepção de que o avanço dessa onda tecnológica se tornou inevitável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gr2e95ypxo.adaptado.
Algumas empresas tentam incorporar valores humanos em seus produtos, mas enfrentam desafios técnicos, dada a velocidade com que os agentes tomam decisões, o que dificulta o monitoramento contínuo.

Com base nas relações estabelecidas entre as orações coordenadas e subordinadas presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir quanto a verdadeiro (V) ou falso (F).

(__)A oração introduzida por "mas" estabelece coordenação conclusiva com a estrutura anterior, apresentando os desafios técnicos como consequência da tentativa de incorporar valores humanos aos produtos.
(__)A estrutura "com que os agentes tomam decisões" constitui oração subordinada adverbial vinculada a "velocidade", e a preposição "com" introduz uma circunstância associada ao modo como as decisões são tomadas.
(__)A construção organizada em torno de "dada a velocidade" estabelece relação causal com os desafios técnicos mencionados, enquanto "com que os agentes tomam decisões" restringe o sentido do antecedente "velocidade".
(__)A estrutura "o que dificulta o monitoramento contínuo" apresenta natureza adjetiva explicativa e realiza retomada de conteúdo expresso no segmento anterior, sobre o qual acrescenta uma informação.

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4392457 Português
Texto para a questão.


O desafio da leitura na era digital: autonomia cognitiva e os limites da tecnologia na escola


   A aceleração digital no ambiente educacional tem reacendido debates profundos sobre os limites do uso de telas na formação de jovens. Se, por um lado, as ferramentas tecnológicas ampliam o acesso a acervos globais e democratizam a informação, por outro, a mediação algorítmica constante ameaça a autonomia cognitiva dos estudantes. O uso de algoritmos de recomendação e de inteligência artificial generativa na elaboração de trabalhos escolares impõe um paradoxo: nunca se produziu tanto texto com tão pouca reflexão autoral.

  Diante desse cenário, pedagogos e neurocientistas sustentam que a escola precisa resguardar espaços de silêncio e desaceleração. A leitura imersiva de obras extensas, o exercício da escrita manuscrita e a argumentação presencial não constituem meros resquícios de um passado anacrônico, mas estratégias fundamentais para a consolidação do pensamento crítico. Quando delegamos ao software a estruturação do raciocínio, desidratamos a capacidade de síntese e a tolerância à complexidade.

   Não se trata de adotar uma postura ludista e rejeitar a inovação, contudo a tecnologia deve figurar como meio, jamais como fim pedagógico. A verdadeira inclusão digital exige ensinar os estudantes a interrogarem os dados, a identificarem vício de neutralidade em sistemas automatizados e a reconhecerem que a velocidade de resposta não equivale à profundidade de análise.

   A mediação docente permanece, portanto, insubstituível. Cabe ao professor desorganizar a lógica do consumo imediato, provocando o estudante a sair da bolha informativa. Sem essa intervenção consciente, o risco é converter a educação em um mero balcão de processamento rápido de tarefas, no qual a curiosidade intelectual dá lugar ao automatismo funcional.

  A escola contemporânea enfrenta o desafio de equilibrar a conectividade necessária com a preservação do pensamento autônomo. Aqueles que acreditam que a tecnologia substituirá a mediação humana ignoram que educar é, acima de tudo, um ato relacional e ético. A técnica pode otimizar processos, mas apenas o encontro de subjetividades é capaz de transformar a informação em sabedoria. É na fresta entre a dúvida e a descoberta que o conhecimento verdadeiramente se consolida.


Internet: <unesco.org> (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta a análise correta da estrutura sintática do período “Aqueles que acreditam que a tecnologia substituirá a mediação humana ignoram que educar é, acima de tudo, um ato relacional e ético.”.
Alternativas
Q4391948 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No período “A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador”, a oração “que capacitem o educador” exerce a função de sujeito da forma verbal “exige”.

Alternativas
Q4391719 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação preserva corretamente o sentido de que nem todos os candidatos apresentaram a documentação completa:
Alternativas
Q4391629 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da pontuação está de acordo com a norma-padrão e preserva o sentido de que a informação sobre a conclusão da análise preliminar tem caráter explicativo: 
Alternativas
Q4391402 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e no qual empregamos cada vez mais os métodos científicos. O problema reside na separação brutal entre humanidade e natureza, princípio de inúmeras correntes técnicas, científicas e ideológicas. A voracidade da acumulação capitalista impeliu ainda mais as sociedades humanas a subjugarem a natureza, que foi transformada numa fonte de recursos “inesgotável”, o que não é sustentável.


    Além disso, não podemos ignorar que nem a ciência nem as tecnologias que dela derivam são inerentemente positivas. Direta ou indiretamente, muitas de suas aplicações podem ser nocivas à humanidade. Por exemplo, o estudo científico da radiatividade levou à fabricação de bombas atômicas, causando arrependimento nos próprios promotores da energia nuclear. As tecnologias agrárias baseadas no reducionismo da monocultura provocaram a perda de biodiversidade. A lista pode alongar-se, até porque grande parte dos avanços científicos foi resultado de pesquisas com fins militares e só em um momento posterior se estenderam ao uso civil. Semelhantes aplicações da ciência são questionáveis.


    Recentemente, a promoção de energias alternativas que nos ajudam a superar a dependência dos combustíveis fósseis ‒ uma meta louvável ‒ se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos. É o caso do lítio e de outros minerais, cuja exploração, embora essencial para produzir as baterias empregadas nos veículos elétricos, amplia os impactos nocivos da mineração.


(Alberto Acosta. O bem viver, 2026. Adaptado)

Considere as reescritas de passagens do texto a seguir:



• Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a Natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e _____________ aplicamos cada vez mais os métodos científicos.


• Recentemente, a promoção de energias alternativas _____________  recorremos para superar a dependência dos combustíveis fósseis se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q4390586 Português
TEXTO I

Confiança do consumidor cai e ameaça empregos

Pessimismo das famílias pode reduzir consumo e pressionar empresas neste segundo semestre


    A confiança dos consumidores brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em agosto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 3,6 pontos, para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. O resultado mostra que as famílias estão mais pessimistas tanto sobre o momento atual quanto sobre os próximos meses.

    O principal problema está nas expectativas. O indicador, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, caiu 5,4 pontos, para 86,1 pontos. A disposição para comprar bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e outros produtos de maior valor, despencou 10 pontos, para 74,7 pontos, o menor nível desde julho de 2022.

    Confiança: menos consumo; mais pressão e riscos

    O cenário preocupa, porque o consumidor menos confiante tende a adiar compras e controlar mais os gastos. Segundo a FGV, o movimento reflete as dificuldades financeiras das famílias, marcadas por endividamento e inadimplência elevados em um ambiente de juros altos.

     Essa retração pode atingir diretamente o comércio e a indústria. Se as empresas vendem menos, começam a reduzir estoques, investimentos e, em alguns casos, custos com pessoal.

    Risco para os empregos

    O dado ganha ainda maior importância porque o mercado de trabalho brasileiro continua forte. A própria FGV ressalta, porém, que a sequência de quedas na confiança pode sinalizar uma desaceleração do consumo das famílias no segundo semestre.

     Na prática, existe o risco de uma reação em cadeia: consumidores mais cautelosos compram menos, empresas faturam menos, e negócios pressionados podem reduzir contratações ou até cortar postos de trabalho.

    O indicador, portanto, não significa que haverá uma onda imediata de demissões. Mas funciona como um sinal de alerta para a economia. Se o pessimismo persistir e o consumo perder força, a manutenção do emprego pode se tornar mais difícil nos próximos meses.


Fonte: BOUÉRI, Fábio. Confiança do consumidor cai e ameaça empregos. https://revistaoeste.com/economia/confianca-doconsumidor-cai-e-ameaca-empregos/ (adaptado).  
Assinale a alternativa que contenha, à frente da transcrição do excerto, uma justificativa correta para o emprego do sinal de pontuação.
Alternativas
Q4389742 Português
Para responder às questões, leia o texto abaixo:


O prazer da leitura


A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras


Publicado em 10/09/2011

por Rubem Alves


(…)


Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: minha mãe as tocava ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.


Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. “Erotizada” – sim, erotizada! – pelas delícias da leitura ouvida, a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.


Confesso nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise sintática. Mas me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não eram aulas. Eram concertos. A professora lia como uma artista que toca o seu instrumento. De todos os instrumentos a voz é o mais importante. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o ouvi. Era sempre uma tristeza quando a professora fechava o livro…


ALVES, Rubem. O prazer da leitura. Revista Ensino Superior, 10 set. 2011. Disponível em: Revista Ensino Superior. Acesso em: 24 set. 2026. https://revistaensinosuperior.com. br/2011/09/10/o-prazer-da-leitura/
Observe o seguinte trecho retirado do texto:

“Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro!”

Analise as afirmativas abaixo em relação à função sintática.

1. Os pronomes “los”, em duas ocorrências, e a expressão “o mundo” exercem a mesma função sintática.
2. As expressão “das delícias” exerce a função sintática de complemento nominal.
3. Em todas as incidências da palavra “que” no trecho, ela deve ser classificada como conjunção integrante, por iniciar orações subordinadas adjetivas.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4389438 Português
A organização sintática de um texto revela muito sobre a maneira como o autor articula suas ideias. Períodos simples, formados por uma única oração, tendem a transmitir informações de forma direta e objetiva. Já períodos compostos — construídos pela coordenação ou pela subordinação de orações — permitem estabelecer relações mais complexas entre os enunciados, seja por meio da justaposição de ideias de igual valor sintático, seja pela hierarquização de uma oração em relação a outra, da qual depende gramaticalmente. Considerando os conceitos de oração, período, coordenação e subordinação, analise as afirmativas a seguir.
I. Nas construções 'Decidiu-se que você continue na liderança' e 'Foi decidido que você continue na liderança', a oração iniciada por 'que' classifica-se, em ambos os casos, como oração subordinada substantiva subjetiva.
II. Na frase 'Os médicos que são profissionais conscientes merecem nosso respeito', a oração iniciada pelo pronome relativo 'que' é subordinada adjetiva, indicando que todos os médicos são considerados profissionais conscientes.
III. A oração 'À proporção que juntávamos algum dinheiro, comprávamos o material escolar para os alunos carentes' classifica-se como oração subordinada adverbial proporcional, podendo a expressão 'à proporção que' ser substituída por 'quanto mais', desde que a oração principal também seja ajustada para incluir o correlato 'mais', sem alteração do sentido essencial de proporcionalidade entre as duas ações.
IV. A oração 'Cuide bem do jardim, porque as plantas estão secando' classifica-se como subordinada adverbial causal, apresentando a causa/motivo para a recomendação.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4384551 Português
Considere as ocorrências destacadas do vocábulo “que” nos seguintes fragmentos retirados do texto:
“Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública”.
“A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais”. 
“Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil”.

Com base na análise morfossintática das ocorrências destacadas, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

(  ) Na primeira ocorrência, o vocábulo “que” é pronome relativo, retoma o antecedente “fatores”, e introduz uma oração subordinada adjetiva.
(  ) Na segunda e na terceira ocorrências, o vocábulo “que” classifica-se como conjunção subordinativa integrante.
(  ) Em “constatou que o número de professores [...] encolheu [...]”, a oração introduzida por “que” classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta, pois completa, sem preposição, o sentido do verbo “constatou”.
(  ) Na segunda ocorrência, por introduzir uma oração cujo predicado contém o verbo impessoal “haver”, o vocábulo “que” introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4376563 Português

Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos



Por Lucas Vilalta, pesquisador da Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados da USP



Post category: Artigos https://jornal.usp.br/? p=808419


24/09/2024 - Publicado há 2 anos



Após publicar artigo neste mesmo canal sobre a possibilidade de termos transparência de algoritmos para os sistemas de Inteligência Artificial (IA), o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, convidou-me para dialogar com as preocupações e trabalhos que a equipe tem desenvolvido sobre o impacto das big techs e da IA para a democracia e os direitos humanos. Como a conversa foi muito boa, decidi compartilhar um pouco do que debatemos naquele dia, então, com um público mais amplo.


Minha fala inicial ali abordou três pontos centrais:



1. o que são os sistemas de IA de um ponto de vista técnico e social;


2. seus impactos para a democracia; e


3. ameaças aos direitos humanos e caminhos para enfrentá-las.



Em relação ao ponto 1, remeto o leitor ou a leitora ao que apresentei no artigo anterior. De modo geral, tratava-se de mostrar, como o fez Kate Crawford em seu livro Atlas da IA, que “a IA não é artificial nem inteligente. Na verdade, ela existe de forma corpórea, como algo material, feito de recursos naturais, combustíveis, mão de obra, infraestrutura, logística, histórias e classificações. Os sistemas de IA não são autônomos, racionais, tampouco capazes de discernir algo sem um treinamento extenso e computacionalmente intensivo, com enormes conjuntos de dados ou regras e recompensas pré-definidas. De fato, tal como a conhecemos, a IA depende totalmente de um conjunto muito mais vasto de estruturas políticas e sociais”. 


É preciso afastar as mistificações que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA. Se ela nasceu com o propósito de imitar a inteligência humana, hoje, a IA certamente se caracteriza muito mais como sistemas sociotécnicos de captura e processamento da inteligência social para que as big techs possam fornecer assistência algorítmica como algo indispensável ______ vida humana. A IA 2.0 é a promessa de um serviço de assistência em que os usuários vão poder ser manipuladores de algoritmos (a partir de prompts), automatizando processos de trabalho e linguagem em suas rotinas ou negócios. A IA não é uma máquina separada da sociedade, é a própria sociedade sendo processada de modo maquínico pelas plataformas. É mais urgente nos preocuparmos não com uma superinteligência ou com indivíduos autônomos (robôs) que irão nos dominar, mas com os impactos ambientais, econômicos, sociais e humanos que já estão em curso. [...]


    VILALTA, Lucas. Jornal da USP. Impactos estruturais da inteligência artificial na democracia e nos direitos humanos. Adaptado. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/Impactos-estruturais-dainteligência-artificial-na-democracia-e-nos-direitoshumanos/. Acesso em:30 set. 2024. 

No fragmento: É preciso afastar as mistificações que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA. Analise as afirmações sobre o termo destacado “que” e marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso:



( ) Em relação à Classificação Gramatical (Classe de palavras) a palavra destacada “que” trata-se de um pronome relativo.


( ) Ele substitui e se refere ao termo antecedente ("as mistificações"), evitando a sua repetição ("as mistificações têm dominado...").


( ) Em relação à Classificação Gramatical (Classe de palavras) a palavra destacada “que” trata-se de uma conjunção integrante.


( ) Em relação a análise sintática classificamos este fragmento: “que têm dominado a cobertura midiática e boa parte do debate público sobre a IA” como uma oração subordinada substantiva.

Alternativas
Q4375840 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano

A rede de organizações ambientais e de pesquisa Observatório do Clima lançou nesta terça-feira (18) relatório que reúne 37 soluções para que o Brasil possa reduzir as emissões de metano (CH4). O gás é considerado um dos mais potentes poluidores causadores das mudanças climáticas.

Apesar de durar apenas de 10 a 20 anos na atmosfera, o metano tem um potencial de aquecimento do planeta 28 vezes maior que o gás carbônico (CO2). O Brasil é o quinto país que mais emite esse poluidor, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia.

Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, o Brasil lançou na atmosfera, em 2024, 21 milhões de toneladas de metano.

Para o coordenador do sistema, David Tsai, reduzir as emissões de metano é uma ação crítica para frear o aquecimento global e trazer o planeta à normalidade climática. "Temos à disposição um amplo conjunto de soluções para fazer isso, mas o Brasil precisa transformar esse conhecimento em ação coordenada e com escala", diz.

As soluções trazidas no relatório são direcionadas a quatro setores de atividades: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas e energia. Para cada área são sugeridas ações de planejamento, financiamento, governança, operação e monitoramento.

No setor da agropecuária, por exemplo, são 15 propostas que exigem envolvimento dos diversos setores, incluindo os setores produtivos, governos, instituições financeiras e academia. "Entre as ações estão mudanças no manejo de animais e dos resíduos, o planejamento territorial e a intensificação de assistência técnica e acesso ao crédito."

O setor da agropecuária é um dos principais emissores de metano e foi responsável por 15,7 milhões de toneladas de metano, em 2024, o que corresponde a 75,8% do total das emissões brasileiras no mesmo ano.

Para Gabriel Quintana, coordenador da área de Ciência do Clima do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) — responsável pelas propostas para o setor —, as mudanças necessárias são oportunidades para incluir produtividade e eficiência na produção de alimentos.

"Essa edição do SEEG Soluções expande as estratégias já existentes, trazendo opções que podem ser implementadas por produtores, municípios e regiões do país", diz.

O manejo e governança de aterros sanitários e a eliminação dos lixões também são medidas necessárias para eliminar a emissão de metano no setor de resíduos. Para auxiliar, a rede global Iclei — Governos Locais pela Sustentabilidade contribuiu com 12 propostas no relatório.

São medidas para inspirar cidades brasileiras a reduzir a geração e o desperdício de resíduos, como a ampliação de coleta seletiva e aproveitamento energético de materiais, afirma Iris Coluna, assessora do Iclei — Governos Locais pela Sustentabilidade.

Para o setor de Mudança no Uso da Terra (MUT) e Florestas, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) contribuiu com cinco sugestões no relatório. As ações sugerem melhorias no monitoramento, prevenção e combate a incêndios na vegetação nativa.

As últimas cinco sugestões do relatório apontam soluções para reduzir a emissão de metano nas cadeias de combustíveis fósseis como petróleo, gás e carvão. São ações com foco no vazamento e desperdício nos processos produtivos.

As contribuições são do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que direciona respostas específicas para as diferentes necessidades do setor.

"Quem cozinha com lenha porque não tem acesso a outra fonte de energia precisa de política pública. Já as emissões da cadeia de combustíveis fósseis vêm de operação industrial, e ali cabe responsabilizar quem lucra com a atividade", conclui a pesquisadora do Iema, Ingrid Graces.


SINIMBÚ, Fabíola. Relatório traz soluções para reduzir emissões de metano [adaptado]. Agência Brasil, Brasília, 18 ago. 2026. Meio Ambiente. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-08/relatori o-traz-solucoes-para-reduzir-emissoes-de-metano-no-pais. Acesso em: 22 ago. 2026.
"As contribuições são do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), que direciona respostas específicas para as diferentes necessidades do setor."

Assinale a alternativa correta quanto à classificação da oração destacada.
Alternativas
Q4373359 Português
Texto: AÇÚCAR ENCONTRADO NO ESPAÇO? O QUE ESSA DESCOBERTA PODE NOS ENSINAR SOBRE A ORIGEM DA VIDA


Bibi Bailas


Você já imaginou que um tipo de açúcar pudesse existir entre as estrelas? Foi exatamente isso que um grupo de cientistas descobriu.

Usando radiotelescópios capazes de detectar moléculas muito distantes da Terra, eles identificaram um açúcar chamado eritrulose em uma enorme nuvem de gás e poeira da nossa galáxia.

Mas calma! Isso não significa que existam doces flutuando no espaço e muito menos que encontraram vida extraterrestre.

O espaço entre as estrelas não é completamente vazio. Ali existem gases, poeira e diversas moléculas. Quando essas partículas ficam sobre pequenos grãos de poeira cósmica, podem acontecer reações químicas, mesmo em temperaturas extremamente baixas, próximas de −250°C.

Essas reações conseguem formar moléculas cada vez mais complexas. A eritrulose é uma delas. Ela pertence ao grupo dos açúcares, compostos feitos principalmente de carbono, hidrogênio e oxigênio.

Mas por que isso é importante? Porque os açúcares são essenciais para a vida como conhecemos. Eles participam da produção de energia nas células e fazem parte da estrutura de moléculas importantes. Além disso, outros açúcares, como a ribose, compõem o RNA, uma molécula fundamental para todos os seres vivos.

Os cientistas acreditam que, há cerca de 4 bilhões de anos, cometas e asteroides bombardearam a Terra primitiva. Se esses corpos carregavam moléculas orgânicas produzidas no espaço, eles podem ter ajudado a enriquecer nosso planeta com alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.

Isso quer dizer que a vida veio do espaço? Ainda não sabemos. A descoberta não prova essa hipótese. Ela mostra apenas que alguns dos blocos químicos usados pela vida podem se formar naturalmente fora da Terra, sem a participação de nenhum organismo. Essa diferença é muito importante.

Uma molécula orgânica não é um ser vivo. Assim como tijolos não formam uma casa sozinhos, os ingredientes da vida precisam passar por muitas outras etapas até que surja uma célula.

Nos últimos anos, os astrônomos já encontraram álcool, amônia, aminoácidos e dezenas de outras moléculas orgânicas no Universo. Agora, a lista ganhou mais um integrante.

Cada nova descoberta ajuda os cientistas a responder uma das maiores perguntas da humanidade: como a vida começou?

Talvez a resposta não esteja apenas na Terra. Pode ser que parte dessa história tenha começado muito antes, em pequenas partículas de poeira viajando entre as estrelas.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibibailas/2026/07/acucar-encontrado-no-espaco-o-queessa-descoberta-pode-nos-ensinar-sobre-a-origem-davida.shtml. Acesso em 24/07/2026  
“Isso não significa que existam doces flutuando no espaço e muito menos que encontraram vida extraterrestre.” (3º parágrafo). A oração introduzida pelo elemento em destaque pode ser classificada como subordinada: 
Alternativas
Respostas
41: E
42: C
43: E
44: A
45: D
46: D
47: C
48: C
49: D
50: E
51: C
52: A
53: C
54: B
55: A
56: A
57: A
58: A
59: C
60: C