Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português
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1. “Uma possível lição para governos e empresas seria promover iniciativas que fortaleçam essas preferências comportamentais para aumentar o estado de satisfação geral”.
2. “Os autores citam pesquisas anteriores indicando que gastos pró-sociais e atitudes cooperativas podem gerar ganhos emocionais relevantes”.
O espetáculo do hermetismo* : a retórica oracular contra a generosidade intelectual
Por Marco Aurélio Werle


(Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=1024676 – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “Há um modelo contemporâneo de pensador público ........ autoridade não se constrói pela capacidade de iluminar, mas pelo poder de encantar através da opacidade”.
• “É o intelectual oracular, figura cativa de debates acadêmicos e mesas-redondas, ........ ensaísmo opera prioritariamente por meio de um labirinto retórico sedutor”.
• “Uma postura ....... influência se baseia na máxima clareza metodológica”.
“Sua mãe, Claudia Flores, recorda as primeiras indicações que a fizeram pensar que havia algo especial com David.”
Sobre o excerto, afirma-se:
I. O termo “Claudia Flores” exerce a função sintática de aposto do substantivo que o antecede.
II. O primeiro “que” é um pronome relativo que introduz uma oração subordinada adjetiva.
III. O verbo “haver”, no contexto, é um verbo impessoal.
Está(ão) correta(s):
“(...) para combater o bullying que sofreu na escola.”
A função sintática do pronome relativo em destaque é a de:
Texto CG1A1
Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%.
Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças.
De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%.
Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%.
O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.
“O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann.
Internet:
Texto CG1A1
Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%.
Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças.
De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%.
Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%.
O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.
“O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann.
Internet:
I A segunda oração do período tem função adjetiva e se caracteriza como restritiva.
II A forma verbal “ocupam” está flexionada na terceira pessoa do plural porque concorda com o termo “daqueles”, que funciona como sujeito gramatical da oração constituída por tal forma verbal.
III Estariam mantidas a correção gramatical do período e as relações sintáticas nele estabelecidas caso o trecho “daqueles que ocupam os quadros de liderança” fosse reescrito como àqueles ocupantes dos quadros de liderança.
Assinale a opção correta.

“Para o linguista norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro ‘OK’, a expressão é ‘a invenção mais sensacional da língua inglesa’ [...]” (l. 06–08).
I. O segmento sublinhado exerce função de aposto explicativo, acrescentando uma informação explicativa sobre Allan Metcalf.
II. O segmento sublinhado poderia ser reescrito na forma de uma oração subordinada adjetiva restritiva, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do período.
III. A retirada do segmento sublinhado preservaria a estrutura sintática essencial do período e sua correção gramatical, embora reduzisse as informações apresentadas ao leitor.
Quais estão corretas?
"..., mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro."
o pronome que introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva e retoma corretamente o termo:
Contato diário com cultura e arte pode desacelerar
envelhecimento, diz estudo
Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que
prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a
ritmo mais lento de envelhecimento celular
Sarah Macedo
Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou
visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente.
Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na
Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades
culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.
O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation
in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido,
incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses
dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos
participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.
Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam
com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente
do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha
esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3%
mais lento.
Em média, os participantes que realizavam alguma
atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que
aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam
exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de
seis meses nessa mesma métrica.
Como o estudo foi feito
Para a pesquisa, os participantes precisaram responder
com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como
canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições,
eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como
monumentos, prédios antigos e parques históricos).
“Os resultados fornecem evidências de que o
envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um
comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”,
disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em
entrevista ao The Guardian.
Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do
estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o
envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico
mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que
associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do
risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de
exercícios físicos.
Fancourt também destacou que diferentes atividades
culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de
atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais,
visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente,
emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista
Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como
manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.”
[...]
Adaptado de:
https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/contato-diario-com-cultura-e-arte-pode-desacelerar-envelhecimento-diz-estudo.ghtml.
Acesso em: 17 jun. 2026.
Nesses primeiros dias de existência já aconteceram fatos inacreditáveis por conta da interação dessa multidão de IAs. Chame-os de “comportamentos emergentes”. O termo é um eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados, imprevisíveis ou fora do controle.
“Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão. Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular, que me vexa imprimi-lo, mas vá lá.
Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.”
Machado de Assis. Dom Casmurro. Livraria Garnier. 1ª ed. em 1899.
Sobre a estruturação ou a significação desse texto, assinale a afirmativa incorreta.
Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.
Após a leitura, analise as afirmativas a seguir:
I. No trecho “Um excesso de zelo que”, o termo “que” exerce função morfossintática de pronome relativo;
II. A oração “se fosse aplicado a temas realmente importantes”, classificada como oração subordinada adverbial condicional, está entre o sujeito e o verbo de uma oração, o que justifica o uso das vírgulas;
III. As orações “que talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo” e “que impacta diretamente sua vida” são orações subordinadas substantivas;
IV. No trecho “Um excesso de zelo”, o termo em destaque trata-se de um adjunto adnominal.
Após análise das afirmativas, pode-se afirmar que:
1. “que pelo menos 3 mil pessoas estão desabrigadas em diferentes bairros de Juiz de Fora.” (oração subordinada substantiva objetiva direta – complemento do verbo comunicou);
2. “que cerca de 4.000 clientes permanecem sem energia em Juiz de Fora e locais próximos.” (oração subordinada substantiva objetiva direta – complemento do verbo informa);
3. “que atingiram o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (23)” (oração subordinada adjetiva restritiva – refere-se a chuvas);
4. “onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição.” (oração subordinada adjetiva restritiva – refere-se a Zona da Mata).
No que se refere às relações de coordenação e subordinação, sobre a frase “Esse processo é mais comum em pessoas que permanecem muito tempo em pé ou possuem predisposição genética para problemas circulatórios”, retirada do texto, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O termo “que” é um pronome relativo que retoma a palavra “pessoas”, evitando a sua repetição na frase.
II. O termo “ou” é uma conjunção coordenativa alternativa, pois põe em relação duas ideias que se apresentam como possibilidades distintas.
III. Todas as informações apresentadas na frase poderiam ser separadas em frases independentes, sem que uma dependesse da outra para fazer sentido.
