Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português

Questões Discursivas

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Q4209216 Português

Texto III:


‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas 

Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026 


Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.

Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.

Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.

Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).

Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.

Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.

Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.

O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.

Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.

Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.

Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.

Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.

“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.

Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.

Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.

A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.

Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.

Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.

“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.

É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.

“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.

O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.

Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.

O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.

[...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026. 

No fragmento “Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez”, os elementos em destaque iniciam orações que podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q4207978 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cuidado Integral de Saúde


   Cuidado em saúde não é apenas um nível de atenção do sistema de saúde ou um _ _ _ _ _ _ técnico simplificado, mas uma ação integral que tem significados e sentidos voltados para _ _ _ _ _ _ de saúde como o ‘direito de ser’. Pensar o direito de ser na saúde é ter ‘cuidado’ com as diferenças dos sujeitos – respeitando as relações de etnia, gênero e raça – que são portadores não somente de deficiências ou patologias, mas de necessidades específicas. Pensar o direito de ser é garantir acesso às outras práticas terapêuticas, permitindo ao usuário participar ativamente da decisão _ _ _ _ _ _ da melhor tecnologia médica a ser por ele utilizada.

   Cuidado em saúde é o tratar, o respeitar, o acolher, o atender o ser humano em seu sofrimento – em grande medida fruto de sua fragilidade social –, mas com qualidade e resolutividade de seus problemas. O cuidado em saúde é uma ação integral fruto do “entre-relações” de pessoas, ou seja, ação integral como efeitos e repercussões de interações positivas entre usuários, profissionais e instituições, que são traduzidas em atitudes, tais como: tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo.

  O cuidar em saúde é uma atitude interativa que inclui o envolvimento e o relacionamento entre as partes, compreendendo acolhimento como escuta do sujeito, respeito pelo seu sofrimento e história de vida. Se, por um lado, o cuidado em saúde, seja dos profissionais ou de outros relacionamentos, pode diminuir o impacto do adoecimento, por outro, a falta de ‘cuidado’ – ou seja o descaso, o abandono, o desamparo – pode agravar o sofrimento dos pacientes e aumentar o isolamento social causado pelo adoecimento. O modelo biomédico que orienta o conjunto das profissões em saúde, ao se apoiar nos meios diagnósticos para evidenciar leões e doenças, afastou-se do sujeito humano sofredor como totalidade viva e permitiu que o diagnóstico substituísse a atenção e o ‘cuidado’ integral ... saúde. Entretanto, mais do que o diagnóstico, os sujeitos desejam se sentir cuidados e acolhidos em suas demandas e necessidades. O cuidado em saúde é uma dimensão da integralidade em saúde que deve permear as práticas de saúde, não podendo se restringir apenas ... competências e tarefas técnicas, pois o acolhimento, os vínculos de intersubjetividade e a escuta dos sujeitos compõem os elementos inerentes ... sua constituição.

   O ‘cuidado’ é uma relação intersubjetiva que se desenvolve em um tempo contínuo, e que, além do saber profissional e das tecnologias necessárias, abre espaço para negociação e a inclusão do saber, dos desejos e das necessidades do outro. O trabalho interdisciplinar e a articulação dos profissionais, gestores dos serviços de saúde e usuários em redes, de tal modo que todos participem ativamente, podem ampliar o ‘cuidado’ e fortalecer a rede de apoio social. Com isso, a noção de ‘cuidado’ integral permite inserir, no âmbito da saúde, as preocupações pelo bem estar dos indivíduos – opondo-se a uma visão meramente economicista – e devolver a esses indivíduos o poder de julgar quais são suas necessidades de saúde, situando-os assim como outros sujeitos e não como outros-objetos.


Disponível em <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/a-construcao-da-maldade-cml9ccxuz01b2012tzo0ixqi1.html > (adaptado). Acesso em 02 de maio de 2026. 
No terceiro parágrafo, o termo “que” em negrito introduz uma oração: 
Alternativas
Q4207767 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cão Orelha: psicóloga explica o que leva alguém a maltratar animais 


    A morte do cachorrinho Orelha, em Florianópolis, comoveu o país. Conhecido e cuidado por moradores da região, o cão comunitário tinha cerca de 10 anos e fazia parte da rotina da vizinhança. No início de janeiro, entretanto, sua história teve um desfecho doloroso: Orelha foi atacado por um grupo de quatro _ _ _ _ _ _ _ _ e sofreu ferimentos graves. 

    Socorrido e levado a uma clínica veterinária, o animal teve de ser _ _ _ _ _ _ à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. A notícia provocou _ _ _ _ _ _, tristeza e uma onda de manifestações nas redes sociais.

    Para além da comoção, o episódio chama a atenção para as origens psicológicas da violência contra animais, como lidar com o luto após a morte dos pets e onde denunciar maus-tratos.

    Segundo a psicóloga Juliana Sato, especializada em luto pet e comportamento humano, ... agressão contra animais é um comportamento grave que, do ponto de vista psicológico, pode indicar dificuldades na regulação emocional, na empatia e no reconhecimento de limites éticos.

    Esse tipo de conduta, explica ... especialista, pode surgir em contextos de vulnerabilidade psicossocial, como exposição ... violência, negligência, dinâmicas familiares disfuncionais, dificuldades persistentes no manejo da frustração e prejuízos no controle de impulsos.

     Ainda assim, não é possível reduzir o fenômeno a uma única causa. “Mas é importante reconhecer que esse tipo de comportamento pode funcionar como marcador de risco e exige atenção, responsabilização e encaminhamentos adequados”, completa.


    Esse tipo de ação está associado a adoecimento psicológico?

    Do ponto de vista científico, a resposta é cautelosa. Embora a agressividade contra animais possa ser um dos comportamentos associados a determinados transtornos psicológicos, não é possível estabelecer diagnósticos com base em episódios isolados.

    Em termos clínicos, esse comportamento pode aparecer em transtornos disruptivos e de conduta — sobretudo na adolescência —, no uso de substâncias, em quadros de impulsividade acentuada ou em situações em que há prejuízo no julgamento, no autocontrole e na empatia.

    Aliás, há estudos que apontam que dados policiais mostram que pessoas envolvidas em crueldade animal têm probabilidade maior de cometer crimes contra pessoas, como agressões e até homicídio.

    Por outro lado, é importante ter cuidado para evitar tanto a patologização automática quanto a minimização do comportamento. “[Por isso,] do ponto de vista ético e técnico, diante de uma conduta dessa gravidade, esse tipo de comportamento deve motivar avaliação psicológica especializada e, quando indicado, psiquiátrica”, narra Juliana.

Como lidar com o luto após a morte violenta de um animal?

    Casos como o de Orelha costumam gerar um luto complexo, marcado pela perda, mas também pelo choque e pela sensação de insegurança. Nesses casos, o cuidado psicológico envolve tanto a elaboração do vínculo rompido quanto o enfrentamento do componente traumático. 

    A psicoterapia pode ajudar a organizar a narrativa do ocorrido, lidar com sentimentos de culpa, impotência e ansiedade e construir rituais de despedida que preservem a memória sem reforçar a revivência do trauma.

    “Também é relevante reconhecer que o luto por um animal ainda é, com frequência, socialmente invalidado, e a validação do sofrimento é parte do cuidado”, destaca Juliana.

    Casos de maus-tratos podem ser denunciados em delegacias comuns ou em unidades especializadas em meio ambiente ou proteção animal. Também é possível acionar o Ministério Público ou o IBAMA.

    A Constituição Federal estabelece que a proteção da fauna é dever do poder público e da coletividade, determinando que práticas que submetam animais à crueldade sejam vedadas por lei.

    Centros de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e órgãos ambientais também podem atuar, de acordo com a situação. Em casos de flagrante, uma orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

    Especialistas recomendam ainda verificar se o município possui canais específicos de denúncia. Além disso, instituições como a World Animal Protection orientam que o denunciante leve por escrito o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605, de 1998), já que nem todos os agentes públicos conhecem o detalhamento da legislação.

    A lei estabelece que os animais são tutelados pelo Estado, e o denunciante não se torna parte do processo judicial. Após a apuração, cabe ao poder público dar andamento à ação penal.


Texto Adaptado. 
Leia o trecho abaixo:

"A psicoterapia pode ajudar a organizar a narrativa do ocorrido, lidar com sentimentos de culpa, impotência e ansiedade e construir rituais de despedida que preservem a memória sem reforçar a revivência do trauma."

A oração iniciada pelo “que” 
Alternativas
Q4207384 Português
De acordo com Bechara (2019), analise as assertivas a seguir sobre o uso dos pronomes relativos das orações adjetivas:
I. O pronome relativo “que”, quando precedido da preposição necessária, pode exercer as funções de sujeito e predicativo.
II. O pronome “quem”, sempre em referência a pessoas ou coisas personificadas, só se emprega precedido de preposição, e exerce as funções sintáticas de objeto indireto, objeto direto, complemento relativo, adjunto adverbial e agente da passiva.
III. Os pronomes “cujo(s)” e “cuja(s)”, precedidos ou não de preposição, valem sempre “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais” (caso em que a preposição “de” tem sentido de posse) e funcionam como adjunto adnominal do substantivo seguinte com o qual concordam em gênero e número.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4204629 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No trecho "O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos...", quanto ao emprego da palavra destacada pode-se inferir que 
Alternativas
Q4203260 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cada vez mais brasileiros deixam Portugal e recomeçam na Espanha

O brasileiro Paulo Geronimo espera ser beneficiado pelo processo extraordinário de regularização iniciado na Espanha em abril, voltado a imigrantes que já vivem no país. Após sete anos em Portugal, ele se mudou com a família para a Espanha em 2025.

Apesar de ter regularizado sua situação em Portugal, Paulo afirma que passou a perceber maior hostilidade contra brasileiros, além de considerar os salários espanhóis mais atrativos. Com experiência como motorista de caminhão, conseguiu promessa de contrato de trabalho e desenvolve um aplicativo voltado ao setor de transporte.

A Espanha adota um discurso mais favorável à imigração e políticas voltadas à integração dos estrangeiros, diferentemente de Portugal, que abriga a maior comunidade brasileira da Europa. Somado ao crescimento econômico espanhol, esse cenário ajuda a explicar o aumento do interesse de brasileiros pela mudança.

Nos últimos meses, cresceram os grupos virtuais com orientações sobre migração para a Espanha, especialmente em regiões de fronteira. O movimento envolve tanto imigrantes irregulares quanto pessoas já regularizadas.

Uma professora universitária aposentada decidiu deixar o norte de Portugal e mudar-se com a família para a Espanha, relatando aumento da hostilidade contra imigrantes e sobrecarga dos serviços públicos portugueses. Seu marido aguardava havia dois anos a renovação do visto de residência.

Dados oficiais indicam crescimento acelerado da comunidade brasileira na Espanha nos últimos anos, com milhares de novos registros apenas no último trimestre analisado.

Embora a regularização extraordinária beneficie apenas pessoas que já estavam na Espanha até o final de 2025, o interesse pela mudança também decorre do endurecimento das regras migratórias portuguesas e da busca por melhores condições de vida.

Portugal aprovou mudanças legais que restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar e ampliam o tempo necessário para solicitação de cidadania portuguesa. Especialistas observam que o país abandonou um dos modelos migratórios mais flexíveis da Europa.

Além disso, cresceram os registros de discriminação e hostilidade contra imigrantes. Pesquisas apontam aumento da percepção negativa sobre brasileiros, enquanto casos de preconceito ganharam maior Analistas relacionam as diferenças entre Portugal e Espanha às orientações políticas dos governos atuais. Enquanto a Espanha mantém discurso mais favorável à imigração, Portugal passou a adotar postura mais restritiva.

Outro fator importante é o impacto proporcional da imigração. Embora a Espanha tenha recebido mais imigrantes em números absolutos, o crescimento populacional relativo foi mais intenso em Portugal, pressionando serviços públicos.

Na Espanha, o governo apresenta a imigração como solução para problemas estruturais, como envelhecimento populacional e falta de mão de obra. Especialistas destacam que parte do crescimento econômico espanhol recente está associada à imigração, além de os salários serem superiores aos portugueses.

A regularização extraordinária integra um conjunto de medidas voltadas à integração dos imigrantes, incluindo facilitação do reconhecimento de diplomas e ampliação do acesso à saúde pública.

Especialistas observam que a Espanha possui um mercado informal capaz de absorver trabalhadores estrangeiros, contribuindo para o elevado número de imigrantes irregulares. O novo processo permite acelerar o acesso à residência e ao trabalho formal.

O governo argumenta que a medida atende a uma necessidade social e econômica, enquanto críticos afirmam que ela pode incentivar novas entradas irregulares. Pesquisas sobre regularizações anteriores, porém, indicam aumento do emprego formal e da arrecadação sem crescimento significativo da imigração irregular.

Estudiosos destacam que os fluxos migratórios resultam de fatores diversos, como crises econômicas, violência, oportunidades de trabalho e políticas migratórias internacionais.

Embora exista debate sobre imigração na Espanha, o tema ainda provoca menos polarização do que em Portugal. Pesquisas mostram que a questão não figura entre as principais preocupações da população espanhola.

Especialistas concluem que, apesar das mudanças políticas e das oscilações entre maior abertura ou restrição, a Europa continuará necessitando de trabalhadores estrangeiros para sustentar sua economia. Ainda assim, recomendam que a migração ocorra preferencialmente por vias legais, reduzindo riscos e vulnerabilidades.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp7k85l1po.adaptado.
Portugal aprovou mudanças legais "que" restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar [...]. 

Assinale a alternativa correta quanto à classificação da palavra "que" no contexto da frase. 
Alternativas
Q4202437 Português
Imagem associada para resolução da questão

CAZO. Relacionamento caro. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-relacionamentocaro/>..

Assinale a alternativa que apresenta uma forma reescrita do enunciado “Tô falando com o café, que aumentou o preço!" de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4198966 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.

Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia."
Considerando os recursos de coerência e coesão utilizados no trecho, julgue as afirmativas:
I.O uso de 'Isso' atua como um elemento de coesão referencial anafórica, retomando uma ideia já apresentada no contexto anterior, isto é, o conjunto de circunstâncias descritas no texto que torna oportuno perseguir formigas-rainhas e comercializá-las.
II.O pronome relativo 'que' em 'que se aproveita...' retoma 'mercado negro global' e introduz uma oração subordinada que especifica e amplia essa informação, contribuindo para a progressão temática do texto.
III.A retomada do referente 'insetos' ocorre por meio de elipse do sujeito em "constroem uma colônia", mantendo-se o mesmo referente implícito, bem como pela continuidade temática do texto, sem a utilização de substituição lexical explícita por pronomes.
IV.A inserção de uma vírgula após 'Isso' não comprometeria a correção gramatical da frase, embora altere o valor semântico ao enfatizar o momento enunciativo.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas. 
Alternativas
Q4197646 Português
Analise as orações a seguir e identifique aquela em que a oração destacada exerce função de oração subordinada adjetiva explicativa. 
Alternativas
Q4197266 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia."
Considerando os recursos de coerência e coesão utilizados no trecho, julgue as afirmativas:

I.O uso de 'Isso' atua como um elemento de coesão referencial anafórica, retomando uma ideia já apresentada no contexto anterior, isto é, o conjunto de circunstâncias descritas no texto que torna oportuno perseguir formigas-rainhas e comercializá-las.
II.O pronome relativo 'que' em 'que se aproveita...' retoma 'mercado negro global' e introduz uma oração subordinada que especifica e amplia essa informação, contribuindo para a progressão temática do texto.
III.A retomada do referente 'insetos' ocorre por meio de elipse do sujeito em "constroem uma colônia", mantendo-se o mesmo referente implícito, bem como pela continuidade temática do texto, sem a utilização de substituição lexical explícita por pronomes.
IV.A inserção de uma vírgula após 'Isso' não comprometeria a correção gramatical da frase, embora altere o valor semântico ao enfatizar o momento enunciativo.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4196720 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais


Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.

É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.  
Observe o período: "Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa." A oração introduzida pelo termo "que" classifica-se como subordinada:
Alternativas
Q4196274 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais

Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.


É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.
Observe o período: "Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa." A oração introduzida pelo termo "que" classifica-se como subordinada:
Alternativas
Q4193048 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cada vez mais brasileiros deixam Portugal e recomeçam na Espanha


O brasileiro Paulo Geronimo espera ser beneficiado pelo processo extraordinário de regularização iniciado na Espanha em abril, voltado a imigrantes que já vivem no país. Após sete anos em Portugal, ele se mudou com a família para a Espanha em 2025.

Apesar de ter regularizado sua situação em Portugal, Paulo afirma que passou a perceber maior hostilidade contra brasileiros, além de considerar os salários espanhóis mais atrativos. Com experiência como motorista de caminhão, conseguiu promessa de contrato de trabalho e desenvolve um aplicativo voltado ao setor de transporte.

A Espanha adota um discurso mais favorável à imigração e políticas voltadas à integração dos estrangeiros, diferentemente de Portugal, que abriga a maior comunidade brasileira da Europa. Somado ao crescimento econômico espanhol, esse cenário ajuda a explicar o aumento do interesse de brasileiros pela mudança.

Nos últimos meses, cresceram os grupos virtuais com orientações sobre migração para a Espanha, especialmente em regiões de fronteira. O movimento envolve tanto imigrantes irregulares quanto pessoas já regularizadas.

Uma professora universitária aposentada decidiu deixar o norte de Portugal e mudar-se com a família para a Espanha, relatando aumento da hostilidade contra imigrantes e sobrecarga dos serviços públicos portugueses. Seu marido aguardava havia dois anos a renovação do visto de residência.

Dados oficiais indicam crescimento acelerado da comunidade brasileira na Espanha nos últimos anos, com milhares de novos registros apenas no último trimestre analisado.

Embora a regularização extraordinária beneficie apenas pessoas que já estavam na Espanha até o final de 2025, o interesse pela mudança também decorre do endurecimento das regras migratórias portuguesas e da busca por melhores condições de vida.

Portugal aprovou mudanças legais que restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar e ampliam o tempo necessário para solicitação de cidadania portuguesa. Especialistas observam que o país abandonou um dos modelos migratórios mais flexíveis da Europa.

Além disso, cresceram os registros de discriminação e hostilidade contra imigrantes. Pesquisas apontam aumento da percepção negativa sobre brasileiros, enquanto casos de preconceito ganharam maior visibilidade.

Analistas relacionam as diferenças entre Portugal e Espanha às orientações políticas dos governos atuais. Enquanto a Espanha mantém discurso mais favorável à imigração, Portugal passou a adotar postura mais restritiva.

Outro fator importante é o impacto proporcional da imigração. Embora a Espanha tenha recebido mais imigrantes em números absolutos, o crescimento populacional relativo foi mais intenso em Portugal, pressionando serviços públicos.

Na Espanha, o governo apresenta a imigração como solução para problemas estruturais, como envelhecimento populacional e falta de mão de obra. Especialistas destacam que parte do crescimento econômico espanhol recente está associada à imigração, além de os salários serem superiores aos portugueses.

A regularização extraordinária integra um conjunto de medidas voltadas à integração dos imigrantes, incluindo facilitação do reconhecimento de diplomas e ampliação do acesso à saúde pública.

Especialistas observam que a Espanha possui um mercado informal capaz de absorver trabalhadores estrangeiros, contribuindo para o elevado número de imigrantes irregulares. O novo processo permite acelerar o acesso à residência e ao trabalho formal.

O governo argumenta que a medida atende a uma necessidade social e econômica, enquanto críticos afirmam que ela pode incentivar novas entradas irregulares. Pesquisas sobre regularizações anteriores, porém, indicam aumento do emprego formal e da arrecadação sem crescimento significativo da imigração irregular.

Estudiosos destacam que os fluxos migratórios resultam de fatores diversos, como crises econômicas, violência, oportunidades de trabalho e políticas migratórias internacionais.

Embora exista debate sobre imigração na Espanha, o tema ainda provoca menos polarização do que em Portugal. Pesquisas mostram que a questão não figura entre as principais preocupações da população espanhola.

Especialistas concluem que, apesar das mudanças políticas e das oscilações entre maior abertura ou restrição, a Europa continuará necessitando de trabalhadores estrangeiros para sustentar sua economia. Ainda assim, recomendam que a migração ocorra preferencialmente por vias legais, reduzindo riscos e vulnerabilidades.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp7k85l1po.adaptado.
Portugal aprovou mudanças legais "que" restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar [...].

Assinale a alternativa correta quanto à classificação da palavra "que" no contexto da frase.
Alternativas
Q4192999 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cada vez mais brasileiros deixam Portugal e recomeçam na Espanha


O brasileiro Paulo Geronimo espera ser beneficiado pelo processo extraordinário de regularização iniciado na Espanha em abril, voltado a imigrantes que já vivem no país. Após sete anos em Portugal, ele se mudou com a família para a Espanha em 2025.

Apesar de ter regularizado sua situação em Portugal, Paulo afirma que passou a perceber maior hostilidade contra brasileiros, além de considerar os salários espanhóis mais atrativos. Com experiência como motorista de caminhão, conseguiu promessa de contrato de trabalho e desenvolve um aplicativo voltado ao setor de transporte.

A Espanha adota um discurso mais favorável à imigração e políticas voltadas à integração dos estrangeiros, diferentemente de Portugal, que abriga a maior comunidade brasileira da Europa. Somado ao crescimento econômico espanhol, esse cenário ajuda a explicar o aumento do interesse de brasileiros pela mudança.

Nos últimos meses, cresceram os grupos virtuais com orientações sobre migração para a Espanha, especialmente em regiões de fronteira. O movimento envolve tanto imigrantes irregulares quanto pessoas já regularizadas.

Uma professora universitária aposentada decidiu deixar o norte de Portugal e mudar-se com a família para a Espanha, relatando aumento da hostilidade contra imigrantes e sobrecarga dos serviços públicos portugueses. Seu marido aguardava havia dois anos a renovação do visto de residência.

Dados oficiais indicam crescimento acelerado da comunidade brasileira na Espanha nos últimos anos, com milhares de novos registros apenas no último trimestre analisado.

Embora a regularização extraordinária beneficie apenas pessoas que já estavam na Espanha até o final de 2025, o interesse pela mudança também decorre do endurecimento das regras migratórias portuguesas e da busca por melhores condições de vida.

Portugal aprovou mudanças legais que restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar e ampliam o tempo necessário para solicitação de cidadania portuguesa. Especialistas observam que o país abandonou um dos modelos migratórios mais flexíveis da Europa.

Além disso, cresceram os registros de discriminação e hostilidade contra imigrantes. Pesquisas apontam aumento da percepção negativa sobre brasileiros, enquanto casos de preconceito ganharam maior visibilidade.

Analistas relacionam as diferenças entre Portugal e Espanha às orientações políticas dos governos atuais. Enquanto a Espanha mantém discurso mais favorável à imigração, Portugal passou a adotar postura mais restritiva.

Outro fator importante é o impacto proporcional da imigração. Embora a Espanha tenha recebido mais imigrantes em números absolutos, o crescimento populacional relativo foi mais intenso em Portugal, pressionando serviços públicos.

Na Espanha, o governo apresenta a imigração como solução para problemas estruturais, como envelhecimento populacional e falta de mão de obra. Especialistas destacam que parte do crescimento econômico espanhol recente está associada à imigração, além de os salários serem superiores aos portugueses.

A regularização extraordinária integra um conjunto de medidas voltadas à integração dos imigrantes, incluindo facilitação do reconhecimento de diplomas e ampliação do acesso à saúde pública.

Especialistas observam que a Espanha possui um mercado informal capaz de absorver trabalhadores estrangeiros, contribuindo para o elevado número de imigrantes irregulares. O novo processo permite acelerar o acesso à residência e ao trabalho formal.

O governo argumenta que a medida atende a uma necessidade social e econômica, enquanto críticos afirmam que ela pode incentivar novas entradas irregulares. Pesquisas sobre regularizações anteriores, porém, indicam aumento do emprego formal e da arrecadação sem crescimento significativo da imigração irregular.

Estudiosos destacam que os fluxos migratórios resultam de fatores diversos, como crises econômicas, violência, oportunidades de trabalho e políticas migratórias internacionais.

Embora exista debate sobre imigração na Espanha, o tema ainda provoca menos polarização do que em Portugal. Pesquisas mostram que a questão não figura entre as principais preocupações da população espanhola.

Especialistas concluem que, apesar das mudanças políticas e das oscilações entre maior abertura ou restrição, a Europa continuará necessitando de trabalhadores estrangeiros para sustentar sua economia. Ainda assim, recomendam que a migração ocorra preferencialmente por vias legais, reduzindo riscos e vulnerabilidades.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp7k85l1po.adaptado.
Portugal aprovou mudanças legais "que" restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar [...].

Assinale a alternativa correta quanto à classificação da palavra "que" no contexto da frase. 
Alternativas
Q4192905 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento 
"Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia."
Considerando os recursos de coerência e coesão utilizados no trecho, julgue as afirmativas:

I.O uso de 'Isso' atua como um elemento de coesão referencial anafórica, retomando uma ideia já apresentada no contexto anterior, isto é, o conjunto de circunstâncias descritas no texto que torna oportuno perseguir formigas-rainhas e comercializá-las.
II.O pronome relativo 'que' em 'que se aproveita...' retoma 'mercado negro global' e introduz uma oração subordinada que especifica e amplia essa informação, contribuindo para a progressão temática do texto.
III.A retomada do referente 'insetos' ocorre por meio de elipse do sujeito em "constroem uma colônia", mantendo-se o mesmo referente implícito, bem como pela continuidade temática do texto, sem a utilização de substituição lexical explícita por pronomes.
IV.A inserção de uma vírgula após 'Isso' não comprometeria a correção gramatical da frase, embora altere o valor semântico ao enfatizar o momento enunciativo.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas. 
Alternativas
Q4192739 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que cada vez mais brasileiros deixam Portugal e recomeçam na Espanha


O brasileiro Paulo Geronimo espera ser beneficiado pelo processo extraordinário de regularização iniciado na Espanha em abril, voltado a imigrantes que já vivem no país. Após sete anos em Portugal, ele se mudou com a família para a Espanha em 2025.

Apesar de ter regularizado sua situação em Portugal, Paulo afirma que passou a perceber maior hostilidade contra brasileiros, além de considerar os salários espanhóis mais atrativos. Com experiência como motorista de caminhão, conseguiu promessa de contrato de trabalho e desenvolve um aplicativo voltado ao setor de transporte.

A Espanha adota um discurso mais favorável à imigração e políticas voltadas à integração dos estrangeiros, diferentemente de Portugal, que abriga a maior comunidade brasileira da Europa. Somado ao crescimento econômico espanhol, esse cenário ajuda a explicar o aumento do interesse de brasileiros pela mudança.

Nos últimos meses, cresceram os grupos virtuais com orientações sobre migração para a Espanha, especialmente em regiões de fronteira. O movimento envolve tanto imigrantes irregulares quanto pessoas já regularizadas.

Uma professora universitária aposentada decidiu deixar o norte de Portugal e mudar-se com a família para a Espanha, relatando aumento da hostilidade contra imigrantes e sobrecarga dos serviços públicos portugueses. Seu marido aguardava havia dois anos a renovação do visto de residência.

Dados oficiais indicam crescimento acelerado da comunidade brasileira na Espanha nos últimos anos, com milhares de novos registros apenas no último trimestre analisado.

Embora a regularização extraordinária beneficie apenas pessoas que já estavam na Espanha até o final de 2025, o interesse pela mudança também decorre do endurecimento das regras migratórias portuguesas e da busca por melhores condições de vida.

Portugal aprovou mudanças legais que restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar e ampliam o tempo necessário para solicitação de cidadania portuguesa. Especialistas observam que o país abandonou um dos modelos migratórios mais flexíveis da Europa.

Além disso, cresceram os registros de discriminação e hostilidade contra imigrantes. Pesquisas apontam aumento da percepção negativa sobre brasileiros, enquanto casos de preconceito ganharam maior visibilidade.

Analistas relacionam as diferenças entre Portugal e Espanha às orientações políticas dos governos atuais. Enquanto a Espanha mantém discurso mais favorável à imigração, Portugal passou a adotar postura mais restritiva.

Outro fator importante é o impacto proporcional da imigração. Embora a Espanha tenha recebido mais imigrantes em números absolutos, o crescimento populacional relativo foi mais intenso em Portugal, pressionando serviços públicos.

Na Espanha, o governo apresenta a imigração como solução para problemas estruturais, como envelhecimento populacional e falta de mão de obra. Especialistas destacam que parte do crescimento econômico espanhol recente está associada à imigração, além de os salários serem superiores aos portugueses.

A regularização extraordinária integra um conjunto de medidas voltadas à integração dos imigrantes, incluindo facilitação do reconhecimento de diplomas e ampliação do acesso à saúde pública.

Especialistas observam que a Espanha possui um mercado informal capaz de absorver trabalhadores estrangeiros, contribuindo para o elevado número de imigrantes irregulares. O novo processo permite acelerar o acesso à residência e ao trabalho formal.

O governo argumenta que a medida atende a uma necessidade social e econômica, enquanto críticos afirmam que ela pode incentivar novas entradas irregulares. Pesquisas sobre regularizações anteriores, porém, indicam aumento do emprego formal e da arrecadação sem crescimento significativo da imigração irregular.

Estudiosos destacam que os fluxos migratórios resultam de fatores diversos, como crises econômicas, violência, oportunidades de trabalho e políticas migratórias internacionais.

Embora exista debate sobre imigração na Espanha, o tema ainda provoca menos polarização do que em Portugal. Pesquisas mostram que a questão não figura entre as principais preocupações da população espanhola.

Especialistas concluem que, apesar das mudanças políticas e das oscilações entre maior abertura ou restrição, a Europa continuará necessitando de trabalhadores estrangeiros para sustentar sua economia. Ainda assim, recomendam que a migração ocorra preferencialmente por vias legais, reduzindo riscos e vulnerabilidades.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp7k85l1po.adaptado.
Portugal aprovou mudanças legais "que" restringem mecanismos de regularização, dificultam o reagrupamento familiar [...].

Assinale a alternativa correta quanto à classificação da palavra "que" no contexto da frase.
Alternativas
Q4187810 Português

TEXTO I 


O fim da política.

 Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações


Roberto Motta 


O que você quer da política? Uma revolução que conserte todos os erros, coloque os bandidos na cadeia, livre os inocentes, corrija as injustiças e livre o país da corrupção? Não vai acontecer. Ninguém deve depender da política para ser feliz. Muito menos de revoluções. Especialmente de revoluções. Mas é isso que muitos esperam, inclusive pessoas que se acham “conservadoras”. Uma revolução.


Como já explicaram David Horowitz e Thomas Sowell, a disputa entre progressistas e conservadores é assimétrica. Progressistas vivem da política e para a política; conservadores só querem ser deixados em paz. Conservadores se envolvem em causas pontuais para defender direitos, enquanto para o militante progressista, tudo é oportunidade para ocupar espaços. Para estes, como já ensinou Saul Alinsky, “a questão nunca é a questão, a questão é sempre o poder”.


O modelo “democrático” incentiva o populismo irresponsável, o uso pessoal do poder e a degradação constante das finanças e da liberdade. Tudo o que o político precisa para alcançar o poder máximo são votos; cria-se então um óbvio incentivo para que ele minta, fraude eleições e compre votos, e para que seja irresponsável no exercício do poder. Niall Ferguson explicou isso em “A Grande Degeneração”, Karsten e Beckman em “Além da Democracia” e Hans-Hermann Hoppe em “Democracia, o Deus Que Falhou”.


Até que isso mude, políticos ruins serão substituídos por políticos piores. Exceções são raras. Isso não é acidente, mas a consequência inevitável. Essa não é uma postura derrotista. É uma visão realista. Não estou dizendo que está tudo perdido e que nada vale a pena. Ao contrário: afirmo que a vida é maravilhosa, cheia de possibilidades e que o progresso abriu inúmeras oportunidades de felicidade e realização pessoal – mas isso depende principalmente da ação individual. A política é apenas um instrumento – incompleto, imperfeito e sempre injusto. Não podemos depender dele.


Não dependa da política, dos políticos ou do Estado para nada. Construa sua vida, se desenvolva, cuide de sua família e proteja seus direitos de todas as formas possíveis. Acima de tudo, não transforme a frustração com a política em uma intolerância que vai encher a vida de rancor e ressentimento.


Nosso grande poder não está no voto, como os políticos querem nos fazer acreditar. Nosso poder está no raciocínio, no conhecimento, na consciência e em nossas ações. Apesar de tudo – apesar dos políticos – é possível prosperar e ser feliz, exercendo de forma consciente as faculdades que nos foram dadas por Deus.


Na política, nossas escolhas serão sempre pela alternativa menos ruim. As escolhas que fazemos em nossas vidas devem ser exatamente o contrário.


Fonte: MOTTA Roberto. O fim da política. https://revistaoeste.com/revista/edicao-319/o-fim-da-politica/  

Leia as afirmações abaixo e assinale a alternativa que contiver um comentário incorreto sobre o elemento em destaque segundo uma análise textual e gramatical. 
Alternativas
Q4186956 Português
TEXTO I

Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas

Pesquisa da CNI indica defasagem em habilidades ligadas à tecnologia e diferença entre faixas etárias

Victória Batalha

    O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas. Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população” divulgou os dados nesta sexta-feira, 17.
    Diferença entre idades expõe lacuna
    A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.
    Os dados revelam uma diferença relevante entre faixas etárias. Jovens de 16 a 24 anos concentram os maiores índices de domínio, com 65,7%. Na sequência aparecem pessoas de 25 a 34 anos, com 63,2%. A partir daí, o percentual recua de forma progressiva. Entre 35 e 44 anos, fica em 53,4%. Na faixa de 45 a 59 anos, cai para 36%. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.
  A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias, especialmente em áreas ligadas à automação e à inteligência artificial.
   O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA. A entidade identifica seis funções emergentes, com potencial de gerar ao menos 4.950 vagas.
    A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus, com 2 mil entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas ocorreram entre 10 e 15 de outubro de 2025. 

Fonte: BATALHA, Victória. Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas. https://revistaoeste.com/tecnologia/menos-da-metade-dos-brasileiros-temdominio-de-tarefas-digitais-avancadas
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:

( ) Em “O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas.” (1º par.), observa-se que a oração em destaque se classifica como subordinada adjetiva restritiva, o que justifica o uso da vírgula que a inicia.
( ) Em “Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%.” (1º par.), por possuir natureza adverbial de tempo, pode-se dizer que a oração em destaque se encontra deslocada da ordem direta do período composto, o que justifica o emprego obrigatório da vírgula após o vocábulo “básicas”.
( ) Em “A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia” (2º par.), o termo em destaque se encontra isolado por vírgulas por se tratar de um Aposto explicativo.
( ) Em “Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.” (3º par.), a expressão em destaque poderia receber corretamente o sinal de Crase, se a elaboração fosse reescrita da seguinte forma: “Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega à ser 9,9% graças à Regência do verbo “chega”.
( ) Em “A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus” (6º par.), nota-se a presença de uma elaboração frasal em Voz Passiva cujo Sujeito “A pesquisa” exerce valor paciente no contexto.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:
Alternativas
Q4186916 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

Assinale a alternativa cuja afirmação feita sobre a expressão em destaque esteja incorreta.
Alternativas
Q4184808 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
Ao analisar as funções morfológicas e sintáticas dos termos grifados em “Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro”, aponte a alternativa correta.
I. No período, a partícula “que” é classificada morfologicamente como conjunção integrante.
II. No período, o pronome pessoal do caso oblíquo “ela”, referese ao termo “hipocrisia”.
III. No período, a partícula “que” exerce a função morfológica de pronome relativo.
IV. No período, a conjunção coordenativa “mas” estabelece uma relação de oposição com o período anterior.
V. No período, a conjunção subordinativa “mas” inicia um período formado como oração adverbial concessiva. 
Alternativas
Respostas
1: D
2: C
3: B
4: C
5: A
6: C
7: B
8: D
9: C
10: B
11: D
12: B
13: A
14: A
15: C
16: A
17: D
18: B
19: B
20: C