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Questões de Concurso Comentadas sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 980 questões

Q3258613 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão:


Pilates e fibromialgia


    Altan et al. (2009) avaliaram 50 mulheres com diagnóstico de fibromialgia. As participantes foram divididas aleatoriamente em dois grupos de 25. O grupo 1 foi submetido a um programa de exercícios pelo método Pilates, e o grupo 2 recebeu exercícios para fazer em casa (alongamentos gerais e relaxamento, ambos três vezes na semana por doze semanas). Uma avaliação foi realizada pré e pós-intervenção, na qual a dor foi avaliada pela escala analógica de dor e qualidade de vida, que consta do Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ). No grupo 1, a melhora significativa foi substancialmente notável quando comparado com o grupo 2. Com isso, o Pilates se torna uma ferramenta eficaz e segura para auxiliar no tratamento dessa doença.

    Estudos específicos que mostrem a real influência do Pilates para a fibromialgia ainda são escassos na literatura. Alguns conceitos podem ajudar a traçar uma correta conduta frente a esses casos. O estudo de Marques (2002) demonstra que a prática de exercício físico auxilia na sensação de bem-estar global e autocontrole, assim como apresenta um efeito analgésico pela liberação de serotonina, que age como um antidepressivo natural. A literatura científica é clara quando diz que, na maioria dos casos, ocorre um aumento dos sintomas da doença (principalmente dor e fadiga) após o início de um programa de atividades físicas regulares. Contudo, esse desconforto vai diminuindo conforme o portador de SFM dá continuidade ao seu treinamento. Logo, sugere-se iniciar o treinamento com cargas leves e, também, motivar o praticante na convicção de que, ao longo do tempo (até dois meses), o desconforto irá desaparecer.

    Pacientes com fibromialgia apresentavam menor capacidade física quando comparados a uma amostra da população geral. Muitos se tornam fisicamente inativos, posto que a dor pode aumentar com o início do treinamento.

    Não se deve desistir, mesmo que as mudanças e as adaptações ao treinamento necessitem de um tempo maior para acontecerem nessa população. Um bom programa de exercícios aeróbios, associado ao treinamento de força, e concomitante à terapia cognitiva, é extremamente benéfico para o controle da síndrome.

    Os exercícios aeróbios são benéficos em moderada intensidade (60%-75% da frequência cardíaca máxima ajustada para a idade), duas a três vezes por semana, atingindo o ponto de resistência leve, não o ponto de dor, evitando, dessa forma, a dor induzida pelo exercício. O programa de exercícios deve ter início em um nível logo abaixo da capacidade aeróbia do paciente e progredir em frequência, duração ou intensidade assim que seu nível de condicionamento e força aumentar. A progressão dos exercícios deve ser lenta e gradual e deve-se, sempre, encorajar os pacientes a darem continuidade à prática, para manter os ganhos induzidos pelos exercícios (Buckhardt et al., 2005).


FONSECA DA CRUZ, T. M. Método Pilates: Uma nova abordagem. São Paulo: Ed. Phorte, 2013, p.210-211.

A oração em destaque no trecho “Estudos específicos que mostrem a real influência do Pilates para a fibromialgia ainda são escassos na literatura.” é classificada como:
Alternativas
Q3253206 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O sono influencia a generosidade. 


Escolher ou não ajudar os outros depende, em parte, de estarmos repousados, conclui um relatório do campus de Berkeley da Universidade da Califórnia. O documento descreve um estudo recente que analisou as imagens cerebrais de 24 voluntários depois de 8 horas de sono e depois de virar a noite. As áreas cerebrais envolvidas no entendimento do que os outros sentem ou precisam ficaram menos ativas quando os participantes estavam cansados. 

Em outro estudo no mesmo relatório, os participantes se sentiram mais dispostos a realizar atos de gentileza após uma boa noite de sono. Um terceiro estudo examinou doações para caridade nos Estados Unidos e constatou que toda primavera elas caíam temporariamente 10% - mas só em locais que adotavam o horário de verão, no qual as pessoas perdem uma hora de sono na noite em que os relógios são adiantados. 

Todos esses resultados indicam que o sono insuficiente nos deixa menos compassivos e prestativos. Nos países desenvolvidos, mais da metade dos adultos não dorme o suficiente, mas todos deveríamos valorizar o sono adequado em vez de tratá-lo como algo opcional, ou improdutivo, argumentam os tutores. Eles dizem que isso seria bom para todos, porque nos permitiria ser a melhor versão de nós mesmos.

(Seleções 2023, fevereiro, p.16) 
Sobre a estrutura sintática do terceiro período do primeiro parágrafo, não é correto afirmar: 
Alternativas
Q3251567 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Povos da floresta.

Além de acordos que priorizem a adoção de fontes de financiamento, o Instituto Socioambiental (ISA) também apresenta um posicionamento voltado ao fortalecimento da visão que povos indígenas, quilombolas e povos е comunidades tradicionais levam para a Conferência do Clima, como destaca o analista de políticas climáticas do ISA, Ciro Brito.

"Uma das principais mensagens é de que os povos da floresta são agentes fundamentais para o combate à crise climática, pelos seus modos de criar, fazer e viver, que apoiam a conservação e o manejo sustentável da floresta. Outra mensagem é que o foco das negociações deve ser buscar garantir a justiça climática, em que os grupos mais vulneráveis às mudanças climáticas, apesar de não contribuírem para o agravamento da crise, estão sofrendo mais com seus efeitos. Por isso, mecanismos de adaptação e fontes de financiamento devem ser fortemente incentivados e pressionados para se chegar a bons acordos.".

No que se refere ao financiamento em si, Ciro considera que a COP29 tem a missão de garantir financiamentos para uma "correção de rumo" na ação climática global. "Os planos climáticos revistos (NDCs) dos países deverão ser apresentados até fevereiro de 2025, mas para que os países em desenvolvimento apresentem novas NDCs mais audaciosas, a COР 29 deve estabelecer que o financiamento estará disponível para os ajudar a cumprir suas metas climáticas. Então a nossa expectativa é que o Novo Objetivo Coletivo Quantificado (NCQG), a ser acordado na COP 29 reflita as necessidades e prioridades dos países em desenvolvimento, incluindo as necessidades em relação à adaptação climática "pontua". "Além de financiamento, esperamos que se chegue a um acordo sobre o Artigo 6, sobre a forma como os critérios de carbono são definidos, como os projetos podem ser aprovados e revistos, que informações sobre os contratos podem ser mantidas confidenciais e o que precisa ser transparente".

No contexto em que a COP29 antecede a realização da COP que será sediada pelo Brasil, o analista de políticas climáticas do ISA também destaca as expectativas em relação ao posicionamento do país na conferência deste ano. "Espera-se um posicionamento agregador, tendo em vista que o Brasil terá a presidência da próxima COP, em Belém, e precisa avançar na sua capacidade de liderar um grupo de países tão diverso", considera.

"Essa conferência (COP29) tende a ter uma participação menor da sociedade civil, em termos quantitativos, em relação às duas últimas COPs, por conta dos altos valores e do grande foco que a sociedade civil brasileira deu à COP da biodiversidade esse ano, na Colômbia. Além disso, muitas organizações já estão se preparando para COP30. A grande expectativa é sobre Belém".

De qualquer modo, Ciro pontua que o que se espera da participação da sociedade civil organizada na COP29 é uma "participação ativa, principalmente dos movimentos indígena, quilombola e de periferias, pressionando por mais ambição nos temas que estão na mesa para serem discutidos em Baku e já rufando os tambores para a COP de Belém".

Diário na COP29, Meio Ambiente, Cíntia Magno, 8/11/2024. Disponível em: https://diariodopara.com.br/cop/o-papel-fundamental-da-sociedade-civil -organizada-na-cop/
A oração "(...) que será sediada pelo Brasil (...)", no quarto parágrafo, denota:
Alternativas
Q3248059 Português
Leia o texto a seguir:

Internet virou "campo minado" para crianças e jovens, diz especialista

        Por Luiz Claudio Ferreira - As crianças já vulnerabilizadas socialmente estão mais suscetíveis a riscos no ambiente digital depois de decisão da empresa Meta de redução das normas de moderação das plataformas. A avaliação é do pesquisador Pedro Hartung, diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana.

        "A internet aumenta as vulnerabilidades que já existem no ambiente offline", explicou em entrevista à Agência Brasil.

Ele identifica que a internet se transformou em um "campo minado" para crianças e adolescentes. E reitera que, quando as plataformas não são pensadas para sobrepor ou superar essas violências, acabam reforçando e ampliando as desigualdades.

        "Crianças negras, periféricas e meninas estão muito mais sujeitas a essas violências no mundo digital não só pela reprodução dessa violência social, mas pelo aumento dessa violência", afirmou Pedro Hartung.

        O pesquisador lamenta a falta de participação das grandes empresas em debates, como o que ocorreu nesta semana, em uma audiência pública na Advocacia-Geral da União (AGU) com pesquisadores e representantes da sociedade civil para elencar argumentos sobre o tema.

        Ele sublinha que o ano de 2025 marca os 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o país se vê em desafi os para enfrentar o que ele chama de "colonialismo digital". E alerta para o fato de que o afrouxamento da moderação das redes Instagram e Facebook, da Meta, por exemplo, eleva a chance de crimes nas redes. "A gente não está falando somente de dimensões ligadas a uma manifestação de uma opinião".

         Como saída, ele identifica a necessidade de o Estado aplicar a lei e também da implantação de uma política de educação digital.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Nesta semana, houve uma audiência pública com a participação de pesquisadores e representantes de diferentes áreas da sociedade civil. O governo está recolhendo subsídios e argumentos nesse embate com as plataformas digitais. Mas os representantes das empresas não foram. O que você pensa sobre isso?

        Lamentavelmente, as empresas e as plataformas digitais que operam no Brasil não estiveram na audiência. Escolheram não estar e contribuir para o debate com a perspectiva delas, com as informações que elas têm, para a gente criar um espaço de busca de soluções. Sem dúvida alguma, como está agora, não podemos admitir. O Congresso Nacional já vem trabalhando há alguns anos, na verdade, em projetos de lei para clarifi car e detalhar a proteção e a segurança de todos nós, inclusive de crianças no ambiente digital. O STF, recentemente, estava julgando o marco legal da internet, especialmente a constitucionalidade do artigo 19 [que aponta que a empresa somente poderá ser responsabilizada por danos se, após ordem judicial específi ca, não tomar providências]. Agora chegou a vez do Executivo assumir a sua responsabilidade de monitorar e fiscalizar o cumprimento da legislação que já existe e que garante, no caso de crianças e adolescentes, prioridade absoluta na proteção dos seus direitos.

Antes da decisão da Meta de alterar a moderação de conteúdo, as crianças já estavam vulnerabilizadas, certo?

        Esse problema de moderação de conteúdo é uma falha da indústria como um todo, de todas as plataformas, de maior ou menor grau. É um verdadeiro campo minado para crianças e adolescentes, de exposição a conteúdos indevidos e muitas vezes ilegais e criminosos.

A internet pode ser mais perigosa para crianças e adolescentes?

        O que era ruim vai ficar ainda pior. Porque a Meta, por mais que ela tenha respondido que essas mudanças não chegaram ainda ao Brasil, sem dúvida alguma é uma mensagem do setor e é um posicionamento ideológico dessas empresas do entendimento de que o espaço da internet não teria lei. É uma mensagem muito ruim para todo o setor e, na verdade, para todos nós como sociedade.

Quais são os principais riscos que nossas crianças e adolescentes estão submetidos?

        Infelizmente, a internet que hoje a gente utiliza não foi a pensada pelos criadores da rede. Essa internet de hoje representa o verdadeiro campo minado para crianças e adolescentes no mundo, especialmente no Brasil, onde regras protetivas são menos aplicadas pelas mesmas empresas. O que já era ruim vai fi car muito pior. Vai fi car muito semelhante ao Discord, onde não tem uma moderação ativa de conteúdo e abre possibilidades para uma distribuição de informação que pode ser muito prejudicial para a saúde e integridade de crianças e adolescentes. Nós estamos falando aqui, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçar crianças e adolescentes. Um crescimento, por exemplo, de cyberbullying, e também a exposição não autorizada da imagem em informações pessoais de crianças e adolescentes, ou conteúdos que ou representam ou são mesmo tratamento cruel e degradante, discurso de ódio, incitação e apologia a crimes.

Então não estamos falando de liberdade de expressão?

        Aqui a gente não está falando somente de dimensões ligadas a uma manifestação de uma opinião. A gente está falando aqui de crime muito severo que crianças e adolescentes estão submetidos por uma internet não regulada. Já vi casos de plataformas sem moderação ativa de conteúdo em que cenas advindas de violência pessoal, que a gente chamaria de pornografia infantil e de violência, circulando livremente. A plataforma sem moderação de conteúdo gera muito mais riscos para a violência contra a criança e o adolescente. E os nossos filhos e filhas, netos, sobrinhos, sobrinhas, vão estar muito mais sujeitos a esses perigos e violências.

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2025/01/1054036-internet-viroucampo-minado-para-criancas-e-jovens-diz-especialista.html. Excertos. Acesso em 27/01/2025
“Nós estamos falando aqui, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçar crianças e adolescentes”. A oração em destaque pode ser classificada como subordinada:
Alternativas
Q3243317 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão: 


Não espalha


Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.


Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.


Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.


Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.


Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.


Ou seja, é preferível mais proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência do que gritar votos aos quatro ventos.


A ostentação não suplanta a simplicidade.


Quando existe o exercício pleno do amor, passa a ser ridículo qualquer questionamento.


O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.


E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.


As palavras enganam, as atitudes jamais.


Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.


Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.


Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.


− O que houve?


− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.


Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso? Há dias em que parece que você ama mais.


Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.


Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.


Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:


− Amar é só gostar de ficar junto, filha.


Ela, inesperadamente, respondeu:


− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha 

Em relação à classe gramatical das palavras "se" e "que" na frase "Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.", analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3242601 Português
Casos Caninos: Quatro Amores


Atendendo a um pedido da minha avó, levei uma velha tia solteirona de São Paulo ao sul da Bahia. Ela era infeliz e detestava tudo. Durante a viagem, reclamou incessantemente do carro, do motorista e de tudo ao redor.

Ao chegar, fui à praia sozinho e encontrei um cachorro branco e peludo que se aproximou de mim. Minha tia insultou o animal, mas eu o tratei carinhosamente.

O cachorro, como se entendesse meus desejos, urinou nas coisas da minha tia, que ficou furiosa. Mais tarde, o cachorro voltou com outros dois cães, causando mais confusão. Um senhor apareceu, trazendo os itens roubados pelos cães e se desculpando. Ele tratou minha tia com gentileza e conseguiu fazê-la sorrir.

Para resumir a história, a tia acabou se casando com o homem. Um ano depois eu fui visitá-la naquela praia. Ela estava irreconhecível: sorria o tempo todo, não se queixava de nada e dividia alegremente sua cama de casada com os três cachorros, que se alternavam em seu colo e que ao lado do marido eram os quatro amores de sua vida.


André C S Masini - Texto Adaptado


https://www.casadacultura.org/andre_masini/artigos/2004/Fev/cs_canin os_4amores.html
Na frase "O cachorro, como se entendesse meus desejos, urinou nas coisas da minha tia, que ficou furiosa.", a palavra "que" desempenha uma função essencial na estrutura sintática e no sentido da oração. Com base nas classes gramaticais, qual das alternativas melhor descreve a função e o impacto de "que" nesta sentença?
Alternativas
Q3241610 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O cobiçado busto de Platão

Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.

Jamais vai relaxar de verdade.

Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.

Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.

Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.

Eu dizia:

— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.

Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.

Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.

Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.

Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.

Bateu o desespero. E agora?

Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.

No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.

Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.

Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?

Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.

Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:

"Pláton". Não precisava ser o original .

Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao 
No texto de Fabrício Carpinejar, o termo "que" é utilizado com diferentes funções em várias frases. Assinale a alternativa em que o "que" desempenha a mesma função gramatical que na frase.

"Foi tamanho o pânico na idealização do presente QUE deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini."
Alternativas
Q3228813 Português

A questão se refere ao texto abaixo.


Protejam as crianças da literatura


Wilson Gomes


    "Eu sou a favor da suspensão, porque não é certo o ensinamento desse livro", afirmou uma jovem mãe mineira, ao ser indagada sobre o que achava de o "Menino Marrom", de Ziraldo, ter tido o seu uso didático temporariamente suspenso em Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Essa convicção se repete na voz de um jovem pai, que acrescenta que é preciso estar alerta aos livros escolares, sim, e já tinha até planejado ir à Secretaria de Educação "com relação a alguns livros" de leitura obrigatória. Notem o plural.


    Fatos dessa natureza têm recebido enorme cobertura da mídia e inundado o debate público nacional a partir dos ambientes digitais. Não é claro para mim se foi a cobertura que aumentou ou se realmente houve um incremento nas ações de pais e autoridades para restringir o acesso de crianças e jovens a determinados livros. De todo modo, é notável como esses episódios continuam a se repetir.


    Há quem salte para grandes conclusões, atribuindo ao avanço da extrema direita uma onda de moralismo inquisitorial e uma temporada de caça a livros e a outras bruxarias artísticas e literárias no país. E há quem diga claramente que a paixão por censurar se restringe a obras antirracistas ou com temáticas relacionadas à cultura africana no Brasil. As evidências, contudo, não autorizam saltos tão grandes.


    Primeiro, se é verdade que a ultradireita acredita que o mal pode residir em livros e representações artísticas, identitários de esquerda compartilham o mesmo temor e idêntica vontade de proibir, cancelar e punir. A única diferença real entre as duas posições reside na definição do que exatamente constitui o mal. Para identitários, livros ofendem minorias, oferecem "gatilhos" que acionam sofrimentos em certas pessoas, induzem ao racismo, à misoginia, à homofobia e à transfobia e colonizam o pensamento. Para os ultraconservadores, a literatura ensina ideias religiosas falsas, induz à homossexualidade, faz doutrinação ideológica, promove a ideologia de gênero e o comunismo, além de expor crianças à violência e ao sexo.


    Em ambos os casos, há a convicção comum de que as crianças, quando não todas as pessoas, precisam ser protegidas dos livros. E, se possível, que se deem alguns passos mais, que variam desde a reescrita "politicamente correta" — alô, Lobato — ou "de acordo com a sã doutrina" de obras literárias, até a criação de listas de livros e de autores proibidos e a emissão de condenações públicas contra autores, eventualmente, até enquadrando-os em algum tipo penal.


    A rapidez com que se passa do julgamento moral de alguém que se sente ofendido — e o "sentir-se ofendido" é considerado motivo suficiente para a decisão de que um livro não presta — até o pedido de censura e punição ao autor é a mesma nos dois grupos. O identitário grita "racismo religioso" ou "transfobia" com a mesma celeridade com que o conservador conclui que "não é certo o ensinamento desse livro".


    Em segundo lugar, ao examinar as razões enunciadas por quem considera que a obra faz mal, notamos que a censura é invariavelmente vista como um ato de amor e zelo, pois o censor está sempre protegendo alguém vulnerável — crianças, jovens, membros de minorias, pessoas ignorantes, a massa ingênua. Na bibliografia sobre o tema, já se constatou, há anos, que três variáveis são importantes — o quão protetora é a pessoa que pede por censura, o quão vulnerável ela julga ser a pessoa ou grupo que quer proteger e a magnitude do mal que ela julga ver no objeto que deseja censurar.


    A estimativa do nível do mal depende de muitos fatores, inclusive do grau de conhecimento da obra julgada. Grandes leitores raramente têm medo de livros. Quem joga games eletrônicos não vê os danos que os não jogadores imaginam. Os extremamente protetores tendem a querer censurar tudo — celulares, games, televisão, YouTube, livros —, enquanto os que acham que todo mundo sabe se virar no mundo não querem censurar nada. Quem considera os outros muito ingênuos, estúpidos ou influenciáveis fica aflito com o que eles leem ou veem. Quem acha que todo mundo é mais ou menos como ele acredita que todos são suficientemente sagazes para driblar manipulações.


    Curiosamente, as mesmas pessoas que consideram patéticas e absurdas as alegações de que o livro de Ziraldo incentivaria a violência, que é um fato, consideram altamente sofisticado acreditar que smartphones e plataformas digitais vão tornar seus filhos estúpidos, que games os tornarão violentos, que a televisão... Ah, desculpem, as crianças não veem mais televisão. Deve ser, por isso, que estamos melhores.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas. Acesso em: 07 nov. 2024. [Adaptado]

Analise o período abaixo.
O identitário grita "racismo religioso" ou "transfobia" com a mesma celeridade com que o conservador conclui que "não é certo o ensinamento desse livro".
Em relação às orações subordinadas nele presentes,
Alternativas
Q3223763 Português
Estalar os dedos e pescoço faz mal?


    Não tem lugar certo ou hora certa, mas é comum ver pessoas com mania de estalar as articulações — seja apertar os dedinhos ao acordar ou estalar o pescoço durante as pausas do trabalho.

    O barulho do estalo, chamado tribonucleação, ocorre quando há uma separação rápida das articulações ou juntas após um movimento. Nessas regiões do corpo, tem um líquido lubrificante, chamado líquido sinovial, que possui gases dissolvidos. Quando é feito um estalo, esses gases se agrupam em bolhas, gerando o som.

    “É como se as articulações ‘abrissem’ e o gás formasse bolhas de repente, produzindo o barulho”, ressalta Lucas Melo, ortopedista doutor em Ciências do Sistema Musculoesquelético pela Universidade de São Paulo (USP). 

    Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que, em geral, estalar é um fenômeno inofensivo e não causa danos às articulações, mas é preciso tomar cuidado com a força e frequência do movimento, pois, em casos raros, pode causar fraturas na região.

    O estalo é um processo natural das articulações que ocorre mesmo se a pessoa não apertar os dedos ou o pescoço de forma intencional, por exemplo. O estalo pode ser prejudicial somente em casos em que é associado com dor, inchaço ou vermelhidão.

    “O estalo não é capaz de gerar dano às juntas. Em casos raros, a manipulação frequente e excessiva pode provocar algumas lesões nos ligamentos ou até mesmo nos vasos sanguíneos. Mas não há evidência robusta para atestar que estalar as articulações provoque malefícios a longo prazo”, ressalta Anderson Rocha, médico ortopedista e especialista em dor.

    Portanto, na maioria dos casos, os estalos não caracterizam nenhum problema de saúde, mas é recomendado buscar ajuda médica caso haja algum desconforto e dor.


Fonte: g1 - Adaptado
De acordo com o texto, o pronome “que”, sublinhado no 2º parágrafo, diz respeito a qual termo?
Alternativas
Q3219851 Português
Texto VI

Boa Sorte

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou
Boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
[...]
Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
[...] MATTA,

Vanessa da. Boa sorte. Disponível em: https://www.letras.mus.br/vanessa-da-mata/978899/. Acesso em: 20 set. 2024 (Adaptado). 
Em “Quero que se cure / Dessa pessoa /Que o aconselha”, os três trechos em destaque “Quero”, “que se cure” e “Que”, classificam-se, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3212789 Português
Qual é a classificação da oração sublinhada no trecho abaixo?
Após uma sequência de frentes frias, que amenizaram as temperaturas principalmente no Centro−Sul, o tempo deve voltar a esquentar em boa parte do Brasil. A partir desta quinta−feira, uma nova massa de ar quente deve se instalar na região central, fazendo com que as temperaturas voltem a subir.
Fonte: G1 (julho de 2024).
Alternativas
Q3206806 Português

Vizinho indiscreto


Um fotógrafo tem o direito de se posicionar diante da janela, com uma lente potente, para registrar cenas privadas e depois exibi-las?





Disponível em: <http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/vizinho-indiscreto/>

Acesso em: 10/09/2024).

Considere as afirmações a seguir quanto à oração destacada na linha 46:

I. É uma oração subordinada adjetiva restritiva e, portanto, precisa estar entre vírgulas.
II. É uma oração subordinada adjetiva explicativa e, portanto, precisa estar entre vírgulas.
III. Caso as vírgulas que a delimitam fossem removidas, essa oração seria transformada em subordinada adjetiva restritiva, alterando assim o sentido da frase.
IV. Essa oração delimita e restringe o sentido da estrutura “na decisão judicial americana” (linha 45).

Estão corretas apenas as afirmativas: 
Alternativas
Q3198372 Português
 Dentista é presa tentando entrar em penitenciária
com celulares escondidos no jaleco em MT


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).


De acordo com o texto, julgue o item a seguir.


A oração “que fazia trabalho extramuros” (linha 13) classifica‑se como subordinada adjetiva.

Alternativas
Q3198016 Português
Ferrari cobra R$ 42 mil de dentista acusado por plágio após fabricar réplica no interior de SP


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


A oração “onde mora” (linha 24) é uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Alternativas
Q3193779 Português
A classificação da oração subordinada sublinhada “Os alunos que estudaram passaram no concurso.”, é:
Alternativas
Q3187624 Português
Guerras, desastres climáticos e tecnomilionários: 2025 inaugura uma nova ordem mundial


O regresso de Donald Trump à Casa Branca ameaça revolucionar as relações internacionais já abaladas pela invasão russa da Ucrânia. Tudo aponta para mudanças profundas nos conflitos, nas alianças, no comércio, na luta contra as alterações climáticas e no futuro da democracia.

O ano que acaba de começar parece ser um poderoso acelerador no caminho para uma nova ordem mundial, na qual o multilateralismo está em colapso, as velhas alianças estão se deteriorando – e as novas estão se consolidando –, o protecionismo está galopando, a democracia enfrenta ameaças sem precedentes.

A China vem buscando há algum tempo reformular o acordo entre as nações que melhor acomode seus interesses. A Rússia perturbou os equilíbrios pós-Guerra Fria em 2022, quando Vladimir Putin catapultou o mundo para uma nova fase geopolítica com a invasão em grande escala da Ucrânia, que é o desafio violento da ordem anterior. A partir de 20 de janeiro, dia da tomada de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, o mundo terá de assumir que a grande potência que construiu a ordem atual também vai querer uma ordem diferente.

É a confluência destes fatores que faz com que 2025 tenha o potencial para mudanças extraordinárias. Como observou um relatório recente do grupo de reflexão International Crisis Group, “o mundo parece caminhar para uma mudança de paradigma. A questão é se isso acontecerá nas mesas de negociação ou nos campos de batalha”.

É claro que, sempre que lhe convinha, os Estados Unidos quebraram princípios e pisotearam as instituições da ordem que construíram e que agora estão se desfazendo. Mas, mesmo que fosse por interesses egoístas, foi um motor na construção de um quadro com acordos e instituições internacionais que teve alguns efeitos benéficos. Trump não parece acreditar nisso nem por princípios nem por interesses. Ele demonstrou isso no seu primeiro mandato e tudo indica que este segundo mandato será muito mais conturbado.


(Andrea Rizzi, publicada por El País, 05-01-2025, com adaptações)
[Questão Inédita] “O ano que acaba de começar parece ser um poderoso acelerador no caminho para uma nova ordem mundial”
No trecho acima, acerca da oração “que acaba de começar”, assinale a alternativa com a INFORMAÇÃO ERRADA.
Alternativas
Q3164216 Português
Amuleto encontrado na Alemanha pode reescrever história do cristianismo; entenda


Descoberta arqueológica pode transformar entendimento sobre a expansão do cristianismo durante o Império Romano

Um pequeno amuleto de prata descoberto por arqueólogos na Alemanha pode transformar nossa compreensão sobre como o cristianismo se espalhou durante o Império Romano, segundo especialistas.

O minúsculo artefato, que mede pouco mais de três centímetros de comprimento, foi descoberto em 2018, em uma sepultura romana do século 3, nas proximidades de Frankfurt. Os arqueólogos o encontraram no esqueleto de um homem enterrado em um cemitério na cidade romana de Nida, um dos maiores e mais importantes sítios no estado central alemão de Hesse.

No entanto, só agora os pesquisadores conseguiram examinar uma fina folha de prata encontrada em seu interior. Junto com outros artefatos na sepultura, como um queimador de incenso e um jarro de barro, o amuleto foi encontrado sob o queixo do esqueleto. Também conhecido como filactério, provavelmente era usado em uma fita ao redor do pescoço do homem para fornecer proteção espiritual.

A folha "fina como um fio de cabelo" dentro do amuleto era tão frágil que teria simplesmente se desintegrado se os pesquisadores tivessem tentado desenrolá-la. No entanto, exames microscópicos e raios-x realizados em 2019 mostraram que havia palavras gravadas nela.

Foram necessários mais cinco anos antes que a equipe do Museu Arqueológico de Frankfurt descobrisse uma maneira de decifrar o que diziam. O avanço ocorreu em maio deste ano, quando pesquisadores do Centro Leibniz de Arqueologia em Mainz (Leiza) usaram scanners de tomografia computadorizada para analisar a folha.

Ivan Calandra, chefe do laboratório de imagem do Leiza, explicou o processo em um comunicado à imprensa: "O desafio na análise era que a folha de prata estava enrolada, mas após cerca de 1.800 anos, estava naturalmente também amassada e pressionada. Usando tomografia computadorizada, conseguimos escaneá-la em uma resolução muito alta e criar um modelo 3D."

Foi apenas através deste processo de desenrolar digitalmente a folha que o texto completo se tornou visível e pôde então ser decifrado. O que os pesquisadores descobriram os surpreendeu.

Evidência mais antiga do cristianismo

Na folha havia 18 linhas de texto em latim que faziam referências repetidas a Jesus Cristo, bem como a São Tito, um discípulo e confidente de São Paulo Apóstolo.

Como a sepultura onde o amuleto foi encontrado data de algum momento entre 230 e 270 d.C., o amuleto surge como a evidência mais antiga do cristianismo na Europa ao norte dos Alpes. Todas as descobertas anteriores são de pelo menos 50 anos depois disso, segundo o comunicado.

Na época do sepultamento, o cristianismo estava se tornando uma seita cada vez mais popular, mas identificar-se como cristão ainda era arriscado. Claramente, o homem enterrado, que se acredita ter entre 35 e 45 anos, sentia sua fé tão fortemente que a levou consigo para o túmulo.

Markus Scholz, arqueólogo e especialista em inscrições latinas e professor da Universidade Goethe de Frankfurt, decifrou meticulosamente o texto da "Inscrição Prateada de Frankfurt", como ficou conhecida. Descrevendo o processo complicado no comunicado, ele disse: "Às vezes levava semanas, até meses, para eu ter a próxima ideia. Consultei especialistas da história da teologia, entre outros, e pouco a pouco trabalhamos juntos para abordar o texto e finalmente decifrá-lo."

"Isso é incomum para este período. Normalmente, tais inscrições em amuletos eram escritas em grego ou hebraico", falou.


(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/amuleto-encontrado-na-alema nha-pode-reescrever-historia-do-cristianismo-entenda/)
"O minúsculo artefato, que mede pouco mais de três centímetros de comprimento , foi descoberto em 2018, em uma sepultura romana do século 3, nas proximidades de Frankfurt."
A oração destacada no trecho representa uma oração:
Alternativas
Q3164034 Português
Educação: a importância de fazer o arroz e o feijão com excelência


É necessário focar em reformas estruturais que priorizem qualidade e equidade da educação, formação docente, infraestrutura escolar e envolvimento da comunidade.

Não é de hoje que o Brasil enfrenta desafios significativos para superar as dificuldades em áreas do conhecimento como matemática, leitura, interpretação de textos e alfabetização, que afetam a qualidade da educação e o desenvolvimento dos estudantes.

Entre os principais problemas estão a desigualdade de acesso a uma educação de excelência, que resulta em disparidades regionais e socioeconômicas, além da falta de recursos e infraestrutura adequadas nas escolas, especialmente nas áreas mais carentes.

A formação contínua e a valorização dos professores também são questões cruciais, uma vez que muitos educadores enfrentam dificuldades em implementar metodologias eficazes de ensino. Ademais, a baixa valorização da leitura e da cultura do estudo em muitos contextos familiares e comunitários contribuem para a desmotivação dos estudantes.

A junção desses fatores impede que o país avance de maneira significativa em indicadores educacionais, perpetuando um ciclo de baixo desempenho e exclusão social. Além dos fatores acima, enfrentamos problemas de currículos desatualizados, que muitas vezes não estão alinhados com as necessidades e a realidade dos discentes; a falta de contextualização de conteúdo e desconexão entre teoria e prática, de envolvimento familiar, de incentivo à cultura da leitura e do aprendizado em muitas comunidades, o que reflete em ações diretas na escola, além de políticas educacionais inconsistentes, que dificultam a implementação de programas de longo prazo.

A falta de continuidade e de planejamento estratégico pode resultar em iniciativas que não conseguem produzir resultados sustentáveis. Além disso, a avaliação e o monitoramento do desempenho escolar ineficazes impedem a identificação de problemas, a adoção de medidas corretivas e a cultura de resultados imediatos.

A pressão por resultados rápidos também pode levar a soluções superficiais, que não abordam as raízes dos problemas educacionais. Muitas vezes, as intervenções se concentram em metas de curto prazo, em vez de promover mudanças estruturais que garantam um aprendizado sólido e duradouro.

Superar esses desafios exige um comprometimento coletivo de governos, educadores, famílias e comunidades.

https://revistaeducacao.com.br/2024/12/11/debora-garofalo-basico-excelenciaeducacao
“Não é de hoje que o Brasil enfrenta desafios significativos para superar as dificuldades em áreas do conhecimento como matemática, leitura, interpretação de textos e alfabetização, que afetam a qualidade da educação e o desenvolvimento dos estudantes”.
Considerando o trecho acima, do segundo parágrafo, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3159138 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ruth Rocha, de 'Marcelo, Marmelo, Martelo', fecha contrato até 108 anos: 'Não aguento fazer muita coisa, mas gosto muito de escrever'

Obra atravessada pela ditadura e pela covid-19


Em dezembro de 2023, Ruth lançou O Grande Livro dos Macacos, com curiosidades sobre esses animais e sobre a Teoria da Evolução de Charles Darwin.


Foi, diz a filha Mariana, uma forma de se contrapor ao negacionismo da ciência que angustiava a escritora durante a pandemia de covid-19 — ela dedicou o livro aos cientistas.


Duas das páginas trazem desenhos de Miguel, neto de Ruth, que é designer. "Ele não faz esse tipo de desenho, fez porque eu pedi", diz a avó, orgulhosa.


A indignação com questões políticas e sociais foi ponto de partida para as histórias de Ruth em outros momentos de sua carreira.


Livros como O Reizinho Mandão, por exemplo, criticavam o autoritarismo em plena ditadura militar, mas não chamavam a atenção dos órgãos de censura.


"Ninguém levava muito a sério literatura infantil, achavam que era bobagem", diz Ruth.


Ela lembra de quando, ainda na ditadura, recebeu um prêmio diretamente das mãos de um ministro da Educação por outra obra que tocava em assuntos como poder e democracia: O rei que não sabia de nada.


Se os livros sobre governantes autoritários enganaram os censores, não passaram batido pelas crianças.


Ruth conta que em uma ocasião, após contar a história de O Reizinho Mandão, um pequeno leitor disse a ela: "Mas esse é o presidente da República!".


Ela tentou disfarçar. "Eu falei: 'Não, imagina, é um irmão mandão, um pai mandão'. Aí ele perguntou: 'Você não tem medo da polícia?' Respondi que sim, tinha muito medo."


Formada em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Ruth começou a escrever histórias infantis a pedido de uma amiga, Sonia Robatto, diretora da Recreio — revista da editora Abril que a própria Ruth dirigiu posteriormente.


A sugestão de Sonia foi bastante veemente.


"Ela queria que eu fizesse uma história. Eu falava: eu conto histórias para a Mariana, mas eu não sei contar outras histórias. Ela ficava: conta, conta, conta, conta. Até que um dia, ela me trancou na casa dela. E eu sentei e escrevi", lembra Ruth.


Essa primeira história que Ruth publicou, até hoje muito conhecida dos leitores, é sua versão do clássico Romeu e Julieta com duas borboletas como personagens: uma azul e uma amarela, que não podiam brincar juntas por terem cores diferentes.


Era, segundo ela, uma forma de abordar o preconceito sem perder a fantasia e a ludicidade de uma boa história infantil, característica que acompanhou a escrita da autora ao longo de sua carreira.


"Os livros dela agradam demais aos professores, são adotados em massa pelas escolas e às vezes as pessoas querem colocar como educativo", diz Mariana.


"É um trabalho que inspira conhecimento e transformação, mas ela sempre fala: minha obra não é didática."


Ruth afirma que sua intenção é despertar nas crianças o mesmo prazer pela literatura que ela tem desde sua infância, quando ouvia histórias contadas por seus pais e avós e pegava livros emprestados toda semana em uma biblioteca.


"A vida inteira eu tinha muitas ideias. Eu estava escrevendo uma história e já saía com três ideias para escrever, ficava com aquilo na cabeça", conta.


De suas 218 obras, ela diz que não tem uma favorita, mas admite que algumas são especiais, citando Marcelo, Marmelo, Martelo, Quando eu comecei a crescer e Um cantinho só pra mim.


Esses dois últimos têm um forte teor autobiográfico, segundo Mariana.


"Minha mãe é muito faladeira e sociável, mas ela curte muito também ficar sozinha, ter momentos de quietude, no mundo dela, pensando na vida", aponta a filha de Ruth.


"Acho que isso também propiciou a criação, a imersão no mundo da Imaginação."


Mariana conta que recebe muitas manifestações de carinho de leitores de diferentes gerações.


"Minha mãe fez parte da infância e do crescimento de muita gente. Pessoas falam que a literatura dela transformou suas vidas, porque mostrou uma amplitude de possibilidades para o ser humano se desenvolver", diz Mariana.


"Tem gente que chora e eu choro junto. É muito bonito."


Apesar das mudanças trazidas pela velhice, Ruth continua escrevendo — à mão, em pranchetas.


Ela acabou de terminar uma obra que chamou de Histórias pequeninas de gente pequenina e está trabalhando em um texto com uma nova versão do conto de Cinderela.


"Não aguento fazer muita coisa, mas eu gosto muito [de escrever]. É a minha vida."


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6ve1zv5n1o)
"Duas das páginas trazem desenhos de Miguel, neto de Ruth, que é designer."

A oração destacada é uma oração:
Alternativas
Q3158553 Português
Trabalho infantil cai ao menor nível da série histórica, mas Brasil ainda tem 1,6 milhão nesta situação

        A quantidade de crianças e adolescentes que exerciam trabalho infantil no país caiu para 1,6 milhão em 2023, frente a 2022 (queda de 14,6%). Trata-se do menor patamar da série histórica do IBGE, iniciada em 2016. A proporção de menores no trabalho infantil vinha caindo ao longo dos anos, mas chegou a subir para 4,9% em 2022, após a pandemia.

        Em 2023, porém, o índice recuou para 4,2%, também menor percentual da série.

        Os dados fazem parte da pesquisa "Pnad Contínua Trabalho de Crianças e Adolescentes", divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. O levantamento mostra ainda que 586 mil menores de 5 a 17 anos (ou 36,47% do 1,6 milhão de jovens na condição de trabalho infantil), se enquadravam nos "piores trabalhos" da lista TIP (Trabalho Infantil Perigoso).

        Esse também foi o menor contingente da série histórica da pesquisa e representa uma redução de 22,5% frente a 2022, quando 756 mil crianças e adolescentes do país estavam nessa situação. Esses menores desempenhavam funções que envolviam risco de acidentes ou eram prejudiciais à saúde, como operação de máquinas, manuseio de produtos químicos e extração de minério.

        A queda do trabalho infantil foi observada em todas as faixas etárias, mas o recuo foi mais expressivo entre as crianças de 5 a 13 anos, onde houve uma redução de 449 mil em 2022 para 346 mil em 2023 (queda de 22,94%).

        Entre a faixa de 14 e 15 anos, o número de crianças em situação de trabalho infantil caiu de 444 mil para 366 mil, redução de 17,6% em um ano. Já entre a faixa de 16 a 17 anos, a redução foi de 9,41%, de 988 mil em 2022 para 895 mil em 2023.


Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2024/10/18/trabalho-infantil-cai-ao-menor-nivel-da-serie-historicamas-brasil-ainda-tem-16-milhao-nesta-situacao.ghtml (adaptado).
No trecho "A quantidade de crianças e adolescentes que exerciam trabalho infantil no país caiu para 1,6 milhão em 2023", a oração sublinhada é classificada como:
Alternativas
Respostas
141: D
142: C
143: E
144: B
145: B
146: A
147: C
148: A
149: B
150: C
151: C
152: B
153: C
154: C
155: B
156: C
157: D
158: B
159: A
160: A