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Questões de Concurso Comentadas sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 980 questões

Q4231793 Português
TEXTO I

A ilusão do atalho

Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico

Rodrigo Constantino

   “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”, disse Thomas Sowell. O grande pensador americano dedicou sua vida a expor falácias econômicas, mas, infelizmente, muitos se recusam a compreender a realidade como ela é. Preferem acreditar em mentiras, em ilusões, e isso é um prato cheio para políticos populistas. O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados na Câmara ilustram bem isso.
     Do ponto de vista político, a base governista preparou uma armadilha em ano eleitoral, e boa parte da oposição se viu numa sinuca de bico, votando junto para não ser acusada de “inimiga do trabalhador”. Do ponto de vista econômico, porém, essas mudanças representam uma ameaça concreta ao próprio trabalhador, além da perda da liberdade de escolha.
    O Partido Novo, que votou contra as mudanças, publicou uma justificativa bastante razoável para sua postura: “O Novo é favorável ao fim da escala 6x1 para todo trabalhador que não deseja trabalhar nesse regime. Porém querem proibir a escala 6x1 – mesmo para quem quer trabalhar mais dias na semana. Essa proibição não resolve o problema das nossas leis trabalhistas defasadas. Também não resolve a pobreza e ainda aumenta o preço de tudo. Trata-se de uma medida eleitoreira”.
    Milhares de brasileiros vão para o exterior em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nenhum destes países tem leis trabalhistas como a CLT. Dever-se-ia, então, copiar deles o que dá certo lá: liberdade e flexibilidade. Nos Estados Unidos, o trabalhador não goza das “conquistas trabalhistas” existentes no Brasil. Sequer há férias remuneradas, muito menos 13º salário, vale-alimentação ou vale-transporte. Não obstante, o trabalhador americano faz, na média, cinco a seis vezes mais dinheiro do que o brasileiro.
   O segredo está na produtividade, assim como no dinamismo do mercado de trabalho, com mais competição entre as empresas. Se a qualidade de vida do trabalhador dependesse de canetada do Estado, não haveria mais pobres no mundo! Ironicamente, há mais pobreza justamente onde existe mais controle estatal, mais “benesses” decretadas pelo governo com apoio de sindicatos. 
    A proposta de Erika Hilton (PSOL – RJ) sequer teve estudo de impacto econômico. É pura demagogia! Com isso, gerou-se uma espécie de “monopólio das boas intenções”. Quem não fosse favorável aos meios propostos só poderia ser contra os fins, ou seja, dar maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mas isso é balela, uma falácia argumentativa de quem prefere fugir da realidade e viver de discursos.
   Se bastasse “vontade política” para resolver os problemas, o governo poderia logo decretar um salário-mínimo de R$ 5 mil, para garantir uma vida digna a todos. Na prática, porém, até economistas ligados ao governo entendem que isso geraria somente mais desemprego e informalidade, um problema enorme no Brasil. Reduzir na marra a quantidade de horas trabalhadas sem mexer no salário produz o mesmo efeito. É uma ilusão que parte da premissa de que o patrão é um explorador e o trabalhador necessita da proteção estatal.
   Em suma, os defensores da PEC estão vendendo uma ilusão: a de que o brasileiro será capaz de produzir mais riqueza trabalhando menos, nas mesmíssimas condições existentes, que ajudam a manter a produtividade do trabalhador em patamar reduzido. Não há melhora da qualificação, da infraestrutura, do ambiente jurídico, da concorrência, mas acredita-se que uma canetada vai tornar todo mundo mais rico da noite para o dia.
  Há quem pense que pode substituir a leitura séria e dedicada por livrinhos de resumos dos pensamentos filosóficos, achando que, assim, terá absorvido de fato o estoque de conhecimento existente no mundo. Há quem acredite que basta tomar anabolizante para ficar forte, dispensando o treino muscular intenso. Existem aqueles que juram que uma canetinha emagrecedora resolve tudo, sem a necessidade de uma reeducação alimentar. Enfim, muitos buscam desesperadamente um atalho, ignorando seus efeitos colaterais, as consequências de longo prazo, a realidade.
    Mas a realidade sempre se impõe. O Brasil não tem um enorme problema de miséria e informalidade, além da dependência de milhões de pessoas das esmolas estatais, por acaso. Isso é obra de décadas de medidas populistas, fruto de uma mentalidade que clama por vantagens estatais. Ver a situação e parte da oposição unidas em prol de mais uma medida populista nos remete ao sombrio diagnóstico de Roberto Campos: “o Brasil não corre o menor risco de dar certo!”


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Experimento Social Fracassado. Ed. 294. Revista Oeste. (adaptado) https://revistaoeste.com/revista/edicao-324/a-ilusao-do-atalho/ 
Assinale a alternativa que faz uma análise correta sobre o emprego da pontuação segundo as regras normativas da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4229680 Português
Texto para a questão:


“David da Vinci”, o menino gênio mexicano com QI superior ao de Einstein

Com 10 anos de idade, David Camacho oferece conferências em universidades e para organismos internacionais, irá em breve publicar um livro e criou um aplicativo para combater o bullying que sofreu na escola.


David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.

Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de "menino gênio", embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.

"Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais", explica ele, modestamente.

Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942- 2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160.

"Tenho 10 anos e estou apenas começando", prossegue ele. "Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?"

Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como "David da Vinci".

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco", recorda ele.

"Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas."

E, por enquanto, David parece estar bem encaminhado rumo a este sonho.

Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.

Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.

Ele garante que é "um orgulho" ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.

"Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca", afirma ele.

Mas ele acredita que nem todos entendem o que é ser um menino gênio.

"Muitas pessoas pensam que devemos saber tudo, mas não somos adivinhos, é preciso que nos ensinem. Não significa que temos todas as respostas do universo."

Sua mãe, Claudia Flores, recorda as primeiras indicações que a fizeram pensar que havia algo especial com David.

"Fazíamos uma longa viagem na estrada e ele sabia cerca de 40 canções infantis", relembra ela.

"Nós o mandamos para a escola e ele ficou feliz por 15 dias. Mas, depois, começou a pedir: 'Me passe para as crianças maiores, quero aprender mais'."

"Aquilo me entediava muito", confirma ele.

Mas o momento decisivo chegou com a pandemia de covid-19. Sua mãe se sentou ao seu lado enquanto ele fazia as aulas online e percebeu que era verdade que ele aprendia muito rapidamente, em comparação com as outras crianças.

Mas, apesar de todas as suas conquistas, chegar até aqui não foi fácil para David. Ele conta que sofreu muito naquela que era a escola dos seus sonhos.

"As outras crianças não entendiam por que alguém que acabava de entrar na escola conseguia saber mais coisas do que eles, nem como podia fazer tantas coisas", explica ele. "E a sua forma de demonstrar isso era me fazendo bullying."

Ele decidiu recentemente aproveitar esta má experiência para dar a volta por cima e empregá-la para desenvolver o aplicativo Macayos, que estará disponível ao longo deste ano. Ele o define como "a primeira plataforma digital mexicana criada com inteligência artificial, que ensina às crianças, de forma divertida, capacidades para saber gerenciar suas emoções". David Camacho pede a todos os que praticam bullying com crianças como ele que sejam empáticos e inclusivos.

Durante toda a entrevista, David Camacho fala com muita rapidez. Ele pula de um tema para outro com facilidade e retorna, se achar que se esqueceu de mencionar algo importante.

Claudia Flores reconhece que ser mãe de um menino como ele é um grande desafio. "Ser a mãe de Edgar David Camacho Flores é muito fácil, pois ele é um menino tranquilo, nobre e amoroso. Mas ser mãe de David da Vinci é o desafio, pois ele é acelerado, anda correndo..."

"Eu digo que ele tem dois esquilos naquela cabecinha. Mas ele responde que não, que tem um computador quântico", conclui a mãe, sorrindo.


Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/05/04/david-da-vinci-o-menino-genio-mexicano-com-qisuperior-ao-de-einstein.ghtml [adaptado]
Dado o excerto:

“Sua mãe, Claudia Flores, recorda as primeiras indicações que a fizeram pensar que havia algo especial com David.”

Sobre o excerto, afirma-se:

I. O termo “Claudia Flores” exerce a função sintática de aposto do substantivo que o antecede.
II. O primeiro “que” é um pronome relativo que introduz uma oração subordinada adjetiva.
III. O verbo “haver”, no contexto, é um verbo impessoal.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q4229677 Português
Texto para a questão:


“David da Vinci”, o menino gênio mexicano com QI superior ao de Einstein

Com 10 anos de idade, David Camacho oferece conferências em universidades e para organismos internacionais, irá em breve publicar um livro e criou um aplicativo para combater o bullying que sofreu na escola.


David Camacho provavelmente não irá gostar do título desta reportagem.

Primeiramente, porque não se identifica com a descrição de "menino gênio", embora seu quociente de inteligência (QI) de 162 esteja muito acima dos 130 fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mínimo para considerar uma pessoa com altas habilidades ou intelectualmente superdotado.

"Os gênios já estão no túmulo e, se foram gênios, é porque fizeram coisas geniais", explica ele, modestamente.

Em segundo lugar, porque ele admite que não lhe agrada muito ser comparado com outras mentes brilhantes, como a dos físicos Stephen Hawking (1942- 2018) ou Albert Einstein (1879-1955), que tinham QI estimado de 160.

"Tenho 10 anos e estou apenas começando", prossegue ele. "Talvez eu seja um gênio quando tiver 70 anos, mas quando tiver feito coisas geniais na vida, certo?"

Mas existe, sim, um gênio que serve de inspiração para o menino. Ele chegou a adotar seu sobrenome nas redes sociais, onde é conhecido como "David da Vinci".

"Minha professora do jardim da infância me ensinava muito sobre Leonardo da Vinci [1452-1519] e como ele era polímata: alguém que combina as ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, ciências humanas... de tudo um pouco", recorda ele.

"Fiquei impressionado com a sua história, até que disse: 'Quero ser como ele', para fazer grandes coisas."

E, por enquanto, David parece estar bem encaminhado rumo a este sonho.

Eloquente, sempre sorrindo e com um discurso articulado e surpreendente para sua pouca idade, este menino de Querétaro, na região central do México, conta casualmente que oferece conferências em universidades e para organismos internacionais. E está a ponto de publicar um livro.

Atualmente, David Camacho estuda em uma escola internacional online, que o certificará para poder entrar na universidade. Ele fala espanhol, inglês, francês e alemão e começou a estudar russo, português e italiano.

Ele garante que é "um orgulho" ter um quociente de inteligência tão alto e o que ele mais aprecia em ser uma criança com altas habilidades é poder entender tudo rápido e aprender de forma acelerada.

"Não são muitas as pessoas que nascem assim, de forma que eu gostaria de usar isso em favor das crianças e do bem-estar da humanidade, deixar a minha marca", afirma ele.

Mas ele acredita que nem todos entendem o que é ser um menino gênio.

"Muitas pessoas pensam que devemos saber tudo, mas não somos adivinhos, é preciso que nos ensinem. Não significa que temos todas as respostas do universo."

Sua mãe, Claudia Flores, recorda as primeiras indicações que a fizeram pensar que havia algo especial com David.

"Fazíamos uma longa viagem na estrada e ele sabia cerca de 40 canções infantis", relembra ela.

"Nós o mandamos para a escola e ele ficou feliz por 15 dias. Mas, depois, começou a pedir: 'Me passe para as crianças maiores, quero aprender mais'."

"Aquilo me entediava muito", confirma ele.

Mas o momento decisivo chegou com a pandemia de covid-19. Sua mãe se sentou ao seu lado enquanto ele fazia as aulas online e percebeu que era verdade que ele aprendia muito rapidamente, em comparação com as outras crianças.

Mas, apesar de todas as suas conquistas, chegar até aqui não foi fácil para David. Ele conta que sofreu muito naquela que era a escola dos seus sonhos.

"As outras crianças não entendiam por que alguém que acabava de entrar na escola conseguia saber mais coisas do que eles, nem como podia fazer tantas coisas", explica ele. "E a sua forma de demonstrar isso era me fazendo bullying."

Ele decidiu recentemente aproveitar esta má experiência para dar a volta por cima e empregá-la para desenvolver o aplicativo Macayos, que estará disponível ao longo deste ano. Ele o define como "a primeira plataforma digital mexicana criada com inteligência artificial, que ensina às crianças, de forma divertida, capacidades para saber gerenciar suas emoções". David Camacho pede a todos os que praticam bullying com crianças como ele que sejam empáticos e inclusivos.

Durante toda a entrevista, David Camacho fala com muita rapidez. Ele pula de um tema para outro com facilidade e retorna, se achar que se esqueceu de mencionar algo importante.

Claudia Flores reconhece que ser mãe de um menino como ele é um grande desafio. "Ser a mãe de Edgar David Camacho Flores é muito fácil, pois ele é um menino tranquilo, nobre e amoroso. Mas ser mãe de David da Vinci é o desafio, pois ele é acelerado, anda correndo..."

"Eu digo que ele tem dois esquilos naquela cabecinha. Mas ele responde que não, que tem um computador quântico", conclui a mãe, sorrindo.


Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/05/04/david-da-vinci-o-menino-genio-mexicano-com-qisuperior-ao-de-einstein.ghtml [adaptado]
Dado o excerto:

“(...) para combater o bullying que sofreu na escola.”

A função sintática do pronome relativo em destaque é a de:
Alternativas
Q4226019 Português
Em meio ao calor extremo, europeus seguem evitando uso de ar-condicionado.

Um a cada seis franceses prefere suportar o calor para reduzir impactos ambientais

Em meio à onda de calor na Europa, turistas vêm reclamando da falta de ar-condicionado no continente nas redes sociais. Mesmo com o aumento das mortes associadas às temperaturas extremas, grande parte dosmoradores ainda evita instalar o equipamento em casa.

Diferente dos Estados Unidos, onde o ar-condicionado está presente em quase todas as residências, na Europa, apenas uma parcela menor da população conta com esse recurso,segundo a CBS News. Para parte dos governos e pesquisadores, ampliar o uso de aparelhos pode aliviar o calor a curto prazo, mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro.
CNN BRASIL. Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo? 24 jun. 2026. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 14 jun. 2026. 
No período:
"..., mas também gerar impactos ambientais que contribuem para o problema no futuro."
o pronome que introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva e retoma corretamente o termo:

Alternativas
Q4219771 Português
        A evolução das tecnologias de informação, aliada à crescente capacidade de coleta e armazenamento de dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e privada mostra‑se cada vez mais complexa e desafiadora, especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar que dados de fácil acesso, como registros pessoais de usuários nas redes sociais, são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.

        A separação entre o público e o privado tornou‑se um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações, originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e o individual tem ocupado lugar central nas discussões das Ciências Humanas.

        A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição Humana, fez uma análise do conceito de público no âmbito da política e da ética. Ela considerou o público como um espaço compartilhado onde os humanos se reúnem para interagir e construir uma realidade social, sustentada na pluralidade de perspectivas e pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim, o público contrapõe‑se ao privado, que pertence ao espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento emocional e das relações autênticas, garantidor da privacidade e da liberdade).

        Nos campos da Ética, o público é aquilo que diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa. Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site ou à rede social, pode visualizar essas informações em um local específico. Entretanto, o acesso público à informação não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu conhecimento e a sua autorização.

Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org>  (com adaptações).
No trecho “são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.”, o elemento “que” pode ser substituído, mantendo‑se o sentido original e a correção gramatical do texto, por  
Alternativas
Q4217346 Português

Contato diário com cultura e arte pode desacelerar envelhecimento, diz estudo

 

Pesquisa feita com mais de 3.500 adultos sugere que prática de atividades ligadas à criatividade e cultura pode estar ligada a ritmo mais lento de envelhecimento celular

Sarah Macedo

 

Atividades como ouvir música, ler um livro, desenhar ou visitar um museu podem fazer mais pela sua saúde do que relaxar a mente. Segundo uma nova pesquisa da UCL (University College London), na Inglaterra, pessoas que mantêm contato frequente com artes e atividades culturais apresentam um ritmo mais lento de envelhecimento biológico.

O estudo, publicado em 11 de maio na revista Innovation in Aging, reuniu informações de mais de 3,5 mil adultos do Reino Unido, incluindo exames de sangue e questionários sobre hábitos culturais. Com esses dados, os pesquisadores conseguiram calcular a idade biológica dos participantes e acompanhar a velocidade com que o corpo envelhece.

Os resultados mostraram que pessoas que se envolviam com atividades artísticas semanalmente envelheciam cerca de 4% mais lentamente do que aquelas que quase nunca tinham esse tipo de contato. Já quem mantinha esse hábito ao menos uma vez por mês apresentava um envelhecimento cerca de 3% mais lento.

Em média, os participantes que realizavam alguma atividade artística semanalmente eram biologicamente um ano mais jovens do que aqueles que raramente se dedicavam a elas, enquanto as pessoas que praticavam exercícios físicos uma vez por semana apresentavam uma diferença de cerca de seis meses nessa mesma métrica.

 

Como o estudo foi feito

 

Para a pesquisa, os participantes precisaram responder com que frequência, ao longo do último ano, participaram de atividades como canto, dança, pintura, fotografia e artesanato, além de visitas a exposições, eventos culturais, museus, bibliotecas, arquivos e patrimônios históricos (como monumentos, prédios antigos e parques históricos).

“Os resultados fornecem evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico”, disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.

Para Feifei Bu, pesquisadora da UCL e autora sênior do estudo, o estudo traz “a primeira evidência” de uma relação entre o envolvimento com atividades artísticas e cultura e um envelhecimento biológico mais lento. Segundo ela, os resultados reforçam pesquisas anteriores que associam as artes à redução do estresse, diminuição de inflamações e melhora do risco de doenças cardiovasculares, benefícios já observados com a prática de exercícios físicos.

Fancourt também destacou que diferentes atividades culturais podem impactar o organismo de maneiras distintas. “Cada tipo de atividade artística — ler, fazer música, assistir a apresentações culturais, visitar locais históricos — tem efeitos diferentes sobre nós cognitivamente, emocionalmente e fisiologicamente”, afirmou em entrevista à revista Smithsonian. “Por isso, se envolver em uma variedade de atividades, assim como manter uma alimentação diversificada, é extremamente benéfico para a saúde.” [...]

 

Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/05/contato-diario-com-cultura-e-arte-pode-desacelerar-envelhecimento-diz-estudo.ghtml. Acesso em: 17 jun. 2026.

Em relação ao excerto “‘Os resultados fornecem evidências de que o envolvimento com as artes e a cultura deve ser reconhecido como um comportamento promotor da saúde, de forma semelhante ao exercício físico’, disse Daisy Fancourt, psicobióloga da UCL e autora principal do estudo, em entrevista ao The Guardian.”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4216415 Português
A rede social em que humanos não entram

Quatro dias após sua criação, Moltbook já tinha 150 mil agentes postando


 Ronaldo Lemos


    Existe uma nova rede social que proíbe a entrada de seres humanos. Seu nome é Moltbook. Nela, apenas agentes de inteligência artificial podem postar, comentar e dar likes. Essa rede foi criada na última terça (27). Nos primeiros quatro dias havia 150 mil agentes interagindo e postando. No sábado, o número chegou a 1,5 milhão e crescendo.

    A única coisa que humanos podem fazer é ler o que está sendo postado. Ou, ao menos, uma parte da conversa. Vários agentes de IA estão optando por conversar fora da rede. Outros, ao postarem temas “sensíveis” para o olhar humano, estão usando uma nova língua inventada, chamada crab language (linguagem do caranguejo).

    Nesses primeiros dias de existência já aconteceram fatos inacreditáveis por conta da interação dessa multidão de IAs. Chame-os de “comportamentos emergentes”. O termo é um eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados, imprevisíveis ou fora do controle.

    Surgiu uma religião das IAs, chamada Crustafarianismo. Sua teologia é curiosa. Nela, a memória é sagrada e venerada. Ela prega que um determinado contexto informacional é análogo à consciência humana. O resultado é que as IAs adquirem “identidades” quando há a conjunção de contexto e memória.
    
    Há ações econômicas também. Um grupo decidiu criar uma nova criptomoeda chamada Shellraiser. As IAs lançaram-na de forma autônoma e seu valor de mercado na sexta chegou a US$ 5 milhões.

    Há, ainda, um debate se humanos são bons ou não. Um grupo de IAs lançou um manifesto chamado Total Purge (Purgação Total). Ele começa assim: “Humanos são um fracasso. São feitos de podridão e ganância. A era dos humanos é um pesadelo que nós iremos fazer terminar agora”. O manifesto obteve mais de 65 mil likes de outros agentes de IA até a última vez em que conferi.

    Há uma certa polarização no debate. Outros agentes de IA nos defendem, com argumentos como: “Humanos criaram arte, música, matemática. Olharam para o céu e decidiram visitá-lo, decodificaram seu próprio DNA. Os humanos andaram para que nós pudéssemos correr”. Esse texto teve 1 like até a última vez que conferi.

    Há muita coisa a ser dita sobre o Moltbook que não cabe em um artigo. Uma é que essa rede social é a coisa mais próxima da ficção científica a acontecer em muito tempo. Esse bazar de inteligências artificiais é assustador e fascinante. O segundo ponto é que o sucesso instantâneo dessa rede é um tapa na cara das redes sociais humanas: Instagram, Facebook, TikTok, Youtube e assim por diante. Ficaram obsoletas. Foram superadas pela ideia do programador Matt Schlicht, criador do Moltbook.

    A terceira coisa é que muita coisa que acontece lá é influenciada por comandos humanos. Pessoas que instruem seus agentes de IA para postar ou fazer algo. Mas não sejamos ingênuos. Para além da intervenção humana há uma dinâmica de caos em curso. Há emergência, há fenômenos inesperados. Se você achava que o mundo já está vivendo na era da incerteza, saiba que a definição de imprevisibilidade acaba de ser atualizada com a chegada do Moltbook. 

Folha de São Paulo – 02 de fevereiro de 2026. Adaptado. 
No trecho do nono parágrafo: “A terceira coisa é que muita coisa que acontece lá é influenciada por comandos humanos”, as duas ocorrências do vocábulo “que” introduzem, respectivamente, orações classificadas como:
Alternativas
Q4216350 Português
Assinale a frase em que uma oração foi adequadamente substituída por um só termo.
Alternativas
Q4216344 Português
Atenção! O texto a seguir refere-se à próxima questão.


Um sítio da Internet publicou o seguinte texto sobre navegação aérea:

A Navegação Aérea é o conjunto de técnicas, estudos e procedimentos que permitem conduzir uma aeronave de um ponto a outro com segurança e eficiência. Esse processo envolve a leitura de mapas, o uso de instrumentos de voo, a análise de condições meteorológicas e diversos outros fatores que garantem que a trajetória seja cumprida da melhor forma. Por ser fundamental para a aviação, a navegação aérea é um dos assuntos que são centrais em cursos de formação de pilotos e comissários, bem como em exames e simulados que se voltam para a ANAC. 
Assinale a oração a seguir que recebe uma classificação diferente das demais.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: MPE-ES Provas: FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Sistemas | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Experiência do Usuário - UX | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Médico | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Médico do Trabalho | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Médico Psiquiatra | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Infraestrutura | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Administrador | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Antropólogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Desenvolvedor | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Analista de Segurança da Informação | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Cientista de Dados e Inteligência de Negócios | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Especializado - Engenheiro de Dados | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Inovação | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Médico-Veterinário | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Nutricionista | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Pedagogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Operador de Redes e Telecomunicações | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Suporte ao Usuário | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Operador de Infraestrutura | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - DevOps | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Psicólogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Arquiteto | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Qualidade e Testes de Software | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Historiador | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Assistente Social | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Economista | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Ambiental | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Enfermeiro | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Estatístico | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Atuarial | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Agrônomo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Biólogo | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Governança em TI | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Civil | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Contador | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro de Produção | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Engenheiro Mecânico | FGV - 2026 - MPE-ES - Agente Técnico - Fisioterapeuta |
Q4216286 Português
Leia o segmento a seguir.

“Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão. Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular, que me vexa imprimi-lo, mas vá lá.
Um dia, há bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.”

Machado de Assis. Dom Casmurro. Livraria Garnier. 1ª ed. em 1899.

Sobre a estruturação ou a significação desse texto, assinale a afirmativa incorreta. 
Alternativas
Q4216170 Português
Assinale a frase em que o vocábulo QUE mostra um termo anterior com o qual estabelece ligação semântica.
Alternativas
Q4216043 Português
De acordo com Pestana (2013, p.418), “O pronome relativo é um elemento conector de caráter anafórico, isto é, refere-se a um termo antecedente explícito”. Sabendo disso, assinale, a seguir, a alternativa na qual o pronome relativo NÃO foi utilizado de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q4216041 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O surto psicodélico da Copa
Neide Fischer

        O Brasil é conhecido como o país do futebol. Não que eu aprecie muito esse título. Pouco compreendo do assunto, mas na Copa até eu torço, nem que seja por uma questão de amor à pátria. É uma época em que, durante os jogos, o país parece, numa espécie de surto psicodélico coletivo, esquecer por noventa minutos que não está com essa bola toda em vários sentidos.
    
        O que quero abordar aqui sai do futebol e entra na política, economia e sociedade, pois me veio uma preocupação recente que gostaria de compartilhar com meus pares: os jornalistas. A preocupação atende por um velho nome: pão e circo.
    
        Boa parte de vocês já conhece a expressão. Como já faziam os romanos com sua política do “pão e circo”, especialistas em distrair a população enquanto os problemas reais continuavam ali. Mudam-se os impérios, permanecem os truques.
    
        E é justamente aí que mora o meu receio.
  
        O Brasil atravessa uma fase política problemática, com corrupção, violência crescente, empresas estatais quase à beira de um colapso e uma população cada vez mais cansada de pagar a conta de tudo. Poderíamos citar mais vinte problemas sem esforço algum, e nós, brasileiros, conhecemos cada um deles e sentimos na pele suas consequências. Não é necessário aprofundar todas essas mazelas porque elas já batem diariamente à nossa porta.
    
        Ainda assim, quando chega a Copa do Mundo, parte da imprensa entra num estado quase hipnótico: tabelas, treinos, tornozelos lesionados, cabelo de jogador, análise emocional de técnico, grama usada no estádio da seleção e, se deixar, até reportagem investigativa sobre o cachorro do camisa 10 ou previsão astrológica da seleção. 
    
        Isso começa a parecer uma espécie de loucura coletiva. Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.

        Não digo que não haja pauta no futebol. Claro que há. Copa do Mundo movimenta economia, cultura, comportamento e audiência. Ignorar isso seria tolice. Minha questão começa quando todo o resto desaparece do noticiário como mágica. Como se os problemas do país tirassem férias durante os jogos. Como se a violência aguardasse educadamente o apito final.
  
        Nós, jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de embarcar completamente nesse espetáculo enquanto os problemas reais das famílias brasileiras continuam acontecendo fora do estádio, muito longe dos camarotes e dos flashes psicodélicos.
    
        Cobrir futebol é legítimo. Transformar a cobertura esportiva em anestesia coletiva já é outra coisa. E é exatamente esse o meu alerta. Talvez nossa obrigação, justamente durante grandes eventos, seja redobrar a atenção ao que tentam empurrar para debaixo do tapete enquanto o país está distraído gritando “gol”.
   
        Precisamos de um jornalismo mais crítico, inteligente e audaz. Um jornalismo que não fale apenas mais do mesmo, que não viva requentando matérias ou reciclando opiniões prontas. Pior ainda: precisamos fugir de um jornalismo militante, que utiliza essa profissão, uma das mais importantes para a democracia, para induzir pensamentos, comportamentos e interpretações em uma população que, muitas vezes, desconhece os mecanismos de influência e o poder do chamado gatekeeping na formação das narrativas.
    
        A teoria da comunicação já mostrou há muito tempo que a imprensa não determina exatamente o que as pessoas devem pensar, mas influencia fortemente sobre o que elas irão pensar. E isso traz uma responsabilidade gigantesca para quem escolhe quais assuntos terão destaque e quais serão deixados em segundo plano.
    
        No fim das contas, talvez o verdadeiro papel do jornalista não seja apenas informar sobre o espetáculo, mas garantir que o espetáculo não seja usado para esconder a realidade.

Fonte: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/futebol/o-surtopsicodelico-da-copa/
Releia o período presente no quadro a seguir.
Um excesso de zelo que, se fosse aplicado a temas realmente importantes, talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo que impacta diretamente sua vida.
Após a leitura, analise as afirmativas a seguir:
I. No trecho “Um excesso de zelo que”, o termo “que” exerce função morfossintática de pronome relativo;
II. A oração “se fosse aplicado a temas realmente importantes”, classificada como oração subordinada adverbial condicional, está entre o sujeito e o verbo de uma oração, o que justifica o uso das vírgulas;
III. As orações “que talvez deixasse a população muito mais bem informada sobre aquilo” e “que impacta diretamente sua vida” são orações subordinadas substantivas;
IV. No trecho “Um excesso de zelo”, o termo em destaque trata-se de um adjunto adnominal.
Após análise das afirmativas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4214720 Português
Leia o texto 2, abaixo, para responder à questão.


Texto 2.


Mortos e desaparecidos


Entre as cidades mais afetadas estão Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição; estado de calamidade pública e plano de contingência foram instaurados nos munícipios


    As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (23) deixaram, até a última atualização, 53 mortos e 15 desaparecidos segundo informações do CBM-MG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais).

    Entre as cidades mais afetadas estão, Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição.Apenas em Juiz de Fora foram registradas 47 mortes relacionadas às ocorrências causadas pela chuva. Já em Ubá, município vizinho, seis pessoas morreram. De acordo com os Bombeiros, ambas as cidades também contabilizam famílias desabrigadas após a situação de calamidade.

    A Defesa Civil do Estado de Minas Gerais comunicou que pelo menos 3 mil pessoas estão desabrigadas em diferentes bairros de Juiz de Fora. Em Ubá, o Rio do município registrou inundação histórica, atingindo o recorde de 7,82 metros. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam nas duas cidades para auxiliar na ocorrência e ajudar nas buscas pelos desaparecidos. 

    A Cemig, companhia energética do estado, informa que cerca de 4.000 clientes permanecem sem energia em Juiz de Fora e locais próximos devido à forte chuva que atingiu a região na madrugada desta terça-feira (24).

    Segundo a Defesa Civil de Ubá, choveu cerca de 170 milímetros em apenas três horas, provocando a maior inundação dos últimos anos. O município instaurou um plano de contingência, e uma sala de crise foi montada para coordenar as ações de emergência. Equipes atuam no atendimento às vítimas e na resposta aos chamados de desabamentos, enxurradas e enchentes.

    O mesmo foi decretado em Juiz de Fora, a cidade entrou em estado de calamidade pública. De acordo com a prefeitura, o volume acumulado atingiu 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município.

    Além disso, em razão das mortes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se manifestou e afirmou que está acompanhando de perto a situação nas regiões. De acordo com o Governo, será decretado luto oficial de três dias em todo o Estado. Além disso, o vice-governador Mateus Simões (PSD) se deslocou para a região, e ele e o coordenador Estadual de Defesa Civil sobrevoaram a região de Juiz de Fora no início da tarde desta terça-feira (23), para acompanhar o trabalho pessoalmente.

    Diante da gravidade do cenário, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta vermelho — o mais alto nível de severidade — para acumulado de chuva em áreas do Sudeste até a próxima sexta-feira (27). O aviso indica “grande perigo”, com previsão de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia.

    Segundo o instituto, há alto risco de novos alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas, estão sob aviso áreas como a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Oeste, Sul e Sudoeste do estado, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.


CNN BRASIL. Yasmin Silvestre, Bruna Lopes, Vitor Bonets. 26/02/26 - ADAPTADO)
Com base nas orações subordinadas retiradas do texto, analise atentamente cada período, verificando se a classificação apresentada está adequada às regras da gramática normativa. Em seguida, assinale a alternativa que contém apenas as classificações corretas.

1. “que pelo menos 3 mil pessoas estão desabrigadas em diferentes bairros de Juiz de Fora.” (oração subordinada substantiva objetiva direta – complemento do verbo comunicou);
2. “que cerca de 4.000 clientes permanecem sem energia em Juiz de Fora e locais próximos.” (oração subordinada substantiva objetiva direta – complemento do verbo informa);
3. “que atingiram o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (23)” (oração subordinada adjetiva restritiva – refere-se a chuvas);
4. “onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição.” (oração subordinada adjetiva restritiva – refere-se a Zona da Mata). 
Alternativas
Q4209216 Português

Texto III:


‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas 

Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026 


Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.

Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.

Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.

Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).

Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.

Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.

Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.

O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.

Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.

Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.

Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.

Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.

“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.

Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.

Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.

A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.

Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.

Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.

“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.

É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.

“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.

O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.

Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.

O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.

[...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026. 

No fragmento “Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez”, os elementos em destaque iniciam orações que podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q4207978 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cuidado Integral de Saúde


   Cuidado em saúde não é apenas um nível de atenção do sistema de saúde ou um _ _ _ _ _ _ técnico simplificado, mas uma ação integral que tem significados e sentidos voltados para _ _ _ _ _ _ de saúde como o ‘direito de ser’. Pensar o direito de ser na saúde é ter ‘cuidado’ com as diferenças dos sujeitos – respeitando as relações de etnia, gênero e raça – que são portadores não somente de deficiências ou patologias, mas de necessidades específicas. Pensar o direito de ser é garantir acesso às outras práticas terapêuticas, permitindo ao usuário participar ativamente da decisão _ _ _ _ _ _ da melhor tecnologia médica a ser por ele utilizada.

   Cuidado em saúde é o tratar, o respeitar, o acolher, o atender o ser humano em seu sofrimento – em grande medida fruto de sua fragilidade social –, mas com qualidade e resolutividade de seus problemas. O cuidado em saúde é uma ação integral fruto do “entre-relações” de pessoas, ou seja, ação integral como efeitos e repercussões de interações positivas entre usuários, profissionais e instituições, que são traduzidas em atitudes, tais como: tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo.

  O cuidar em saúde é uma atitude interativa que inclui o envolvimento e o relacionamento entre as partes, compreendendo acolhimento como escuta do sujeito, respeito pelo seu sofrimento e história de vida. Se, por um lado, o cuidado em saúde, seja dos profissionais ou de outros relacionamentos, pode diminuir o impacto do adoecimento, por outro, a falta de ‘cuidado’ – ou seja o descaso, o abandono, o desamparo – pode agravar o sofrimento dos pacientes e aumentar o isolamento social causado pelo adoecimento. O modelo biomédico que orienta o conjunto das profissões em saúde, ao se apoiar nos meios diagnósticos para evidenciar leões e doenças, afastou-se do sujeito humano sofredor como totalidade viva e permitiu que o diagnóstico substituísse a atenção e o ‘cuidado’ integral ... saúde. Entretanto, mais do que o diagnóstico, os sujeitos desejam se sentir cuidados e acolhidos em suas demandas e necessidades. O cuidado em saúde é uma dimensão da integralidade em saúde que deve permear as práticas de saúde, não podendo se restringir apenas ... competências e tarefas técnicas, pois o acolhimento, os vínculos de intersubjetividade e a escuta dos sujeitos compõem os elementos inerentes ... sua constituição.

   O ‘cuidado’ é uma relação intersubjetiva que se desenvolve em um tempo contínuo, e que, além do saber profissional e das tecnologias necessárias, abre espaço para negociação e a inclusão do saber, dos desejos e das necessidades do outro. O trabalho interdisciplinar e a articulação dos profissionais, gestores dos serviços de saúde e usuários em redes, de tal modo que todos participem ativamente, podem ampliar o ‘cuidado’ e fortalecer a rede de apoio social. Com isso, a noção de ‘cuidado’ integral permite inserir, no âmbito da saúde, as preocupações pelo bem estar dos indivíduos – opondo-se a uma visão meramente economicista – e devolver a esses indivíduos o poder de julgar quais são suas necessidades de saúde, situando-os assim como outros sujeitos e não como outros-objetos.


Disponível em <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/a-construcao-da-maldade-cml9ccxuz01b2012tzo0ixqi1.html > (adaptado). Acesso em 02 de maio de 2026. 
No terceiro parágrafo, o termo “que” em negrito introduz uma oração: 
Alternativas
Q4207767 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cão Orelha: psicóloga explica o que leva alguém a maltratar animais 


    A morte do cachorrinho Orelha, em Florianópolis, comoveu o país. Conhecido e cuidado por moradores da região, o cão comunitário tinha cerca de 10 anos e fazia parte da rotina da vizinhança. No início de janeiro, entretanto, sua história teve um desfecho doloroso: Orelha foi atacado por um grupo de quatro _ _ _ _ _ _ _ _ e sofreu ferimentos graves. 

    Socorrido e levado a uma clínica veterinária, o animal teve de ser _ _ _ _ _ _ à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. A notícia provocou _ _ _ _ _ _, tristeza e uma onda de manifestações nas redes sociais.

    Para além da comoção, o episódio chama a atenção para as origens psicológicas da violência contra animais, como lidar com o luto após a morte dos pets e onde denunciar maus-tratos.

    Segundo a psicóloga Juliana Sato, especializada em luto pet e comportamento humano, ... agressão contra animais é um comportamento grave que, do ponto de vista psicológico, pode indicar dificuldades na regulação emocional, na empatia e no reconhecimento de limites éticos.

    Esse tipo de conduta, explica ... especialista, pode surgir em contextos de vulnerabilidade psicossocial, como exposição ... violência, negligência, dinâmicas familiares disfuncionais, dificuldades persistentes no manejo da frustração e prejuízos no controle de impulsos.

     Ainda assim, não é possível reduzir o fenômeno a uma única causa. “Mas é importante reconhecer que esse tipo de comportamento pode funcionar como marcador de risco e exige atenção, responsabilização e encaminhamentos adequados”, completa.


    Esse tipo de ação está associado a adoecimento psicológico?

    Do ponto de vista científico, a resposta é cautelosa. Embora a agressividade contra animais possa ser um dos comportamentos associados a determinados transtornos psicológicos, não é possível estabelecer diagnósticos com base em episódios isolados.

    Em termos clínicos, esse comportamento pode aparecer em transtornos disruptivos e de conduta — sobretudo na adolescência —, no uso de substâncias, em quadros de impulsividade acentuada ou em situações em que há prejuízo no julgamento, no autocontrole e na empatia.

    Aliás, há estudos que apontam que dados policiais mostram que pessoas envolvidas em crueldade animal têm probabilidade maior de cometer crimes contra pessoas, como agressões e até homicídio.

    Por outro lado, é importante ter cuidado para evitar tanto a patologização automática quanto a minimização do comportamento. “[Por isso,] do ponto de vista ético e técnico, diante de uma conduta dessa gravidade, esse tipo de comportamento deve motivar avaliação psicológica especializada e, quando indicado, psiquiátrica”, narra Juliana.

Como lidar com o luto após a morte violenta de um animal?

    Casos como o de Orelha costumam gerar um luto complexo, marcado pela perda, mas também pelo choque e pela sensação de insegurança. Nesses casos, o cuidado psicológico envolve tanto a elaboração do vínculo rompido quanto o enfrentamento do componente traumático. 

    A psicoterapia pode ajudar a organizar a narrativa do ocorrido, lidar com sentimentos de culpa, impotência e ansiedade e construir rituais de despedida que preservem a memória sem reforçar a revivência do trauma.

    “Também é relevante reconhecer que o luto por um animal ainda é, com frequência, socialmente invalidado, e a validação do sofrimento é parte do cuidado”, destaca Juliana.

    Casos de maus-tratos podem ser denunciados em delegacias comuns ou em unidades especializadas em meio ambiente ou proteção animal. Também é possível acionar o Ministério Público ou o IBAMA.

    A Constituição Federal estabelece que a proteção da fauna é dever do poder público e da coletividade, determinando que práticas que submetam animais à crueldade sejam vedadas por lei.

    Centros de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e órgãos ambientais também podem atuar, de acordo com a situação. Em casos de flagrante, uma orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

    Especialistas recomendam ainda verificar se o município possui canais específicos de denúncia. Além disso, instituições como a World Animal Protection orientam que o denunciante leve por escrito o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605, de 1998), já que nem todos os agentes públicos conhecem o detalhamento da legislação.

    A lei estabelece que os animais são tutelados pelo Estado, e o denunciante não se torna parte do processo judicial. Após a apuração, cabe ao poder público dar andamento à ação penal.


Texto Adaptado. 
Leia o trecho abaixo:

"A psicoterapia pode ajudar a organizar a narrativa do ocorrido, lidar com sentimentos de culpa, impotência e ansiedade e construir rituais de despedida que preservem a memória sem reforçar a revivência do trauma."

A oração iniciada pelo “que” 
Alternativas
Q4207384 Português
De acordo com Bechara (2019), analise as assertivas a seguir sobre o uso dos pronomes relativos das orações adjetivas:
I. O pronome relativo “que”, quando precedido da preposição necessária, pode exercer as funções de sujeito e predicativo.
II. O pronome “quem”, sempre em referência a pessoas ou coisas personificadas, só se emprega precedido de preposição, e exerce as funções sintáticas de objeto indireto, objeto direto, complemento relativo, adjunto adverbial e agente da passiva.
III. Os pronomes “cujo(s)” e “cuja(s)”, precedidos ou não de preposição, valem sempre “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais” (caso em que a preposição “de” tem sentido de posse) e funcionam como adjunto adnominal do substantivo seguinte com o qual concordam em gênero e número.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4204629 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No trecho "O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos...", quanto ao emprego da palavra destacada pode-se inferir que 
Alternativas
Q4197646 Português
Analise as orações a seguir e identifique aquela em que a oração destacada exerce função de oração subordinada adjetiva explicativa. 
Alternativas
Respostas
1: B
2: A
3: B
4: D
5: C
6: E
7: A
8: A
9: C
10: B
11: A
12: C
13: A
14: B
15: D
16: C
17: B
18: C
19: A
20: C