Questões de Concurso
Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português
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Assinale a opção em que essa conjunção mantém o valor de alternativa (e não de adição).:
A expressão destacada trata-se de uma oração:
Deus criou este mundo. O homem, todavia, Entrou a desconfiar, cogitabundo… Decerto não gostou lá muito do que via… E foi logo inventando o outro mundo.
QUINTANA, Mário. Dos mundos. Disponível em: <https://www.nossapoesia.com/poema/dos-mundos-mario-quintana/>. Acesso em: 21 de abril 2024.
Considerando o texto acima, assinale a alternativa que substitui a conjunção adversativa TODAVIA sem alteração de sentido:
( ) A língua possui unidades que têm por missão reunir orações em um mesmo enunciado. Essas unidades são tradicionalmente chamadas de conjunções, que se repartem em dois tipos: coordenadas e subordinadas. ( ) A conjunção coordenada é um transpositor de um enunciado que passa a uma função de palavra, portanto de nível inferior dentro das camadas de estruturação gramatical. ( ) As conjunções alternativas enlaçam as unidades coordenadas, matizando-as de um valor alternativo quer para exprimir a incompatibilidade dos conceitos envolvidos, quer para exprimir a equivalência deles. A conjunção alternativa por excelência é “ou”, sozinha ou duplicada junto a cada unidade.
A ordem correta de preeenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise as explicações fornecidas quanto a algumas estruturas presentes no texto, e reproduzidas abaixo.
I- “[...] há uma turma com essa pegada — os petrolheads, viciados em veículos sobre quatro rodas, sobretudo se forem muito, MAS muito ruidosos.” (Tem função focalizadora dentro do sintagma, contribuindo para enfatizar uma característica do carro.) II- “Como então adaptar o amor eterno pelo escarcéu das máquinas com o atual empenho para levar às ruas e estradas os carros elétricos, ecológicos, menos poluentes, MAS naturalmente mais silenciosos?” (Tem função adversativa e enfática, ligando duas orações coordenadas.) III- “[...] o motorista pode optar por ativar uma simulação sonora de propulsão. [...] O resultado não é idêntico, MAS quem sentiu e ouviu aprovou.” (Tem valor constrastivo, aliando adversidade e concessividade, ao ligar as orações coordenadas.) IV- “Os tempos estão mudando – MAS é sempre bom não abandonar a história e desdenhar da cultura. ” (Tem função de mudança de tópico, evidenciado pelo uso do travessão, com valor comparativo)
É (são) CORRETA(S) a (s) explicação(ões) presentes apenas em:
I- “Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu.” - Período formado por três orações, que estão coordenadas - as primeiras assindéticas, e a última sindética. Das duas primeiras depreende-se o sentido de adição e da última em relação à anterior, de adversidade. II- “Sou um ignorante, um pobre homem da cidade [...] Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua [...]” - Nesse fragmento, o uso dos adjetivos antepostos aos nomes leva à perda da função descritiva e ganho da função valorativa, com os respectivos sentidos (homem simples, homem comum e lavrador importante) III- “Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa”; “Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda; “tal como o vi numa noite de luar” veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem”. - Todas as formas referenciais em destaque classificam-se morfologicamente como pronomes oblíquos e, quanto ao mecanismo de remissão, como anafóricas. IV- No texto, algumas formas referenciais presentes têm interpretação dependente da situação extralinguística. Assim, caracterizamse como dêiticas as seguintes formas: Eu nunca tinha visto (pronome pessoal); no meu quintal (pronome possessivo); Tinha visto centenas de milharais (verbo) e declarou desdenhosamente que aquilo era capim (pronome demonstrativo).
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Tirinha para o item.

Internet: <www.mentirinhas.com.br> (com adaptações).
Acerca da tirinha, julgue o item a seguir.
No trecho “sou frustrado por não fazer”, a preposição
introduz uma oração coordenada explicativa.
Leia o texto e responda à questão seguinte.
(...) Que seria esta vida, se é que de vida merece o nome, sem os prazeres da volúpia? Oh! Oh! Vós me aplaudis? Já vejo que não há aqui nenhum insensato que não possua esse sentimento. Sois todos muito sábios, uma vez que a meu ver, loucura é o mesmo que sabedoria. Podeis, pois, estar certos de que também os estóicos não desprezam a volúpia, embora espertamente se finjam alheios a ela e a ultrajem com mil injúrias diante do povo, a fim de que, amedrontando esses hipócritas declamem de boa fé, dizei-me, por Júpiter, sim, dizei-me se há, acaso, um só dia na vida que não seja triste, desagradável, fastidioso, enfadonho, aborrecido, quando não é animado pela volúpia, isto é, pelo condimento da loucura. Tomo Sófocles por testemunho irrefragável, Sófocles nunca bastante louvado. Oh! Nunca se me fez tanta justiça! Diz ele, para minha honra e minha glória: “Como é bom viver! Mas, sem sabedoria, porque esta é o veneno da vida”. Procuremos explicar essa proposição.
Todos sabem que a infância é a idade mais alegre e agradável. Mas que é que torna os meninos tão amados? Que é que nos leva a beijá-los, abraçá-los e amá-los com tanta afeição? Ao ver esses pequenos inocentes, até um inimigo se enternece e os socorre. Qual é a causa disso? É a natureza que, procedendo com sabedoria, deu às crianças um certo ar de loucura, pelo qual elas obtêm a redução dos castigos dos seus educadores e se tornam merecedoras do afeto de quem as tem ao seu cuidado. Ama-se a primeira juventude que se sucede à infância, sente-se prazer em ser-lhe útil, iniciá-la, socorrê-la. Mas de quem recebe a meninice os seus atrativos? De quem, se não de mim, que lhe concedo a graça de ser amalucada e, por conseguinte, de gozar e de brincar? Quero que me chamem de mentirosa, se não for verdade que os jovens mudam inteiramente de caráter logo que principiam a ficar homens e, orientados pelas lições e pela experiência do mundo, entram na infeliz carreira da sabedoria. Vemos, então, desvanecer-se aos poucos a sua beleza, diminuir a sua vivacidade, desaparecerem aquela simplicidade e aquela candura tão apreciadas. E acaba por extinguir-se neles o natural vigor. (...)
(Fragmentos do livro Elogio da Loucura de Erasmo de Rotterdam, Ed.
Martin Claret)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
SINOPSE
A respeito do período acima, é incorreto afirmar que
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
Usinas a carvão são o Stonehenge da era do carbono, diz ONG que quer preservar torres


(Ivan Finotti.
https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2024/03/usinas-a-carvao-sao-ostonehenge-da-era-do-carbono-diz-ong-que-quer-preservar-torres.shtml.
12.mar.2024)
O segmento sublinhado no período acima constitui uma
Julgue o item subsequente.
Considerando o período composto de uma oração, a
oração coordenada adversativa equivale à oração
subordinada concessiva, uma vez que ambas promovem
as relações de oposição. Ele não bebe, mas fuma muito. ⇨
Embora fume muito, ele não bebe.