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Questões de Concurso Comentadas sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.367 questões

Q4126785 Português

Leia o texto e responda à questão.



O que acontece com o cérebro quando deixamos de escrever à mão?


Hábito cada vez mais raro na era digital, a escrita manual ativa áreas importantes do cérebro e pode influenciar memória, aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo. 


Diferenças dentro do cérebro


A ciência foi investigar o que acontece nesse processo e encontrou respostas nas conexões neurais, chamadas de sinapses. Ao escrever à mão, o cérebro ativa várias áreas ao mesmo tempo, criando uma rede intensa de comunicação.  


Já na digitação, essa integração é menor. Isso porque no teclado os dedos repetem praticamente o mesmo movimento para todas as letras, enquanto na escrita manual cada traço é único — e esse esforço extra estimula mais o cérebro.


Exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.


Aprendizado e memória 


Essa diferença tem impacto direto na aprendizagem. Ao escrever à mão, o cérebro precisa trabalhar mais: organizar o pensamento, selecionar o que é importante e transformar isso em palavras. Esse esforço ajuda a fixar melhor a informação.


Na digitação, o processo pode ser mais automático. A informação entra, é registrada rapidamente, mas nem sempre fica armazenada com a mesma força na memória.


Estudos com estudantes mostram que o cérebro permanece ativo por mais tempo durante a escrita manual, especialmente em áreas ligadas à atenção e ao aprendizado.


Especialmente no caso das crianças, aprender a escrever à mão antes de migrar para as telas ajuda a aproveitar melhor o potencial cognitivo.


(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/05/19/o-

que-acontece-dentro-do-nosso-cerebro-quando-deixamos-

de-escrever-a-

mao.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-

bar-mobile&utm_campaign=materias) 

Assinale a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das orações abaixo:
“Quero ir ______ vezes para Santa Catarina. Eu quero _______ café, por favor. Nós fomos ao parque, ______ choveu.” 
Alternativas
Q4126274 Português
Leia o texto e responda à questão.

O que acontece com o cérebro quando deixamos de escrever à mão? 

Hábito cada vez mais raro na era digital, a escrita manual ativa áreas importantes do cérebro e pode influenciar memória, aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo. 

Diferenças dentro do cérebro

A ciência foi investigar o que acontece nesse processo e encontrou respostas nas conexões neurais, chamadas de sinapses. Ao escrever à mão, o cérebro ativa várias áreas ao mesmo tempo, criando uma rede intensa de comunicação.

Já na digitação, essa integração é menor. Isso porque no teclado os dedos repetem praticamente o mesmo movimento para todas as letras, enquanto na escrita manual cada traço é único — e esse esforço extra estimula mais o cérebro.

 Exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.
 
Aprendizado e memória

Essa diferença tem impacto direto na aprendizagem. Ao escrever à mão, o cérebro precisa trabalhar mais: organizar o pensamento, selecionar o que é importante e transformar isso em palavras. Esse esforço ajuda a fixar melhor a informação. 

Na digitação, o processo pode ser mais automático. A informação entra, é registrada rapidamente, mas nem sempre fica armazenada com a mesma força na memória.

Estudos com estudantes mostram que o cérebro permanece ativo por mais tempo durante a escrita manual, especialmente em áreas ligadas à atenção e ao aprendizado.

Especialmente no caso das crianças, aprender a escrever à mão antes de migrar para as telas ajuda a aproveitar melhor o potencial cognitivo.

 
(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/05/19/o-
que-acontece-dentro-do-nosso-cerebro-quando-deixamos-
de-escrever-a-
mao.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-
bar-mobile&utm_campaign=materias) 

Analise:


“Ora gosta de bolos, ora gosta de pães.”


Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da oração acima: 

Alternativas
Q4126273 Português
Leia o texto e responda à questão.

O que acontece com o cérebro quando deixamos de escrever à mão? 

Hábito cada vez mais raro na era digital, a escrita manual ativa áreas importantes do cérebro e pode influenciar memória, aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo. 

Diferenças dentro do cérebro

A ciência foi investigar o que acontece nesse processo e encontrou respostas nas conexões neurais, chamadas de sinapses. Ao escrever à mão, o cérebro ativa várias áreas ao mesmo tempo, criando uma rede intensa de comunicação.

Já na digitação, essa integração é menor. Isso porque no teclado os dedos repetem praticamente o mesmo movimento para todas as letras, enquanto na escrita manual cada traço é único — e esse esforço extra estimula mais o cérebro.

 Exames mostram que, ao escrever à mão, a atividade cerebral se espalha por diferentes regiões, formando um padrão amplo de conexões. Na digitação, esse padrão praticamente desaparece.
 
Aprendizado e memória

Essa diferença tem impacto direto na aprendizagem. Ao escrever à mão, o cérebro precisa trabalhar mais: organizar o pensamento, selecionar o que é importante e transformar isso em palavras. Esse esforço ajuda a fixar melhor a informação. 

Na digitação, o processo pode ser mais automático. A informação entra, é registrada rapidamente, mas nem sempre fica armazenada com a mesma força na memória.

Estudos com estudantes mostram que o cérebro permanece ativo por mais tempo durante a escrita manual, especialmente em áreas ligadas à atenção e ao aprendizado.

Especialmente no caso das crianças, aprender a escrever à mão antes de migrar para as telas ajuda a aproveitar melhor o potencial cognitivo.

 
(https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/05/19/o-
que-acontece-dentro-do-nosso-cerebro-quando-deixamos-
de-escrever-a-
mao.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-
bar-mobile&utm_campaign=materias) 

Assinale a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das orações abaixo:


“Quero ir ______ vezes para Santa Catarina.

Eu quero _______ café, por favor.

Nós fomos ao parque, ______ choveu.” 

Alternativas
Q4125603 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

O período que, reescrito, apresenta o mesmo sentido de “é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens” (l. 30-31) é:
Alternativas
Q4125601 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

De forma geral, as informações são organizadas nos textos com o objetivo de promover a continuidade do tema de forma coesa e coerente. No texto em análise, o décimo parágrafo (l. 35-37) desenvolve, em relação ao parágrafo anterior (l. 29-34), uma ideia de: 
Alternativas
Q4125251 Português
Assinale a alternativa em que há um período composto.
Alternativas
Q4124258 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


A conjunção Mas, sublinhada e em destaque no texto, no contexto em que está inserida, estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4123583 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Papagaios aprendem a provar novos alimentos copiando outras aves


As crianças humanas costumam copiar as preferências dos amigos por brinquedos ou roupas, enquanto os adultos tendem a aderir a dietas populares ou tendências de estilo de vida. Agora, descobriu-se que esse tipo de imitação não é exclusivo da nossa espécie, já que papagaios selvagens aprendem a experimentar novos alimentos copiando seus semelhantes, sugere um novo estudo.


Animais que vivem em ambientes urbanos frequentemente encontram recursos novos ou incomuns, como lixo, árvores de rua, plantas exóticas ou espécies invasoras.


Para os animais nessas paisagens urbanas em constante mudança, expandir sua dieta para incluir novos itens alimentares pode ser crucial, de acordo com o estudo publicado na revista PLOS Biology.


No entanto, eles costumam ser cautelosos ao experimentar alimentos desconhecidos, pois podem ser venenosos ou conter parasitas, disseram os pesquisadores da Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Suíça.


Uma ferramenta que alguns animais usam para descobrir se vale a pena correr o risco é a aprendizagem social, que eles realizam observando ou interagindo com outros animais ou com seus pertences.


Essa estratégia foi observada em gralhas-pretas e corvos-marinhos selvagens. Estudos de laboratório com ratos na Noruega também mostraram que os ratos podem adquirir preferências alimentares ao cheirar o hálito de indivíduos mais atentos.


No entanto, segundo os pesquisadores, as estratégias de aprendizagem social têm sido pouco estudadas em contextos reais em comparação com os laboratórios.


Para descobrir se os papagaios selvagens usam essa técnica, os pesquisadores estudaram mais de 700 cacatuas-de-crista-amarela selvagens em cinco comunidades de dormitórios no centro de Sydney.


Dois papagaios de uma comunidade em Balmoral Beach e dois de uma comunidade em Clifton Gardens foram treinados − depois de inicialmente se mostrarem muito avessos − a comer amêndoas que foram tingidas artificialmente de azul ou vermelho, respectivamente.


Em seguida, um dispensador de alimentos contendo amêndoas de ambas as cores foi introduzido nas comunidades em sessões diárias durante 10 dias.


Após observarem os papagaios treinados consumindo as amêndoas coloridas, indivíduos curiosos começaram a comê-las na comunidade de Balmoral Beach em sete minutos, e na comunidade de Clifton Gardens em menos de um minuto, de acordo com o estudo. Em ambos os locais de reprodução, os papagaios comeram amêndoas de ambas as cores desde o primeiro dia.


Em uma terceira comunidade, onde não havia cacatuas treinadas, os papagaios demoraram quatro dias a experimentar os novos alimentos. Mas depois de uma ave − que se mudara da comunidade de Balmoral Beach, onde vira outras comerem as amêndoas 130 vezes − se arriscar, outros 15 papagaios também comeram as amêndoas em 10 minutos.


Os pesquisadores ampliaram o experimento para incluir mais dois locais de pouso.


Ao final do experimento de 20 dias, 349 indivíduos em cinco comunidades estavam consumindo amêndoas coloridas, de acordo com o estudo.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/papagaios-aprendem-a-provar-novos-alimentos-copiando-outras-aves/

As conjunções são elementos coesivos fundamentais na construção textual. O uso de 'no entanto' estabelece relação de adversidade, contrapondo a relevância da aprendizagem social à constatação de que ela ainda é pouco estudada em contextos reais. Considerando a necessidade de manter a coesão e coerência do texto, assinale o conectivo que preenche corretamente a lacuna:


No entanto, segundo os pesquisadores, as estratégias de aprendizagem social têm sido pouco estudadas em contextos reais em comparação com os laboratórios. _______, os pesquisadores decidiram estudar mais de 700 cacatuas-de-crista-amarela selvagens em cinco comunidades de dormitórios no centro de Sydney.

Alternativas
Q4123367 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A leveza é o novo sucesso


E o antídoto para o excesso


Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.


Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.


[...]


A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.


Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.


Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?


Com humor,


Maryana com Y


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)


Upgrade: subir de nível

Analise as sentenças:

I.No título, a ideia de que a leveza é o novo sucesso é complementada pelo subtítulo, dando uma ideia de adição. Um dos fatores que garante a ideia de adição é a conjunção "e".

II.O trecho Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência pode ser reescrito, sem alterar o sentido, da seguinte maneira: Escolher a leveza é pura estratégia de sobrevivência para não "viver nas nuvens".

III.O trecho sublinhado no texto pode ser reescrito, sem mudar o sentido, da seguinte maneira: O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio, mas percorrer o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4119616 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Feiras como ambientes de aprendizagem

    A feira e um fenômeno na historia econômica e sociocultural da modernidade. precedida pelo mercado, pode ser interpretada como um fenômeno social total, cuja análise sobre o exercício da troca desde as antigas civilizações e sugestiva quando se examina o potencial de aprendizagem de feiras.
    O fenômeno da troca está arraigado nas práticas sociais desde as civilizações mais antigas e representa muito mais que um interesse econômico: as trocas são fenômenos sociais 'totais' e expressam ao mesmo tempo e de uma só vez todas as espécies de instituições: religiosas, jurídicas e morais.
   Feiras são eventos que representam um microcosmo das indústrias que representam, abrigando variadas ações de compradores e vendedores, provedores de serviços, parceiros, organismos setoriais e regulatórios, que expõem e analisam produtos e/ou serviços para a realização de negócios.
    As feiras criam um ambiente especial, social, lúdico, que muitas vezes sugere lazer, no qual os membros de uma organização podem interagir intensamente com clientes, competidores e fornecedores. Esses traços conferem _ feiras a qualidade de um contexto favorável aprendizaoem.
  Identifica-se nas feiras um ambiente propício ao estabelecimento da justaposição entre ordem e desordem, humor e emoção, reconhecidos facilitadores da aprendizagem. A aprendizagem organizacional é facilitada quando a ordem está justaposta à desordem, pois é nesses momentos que as pessoas conseguem perceber o que é, geralmente, imperceptível. Tais momentos não são obvios nem podem ser confundidos com as atividades formalmente voltadas à aprendizagem.
  Existem facilitadores da aprendizagem, os quais estão implícitos em mensagens complexas transmitidas em situações de humor, improvisação, pequenas vitórias etc. São ocasiões que representam momentos de aprendizado, mas que geram consequências importantes para a organização.
    Cabe ainda observar que, na base da valorização do contexto social na aprendizagem, estão as ideias do construtivismo social, que considera a existência na mente dos aprendizes de uma Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que representa a diferença entre o que o aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz de atingir através da interação social, cultural e contextual.
    A ideia da ZDP sugere, em cada momento do desenvolvimento cognitivo de uma pessoa, a existência de uma 'janela de aprendizagem" que pode ser mais ou menos estreita. A aplicação dessa ideia no desenho de contextos de aprendizagem implica prover às pessoas um leque diversificado de atividades e de conteúdos, de modo que cada uma possa personalizar suas aprendizagens dentro da estrutura das metas e objetivos de um determirrado programa de aprendizagem.
    No caso específico das Íeiras, estas se configuram em oportunidades em que profissionais e especialistas de uma determinada área se agrupam, permitindo a qualquer interessado aprender não só de forma objetiva, mas também de forma tácita, a respeito de diferentes conteúdos e habilidades vinculados ao seu trabalho.
     Em suma, as feiras, expressão da cultura dos negócios, constituem-se como um evento social com amplo potencial de aprendizado para as empresas.

Adaptado de: Jefferson Setubal e yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.
No trecho [...] aprender não só de forma objetiva, mas também de forma tácita [...], as estruturas sintáticas sublinhadas estabelecem uma relação de:
Alternativas
Q4117989 Português
Texto 2


    O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 79-111, 2001.
No período “O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita.”, do Texto 2, a conjunção “pois” indica o valor semântico de 
Alternativas
Q4106343 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

RS tem 'alto risco' para doenças respiratórias por baixa adesão à vacina da gripe, aponta Fiocruz

        O Rio Grande do Sul entrou em nível de alto risco para casos de Síndrome Respiratoria Aguda Grave (SRAG). A classificação foi divulgada em um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no dia 28 de maio.

        O aumento de internações e a baíxa adesão à vacina contra a gripe causam o cenário de alerta no estado. A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42%" do público-alvo recebeu a dose.

        A adesão é considerada baixa pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos. Entre as crianças, apenas uma em cada quatro foi imunizada.

        O Rio Grande do Suljá registrou mais de 4,g mil internações por síndrome respiratória em 2026. A doença causou 322 mortes no estado. Segundo especialistas, a queda nas temperaturas aumenta a circulação e apenas a vacina previne sintomas severos e internações em UTIs.

        Em Capão Bonito do Sul, na Região Norte, um surto de gripe infectou 50 alunos e provocou o cancelamento das aulas por dois dias.

        Em Santo Ângelo, nas Missões, o uso de máscara voltou a ser obrigatório em unidades de saúde. Em passo Fundo, no Norte, a imunização foi ampliada para o público em geral. Já Santa Maria, na Região Central, abriu três novos pontos de vacinação para este fim de semana. 

        A aplicação das doses continua nos postos de saúde enquanto houver estoque, mesmo com o fim oÍicial da campanha. Para receber a vacina, e necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

Fonte: https://g 1 .globo.com/rslrio grande do_ sul/nolicia/2026/05/29/rs-lem-alto-risco-para-doencas- respiratoriaspor-baixa-adesao-a-vacina-da-gripe-aponta-fiocruz.ghtml (adaptado)
No trecho A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42% do público-alvo recebeu a dose, a palavra sublinhada estabelece uma relação estrutural de:
Alternativas
Q4105213 Português

Leia o texto para responder à próxima questão.


NÃO DESISTA NUNCA. (Martha Medeiros).

 

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?

Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.

Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.

Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.

Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.

Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.

Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para trás.

Estoura a sua ponte.

Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.

Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.

Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão… eu também não.

Realmente não é simples.

Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.

É só não se desesperar.

Seja no mínimo um pouco paciente.

Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:

ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA. Você começou a sonhar… sonhar… sonhar!

De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.

Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.

Pergunto, vale a pena insistir?

Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?

Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos! ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA. Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.

O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.

Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.

O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar…

ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA.

No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.

Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.

Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.

Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.

As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado. Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.

A ação sem visão é só um passatempo.

A visão com ação pode mudar o mundo.

Ainda no texto, o período “Mas quando ocorre este momento?”, a oração é: 
Alternativas
Q4104637 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental


    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.



                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve (...).


No enunciado acima, o segmento sublinhado tem como equivalência de sentido

Alternativas
Q4104158 Português

Leia o texto para responder à questão.


Crônica, de Martha Medeiros.


Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Permitir-me ser um pouco insignificante.

E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Escutar-me e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

Ainda no texto, o período “E também quero mais tempo livre”, a oração é: 
Alternativas
Q4099075 Português
      A inteligência artificial (IA), com sua natureza disruptiva, vem alterando significativamente o mercado de trabalho e, consequentemente, as atividades profissionais dos seres humanos, não somente porque entrega ferramentas extremamente úteis, mas porque gera possibilidade de criação de segmentos de atuação e novas carreiras. [...]

      Há cinco, dez anos atrás, muitas carreiras não existiam. Por isso, apesar de não sabermos exatamente quantas profissões ainda surgirão ao longo deste século, mas compreendendo que esse é um movimento irreversível, devemos avaliar tendências e nos preparar para abraçar as mudanças sempre, todos os dias. Um dos exemplos mais recentes ocorreu durante a pandemia da Covid-19, com a revolução da relação entre empresas e seus funcionários, por meio da implantação das modalidades remotas e híbridas de trabalho, o que só foi possível devido à existência de ferramentas tecnológicas avançadas e à capacidade do ser humano de encontrar soluções para o que, muitas vezes, parece insolúvel.

    Carreira bem-sucedida e sustentável é aquela em que a pessoa tem consciência de que tudo pode mudar o tempo todo e tem proatividade para se manter atualizada e capacitada para as novas demandas e formas de trabalho. A IA pode ser uma ótima parceira para o aumento da eficiência e da qualidade do trabalho das pessoas. Como toda parceria implica em benefícios e desafios, temas como segurança, ética, privacidade e humanização das relações de trabalho devem ser abordados de maneira séria e responsável por cada um individualmente e por todos, como sociedade.

As recomendações são as mesmas, tanto para quem está ingressando no mercado de trabalho pela primeira vez, quanto para quem já tem anos de experiência: profissionais que não utilizam a IA são, cada vez mais, considerados operacionais e substituíveis. Profissionais que utilizam a IA tendem a ser considerados estratégicos para o negócio e, portanto, mais valorizados. [...] 


Disponível em: https://portal.fgv.br/artigos/inteligencia-artificial-pode-auxiliarcarreira-e-formas-trabalho. Acesso em: 8 mai. 2026. (Adaptado).

Em: “Profissionais que utilizam a IA tendem a ser considerados estratégicos para o negócio e, portanto, mais valorizados” (4º parágrafo), o conectivo em destaque indica uma ideia de
Alternativas
Q4096287 Português

Para responder à questão abaixo, leia o texto.



Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet

gratuita


    O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.


    O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.


O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.


    Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta também prevê acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.


    Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.


    “A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.


    O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.


    Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em dezembro de 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.


    Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace). Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-

05/brasil-supera-100-mil-escolas-publicas-com-internet-gratuita

(adaptado)

No trecho Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, a expressão sublinhada estabelece uma ligação de sentido entre as orações. Essa relação é de:
Alternativas
Q4094815 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Custo para universalizar água e esgoto nos municípios brasileiros pode variar de R$ 301 a R$ 394 por pessoa


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou custos operacionais para universalizar os serviços de água e esgoto a partir da experiência dos 367 municípios brasileiros mais eficientes em custos e mais efetivos na prestação do serviço. A ideia é que os valores possam servir de referência na estruturação de contratos de concessão para processos competitivos de seleção de fornecedores, uma exigência do Novo Marco do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020) para municípios que queiram apoio financeiro do governo federal, mas também em programas de universalização baseados em prestação direta.


    “As estimativas de investimentos e custos são essenciais para se auferir em quanto os usuários e contribuintes serão onerados para universalizar os serviços. Neste trabalho, indicamos benchmarks de custos operacionais que possam ser úteis aos gestores, que irão escolher aqueles mais alinhados à realidade do município”, explicou o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer, que assina o estudo.


    Para a análise, feita a partir da técnica chamada de Envoltória de Dados, foram considerados dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o nível de cobertura e o de eficiência técnica dos prestadores. Apesar da maior concentração de municípios se situar em estados mais desenvolvidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks.


    Para municípios de até 10 mil habitantes, os valores de referência obtidos foram de R$ 313,05 e R$ 331,23 ao ano por pessoa atendida, a depender dos critérios considerados. Naqueles de 10 a 50 mil habitantes, foram de R$ 300,89 e R$ 328,16. Já nas cidades de 50 a 250 mil habitantes, os custos operacionais foram de R$ 313,92 e R$ 332,47 ao ano por pessoa atendida enquanto nas que têm mais de 250 mil habitantes foram de R$ 386,21 e R$ 393,93 anuais, por pessoa.


    O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) traçou a meta de 99% de domicílios brasileiros com abastecimento de água e 92% com coleta e destinação adequada de esgoto em 2033. Os valores ainda são distantes da realidade do país, que tinha, em 2022, 95,6% das residências abastecidas com água por rede coletora de esgoto ou fossa séptica, de acordo com os índices apurados pelo próprio Plansab.


    A baixa qualidade dos serviços também gera externalidades ambientais preocupantes. Conforme o SNIS, em 2022, 37,8% da água potável disponibilizada foi perdida na distribuição e apenas 52,2% do esgoto coletado foi tratado adequadamente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/categorias/45-todas-

as-noticias/noticias/16109-custo-para-universalizar-agua-e-esgoto-

nos-municipios-mais-eficientes-do-pais-varia-de-r-301-a-r-394-por-

pessoa (adaptado)

No quarto parágrafo, encontra-se o trecho: [...] nas cidades de 50 a 250 mil habitantes, os custos operacionais foram de R$ 313,92 e R$ 332,47 ao ano por pessoa atendida enquanto nas que têm mais de 250 mil habitantes foram de R$ 386,21 e R$ 393,93 anuais, por pessoaA palavra sublinhada estabelece entre as orações uma relação que exprime de forma CORRETA

Alternativas
Q4094692 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A equidade de gênero e o combate à fome no Brasil


    Entre 2022 e 2023, a insegurança alimentar e nutricional (lAN) diminuiu 85% no País. Essa é uma das conclusões do relatório O estado da segurança alimentar e nutricional no mundo 2024. O resultado foi celebrado por representantes do Poder Público e da sociedade civil interessada no tema, sobretudo se se considera que em 2023 a IAN nas formas grave e moderada afetou mais de 2,3 bilhões de seres humanos.


    Entretanto, esse desempenho deve ser comemorado com ressalvas. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,6% das famílias residentes no País conviveram com algum grau de IAN em 2023; e, dentre estas, 59,4% eram chefiadas por mulheres e 40,6%, por homens - uma diferença de 18,8%. A situação é preocupante, pois naquele ano 51,7% dos domicílios eram liderados por mulheres e 48,3%, por homens uma diferença de 3,4%. Os números demonstram que, assim como em outros países, no Brasil ainda predomina a falta de equidade.


    Uma das principais causas do problema são os óbices a políticas de inclusão das mulheres relacionadas ao acesso a trabalho e a renda, condicionantes do consumo regular de alimentos. A despeito disso, nas últimas décadas o Estado brasileiro tem concebido e implantado políticas públicas que, centradas na inclusão das mulheres, se tornaram referência internacional no combate à IAN. No caso do Programa Bolsa Família, por exemplo, os benefícios são concedidos prioritariamente à mulher; e, quando possível, ela deve ser indicada como responsável pela unidade familiar no ato do cadastramento, além de ser titular de conta bancária especial para receber os benefícios financeiros do programa.


    Outra política pública fundamental é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que incentiva a compra de alimentos diretamente da agricultura familiar, com atenção especial a produtos cultivados por mulheres. Isso e reforçado pela Lei no 14.660/2023, a qual estabelece que grupos formais e informais de mulheres da agricultura familiar devem ter prioridade na aquisição de alimentos para a merenda escolar.


    Por sua vez, a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural inclui ações específicas para mulheres rurais, oferece capacitação e apoio técnico, estimula as mulheres a adotarem práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, com o intuito de aumentar a produção de alimentos e, por consequência, a segurança alimentar e nutricional de suas famílias.


    Técnicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) argumentam que a indicação de uma mulher como responsável familiar no ato da inscrição ou da atualização de registros no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) estimula a autonomia financeira feminina, em especial a partir do momento em que sua família passa a ser alvo de programas executados pelo MDS com base nesse registro público.


    Segundo uma pesquisa da Fundação João Pinheiro realizada em 2012, famílias lideradas por mulheres ganhavam em média 16% menos que as chefiadas por homens; apesar disso, constatou-se que as mulheres dão prioridade aos gastos coletivos e à qualidade das condições estruturais do domicílio - os dispêndios per capita com saúde e nutrição giraram em torno de 107,21 reais contra 90,27 reais nos domicílios chefiados por eles.


    Relativamente à escolha alimentar, autores sustentam que as mulheres geralmente têm maior conhecimento nutricional que os homens. Por sua vez, pesquisas nacionais que utilizam marcadores de consumo alimentar saudável e não saudável demonstram que os homens têm maior propensão ao consumo de sal, refrigerantes e carnes gordurosas, ao passo que as mulheres tendem a ingerir mais frutas, hortaliças, leites e derivados.


    Estas são algumas das evidências de que políticas públicas que concedem benefícios financeiros a mulheres melhoram as condições de SAN de suas famílias.



Adaptado de: GARNEIRO, C. B.; TROMBKA, I.; PINTO, H. T. V. S.

Equidade e inclusão feminina: a atuação do Congresso Nacional

no contexto das políticas nacionais e internacionais de combate à

fome. Revista de Informação Legislativa: RIL, Brasília, DF, v. 63,

n.249,2026.

Considere os aspectos morfossintáticos, semânticos e fonológicos do período abaixo, extraído do segundo parágrafo do texto:
Entretanto, esse desempenho deve ser comemorado com ressalvas...
Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta uma análise gramatical INCORRETA.
Alternativas
Q4093972 Português
[...]

Jaqueline Góes


A biomédica baiana Jaqueline Góes de Jesus ganhou projeção internacional ao integrar a equipe que, em 2020, sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil. Anos antes, ela já havia participado do sequenciamento do vírus da zika, contribuindo para o monitoramento genético da epidemia que afetou milhares de famílias no país. Especialista em vigilância genômica, Jaqueline atua na linha de frente da ciência que identifica, rastreia e compreende a evolução de vírus, informação essencial para orientar políticas públicas e estratégias de controle.

Sua trajetória é marcada tanto pela excelência acadêmica quanto pelo impacto simbólico: mulher negra e nordestina na ciência, tornou-se referência para novas gerações ao ocupar espaços historicamente pouco diversos na pesquisa biomédica. Com formação pela Universidade Federal da Bahia e doutorado pelo Instituto Gonçalo Moniz, da Fiocruz Bahia, Jaqueline combina rigor científico e compromisso social, defendendo a importância do investimento contínuo em ciência para que o Brasil responda com agilidade a futuras emergências sanitárias.

Celina Turchi

A epidemiologista brasileira Celina Turchi ganhou reconhecimento internacional ao liderar a equipe que estabeleceu a relação entre a infecção pelo vírus da zika durante a gestação e o aumento de casos de microcefalia no Brasil, em 2015. À frente de um grupo multidisciplinar ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Celina coordenou pesquisas que foram decisivas para alertar a comunidade científica e a Organização Mundial da Saúde sobre a gravidade da epidemia. Seu trabalho ajudou a orientar protocolos clínicos, estratégias de vigilância e políticas públicas de saúde em um momento crítico.

Com formação em medicina e doutorado em saúde pública, Celina construiu uma carreira dedicada ao estudo de doenças infecciosas e à resposta a emergências sanitárias. Reconhecida pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo em 2016, ela se tornou símbolo da capacidade da ciência brasileira de responder rapidamente a crises globais, aliando rigor científico, articulação internacional e compromisso com a saúde pública.

Quarraisha Abdool Karim

A epidemiologista sul-africana Quarraisha Abdool Karim é uma das maiores autoridades mundiais em HIV/Aids. Professora na University of KwaZulu-Natal e pesquisadora associada à Columbia University, ela liderou estudos decisivos sobre prevenção da infecção em mulheres jovens na África Subsaariana − grupo historicamente mais vulnerável ao vírus. Seu trabalho foi fundamental para demonstrar a eficácia de microbicidas vaginais à base de antirretrovirais, ampliando as estratégias de prevenção sob controle feminino e influenciando políticas globais de saúde.

Com uma trajetória marcada pela ciência aplicada à realidade social, Quarraisha também atuou como presidente da The World Academy of Sciences, reforçando a importância da pesquisa produzida no Sul Global. Ao longo de décadas, ela tem defendido que combater epidemias exige não apenas inovação biomédica, mas também enfrentamento das desigualdades de gênero e acesso à informação. Seu legado une excelência científica e compromisso com justiça social, mostrando como a pesquisa pode transformar vidas em larga escala.

Jane Catherine

Ngila A química analítica queniana Catherine Ngila é referência internacional em monitoramento ambiental e qualidade da água. Sua pesquisa se concentra no desenvolvimento de métodos sensíveis para detectar poluentes − como metais pesados e contaminantes orgânicos − em rios, solos e sistemas urbanos. Ao combinar química de precisão com desafios ambientais concretos, Catherine contribui para políticas públicas mais eficazes e para a proteção de comunidades vulneráveis à contaminação hídrica.

Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança acadêmica na University of Johannesburg e integrou organismos internacionais ligados à cooperação científica. Defensora ativa da participação feminina nas ciências exatas, ela também atua na formação de jovens pesquisadoras africanas, reforçando a importância da diversidade na produção de conhecimento e na busca por soluções sustentáveis para o continente.

[...]

(Disponível em:
https://vidasimples.co/sustentabilidade/oito-cientistas-mulheres-que-est
ao-mudando-o-mundo/. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.)
Nas sentenças indicadas a seguir, há três situações em que conjunções e locuções conjuntivas estabelecem relações de coordenação entre os elementos que elas articulam. Analise cada sentença e identifique o sentido construído:
1.Sua trajetória é marcada tanto pela excelência acadêmica quanto pelo impacto simbólico: mulher negra e nordestina na ciência [...]
2. Ao longo de décadas, ela tem defendido que combater epidemias exige não apenas inovação biomédica, mas também enfrentamento das desigualdades de gênero e acesso à informação.
Analise as assertivas e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Na sentença 1, tem-se uma construção sintática em que as conjunções estabelecem uma comparação, destacando a superioridade entre os elementos comparados. O primeiro elemento é superior ao segundo.
(__)Na sentença 2, o sentido construído é de adição, materializado pelo par conjuntivo "não apenas... mas também".
(__)Na sentença 1, é possível substituir a conjunção "quanto" por "como", mantendo o sentido de comparação.
(__)Na sentença 2, as palavras "apenas" e "também" conferem, a cada sintagma a que se relacionam, destaque e realce. Assim, ambos são importantes no contexto temático.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
101: D
102: B
103: D
104: D
105: C
106: C
107: E
108: B
109: E
110: E
111: B
112: C
113: A
114: A
115: B
116: D
117: C
118: C
119: A
120: D