Questões de Concurso
Comentadas sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português
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As palavras podem estabelecer variados sentidos e isso dependerá do contexto em que foram usadas. Por isso, as palavras não têm um sentido único e estático. Tendo isso em consideração, analise o excerto e a relação que a conjunção destacada estabelece entre as orações:
COLUNA I (1) Oração Coordenada Aditiva (2) Oração Coordenada Adversativa (3) Oração Coordenada Conclusiva (4) Oração Coordenada Assindética
COLUNA II (A) Indica conclusão da ideia anterior, geralmente marcada por "portanto", "logo", "assim", "por conseguinte", entre outros.
(B) Apresenta relação de oposição entre as ideias, sendo expressa por "mas", "contudo", "porém", "entretanto", etc.
(C) Não apresenta conjunção explícita na ligação entre as orações, sendo a relação sugerida por pontuação, como vírgula.
(D) Indica soma ou continuidade da ideia, comumente introduzida por "e", "mas também", "nem", entre outros.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA:
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Na passagem “Reconhecer a importância motivacional do fisioterapeuta, portanto, significa valorizar uma dimensão terapêutica que transcende os aspectos puramente físicos da reabilitação.”, o vocábulo “portanto” introduz uma oração coordenada conclusiva, que confere valor semântico de arremate da ideia defendida no texto.
Quanto a aspectos gerais do texto, julgue o item seguinte.
O período “Eduardo Ferreira era natural de Alagoas, t inha 49 anos e deixa esposa e um filho.” é composto da coordenação de três orações – todas as três sindéticas.
Quanto a aspectos gerais do texto, julgue o item seguinte.
No trecho “A Marinha do Brasil informou que será instaurado um inquérito administrativo para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente.”, a oração “que será instaurado um inquérito administrativo” é introduzida por uma conjunção que se classifica como coordenativa explicativa, equivalente a “porque”
Com base no texto, julgue o item a seguir.
No trecho “a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que vai afastar o profissional médico envolvido na denúncia até que a Polícia Civil conclua as investigações”, a locução conjuntiva “até que” tem valor concessivo e poderia, nesse contexto, ser substituída por embora.
Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.
As expressões “a conexão das residências às redes urbanas”, “e a proibição de uso dos rios e córregos para banho”, “lavagem de roupa” e “ou despejo de dejetos” (segundo período do segundo parágrafo) são coordenadas entre si e exercem a mesma função sintática na oração em que se inserem.
Com base no texto, julgue o item a seguir.
Em “A arma do crime não foi encontrada, mas havia marca de disparo numa parede”, a conjunção “mas” classifica‑se como subordinativa concessiva.
Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir.
No segmento “mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes” (terceiro parágrafo), a conjunção “mas” está empregada com sentido aditivo, podendo, portanto, ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pela conjunção e.

HEGENBERG, Leonidas. Evolução histórica do conceito de doença.
In: L. Hegenberg (org.). Doença: um estudo filosófico.
Rio de Janeiro: Fiocruz, 1998 (com adaptações).
Com referência ao texto e a seus aspectos linguísticos e gramaticais, julgue o item seguinte.
No segundo parágrafo do texto, o vocábulo “ora”, em todas as suas ocorrências, foi empregado para unir duas ou mais orações, e expressa alternância.
I – A vírgula separa um adjunto adverbial.
II – A palavra “que” inicia oração subordinada substantiva.
III – A oração “se sentirem pertencentes a uma sociedade” é subordinada adverbial condicional.
Considere o texto para responder à questão.
Por que você não precisa estar sozinho para se sentir solitário
Existem muitos tipos de solidão, que cada pessoa sente de forma diferente. O que é a solidão para você?
A solidão pode ser uma cidade. Nas suas ruas, em meio ao burburinho, às multidões, às conversas e risadas, alguém pode muito bem se sentir um estranho – desnorteado, desconectado, no caminho dos outros.
É senso comum que o isolamento físico pode levar à solidão – e poucas coisas são tão dolorosas quanto a solidão crônica, imposta e vivenciada pelas pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade. Mas, as pessoas nem sempre são o antídoto contra a solidão. Na verdade, elas podem até fazer parte do problema.
O fato é que podemos ficar sozinhos com a mesma facilidade em meio a uma multidão, em um relacionamento amoroso ou entre amigos. Um estudo de 2021 envolvendo 756 pessoas que registraram regularmente como se sentiam em um aplicativo de celular por um período de dois anos confirmou essa observação.
A sensação de solidão parece aumentar em ambientes superlotados e densamente povoados – ou seja, nas cidades modernas. Será que o nosso estilo de vida cada vez mais urbano e dominado pela tecnologia está nos deixando com a sensação de estarmos menos conectados uns aos outros? E existem soluções escondidas nessas descobertas?
Entender esse paradoxo certamente é importante. Afinal, sabemos que vivemos uma “epidemia de solidão” – um surto global que não reconhece fronteiras, afeta jovens e idosos e pode até reconfigurar o nosso cérebro.
Mas essa epidemia chega em um momento em que temos mais formas do que nunca para nos conectar com os demais.
A tecnologia nos permite ligar para os amigos e familiares no outro lado do planeta, conversar on-line com pessoas que nunca encontramos pessoalmente e acompanhar as vidas dos nossos conhecidos nas redes sociais.
Por outro lado, a população urbana também está crescendo rapidamente. Estima-se que 68% da população mundial more em cidades até meados deste século. Por que, então, no nosso mundo atribulado e conectado pela tecnologia, ainda nos sentimos solitários, mesmo em meio a outras pessoas?
E seria esta realmente outra pandemia, algo a ser sempre evitado, medicado, erradicado, estigmatizado? Ou podemos também aprender com ela?
A solidão é um conceito complexo e difuso, algo que todos nós vivenciamos de alguma forma. A professora de história Fay Bound Alberti, do King's College de Londres, é a autora do livro A Biography of Loneliness (“Biografia da solidão”, em tradução literal). Ela defende que, em vez de um estado emocional definido, a solidão, na verdade, é um “conjunto” de emoções, que pode incluir sentimentos como pesar, raiva e ciúme.
Ainda assim, a ciência define atualmente a solidão, de forma geral, como a desconexão entre os relacionamentos sociais reais e os desejados, o que reflete a realidade de que você não precisa estar sozinho para se sentir solitário.
O psicólogo Sam Carr, da Universidade de Bath, no Reino Unido, pesquisa os relacionamentos humanos. Ele acredita que o “maior mito” é que as pessoas são sempre a solução para a solidão. “As pessoas, na verdade, podem ser a causa”, afirma Carr. Ele é o autor do livro All the Lonely People (“Todas as pessoas solitárias”, em tradução literal), que estuda as diversas experiências de solidão das pessoas.
“Todos nós somos uma espécie de peça de quebra-cabeça e queremos sentir que nos encaixamos”, explica ele. “E as outras pessoas, muitas vezes, podem ser o motivo de não nos sentirmos assim”. “Mesmo se for um amigo ou parceiro, talvez eles não nos reconheçam por quem somos. Ou nos fazem parecer invisíveis. Ou precisamos fingir que somos outra pessoa na companhia deles. Para muitas pessoas, esta parece ser a essência da sua solidão”.
Bound Alberti concorda que o isolamento físico dos demais não é necessariamente o que torna as pessoas solitárias. “As pessoas mais solitárias são aquelas que estão em relacionamentos que deveriam ser enriquecedores, mas não são. Algumas das experiências mais solitárias que vivenciei ocorreram quando eu estava rodeada de muitas pessoas que não estão nem remotamente na mesma frequência que eu”.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2pplx1352o. Acesso em 27/01/2025.
I. Pedro não só estuda, mas também trabalha.
II. João não falta as aulas de matemática. Entretanto, não aprende.
III. Pôs a cuia no chão, escorou-a com pedras, matou a sede da família.