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Questões de Concurso Comentadas sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.369 questões

Q2429240 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de 4 a 8.

URBANISMO

7 CIDADES QUE SÃO EXEMPLOS DE PLANEJAMENTO URBANO NO MUNDO

O planejamento urbano é essencial para o bom funcionamento da cidade. Infelizmente, nós sabemos que o Brasil não é um grande exemplo a ser seguido nesse quesito. Claro que há cidades onde a situação é melhor que outras, mas nem mesmo as planejadas deram muito certo por aqui. Porém, como a esperança é a última que morre, espera-se que os futuros planejadores, com a colaboração de todos, possam resolver os grandes problemas das cidades brasileiras. Como inspiração, separamos uma lista com algumas cidades que são exemplos de planejamento urbano no mundo.

COPENHAGUE (DINAMARCA)

A cidade é a capital da Dinamarca e possui aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. A sustentabilidade e a mobilidade urbana são um grande destaque por lá. São mais de 400km de ciclovia e até mesmo os membros do Parlamento vão para o trabalho pedalando. Além disso, há investimentos em áreas verdes e em recursos hídricos. O investimento em tratamento de esgoto, por exemplo, resultou em melhor qualidade da água. Há uma arquitetura sustentável que inclui a construção de sistemas sustentáveis de drenagem, reciclagem de água de chuva, telhados verdes e gerenciamento eficiente de resíduos sólidos. Por meio de implementação de energia eólica, biomassa e outros fatores, a cidade planeja ser neutra em emissões de carbono até 2025.

SINGAPURA (SINGAPURA)

Desde quando era uma colônia britânica, Singapura já era planejada. O segredo que a cidade mostra para o sucesso do planejamento urbano é ter uma visão de futuro. Singapura foi construída em um solo que era dado como inútil. Atualmente, ela é famosa por sua arquitetura inovadora, pela tecnologia e pela forma única com a qual gerencia resíduos sólidos e esgoto. Há uma política de fazer as regiões da cidade parcialmente autossustentáveis, de modo que nem todos dependam da região central.

AMSTERDÃ (PAÍSES BAIXOS)

Os canais de Amsterdã não são apenas enfeite: são resultado de muito planejamento. Eles serviam como uma forma de defesa, gerenciamento de água e transporte. Ainda, os meios de transporte públicos são incentivados e a bicicleta é muito comum por lá. É isso que as estatísticas provam: 48% do transporte é feito por meio de bicicleta, contra 22% feito em carro.

ZURIQUE (SUÍÇA)

Zurique é conhecida como a cidade com o melhor trânsito do mundo. Além de baratos, os ônibus, trens, balsas e outros meios de transporte coletivo sempre chegam no horário e em número suficiente. Assim, a quantidade de veículos particulares nas ruas é bem menor e implica menos poluição, menos acidentes, menor área de estacionamento e outras vantagens. A cidade financia estudos em energia renovável e busca menor emissão de gás carbônico e maior sustentabilidade.

SEUL (COREIA DO SUL)

Por volta de 1300, quando a cidade foi projetada, os políticos garantiram um bom planejamento. E, ao longo da história, o planejamento sempre teve um lugar especial. Atualmente, o foco é no plano de 2030, no qual os cidadãos são peça fundamental e estiveram envolvidos na elaboração.

CHANDIGARH (ÍNDIA)

A cidade é famosa por sua arquitetura e design urbano. Ela foi projetada por ninguém menos que o renomado arquiteto Le Corbusier. Além disso, foi uma das primeiras cidades planejadas da Índia pós-colonial. Chandigarh já levou o título de cidade mais próspera, limpa e verde da Índia. O curioso é que o planejamento seguiu a ideia de um corpo humano. A capital é a cabeça, o coração é o centro da cidade, os pulmões são a área verde e aberta, o sistema circulatório são as vias e estradas.

MACHU PICCHU (PERU)

Quando o assunto é planejamento urbano, Machu Picchu não pode ficar de fora da lista. Embora não seja mais habitada, a cidade foi cuidadosamente planejada em um lugar impressionante. Há todo um sistema de gerenciamento da água, canais de drenagem e moradias resistentes.

(Adaptado de: BLOG DA ARQUITETURA. Disponível em: https://blogdaarquitetura.com/7-cidades-que-sao-exemplos-de-planejamento-urbano-no-mundo/. Acesso em: 03/01/2023.)

Sobre as relações lógico-discursivas presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. No trecho “Desde quando era uma colônia britânica, Singapura já era planejada”, a expressão “desde quando” indica noção temporal.

II. No fragmento “Ainda, os meios de transporte públicos são incentivados”, o termo “ainda” equivale, semanticamente, à expressão “além disso”, indicando adição de ideias.

III. Em “Assim, a quantidade de veículos particulares nas ruas é bem menor”, a palavra “assim” pode ser substituída pela expressão “desse modo”, sem alterar seu sentido conclusivo.

IV. No fragmento “Embora não seja mais habitada, a cidade foi cuidadosamente planejada”, a conjunção “embora” enfatiza a noção condicional impressa ao enunciado.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2426127 Português

Analise as seguintes sentenças:


I. Não posso ir à aula porque estou doente.

II.Todas as atividades foram feitas conforme o professor instruiu.

III. Me avise caso mude de ideia.


Nas sentenças dadas, a função das palavras “porque”, “conforme” e “caso” é:

Alternativas
Q2392124 Português

Julgue o item a seguir.


Em “Era a dor mais profunda que já sentira, e não conseguira chorar”, a conjunção “E” estabelece relação semântica adversativa. 

Alternativas
Q2392117 Português

Julgue o item a seguir.


Ao se deslocar a conjunção coordenativa POIS, isolando-a, ela passa a ter valor semântico conclusivo, como em: “Assistiu a todas as temporadas da série; considerava-se, pois, um especialista”.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: Instituto Darwin Órgão: Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE Provas: Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Advogado | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Assistente Social | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Psiquiatra | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Plantonista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Ginecologista e Obstetra | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Ortopedista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Pediatra | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Reumatologista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Cirurgião | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Ultrassonografista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Anestesista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Nutricionista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Bioquímico Analista | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Cirurgião Dentista da Estratégia da Saúde da Família (ESF) | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Farmacêutico | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Fonoaudiólogo | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Psicólogo(a) | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Educador Físico | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Artes | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Ciências | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Educação Física | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: História | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Língua Inglesa | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Geografia | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Língua Portuguesa | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Professor(a) Anos Finais - 6° ao 9° Ano: Matemática | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Fisioterapeuta | Instituto Darwin - 2023 - Prefeitura de Lagoa de Itaenga - PE - Médico(a) Veterinário(a) |
Q2376799 Português
TEXTO 2


A maneira como “palhiaço” está escrito com spray
vermelho na porta dos
fundos do Bib’s me faz pensar na minha mãe. Ela
sempre acrescentava uma
letra i ao pronunciar a palavra. Eu sentia vontade de rir
toda vez que ouvia,
mas era difícil achar graça na infância quando eu era
sempre o alvo do
insulto.
— Pa... lhi...aço — sussurra Darin. — Só pode ter sido
uma criança. A maioria dos adultos sabe soletrar essa palavra.
— Aí é que você se engana.
Toco na tinta, porém ela não suja meus dedos. Seja quem for que tenha
pichado deve ter feito isso logo após fecharmos ontem à noite.
— Por que será que estão te chamando de palhaço? — pergunta ele.
— Por que acha que foi para mim? Pode ter sido para você ou para o Brad.
— O restaurante é seu. — Darin tira o casaco e o usa para remover um
grande caco de vidro da janela. — Talvez tenha sido
algum funcionário
insatisfeito, não?
— E eu tenho funcionários insatisfeitos?


HOOVER, Colleen. É Assim Que Começa. São Paulo: Galera, 2019. 
Assinale a alternativa correta em relação aos aspectos linguísticos do texto: 
Alternativas
Q2345292 Português
Em qual das alternativas há uma oração coordenada adversativa? 
Alternativas
Q2344629 Português
TEXTO I


EU SEI, MAS NÃO DEVIA


         Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

        A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

        A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. [...]

         A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


(COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. 2 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 9-10. Fragmento.)
O primeiro parágrafo do texto expande a ideia que dá título à crônica, permitindo que o leitor compreenda o que não devia acontecer e acontece. Essa ocorrência é marcada pelo uso intenso, em todo o texto, pelo emprego dá:
Alternativas
Q2344628 Português
TEXTO I


EU SEI, MAS NÃO DEVIA


         Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

        A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

        A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. [...]

         A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


(COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. 2 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 9-10. Fragmento.)
O título do texto aparece definido por uma relação estabelecida por uma conjunção. Marque a alternativa que apresenta a classificação dessa conjunção:
Alternativas
Q2344144 Português
 Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


CONFISSÃO


Mário Quintana


Que esta minha paz e este meu amado silêncio

Não iludam a ninguém

Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta

Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios

Acho-me relativamente feliz

Porque nada de exterior me acontece...

Mas,

Em mim, na minha alma,

Pressinto que vou ter um terremoto!


Disponível em: https://www.pensador.com/contos_ou_cronicas_de_mario_quintana/. Acesso em: 9 out. 2022.
O termo “mas” insere no texto uma ideia de
Alternativas
Q2342664 Português

Julgue o item subsequente.


Na frase “João gosta de estudar, e Maria também gosta,” temos uma coordenação de orações assindéticas. 

Alternativas
Q2339374 Português
O impacto da tecnologia nas relações sociais e familiares

O avanço da tecnologia tem sido o principal agente transformador em nosso modo de vida. Pesquisas em diversas áreas destacam o papel central desempenhado pelas tecnologias ao romperem padrões sociais estabelecidos ao longo de séculos. Essa transformação profunda tem impactado a forma como nos relacionamos, trazendo consigo consequências e desafios para as relações sociais e familiares.
Uma das transformações mais notáveis ocasionadas pela tecnologia diz respeito à nossa forma de comunicação. Apesar de romper a distância física, a comunicação virtual também pode resultar em uma desconexão emocional, já que as interações presenciais são substituídas por interações digitais. Com menos interação presencial, testemunhamos o desenvolvimento de uma geração que enfrenta dificuldades para se comunicar com os outros, de expressar-se verbalmente e de reconhecer o impacto afetivo que suas palavras têm na vida dos demais. Existe um aprendizado em identificar as sutilezas das impressões faciais que revelam afetos como tristeza, decepção, vergonha etc., que é o fundamento para a compreensão empática do outro.
A tecnologia também tem impactado a dinâmica familiar. Com a crescente presença de dispositivos eletrônicos em nossos lares, é comum observar famílias em que todos estão imersos em suas telas, negligenciando a oportunidade de desfrutar da convivência uns dos outros. Essa questão merece atenção especial, pois o ambiente doméstico é o espaço crucial para se transmitirem os valores e pensamentos que norteiam cada família, e uma falta de interação pode levar a uma diminuição na qualidade dos relacionamentos familiares, tornando-se mais difícil fortalecer os laços afetivos.
A família perde a melhor oportunidade para influenciar positivamente seus membros e corre o risco de se surpreender diante de comportamentos muito destoantes do núcleo familiar. A solução para esse problema reside em estabelecer regras e limites claros para o uso da tecnologia, promovendo momentos de interação e desconexão digital. É essencial reservar tempo para atividades conjuntas, como refeições em família, passeios ao ar livre ou simplesmente conversas sem a presença de dispositivos eletrônicos. Assim, é possível fortalecer os laços familiares, cultivar a comunicação e criar um ambiente propício ao desenvolvimento de relacionamentos afetivos e saudáveis.
O grande desafio trazido com a tecnologia é conseguir equilibrar o seu uso a fim de manter conexões emocionais com as pessoas ao redor. Para tal, é essencial promover a conscientização e a comunicação clara dentro da família, discutindo o uso da tecnologia, definindo limites e regras e valorizando o tempo de qualidade juntos longe dos aparelhos. Além disso, é fundamental cultivar hábitos de escuta ativa, buscar atividades em grupo e participar de momentos de interação presencial.
Entre as oportunidades e os desafios da atualidade, encontrar o equilíbrio saudável entre o mundo virtual e o mundo real é o mais importante para aproveitar os benefícios da tecnologia sem comprometer a qualidade das relações, para que possamos cultivar conexões sociais e familiares significativas em um mundo cada vez mais tecnológico.

Camila Fardin Grasseli

(https://www.otempo.com.br/mobile/opiniao/artigos/o-impacto-datecnologia-nas-relacoes-sociais-e-familiares1.3223837?utm_source=whatsapp Acesso 25/11/2023)
Assinale a alternativa em que a vírgula foi usada para separar a oração coordenada sindética.
Alternativas
Q2335133 Português
Texto 2


Ao componente Língua Portuguesa cabe, então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/ constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.

As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos, vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e disponibilização de textos multissemióticos nas redes sociais e outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais etc. Depois de ler um livro de literatura ou assistir a um filme, pode-se postar comentários em redes sociais específicas, seguir diretores, autores, escritores, acompanhar de perto seu trabalho; podemos produzir playlists, vlogs, vídeos-minuto, escrever fanfics, produzir e-zines, nos tornar um booktuber, dentre outras muitas possibilidades. Em tese, a Web é democrática: todos podem acessá-la e alimentá-la continuamente. Mas, se esse espaço é livre e bastante familiar para crianças, adolescentes e jovens de hoje, por que a escola teria que, de alguma forma, considerá-lo?

Ser familiarizado e usar não significa necessariamente levar em conta as dimensões ética, estética e política desse uso, nem tampouco lidar de forma crítica com os conteúdos que circulam na Web. A contrapartida do fato de que todos podem postar quase tudo é que os critérios editoriais e seleção do que é adequado, bom, fidedigno não estão “garantidos” de início. Passamos a depender de curadores ou de uma curadoria própria, que supõe o desenvolvimento de diferentes habilidades.

A viralização de conteúdos/publicações fomenta fenômenos como o da pós-verdade, em que as opiniões importam mais do que os fatos em si. Nesse contexto, torna-se menos importante checar/verificar se algo aconteceu do que simplesmente acreditar que aconteceu (já que isso vai ao encontro da própria opinião ou perspectiva). As fronteiras entre o público e o privado estão sendo recolocadas. Não se trata de querer impor a tradição a qualquer custo, mas de refletir sobre as redefinições desses limites e de desenvolver habilidades para esse trato, inclusive refletindo sobre questões envolvendo o excesso de exposição nas redes sociais. Em nome da liberdade de expressão, não se pode dizer qualquer coisa em qualquer situação. Se, potencialmente, a internet seria o lugar para a divergência e o diferente circularem, na prática, a maioria das interações se dá em diferentes bolhas, em que o outro é parecido e pensa de forma semelhante. Assim, compete à escola garantir o trato, cada vez mais necessário, com a diversidade, com a diferença.



Fonte: Base Nacional Comum Curricular (pág. 68). Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
No trecho “Não só é possível acessar conteúdos variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos diversos”, os elementos destacados cumprem o papel de ligar orações por meio da semântica de:
Alternativas
Q2335033 Português
Assinale a frase em que a conjunção “e” tem valor adversativo.
Alternativas
Q2334697 Português

Julgue o item a seguir.


As orações coordenadas são geralmente consideradas independentes, enquanto as subordinadas são vistas como dependentes. Contudo, é importante observar que essa definição é incompleta, pois não esclarece com precisão a natureza da independência entre essas orações. Isso pode, por vezes, afetar a clareza dos exemplos usados pelos professores ao tentar ilustrar essa distinção para os alunos.

Alternativas
Q2332892 Português
Texto II
Redes sociais, perigos e
distorção da realidade

    Os jovens de hoje são filhos de uma sociedade do consumo – não só de bens materiais, mas também de informação. Este mundo tecnológico em que vivemos promove constantemente mudanças no jeito humano de se relacionar, e as redes sociais são fruto desse movimento. As pessoas nascidas neste milênio, em especial, são muito íntimas dos espaços virtuais de interação, os quais, para a maioria das pessoas, representam uma ponte com o “mundo real”.
   As redes sociais, no entanto, potencializam os equívocos na compreensão do que é a vida. “Por terem facilidade em manusear os dispositivos e lidar com suas funcionalidades, os adolescentes, e até mesmo as crianças, passam a acreditar que o mundo das telas é o mundo legal e seguro, enquanto que o que está fora das telas é chato”, diz a especialista em Psicologia do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) do Grupo Positivo, Maísa Pannuti.
  Nesse sentido, para esses jovens, as redes sociais tornaram-se de fato uma nova realidade, caracterizada por uma sociedade de perfis. Conforme explica a psicóloga escolar, a hiperexposição é um dos retratos dessa distorção de percepções à qual os jovens estão submetidos: tudo o que é valorizado socialmente é exposto e aquilo que não é valorizado socialmente é escondido. Há, inclusive, uma falta de diferenciação entre o que é público e o que é privado.
   “Desse modo, surgem perfis que não correspondem à realidade. Afinal, a natureza das relações sociais é bastante diversa da natureza das relações que se estabelecem no mundo digital”. Nesse processo, todas as respostas virtuais – os likes, os compartilhamentos, os seguidores, etc. – acabam se tornando não apenas reais, mas cruciais. “Surge a ilusão de que o olhar do outro é o que garante a minha sobrevivência”, complementa.

(Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-
publicitario/colegio-positivo/para-um-futuro-
positivo/noticia/2021/11/18/redes-sociais-perigos-e-distorcao-da-
realidade.ghtml. Acesso em 11/10/2023)
Na primeira frase do texto, o conectivo “mas também” relaciona ideias introduzindo um valor semântico de:
Alternativas
Q2327719 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão.

Texto 1

    A cena de uma criança pequena caminhando na rua com uma calça aberta — deixando virilha e bumbum totalmente visíveis — pode causar espanto para qualquer turista ocidental, mas é comum há décadas na China. A tradicional "Kai dang ku", que se traduz literalmente como "calças com abertura na virilha", é a alternativa chinesa às fraldas.
    Com elas, as crianças podem fazer suas necessidades assim que sentirem vontade, sem sujar as roupas e sem nenhum outro obstáculo. O uso da "Kai dang ku" vem de um período em que a água e o algodão eram componentes escassos e deveriam ser destinados à agricultura na China, segundo a BBC. Na época, também não existiam fraldas descartáveis no país. 

Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2023/11/10/por-que-criancas-usam-calcas-abertas-na-china.htm>. Acesso em: 10 nov. 2023. [Adaptado]

O segmento “mas é comum há décadas na China” classificase sintaticamente como uma oração coordenada
Alternativas
Q2323711 Português
Enfrentamos desafios em nosso caminho, 'no entanto, superamo-los' para encontrarmos a verdadeira força que nos impulsiona em direção aos nossos objetivos. (autoria própria).

A expressão destacada apresenta uma oração:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Presidente Sarney - MA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Médico | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Bioquímico | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Controlador Interno | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Administrador de Contrato | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Dentista | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Enfermeiro | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Agente de Contratação | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Assistente Social | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Fisioterapeuta | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Engenheiro Agrônomo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Fonoaudiólogo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Farmacêutico | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Médico Veterinário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Nutricionista | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Psicólogo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Químico | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Terapeuta Ocupacional | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Técnico em Assuntos Educacionais | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Supervisor Escolar | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Engenheiro Civil | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Presidente Sarney - MA - Biomédico |
Q2322292 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida, analise as proposições elaboradas a respeito dele. 

“A picada da aranha-armadeira (Phoneutria nigriventer) injeta um veneno que, em homens jovens, pode causar uma ereção involuntária, persistente e dolorosa chamada priapismo. Com base no mecanismo de funcionamento da toxina, um grupo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela bióloga Maria Elena de Lima, identificou a parte da proteína que causa esse efeito colateral e sintetizou uma molécula para tratar a impotência sexual. O trabalho é importante porque uma proporção da população masculina tem doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, que tornam contraindicados os medicamentos existentes contra esse problema. O peptídeo, denominado BZ371A, já foi testado em roedores e em pessoas (homens e mulheres) e se mostrou capaz de ativar a circulação sanguínea da região genital, sem efeitos tóxicos relevantes. Agora será aplicado a homens com disfunção erétil causada pela retirada da próstata, no estudo clínico de fase 2 conduzido pela empresa brasileira Biozeus Biopharmaceutical. Se avançar, esse composto poderá ser usado na forma de gel. A aplicação tópica tende a ter menos efeitos indesejados, além de atuar mais rapidamente (Notícias UFMG, 13 de setembro).”

ARANHAS, aliadas dos homens. Pesquisa Fapesp, novembro de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aranhas-aliadas-dos- homens/. 

I. No primeiro período do texto, o conectivo “que” se classifica como um pronome relativo que antecipa a informação “homens jovens”.
II. No trecho “O trabalho é importante porque uma proporção da população masculina tem doenças crônicas [...].”, a conjunção “porque” introduz uma explicação.
III. No trecho “uma proporção da população masculina tem doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, que tornam contraindicados os medicamentos existentes contra esse problema.”, o conectivo “que” é uma conjunção integrante que retoma “doenças crônicas”.
IV. Em “Se avançar, esse composto poderá ser usado na forma de gel.”, o conectivo “se” veicula um sentido de condição.

Está(ão) correta(s)  
Alternativas
Q2320359 Português



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2023/11/aseguranca-nos-atrai-na-mesma-medida-que-a-liberdade-nos-assusta-clohbtgjp0044014yc9y0cw6h.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “comem e agem de forma diferente da nossa”, a palavra sublinhada une as orações em uma relação de: 
Alternativas
Q2319312 Português
Brasil, paraíso dos agrotóxicos



         O Brasil vive um drama: ao acordar do sonho de uma economia agrária pujante, o país desperta para o pesadelo de ser, pelo quinto ano consecutivo, o maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Balança comercial tinindo; agricultura a todo vapor. Mas quanto custa, por exemplo, uma saca de milho, soja ou algodão? Será que o preço de tais commodities – que há tempos são o motor de uma economia primária à la colonialismo moderno – compensa os prejuízos sociais e ambientais negligenciados nos cálculos do comércio internacional?
 
     “Pergunta difícil”, diz o economista Wagner Soares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Bolsa de Chicago define o preço da soja; mas não considera que, para se produzir cada saca, são aplicadas generosas doses de agrotóxicos que permanecem no ambiente natural – e no ser humano – por anos ou mesmo décadas. “Ao final das contas, quem paga pela intoxicação dos trabalhadores e pela contaminação ambiental é a sociedade”, afirma Soares. Em seu melhor economês, ele garante que as “externalidades negativas” de nosso modelo agrário continuam de fora dos cálculos.

         Segundo o economista do IBGE, que estudou propriedades rurais no Paraná, cada dólar gasto na compra de agrotóxicos pode custar aos cofres públicos 1,28 dólar em futuros gastos com a saúde de camponeses intoxicados. Mas este é um valor subestimado. Afinal, Soares contabilizou apenas os custos referentes a intoxicações agudas. Levando-se em conta os casos crônicos, acrescidos da contaminação ambiental difusa nos ecossistemas, os prejuízos podem atingir cifras assustadoramente maiores. “Estamos há décadas inseridos nesse modelo agrário, e estudos mensurando seus reais custos socioambientais são raros ou inexistentes”, diz.

4          Seja na agricultura familiar, seja nas grandes propriedades rurais, “os impactos dos agrotóxicos na saúde pública abrangem vastos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais”, afirma dossiê publicado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), entidade que reúne pesquisadores de diversas universidades do país.

5          Não são apenas agricultores e suas famílias que integram grupos de risco. Todos os milhares de profissionais envolvidos no comércio e na manipulação dessas substâncias são potenciais vítimas. E, além deles, “todos nós, diariamente, a cada refeição, ingerimos princípios ativos de agrotóxicos em nossos alimentos”, garante uma médica da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Hoje, todo mundo come veneno”, afirma um agricultor.

       Produtores e especialistas alinhados ao modelo convencional de produção agrícola insistem: sem agrotóxicos seria impossível alimentar uma população mundial em constante expansão. Esses venenos seriam, portanto, um mal necessário, de acordo com esses produtores. Agricultores garantem que não há nenhuma dificuldade em produzir alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, para alimentar a população. Segundo eles, “a humanidade domina a agricultura há pelo menos 10 mil anos, e o modelo imposto no século 20 vem apagando a herança e o acúmulo de conhecimento dos métodos tradicionais.”

7        Mas a pergunta que não quer calar é: será que um modelo dito “alternativo” teria potencial para alimentar uma população que, até 2050, deverá chegar a 9 bilhões? Certamente tem muito mais potencial do que o agronegócio que, hoje, não dá conta nem de alimentar 7 bilhões, retrucam estudiosos. Sistemas de produção descentralizados têm muito mais condições de produzir e distribuir alimentos em quantidade e qualidade. Precisamos de outra estrutura agrária – baseada em propriedades menores, com produção diversificada, privilegiando mercados locais e contemplando a conservação da biodiversidade. A engenheira agrônoma Flávia Londres assina embaixo e defende que “Monoculturas são grandes desertos verdes. A agroecologia, portanto, requer uma mudança paradigmática no modelo agrário, que resultaria, na verdade, em uma mudança cultural”.


KUGLER, H. Revista Ciência Hoje, n. 296, v. 50. RJ: SBPC. set. 2012. Adaptado.
No trecho “Esses venenos seriam, portanto, um mal necessário, de acordo com esses produtores.” (parágrafo 6), a palavra destacada veicula a relação lógica de 
Alternativas
Respostas
521: D
522: B
523: C
524: C
525: B
526: C
527: D
528: C
529: C
530: E
531: E
532: A
533: B
534: C
535: D
536: D
537: C
538: B
539: A
540: B