Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2268074 Português
O povo é como uma cera mole, tudo depende de mão que o modele.

Nessa frase, o povo é visto como
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Q2268072 Português
“Observei as coisas no laboratório do cientista: alguns objetos estranhos enchiam os armários; as mesas estavam cobertas de anotações misteriosas e havia anotações matemáticas no quadro-negro”.

Nesse caso, a descrição feita mostra o seguinte problema do observador: 
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Q2268071 Português
“Como turista, ao perguntar ao guarda sobre que caminho devia seguir naquela cidade desconhecida, ele me disse: – Só não vá pela direita, pois é local perigoso!”

Nesse caso, o argumento do guarda se apoia
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Q2267878 Português



Internet: : <www.cft.org.br> (com adaptações).
Em relação à estrutura linguística do texto, julgue o item.


O trecho “Entre as atribuições dessa modalidade, há o planejamento, o controle e a execução das dez atividades de manutenção preventiva, preditiva e corretiva em componentes de vagões, locomotivas e máquinas metroferroviárias” (linhas de 14 a 18) poderia ser reescrito, mantendo‑se a correção gramatical, da seguinte forma: Entre as atribuições da modalidade citada, existem o planejamento, o controle e a execução das dez atividades de manutenção preventiva, preditiva e corretiva, em componentes de vagões, locomotivas e máquinas metroferroviárias.
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Q2267872 Português



Internet: : <www.cft.org.br> (com adaptações).
Em relação à estrutura linguística do texto, julgue o item.


A palavra “normativa” (linha 4) refere‑se ao termo “resolução” (linha 2). 
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Q2267870 Português



Internet: : <www.cft.org.br> (com adaptações).
Considerando as ideias do texto, julgue o item. 

Com base no texto, é correto inferir que funções, como, por exemplo, elaborar manuais técnicos e de boas práticas e emitir laudo técnico não eram legalmente oficializadas para o cargo de técnico de manutenção de sistemas metroferroviários.
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Q2267869 Português



Internet: : <www.cft.org.br> (com adaptações).

Considerando as ideias do texto, julgue o item. 


De acordo com o texto, é correto afirmar que a vigência das novas determinações legais concernentes aos técnicos de manutenção de sistemas metroferroviários passou a ter validade após a realização da sessão plenária no CFT.

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Q2267868 Português



Internet: : <www.cft.org.br> (com adaptações).
Considerando as ideias do texto, julgue o item. 

O texto apresenta natureza predominantemente informativa.
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Q2267481 Português
Leia o excerto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


QUEIROZ, Christina. A importância da primeira infância. Pesquisa Fapesp, março de 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-importancia-daprimeira-infancia/. Acesso em: 22 mar. 2023.

A partir desse excerto, analise as proposições a seguir.
I. Há crianças e adolescentes que não são pobres no Brasil. II. Existem diferentes dimensões de pobreza. III. Já existem políticas públicas relacionadas à pobreza que envolvem as famílias das crianças e dos adolescentes no Brasil. IV. Há dados não oficiais sobre a pobreza de crianças e de adolescentes no Brasil.
São pressupostos instaurados pelo excerto as proposições 
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Q2267479 Português

Leia a tirinha a seguir.



Imagem associada para resolução da questão



VIDA DE SUPORTE. Substituição de programadores. 27 de fevereiro de 2023. Disponível em: https://vidadesuporte.com.br/suporte-a-serie/substituicao-deprogramadores/. Acesso em: 24 mar. 2023.



Com base no humor dessa tirinha, infere-se que

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Q2267471 Português
Amizades em risco

Publicado em 20/03/2023 | 15:36
Paulo Pestana
Crônica

    Mário Quintana disse que a amizade é o amor que nunca morre. É uma frase que serve para mostrar que até os poetas erram. Amizades estão sendo rompidas a todo momento por desrespeito a uma das regras basilares do sentimento, o respeito às diferenças.     Há pouco, amigos de décadas deixaram se se falar e de frequentar o mesmo boteco por discordâncias políticas; não é caso isolado, ao contrário.
     Mas a situação fica ainda mais grave quando também falha uma instituição brasileira: a turma do deixa-disso. Aproveitando a ausência dos dois beligerantes, a mesa começou a discutir, inicialmente em tom de lamento, o rompimento dos camaradas, mas logo alguém deu razão para um, enquanto outro justificava a ação do segundo.
    Antes que a discussão ficasse acalorada demais, um sensato falou mais alto:
    – Amigo meu não tem defeito – é o princípio de Blaise Pascal: “o amor é cego, a amizade fecha os olhos”.
    Os presentes entenderam o recado. Eu mesmo disse que não tinha mais idade nem para fazer amigos novos, nem para perder os velhos. É uma meia-verdade, até porque tenho feito bons amigos. Mas o fato é que amigo não é coisa de se perder, até porque nem a fé e os pulinhos para São Longuinho ajudam a reencontrar.
     O filme Os Banshees de Inisherin – que esteve na disputa do Oscar – mostra a dor e a irracionalidade do rompimento de uma amizade, usando a Guerra Civil Irlandesa como pano de fundo para a frustração de Colm, que decide deixar de falar com o velho amigo Pádraic.
    O filme, à parte o monumental trabalho dos atores, é cheio de defeitos, mas isso não vem ao caso. O que interessa é a relação entre os personagens.
    Músico, Pádriac culpa o amigo pela própria insignificância, chega a dizer que as horas de conversa fiada no pub local o impedem de evoluir intelectualmente e de cumprir o desejo de deixar uma marca no mundo por meio de suas canções.
    Por puro interesse pessoal, ele não quer mais perder tempo com uma companhia que não ajuda seu objetivo – e diz isso com todas as letras. Ainda que a custo da amizade.
     A radicalização, como na guerra que dividiu o país entre católicos e protestantes, deixando marcas que duram até hoje, chega às raias do absurdo, terminando com uma automutilação que, ao cabo, impede Colm de completar o desejo de fazer algo relevante na música e, consequentemente, na vida – e desta forma poder culpar definitivamente o ex-amigo pela frustração pessoal.
    Ainda não chegamos ao ponto de decepar os dedos, mas a guerra está entre nós com o fanatismo de religiosos radicais. As conversas continuam corrosivas, desafiadoras, ao ponto de determinados assuntos – política, principalmente – fiquem proibidos pelo bem de uma convivência mais harmônica, mas seguramente mais falsa.
    Aristóteles disse que a amizade pode existir entre as pessoas mais desiguais, porque as torna iguais. O problema é que ninguém mais quer ser igual a ninguém; há uma necessidade de buscar uma marca pessoal em tudo. Ainda que seja uma marca de estupidez e custe um bem tão precioso quanto a amizade.

PESTANA, Paulo. Amizades em risco. Correio Braziliense, 20 de março de 2023.
Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/ paulopestana/amizades-em-risco/. Acesso em: 25 mar. 2023. 
Ao evocar personalidades como Mário Quintana e Aristóteles em sua argumentação, o autor se valeu do seguinte tipo de argumento: 
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Q2267470 Português
Amizades em risco

Publicado em 20/03/2023 | 15:36
Paulo Pestana
Crônica

    Mário Quintana disse que a amizade é o amor que nunca morre. É uma frase que serve para mostrar que até os poetas erram. Amizades estão sendo rompidas a todo momento por desrespeito a uma das regras basilares do sentimento, o respeito às diferenças.     Há pouco, amigos de décadas deixaram se se falar e de frequentar o mesmo boteco por discordâncias políticas; não é caso isolado, ao contrário.
     Mas a situação fica ainda mais grave quando também falha uma instituição brasileira: a turma do deixa-disso. Aproveitando a ausência dos dois beligerantes, a mesa começou a discutir, inicialmente em tom de lamento, o rompimento dos camaradas, mas logo alguém deu razão para um, enquanto outro justificava a ação do segundo.
    Antes que a discussão ficasse acalorada demais, um sensato falou mais alto:
    – Amigo meu não tem defeito – é o princípio de Blaise Pascal: “o amor é cego, a amizade fecha os olhos”.
    Os presentes entenderam o recado. Eu mesmo disse que não tinha mais idade nem para fazer amigos novos, nem para perder os velhos. É uma meia-verdade, até porque tenho feito bons amigos. Mas o fato é que amigo não é coisa de se perder, até porque nem a fé e os pulinhos para São Longuinho ajudam a reencontrar.
     O filme Os Banshees de Inisherin – que esteve na disputa do Oscar – mostra a dor e a irracionalidade do rompimento de uma amizade, usando a Guerra Civil Irlandesa como pano de fundo para a frustração de Colm, que decide deixar de falar com o velho amigo Pádraic.
    O filme, à parte o monumental trabalho dos atores, é cheio de defeitos, mas isso não vem ao caso. O que interessa é a relação entre os personagens.
    Músico, Pádriac culpa o amigo pela própria insignificância, chega a dizer que as horas de conversa fiada no pub local o impedem de evoluir intelectualmente e de cumprir o desejo de deixar uma marca no mundo por meio de suas canções.
    Por puro interesse pessoal, ele não quer mais perder tempo com uma companhia que não ajuda seu objetivo – e diz isso com todas as letras. Ainda que a custo da amizade.
     A radicalização, como na guerra que dividiu o país entre católicos e protestantes, deixando marcas que duram até hoje, chega às raias do absurdo, terminando com uma automutilação que, ao cabo, impede Colm de completar o desejo de fazer algo relevante na música e, consequentemente, na vida – e desta forma poder culpar definitivamente o ex-amigo pela frustração pessoal.
    Ainda não chegamos ao ponto de decepar os dedos, mas a guerra está entre nós com o fanatismo de religiosos radicais. As conversas continuam corrosivas, desafiadoras, ao ponto de determinados assuntos – política, principalmente – fiquem proibidos pelo bem de uma convivência mais harmônica, mas seguramente mais falsa.
    Aristóteles disse que a amizade pode existir entre as pessoas mais desiguais, porque as torna iguais. O problema é que ninguém mais quer ser igual a ninguém; há uma necessidade de buscar uma marca pessoal em tudo. Ainda que seja uma marca de estupidez e custe um bem tão precioso quanto a amizade.

PESTANA, Paulo. Amizades em risco. Correio Braziliense, 20 de março de 2023.
Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/ paulopestana/amizades-em-risco/. Acesso em: 25 mar. 2023. 
Por “monumental trabalho dos atores” (8º parágrafo), o cronista quis dizer que os atores que compuseram o elenco de Os Banshees de Inisherin fizeram um trabalho 
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Q2267469 Português
Amizades em risco

Publicado em 20/03/2023 | 15:36
Paulo Pestana
Crônica

    Mário Quintana disse que a amizade é o amor que nunca morre. É uma frase que serve para mostrar que até os poetas erram. Amizades estão sendo rompidas a todo momento por desrespeito a uma das regras basilares do sentimento, o respeito às diferenças.     Há pouco, amigos de décadas deixaram se se falar e de frequentar o mesmo boteco por discordâncias políticas; não é caso isolado, ao contrário.
     Mas a situação fica ainda mais grave quando também falha uma instituição brasileira: a turma do deixa-disso. Aproveitando a ausência dos dois beligerantes, a mesa começou a discutir, inicialmente em tom de lamento, o rompimento dos camaradas, mas logo alguém deu razão para um, enquanto outro justificava a ação do segundo.
    Antes que a discussão ficasse acalorada demais, um sensato falou mais alto:
    – Amigo meu não tem defeito – é o princípio de Blaise Pascal: “o amor é cego, a amizade fecha os olhos”.
    Os presentes entenderam o recado. Eu mesmo disse que não tinha mais idade nem para fazer amigos novos, nem para perder os velhos. É uma meia-verdade, até porque tenho feito bons amigos. Mas o fato é que amigo não é coisa de se perder, até porque nem a fé e os pulinhos para São Longuinho ajudam a reencontrar.
     O filme Os Banshees de Inisherin – que esteve na disputa do Oscar – mostra a dor e a irracionalidade do rompimento de uma amizade, usando a Guerra Civil Irlandesa como pano de fundo para a frustração de Colm, que decide deixar de falar com o velho amigo Pádraic.
    O filme, à parte o monumental trabalho dos atores, é cheio de defeitos, mas isso não vem ao caso. O que interessa é a relação entre os personagens.
    Músico, Pádriac culpa o amigo pela própria insignificância, chega a dizer que as horas de conversa fiada no pub local o impedem de evoluir intelectualmente e de cumprir o desejo de deixar uma marca no mundo por meio de suas canções.
    Por puro interesse pessoal, ele não quer mais perder tempo com uma companhia que não ajuda seu objetivo – e diz isso com todas as letras. Ainda que a custo da amizade.
     A radicalização, como na guerra que dividiu o país entre católicos e protestantes, deixando marcas que duram até hoje, chega às raias do absurdo, terminando com uma automutilação que, ao cabo, impede Colm de completar o desejo de fazer algo relevante na música e, consequentemente, na vida – e desta forma poder culpar definitivamente o ex-amigo pela frustração pessoal.
    Ainda não chegamos ao ponto de decepar os dedos, mas a guerra está entre nós com o fanatismo de religiosos radicais. As conversas continuam corrosivas, desafiadoras, ao ponto de determinados assuntos – política, principalmente – fiquem proibidos pelo bem de uma convivência mais harmônica, mas seguramente mais falsa.
    Aristóteles disse que a amizade pode existir entre as pessoas mais desiguais, porque as torna iguais. O problema é que ninguém mais quer ser igual a ninguém; há uma necessidade de buscar uma marca pessoal em tudo. Ainda que seja uma marca de estupidez e custe um bem tão precioso quanto a amizade.

PESTANA, Paulo. Amizades em risco. Correio Braziliense, 20 de março de 2023.
Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/ paulopestana/amizades-em-risco/. Acesso em: 25 mar. 2023. 
 A respeito de fazer novas amizades, o autor afirma que ele
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Q2267468 Português
Amizades em risco

Publicado em 20/03/2023 | 15:36
Paulo Pestana
Crônica

    Mário Quintana disse que a amizade é o amor que nunca morre. É uma frase que serve para mostrar que até os poetas erram. Amizades estão sendo rompidas a todo momento por desrespeito a uma das regras basilares do sentimento, o respeito às diferenças.     Há pouco, amigos de décadas deixaram se se falar e de frequentar o mesmo boteco por discordâncias políticas; não é caso isolado, ao contrário.
     Mas a situação fica ainda mais grave quando também falha uma instituição brasileira: a turma do deixa-disso. Aproveitando a ausência dos dois beligerantes, a mesa começou a discutir, inicialmente em tom de lamento, o rompimento dos camaradas, mas logo alguém deu razão para um, enquanto outro justificava a ação do segundo.
    Antes que a discussão ficasse acalorada demais, um sensato falou mais alto:
    – Amigo meu não tem defeito – é o princípio de Blaise Pascal: “o amor é cego, a amizade fecha os olhos”.
    Os presentes entenderam o recado. Eu mesmo disse que não tinha mais idade nem para fazer amigos novos, nem para perder os velhos. É uma meia-verdade, até porque tenho feito bons amigos. Mas o fato é que amigo não é coisa de se perder, até porque nem a fé e os pulinhos para São Longuinho ajudam a reencontrar.
     O filme Os Banshees de Inisherin – que esteve na disputa do Oscar – mostra a dor e a irracionalidade do rompimento de uma amizade, usando a Guerra Civil Irlandesa como pano de fundo para a frustração de Colm, que decide deixar de falar com o velho amigo Pádraic.
    O filme, à parte o monumental trabalho dos atores, é cheio de defeitos, mas isso não vem ao caso. O que interessa é a relação entre os personagens.
    Músico, Pádriac culpa o amigo pela própria insignificância, chega a dizer que as horas de conversa fiada no pub local o impedem de evoluir intelectualmente e de cumprir o desejo de deixar uma marca no mundo por meio de suas canções.
    Por puro interesse pessoal, ele não quer mais perder tempo com uma companhia que não ajuda seu objetivo – e diz isso com todas as letras. Ainda que a custo da amizade.
     A radicalização, como na guerra que dividiu o país entre católicos e protestantes, deixando marcas que duram até hoje, chega às raias do absurdo, terminando com uma automutilação que, ao cabo, impede Colm de completar o desejo de fazer algo relevante na música e, consequentemente, na vida – e desta forma poder culpar definitivamente o ex-amigo pela frustração pessoal.
    Ainda não chegamos ao ponto de decepar os dedos, mas a guerra está entre nós com o fanatismo de religiosos radicais. As conversas continuam corrosivas, desafiadoras, ao ponto de determinados assuntos – política, principalmente – fiquem proibidos pelo bem de uma convivência mais harmônica, mas seguramente mais falsa.
    Aristóteles disse que a amizade pode existir entre as pessoas mais desiguais, porque as torna iguais. O problema é que ninguém mais quer ser igual a ninguém; há uma necessidade de buscar uma marca pessoal em tudo. Ainda que seja uma marca de estupidez e custe um bem tão precioso quanto a amizade.

PESTANA, Paulo. Amizades em risco. Correio Braziliense, 20 de março de 2023.
Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/ paulopestana/amizades-em-risco/. Acesso em: 25 mar. 2023. 
A crônica apresentada possui um viés argumentativo. Assim sendo, a tese defendida pelo cronista é a de que 
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Q2267421 Português
TEXTO 8


“O aspecto é [...] uma categoria verbal ligada ao 'TEMPO', pois antes de mais nada ele indica o espaço temporal ocupado pela situação em seu desenvolvimento, marcando a sua duração, isto é, o tempo gasto pela situação em sua realização”.


TRAVAGLIA, Luiz Carlos. O aspecto verbal no português [recurso eletrônico]: a categoria e sua expressão. 5. ed. Uberlândia: EDUFU, 2016, p. 41.
Como explica Travaglia acima, o aspecto revela graus de desenvolvimento, de realização do processo ou o modo de conceber o desenvolvimento do processo de ação verbal em uma oração ou texto. Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA abaixo referente ao Texto 8
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Q2267420 Português
TEXTO 7


“[…] não notaram, por acaso qual é a verdadeira questão? É tudo uma alegoria... uma metáfora ampliada! Os senhores me compreendem! Sapienti sat!”.

Mas muitos dos veneráveis senhores não ficaram tranquilos; a história do autômato criara raízes em suas almas e acabou por instilar uma execrável desconfiança em relação a figuras humanas. Muitos enamorados, para se convencer de que a amada não era uma boneca de pau, exigiam que ela cantasse e dançasse fora do compasso, que quando eles lessem em voz alta ela tricotasse, bordasse, brincasse com o cãozinho etc., e sobretudo que ela não só ouvisse, mas também às vezes falasse de tal modo que se subentendesse que por trás das palavras há pensamento e sensibilidade. O relacionamento amoroso de muitos, ficou mais forte e também mais harmonioso; outros, no entanto, se separaram discretamente. “De fato não vale a pena”, diziam alguns. Nos chás, bocejava-se muito mais e jamais se espirrava para não levantar suspeita. Spalanzani teve como se sabe, de fugir da investigação criminal devido ao autômato que introduziu na sociedade, trapaceiramente. Coppola também desapareceu.


Adaptado de HOFFMAN, E. T. A. O homem da areia. Trad. José Feres Sabino; Marcella Marino M. Silva. Posfácio Márcio Suzuki; ilustr. Eduardo Berliner. São Paulo: Ubu Editora, 2023, p. 89.
No texto 7, algumas frases não estão escritas obedecendo às regras de pontuação, especificamente às regras de uso da vírgula, seja no ambiente interfrasal, seja no ambiente intrafrasal. Deste modo, assinale abaixo a alternativa que denota uso CORRETO da vírgula: 
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Q2267419 Português
TEXTO 7


“[…] não notaram, por acaso qual é a verdadeira questão? É tudo uma alegoria... uma metáfora ampliada! Os senhores me compreendem! Sapienti sat!”.

Mas muitos dos veneráveis senhores não ficaram tranquilos; a história do autômato criara raízes em suas almas e acabou por instilar uma execrável desconfiança em relação a figuras humanas. Muitos enamorados, para se convencer de que a amada não era uma boneca de pau, exigiam que ela cantasse e dançasse fora do compasso, que quando eles lessem em voz alta ela tricotasse, bordasse, brincasse com o cãozinho etc., e sobretudo que ela não só ouvisse, mas também às vezes falasse de tal modo que se subentendesse que por trás das palavras há pensamento e sensibilidade. O relacionamento amoroso de muitos, ficou mais forte e também mais harmonioso; outros, no entanto, se separaram discretamente. “De fato não vale a pena”, diziam alguns. Nos chás, bocejava-se muito mais e jamais se espirrava para não levantar suspeita. Spalanzani teve como se sabe, de fugir da investigação criminal devido ao autômato que introduziu na sociedade, trapaceiramente. Coppola também desapareceu.


Adaptado de HOFFMAN, E. T. A. O homem da areia. Trad. José Feres Sabino; Marcella Marino M. Silva. Posfácio Márcio Suzuki; ilustr. Eduardo Berliner. São Paulo: Ubu Editora, 2023, p. 89.
Em relação ao emprego verbal, o texto acima possui muitas ocorrências de tempo, modo e pessoas verbais distintos. Considerando o texto e as ações dele decorridas, qual a opção CORRETA sobre os usos de verbos no texto?
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Q2267418 Português
TEXTO 6


“A continuidade diz respeito à necessária retomada de elementos no decorrer do discurso. Tem a ver com sua unidade, pois um dos fatores que fazem com que se perceba um texto como um todo único é a permanência, em seu desenvolvimento, de elementos constantes. Uma sequência que trate a cada passo de um assunto diferente certamente não será aceita como texto”.


COSTA VAL, Maria da Graça. Redação e textualidade. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006, p. 21.
De acordo com Costa Val (Texto 6), para um texto ser coerente, ele deve ter continuidade, ou seja, possuir retomadas textuais que fazemos com a finalidade de deixar evidente ao interlocutor o tema do nosso texto. No texto da questão anterior, inclusive, há vários exemplos de retomada textual. Assim, assinale abaixo a alternativa cujo conteúdo seja corretamente equivalente ao que ocorre nesses processos de retomada e de continuidade, definidos no Texto 6
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Q2267417 Português
TEXTO 5 


Preciso te dizer, Paula, que “A velha aí do lado” a quem você se referia também como “a carcaça ressabiada”, “o pacote de ossos”, “a semente senil” e outras expressões exuberantes que o teu talento verbal sempre é capaz de forjar mesmo para falar das coisas mirradas da vida, nunca te revelei, Paula, te revelo agora: “aquele ventre seco” é minha mãe, faz anos que vivemos em kitchenettes separadas, ainda que ao lado uma da outra. Não seja tola, Paula, não estou te recriminando nada, sempre assisti com indiferença aos arremedos que você fazia da “bruxa velha, preparando a poção pra envenenar nossas relações”. [...]. Quero antes lembrar o que minha mãe te dizia quando você, ao cruzar com ela, e “só pra tirar um sarro”, perguntava maliciosamente por mim, te sugerindo eu agora a mesma prudência, se acaso amanhã teus amigos quiserem saber a meu respeito. Você pode dispensar “a ridícula solenidade da velha”, mas não dispense o seu irrepreensível comedimento, responda como ela invariavelmente te respondia: “não conheço esse senhor”. 


Trecho adaptado de NASSAR, Raduan. O ventre seco. In: _____. Menina a caminho e outros textos. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 67-68.
Para que a textualidade se configure como possível, é importante que alguns elementos linguísticos atuem em conformidade para a boa comunicação. O texto acima, caracterizado como um desabafo, faz uso de estratégias de progressão referencial que permitem perceber a evolução da cadeia referencial, conforme progridem as informações construídas na tessitura textual. Desse modo, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q2267416 Português

TEXTO 4 



“Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos; aquela foi a idade da sabedoria, foi a idade da insensatez; foi a época da crença, foi a época da descrença; foi a estação da Luz, a estação das Trevas; a primavera da esperança, o inverno do desespero; tínhamos tudo diante de nós, não tínhamos nada diante de nós; íamos todos direto para o Paraíso, todos íamos no sentido contrário – em suma, o período era em tal medida semelhante ao presente que algumas de suas mais ruidosas autoridades insistiram em seu recebimento, para o bem ou para o mal, apenas no grau superlativo de comparação”. 


DICKENS, Charles. Um conto de duas cidades. Tradução de Sandra Luzia Couto. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2002, p. 15.

Ao final do Texto 4, o autor explica que “o período era em tal medida semelhante ao presente que algumas de suas mais ruidosas autoridades insistiram em seu recebimento, para o bem ou para o mal, apenas no grau superlativo de comparação”. Com base nas definições gramaticais de graus comparativos e superlativos dos adjetivos, assinale a alternativa que contém a classificação correta do grau do adjetivo.
Alternativas
Respostas
15761: C
15762: A
15763: B
15764: C
15765: C
15766: C
15767: E
15768: C
15769: A
15770: C
15771: C
15772: D
15773: E
15774: B
15775: B
15776: A
15777: E
15778: A
15779: B
15780: D