Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O mandato do Conselho de Administração e da Diretoia Executiva são de dois anos, mas estender-se-á automaticamente ate que seja publicada no Diário Oficral da Unrào a certidão de arquivamento, na Junta Comercial, da ata da Assembleia Geral que aprovou a gestão e as contas da Diretoria, bem como, se for o caso, até a investidura dos novos membros eleitos, admitida a reeleição.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
(1ª parte): O texto apresenta uma estrutura esportiva narrativa, iniciando com dados estatísticos de consumo e progredindo para a análise do mercado de trabalho fornal.
(2ª parte): A frase o setor de eventos não apenas se recuperou, no último parágrafo, pressupõe que houve um momento de queda ou crise anterior (a pandemia).
(3ª parte): A expressão Além do avanço do consumo, no terceiro parágrafo, introduz uma relação de adição, conectando o desempenho financeiro ao desempenho do mercado de trabalho.
Pode-se afirmar que:
Um dos objetos da FENAC S/A é desenvolver projetos culturais que venham a difundir e promover a cu/tura e a drte em todas as suas formas de expressão, zelando pela preservação de tradições, costumes e hábitos, podendo buscar e receber recursos, doações e patrocínios através de convênios e parcerias com entidades, instituições e órgãos civis e governamentais no Brasil e no exterior.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO
Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente.
O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante.
Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes.
Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.
Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade.
Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.
A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO
Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente.
O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante.
Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes.
Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.
Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade.
Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.
A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO
Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente.
O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante.
Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes.
Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.
Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade.
Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.
A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER
A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio.
Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica.
Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:
“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)
No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.
Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.
Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.
Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.
Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.
Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.
Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.
Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.
A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.
(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)
A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER
A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio.
Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica.
Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:
“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)
No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.
Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.
Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.
Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.
Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.
Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.
Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.
Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.
A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.
(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)
A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER
A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio.
Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica.
Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:
“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)
No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.
Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.
Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.
Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.
Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.
Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.
Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.
Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.
A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.
(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)
I - O uso crescente de redes sociais e a ameaça constante de fake news alteraram a maneira como as pessoas interagem e se informam.
II - O uso excessivo das redes pode levar ao isolamento, pois muitos usuários substituem relacionamentos reais, em que há presença física, por interações digitais – comportamento que, segundo especialistas, enfraquece vínculos interpessoais.
III - Pesquisas apontam que o aumento do uso das redes sociais está diretamente associado ao surgimento de sintomas de ansiedade e depressão em pessoas de todas as faixas etárias.
IV - Entre os impactos negativos mais comuns do uso indevido das redes sociais, podemos citar o cyberbullying.
Quais estão corretas?
"O trabalho com alfabetização e letramento na Educação de Jovens e Adultos (EJA) demanda a consideração das trajetórias socioculturais dos sujeitos, bem como das práticas discursivas nas quais estão inseridos, exigindo uma abordagem que articule a apropriação do sistema de escrita à produção de sentidos em contextos historicamente situados." (Adaptado de SOARES, M.; KLEIMAN, A.)
Uma professora da EJA organiza sua prática pedagógica a partir de situações em que os estudantes mobilizam experiências de leitura e escrita relacionadas ao trabalho, à vida comunitária e à participação social, ao mesmo tempo em que busca intervir nos modos como esses sujeitos constroem hipóteses sobre o funcionamento do sistema alfabético. Considerando os fundamentos teóricos da alfabetização na perspectiva do letramento, qual abordagem se mostra correta e consistente?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Um guia simples para começar
Se você ou alguém próximo está na terceira idade e quer começar, algumas dicas fazem toda a diferença:
- Procure orientação profissional: um educador físico ou fisioterapeuta com experiência em terceira idade é essencial para prescrever exercícios seguros;
- Comece devagar: respeitar os limites do corpo é parte do processo. O progresso virá com a constância;
- Inclua exercícios de equilíbrio: além da força, treinar o equilíbrio ajuda a prevenir quedas;
- Treino de força não é só halter: pilates, faixas elásticas, exercícios com o peso do corpo e agachamentos supervisionados também funcionam.
E, por fim: celebre cada vitória. Subir um lance de escada sem cansaço, levantar uma sacola de compras, sair de uma cadeira sem apoio... Tudo isso é conquista. [...]
(Disponível em:
https://vidasimples.co/saude-do-corpo/fortalecimento-muscular-na-terce ira-idade-e-uma-necessidade/. Acesso em: 16 mai. 2026. Adaptado.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Um guia simples para começar
Se você ou alguém próximo está na terceira idade e quer começar, algumas dicas fazem toda a diferença:
- Procure orientação profissional: um educador físico ou fisioterapeuta com experiência em terceira idade é essencial para prescrever exercícios seguros;
- Comece devagar: respeitar os limites do corpo é parte do processo. O progresso virá com a constância;
- Inclua exercícios de equilíbrio: além da força, treinar o equilíbrio ajuda a prevenir quedas;
- Treino de força não é só halter: pilates, faixas elásticas, exercícios com o peso do corpo e agachamentos supervisionados também funcionam.
E, por fim: celebre cada vitória. Subir um lance de escada sem cansaço, levantar uma sacola de compras, sair de uma cadeira sem apoio... Tudo isso é conquista. [...]
(Disponível em:
https://vidasimples.co/saude-do-corpo/fortalecimento-muscular-na-terce ira-idade-e-uma-necessidade/. Acesso em: 16 mai. 2026. Adaptado.)
I.Cada pessoa tem um corpo e uma realidade e respeitar os próprios limites é importante. Mais do que excesso de atividades, é a prática constante que garante resultados.
II.As possibilidades de praticar treino focado em força são várias, mas também é importante trabalhar exercícios que promovam o equilíbrio.
III.O mais importante é a motivação para celebrar a vida e cada vitória ao superar as dificuldades físicas. Com motivação, a pessoa idosa já tem tudo que precisa para começar a treinar.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A leveza é o novo sucesso
E o antídoto para o excesso
Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.
Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.
[...]
A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.
Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.
Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?
Com humor,
Maryana com Y
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Upgrade: subir de nível
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A leveza é o novo sucesso
E o antídoto para o excesso
Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.
Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.
[...]
A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.
Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.
Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?
Com humor,
Maryana com Y
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Upgrade: subir de nível
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física
Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.
Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.
A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.
Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.
Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.
Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.
Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.
Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.
Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).