Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4124878 Português
A questão se refere ao Estatuto Social da FENAC S/A.
Analise o texto a seguir:
O mandato do Conselho de Administração e da Diretoia Executiva são de dois anos, mas estender-se-á automaticamente ate que seja publicada no Diário Oficral da Unrào a certidão de arquivamento, na Junta Comercial, da ata da Assembleia Geral que aprovou a gestão e as contas da Diretoria, bem como, se for o caso, até a investidura dos novos membros eleitos, admitida a reeleição.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
Alternativas
Q4124862 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Setor de eventos mantém recordes de emprego e consumo no início de 2026

        O setor de eventos de cultura e entretenimento segue em trajetoria solida de crescimento em 2026. De acordo com o mais recente Radar Econômico, boletim elaborado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) com base em dados do IBGE, do Ministerio do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal, o consumo no setor de recreação somou R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre do ano, o maior nível da série historica iniciada em janeiro de 2019.

        Na comparação anual, o resultado reforça a expansão contínua da demanda por atividades ligadas a cultura, ao entretenimento e aos eventos, consolidando o setor em patamar superior ao observado no período pré-pandemia. A estimativa de consumo considera o peso mensal do item Recreação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, associado à massa de rendimento real dos trabalhadores com 14 anos ou mais, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mensal.

        Além do avanço do consumo, o desempenho do mercado de trabalho formal segue como um dos principais destaques do setor. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), compilados no Radar Econômico, mostram que o estoque de empregos (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) no core business do setor de eventos atingiu 205.538 vínculos formais em fevereiro de 2026.

        Em 2019, período pré-pandemia usado como referência para avaliação do desempenho do segmento, o setor empregava 111.401 trabalhadores formais. O resultado atual representa um acréscimo de 94.137 postos de trabalho, o equivalente a um crescimento de 84,5% no período. Todos os segmentos que compõem o core business do setor operam hoje em nível superior ao observado antes da crise sanitária. 

        Entre as atividades, o maior avanço foi registrado no segmento de organização de eventos, que apresentou expansão de 149,1% no número de vínculos formais em relação a 2019. Também tiveram crescimento expressivo as atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental (64,5%), atividades artísticas e espetáculos (58,0%), produção e promoção de eventos esportivos (52,0%) e recreação e lazer (21,9%,).
        
        No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o setor de eventos registrou saldo positivo de empregos, ainda que em ritmo mais moderado na comparação com o forte crescimento observado ao longo de 2025, movimento que reflete uma fase de acomodação apos a intensa expansão pos-pandemia.

        O impacto do setor de eventos tambern se reflete no chamado hub setorial, que reúne atividades diretamente impactadas pelo segmento, como turismo, hospedagem, alimentação, publicidade, infraestrutura para eventos, segurança privada e serviços gerais. Nesse conjunto de atividades, o estoque de empregos formais passou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em fevereiro de 2026, um aumento de 820.490 postos de trabalho, equivalente a um crescimento de 23,8%.

        Entre os destaques do hub setorial estão os segmentos de Publicidade e Propaga nda, com crescimento de 95,9% no estoque de empregos em relação ao período pré-pandemia, e Infraestrutura para promoção de eventos (palcos, estandes e coberturas), que avançou 84,3% no mesmo intervalo.

        Na comparação com outros grandes setores da economia, o setor de eventos mantém o maior crescimento proporcional do estoque de empregos. Enquanto o core business de eventos registra expansão de 84,5%, setores como construção cresceram 44,5%, serviços 25,0%, comércio 20,2% e indústria geral 17,7%.

        "Os números mostram que o setor de eventos não apenas se recuperou, mas atingiu um novo patamar estrutural. Esse desempenho reforça a importância de políticas públicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica, permitindo que a cadeia produtiva continue investindo, gerando empregos e movimentando a economia em todo o país", destacou o presidente da ABRAPE.

Adaptado de: https://www.a brape.com.brlsetor-de-eventosmantem-recordes-de-emprego-e-consumo-no-inicio-de-2026/.




O texto articula dados quantitativos e recursos de coesão para sustentar sua tese central. A partir de uma leitura crítica do gênero textual, da organização das ideias e dos mecanismos de sentido empregados, analise as partes que seguem:
(1ª parte): O texto apresenta uma estrutura esportiva narrativa, iniciando com dados estatísticos de consumo e progredindo para a análise do mercado de trabalho fornal. 
(2ª parte): A frase o setor de eventos não apenas se recuperou, no último parágrafo, pressupõe que houve um momento de queda ou crise anterior (a pandemia). 
(3ª parte): A expressão Além do avanço do consumo, no terceiro parágrafo, introduz uma relação de adição, conectando o desempenho financeiro ao desempenho do mercado de trabalho.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4124276 Português
A questão se refere ao Estatuto Social da FENAC S/A.
Analise o texto a seguir:
Um dos objetos da FENAC S/A é desenvolver projetos culturais que venham a difundir e promover a cu/tura e a drte em todas as suas formas de expressão, zelando pela preservação de tradições, costumes e hábitos, podendo buscar e receber recursos, doações e patrocínios através de convênios e parcerias com entidades, instituições e órgãos civis e governamentais no Brasil e no exterior.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
Alternativas
Q4124263 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


Considere: Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam [...]. Levando em conta a coerência do texto, que par de palavras funciona, CORRETA e respectivarxente, como sinônimo para distinto e antônirno para antecederam?
Alternativas
Q4124257 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


O termo remanescentes, sublinhado e em destaque no texto, subentende que:
Alternativas
Q4124255 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


Qual é o assunto central do texto? 
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Q4123732 Português

A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO 

Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente. 

O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante. 

Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes. 

Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.

Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade. 

Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.

No trecho “Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos”, a oração introduzida pela expressão destacada estabelece relação de: 
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Q4123726 Português

A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO 

Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente. 

O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante. 

Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes. 

Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.

Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade. 

Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.

No trecho “O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele”, está presente o pressuposto de que: 
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Q4123725 Português

A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO 

Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente. 

O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante. 

Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes. 

Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.

Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade. 

Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.

A ideia central desenvolvida pelo texto consiste em demonstrar que:
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Q4123648 Português
“João Manuel voltou à cadeira. Tentava pôr a cabeça no lugar, procurar um meio de sair daquela situação. Se fosse no folhetim, era só armar um assassinato ou uma morte acidental, mas, na vida fora do papel, as pessoas geralmente teimam em não morrer quando a gente precisa que elas desapareçam, o que torna o convívio muito mais difícil”. (Trecho de “O Falso Francês”, de Ítalo Damasceno).  
Pode-se identificar no fragmento um pressuposto segundo o qual:  
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Q4123647 Português

A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER  


A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio. 

Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica. 

Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:

“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)

No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.  

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.

Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.

Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.

Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.  

Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.

Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.

Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.

Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.

A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.

(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)

 A leitura global do texto permite concluir que a posição assumida pelo autor em relação à ânsia de possuir e ao tédio decorrente da posse é a de que: 
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Q4123646 Português

A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER  


A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio. 

Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica. 

Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:

“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)

No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.  

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.

Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.

Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.

Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.  

Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.

Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.

Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.

Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.

A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.

(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)

No trecho “O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes”, o autor defende uma perspectiva segundo a qual:
Alternativas
Q4123645 Português

A ÂNSIA DE TER E O TÉDIO DE POSSUIR: UMA REFLEXÃO PSICOLÓGICA À LUZ DO PÊNDULO DE SCHOPENHAUER  


A vida humana, em muitos momentos, parece girar em torno da busca por algo que ainda não temos. Seja um novo relacionamento, um bem material, uma conquista profissional ou um reconhecimento social, parece que estamos constantemente impulsionados a preencher um vazio interno com algo externo. Porém, curiosamente, após a conquista, aquilo que antes nos inflamava de desejo pode rapidamente se transformar em indiferença ou até mesmo em tédio. 

Essa dinâmica — a ânsia de ter e o tédio de possuir — é um fenômeno psíquico profundo e recorrente, que merece uma análise cuidadosa, tanto sob a perspectiva filosófica quanto psicológica. 

Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, trouxe uma contribuição fundamental para essa compreensão através da metáfora do pêndulo. Segundo ele, a vida oscila incessantemente entre a dor e o tédio: a dor do desejo não satisfeito e o tédio que sucede a satisfação. Em suas palavras:

“A vida oscila como um pêndulo, para trás e para frente, entre a dor e o tédio, esses dois elementos que, em última instância, a constituem.” (Schopenhauer, 1818/2005, O Mundo como Vontade e Representação)

No campo da psicologia, especialmente nas abordagens cognitivas e emocionais, podemos interpretar essa oscilação como uma manifestação do funcionamento da mente diante da expectativa e da frustração.  

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que as crenças centrais moldam os desejos e expectativas das pessoas. A ideia de que “preciso ter para ser feliz” é uma distorção cognitiva muito comum. Quando internalizamos que nossa realização pessoal depende da obtenção de algo externo, criamos uma condição para que a ânsia surja com força.

Essa ânsia, por vezes, é confundida com motivação, mas, na prática clínica, percebemos que ela tende a gerar um ciclo de frustração e descontentamento. O problema não está no desejo em si — que é natural —, mas na expectativa irrealista de que o objeto desejado poderá suprir necessidades emocionais profundas e permanentes.

Após a conquista, o sistema de recompensa do cérebro (especialmente associado à dopamina) rapidamente se acomoda. Aquilo que antes era excitante perde a novidade e, com ela, a capacidade de gerar prazer sustentado. Surge então o tédio, que pode ser interpretado como a percepção de um vazio interno não preenchido, agora mais evidente porque o “preenchimento” que idealizamos não se mostrou suficiente.

Em Terapia do Esquema (Young, 2003), o tédio pode ser associado a esquemas de privação emocional, onde o indivíduo sente que suas necessidades básicas de conexão, estabilidade e significado não são atendidas — independentemente das conquistas externas.  

Não há nada de “errado” em desejar ou buscar objetivos. A ânsia e o tédio apenas nos sinalizam que precisamos olhar com mais profundidade para dentro de nós mesmos. Muitas vezes, a busca externa é uma tentativa de compensar necessidades internas não reconhecidas.

Uma abordagem baseada na Terapia Focada nas Emoções (Greenberg, 2010) sugeriria acolher essas emoções sem julgamento. O tédio, por exemplo, pode ser um convite para refletirmos sobre nossos valores mais autênticos — aquilo que realmente dá sentido às nossas vidas, para além do ter.

Aprender a tolerar o vazio, a desacelerar o pêndulo, é um processo terapêutico de grande valor. Significa ensinar nossos pacientes (e a nós mesmos) a viver mais em contato com a experiência presente, aceitando as emoções transitórias, e buscando uma vida orientada por significado e propósito, em vez de apenas pela obtenção.

Schopenhauer nos oferece um olhar cru sobre a condição humana — e, paradoxalmente, essa crueza pode nos libertar. Compreender que a ânsia e o tédio são movimentos naturais da existência pode nos ajudar a viver com mais leveza, sem expectativas ilusórias. A psicologia moderna, com suas diversas abordagens, nos convida a acolher esses movimentos internos com mais consciência, compaixão e responsabilidade.

A vida continuará a oscilar, como um pêndulo. Mas a forma como nos relacionamos com esse movimento pode fazer toda a diferença.

(ADAPTADO. Autor: LEANDRO MARQUES DA ROCHA. Publicado em 18/06/2025. Disponível em https://mrochapsico.com.br/blog/a-ansia-de-ter-e-o-tedio-de-possuir-uma-reflexaopsicologica-a-luz-do-pendulo-de-schopenhauer/)

Ao longo do texto, o autor aproxima a reflexão filosófica de Schopenhauer das contribuições da psicologia contemporânea para explicar um comportamento humano recorrente. Nesse contexto, a metáfora do pêndulo é utilizada para demonstrar que: 
Alternativas
Q4123525 Português
Como as redes sociais afetam a saúde mental? 

        Desde o seu surgimento do Orkut, em 2004, os debates sobre o impacto das redes sociais na saúde mental só _________ se intensificado nos últimos anos. O uso crescente dessas plataformas redefiniu a maneira como as pessoas interagem, se informam e até mesmo se percebem. No entanto, enquanto essas redes __________ conteúdos que oferecem oportunidades de conexão e aprendizado, também trazem desafios significativos para o bem-estar psicológico dos usuários. Como veremos, estudos recentes destacam que questões como ansiedade, depressão e baixa autoestima _________ ligação com o uso excessivo ou inadequado de redes sociais. Ao mesmo tempo, essas plataformas possuem potencial para promover saúde mental e apoio emocional quando utilizadas de forma consciente. 

        Nas últimas duas décadas, o uso das redes sociais cresceu de forma exponencial. Segundo dados de estudos recentes, mais de 4,8 bilhões de pessoas acessam alguma plataforma social regularmente, gastando em média 2 horas e 31 minutos por dia conectadas. Esse número impressionante revela não apenas o papel central dessas ferramentas na vida cotidiana, mas também sua capacidade de influenciar comportamentos e emoções.

        Essa capilaridade, impulsionada por avanços tecnológicos, trouxe benefício, mas também desafios significativos. Pesquisas indicam que o aumento do uso está diretamente associado _ sintomas de ansiedade e depressão em jovens adultos. De acordo com um estudo publicado em 2024, a hiperconexão pode interferir na qualidade do sono e na regulação emocional, prejudicando a saúde mental dos usuários. Outro aspecto relevante é o impacto nas interações sociais presenciais. O uso excessivo das redes pode levar ao isolamento, já que muitos substituem relacionamentos face _ face por interações digitais. Outrossim, esse comportamento, segundo especialistas, enfraquece vínculos interpessoais e induz _ solidão. 

        Os impactos negativos das redes sociais são uma preocupação crescente. Estudos mostram que usar inadequadamente essas plataformas pode desencadear uma série de problemas emocionais e comportamentais. Um dos aspectos mais prejudiciais é a comparação social. Muitos usuários se comparam constantemente com as vidas idealizadas que veem nas redes, o que leva à insatisfação pessoal e à baixa autoestima. Esse comportamento afeta particularmente adolescentes e jovens adultos, que estão mais vulneráveis a julgamentos sociais. 

        Os efeitos negativos não param por aí. Entre os impactos mais comuns estão o bullying virtual: adolescentes, em especial, enfrentam o cyberbullying, que pode levar a traumas psicológicos graves; interferência no sono: a luz azul das telas e o hábito de verificar redes sociais antes de dormir afetam a qualidade do sono, prejudicando a saúde mental; superexposição a informações negativas: O acesso contínuo a notícias perturbadoras contribui para o aumento do estresse e da ansiedade. Esses fatores mostram que o uso excessivo, e não supervisionado, das redes sociais pode ser tão prejudicial quanto outros comportamentos de risco. 

https://spdm.org.br/blogs/como-as-redes-sociais-afetam-a-saude-mental/ Texto adaptado. 
Leia as afirmações a seguir, relativas a ideias que podem ser depreendidas a partir da leitura do texto.
I - O uso crescente de redes sociais e a ameaça constante de fake news alteraram a maneira como as pessoas interagem e se informam.
II - O uso excessivo das redes pode levar ao isolamento, pois muitos usuários substituem relacionamentos reais, em que há presença física, por interações digitais – comportamento que, segundo especialistas, enfraquece vínculos interpessoais.
III - Pesquisas apontam que o aumento do uso das redes sociais está diretamente associado ao surgimento de sintomas de ansiedade e depressão em pessoas de todas as faixas etárias.
IV - Entre os impactos negativos mais comuns do uso indevido das redes sociais, podemos citar o cyberbullying.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4123221 Português

"O trabalho com alfabetização e letramento na Educação de Jovens e Adultos (EJA) demanda a consideração das trajetórias socioculturais dos sujeitos, bem como das práticas discursivas nas quais estão inseridos, exigindo uma abordagem que articule a apropriação do sistema de escrita à produção de sentidos em contextos historicamente situados." (Adaptado de SOARES, M.; KLEIMAN, A.)


Uma professora da EJA organiza sua prática pedagógica a partir de situações em que os estudantes mobilizam experiências de leitura e escrita relacionadas ao trabalho, à vida comunitária e à participação social, ao mesmo tempo em que busca intervir nos modos como esses sujeitos constroem hipóteses sobre o funcionamento do sistema alfabético. Considerando os fundamentos teóricos da alfabetização na perspectiva do letramento, qual abordagem se mostra correta e consistente?

Alternativas
Q4122894 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um guia simples para começar


Se você ou alguém próximo está na terceira idade e quer começar, algumas dicas fazem toda a diferença:


- Procure orientação profissional: um educador físico ou fisioterapeuta com experiência em terceira idade é essencial para prescrever exercícios seguros;


- Comece devagar: respeitar os limites do corpo é parte do processo. O progresso virá com a constância;


- Inclua exercícios de equilíbrio: além da força, treinar o equilíbrio ajuda a prevenir quedas;


- Treino de força não é só halter: pilates, faixas elásticas, exercícios com o peso do corpo e agachamentos supervisionados também funcionam.


E, por fim: celebre cada vitória. Subir um lance de escada sem cansaço, levantar uma sacola de compras, sair de uma cadeira sem apoio... Tudo isso é conquista. [...]



(Disponível em:

https://vidasimples.co/saude-do-corpo/fortalecimento-muscular-na-terce ira-idade-e-uma-necessidade/. Acesso em: 16 mai. 2026. Adaptado.)

No excerto, "um educador físico ou fisioterapeuta com experiência em terceira idade é essencial para prescrever exercícios seguros", a palavra destacada tem o mesmo sentido de:
Alternativas
Q4122893 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Um guia simples para começar


Se você ou alguém próximo está na terceira idade e quer começar, algumas dicas fazem toda a diferença:


- Procure orientação profissional: um educador físico ou fisioterapeuta com experiência em terceira idade é essencial para prescrever exercícios seguros;


- Comece devagar: respeitar os limites do corpo é parte do processo. O progresso virá com a constância;


- Inclua exercícios de equilíbrio: além da força, treinar o equilíbrio ajuda a prevenir quedas;


- Treino de força não é só halter: pilates, faixas elásticas, exercícios com o peso do corpo e agachamentos supervisionados também funcionam.


E, por fim: celebre cada vitória. Subir um lance de escada sem cansaço, levantar uma sacola de compras, sair de uma cadeira sem apoio... Tudo isso é conquista. [...]



(Disponível em:

https://vidasimples.co/saude-do-corpo/fortalecimento-muscular-na-terce ira-idade-e-uma-necessidade/. Acesso em: 16 mai. 2026. Adaptado.)

De acordo com o texto:

I.Cada pessoa tem um corpo e uma realidade e respeitar os próprios limites é importante. Mais do que excesso de atividades, é a prática constante que garante resultados.

II.As possibilidades de praticar treino focado em força são várias, mas também é importante trabalhar exercícios que promovam o equilíbrio.

III.O mais importante é a motivação para celebrar a vida e cada vitória ao superar as dificuldades físicas. Com motivação, a pessoa idosa já tem tudo que precisa para começar a treinar.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4122891 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A leveza é o novo sucesso


E o antídoto para o excesso


Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.


Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.


[...]


A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.


Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.


Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?


Com humor,


Maryana com Y


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)


Upgrade: subir de nível

No segundo parágrafo, a autora do texto usou a expressão "cantou a bola". Analise a expressão no contexto e assinale a alternativa que indica o significado correto dela:
Alternativas
Q4122890 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A leveza é o novo sucesso


E o antídoto para o excesso


Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.


Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.


[...]


A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.


Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.


Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?


Com humor,


Maryana com Y


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)


Upgrade: subir de nível

Analise as sentenças a partir de sua leitura atenta do texto. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas: (__)De acordo com o texto, viver com exaustão não é sinal de uma vida vitoriosa, mas de uma vida marcada pelo cansaço. (__)No segundo parágrafo, a citação do mestre nos permite concluir que ser leve nos deixa mais inteligentes e não menos focados diante da vida. (__)A forma como fazemos nossa jornada, ou seja, o caminho é mais importante do que a suposta vitória ou conquista no final. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:  
Alternativas
Q4122702 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

A analogia entre o efeito de anestésicos em humanos e em IAs sustenta a tese de que 
Alternativas
Respostas
1521: C
1522: C
1523: A
1524: B
1525: D
1526: A
1527: A
1528: A
1529: C
1530: D
1531: A
1532: A
1533: D
1534: C
1535: D
1536: A
1537: A
1538: B
1539: E
1540: C