Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 54.726 questões
Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez Então é Natal, a festa Cristã Do velho e do novo, do amor como um todo Então bom Natal, e um ano novo também Que seja feliz quem souber o que é o bem Então é Natal, pro enfermo e pro são Pro rico e pro pobre, num só coração Então bom Natal, pro branco e pro negro Amarelo e vermelho, pra paz afinal Então bom Natal, e um ano novo também Que seja feliz quem, souber o que é o bem Então é Natal, o que a gente fez? O ano termina, e começa outra vez Então é Natal, a festa Cristã Do velho e do novo, o amor como um todo Então bom Natal, e um ano novo também Que seja feliz quem, souber o que é o bem
(Então é Natal, Simone)
Em relação a esta música, julgue V para Verdadeiro e F para Falso:
( ) A música fala sobre amor e união das pessoas, propagando a paz.
( ) A música apesar de falar sobre a paz, dissemina a desigualdade entre ricos e pobres.
( ) A música é um deboche da festa Cristã, já que o autor original desta música é John Lennon, artista declaradamente ateu.
Observe a charge a abaixo e responda às questões relacionadas.

Fonte: Charge publicada no portal
http://www.duniverso.com.br/campanha-contra-oconsumo-de-alcool-no-transito-charge/
I. O homem que aparece com a garrafa na mão não compreendeu o real sentido da frase “Se beber, não dirija”.
II. O homem não compreendeu o sentido pois confundiu as palavras bebê e beber.
III. Além da confusão entre as palavras de sonoridade parecida, o homem também parece ter seu julgamento afetado pela bebida alcoólica que carrega.
Estão corretas as afirmações:
I. A iniciativa privada não participa da ação liderada pela ONU.
II. Campina Grande foi escolhida por concentrar o atendimento a várias crianças de diversas outras cidades do interior do estado.
III. A Paraíba é o terceiro estado em números de caso de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus da zika.

https://gamarevista.uol.com.br/cultura/trecho-de-livro/o-sentido-da-vida/

Uma advertência que vira virtude
Por Fabrício Carpinejar

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Uma advertência que vira virtude
Por Fabrício Carpinejar

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Para o autor, a frase “Você não é todo mundo” tem o mesmo significado ao longo de toda a vida.
II. No texto, o autor explica que crianças querem fazer parte de um grupo.
III. De acordo com o texto, a individualidade não deve ser apagada.
Quais estão corretas?
Considere as passagens:
• Pensei em ir atirá-lo no fundo da Ilha…
• Ficou, que remédio.
• Os gatitos cresceram e deixamos, na esperança de domarmos algum.
As passagens permitem, correta e respectivamente, as seguintes interpretações:
[Expectativa e desempenho nossos]
Numa cultura como a nossa, que valoriza o indivíduo, espera-se de cada um que se faça ouvir e reconhecer pelo que tem de mais singular. Um dos grandes imperativos da época diz que é preciso expressar-se a qualquer preço. E acreditamos automaticamente que, se pudéssemos procurar fundo nas nossas tripas, encontraríamos pérolas. “Eu sou advogada. mas lá no fundo sou poeta ou romancista”. “Eu sou engenheiro, mas lá no fundo sou viajante como Amyr Klink.” Eu sou médica, mas há uma bailarina dentro de mim.” O vínculo social tenta nos definir, mas a criatividade nos resgatará.
Valorizamos o individuo em suas expressões idealmente mais singulares. Portanto, as relações sociais nos parecem sempre suspeitas: será que elas não ameaçam a expressão de nossa subjetividade única e original? Apesar dos outros, que nos identificam socialmente, imaginamos que é possível ser “nós mesmos” e produzir algo de mais valor.
Muitos acabam pensando que, se não seguem sua vocação, é por causa do parceiro com quem vivem. “Não posso deixar de trabalhar; e à noite, quando volto para casa, não dá. Precisaria de solidão para tocar, escrever, pensar, treinar. Pedem de mim toda a atenção e não há como não conversar.” Em suma, as necessidades da vida em família seriam responsáveis por nossas falências expressivas.
Surpresa e mistério: quando a reivindicação consegue ser satisfeita, ocorre um imprevisto: aliviado dos compromissos e das responsabilidades sociais, sozinho e com o tempo que pediu a Deus, livre e desembaraçado, o indivíduo nada cria, nada produz. O tempo e o espaço agora reservados ao seu gênio transformaram-se em caricatura de seus anseios de adolescência.
[Expectativa e desempenho nossos]
Numa cultura como a nossa, que valoriza o indivíduo, espera-se de cada um que se faça ouvir e reconhecer pelo que tem de mais singular. Um dos grandes imperativos da época diz que é preciso expressar-se a qualquer preço. E acreditamos automaticamente que, se pudéssemos procurar fundo nas nossas tripas, encontraríamos pérolas. “Eu sou advogada. mas lá no fundo sou poeta ou romancista”. “Eu sou engenheiro, mas lá no fundo sou viajante como Amyr Klink.” Eu sou médica, mas há uma bailarina dentro de mim.” O vínculo social tenta nos definir, mas a criatividade nos resgatará.
Valorizamos o individuo em suas expressões idealmente mais singulares. Portanto, as relações sociais nos parecem sempre suspeitas: será que elas não ameaçam a expressão de nossa subjetividade única e original? Apesar dos outros, que nos identificam socialmente, imaginamos que é possível ser “nós mesmos” e produzir algo de mais valor.
Muitos acabam pensando que, se não seguem sua vocação, é por causa do parceiro com quem vivem. “Não posso deixar de trabalhar; e à noite, quando volto para casa, não dá. Precisaria de solidão para tocar, escrever, pensar, treinar. Pedem de mim toda a atenção e não há como não conversar.” Em suma, as necessidades da vida em família seriam responsáveis por nossas falências expressivas.
Surpresa e mistério: quando a reivindicação consegue ser satisfeita, ocorre um imprevisto: aliviado dos compromissos e das responsabilidades sociais, sozinho e com o tempo que pediu a Deus, livre e desembaraçado, o indivíduo nada cria, nada produz. O tempo e o espaço agora reservados ao seu gênio transformaram-se em caricatura de seus anseios de adolescência.
É sinônimo da palavra destacada na frase acima: