Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4221757 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar. 
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4221354 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Infância e eternidade


    A criança sobrevive no adulto: a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar. Assim como o presente ensombrecido favorece a idealização do passado, as perdas e agruras da idade adulta não raro levam a uma visão mistificada da infância.

   O filósofo e educador português Agostinho da Silva foi capaz de retratar a natureza e o valor da disposição lúdica e onírica da infância: “Aquilo que distingue realmente uma criança de todo o resto que é vivo no universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo, na sua seriedade ao brincar. Uma capacidade enorme de imaginar que as coisas efetivamente estão surgindo como que ao toque mágico de uma vara de fada e de fazer que perante isso o tempo não exista. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre do monge medieval é repetido pela criança todos os dias quando ela brinca".

   Na arte, na ciência e na aventura da vida, a criatividade humana bebe nessa fonte: o presente absoluto visto como o dom de alçar-se à eternidade... brincando! O filósofo Heráclito já lembrava que “o tempo é uma criança movendo as contas de um jogo; o régio poder é da criança."


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Imortalidades. São Paulo, Companhia das Letras, 2025, p. 114-115)
A frase de Heráclito, ao final do texto, reforça uma convicção já expressa neste segmento:
Alternativas
Q4221353 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Infância e eternidade


    A criança sobrevive no adulto: a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar. Assim como o presente ensombrecido favorece a idealização do passado, as perdas e agruras da idade adulta não raro levam a uma visão mistificada da infância.

   O filósofo e educador português Agostinho da Silva foi capaz de retratar a natureza e o valor da disposição lúdica e onírica da infância: “Aquilo que distingue realmente uma criança de todo o resto que é vivo no universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo, na sua seriedade ao brincar. Uma capacidade enorme de imaginar que as coisas efetivamente estão surgindo como que ao toque mágico de uma vara de fada e de fazer que perante isso o tempo não exista. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre do monge medieval é repetido pela criança todos os dias quando ela brinca".

   Na arte, na ciência e na aventura da vida, a criatividade humana bebe nessa fonte: o presente absoluto visto como o dom de alçar-se à eternidade... brincando! O filósofo Heráclito já lembrava que “o tempo é uma criança movendo as contas de um jogo; o régio poder é da criança."


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Imortalidades. São Paulo, Companhia das Letras, 2025, p. 114-115)
Segundo o texto, as crianças brincam
Alternativas
Q4221350 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q4221349 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
No contexto, o sentido da frase de Jacques Lacan encontra uma justificativa sintética na seguinte expressão:
Alternativas
Q4221348 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
Ao analisar a relação existente entre a conectividade das redes sociais e a intimidade pessoal, a autora conclui que
Alternativas
Q4221347 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)

Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. (3º parágrafo)



O paradoxo a que se refere a frase acima constitui-se na relação armada, no texto, entre os termos

Alternativas
Q4221235 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
No que concerne às articulações entre o avanço tecnológico, as propostas contemporâneas de mediação pedagógica e os desafios inerentes à formação de novos leitores, analise as partes que seguem, tomando como base os argumentos desenvolvidos pelos autores do texto: 

(1ª parte): O texto desaconselha o uso de sequências de telas e movimentação do dispositivo físico, alegando que esses recursos impedem a conexão sensorial com a obra. (2ª parte): A coexistência entre os livros impressos e os formatos digitais é fruto do avanço tecnológico atual. (3ª parte): Quanto mais recursos interativos e multimídia um livro digital possuir, maior e melhor será a compreensão textual da criança.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4221232 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
Considerando as distinções conceituais estabelecidas no texto entre os suportes de leitura, a especificidade da Literatura Infantil Digital em relação aos livros meramente digitalizados assenta-se:
Alternativas
Q4221150 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.


1-4.jpg (336×287)

Na fala do personagem da charge, o termo quando indica uma ideia de:
Alternativas
Q4221147 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.


1-4.jpg (336×287)

No segundo balão de fala da charge, o personagem diz: ...e quando dei por mim estava aqui!. No contexto da conversa, a expressão sublinhada significa que o personagem:
Alternativas
Q4220096 Português
Leia o texto a seguir.


O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Em "[...] gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete" (5º parágrafo), a expressão destacada introduz ideia de:
Alternativas
Q4220095 Português
Leia o texto a seguir.


O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
A coerência do texto decorre, principalmente, da:
Alternativas
Q4220094 Português
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O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
No trecho "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar" (8º parágrafo), o pronome em destaque refere-se mais diretamente a:
Alternativas
Q4220093 Português
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O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
Uma síntese compatível com a lógica argumentativa do texto é que o(a):
Alternativas
Q4220091 Português
Leia o texto a seguir.


O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
No contexto do texto, a pergunta "Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação?" (2º parágrafo) desempenha principalmente a função de:
Alternativas
Q4220090 Português
Leia o texto a seguir.


O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
O objetivo principal do texto é:
Alternativas
Q4219930 Português
A realidade que conhecemos resulta da edição do mundo. Essa parte construída, reelaborada pelos “produtores” dos meios (empresários, profissionais de mídia, donos do aparato tecnológico, entre outros), pode ser, muitas vezes, tão pequena e tão plena de interpretações implícitas que se distancia extensamente do fato “narrado”, procurando atender aos objetivos tanto dos que detêm os meios de comunicação como, no afã de agradar ao público, atendê‑lo no que lhe é mais caro: o espetáculo e a satisfação dos estereótipos morais ultrapassados. Esse processo metonímico – a parte pelo todo – acaba tendo força da “verdade”, da “objetividade”, da totalidade. E desse modo esse “mundo todo” será reproduzido e se incorporará à história vivida. Essa fabricação da realidade em que vive implica uma aparentemente eterna reprodução do que está, com as consequências que o cotidiano registra. Ou seja: a mídia faz parte integrante da que o cotidiano registra. Ou seja: a mídia faz parte da realidade, elaborando uma visão mediada dessa realidade. Tendo o poder de, concomitantemente, divulgá‑la, pode‑se afirmar que a mídia contribui para criar a realidade que ela se propõe a “descrever”.

BACCEGA, Maria Aparecida. Apresentação. In: BARROS FILHO,
Clóvis de. Ética na comunicação. 1. ed. São Paulo: Summus, 2021. 
Com base nesse texto e nos princípios deontológicos que orientam o processo de produção da notícia, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4219767 Português
        A evolução das tecnologias de informação, aliada à crescente capacidade de coleta e armazenamento de dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e privada mostra‑se cada vez mais complexa e desafiadora, especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar que dados de fácil acesso, como registros pessoais de usuários nas redes sociais, são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.

        A separação entre o público e o privado tornou‑se um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações, originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e o individual tem ocupado lugar central nas discussões das Ciências Humanas.

        A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição Humana, fez uma análise do conceito de público no âmbito da política e da ética. Ela considerou o público como um espaço compartilhado onde os humanos se reúnem para interagir e construir uma realidade social, sustentada na pluralidade de perspectivas e pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim, o público contrapõe‑se ao privado, que pertence ao espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento emocional e das relações autênticas, garantidor da privacidade e da liberdade).

        Nos campos da Ética, o público é aquilo que diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa. Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site ou à rede social, pode visualizar essas informações em um local específico. Entretanto, o acesso público à informação não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu conhecimento e a sua autorização.

Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org>  (com adaptações).
O autor recorre à filósofa Hannah Arendt para discutir os conceitos de público e privado. Considerando essa informação, bem como o desenvolvimento argumentativo do texto, é correto afirmar que a principal função dessa referência é
Alternativas
Q4219766 Português
        A evolução das tecnologias de informação, aliada à crescente capacidade de coleta e armazenamento de dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e privada mostra‑se cada vez mais complexa e desafiadora, especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar que dados de fácil acesso, como registros pessoais de usuários nas redes sociais, são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.

        A separação entre o público e o privado tornou‑se um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações, originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e o individual tem ocupado lugar central nas discussões das Ciências Humanas.

        A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição Humana, fez uma análise do conceito de público no âmbito da política e da ética. Ela considerou o público como um espaço compartilhado onde os humanos se reúnem para interagir e construir uma realidade social, sustentada na pluralidade de perspectivas e pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim, o público contrapõe‑se ao privado, que pertence ao espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento emocional e das relações autênticas, garantidor da privacidade e da liberdade).

        Nos campos da Ética, o público é aquilo que diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa. Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site ou à rede social, pode visualizar essas informações em um local específico. Entretanto, o acesso público à informação não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu conhecimento e a sua autorização.

Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org>  (com adaptações).
No que concerne aos recursos linguísticos e às estratégias argumentativas, o texto emprega
Alternativas
Respostas
681: A
682: A
683: E
684: E
685: D
686: B
687: A
688: D
689: A
690: B
691: B
692: A
693: C
694: C
695: D
696: D
697: D
698: B
699: E
700: A