A realidade que conhecemos resulta da edição do mundo.
Essa parte construída, reelaborada pelos “produtores”
dos meios (empresários, profissionais de mídia, donos do
aparato tecnológico, entre outros), pode ser, muitas vezes,
tão pequena e tão plena de interpretações implícitas que
se distancia extensamente do fato “narrado”, procurando
atender aos objetivos tanto dos que detêm os meios de
comunicação como, no afã de agradar ao público, atendê‑lo
no que lhe é mais caro: o espetáculo e a satisfação
dos estereótipos morais ultrapassados. Esse processo
metonímico – a parte pelo todo – acaba tendo força da
“verdade”, da “objetividade”, da totalidade. E desse modo
esse “mundo todo” será reproduzido e se incorporará
à história vivida. Essa fabricação da realidade em que
vive implica uma aparentemente eterna reprodução do
que está, com as consequências que o cotidiano registra.
Ou seja: a mídia faz parte integrante da que o cotidiano
registra. Ou seja: a mídia faz parte da realidade, elaborando
uma visão mediada dessa realidade. Tendo o poder de,
concomitantemente, divulgá‑la, pode‑se afirmar que a
mídia contribui para criar a realidade que ela se propõe
a “descrever”.
BACCEGA, Maria Aparecida. Apresentação. In: BARROS FILHO,
Clóvis de. Ética na comunicação. 1. ed. São Paulo: Summus, 2021.
Com base nesse texto e nos princípios deontológicos que
orientam o processo de produção da notícia, assinale a
opção correta.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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