Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3380224 Português

Texto 1 


Menino e madeira 


     


CARRASCOZA, João Anzanello. Menino e madeira. In: ______. Ilustr. Nelson Cruz. Uns e outros: histórias de duplas. Curitiba: Cia. Bras. de Educação e Sistemas de Ensino, 2021. p.15-16. Fragmento. 

João Anzanello Carrascoza é um escritor premiado, redator e professor universitário, considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira da contemporaneidade.


Em relação ao conto “Menino e madeira”, é possível afirmar que  

Alternativas
Q3380059 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.


O Dilúvio

(Lenda Kaiapó)


    Certa vez, um caçador de tatu, cavando a terra, descobriu um grosso cipó. Esse cipó era a veia prin    cipal da Terra e quando foi cortado pelo caçador, jorrou uma quantidade tão grande de água, que o mundo ficou todo inundado. Os animais morreram e os indígenas treparam nas árvores mais altas, que não ficaram submersas.


    As águas demoraram muito a baixar e os sobreviventes ficaram magrinhos e fracos, pois não conseguiam descer das árvores. Não morreram, mas se transformaram em cupins e vespões, que passaram a fazer suas casas nos topos das árvores, revelando sua origem humana.


    Desse dilúvio, salvaram-se apenas uma velha e um casal de crianças, porque a senhora entrou em um enorme pilão, junto com as crianças, que depois lacrou com cera. Não se esqueceu também de colocar várias cabacinhas contendo sementes de alimentos amarrados ao redor do pilão, para fazer roça quando tudo voltasse ao normal.


    Os indígenas que vieram depois do dilúvio são descendentes dos que se salvaram. 

De acordo com o texto, por qual motivo a senhora indígena colocou “cabacinhas” com sementes de alimentos ao redor do pilão?
Alternativas
Q3379859 Português
'Não sei onde vamos parar', diz cientista sobre frequência de eventos climáticos extremos.

Especialistas ouvidos pelo Terra alertam que as consequências do aquecimento global podem antecipar projeçõe s sobre extinção da vida humana.

17 maio 2024
Hugo Barbosa

    O agravamento do aquecimento global, nos últimos anos, aliado aos eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes que atingiram 458 cidades no estado do Rio Grande do Sul, no início de maio, levanta várias questões no meio científico, incluindo a possibilidade de uma extinção em massa da humanidade devido às variações de temperatura no planeta. Especialistas ouvidos pelo Terra alertam, no entanto, que as mudanças climáticas podem ser mais extremas, catastróficas e, o que é pior, mais rápidas do que o projetado.
    Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a população humana deve se preparar para cenários pessimistas decorrentes do aquecimento global em um período mais curto do que o projetado em meios acadêmicos. "Existem projeções de aquecimento do planeta para daqui até o fim do século, não precisa nem ir tão longe assim, de milhões de anos, não", comenta, referindo-se à pesquisa da Universidade de Bristol, cujos modelos climáticos indicam que os mamíferos serão extintos em 250 milhões de anos.  
    "Podemos chegar ao aquecimento médio de temperatura no planeta de aproximadamente 4 graus, se nada for feito e se continuarmos acelerando a emissão de gases. Com 4 graus, a extinção em massa de espécies no planeta é algo seguro e garantido. Não há dúvida.", alerta Márcio Astrini, do Observatório do Clima. Astrini cita como base o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que conta com mais de 600 cientistas para estudar, debater e projetar os impactos das mudanças climáticas. O documento, divulgado em 2023, detalha as consequências devastadoras do aumento das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo: a destruição de casas, a perda de meios de subsistência e a extinção de comunidades.
    Astrini cita ainda a perda de espécies inteiras em todo o ecossistema marinho, dificuldade de produzir comida na quantidade que produzimos hoje e escassez da água potável. "O ser humano vai ter baixa capacidade adaptativa e alguns vão sobreviver, outros não. É isso que vai acontecer se continuarmos assim", diz.
De acordo com o relatório, cerca de metade da população global já vive, por exemplo, em situações de escassez severa de água, durante pelo menos um mês por ano, enquanto as altas temperaturas facilitam a disseminação de doenças vetoriais, como a malária.
     Na mesma linha de Astrini, Francisco Milanez, diretor científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), ressalta que a pior catástrofe socioambiental da história do Rio Grande do Sul é um alerta de como as consequências das mudanças climáticas já são uma realidade. Segundo ele, a realidade gaúcha afasta a ideia de aquecimento global como um problema abstrato e distante da vida da população do planeta. "Tanto o planeta como o Brasil estão emitindo alertas constantes por meio desses eventos climáticos extremos. Nunca vimos isso na história do País", afirma.
    Milanez cita um estudo realizado por pesquisadores do ClimaMeter, que indica que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, especialmente a emissão de gases do efeito estufa liberados com a queima de combustíveis fósseis, tornaram as chuvas no Rio Grande do Sul mais intensas.
    "Se continuarmos assim, nesse ritmo, não sei onde vamos parar. Não será preciso milhões de anos, se permanecermos assim", completa.

https://www.terra.com.br/planeta/meio-ambiente
O texto possui características que permitem identificá-lo como  
Alternativas
Q3379829 Português

As regras da sensatez


Rui Veloso



Nunca voltes ao lugar


Onde já foste feliz


Por muito que o coração diga


Não faças o que ele diz



Nunca mais voltes à casa


Onde ardeste de paixão


Só encontrarás erva rasa


Por entre as lajes do chão



Nada do que por lá vires


Será como no passado


Não queiras reacender


Um lume já apagado



São as regras da sensatez


Vais sair a dizer que desta, desta é de vez



Por grande a tentação


Que te crie a saudade


Não mates a recordação


Que lembra a felicidade



Nunca voltes ao lugar


Onde o arco-íris se pôs


Só encontrarás a cinza


Que dá na garganta nós



São as regras da sensatez


Vais sair a dizer que desta, desta é de vez

Para o eu lírico devemos:
Alternativas
Q3379789 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
Analise as afirmativas a seguir.

I- A ansiedade climática é uma condição que impede atitudes preventivas e sustentáveis.
II- O aquecimento global representa uma das consequências das mudanças climáticas.
III- A maioria dos brasileiros estão pessimistas quanto ao futuro climático.

De acordo com o texto, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 
Alternativas
Q3378536 Português

“Não ponha limites à sua vida!


Procure ouvir as notas harmoniosas e sublimes do canto maravilhoso que se evola da natureza. Viva sorridente e alegre, para espantar as preocupações, para aliviar as lutas.


Mergulhe sua alma na alma da natureza: absorva a luz do sol, goze a suavidade da lua, contemple o esplendor das estrelas, aspire o perfume das flores.


A vida é bela, apesar das dores e dos contratempos.”


Carlos Torres Pastorino


Na abordagem do tema de que trata o texto, o autor: 

Alternativas
Q3377698 Português

Leia o texto:



De acordo com os resultados do Censo 2022, o Brasil possui mais mulheres do que homens em sua população. Em 2022, 48,5% dos brasileiros eram homens e 51,5% eram mulheres. Isso significa que existem 6,0 milhões de mulheres a mais do que homens no nosso país. 



Entre as pessoas com até 19 anos de idade, os homens são a maioria; pois nascem mais meninos do que meninas no Brasil. Por outro lado, a partir do grupo de 25 a 29 anos, a proporção de mulheres se torna maioria em todas as regiões. E acima dos 60 anos essa diferença vai crescendo ainda mais.


Texto adaptado. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-obrasil/populacao/18320-quantidade-de-homens-e-mulheres.html. Acesso em: 20 maio 2024.


Com base nas informações contidas no texto acima, julgue os itens.


I. O número de homens em relação ao de mulheres vai decrescendo à medida que ambos envelhecem.



II. Os homens são maioria no Brasil, embora o IBGE aponte 48,5% de brasileiros em relação a 51,5% de mulheres em 2022.



III. Nascem mais meninos do que meninas, segundo o Censo de 2022 do IBGE, porém há 6,0 milhões de mulheres a mais do que homens no nosso país.

Alternativas
Q3377608 Português
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https://www.ivancabral.com

No diálogo entre pai e filho a expressão, entre aspas, provoca um efeito de humor cujo tema é: 
Alternativas
Q3377083 Português

INSTRUÇÃO: Leia o artigo a seguir para responder à questão.


A arte (e o negócio) de produzir sínteses


Em pouco mais de um século, a expectativa de vida no Brasil passa de 34 para 77 anos. Em face desse salto formidável, como explicar que, quanto mais tem aumentado o nosso tempo de vida, menos tempo temos para as coisas da vida? Estamos sempre “correndo contra o tempo”!


O notável polímata Herbert Simon aponta como causa subjacente desse paradoxo o confronto entre o crescimento exponencial da informação disponível e a limitação da capacidade de concentração total ou parcial da mente em algo. Em síntese: “riqueza de informação cria pobreza de atenção”. Respostas contemporâneas massivas a esse fenômeno, apontado por Simon há mais de meio século, são os vídeos de 60 segundos no Tik Tok e o limite de 280 caracteres nas mensagens veiculadas na plataforma X (o limite era de 140 no começo do então Twitter).


No regime da “economia da atenção”, produzir sínteses se torna uma arte e um negócio.



PLONSKI, Guilherme Ary. A arte (e o negócio) de produzir sínteses. Jornal da USP, 2023. Disponível em: https://jornal. usp.br/articulistas/guilherme-ary-plonski/a-arte-e-o-negocio-deproduzir-sinteses/. Acesso em: 29 set. 2023. [Fragmento]

De acordo com o texto, 
Alternativas
Q3376882 Português
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https://jeremiascartoons.blogspot.com 

A temática proposta pelo cartunista é:
Alternativas
Q3376879 Português
“Chamado de rio da integração nacional, o São Francisco percorre sete estados brasileiros: Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. As águas do Velho Chico correm por 521 cidades e apoiam o abastecimento das casas, a irrigação de plantações, a geração de energia e a navegação. Nos trechos em que passa por estados nordestinos, o rio ganha maior importância: o São Francisco representa ali cerca de dois terços da disponibilidade de água doce da região.”
http://www.brasil.gov.br

Com base no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3376875 Português
Imagem associada para resolução da questão
https://www.comunicaquemuda.com.br

A campanha acima, tem o propósito comunicativo de:
Alternativas
Q3376874 Português
“As belezas das enormes áreas de cultivo de Fruticultura no Vale do São Francisco estão diretamente ligadas à fertilidade dos inúmeros empregos gerados no setor. Potencial espaço para vagas, o setor agropecuário, nos últimos 10 anos em Pernambuco, cresceu 26% na quantidade de postos de trabalho. A sustentação desse cenário tem uma explicação importante: o cultivo de uva e manga na região.”
https://revistadafruta.com.br

Com base no texto, o que promove o crescimento da fruticultura e o potencial de empregos no setor no Vale do São Francisco é o cultivo, principalmente, da:
Alternativas
Q3376827 Português

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A temática proposta pelo cartunista é a: 

Alternativas
Q3376824 Português
“Petrolina é uma cidade localizada no sertão de Pernambuco, ficando a quase 800 quilômetros de distância da capital do estado, Recife. Conforme o Censo de 2020, Petrolina se tornou a terceira maior cidade do estado de Pernambuco, com incríveis 388.145 habitantes. O que mais se pode esperar é muita música, cultura, arte e lugares incríveis para conhecer na cidade. Para os quem tem vontade de uma viagem para o nordeste, tendo em mente roteiros diferentes das praias, essa é uma das melhores opções.”
https://radardosertao.com

Com base no texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3376820 Português
Captura_de tela 2025-05-29 170639.png (266×164)
https://portal.varzeapaulista.sp.gov.br

O propósito comunicativo da campanha acima é: 
Alternativas
Q3376819 Português
“Maior Município do Sertão, situado na divisa com o Estado da Bahia, considerado a Capital do Sertão, conhecido como a Encruzilhada do Progresso, Petrolina é o maior polo agroindustrial de Pernambuco. Alcançou seu desenvolvimento através da agricultura irrigada, tornando-se um importante centro de produção de frutas tropicais. Situada no Vale de São Francisco, a Cidade explora o Rio para oferecer boas opções de lazer e turismo e para projetos de piscicultura, outra importante fonte de processo econômico da região.”
https://petrolina.pe.leg.br

Com base nas informações contidas no texto, Petrolina: 
Alternativas
Q3376468 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos: o que são, para que servem e quem os inventou?
Os algoritmos se tornaram parte integrante de nossas vidas. Dos aplicativos de mídia social à Netflix, os algoritmos aprendem suas preferências e priorizam o conteúdo que lhe é mostrado. Mais de 1.000 anos antes da Internet e dos aplicativos de smartphones, o cientista e polímata persa Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī inventou o conceito de algoritmos. A própria palavra vem da versão latinizada de seu nome, “algorithmi”. E, como você pode suspeitar, ela também está relacionada à álgebra.

Em grande parte perdido no tempo
Al-Khwārizmī viveu de 780 a 850 d.C., durante a Era de Ouro Islâmica. Muitas de suas obras originais em árabe se perderam no tempo. Ele viveu durante o Califado Abássida, que foi uma época de notável progresso científico no Império Islâmico. Al-Khwārizmī fez importantes contribuições para a matemática, geografia, astronomia e trigonometria. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá. Nesse centro intelectual, os estudiosos traduziam o conhecimento de todo o mundo para o árabe, sintetizando-o para fazer progressos significativos em uma série de disciplinas.

O pai da álgebra
Al-Khwārizmī era um polímata e um homem religioso. Um dos principais projetos que os matemáticos islâmicos empreenderam na Casa da Sabedoria foi desenvolver a álgebra. Por volta de 830 d.C., o califa al-Ma’mun incentivou alKhwārizmī a escrever um tratado sobre álgebra, Al-Jabr (ou The Compendious Book on Calculation by Completion and Balancing). Essa se tornou sua obra mais importante. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino. Sua tradução latina foi a base dos livros didáticos de álgebra nas universidades europeias até o século XVI.

Avô da ciência da computação
Os escritos matemáticos de Al-Khwārizmī introduziram os numerais hindu-arábicos para os matemáticos ocidentais, os dez símbolos que todos nós usamos hoje. Esse é o sistema numérico que sustenta a moderna tecnologia de computação. A arte de Al-Khwārizmī de calcular problemas matemáticos estabeleceu a base para o conceito de algoritmos. Ele forneceu as primeiras explicações detalhadas sobre o uso da notação decimal para realizar as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão) e calcular frações. Para resolver uma equação matemática, al-Khwārizmī percorria sistematicamente uma sequência de etapas para encontrar a resposta. Esse é o conceito subjacente de um algoritmo. ‘Algorismo’, um termo latino medieval nomeado em homenagem a al-Khwārizmī, refere-se às regras para a execução da aritmética usando o sistema numérico hindu-arábico. No início do século XX, a palavra ‘algoritmo’ chegou à sua definição atual e ao seu uso: “um procedimento para resolver um problema matemático em um número finito de etapas; um procedimento passo a passo para resolver um problema”.
Na próxima vez que usar qualquer tecnologia digital, lembre-se de que nada disso seria possível sem o trabalho pioneiro de um antigo polímata persa.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/05/algoritmos-o-que-sao-para-queservem-e-quem-os-inventou.ghtml
Segundo a reportagem, os escritos matemáticos de Muhammad ibn Mūsā al-Khwārizmī:
Alternativas
Q3376397 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:

Coluna 01
(__)O sorriso dela era um raio de sol em meio à tempestade.
(__)O médico me orientou tomar o remédio sempre ao acordar e antes de dormir.
(__)Seus olhos eram estrelas brilhantes em uma noite escura.
(__)O livro possui 300 páginas e uma capa azul.

Coluna 02
I.Sentido Conotativo.
II.Sentido Denotativo.

Correlaciona as colunas de acordo com o sentido empregado nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3376395 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Zona Portuária do Rio guarda marcas da luta dos negros por liberdade


Por Alexandre Henderson


A região da Zona Portuária do Rio guarda importantes memórias da luta dos negros pelo respeito aos seus direitos no Brasil. A região conta com o Cais do Valongo, que possui como característica mais marcante o reconhecimento pela Unesco como Patrimônio Mundial por ser considerado o maior marco da escravidão no Brasil.


"Estima-se que desembarcaram aqui cerca de 1 milhão de pessoas escravizadas", afirmou Albino Pereira Neto, no Instituto dos Pretos Novos. O local tem a marca de ser um espaço onde sonhos foram interrompidos.


"Olhar esta escadaria e saber que tantas almas negras, que tantos sonhos interrompidos percorreram estes degraus aqui nos coloca em uma reflexão acerca do que o dia 20 representa", disse Roberto Azevedo, professor de história e geografia. 


"O Cais do Valongo é equiparado a até a Auschwitz, Hiroshima, Nagasaki, ou seja, aqui foi derramado muito sangue", afirmou Pereira Neto.


Cento e trinta e três anos após a Abolição da Escravatura, a população negra ainda tem desafios a superar.


"Temos uma dívida histórica sim. O período de escravidão é algo que a gente não deveria esquecer jamais, não deve ser esquecido", destaca Beatriz Amaral, designer de moda.


Os bairros da Gamboa e Saúde são um baú de memórias sobre os horrores da escravidão.


"No mês da Consciência Negra, se a gente perceber que a questão toda não é cronológica, ou apenas histórica ou geográfica, mas uma angústia coletiva ancestral que nos compromete o futuro se não dermos a atenção necessária, deixar isso passar é uma perda de oportunidade histórica", afirmou o professor Azevedo.


Em um casarão do Largo de São Francisco da Prainha, funcionou outro local histórico: uma espécie de restaurante popular, onde mulheres negras criaram uma casa de angu após pedirem autorização ao Senado. No local, negros recém-libertos se alimentavam. 


A Pedra do Sal recebeu este nome pois era o local onde eram despejados os carregamentos de sal eram despejados dos navios. A área é um dos redutos tradicionais do samba.


"Tem uma importância muito grande para nós, do samba, até pela representatividade e ancestralidade que aquele lugar tem. É um espaço de resistência, onde podemos cantar samba e estar propagando a nossa cultura e fazendo este encontro e gerações", contou o cantor e compositor Dudu Nobre.


Nomes como Donga, Pixinguinha, João da Baiana e tantos outros sambistas circularam pela região. O compositor Heitor dos Prazeres, na segunda metade do século passado, chamou a região de Pequena África.


"O maior terreiro de Candomblé ficava aqui perto, que era o do João Alabá, cuja mãe pequena era a Tia Ciata. Dentro do terreiro se cantava o sagrado. Aqui na Pedra do Sal se cantava o profano", disse Pereira Neto.


Foram tempos de intolerância religiosa que muitos enfrentam até hoje.


"Pessoas que frequentam religiões afro-brasileiras estão sofrendo retrocessos, ataques físicos e nas redes sociais", afirmou Júlio Barroso, produtor cultural do Largo de São Francisco da Prainha.


Há 25 anos, uma obra em uma casa na Gamboa revelou um sítio arqueológico com os corpos de milhares de corpos de negros escravizados.


"Eles morriam durante a viagem ou, aqueles muito debilitados que acabavam morrendo assim que chegavam aqui, seus corpos eram descartados", afirmou Pereira Neto.


Atualmente, no local do Cemitério dos Pretos Novos funciona o instituto de pesquisa e memória que leva o mesmo nome. 


"O que há de melhor no povo negro é a capacidade de se reinventar e recriar o espaço e a si mesmo", destacou o professor Azevedo.


Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/ 2021/11/21/zona-portuaria-do-rio-guarda-marcas-da-lutados-negros-por-liberdade.ghtml. Acesso em: 21 nov. 2023 (adaptado)
O que a designer de moda Beatriz Amaral ressalta sobre o período de escravidão, conforme mencionado no texto?
Alternativas
Respostas
5721: B
5722: D
5723: B
5724: D
5725: D
5726: E
5727: B
5728: D
5729: C
5730: C
5731: E
5732: E
5733: D
5734: C
5735: C
5736: B
5737: C
5738: C
5739: B
5740: B