Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Como surgiu a água do planeta Terra?
O mais provável é que a água tenha surgido na formação da Terra, há cerca de 4,6 bilhões de anos. Isso porque a água é formada a partir da ligação química do hidrogênio e do oxigênio, gases presentes no universo e que faziam parte da enorme nebulosa que deu origem ao Sol e aos planetas do Sistema Solar.
Inicialmente, como a temperatura na Terra era elevada por causa de sucessivas erupções vulcânicas, a água era encontrada apenas na forma de vapor. Com o passar de milhões de anos, a temperatura da superfície e da atmosfera foi reduzindo até que a água existisse também nas formas sólida e líquida. Foi aí que ela teria dado origem aos chamados de oceanos primitivos.
Outra teoria defende que a água que havia durante a formação da Terra logo evaporou e se perdeu. A água que temos hoje teria sido trazida por cometas e asteroides — que têm essa substância em sua composição. Após uma série de colisões com a Terra, esses corpos teriam deixado uma grande quantidade de água na superfície que, ao longo de milhões de anos, se transformou nos oceanos que conhecemos.
Muitos especialistas acreditam que uma mistura das duas teorias explicaria de forma mais completa a origem da água em nosso planeta. Parte dela estaria aqui desde a formação do nosso planeta, e parte teria vindo depois, com os cometas e os asteroides. O que sabemos é que a água que bebemos e que faz parte do nosso corpo já esteve vagando pelo espaço muito antes da formação da Terra.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
(1) Finalidade.
(2) Condição.
(3) Consequência.
( ) A cidade ficou alagada, de modo que não podemos ir à escola hoje.
( ) Ele conseguirá passar no concurso, contanto que estude muito.
( ) Para que a fome e a miséria deixem de ser uma realidade em nosso país, o Governo deve combater as desigualdades sociais.
(1) Assunto.
(2) Meio.
(3) Posse.
(4) Lugar.
( ) São azuis os olhos de Érica.
( ) Voltaremos de avião.
( ) A professora perguntou: o que você tem a dizer sobre a leitura de Dom Casmurro?
( ) O novo restaurante fica a duas quadras do parque.


Leia o texto para responder à próxima questão.
Mal secreto. (Raimundo Correia).
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Se a cólera que espuma, a dor que mora
Na alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
Leia o texto para responder à próxima questão.
Mal secreto. (Raimundo Correia).
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Se a cólera que espuma, a dor que mora
Na alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
Leia o texto para responder à próxima questão.
Profissão de fé. (Carvalho Júnior).
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Odeio as virgens pálidas, cloróticas,
Beleza de missal que o Romantismo
Hidrófobo apregoa em peças góticas
Escritas nuns acessos de histerismo.
Sofismas de mulher, ilusões óticas,
Raquíticos abortos de lirismo,
Sonhos de carne, complexos eróticos,
Desfazem-se perante o Realismo.
Não se servem esses vagos ideais
Da fina transparência dos cristais;
Almas de santa e corpo de alfenim.
Prefiro a exuberância dos contornos,
As belezas da forma, seus adornos,
A saúde, a matéria, a vida enfim.
Não sabemos nos despedir
Guardamos a sensação de que não nos despedimos direito daqueles que amamos e que se foram. É como se não tivéssemos dito tudo, ou que precisávamos nos preparar melhor para o desenlace.
O abraço deveria ter sido mais apertado; as frases de efeito mais contundentes; o olhar mais banhado de lágrimas.
A impressão é que faltou um maior tempo, uma maior disposição, mas é natural se atrapalhar mesmo. Não estamos diante de um espelho, e sim de um rosto de verdade. Existe carência e incompetência em ambos os lados, no lado que fica morrendo de saudade e no lado que vai, morrendo de medo do desconhecido.
Amar é enfrentar a insuficiência no leito do hospital do parente ou do afeto. Significa a pior provação de nossa frágil condição: estabelecer um diálogo com sentido quando nada tem sentido.
A esperança nos faz engasgar. Como achar normal não mais enxergar aquela pessoa? Nenhum exercício mental é capaz de conter o tumulto do coração. O coração sai da boca, sai correndo do quarto para não sofrer, e o corpo permanece ali, na aparência, embasbacado, sentado na cadeira, não entendendo nada, não respeitando os limites e a mortalidade injusta de cada um.
Estamos tão assustados com a morte iminente que todo murmúrio parece ser insignificante. É uma impotência emocional difícil de se superar.
Como reduzir uma amizade em brevíssimos instantes? Como elaborar um epíteto?
E mais dói o fim quando, em vez de ampararmos quem está sofrendo, o doente é que nos consola dizendo para não nos entristecermos. Neste instante é que desabamos: com a surpreendente generosidade do nosso ente, mais preocupado conosco do que com ele.
Eu perdi a minha avó Elisa quando eu tinha sete anos. Muito cedo para uma criança formular o desaparecimento físico. Nenhuma história dos pais me satisfazia. Eu só consegui entregar um desenho para ela. E ela me perguntou quem era ela na ilustração: eu apontei para a árvore, para a casa, para os pássaros, para o chão, para as nuvens, para o sol, menos para ela desenhada ao lado de minha mãe. Porque ela era tudo para mim. Estaria sempre dentro de tudo para mim.
Fabrício Carpinejar. Disponível em: https://www.fabriciocarpinejar.com.br/naosabemos-nos-despedir
Leia o texto a seguir para responder à questão.
- Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.
Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiua, murmurando:
- Você e um bicho, Fabiano
Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
Chegara naquela situação medonha - e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.
- Um bicho, Fabiano.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 135. ed. [S. l.]: Record, 2003
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Lei obriga mulher a ver imagens de fetos antes de aborto legal em Maceió
A Câmara de Vereadores de Maceió promulgou ontem uma lei que obriga as mulheres que buscarem o serviço de aborto legal na rede municipal a ter encontros com equipes de saúde para ver vídeos, fotos e ilustrações de fetos e receber "orientações sobre riscos e as consequências" do procedimento.
O que diz a lei
• Segundo a lei, os estabelecimentos de saúde de Maceió estão "obrigados a orientar e esclarecer às gestantes sobre os riscos e as consequências do abortamento nos casos permitidos pela lei, quando estas optarem pelo procedimento na rede pública."
• O texto determina que equipes multiprofissionais devem ser capacitadas para atuar prestando "esclarecimentos" não só à mulher, mas também aos seus familiares, sobre os "riscos do procedimento e suas consequências físicas e psicológicas."
• Entre as "orientações" citadas, a lei obriga a uma apresentação "de forma detalhada e didática", "por meio de vídeos e imagens", dos "métodos utilizados para executar o aborto, se valendo, inclusive, de ilustrações, o desenvolvimento do feto semana a semana."
• A lei estabelece que é necessário apresentar à mulher o programa de adoção.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/2023/12/20/lei-obriga-mulher-a-ver-imagens-de-fetos-antes-deaborto-legal-em-maceio.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 12/11/2023.
Leia as afirmações a seguir a respeito da notícia apresentada:
I. A lei mencionada obriga mulheres que desejam fazer um aborto legal, na rede pública ou privada, a ouvirem orientações de profissionais da saúde acerca dos riscos enfrentados por quem se submete a esse procedimento.
II. A lei prevê a capacitação de equipes multiprofissionais para o atendimento tanto de mulheres que procuram o aborto legal na rede pública quanto de seus familiares.
III. As orientações previstas pela lei para as mulheres atendidas nos casos previstos vão desde imagens, vídeos até informações de caráter técnico-científico e apresentação de programa de adoção.
Assinale a alternativa correta:
A respeito do texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Ataques aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estão, muitas vezes, associados à transfobia e a uma suposta defesa de meninas e mulheres.
II. Identidades transmasculinas são tão atacadas quanto as transfemininas pelas políticas antigênero, sempre baseadas nas características biológicas da pessoa.
III. O critério biológico de definição da pessoa já foi utilizado para atacar indivíduos considerados “diferentes” em momentos distintos da história, culminando em segregação racial e negação de direitos desses indivíduos.
Assinale a alternativa correta.
Leia a crônica abaixo e responda a questão
Belo Horizonte, cidade dividida entre o azul celeste e o preto e branco, onde a paixão pelo futebol transcende rivalidades. De um lado, o Atlético Mineiro, Galo forte e vingador, cuja torcida transforma o Mineirão em um caldeirão fervente de emoções. Do outro, o Cruzeiro, Raposa astuta, que desliza pelo campo com a elegância de quem sabe que a história se constrói a cada toque de bola.
Nas tardes mineiras, quando o clássico se desenha no horizonte, as ruas se enchem de expectativa. É mais do que um jogo; é uma batalha pela supremacia na alma do estado. Os atleticanos entoam seus cânticos, os cruzeirenses respondem com orgulho, e o Mineirão se transforma em um palco onde a rivalidade se torna épica.
Cada lance, cada driblada, é como uma dança entre dois amantes que se conhecem tão bem, mas que nunca deixam de se surpreender. Os heróis surgem, e as tragédias se desenham em campo. O Atlético busca a vitória para provar que é o verdadeiro senhor de Minas, enquanto o Cruzeiro almeja a redenção e a oportunidade de pintar a cidade de azul mais uma vez.
Os clássicos entre Atlético Mineiro e Cruzeiro são mais do que eventos esportivos; são capítulos de uma saga que une e separa corações apaixonados. Na arquibancada, a festa é regada a emoções intensas, gritos de guerra e um amor que ultrapassa a barreira das cores. Belo Horizonte, cidade dividida, mas unida por uma paixão: o futebol que pulsa nos corações alvinegros e celestes, criando uma atmosfera única e eterna no cenário do esporte brasileiro.
Autor: Ricardo Menezes