Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3154787 Português
     Não faz muito tempo tínhamos três principais meios de tomar conhecimento das últimas notícias e fatos: jornais impressos, TVs e rádios. O jornalismo, que submetido a um Código de Ética que entende o “acesso à informação pública como um direito inerente à condição de vida em sociedade”, não deveria, nem poderia impedir este direito por nenhum tipo de interesse. Seguir o código é um dever de todo jornalista e isso inclui que a divulgação da informação deve ser precisa e correta.
     No caso das TVs e rádios, como concessões públicas de prazo determinado, estão submetidas a regras para que lhes seja garantida a autorização e possam explorar tais serviços. No entanto, sabemos que a linha editorial desses instrumentos de comunicação nem sempre mostra a verdade, ou são desprendidas de interesses financeiros ou de mercado, muito menos de viés ideológico. E pior, não dão o mesmo espaço para que outras opiniões possam se expressar. Imaginem se não tivéssemos código e regulação!
     De qualquer forma, antes da internet e das redes sociais, portanto, o acesso à informação existia, e com um cumprimento questionável, porém com mecanismos de execução e fiscalização. No entanto, o alcance de uma notícia correspondia a quem tinha acesso a esses meios, sendo que a TV aberta foi se constituindo, com o tempo, apoios institucionais e a facilitação da aquisição de aparelhos de TV, em uma fonte importante de informação nas diversas camadas sociais.
     A realidade mudou profundamente. Hoje, as pessoas continuam se informando pela TV, mas também se informam em grupos de WhatsApp e em redes sociais. Ao compartilharem os conteúdos que têm acesso fazem uma notícia, verdadeira ou não, alcançar milhões de outros usuários em pontos bem distantes do planeta. Produzem, postam e compartilham multiplicando falsas notícias, violências contra a dignidade humana, imagens não autorizadas, cometem crimes contra a democracia, contra as mulheres, contra o povo negro, contra a comunidade LGBT+, contra a saúde pública, provocam suicídios, automutilação principalmente em crianças e adolescentes, além de crimes de pedofilia, entre outros de violência e abuso sexual. Usam pessoas públicas de forma aética. As consequências, como temos observado, são devastadoras.
     Apesar disso, não há qualquer regulação que obrigue plataformas e usuários a terem um mínimo de obrigações para com a sociedade e responsabilidade sobre o que é veiculado. O marco civil foi um avanço para o Brasil, mas é insuficiente para enfrentar a terra sem lei que virou a internet.         
     Recentemente, o jornalista Pedro Bial, com quem me solidarizo, farto de exigir providências pelas vias normais, publicou um vídeo. Nele, acusa as plataformas de não coibir postagens de divulgação de um produto com sua imagem (deepfake) e sem qualquer autorização para tanto. As palavras dele são significativas do quanto é possível enganar, fraudar e lucrar neste espaço das big techs.
    Mas os malefícios não param por aí. Anúncios patrocinados no Instagram e no Facebook divulgam promoções de supostas marcas famosas e muitos compram sem nunca receber seus produtos. Sites duplicados, com preços irresistíveis, fazem dos consumidores alvos fáceis do golpe. A postagem patrocinada permanece circulando sem qualquer verificação de quem recebe por elas e sem responsabilização. Sobram prejuízos e desrespeito.
     O mundo debate este tema e já se discute a regulação da inteligência artificial, uma inovação que pode ser utilizada a favor ou contra as atividades humanas. Legislações avançadas começam a surgir para conter a marcha desenfreada da desinformação e dos crimes, mas o Brasil até agora se recusa a avançar, está muito atrasado e próximo de manter esta situação insustentável. Forças políticas de extrema direita e os fundamentalistas se somam ao lobby das grandes empresas e usam do ambiente desregulado para impedir a regulação, com argumentos que vão de “liberdade de expressão” à “censura das redes”, querem que apenas jornais, TVs e rádios tenham direitos e obrigações. Para a internet, apenas direitos e lucros exorbitantes à custa de reputações, vidas e distanciamento da realidade.
     É urgente garantir que a liberdade de expressão não seja confundida com liberdade para cometer crimes. Não podemos mais admitir que notícias falsas circulem com tanta facilidade e tenham um alcance absurdo. A internet veio para dar a todos a possibilidade de se informarem, obterem conhecimento, entretenimento e facilitação de estudo, pesquisa e trabalho.
   Que a informação precisa e correta esteja ao alcance de todos e todas. Que as fraudes, as mentiras e as violências estejam sujeitos à lei para que seja possível a punição. Eu também acuso e quero fazer parte da solução que fortaleça a democracia, a valorização dos seres humanos na sua diversidade, que fortaleça a cultura de paz e que supere a impunidade!

(FEGHALI, Jandira. ‘Eu acuso!’. Carta Capital, 2024.)
Para fundamentar seu ponto de vista, a articulista relata um fato ocorrido com o jornalista Pedro Bial. Trata-se de argumento:
Alternativas
Q3154503 Português

Todo texto argumentativo mostra uma tese e os argumentos que a defendem.


Assinale a frase em que o argumento apresentado é caracterizado como testemunho de autoridade.

Alternativas
Q3154498 Português
Assinale a frase em que a expressão é que está empregada para dar ênfase.
Alternativas
Q3154364 Português
…a Justiça sustenta numa das mãos a balança e que pesa o Direito, e na outra a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do Direito.
(Rudolf von Ihering. Metáfora da balança da Justiça.)
Sobre o texto acima, assinale a afirmativa incorreta
Alternativas
Q3154329 Português

Texto para responder a questão.



O menino está fora da paisagem



    O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. A miséria nos lembra que a desgraça existe e a morte também. Como quero esquecer a morte, prefiro não olhar o menino. Mas não me contenho e fico observando os movimentos do menino na rua. Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meio-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.


    Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. O menino mendigo vê tudo de baixo. Está na altura dos cachorros, dos sapatos, das pernas expostas dos aleijados. O ponto de vista do menino de rua é muito aguçado, pois ele percebe tudo que lhe possa ser útil ou perigoso. Ele não gosta de ideias abstratas. Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”.


    Se pudéssemos traçar uma linha reta de cada olhar do menino mendigo, teríamos bilhões de linhas para o lado, para baixo, para cima, para dentro, para fora, teríamos um grande painel de imagens. E todas ao rés-do-chão: uma latinha, um riozinho na sarjeta, um palitinho de sorvete, um passarinho na árvore, uma pipa, um urubu circulando no céu.


    Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.


    Antigamente não o víamos, mas ele sempre nos viu. Depois que começou o medo da violência, ele ficou mais visível. Ninguém fica insensível a ele. Mesmo em quem não o olha, ele nota um fremir quase imperceptível à sua presença. Ele percebe que provoca inquietação (medo, culpa, desgosto, ódio). Todos preferiam que ele não estivesse ali. Por quê? Ele não sabe. 


    Evitamos olhá-lo; mas ele tenta atrair nossa atenção, pois também quer ser desejado. Mas os olhares que recebe são fugidios, nervosos, de esguelha. 


    O menino de rua nos ameaça justamente pela fragilidade. Isso enlouquece as pessoas: têm medo do que atrai. Mais tarde, ele vai crescer... e aí? 


    O menino de rua tem mais coragem que seus lamentadores; ele não se acha símbolo de nada, nem prenúncio, nem ameaça. Está em casa, ali, na rua. Olhamos o pobrezinho parado no sinal fazendo um tristíssimo malabarismo com três bolinhas e sentimos culpa, pena, indignação.


    Todas nossas melhores recordações costumam ser da infância. Saudades da aurora da vida. O menino de rua estraga nossas memórias. Ele estraga a aurora de nossas vidas. Por isso, tentamos ignorá-lo ou o exterminamos.


(JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2. Adaptado.)

Segundo o texto, o menino de rua:
Alternativas
Q3154328 Português

Texto para responder a questão.



O menino está fora da paisagem



    O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. A miséria nos lembra que a desgraça existe e a morte também. Como quero esquecer a morte, prefiro não olhar o menino. Mas não me contenho e fico observando os movimentos do menino na rua. Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meio-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.


    Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. O menino mendigo vê tudo de baixo. Está na altura dos cachorros, dos sapatos, das pernas expostas dos aleijados. O ponto de vista do menino de rua é muito aguçado, pois ele percebe tudo que lhe possa ser útil ou perigoso. Ele não gosta de ideias abstratas. Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”.


    Se pudéssemos traçar uma linha reta de cada olhar do menino mendigo, teríamos bilhões de linhas para o lado, para baixo, para cima, para dentro, para fora, teríamos um grande painel de imagens. E todas ao rés-do-chão: uma latinha, um riozinho na sarjeta, um palitinho de sorvete, um passarinho na árvore, uma pipa, um urubu circulando no céu.


    Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.


    Antigamente não o víamos, mas ele sempre nos viu. Depois que começou o medo da violência, ele ficou mais visível. Ninguém fica insensível a ele. Mesmo em quem não o olha, ele nota um fremir quase imperceptível à sua presença. Ele percebe que provoca inquietação (medo, culpa, desgosto, ódio). Todos preferiam que ele não estivesse ali. Por quê? Ele não sabe. 


    Evitamos olhá-lo; mas ele tenta atrair nossa atenção, pois também quer ser desejado. Mas os olhares que recebe são fugidios, nervosos, de esguelha. 


    O menino de rua nos ameaça justamente pela fragilidade. Isso enlouquece as pessoas: têm medo do que atrai. Mais tarde, ele vai crescer... e aí? 


    O menino de rua tem mais coragem que seus lamentadores; ele não se acha símbolo de nada, nem prenúncio, nem ameaça. Está em casa, ali, na rua. Olhamos o pobrezinho parado no sinal fazendo um tristíssimo malabarismo com três bolinhas e sentimos culpa, pena, indignação.


    Todas nossas melhores recordações costumam ser da infância. Saudades da aurora da vida. O menino de rua estraga nossas memórias. Ele estraga a aurora de nossas vidas. Por isso, tentamos ignorá-lo ou o exterminamos.


(JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2. Adaptado.)

Trata-se de uma informação correta sobre o texto:
Alternativas
Q3154325 Português

Texto para responder a questão.



O menino está fora da paisagem



    O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. A miséria nos lembra que a desgraça existe e a morte também. Como quero esquecer a morte, prefiro não olhar o menino. Mas não me contenho e fico observando os movimentos do menino na rua. Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meio-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.


    Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. O menino mendigo vê tudo de baixo. Está na altura dos cachorros, dos sapatos, das pernas expostas dos aleijados. O ponto de vista do menino de rua é muito aguçado, pois ele percebe tudo que lhe possa ser útil ou perigoso. Ele não gosta de ideias abstratas. Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”.


    Se pudéssemos traçar uma linha reta de cada olhar do menino mendigo, teríamos bilhões de linhas para o lado, para baixo, para cima, para dentro, para fora, teríamos um grande painel de imagens. E todas ao rés-do-chão: uma latinha, um riozinho na sarjeta, um palitinho de sorvete, um passarinho na árvore, uma pipa, um urubu circulando no céu.


    Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.


    Antigamente não o víamos, mas ele sempre nos viu. Depois que começou o medo da violência, ele ficou mais visível. Ninguém fica insensível a ele. Mesmo em quem não o olha, ele nota um fremir quase imperceptível à sua presença. Ele percebe que provoca inquietação (medo, culpa, desgosto, ódio). Todos preferiam que ele não estivesse ali. Por quê? Ele não sabe. 


    Evitamos olhá-lo; mas ele tenta atrair nossa atenção, pois também quer ser desejado. Mas os olhares que recebe são fugidios, nervosos, de esguelha. 


    O menino de rua nos ameaça justamente pela fragilidade. Isso enlouquece as pessoas: têm medo do que atrai. Mais tarde, ele vai crescer... e aí? 


    O menino de rua tem mais coragem que seus lamentadores; ele não se acha símbolo de nada, nem prenúncio, nem ameaça. Está em casa, ali, na rua. Olhamos o pobrezinho parado no sinal fazendo um tristíssimo malabarismo com três bolinhas e sentimos culpa, pena, indignação.


    Todas nossas melhores recordações costumam ser da infância. Saudades da aurora da vida. O menino de rua estraga nossas memórias. Ele estraga a aurora de nossas vidas. Por isso, tentamos ignorá-lo ou o exterminamos.


(JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2. Adaptado.)

O entendimento bem-sucedido de um texto depende, também, da identificação das intenções pretendidas por esse texto. Sabe-se que todo texto se realiza com uma determinada finalidade, ou seja, tem um propósito comunicativo específico. A finalidade desse texto de Arnaldo Jabor é:
Alternativas
Q3154324 Português

Texto para responder a questão.



O menino está fora da paisagem



    O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. A miséria nos lembra que a desgraça existe e a morte também. Como quero esquecer a morte, prefiro não olhar o menino. Mas não me contenho e fico observando os movimentos do menino na rua. Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meio-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.


    Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. O menino mendigo vê tudo de baixo. Está na altura dos cachorros, dos sapatos, das pernas expostas dos aleijados. O ponto de vista do menino de rua é muito aguçado, pois ele percebe tudo que lhe possa ser útil ou perigoso. Ele não gosta de ideias abstratas. Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”.


    Se pudéssemos traçar uma linha reta de cada olhar do menino mendigo, teríamos bilhões de linhas para o lado, para baixo, para cima, para dentro, para fora, teríamos um grande painel de imagens. E todas ao rés-do-chão: uma latinha, um riozinho na sarjeta, um palitinho de sorvete, um passarinho na árvore, uma pipa, um urubu circulando no céu.


    Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.


    Antigamente não o víamos, mas ele sempre nos viu. Depois que começou o medo da violência, ele ficou mais visível. Ninguém fica insensível a ele. Mesmo em quem não o olha, ele nota um fremir quase imperceptível à sua presença. Ele percebe que provoca inquietação (medo, culpa, desgosto, ódio). Todos preferiam que ele não estivesse ali. Por quê? Ele não sabe. 


    Evitamos olhá-lo; mas ele tenta atrair nossa atenção, pois também quer ser desejado. Mas os olhares que recebe são fugidios, nervosos, de esguelha. 


    O menino de rua nos ameaça justamente pela fragilidade. Isso enlouquece as pessoas: têm medo do que atrai. Mais tarde, ele vai crescer... e aí? 


    O menino de rua tem mais coragem que seus lamentadores; ele não se acha símbolo de nada, nem prenúncio, nem ameaça. Está em casa, ali, na rua. Olhamos o pobrezinho parado no sinal fazendo um tristíssimo malabarismo com três bolinhas e sentimos culpa, pena, indignação.


    Todas nossas melhores recordações costumam ser da infância. Saudades da aurora da vida. O menino de rua estraga nossas memórias. Ele estraga a aurora de nossas vidas. Por isso, tentamos ignorá-lo ou o exterminamos.


(JABOR, A. O menino está fora da paisagem. O Estado de São Paulo, São Paulo, 14 abr. 2009. Caderno 2. Adaptado.)

O título, síntese precisa do texto, declara que “o menino está fora da paisagem”. São transcrições que contrariam tal informação, EXCETO:
Alternativas
Q3153990 Português
Analise o parágrafo a seguir.

Os regimes autoritários odeiam quem escreve, essa é a verdade. Ainda agora, nas vésperas do terceiro milênio, golpeiam com mão de ferro escritores e jornalistas, mantendo sua intransigência, como ocorria na Espanha de Franco.

Esse parágrafo mostra o seguinte desenvolvimento:
Alternativas
Q3153987 Português
Observe a descrição a seguir.

Tiradentes é uma cidade pequena e em sua parte mais antiga é calçada com pedras irregulares. As ruas são estreitas e tortuosas, as casas bem juntinhas e com amplos quintais. A praça central tem charme especial, com suas casas centenárias.

O processo descritivo empregado no texto é
Alternativas
Q3153981 Português
Observe o fragmento abaixo, que serve de introdução a um texto:

A fórmula da estabilidade política da democracia da Europa está na polarização equilibrada entre duas forças políticas: os social-democratas e os liberais.

Essa introdução apresenta o seguinte o esquema estrutural: 
Alternativas
Q3153980 Português

Analise o cartaz a seguir.




Imagem associada para resolução da questão



O cartaz mostra um protesto contra o bullying.

Sobre os termos e as imagens do cartaz, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q3153942 Português
Ao analisar o contexto organizacional, a ênfase sobre as tarefas levou os engenheiros americanos a simplificar cargos para obter o máximo de especialização de cada trabalhador: cada operário fica restrito a uma simples e específica tarefa que deve ser executada cíclica e repetitivamente para aumentar sua eficiência. Os cargos e tarefas são desempenhados para uma execução automatizada por parte do trabalhador: este deve fazer e não pensar ou decidir.

A simplicidade dos cargos permite que o ocupante aprenda rapidamente os métodos prescritos com um mínimo de treinamento. A simplicidade permite um controle e acompanhamento visual por parte do supervisor. Com isso, enfatiza-se o conceito de linha de montagem ou linha de produção: em vez de um operário executar uma tarefa complexa ao redor da matéria-prima, esta passa por uma linha móvel de produção na qual cada operário especializado executa sua tarefa específica na sequência. Assim, o trabalhador é uma máquina de produção.

Fonte: Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
Dentro do contexto definido pelo texto anterior, qual o papel do trabalhador?
Alternativas
Q3153941 Português
Ao analisar o contexto organizacional, a ênfase sobre as tarefas levou os engenheiros americanos a simplificar cargos para obter o máximo de especialização de cada trabalhador: cada operário fica restrito a uma simples e específica tarefa que deve ser executada cíclica e repetitivamente para aumentar sua eficiência. Os cargos e tarefas são desempenhados para uma execução automatizada por parte do trabalhador: este deve fazer e não pensar ou decidir.

A simplicidade dos cargos permite que o ocupante aprenda rapidamente os métodos prescritos com um mínimo de treinamento. A simplicidade permite um controle e acompanhamento visual por parte do supervisor. Com isso, enfatiza-se o conceito de linha de montagem ou linha de produção: em vez de um operário executar uma tarefa complexa ao redor da matéria-prima, esta passa por uma linha móvel de produção na qual cada operário especializado executa sua tarefa específica na sequência. Assim, o trabalhador é uma máquina de produção.

Fonte: Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
Dentre as variáveis abaixo, assinale a que representa o eixo do texto anterior.
Alternativas
Q3153940 Português
Ao analisar o contexto organizacional, a ênfase sobre as tarefas levou os engenheiros americanos a simplificar cargos para obter o máximo de especialização de cada trabalhador: cada operário fica restrito a uma simples e específica tarefa que deve ser executada cíclica e repetitivamente para aumentar sua eficiência. Os cargos e tarefas são desempenhados para uma execução automatizada por parte do trabalhador: este deve fazer e não pensar ou decidir.

A simplicidade dos cargos permite que o ocupante aprenda rapidamente os métodos prescritos com um mínimo de treinamento. A simplicidade permite um controle e acompanhamento visual por parte do supervisor. Com isso, enfatiza-se o conceito de linha de montagem ou linha de produção: em vez de um operário executar uma tarefa complexa ao redor da matéria-prima, esta passa por uma linha móvel de produção na qual cada operário especializado executa sua tarefa específica na sequência. Assim, o trabalhador é uma máquina de produção.

Fonte: Chiavenato, I. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
De acordo com o texto, quais foram os resultados decorrentes da ênfase sobre as tarefas?
Alternativas
Q3153698 Português
TEXTO 3

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

(DIAS, Antônio Gonçalves. Poemas de Gonçalves Dias. São Paulo: Cultrix, 2005.)
Nas duas estrofes do texto 3, é possível afirmar que o eu poético do texto transmite:
Alternativas
Q3153692 Português
TEXTO 1

A startup japonesa Yukai Engineering apresentou um robô portátil que resfria comidas e bebidas quentes para você.

Chamado de Nékojita FuFu, o robozinho foi desenvolvido para ajudar pessoas com alta sensibilidade ao calor, segundo a empresa.

Ele tem formato de gato e, por ser portátil, pode ser usado tanto em casa quanto fora, como em restaurantes.

O dispositivo utiliza um ventilador interno para gerar ar frio e conta com um algoritmo que controla o ritmo e a intensidade do sopro.

"O robô não apenas ajuda você a apreciar um café quente. Ele pode facilitar o consumo de sopa quente por idosos e reduzir o trabalho dos pais ao ajudar crianças a comerem com menos assistência", disse a empresa em comunicado.

Os testes feitos pela própria Yukai mostram que o dispositivo reduz a temperatura de água quente de 88°C para 71°C em até 5 minutos.

A ideia de criar o mini-robô surgiu durante um evento da Yukai Engineering, quando um líder da equipe comentou sobre a dificuldade de soprar a comida quente de seu bebê. Segundo ele, a prática o deixava frequentemente sem fôlego e tonto.

(REDAÇÃO do g1. 2025-startup-japonesa-lanca-robo-que-assopra-paraesfriar-comidas-e-bebidas-quentes-para-voce.ghtml. g1 INOVAÇÃO, São Paulo. Acesso em: 2 jan. 2025. Economia & Negócios, p. B1.)
São termos que se referem ao Nékojita Fufu no texto:
Alternativas
Q3153691 Português
TEXTO 1

A startup japonesa Yukai Engineering apresentou um robô portátil que resfria comidas e bebidas quentes para você.

Chamado de Nékojita FuFu, o robozinho foi desenvolvido para ajudar pessoas com alta sensibilidade ao calor, segundo a empresa.

Ele tem formato de gato e, por ser portátil, pode ser usado tanto em casa quanto fora, como em restaurantes.

O dispositivo utiliza um ventilador interno para gerar ar frio e conta com um algoritmo que controla o ritmo e a intensidade do sopro.

"O robô não apenas ajuda você a apreciar um café quente. Ele pode facilitar o consumo de sopa quente por idosos e reduzir o trabalho dos pais ao ajudar crianças a comerem com menos assistência", disse a empresa em comunicado.

Os testes feitos pela própria Yukai mostram que o dispositivo reduz a temperatura de água quente de 88°C para 71°C em até 5 minutos.

A ideia de criar o mini-robô surgiu durante um evento da Yukai Engineering, quando um líder da equipe comentou sobre a dificuldade de soprar a comida quente de seu bebê. Segundo ele, a prática o deixava frequentemente sem fôlego e tonto.

(REDAÇÃO do g1. 2025-startup-japonesa-lanca-robo-que-assopra-paraesfriar-comidas-e-bebidas-quentes-para-voce.ghtml. g1 INOVAÇÃO, São Paulo. Acesso em: 2 jan. 2025. Economia & Negócios, p. B1.)
Segundo o texto, qual a característica do robô que o torna portátil?
Alternativas
Q3153690 Português
TEXTO 1

A startup japonesa Yukai Engineering apresentou um robô portátil que resfria comidas e bebidas quentes para você.

Chamado de Nékojita FuFu, o robozinho foi desenvolvido para ajudar pessoas com alta sensibilidade ao calor, segundo a empresa.

Ele tem formato de gato e, por ser portátil, pode ser usado tanto em casa quanto fora, como em restaurantes.

O dispositivo utiliza um ventilador interno para gerar ar frio e conta com um algoritmo que controla o ritmo e a intensidade do sopro.

"O robô não apenas ajuda você a apreciar um café quente. Ele pode facilitar o consumo de sopa quente por idosos e reduzir o trabalho dos pais ao ajudar crianças a comerem com menos assistência", disse a empresa em comunicado.

Os testes feitos pela própria Yukai mostram que o dispositivo reduz a temperatura de água quente de 88°C para 71°C em até 5 minutos.

A ideia de criar o mini-robô surgiu durante um evento da Yukai Engineering, quando um líder da equipe comentou sobre a dificuldade de soprar a comida quente de seu bebê. Segundo ele, a prática o deixava frequentemente sem fôlego e tonto.

(REDAÇÃO do g1. 2025-startup-japonesa-lanca-robo-que-assopra-paraesfriar-comidas-e-bebidas-quentes-para-voce.ghtml. g1 INOVAÇÃO, São Paulo. Acesso em: 2 jan. 2025. Economia & Negócios, p. B1.)
Sobre o texto é correto afirmar que:
Alternativas
Q3153637 Português
TEXTO 2

Tecendo a Manhã Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

(Do autor. MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas. Rio de. Janeiro: Alfaguara, 2007. ______. A educação pela pedra e outros poemas.)
Estrutura repetitiva dos versos cria um ritmo que reflete:
Alternativas
Respostas
5161: D
5162: D
5163: D
5164: E
5165: B
5166: A
5167: A
5168: D
5169: B
5170: D
5171: C
5172: B
5173: A
5174: A
5175: C
5176: A
5177: A
5178: E
5179: C
5180: B