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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q2048641 Português
A liberdade e o consumo

    No plano intelectual, o tema da liberdade ocupa as melhores cabeças, desde Platão e Sócrates, passando por muitos outros. Como conciliar a liberdade com a inevitável ação restritiva do Estado? Como as liberdades essenciais se transformam em direitos do cidadão? Essas questões puseram em choque os melhores neurônios da filosofia, mas não foram as únicas a galvanizar controvérsias.
    Mas vivemos hoje em uma sociedade em que a maioria já não sofre agressões a essas liberdades tão vitais, cuja conquista ou reconquista desencadeou descomunais energias físicas e intelectuais. Nosso apetite pela liberdade se aburguesou. Foi atraído (corrompido?) pelas tentações da sociedade de consumo.
    O que é percebido como liberdade para um pacato cidadão contemporâneo que vota, fala o que quer, vive sob o manto da lei (ainda que capenga) e tem direito de mover-se livremente?
    O primeiro templo da liberdade burguesa é o supermercado. Em que pesem as angustiantes restrições do contracheque, são as prateleiras abundantemente supridas que satisfazem a liberdade do consumo (não faz muitas décadas, nas prateleiras dos nossos armazéns ora faltava manteiga, ora leite, ora feijão). Não houve ideal comunista que resistisse às tentações do supermercado.
     A segunda liberdade moderna é o transporte próprio. BMW ou bicicleta, o que conta é a sensação de poder sentar-se ao veículo e resolver em que direção partir. Podemos até não ir a lugar algum, mas é gostoso saber que há um veículo parado à porta, concedendo permanentemente a liberdade de ir, seja aonde for..
    A terceira liberdade é a televisão. É a janela para o mundo. É a liberdade de escolher os canais (restritos em países totalitários), de ver um programa imbecil ou um jogo, ou estar tão perto das notícias quanto um presidente da República. É estar próximo de reis, heróis, criminosos, superatletas ou cafajestes metamorfoseados em apresentadores de TV.
    Uma ''liberdade'' recente é o telefone celular. É o gostinho todo especial de ser capaz de falar com qualquer pessoa, em qualquer momento, onde quer que se esteja. Importante? Para algumas pessoas é uma revolução no cotidiano e na profissão. Para outras, é apenas o prazer de saber que a distância não mais cerceia a comunicação, por boba que seja.
    Há ainda uma última liberdade, mais nova, ainda elitizada: a internet e o correio eletrônico. É um correio sem as peripécias e demoras do carteiro, instantâneo, e que está a nosso dispor, onde quer que estejamos, onde se compra e vende, consomem-se filosofia e pornografia, arte e empulhação.
    Causa certo desconforto intelectual ver substituídas por objetos de consumo as discussões filosóficas sobre liberdade e o heroísmo dos atos que levaram à sua preservação em múltiplos domínios da existência humana. Mas assim é a nossa natureza, só nos preocupamos com o que não temos ou com o que está ameaçado. Se há um consolo nisso, ele está no saber que a preeminência de nossas liberdades consumistas marca a vitória de havermos conquistado as outras liberdades mais vitais.

Cláudio de Moura Castro - Veja 1712
De acordo com o Texto I, qual opção está de acordo com a nossa natureza?
Alternativas
Q2042202 Português
A gata que mudou a vida de uma pequena autista

           Na Inglaterra, a menininha de nome Iris Grace Halmshaw, 5 anos, vivia em um lindo jardim, entre flores coloridas, árvores, luz do sol, tintas e pincéis. Adorava contemplar a natureza ao lado da gatinha Thula, sua melhor amiga. Vestindo sua capa (um tecido adaptado por sua mãe), a menina pintava por horas a fio. Tinha um dom especial: tão novinha, passou a criar lindas paisagens, elogiadíssimas por amantes das artes.
            Contudo, em seu universo lúdico e único, Iris é portadora de autismo, diagnóstico que recebeu em 2011, aos 2 anos. O transtorno é uma desordem neurológica incurável, que pode prejudicar a capacidade de interagir com o mundo.
              Educada em casa, Iris Grace começou a pintar em 2013, incentivada por seus pais, que inventaram sessões de arte para estimular a concentração e a fala, tentando seguir o currículo nacional de educação no Reino Unido. A ideia era proporcionar uma atividade que distraísse a filha e a ajudasse a tentar se comunicar, uma das ferramentas da chamada arteterapia. O que aconteceu pouco depois foi surpreendente. Pinturas extraordinárias para uma criança (e até um adulto comum) tomaram forma. Era o olhar da menina autista para os habitantes de seu mundo encantado, repleto de natureza e música clássica – Iris se acalma ouvindo música, desde quando era um bebê, conhece todos os instrumentos de uma orquestra e adora o violino, em especial (ela já tem um).
              Em fevereiro de 2014, um novo personagem passou a fazer parte da vida de Iris – e a mudá-la para sempre, aliviando seu isolamento. Thula, com pouco mais de 2 anos de idade, é uma gatinha inteligente e gentil. “Thula baixou a ansiedade de Iris e a mantém calma. Ao mesmo tempo, a encoraja a ser mais sociável”, contou a mãe da menina. Depois da chegada da gatinha, a menina passou a pronunciar pequenas frases como: “Sente-se, gata!”. Havia meses que a família procurava por um animal terapêutico. Tentou, em vão, cavalos, cachorros (Iris odiava ser lambida e a hiperatividade do cão a deixava muito nervosa) e até mesmo gatos, mas percebeu que ainda não tinha encontrado o companheiro certo até a pequena conhecer Thula.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/... - adaptado 
Segundo o texto, analisar os itens abaixo:
I - Iris só consegue pintar ouvindo música clássica. II - A menina possui um violino, instrumento o qual já aprendeu a tocar. III - A chegada da gatinha Thula fez muito bem a Iris, que, inclusive, já chega a pronunciar frases de comando à bichana. Além disso, Thula a mantém calma, coisa que a menina não conseguiu em experiência com cães.
Alternativas
Q2042201 Português
A gata que mudou a vida de uma pequena autista

           Na Inglaterra, a menininha de nome Iris Grace Halmshaw, 5 anos, vivia em um lindo jardim, entre flores coloridas, árvores, luz do sol, tintas e pincéis. Adorava contemplar a natureza ao lado da gatinha Thula, sua melhor amiga. Vestindo sua capa (um tecido adaptado por sua mãe), a menina pintava por horas a fio. Tinha um dom especial: tão novinha, passou a criar lindas paisagens, elogiadíssimas por amantes das artes.
            Contudo, em seu universo lúdico e único, Iris é portadora de autismo, diagnóstico que recebeu em 2011, aos 2 anos. O transtorno é uma desordem neurológica incurável, que pode prejudicar a capacidade de interagir com o mundo.
              Educada em casa, Iris Grace começou a pintar em 2013, incentivada por seus pais, que inventaram sessões de arte para estimular a concentração e a fala, tentando seguir o currículo nacional de educação no Reino Unido. A ideia era proporcionar uma atividade que distraísse a filha e a ajudasse a tentar se comunicar, uma das ferramentas da chamada arteterapia. O que aconteceu pouco depois foi surpreendente. Pinturas extraordinárias para uma criança (e até um adulto comum) tomaram forma. Era o olhar da menina autista para os habitantes de seu mundo encantado, repleto de natureza e música clássica – Iris se acalma ouvindo música, desde quando era um bebê, conhece todos os instrumentos de uma orquestra e adora o violino, em especial (ela já tem um).
              Em fevereiro de 2014, um novo personagem passou a fazer parte da vida de Iris – e a mudá-la para sempre, aliviando seu isolamento. Thula, com pouco mais de 2 anos de idade, é uma gatinha inteligente e gentil. “Thula baixou a ansiedade de Iris e a mantém calma. Ao mesmo tempo, a encoraja a ser mais sociável”, contou a mãe da menina. Depois da chegada da gatinha, a menina passou a pronunciar pequenas frases como: “Sente-se, gata!”. Havia meses que a família procurava por um animal terapêutico. Tentou, em vão, cavalos, cachorros (Iris odiava ser lambida e a hiperatividade do cão a deixava muito nervosa) e até mesmo gatos, mas percebeu que ainda não tinha encontrado o companheiro certo até a pequena conhecer Thula.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/... - adaptado 
De acordo com o texto, analisar a sentença abaixo:
A menina Iris Grace sofre de autismo desde os 2 anos de idade, condição neurológica que a impede de andar. Por esse motivo, dedica as suas atividades à pintura de quadros (1ª parte). Iris pinta por iniciativa de seus pais, que viram nessa atividade a possibilidade de melhoria da condição neurológica da filha. Dessa forma, inscreveram-na em um curso de arteterapia, que desenvolve capacidades cognitivas nas crianças com autismo, por meio da pintura (2ª parte).

A sentença está: 
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038238 Português
O uso da forma verbal “poderíamos” (linha 29) indica, em relação ao momento em que o discurso é proferido e à descrição dos sentimentos de Malala quando estudava em uma escola, respectivamente:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038237 Português
Releia o enunciado a seguir.
Em minha casa, no vale Swat, no norte do Paquistão, eu sempre adorei ir à escola e aprender coisas novas” (linhas 22-23).

        A posição dos adjuntos adverbiais destacados imprime ao enunciado um sentido diferente daquele percebido caso os adjuntos estivessem em sua posição sintática convencional. Com base nisso, analise os enunciados a seguir.

I.   Normalmente, as crianças gostam de frequentar a escola. II.  No Paquistão, a igualdade de gêneros ainda não acontece. III. Devido ao mau tempo, muitas crianças não foram à escola. IV. Entre 8h e 10h, haverá uma palestra sobre os limites das crianças.

O mesmo fenômeno observado no enunciado do texto 2 ocorre apenas nos enunciados: 
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038235 Português
Analise, nas quatro ocorrências a seguir, a função da expressão sublinhada.


I. “Tenho percebido que as pessoas me descrevem de várias maneiras. Algumas se referem a mim como a menina que foi baleada pelo Talibã” (texto 2, linhas 15-16).
II. A violência do grupo Talibã é feroz, particularmente com as adolescentes paquistanesas; muitas já sofreram atentados. A menina que foi baleada pelo Talibã jamais esquece a experiência de brutalidade sofrida.
III. Não conheço Malala Yousafzai, mas no jornal falaram que é uma menina que foi baleada pelo Talibã.
IV. Ontem, à noite, alguém teve o mesmo destino de Malala. Soube de mais uma menina que foi baleada pelo Talibã.


A mesma expressão, presente nos quatro enunciados, apresenta uma gradação quanto a sua especificidade. Assinale a alternativa que apresenta a gradação correta, considerando que o grau máximo de especificidade corresponde a um indivíduo especificado e reconhecido como tal, e o grau mínimo corresponde ao conjunto de indivíduos pertencentes a uma classe. 
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038234 Português
Os dois últimos parágrafos do texto têm como função desenvolver a ideia central de que “A educação é uma das bênçãos da vida – e uma de suas necessidades” (linha 21). A partir do desenvolvimento apresentado, conclui-se corretamente, que, nesse contexto, a essência da educação equivale a: 
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038233 Português
Em seu discurso, Malala evidencia que existe um posicionamento oposto ao seu quando emprega a expressão:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038232 Português
Malala imprime tom de bom humor em seu discurso quando:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038231 Português
A referência a Malala Yousafzai como “A Prêmio Nobel” (linha 17) é possível porque se estabelece uma relação entre:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038230 Português
Assinale a alternativa em que, de acordo com as relações construídas pelo texto, o processo expresso no primeiro enunciado é uma condição para a ocorrência do processo expresso no segundo enunciado.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2015 - UFC - Locutor |
Q2038229 Português
A comparação entre os textos permite compreender corretamente que: 
Alternativas
Q2038226 Português
De acordo com o Dicionário Houaiss eletrônico, os significados da palavra “calculista” são:

I.   diz-se de ou aquele que faz cálculos. II. diz-se de ou indivíduo que, de maneira fria, é interesseiro, cobiçoso, egoísta.


Após a leitura do texto, conclui-se corretamente que o sentido dessa palavra, no título:
Alternativas
Q2038225 Português
O adjetivo que exprime uma conclusão decorrente de informação anteriormente apresentada é:
Alternativas
Q2038223 Português
A lógica demográfica (linhas 29-30) de que trata o texto estabelece uma relação entre:
Alternativas
Q2038222 Português
Tomando como base o conteúdo do texto, assinale a alternativa que apresenta uma relação correta entre tese e justificativa.
Alternativas
Q2038221 Português
Releia os enunciados a seguir.
I. “gerações de meninas criadas de forma mais igualitária” (linhas 04-05). II. “vêm caindo as barreiras” (linha 08). III. “os pais querem que elas se sintam satisfeitas e tenham prestígio profissional, seja em que área for” (linhas 15-16).


A relação entre os três enunciados, de acordo com o texto, é corretamente descrita da seguinte forma: 
Alternativas
Q2038220 Português
Assinale a alternativa que corresponde, no texto original, ao excerto que foi substituído pela lacuna da linha 04.
Alternativas
Q2038219 Português
Os excertos “O impacto é sentido na sociedade inteira” (linha 07) e “Torna-se importante entender como vêm caindo as barreiras” (linha 08) contêm as ideias nucleares do texto, que são justificadas, respectivamente: 
Alternativas
Q2036086 Português
       Por herança da evolução, o homem tem uma tendência a se concentrar no que pode dar errado. Nas cavernas do Pleistoceno, gerava mais descendentes quem tinha medo de ataques e antecipava problemas. A ansiedade garantiu nossa sobrevivência, mas nos faz enxergar a realidade de um jeito enviesado. Nos aterrorizamos com ameaças mesmo quando há motivos para ficarmos tranquilos.
        É perfeitamente racional ser otimista em momentos ruins. Tome como exemplo os anos 80, quando o Brasil teve sua pior crise econômica. A economia decepcionava, mas vivíamos uma pequena revolução da medicina. Até aquela década, era preciso lidar com gastrites e úlceras a vida inteira. O escritor Nelson Rodrigues acordava todas as madrugadas para amestrar a úlcera com mingau. Então um laboratório farmacêutico criou um remédio simples que inibe a produção de ácido gástrico. Úlceras que, antes duravam décadas, hoje são resolvidas com omeprazol, em poucos dias – a um custo de poucos reais.

(Lendro Narloch. Fique tranquilo e aproveite. Veja.com. Adaptado)
Segundo o autor,
Alternativas
Respostas
42521: C
42522: C
42523: D
42524: A
42525: B
42526: C
42527: E
42528: B
42529: D
42530: E
42531: A
42532: C
42533: C
42534: E
42535: C
42536: A
42537: E
42538: B
42539: D
42540: E