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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 52.328 questões

Q601581 Português
O texto a seguir servirá de base para a questão:

Mas, como é que ele tão sereno, tão lúcido, empregara sua vida, gastara o seu tempo, envelhecera atrás de tal quimera? Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
O excerto acima pertence a qual romance e foi escrito por qual autor? 
Alternativas
Q600737 Português

Um brasileiro no coração das trevas

N° Edição: 2320 | 09.Mai.14 - 20:50 | Atualizado em 28.Out.15 - 17:51

Por Yan Boechat ([email protected]) (textos e fotos), enviado especial ao Congo


As primeiras horas da manhã da quinta-feira 17 de abril estavam especialmente quentes na densa floresta que serve de fronteira natural entre a República Democrática do Congo e Uganda. Antes de se embrenhar pela vereda de terra entre as árvores, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz retirou o colete à prova de balas e o capacete. “Se algo acontecer, é preciso ser ágil,” explicou. O caminho é perigoso, as emboscadas são comuns. O general tinha usado esse equipamento de mais de 15 quilos, capaz de segurar balas de fuzil AK-47, durante todo o trajeto de 40 quilômetros entre o batalhão da ONU na cidade de Beni e a trilha que o levaria a uma base rebelde conquistada pelo Exército congolês uma semana antes.

Santos Cruz vestia a farda camuflada das Forças Armadas brasileiras. No ombro esquerdo, a bandeira do Brasil. No direito, a palavra comandos, que em todo o mundo militar carrega o mesmo significado: ali está um soldado das tropas de elite, um cara durão, preparado para sobreviver na adversidade. Três pequenas estrelas costuradas nas pontas do colarinho o distinguem como um general de divisão. Além do FAL, o fuzil usado pelo Exército brasileiro há quase três décadas, Santos Cruz levava uma pistola Glock 9mm no coldre colado à coxa direita.

À medida que avançava, o acesso no terreno úmido da floresta tropical a poucos quilômetros ao sul da linha do Equador ia se estreitando. O sol logo desapareceu sob a copa das árvores. Santos Cruz teve a sensação de que estava na Amazônia. “É igual ao Brasil, não muda nada”, disse. Na longa marcha até a principal base conquistada do grupo inimigo, a paisagem dava ideia de como havia sido o combate: troncos perfurados por tiros, árvores derrubadas pelo impacto das RPGs, o chão coberto por um tapete metálico de cápsulas deflagradas. Cartazes escritos à mão indicavam a localização de minas e explosivos. Um pouco mais adiante, covas rasas ao lado da trilha ainda exalavam o cheiro forte dos corpos recém-enterrados pelos vencedores? Muitos foram queimados, outros enterramos aqui mesmo, é menos trabalho?, explicou um soldado congolês ao lado do amontoado de terra fofa onde as moscas tentavam encontrar caminho para chegar aos restos putrefatos dos inimigos.

Foram três horas de uma caminhada tensa. Com os rebeldes ainda a poucos quilômetros dali, o risco de uma emboscada não recomendava pausas para descanso. A tropa só parou ao chegar a Medina, um vilarejo improvisado no meio da floresta que o grupo radical islâmico ADF usava como uma de suas maiores bases no Congo. Logo começaram a surgir da floresta centenas de soldados. Sujos e cansados, carregando colares de munição e armamento pesado, eles saudavam Santos Cruz. 

Pela primeira vez, viam naquele front de batalha um militar tão graduado da ONU. O general brasileiro apertou a mão dos oficiais que combateram os rebeldes islâmicos. Aos soldados, distribuiu cigarros congoleses baratos, comprados a US$ 1 o maço.


http://www.istoe.com.br/reportagens/362169_UM+BRASILEIRO+NO+CORAC

AO+DAS+TREVAS, acesso em 07 de Nov. de 2015.

O General Cruz, durante o percurso durante na floresta:
Alternativas
Q600736 Português

Um brasileiro no coração das trevas

N° Edição: 2320 | 09.Mai.14 - 20:50 | Atualizado em 28.Out.15 - 17:51

Por Yan Boechat ([email protected]) (textos e fotos), enviado especial ao Congo


As primeiras horas da manhã da quinta-feira 17 de abril estavam especialmente quentes na densa floresta que serve de fronteira natural entre a República Democrática do Congo e Uganda. Antes de se embrenhar pela vereda de terra entre as árvores, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz retirou o colete à prova de balas e o capacete. “Se algo acontecer, é preciso ser ágil,” explicou. O caminho é perigoso, as emboscadas são comuns. O general tinha usado esse equipamento de mais de 15 quilos, capaz de segurar balas de fuzil AK-47, durante todo o trajeto de 40 quilômetros entre o batalhão da ONU na cidade de Beni e a trilha que o levaria a uma base rebelde conquistada pelo Exército congolês uma semana antes.

Santos Cruz vestia a farda camuflada das Forças Armadas brasileiras. No ombro esquerdo, a bandeira do Brasil. No direito, a palavra comandos, que em todo o mundo militar carrega o mesmo significado: ali está um soldado das tropas de elite, um cara durão, preparado para sobreviver na adversidade. Três pequenas estrelas costuradas nas pontas do colarinho o distinguem como um general de divisão. Além do FAL, o fuzil usado pelo Exército brasileiro há quase três décadas, Santos Cruz levava uma pistola Glock 9mm no coldre colado à coxa direita.

À medida que avançava, o acesso no terreno úmido da floresta tropical a poucos quilômetros ao sul da linha do Equador ia se estreitando. O sol logo desapareceu sob a copa das árvores. Santos Cruz teve a sensação de que estava na Amazônia. “É igual ao Brasil, não muda nada”, disse. Na longa marcha até a principal base conquistada do grupo inimigo, a paisagem dava ideia de como havia sido o combate: troncos perfurados por tiros, árvores derrubadas pelo impacto das RPGs, o chão coberto por um tapete metálico de cápsulas deflagradas. Cartazes escritos à mão indicavam a localização de minas e explosivos. Um pouco mais adiante, covas rasas ao lado da trilha ainda exalavam o cheiro forte dos corpos recém-enterrados pelos vencedores? Muitos foram queimados, outros enterramos aqui mesmo, é menos trabalho?, explicou um soldado congolês ao lado do amontoado de terra fofa onde as moscas tentavam encontrar caminho para chegar aos restos putrefatos dos inimigos.

Foram três horas de uma caminhada tensa. Com os rebeldes ainda a poucos quilômetros dali, o risco de uma emboscada não recomendava pausas para descanso. A tropa só parou ao chegar a Medina, um vilarejo improvisado no meio da floresta que o grupo radical islâmico ADF usava como uma de suas maiores bases no Congo. Logo começaram a surgir da floresta centenas de soldados. Sujos e cansados, carregando colares de munição e armamento pesado, eles saudavam Santos Cruz. 

Pela primeira vez, viam naquele front de batalha um militar tão graduado da ONU. O general brasileiro apertou a mão dos oficiais que combateram os rebeldes islâmicos. Aos soldados, distribuiu cigarros congoleses baratos, comprados a US$ 1 o maço.


http://www.istoe.com.br/reportagens/362169_UM+BRASILEIRO+NO+CORAC

AO+DAS+TREVAS, acesso em 07 de Nov. de 2015.

O título “Um brasileiro no coração das trevas" refere à:
Alternativas
Q600546 Português

Quase todo mundo já viu esta cena, ao vivo ou na televisão: nuvens de fumaça tingem de cinza o céu da Amazônia no auge da estação das queimadas, entre agosto e outubro, a época mais seca do ano na região. Nesse período, por falta de visibilidade, microscópicas partículas decorrentes da combustão da vegetação, chamadas de aerossóis, turvam de forma tão marcante o firmamento que aeroportos de capitais como Rio Branco e Porto Velho fecham constantemente para pousos e decolagens. Num dia especialmente opaco, um falso, lento - e lindo - pôr-do-sol pode começar ao meio-dia e se arrastar por horas. Tudo por causa da sombra de aerossóis que paira sobre partes significativas da Amazônia quando o homem usa uma das formas mais primitivas e poluidoras de limpar e preparar a terra para o cultivo, o fogo.

(Pivetta Marcos. Sombras sobre a floresta. In: Pesquisa FABESP, n°86, p.31 - adaptado)

Assinale a opção em que a relação de causa e consequência corresponde às ideias do texto.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: CRO-SP Prova: VUNESP - 2015 - CRO-SP - Bibliotecário |
Q2813847 Português

Sobre o descritor do Vocabulário Controlado DeCS indicado a seguir, é possível afirmar que


DeCS


Descritor Inglês:

Surgery, Oral

Descritor Espanhol:

Cirugía Bucal

Descritor Português:

Cirurgia Bucal

Sinônimos Português:

Cirurgia Maxilofacial

Exodontia

Categoria:

E06.892

H02.163.876.886

Definição Português:

Especialidade dentária preocupada com o diagnóstico e tratamento cirúrgico de doenças, lesões e defeitos da região oral e maxilofacial humana.

Nota de

Indexação Português:

Especialidade de terapia cirúrgica de doenças, traumatismos e defeitos do tecido mole da boca & arcada osseodentária; não confunda com DENTÍSTICA OPERATÓRIA: para restaurar a função do dente; não indexe aqui cirurgia craniomaxilofacial; use em lugar ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS; veja também nota em PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS BUCAIS

Relacionados Português:

Dentística Operatória

Procedimentos Cirúrgicos Bucais

Qualificadores Permitidos

Português:

CL classificação

CT contraindicações

EC economia

ED educação

NU enfermagem

SN estatística & dados numéricos

HI história

IS instrumentação

LJ legislação & jurisprudência

MT métodos

ST normas

OG organização & administração

PX psicologia

RH reabilitação

MA recursos humanos

TD tendências

UT utilização

ES ética


Alternativas
Q2796459 Português

Texto para as questões de 01 a 03.


Somos todos poliglotas

Nós todos falamos o português, mas cada grupo usa a sua modalidade. Como cada brasileiro pertence a vários grupos, isso quer dizer que somos poliglotas, embora falemos o mesmo idioma. Quando se está numa roda ou quando se conversa com o chefe, as falas são bem diferentes. Por mais que se conheça a norma culta da língua, não é usual a pessoa chegar ao balcão de um bar e dizer:

— Dê-me uma xícara de café, por favor!

Ela acaba dizendo: — Me dê (ou me dá) um café, por favor!

A consciência de que há várias modalidades de uso da língua, o jovem deve adquiri-la na escola. Nenhum professor de Português tem o direito de dizer ao aluno que vai lhe ensinar o certo e desvalorizar a modalidade que o aluno traz de seu meio.

Em reuniões de bairro, das quais já participei muito, os analfabetos eram sempre mais participativos, falavam e davam seus palpites, sem medo de errar. As pessoas que passaram pelos bancos escolares eram mais tímidas, tinham receio de falar “abobrinhas” ou de cometer erros. Como já disse um filósofo francês, quando quer, um professor reprime mais que um batalhão de policiais, porque um educador repressor deixa suas marcas no interior das pessoas. (...)

Todos nós sabemos falar o português, como sabemos usar a água. Ninguém precisa saber que a água é composta de H2O para matar a sua sede, nem que a frase tem sujeito e predicado para se comunicar. Porém, saber Química propicia o melhor uso da água, assim como saber o funcionamento da gramática da língua portuguesa dá maior domínio ao usuário no manejo dessa língua. Apropriar-se dessa habilidade deve ser meta de todo estudante, pois é uma forma de libertar-se, já que não há nada mais revolucionário do que uma pessoa que sabe manejar bem as palavras.


Hélio Consolaro. Disponível in: http://www.portrasdasletras.com.br.

Acesso em 24/05/2006. Adaptado.

Está implícita, no texto, a seguinte ideia:

Alternativas
Q2795837 Português

Texto para as questões de 01 a 03.


Somos todos poliglotas

Nós todos falamos o português, mas cada grupo usa a sua modalidade. Como cada brasileiro pertence a vários grupos, isso quer dizer que somos poliglotas, embora falemos o mesmo idioma. Quando se está numa roda ou quando se conversa com o chefe, as falas são bem diferentes. Por mais que se conheça a norma culta da língua, não é usual a pessoa chegar ao balcão de um bar e dizer:

— Dê-me uma xícara de café, por favor!

Ela acaba dizendo: — Me dê (ou me dá) um café, por favor!

A consciência de que há várias modalidades de uso da língua, o jovem deve adquiri-la na escola. Nenhum professor de Português tem o direito de dizer ao aluno que vai lhe ensinar o certo e desvalorizar a modalidade que o aluno traz de seu meio.

Em reuniões de bairro, das quais já participei muito, os analfabetos eram sempre mais participativos, falavam e davam seus palpites, sem medo de errar. As pessoas que passaram pelos bancos escolares eram mais tímidas, tinham receio de falar “abobrinhas” ou de cometer erros. Como já disse um filósofo francês, quando quer, um professor reprime mais que um batalhão de policiais, porque um educador repressor deixa suas marcas no interior das pessoas. (...)

Todos nós sabemos falar o português, como sabemos usar a água. Ninguém precisa saber que a água é composta de H2O para matar a sua sede, nem que a frase tem sujeito e predicado para se comunicar. Porém, saber Química propicia o melhor uso da água, assim como saber o funcionamento da gramática da língua portuguesa dá maior domínio ao usuário no manejo dessa língua. Apropriar-se dessa habilidade deve ser meta de todo estudante, pois é uma forma de libertar-se, já que não há nada mais revolucionário do que uma pessoa que sabe manejar bem as palavras.


Hélio Consolaro. Disponível in: http://www.portrasdasletras.com.br.

Acesso em 24/05/2006. Adaptado.

De acordo com o texto, o que nos faz poliglotas é o fato de:

Alternativas
Q2793835 Português

AS ARAPUCAS DA GRAFIA

Por Josué Machado. Adaptado de: http://revistalingua.uol.com.br/textos/112/as-arapucas-da-grafia338198-1.asp Acesso em: 29 mar 2015.


A revista de circulação nacional manteve na Europa por anos um correspondente que escrevia magnificamente bem. Dados precisos, texto encadeado, elegante. Perfeito, não fosse o fato de suas reportagens chegarem temperadas por palavras como "gazolina"; "acessor" (por "assessor"); "excessão" (exceção); "obcessão" (obsessão), etc. Fora as gozações, que já tinha grafado "gosações", não havia o que fazer, pois as qualidades de repórter e redator suplantavam de longe os escorregões. Sofria de deficiência muito específica, que não o tornava menos respeitado pelos colegas.

Isso ocorreu antes do advento dos computadores com corretores de grafia. Os erros da grafia nos textos do correspondente servem para provar que esse é o aspecto menos importante da redação, embora desvios ortográficos causem estranheza e em geral estejam ligados à falta de escolaridade e leitura. Pois não há dúvida - dizem os sábios - de que é com leitura que se gravam na mente as estruturas da língua e, claro, o vocabulário e a grafia. É preciso ler, portanto. E escrever.

Sempre. Quem não puder enfrentar o texto de autores considerados bons, os clássicos ou nem tanto, que leia os ruins [...].

Tudo serve para melhorar o vocabulário e fixar os blocos estruturais da língua. Haverá quem veja tais conselhos com reserva, mas é melhor ler textos medíocres do que não ler nenhum. A percepção visual de uma palavra costuma ser produtiva. E talvez o começo pela leitura mais fácil e ruim seja um estímulo para chegar à boa. É uma esperança.

Esperanças à parte, a maioria das pessoas que comete espalhafatosos erros de grafia quase certamente tem pouca familiaridade com leitura e língua escrita. Como demonstram levantamentos feitos por escolas e empresas. Algumas, aliás, estão adotando o ditado para selecionar (ou eliminar) candidatos a emprego. Como se fazia no 1o grau da escola antiga. De todo modo, melhor que o ditado não seja o filtro final de escolha, porque muita gente capaz de escrever bem, como nosso correspondente, pode claudicar na grafia. Verdade que ele era um caso raro, mas pode haver surpresas.

Quanto aos recursos de construção de sentido do texto, analise as assertivas a seguir:


I. O predomínio de verbos no pretérito perfeito, no primeiro parágrafo, reforçam a ideia de ações que se repetiam, ou seja, ações não concluídas no passado.

II. As aspas empregadas no primeiro parágrafo têm, todas, a mesma função.

III. A redação do texto é parcial, deixando clara a opinião do autor em relação ao tema sobre o qual escreve.

IV. Todas as ocorrências de parênteses no texto isolam informações que poderiam ser omitidas sem prejuízo à intencionalidade do autor ou ao sentido do texto.


Assinale a alternativa que contém a análise correta das assertivas:

Alternativas
Q2793834 Português

AS ARAPUCAS DA GRAFIA

Por Josué Machado. Adaptado de: http://revistalingua.uol.com.br/textos/112/as-arapucas-da-grafia338198-1.asp Acesso em: 29 mar 2015.


A revista de circulação nacional manteve na Europa por anos um correspondente que escrevia magnificamente bem. Dados precisos, texto encadeado, elegante. Perfeito, não fosse o fato de suas reportagens chegarem temperadas por palavras como "gazolina"; "acessor" (por "assessor"); "excessão" (exceção); "obcessão" (obsessão), etc. Fora as gozações, que já tinha grafado "gosações", não havia o que fazer, pois as qualidades de repórter e redator suplantavam de longe os escorregões. Sofria de deficiência muito específica, que não o tornava menos respeitado pelos colegas.

Isso ocorreu antes do advento dos computadores com corretores de grafia. Os erros da grafia nos textos do correspondente servem para provar que esse é o aspecto menos importante da redação, embora desvios ortográficos causem estranheza e em geral estejam ligados à falta de escolaridade e leitura. Pois não há dúvida - dizem os sábios - de que é com leitura que se gravam na mente as estruturas da língua e, claro, o vocabulário e a grafia. É preciso ler, portanto. E escrever.

Sempre. Quem não puder enfrentar o texto de autores considerados bons, os clássicos ou nem tanto, que leia os ruins [...].

Tudo serve para melhorar o vocabulário e fixar os blocos estruturais da língua. Haverá quem veja tais conselhos com reserva, mas é melhor ler textos medíocres do que não ler nenhum. A percepção visual de uma palavra costuma ser produtiva. E talvez o começo pela leitura mais fácil e ruim seja um estímulo para chegar à boa. É uma esperança.

Esperanças à parte, a maioria das pessoas que comete espalhafatosos erros de grafia quase certamente tem pouca familiaridade com leitura e língua escrita. Como demonstram levantamentos feitos por escolas e empresas. Algumas, aliás, estão adotando o ditado para selecionar (ou eliminar) candidatos a emprego. Como se fazia no 1o grau da escola antiga. De todo modo, melhor que o ditado não seja o filtro final de escolha, porque muita gente capaz de escrever bem, como nosso correspondente, pode claudicar na grafia. Verdade que ele era um caso raro, mas pode haver surpresas.

O primeiro parágrafo põe em contraste duas características do escritor ao qual o texto se refere. Assinale a alternativa que contenha corretamente essas características, na mesma ordem em que são evidenciadas no texto.

Alternativas
Q2793007 Português

AS ARAPUCAS DA GRAFIA

Por Josué Machado. Adaptado de: http://revistalingua.uol.com.br/textos/112/as-arapucas-da-grafia338198-1.asp Acesso em: 29 mar 2015.


A revista de circulação nacional manteve na Europa por anos um correspondente que escrevia magnificamente bem. Dados precisos, texto encadeado, elegante. Perfeito, não fosse o fato de suas reportagens chegarem temperadas por palavras como "gazolina"; "acessor" (por "assessor"); "excessão" (exceção); "obcessão" (obsessão), etc. Fora as gozações, que já tinha grafado "gosações", não havia o que fazer, pois as qualidades de repórter e redator suplantavam de longe os escorregões. Sofria de deficiência muito específica, que não o tornava menos respeitado pelos colegas.

Isso ocorreu antes do advento dos computadores com corretores de grafia. Os erros da grafia nos textos do correspondente servem para provar que esse é o aspecto menos importante da redação, embora desvios ortográficos causem estranheza e em geral estejam ligados à falta de escolaridade e leitura. Pois não há dúvida - dizem os sábios - de que é com leitura que se gravam na mente as estruturas da língua e, claro, o vocabulário e a grafia. É preciso ler, portanto. E escrever.

Sempre. Quem não puder enfrentar o texto de autores considerados bons, os clássicos ou nem tanto, que leia os ruins [...].

Tudo serve para melhorar o vocabulário e fixar os blocos estruturais da língua. Haverá quem veja tais conselhos com reserva, mas é melhor ler textos medíocres do que não ler nenhum. A percepção visual de uma palavra costuma ser produtiva. E talvez o começo pela leitura mais fácil e ruim seja um estímulo para chegar à boa. É uma esperança.

Esperanças à parte, a maioria das pessoas que comete espalhafatosos erros de grafia quase certamente tem pouca familiaridade com leitura e língua escrita. Como demonstram levantamentos feitos por escolas e empresas. Algumas, aliás, estão adotando o ditado para selecionar (ou eliminar) candidatos a emprego. Como se fazia no 1o grau da escola antiga. De todo modo, melhor que o ditado não seja o filtro final de escolha, porque muita gente capaz de escrever bem, como nosso correspondente, pode claudicar na grafia. Verdade que ele era um caso raro, mas pode haver surpresas.

Assinale a alternativa correta. O autor, nesse texto, defende a ideia de que:

Alternativas
Q2716547 Português

Considere as orações:


I. Podem haver problemas no final do jogo.

II. A maioria dos estudiosos concorda com esse ponto de vista.


De acordo com a norma culta:

Alternativas
Q2716539 Português

Texto para as questões 01 a 03.


QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo

Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

Que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes

Que não tinha entrado na história.


(ANDRADE, Carlos Drummond. Reunião.Rio de Janeiro.José Olympio, 1980.p. 191)

No encadeamento dos desencontros amorosos, a sequência só tem fim com Lili , que mão amava ninguém. Apesar disso, ela foi a única que se casou, e com uma pessoa que não fazia parte do grupo. Considerando essa observação, julgue ( C) certa ou (E) errada as afirmações abaixo:


( ) A utilização de nomes incompletos para identificar as pessoas leva a uma generalização , ou seja, tais pessoas são representativas de muitas outras, que também já passaram por uma experiência frustrante no amor.

( ) Lili não amava ninguém,mas se casou com alguém identificado pelo sobrenome.Dessa situação pode-se deduzir um atitude crítica e irônica do autor em relação aos interesses que muitas vezes levam ao casamento.

( ) O poema defende o ponto de vista de que , se a pessoa deseja casar-se,não deve amar.


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2716538 Português

Texto para as questões 01 a 03.


QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo

Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

Que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes

Que não tinha entrado na história.


(ANDRADE, Carlos Drummond. Reunião.Rio de Janeiro.José Olympio, 1980.p. 191)

O poema apresenta a visão de que o amor nunca dá certo, pois sempre se ama a pessoa errada. Marque a alternativa que mostra qual a relação entre essa concepção de amor e a dança da quadrilha.

Alternativas
Q2716474 Português

Texto para as questões 01 a 03.


QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo

Que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

Que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes

Que não tinha entrado na história.


(ANDRADE, Carlos Drummond. Reunião.Rio de Janeiro.José Olympio, 1980.p. 191)

O poema retrata um problema comum nos relacionamentos amorosos.

Alternativas
Q2181967 Português
        Para avaliar a importância da diversidade nas cidades, é preciso entender a extensão de sua conceituação. Seu significado vai desde a mistura de usos e atividades até a existência de uma grande variedade de estruturas urbanas e a garantia do direito à cidade pelos mais diversos grupos sociais.
      Esse conceito contraria o modelo de planejamento voltado à segregação de áreas homogêneas no tecido urbano. O encorajamento do pluralismo, em busca da diversidade, pode, de fato, ser mais um ativo importante do que uma ameaça.
        Estabelecer mecanismos que permitam às pessoas dos mais variados grupos étnicos e sociais terem direitos iguais aos espaços da cidade vai além da eficiência urbana e equidade. Conduz à urbanidade. A diversidade tem sido apontada como fator essencial para o funcionamento, o crescimento econômico e a atratividade das cidades.
        Para alguns pesquisadores, a diversidade deve ser focada nos espaços públicos, tornando cada área residencial um microcosmo da cidade, enfatizando-se a importância de prover espaços que ofereçam elevados níveis de interação entre as pessoas dos mais diferentes espectros sociais.
           Todavia, outras formas de diversidade são igualmente importantes no desenvolvimento urbano.
       As metrópoles de hoje estão se desenvolvendo rapidamente em cidades criativas, principalmente no que diz respeito às suas funções e ao capital humano. Elas são socialmente diversificadas como resultado da intensificação da migração e das diferenças socioeconômicas, revelando, ainda, múltiplas dimensões da identidade individual.
         A convivência com a diversidade, que toca em várias áreas da vida urbana, embora se constitua em um enorme desafio, ao mesmo tempo pode ser um recurso significativo das cidades contemporâneas.
    Portanto, embora seja importante descobrir caminhos para planejar a cidade plural, não menos importante é encontrar ferramentas que possam medir essa diversidade, de tal forma que ela possa ser avaliada e comparada em suas várias regiões.

(Claudio Bernardes. Opinião. Folha de S.Paulo, 03.08.2015)
Assinale a alternativa em que as informações se organizam em relação de causa e consequência.
Alternativas
Q2181963 Português
Imagem associada para resolução da questão

Em norma-padrão da língua portuguesa e em conformidade com os sentidos da tira, a resposta da mulher à pergunta “O que ensinou a ele?” poderia ser:
Alternativas
Q2181962 Português

Imagem associada para resolução da questão

A fala da mulher permite inferir que, ao treinar o cão, ela pretendeu

Alternativas
Q2133926 Português

Leia o poema para responder à questão.


Soneto Sentimental à Cidade de São Paulo

Ó cidade tão lírica e tão fria!

Mercenária, que importa – basta! – importa

Que à noite, quando te repousas morta

Lenta e cruel te envolve uma agonia


Não te amo à luz plácida do dia

Amo-te quando a neblina te transporta

Nesse momento, amante, abres-me a porta

E eu te possuo nua e frígida.


Sinto como a tua íris fosforeja

Entre um poema, um riso e uma cerveja

E que mal há se o lar onde se espera


Traz saudade de alguma Baviera

Se a poesia é tua, e em cada mesa

Há um pecador morrendo de beleza?

(Vinicius de Moraes, Poemas esparsos. 2008)

Ao descrever a cidade, o eu lírico vale-se de termos e expressões em sentido
Alternativas
Q2124196 Português
Em qual desses objetivos, constantes dos PCN, evidencia-se a importância do ensino de língua portuguesa, levando-se em conta a teoria dos gêneros textuais?
Alternativas
Q2124191 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


O Exemplar e o Correto 


BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, p. 51-52.

Este trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha, extraído de http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ bv000292.pdf (acesso em 16/07/2015) “E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo” apresenta estreita relação argumentativa com que excerto do texto de Bechara?
Alternativas
Respostas
42461: D
42462: B
42463: C
42464: E
42465: D
42466: C
42467: A
42468: A
42469: B
42470: D
42471: B
42472: D
42473: B
42474: B
42475: C
42476: A
42477: B
42478: D
42479: A
42480: D