Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q2050175 Português

                                        

Uma análise do processo de compreensão da charge acima nos leva às seguintes conclusões:
1) é fundamental que o leitor recupere nessa charge alusões a elementos de um texto anterior. 2) o entendimento do texto supõe conhecimentos compartilhados entre autor e leitor. 3) os elementos não verbais assumem nessa charge um peso basicamente marginal. 4) o título da charge sugere estar em jogo, por exemplo, práticas comuns às associações políticas.

Estão corretas:
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Q2050169 Português

TEXTO 3


Já que praticamente todas as nossas ações diárias mais significativas estão revestidas de linguagem, é importante saber algo sobre o seu funcionamento. E esse funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos damos conta de sua complexidade.

Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas, pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo inconsciente.

Por outro lado, as atividades sociais e cognitivas marcadas pela linguagem são sempre colaborativas e não atos individuais. Por isso, seguidamente operam como fontes de mal-entendidos. Como seres produtores de sentidos, não somos tão lineares e transparentes quanto seria de desejar, e a compreensão humana depende da cooperação mútua. Sendo uma atividade de produção de sentidos colaborativa, a compreensão não é um simples ato de identificação de informações, mas uma construção de sentidos com base em atividades inferenciais.

Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio, e esse é um aspecto notável quanto à produção de sentido.

Tal concepção teórica traz consequências, como, por exemplo, as seguintes: a) entender um texto não equivale a entender palavras ou frases; b) entender as frases ou as palavras é vê-las em um contexto maior; c) entender é produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos; d) entender um texto demanda uma relação de vários outros tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na superfície do texto.

(Luís Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Editora Parábola, Record, 2008, p. 233. Adaptado). 

No Texto 3, na elaboração do último parágrafo, o autor se valeu de recursos que facilitaram a identificação dos pontos mais pertinentes, como se mostra nos comentários abaixo.
1) O autor optou por discriminar o conteúdo geral proposto em tópicos distintos, marcados explicitamente. 2) A repetição do termo ‘entender’ sinaliza a continuidade temática do parágrafo. 3) O início do parágrafo está formulado de modo a preparar o leitor para as distinções que serão pontuadas.

Está(ão) corretos os comentários feitos em: 
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Q2050058 Português
Respeitai-vos uns aos outros

Stephen Kanitz

    “Amai-vos uns aos outros” (João 13,34) é um comando religioso claro e inequívoco, mais conhecido do que os dez mandamentos. É um mandamento exigente, difícil de cumprir. Se a paz mundial depender da incorporação desse valor, o futuro não será muito otimista. Estamos nestes 2.000 anos caminhando no sentindo inverso, a cada dia que passa.
    Não sou estudioso de religião. Portanto, aceitem esses comentários com as devidas reservas. Minha singela observação é repetir o que todo administrador constata em sua vida secular: metas muito elevadas acabam tendo um efeito contrário ao que se deseja. Talvez seja isso o que está acontecendo no mundo cristão, a meta é ambiciosa demais.
    Ou, talvez, alguém ____ 2.000 anos ___________________ tenha errado na tradução do hebraico. Em vez de “Amai-vos uns aos outros”, a tradução correta deveria ter sido “Respeitai-vos uns aos outros”. Um mandamento mais brando, mais fácil, é um bom começo para voos mais altos.
     Respeitar as nossas diferenças como seres humanos, nossas culturas, nossas religiões e nossos tiques individuais é bem diferente de amar a cultura, a religião, e os tiques nervosos do próximo. Posso perfeitamente respeitar uma pessoa diferente e estranha, embora nunca pretenda amá-la.
    Não vejo como alguém criado com preconceitos possa passar ____ amar seu concidadão, um salto quântico impossível. Mas ensinar nossos jovens a pelo menos respeitar o negro, o oriental, o gay é uma meta mais factível do que amá-los.
    Nunca ouvi um líder negro exigir ou pedir o amor dos brancos. O que ouvimos das lideranças negras é um pedido de mais respeito, alguns chegam a exigir “um mínimo de respeito”.
    A que ponto chegamos! ________ não tentamos criar uma sociedade em que ______ o “máximo” de respeito e deixamos o amor para os jovens apaixonados?
    Teólogos ortodoxos irão argumentar que ser cristão é para quem pode, não para quem quer. Padrões éticos e religiosos são para ser seguidos e não relaxados, só _________ ninguém consegue cumpri-los. Seria um desastre reduzir o nível ético só para aumentar o número de devotos, algo que muitas religiões estão fazendo. Mas não deixa de ser um desastre a falta generalizada de respeito mútuo que o mundo atravessa hoje.
    Um dos empresários mais bem-sucedidos do Brasil, Rolim Amaro, um amigo de quem sinto uma enorme saudade, nasceu extremamente pobre. Ele me confessou que o pior da pobreza não era a fome, o frio nem as privações materiais. “O pior é o desrespeito. O desrespeito dos mais ricos, dos funcionários públicos, da classe média arrogante.”
    Ninguém é pobre porque quer. A pobreza já rebaixa muito a autoestima e reforça essa condição de pobreza. E a última coisa de que um pobre precisa é ter de aturar o desrespeito dos outros. Trate um pobre com respeito e você estará de imediato aumentando sua autoestima, o que é um início da solução de seus problemas.
    Quem não aceita acumular riqueza e poupança para a velhice é intelectual de universidade, que curiosamente tem um salário e aposentadoria integral garantidos.
    O Brasil vem sendo governado por oligarquias intolerantes e intelectuais arrogantes que não respeitam nem ouvem a opinião de ninguém. Não é por acaso que nossa autoestima como nação está lá _____________ e a arrogância dos donos do poder está lá em cima.
    Governos que não respeitam a opinião de seus cidadãos acabam com populações que não respeitam seus governos. É o fim da democracia. Vamos começar o ano com uma meta mais light, menos exigente.
    Vamos começar respeitando-nos uns aos outros.
    Feliz ano novo, com todo o respeito.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que: 
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Q2048803 Português
PROJETO SONHO BRASILEIRO ANALISA PERFIL DO JOVEM

    Os jovens de 18 a 24 anos apresentam orgulho em ser brasileiros e otimismo quanto ao futuro do país, de acordo com Projeto Sonho Brasileiro, divulgado nesta segunda-feira (13), pela Box1824, empresa com atuação no mapeamento de tendências de comportamento. A nova geração demonstra também um comportamento mais coletivo e atuante na sociedade.
    89% dos jovens disseram ter orgulho do país, enquanto 11% afirmaram ter vergonha. E 75% pensam que o Brasil está mudando para melhor. De acordo com Gabriel Milanez, sociólogo, o resultado reflete dois aspectos: “Pelo viés interno, o Brasil está melhor do que no passado, é um lugar onde as coisas são possíveis; e pelo lado externo, o mundo está reconhecendo o país”, diz.
    Entre os quesitos de projeção, somente o confronto entre ética e corrupção é pessimista. 43% dos participantes analisam que a nação estará mais próxima da corrupção nos próximos anos do que da ética, que ficou com 38%.
     De acordo com o projeto, a nova juventude [...] foge de conceitos como bipolarização e acredita, 92%, em ações pequenas que aos poucos vão transformando a realidade das pessoas.
     A “Brasília política”, como denominam a “política velha”, já não diz muito para eles, em um cenário em que 59% afirmam não ter partidos políticos e 83% analisam que os políticos se afastaram da essência da atividade da política.
    Essa postura também reflete no universo do consumo, em um quadro que os jovens consideram de demanda elevada, como explica Milanez. “O consumo para eles é uma atitude política. Têm uma visão mais crítica das empresas e cobram um papel social delas. Eles não esperam marcas que se posicionem pelo discurso, mas que ajam. E transparência é uma palavra muito forte, no âmbito do governo ou das empresas”.
    A pesquisa chegou também ao que se denominou de “transformadores” ou “jovens-pontes”, pessoas que se caracterizam por agir nas mais diversas áreas, seja em projetos socioeducativos, de cultura ou economia comunitária.
    “Todos eles acreditam que estão transformando a sociedade. Se pegarmos essas micro revoluções teremos um impacto muito grande”, defere Carla Mayumi, sócia da Box1824. 8% dos entrevistados se encaixam nesse perfil, o que significa dois milhões de jovens; se aplicado o percentual ao total de brasileiros com faixa etária de 18 a 24, cerca de 26 milhões, segundo dados do IBGE.
    A pesquisa, na fase quantitativa realizada pelo Datafolha, entrevistou 1784 pessoas de 173 cidades em 23 estados do Brasil, com perfis sociais distintos, das classes A a E.
    Na fase qualitativa, foram entrevistados jovens das classes A, B e C que residem nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. [...]

Marcos Bomfim (disponível em http://exame.abril.com.br/)
Sobre o texto, é INCORRETO afirmar que 
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Q2047805 Português
Aquiraz constitui importante núcleo de população do Ceará, tendo-se em vista, sobretudo, a circunstância de ter sido a primeira vila da Capitania, criada por despacho datado de 13 de fevereiro de 1699, por ordem de El-Rei de Portugal. Uma das fortes razões pela qual se criou o primeiro município do Ceará foi a de que, com ela e com suas autoridades constituídas, El-Rei mantinha o seu propósito de por termo às insolências e aos desmandos que, aqui, eram perpetrados pelos capitães-mores, senhores absolutos. Em 1910, a vila recebe a denominação de São José do Ribamar do Aquiraz, devendo-se isso à transferência da sede do município para a localidade do Aquiraz. Por volta de 1726, aportam no Ceará os padres João Guedes, Manuel Batista, Felix Capelli e Irmão Manuel da Luz. Eram jesuítas e vinham com a missão de levantar um hospício para a residência de dez padres da congregação. As terras do hospício foram doadas em escritura de 14 de março de 1727, pelo coronel João de Barros Braga, que as comprou ao coronel Manoel Rodrigues de Sousa, herdeiro de Manoel Fonseca Leitão. Este as comprara ao primeiro donatário Estevão Velho de Moura, fundador do sitio Aquiraz.
O referido “HOSPÍCIO”, no linguajar da época, significava:
Alternativas
Q2047767 Português
PROJETO SONHO BRASILEIRO ANALISA PERFIL DO JOVEM

          Os jovens de 18 a 24 anos apresentam orgulho em ser brasileiros e otimismo quanto ao futuro do país, de acordo com Projeto Sonho Brasileiro, divulgado nesta segunda-feira (13), pela Box1824, empresa com atuação no mapeamento de tendências de comportamento. A nova geração demonstra também um comportamento mais coletivo e atuante na sociedade.
            89% dos jovens disseram ter orgulho do país, enquanto 11% afirmaram ter vergonha. E 75% pensam que o Brasil está mudando para melhor. De acordo com Gabriel Milanez, sociólogo, o resultado reflete dois aspectos: “Pelo viés interno, o Brasil está melhor do que no passado, é um lugar onde as coisas são possíveis; e pelo lado externo, o mundo está reconhecendo o país”, diz.
        Entre os quesitos de projeção, somente o confronto entre ética e corrupção é pessimista. 43% dos participantes analisam que a nação estará mais próxima da corrupção nos próximos anos do que da ética, que ficou com 38%.
          De acordo com o projeto, a nova juventude [...] foge de conceitos como bipolarização e acredita, 92%, em ações pequenas que aos poucos vão transformando a realidade das pessoas.
         A “Brasília política”, como denominam a “política velha”, já não diz muito para eles, em um cenário em que 59% afirmam não ter partidos políticos e 83% analisam que os políticos se afastaram da essência da atividade da política.
       Essa postura também reflete no universo do consumo, em um quadro que os jovens consideram de demanda elevada, como explica Milanez. “O consumo para eles é uma atitude política. Têm uma visão mais crítica das empresas e cobram um papel social delas. Eles não esperam marcas que se posicionem pelo discurso, mas que ajam. E transparência é uma palavra muito forte, no âmbito do governo ou das empresas”.
        A pesquisa chegou também ao que se denominou de “transformadores” ou “jovens-pontes”, pessoas que se caracterizam por agir nas mais diversas áreas, seja em projetos socioeducativos, de cultura ou economia comunitária.
        “Todos eles acreditam que estão transformando a sociedade. Se pegarmos essas micro revoluções teremos um impacto muito grande”, defere Carla Mayumi, sócia da Box1824. 8% dos entrevistados se encaixam nesse perfil, o que significa dois milhões de jovens; se aplicado o percentual ao total de brasileiros com faixa etária de 18 a 24, cerca de 26 milhões, segundo dados do IBGE.
           A pesquisa, na fase quantitativa realizada pelo Datafolha, entrevistou 1784 pessoas de 173 cidades em 23 estados do Brasil, com perfis sociais distintos, das classes A a E.
           Na fase qualitativa, foram entrevistados jovens das classes A, B e C que residem nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. [...]

Marcos Bomfim (disponível em http://exame.abril.com.br/)
Em relação ao texto, marque a opção INCORRETA.
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Q2047528 Português
TUDO SE TRANSFORMA

    Um dos maiores problemas do planeta Terra é a produção de lixo. Ele não serve para nada, certo? Nada disso. Tudo aquilo que jogamos fora pode ser reaproveitado. Os restos de alimentos são adubos naturais: quando cascas, folhas e outros restos de alimentos são enterrados, eles se decompõem em matéria orgânica e alimentam as plantas.
    O lixo sintético também não é simplesmente sucata. Ele pode ser separado e reaproveitado por um processo chamado reciclagem. Papéis, plásticos, vidros e latas são materiais que podem ser reutilizados.
    Por exemplo, podemos separar os copos de iogurte, as garrafas e as latinhas de refrigerante, os papéis das embalagens de doces e levar tudo isso para os grandes latões de lixo reciclável que existem espalhados pela cidade.
     “Se reciclar é legal, aproveitar é melhor ainda! Você sabia que o desperdício de alimentos do Brasil é um verdadeiro tesouro jogado fora? Não?”
    Cerca de 35% do lixo coletado poderia ser reciclado ou reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo. Ou seja, 70% da poluição do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo! Isso se chama RECICLAGEM, a maneira mais inteligente de dar adeus ao lixo!
    Na reciclagem, o lixo é tratado como matéria-prima que será reaproveitada para fazer novos produtos. Olha só quantas vantagens a danada tem: diminui a quantidade de lixo que vai para os lixões, os recursos naturais são poupados, reduz a poluição, além de gerar empregos!
    Mas como fazer isso em cidades que têm milhões de habitantes? Porque para reciclar, é preciso primeiro separar os tipos de lixo. E para separar, é preciso adotar um sistema um pouco caro, chamado Coleta Seletiva de Lixo.
    Nesse sistema, o material orgânico é separado do lixo feito de plástico, papel e vidro, que são materiais reaproveitáveis. É por isso que em alguns lugares da cidade a gente encontra aquelas latonas coloridas de lixo: cada cor representa um material reciclável. E cada um deles tem um processo diferente de reciclagem.
    Parece tudo igual, mas não é. O lixo pode ser orgânico (restos de comida, plantas mortas), e inorgânico (plástico, vidro, metal, papel), mas cada um tem o seu "cantinho" na sociedade em que a gente vive:

- Domiciliar: são as latinhas de refrigerante, as caixinhas de leite, os restos de comida, as cascas de frutas, enfim, tudo o que é consumido em casa.
- Comercial: papéis de escritório, canetas... tudo o que é utilizado nas empresas.
- Hospitalar: restos de material orgânico e de cirurgias, produzido em hospitais e clínicas veterinárias. Todo cuidado com ele, pois pode conter material contaminado!
- Industrial: lixo que vem das indústrias, como embalagens, produtos químicos, etc.
- Público: lixo recolhido das ruas (dentro e fora dos cestos de lixo).
- Especial: são os entulhos e os materiais altamente tóxicos. 
Conforme o texto, o desperdício de alimentos do Brasil é:
Alternativas
Q2047527 Português
TUDO SE TRANSFORMA

    Um dos maiores problemas do planeta Terra é a produção de lixo. Ele não serve para nada, certo? Nada disso. Tudo aquilo que jogamos fora pode ser reaproveitado. Os restos de alimentos são adubos naturais: quando cascas, folhas e outros restos de alimentos são enterrados, eles se decompõem em matéria orgânica e alimentam as plantas.
    O lixo sintético também não é simplesmente sucata. Ele pode ser separado e reaproveitado por um processo chamado reciclagem. Papéis, plásticos, vidros e latas são materiais que podem ser reutilizados.
    Por exemplo, podemos separar os copos de iogurte, as garrafas e as latinhas de refrigerante, os papéis das embalagens de doces e levar tudo isso para os grandes latões de lixo reciclável que existem espalhados pela cidade.
     “Se reciclar é legal, aproveitar é melhor ainda! Você sabia que o desperdício de alimentos do Brasil é um verdadeiro tesouro jogado fora? Não?”
    Cerca de 35% do lixo coletado poderia ser reciclado ou reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo. Ou seja, 70% da poluição do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo! Isso se chama RECICLAGEM, a maneira mais inteligente de dar adeus ao lixo!
    Na reciclagem, o lixo é tratado como matéria-prima que será reaproveitada para fazer novos produtos. Olha só quantas vantagens a danada tem: diminui a quantidade de lixo que vai para os lixões, os recursos naturais são poupados, reduz a poluição, além de gerar empregos!
    Mas como fazer isso em cidades que têm milhões de habitantes? Porque para reciclar, é preciso primeiro separar os tipos de lixo. E para separar, é preciso adotar um sistema um pouco caro, chamado Coleta Seletiva de Lixo.
    Nesse sistema, o material orgânico é separado do lixo feito de plástico, papel e vidro, que são materiais reaproveitáveis. É por isso que em alguns lugares da cidade a gente encontra aquelas latonas coloridas de lixo: cada cor representa um material reciclável. E cada um deles tem um processo diferente de reciclagem.
    Parece tudo igual, mas não é. O lixo pode ser orgânico (restos de comida, plantas mortas), e inorgânico (plástico, vidro, metal, papel), mas cada um tem o seu "cantinho" na sociedade em que a gente vive:

- Domiciliar: são as latinhas de refrigerante, as caixinhas de leite, os restos de comida, as cascas de frutas, enfim, tudo o que é consumido em casa.
- Comercial: papéis de escritório, canetas... tudo o que é utilizado nas empresas.
- Hospitalar: restos de material orgânico e de cirurgias, produzido em hospitais e clínicas veterinárias. Todo cuidado com ele, pois pode conter material contaminado!
- Industrial: lixo que vem das indústrias, como embalagens, produtos químicos, etc.
- Público: lixo recolhido das ruas (dentro e fora dos cestos de lixo).
- Especial: são os entulhos e os materiais altamente tóxicos. 
Os latões de lixos recicláveis são divididos em:
Alternativas
Q2047526 Português
TUDO SE TRANSFORMA

    Um dos maiores problemas do planeta Terra é a produção de lixo. Ele não serve para nada, certo? Nada disso. Tudo aquilo que jogamos fora pode ser reaproveitado. Os restos de alimentos são adubos naturais: quando cascas, folhas e outros restos de alimentos são enterrados, eles se decompõem em matéria orgânica e alimentam as plantas.
    O lixo sintético também não é simplesmente sucata. Ele pode ser separado e reaproveitado por um processo chamado reciclagem. Papéis, plásticos, vidros e latas são materiais que podem ser reutilizados.
    Por exemplo, podemos separar os copos de iogurte, as garrafas e as latinhas de refrigerante, os papéis das embalagens de doces e levar tudo isso para os grandes latões de lixo reciclável que existem espalhados pela cidade.
     “Se reciclar é legal, aproveitar é melhor ainda! Você sabia que o desperdício de alimentos do Brasil é um verdadeiro tesouro jogado fora? Não?”
    Cerca de 35% do lixo coletado poderia ser reciclado ou reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo. Ou seja, 70% da poluição do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo! Isso se chama RECICLAGEM, a maneira mais inteligente de dar adeus ao lixo!
    Na reciclagem, o lixo é tratado como matéria-prima que será reaproveitada para fazer novos produtos. Olha só quantas vantagens a danada tem: diminui a quantidade de lixo que vai para os lixões, os recursos naturais são poupados, reduz a poluição, além de gerar empregos!
    Mas como fazer isso em cidades que têm milhões de habitantes? Porque para reciclar, é preciso primeiro separar os tipos de lixo. E para separar, é preciso adotar um sistema um pouco caro, chamado Coleta Seletiva de Lixo.
    Nesse sistema, o material orgânico é separado do lixo feito de plástico, papel e vidro, que são materiais reaproveitáveis. É por isso que em alguns lugares da cidade a gente encontra aquelas latonas coloridas de lixo: cada cor representa um material reciclável. E cada um deles tem um processo diferente de reciclagem.
    Parece tudo igual, mas não é. O lixo pode ser orgânico (restos de comida, plantas mortas), e inorgânico (plástico, vidro, metal, papel), mas cada um tem o seu "cantinho" na sociedade em que a gente vive:

- Domiciliar: são as latinhas de refrigerante, as caixinhas de leite, os restos de comida, as cascas de frutas, enfim, tudo o que é consumido em casa.
- Comercial: papéis de escritório, canetas... tudo o que é utilizado nas empresas.
- Hospitalar: restos de material orgânico e de cirurgias, produzido em hospitais e clínicas veterinárias. Todo cuidado com ele, pois pode conter material contaminado!
- Industrial: lixo que vem das indústrias, como embalagens, produtos químicos, etc.
- Público: lixo recolhido das ruas (dentro e fora dos cestos de lixo).
- Especial: são os entulhos e os materiais altamente tóxicos. 
O que significa lixo sintético?
Alternativas
Q2045200 Português
Leia a tirinha para responder a questão.
Imagem associada para resolução da questão
Assinale a alternativa que melhor expresse a crítica contida na tirinha. 
Alternativas
Q2045199 Português
Passagem pela adolescência

“Filho criado, trabalho redobrado.” Esse conhecido ditado popular ganha sentido quando chega à adolescência. Nessa fase, o filho já não precisa dos cuidados que os pais dedicam à criança, tão dependente. Mas, por outro lado, o que ele ganha de liberdade para viver a própria vida resulta em diversas e sérias preocupações aos pais. [...] Se a vida com os filhos adolescentes, que alguns teimam em considerar um fato aborrecedor, é complexa e delicada, a vida deles também o é. Na verdade, o fenômeno da adolescência, principalmente no mundo contemporâneo, é bem mais complicado de ser vivido pelos próprios jovens do que por seus pais. Vejamos dois motivos importantes.
Em primeiro lugar, deixar de ser criança é se defrontar com inúmeros problemas da vida que, antes, pareciam não existir: eles permaneciam camuflados ou ignorados porque eram da responsabilidade só dos pais. Hoje, esse quadro é mais agudo ainda, já que muitos pais escolheram tutelar integralmente a vida dos filhos por muito mais tempo. Quando o filho, ainda na infância, enfrenta dissabores na convivência com colegas ou pena para construir relações na escola, quando se afasta das dificuldades que surgem na vida escolar – sua primeira e exclusiva responsabilidade –, quando se envolve em conflitos, comete erros, não dá conta do recado etc., os pais logo se colocam em cena. Dessa forma, poupam o filho de enfrentar seus problemas no presente, é claro, mas também passam a ideia de que eles não existem por muito mais tempo. É bom lembrar que a escola – no ciclo fundamental – deveria ser a primeira grande batalha da vida que o filho teria de enfrentar sozinho, apenas com seus recursos, como experiência de aprender a se conhecer, a viver em comunidade e a usar seu potencial com disciplina para dar conta de dar os passos com suas próprias pernas.
Em segundo lugar, o contexto sociocultural globalizado atual, com ideais como consumo, felicidade e juventude eterna, por exemplo, compromete de largada o processo de amadurecimento típico da adolescência, que exige certa dose de solidão para a estruturação de tantas vivências e, principalmente, interlocução. E com quem os adolescentes contam para conversar? Eles precisam, nessa época de passagem para a vida adulta, de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade para estabelecer com eles um diálogo interrogador. Várias pesquisas já mostraram que os jovens dão grande valor aos pais e aos professores em suas vidas. Entretanto, parece que estamos muito mais comprometidos com a juventude do que eles mesmos. Quem leva a sério questões importantes para eles em temas como política, sexualidade, drogas, ética, depressão e suicídio, vida em família, vida escolar, violência, relações amorosas e fidelidade, racismo, trabalho etc.? Quando digo levar a sério 8 Caderno de Questões – Advogado - 14/05/2017 me refiro a considerar o que eles dizem e dialogar com propriedade, e não com moralismo ou com excesso de jovialidade. E, desse mal, padecem muitos pais e professores que com eles convivem. Os adolescentes não conseguem desfrutar da solidão necessária nessa época da vida, mas parece que se encontram sozinhos na aventura de aprender a se tornarem adultos. Bem que merecem nossa companhia, não?

Sayão, Rosely. Passagem pela adolescência. Folha de S.Paulo, 21 fev. 2008. Caderno Equilíbrio, p. 12. 
Observe o seguinte trecho “Dessa forma, poupam o filho de enfrentar seus problemas no presente, é claro, mas também passam a ideia de que eles não existem por muito mais tempo.”, o pronome em destaque se refere a palavra:
Alternativas
Q2045197 Português
Passagem pela adolescência

“Filho criado, trabalho redobrado.” Esse conhecido ditado popular ganha sentido quando chega à adolescência. Nessa fase, o filho já não precisa dos cuidados que os pais dedicam à criança, tão dependente. Mas, por outro lado, o que ele ganha de liberdade para viver a própria vida resulta em diversas e sérias preocupações aos pais. [...] Se a vida com os filhos adolescentes, que alguns teimam em considerar um fato aborrecedor, é complexa e delicada, a vida deles também o é. Na verdade, o fenômeno da adolescência, principalmente no mundo contemporâneo, é bem mais complicado de ser vivido pelos próprios jovens do que por seus pais. Vejamos dois motivos importantes.
Em primeiro lugar, deixar de ser criança é se defrontar com inúmeros problemas da vida que, antes, pareciam não existir: eles permaneciam camuflados ou ignorados porque eram da responsabilidade só dos pais. Hoje, esse quadro é mais agudo ainda, já que muitos pais escolheram tutelar integralmente a vida dos filhos por muito mais tempo. Quando o filho, ainda na infância, enfrenta dissabores na convivência com colegas ou pena para construir relações na escola, quando se afasta das dificuldades que surgem na vida escolar – sua primeira e exclusiva responsabilidade –, quando se envolve em conflitos, comete erros, não dá conta do recado etc., os pais logo se colocam em cena. Dessa forma, poupam o filho de enfrentar seus problemas no presente, é claro, mas também passam a ideia de que eles não existem por muito mais tempo. É bom lembrar que a escola – no ciclo fundamental – deveria ser a primeira grande batalha da vida que o filho teria de enfrentar sozinho, apenas com seus recursos, como experiência de aprender a se conhecer, a viver em comunidade e a usar seu potencial com disciplina para dar conta de dar os passos com suas próprias pernas.
Em segundo lugar, o contexto sociocultural globalizado atual, com ideais como consumo, felicidade e juventude eterna, por exemplo, compromete de largada o processo de amadurecimento típico da adolescência, que exige certa dose de solidão para a estruturação de tantas vivências e, principalmente, interlocução. E com quem os adolescentes contam para conversar? Eles precisam, nessa época de passagem para a vida adulta, de pessoas dispostas a assumir o lugar da maturidade e da experiência com olhar crítico sobre as questões existenciais e da vida em sociedade para estabelecer com eles um diálogo interrogador. Várias pesquisas já mostraram que os jovens dão grande valor aos pais e aos professores em suas vidas. Entretanto, parece que estamos muito mais comprometidos com a juventude do que eles mesmos. Quem leva a sério questões importantes para eles em temas como política, sexualidade, drogas, ética, depressão e suicídio, vida em família, vida escolar, violência, relações amorosas e fidelidade, racismo, trabalho etc.? Quando digo levar a sério 8 Caderno de Questões – Advogado - 14/05/2017 me refiro a considerar o que eles dizem e dialogar com propriedade, e não com moralismo ou com excesso de jovialidade. E, desse mal, padecem muitos pais e professores que com eles convivem. Os adolescentes não conseguem desfrutar da solidão necessária nessa época da vida, mas parece que se encontram sozinhos na aventura de aprender a se tornarem adultos. Bem que merecem nossa companhia, não?

Sayão, Rosely. Passagem pela adolescência. Folha de S.Paulo, 21 fev. 2008. Caderno Equilíbrio, p. 12. 
De acordo com o texto, podemos afirmar que:
Alternativas
Q2045196 Português
Observe a charge. Imagem associada para resolução da questão

Assinale a alternativa que apresenta a crítica transmitida pela charge.
Alternativas
Q2044439 Português
O que a 'nova Terra' tem de especial?

Na última quarta (24), uma notícia deixou de orelhas em pé tanto os amantes da ficção científica quanto os da ciência da vida real: astrônomos do European Southern Observatory, um dos maiores observatórios do mundo, anunciaram a descoberta de um planeta que pode ter muitas das condições necessárias ao surgimento e à evolução da vida. Batizado de Próxima b, ele orbita uma anã vermelha chamada Proxima Centauri – e já foi carinhosamente apelidado de Nova Terra. Entenda por que e veja o que ele tem de bacana.

1. Ele está na distância perfeita de sua estrela.
O Próxima b está a 7,5 milhões de km de sua estrela-mãe, a Proxima Centauri. Isso é bem perto: é 5% da distância da Terra ao Sol. Mercúrio mesmo fica bem mais longe: a 57 milhões de km. Toda essa proximidade pode parecer ruim, mas está tranquilo, está favorável, para o planeta recém-descoberto: sua estrela é bem mais fria e muito menor do que o Sol – tem menos de 15% do diâmetro dele (pouco maior que Júpiter). Isso compensa a proximidade. Isso significa que, no Próxima b, pode haver água líquida, o ingrediente básico para a vida.

2. A estrela dele vai viver muito mais do que o Sol.
A Proxima Centauri é uma anã vermelha que pertence à constelação do Centauro, e que provavelmente tem a mesma idade que o Sol. Mas as análises dos astrônomos mostram que a Proxima vai continuar brilhando – e "alimentando" Próxima b – por alguns bilhões de anos depois de o nosso sol morrer, o que vai acontecer daqui a 7 bilhões de anos. Ou seja: contando que o planeta seja mesmo habitável e que, um dia, seja alcançável pelas nossas naves, poderemos nos mudar para lá, para passar mais alguns bilhões com um sol para chamar de nosso.

3. O céu no planeta, provavelmente, é vermelho.
Se você chegasse em Próxima b, em vez do familiar céu azul aqui da Terra, você veria uma imensidão vermelha, como um pôr do sol eterno. Isso porque a luz da estrela é avermelhada.

4. Ele está MUITO perto da gente.
Daqui até o Próximo b, é um pulinho (pelo menos, em termos astronômicos): só 4,2 anos-luz (37 trilhões de km). Pode parecer bastante, mas os outros planetas semelhantes à Terra que nós já encontramos ficam bem mais longe: o Kapteyn b, na constelação de Pictor, está a quase 13 anos-luz de distância; o Wolf 1061 c, na constelação do Serpentário, fica a 14 anos-luz; e o GJ 667 c, na constelação de Escorpião, a 22 anos-luz. De fato, a Proxima Centauri é a estrela que está mais perto do sistema solar – daí o nome da estrela, e o do planeta, que ganhou o nome da estrela adicionado da letra "b" – o "a" seria a própria anã vermelha.

5. Ele é uma Terra com esteroides
A massa do Próxima b é só 30% maior que a nossa. A princípio, isso não faz sentido. Os modelos científicos mais avançados de formação de corpos celestes mostram que as estrelas pequenas, como a Proxima Centauri, só conseguem comportar planetas minúsculos: bem menores que o nosso. Os astrônomos ainda não sabem o que possibilitou o crescimento do Próxima b (...).

6. Pode existir vida por lá.
O planeta está na chamada zona habitável da órbita da estrela – perto o bastante para que a água presente ali não congele, e longe o suficiente para que não evapore. Ou seja: ele pode ter água líquida, o ingrediente essencial para a vida. Essencial, mas não exclusivo: também é preciso haver um campo magnético que proteja o planeta da radiação que vem da estrela – que, no caso do Próxima b, é GRANDE: ele recebe 400 vezes mais raios X do que a Terra.

7. Ele não tem dia e noite
 Sabe a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Próxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro – não há rotação, só translação. Isso significa que Próxima b não tem dia e noite, mas também indica que o lado iluminado deve ter uma temperatura relativamente amena – que pode variar entre 0°C a 30°C –, enquanto o outro, sempre no escuro, pode chegar a um frio de -60°C. Mas isso até que é ok, se a gente considerar que a temperatura mais fria registrada na Terra foi de -89,2°C, no Polo Sul, e a mais quente, 54°C. (...)

(Helô D'Angelo. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/oque-a-nova-terra-tem-de-especial Acesso em: 30 ago. 2016. Adaptado).
O trecho: “Ele é uma Terra com esteroides” (tópico 5) justifica-se porque o Próxima b:
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Q2044438 Português
O que a 'nova Terra' tem de especial?

Na última quarta (24), uma notícia deixou de orelhas em pé tanto os amantes da ficção científica quanto os da ciência da vida real: astrônomos do European Southern Observatory, um dos maiores observatórios do mundo, anunciaram a descoberta de um planeta que pode ter muitas das condições necessárias ao surgimento e à evolução da vida. Batizado de Próxima b, ele orbita uma anã vermelha chamada Proxima Centauri – e já foi carinhosamente apelidado de Nova Terra. Entenda por que e veja o que ele tem de bacana.

1. Ele está na distância perfeita de sua estrela.
O Próxima b está a 7,5 milhões de km de sua estrela-mãe, a Proxima Centauri. Isso é bem perto: é 5% da distância da Terra ao Sol. Mercúrio mesmo fica bem mais longe: a 57 milhões de km. Toda essa proximidade pode parecer ruim, mas está tranquilo, está favorável, para o planeta recém-descoberto: sua estrela é bem mais fria e muito menor do que o Sol – tem menos de 15% do diâmetro dele (pouco maior que Júpiter). Isso compensa a proximidade. Isso significa que, no Próxima b, pode haver água líquida, o ingrediente básico para a vida.

2. A estrela dele vai viver muito mais do que o Sol.
A Proxima Centauri é uma anã vermelha que pertence à constelação do Centauro, e que provavelmente tem a mesma idade que o Sol. Mas as análises dos astrônomos mostram que a Proxima vai continuar brilhando – e "alimentando" Próxima b – por alguns bilhões de anos depois de o nosso sol morrer, o que vai acontecer daqui a 7 bilhões de anos. Ou seja: contando que o planeta seja mesmo habitável e que, um dia, seja alcançável pelas nossas naves, poderemos nos mudar para lá, para passar mais alguns bilhões com um sol para chamar de nosso.

3. O céu no planeta, provavelmente, é vermelho.
Se você chegasse em Próxima b, em vez do familiar céu azul aqui da Terra, você veria uma imensidão vermelha, como um pôr do sol eterno. Isso porque a luz da estrela é avermelhada.

4. Ele está MUITO perto da gente.
Daqui até o Próximo b, é um pulinho (pelo menos, em termos astronômicos): só 4,2 anos-luz (37 trilhões de km). Pode parecer bastante, mas os outros planetas semelhantes à Terra que nós já encontramos ficam bem mais longe: o Kapteyn b, na constelação de Pictor, está a quase 13 anos-luz de distância; o Wolf 1061 c, na constelação do Serpentário, fica a 14 anos-luz; e o GJ 667 c, na constelação de Escorpião, a 22 anos-luz. De fato, a Proxima Centauri é a estrela que está mais perto do sistema solar – daí o nome da estrela, e o do planeta, que ganhou o nome da estrela adicionado da letra "b" – o "a" seria a própria anã vermelha.

5. Ele é uma Terra com esteroides
A massa do Próxima b é só 30% maior que a nossa. A princípio, isso não faz sentido. Os modelos científicos mais avançados de formação de corpos celestes mostram que as estrelas pequenas, como a Proxima Centauri, só conseguem comportar planetas minúsculos: bem menores que o nosso. Os astrônomos ainda não sabem o que possibilitou o crescimento do Próxima b (...).

6. Pode existir vida por lá.
O planeta está na chamada zona habitável da órbita da estrela – perto o bastante para que a água presente ali não congele, e longe o suficiente para que não evapore. Ou seja: ele pode ter água líquida, o ingrediente essencial para a vida. Essencial, mas não exclusivo: também é preciso haver um campo magnético que proteja o planeta da radiação que vem da estrela – que, no caso do Próxima b, é GRANDE: ele recebe 400 vezes mais raios X do que a Terra.

7. Ele não tem dia e noite
 Sabe a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Próxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro – não há rotação, só translação. Isso significa que Próxima b não tem dia e noite, mas também indica que o lado iluminado deve ter uma temperatura relativamente amena – que pode variar entre 0°C a 30°C –, enquanto o outro, sempre no escuro, pode chegar a um frio de -60°C. Mas isso até que é ok, se a gente considerar que a temperatura mais fria registrada na Terra foi de -89,2°C, no Polo Sul, e a mais quente, 54°C. (...)

(Helô D'Angelo. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/oque-a-nova-terra-tem-de-especial Acesso em: 30 ago. 2016. Adaptado).
Se estabelecermos, com base nas informações do texto, uma analogia (comparação) entre os elementos do nosso sistema solar (Sol, Terra etc.) e os elementos textuais Proxima Centauri e Próxima b, poderemos inferir a seguinte informação do texto:
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Q2044437 Português
O que a 'nova Terra' tem de especial?

Na última quarta (24), uma notícia deixou de orelhas em pé tanto os amantes da ficção científica quanto os da ciência da vida real: astrônomos do European Southern Observatory, um dos maiores observatórios do mundo, anunciaram a descoberta de um planeta que pode ter muitas das condições necessárias ao surgimento e à evolução da vida. Batizado de Próxima b, ele orbita uma anã vermelha chamada Proxima Centauri – e já foi carinhosamente apelidado de Nova Terra. Entenda por que e veja o que ele tem de bacana.

1. Ele está na distância perfeita de sua estrela.
O Próxima b está a 7,5 milhões de km de sua estrela-mãe, a Proxima Centauri. Isso é bem perto: é 5% da distância da Terra ao Sol. Mercúrio mesmo fica bem mais longe: a 57 milhões de km. Toda essa proximidade pode parecer ruim, mas está tranquilo, está favorável, para o planeta recém-descoberto: sua estrela é bem mais fria e muito menor do que o Sol – tem menos de 15% do diâmetro dele (pouco maior que Júpiter). Isso compensa a proximidade. Isso significa que, no Próxima b, pode haver água líquida, o ingrediente básico para a vida.

2. A estrela dele vai viver muito mais do que o Sol.
A Proxima Centauri é uma anã vermelha que pertence à constelação do Centauro, e que provavelmente tem a mesma idade que o Sol. Mas as análises dos astrônomos mostram que a Proxima vai continuar brilhando – e "alimentando" Próxima b – por alguns bilhões de anos depois de o nosso sol morrer, o que vai acontecer daqui a 7 bilhões de anos. Ou seja: contando que o planeta seja mesmo habitável e que, um dia, seja alcançável pelas nossas naves, poderemos nos mudar para lá, para passar mais alguns bilhões com um sol para chamar de nosso.

3. O céu no planeta, provavelmente, é vermelho.
Se você chegasse em Próxima b, em vez do familiar céu azul aqui da Terra, você veria uma imensidão vermelha, como um pôr do sol eterno. Isso porque a luz da estrela é avermelhada.

4. Ele está MUITO perto da gente.
Daqui até o Próximo b, é um pulinho (pelo menos, em termos astronômicos): só 4,2 anos-luz (37 trilhões de km). Pode parecer bastante, mas os outros planetas semelhantes à Terra que nós já encontramos ficam bem mais longe: o Kapteyn b, na constelação de Pictor, está a quase 13 anos-luz de distância; o Wolf 1061 c, na constelação do Serpentário, fica a 14 anos-luz; e o GJ 667 c, na constelação de Escorpião, a 22 anos-luz. De fato, a Proxima Centauri é a estrela que está mais perto do sistema solar – daí o nome da estrela, e o do planeta, que ganhou o nome da estrela adicionado da letra "b" – o "a" seria a própria anã vermelha.

5. Ele é uma Terra com esteroides
A massa do Próxima b é só 30% maior que a nossa. A princípio, isso não faz sentido. Os modelos científicos mais avançados de formação de corpos celestes mostram que as estrelas pequenas, como a Proxima Centauri, só conseguem comportar planetas minúsculos: bem menores que o nosso. Os astrônomos ainda não sabem o que possibilitou o crescimento do Próxima b (...).

6. Pode existir vida por lá.
O planeta está na chamada zona habitável da órbita da estrela – perto o bastante para que a água presente ali não congele, e longe o suficiente para que não evapore. Ou seja: ele pode ter água líquida, o ingrediente essencial para a vida. Essencial, mas não exclusivo: também é preciso haver um campo magnético que proteja o planeta da radiação que vem da estrela – que, no caso do Próxima b, é GRANDE: ele recebe 400 vezes mais raios X do que a Terra.

7. Ele não tem dia e noite
 Sabe a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Próxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro – não há rotação, só translação. Isso significa que Próxima b não tem dia e noite, mas também indica que o lado iluminado deve ter uma temperatura relativamente amena – que pode variar entre 0°C a 30°C –, enquanto o outro, sempre no escuro, pode chegar a um frio de -60°C. Mas isso até que é ok, se a gente considerar que a temperatura mais fria registrada na Terra foi de -89,2°C, no Polo Sul, e a mais quente, 54°C. (...)

(Helô D'Angelo. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/oque-a-nova-terra-tem-de-especial Acesso em: 30 ago. 2016. Adaptado).
O autor organizou o seu texto em tópicos destacados. O conjunto desses tópicos tem por foco principal:
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Q2044436 Português
O que a 'nova Terra' tem de especial?

Na última quarta (24), uma notícia deixou de orelhas em pé tanto os amantes da ficção científica quanto os da ciência da vida real: astrônomos do European Southern Observatory, um dos maiores observatórios do mundo, anunciaram a descoberta de um planeta que pode ter muitas das condições necessárias ao surgimento e à evolução da vida. Batizado de Próxima b, ele orbita uma anã vermelha chamada Proxima Centauri – e já foi carinhosamente apelidado de Nova Terra. Entenda por que e veja o que ele tem de bacana.

1. Ele está na distância perfeita de sua estrela.
O Próxima b está a 7,5 milhões de km de sua estrela-mãe, a Proxima Centauri. Isso é bem perto: é 5% da distância da Terra ao Sol. Mercúrio mesmo fica bem mais longe: a 57 milhões de km. Toda essa proximidade pode parecer ruim, mas está tranquilo, está favorável, para o planeta recém-descoberto: sua estrela é bem mais fria e muito menor do que o Sol – tem menos de 15% do diâmetro dele (pouco maior que Júpiter). Isso compensa a proximidade. Isso significa que, no Próxima b, pode haver água líquida, o ingrediente básico para a vida.

2. A estrela dele vai viver muito mais do que o Sol.
A Proxima Centauri é uma anã vermelha que pertence à constelação do Centauro, e que provavelmente tem a mesma idade que o Sol. Mas as análises dos astrônomos mostram que a Proxima vai continuar brilhando – e "alimentando" Próxima b – por alguns bilhões de anos depois de o nosso sol morrer, o que vai acontecer daqui a 7 bilhões de anos. Ou seja: contando que o planeta seja mesmo habitável e que, um dia, seja alcançável pelas nossas naves, poderemos nos mudar para lá, para passar mais alguns bilhões com um sol para chamar de nosso.

3. O céu no planeta, provavelmente, é vermelho.
Se você chegasse em Próxima b, em vez do familiar céu azul aqui da Terra, você veria uma imensidão vermelha, como um pôr do sol eterno. Isso porque a luz da estrela é avermelhada.

4. Ele está MUITO perto da gente.
Daqui até o Próximo b, é um pulinho (pelo menos, em termos astronômicos): só 4,2 anos-luz (37 trilhões de km). Pode parecer bastante, mas os outros planetas semelhantes à Terra que nós já encontramos ficam bem mais longe: o Kapteyn b, na constelação de Pictor, está a quase 13 anos-luz de distância; o Wolf 1061 c, na constelação do Serpentário, fica a 14 anos-luz; e o GJ 667 c, na constelação de Escorpião, a 22 anos-luz. De fato, a Proxima Centauri é a estrela que está mais perto do sistema solar – daí o nome da estrela, e o do planeta, que ganhou o nome da estrela adicionado da letra "b" – o "a" seria a própria anã vermelha.

5. Ele é uma Terra com esteroides
A massa do Próxima b é só 30% maior que a nossa. A princípio, isso não faz sentido. Os modelos científicos mais avançados de formação de corpos celestes mostram que as estrelas pequenas, como a Proxima Centauri, só conseguem comportar planetas minúsculos: bem menores que o nosso. Os astrônomos ainda não sabem o que possibilitou o crescimento do Próxima b (...).

6. Pode existir vida por lá.
O planeta está na chamada zona habitável da órbita da estrela – perto o bastante para que a água presente ali não congele, e longe o suficiente para que não evapore. Ou seja: ele pode ter água líquida, o ingrediente essencial para a vida. Essencial, mas não exclusivo: também é preciso haver um campo magnético que proteja o planeta da radiação que vem da estrela – que, no caso do Próxima b, é GRANDE: ele recebe 400 vezes mais raios X do que a Terra.

7. Ele não tem dia e noite
 Sabe a Lua, que está sempre com a mesma face voltada para a Terra? Então: com o Próxima b é a mesma coisa. A configuração da gravidade do planeta e da estrela, somada à proximidade dos dois, travou um "de frente" para o outro – não há rotação, só translação. Isso significa que Próxima b não tem dia e noite, mas também indica que o lado iluminado deve ter uma temperatura relativamente amena – que pode variar entre 0°C a 30°C –, enquanto o outro, sempre no escuro, pode chegar a um frio de -60°C. Mas isso até que é ok, se a gente considerar que a temperatura mais fria registrada na Terra foi de -89,2°C, no Polo Sul, e a mais quente, 54°C. (...)

(Helô D'Angelo. Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/oque-a-nova-terra-tem-de-especial Acesso em: 30 ago. 2016. Adaptado).
Pode-se antecipar o tema de um texto com base no seu título. Depois de ler o Texto, assinale outra proposta de título que também seria adequada ao tema tratado.
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Q2043695 Português

A face negativa da norma culta


1. Há tempos que os trabalhos no campo da linguística brasileira têm como uma de suas principais preocupações os modos de ensino da norma culta da Língua Portuguesa. Vista como símbolo do bem-falar, a norma culta é amplamente defendida como a “variedade linguística de maior prestígio social”, assim descrita na maioria das gramáticas. Nesse sentido, o ensino de português, de um modo geral, tem se pautado na transmissão das regras subjacentes a essa norma. As gramáticas e os livros didáticos, além de darem continuidade a um comércio editorial, que se diz capaz de oferecer essa “arte do bemfalar” aos incapazes de adquiri-la socialmente, em suas atividades linguísticas cotidianas, apenas reforçam a ideia absurda de que a norma culta é a única aceitável, e quem não souber dominá-la será excluído do conjunto dos indivíduos que “sabem falar português”.

2. Essa ideia de supervalorização da norma culta e de sua superioridade sobre as outras variedades passou a ser senso comum na sociedade, gerando, assim, uma onda de preconceito e intolerância, já que se subentende que qualquer uso que fuja à norma será considerado “inferior e desprestigiado”. O livro “Preconceito e intolerância na linguagem”, da professora Marli Quadros Leite, abordou esse problema e constatou a ocorrência de intolerâncias, sobretudo, em discursos da imprensa escrita. [...]

3. A primeira reflexão trazida por Leite é a de que o preconceito contra a linguagem não é apenas linguístico, mas também social e político. Por meio das análises feitas, é possível perceber, por exemplo, o preconceito e a intolerância contra o povo nordestino, mostrados, principalmente, por habitantes das regiões Sul e Sudeste. [...] Fica evidente que os argumentos daqueles que têm preconceito contra a linguagem do nordestino baseiam-se na ideia de que se trata de uma linguagem “errada”, utilizada por pessoas de baixo prestígio social e que “não sabem falar o português”. Esse tipo de pensamento tem – em grande parte – origem na distinção entre norma culta e norma popular, na negação de outras variedades linguísticas e na ignorância de que a língua é um fenômeno social e, inevitavelmente, variável.

4. As análises dos gêneros feitas por Leite são de grande valia aos estudos sobre preconceito e intolerância contra determinadas variedades linguísticas, mas sua abordagem sobre a ocorrência desses fenômenos na escola é, sem sombra de dúvidas, o que coroa sua obra, visto que, além da influência da sociedade em geral, a escola (infelizmente) tem sido a grande incentivadora do preconceito e da intolerância linguísticos. A insistência da escola em ensinar, de forma supervalorizada, as regras gramaticais – às vezes, sem levar em consideração as variedades linguísticas dos alunos – cria na mente dos estudantes a ideia de que a norma culta é a que “reina” na sociedade. Isso gera uma atitude corretiva do indivíduo consigo mesmo – num “policiamento linguístico” – e de um indivíduo para com outro – numa posição soberba e acusadora a que subjaz o pensamento: “Você fala errado! Eu estudo e falo certo, logo, eu posso corrigir seu erro”.

5. Essa é a face negativa da norma culta. Essa falsa superioridade e desprezo sobre as outras variedades linguísticas, o que, infelizmente, gera o preconceito e a intolerância, não apenas contra a linguagem de quem faz uso de outras normas, mas contra a própria pessoa. O uso e o ensino da norma culta são, sem dúvida, essenciais. Ela deve ter, sim, seu lugar na sociedade e na escola, de forma que todos possam ter a capacidade de comportar-se linguisticamente de forma adequada em cada situação comunicativa. O que se torna necessário, como conclui Leite, é que as pessoas não julguem umas às outras pela linguagem de que fazem uso, mas que haja o respeito, a tolerância, a aceitação e a valorização de todas as normas linguísticas, pois todas, igualmente, são válidas e essenciais à vida da comunidade linguística.


Talita Santos Menezes. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/a-face-negativa-da-norma-culta/118492. Acesso em 05/09/2016. (Adaptado).

Em um texto, fala a ‘voz’ de um autor que, eventualmente, pode fazer alusão a outras vozes, ou melhor, a vozes de outros sujeitos, misturando, assim, o que ele próprio afirma com afirmações de outros, de quem, muitas vezes, discorda. Para entender bem um texto, é preciso distinguir bem o que o autor do texto diz e a referência que ele faz do que outros dizem. No Texto 1, são afirmações do autor:

1) a ‘norma culta’ é “símbolo do bem falar”; “é a única aceitável”; “a que “reina” na sociedade”; é a “variedade linguística de maior prestígio social”. (1º parágrafo) 2) “As análises dos gêneros feitas por Leite são de grande valia aos estudos sobre preconceito e intolerância contra determinadas variedades linguísticas.” (4º parágrafo) 3) “O uso e o ensino da norma culta são, sem dúvida, essenciais. Ela deve ter, sim, seu lugar na sociedade e na escola”. (5º parágrafo) 4) “o preconceito e a intolerância contra a linguagem não é apenas linguístico, mas também social e político”. (3º parágrafo) 5) “todas as normas linguísticas, igualmente, são válidas e essenciais à vida da comunidade linguística”. (5º parágrafo) 

Estão corretas, apenas:
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Q2043201 Português

Texto 1 


A família dos porquês

 A lógica costuma definir três modalidades distintas no uso do termo “porque”: o “porque” causa (“a jarra espatifou-se porque caiu ao chão”); o explicativo (“recusei o doce porque desejo emagrecer”); e o indicador de argumento (“volte logo, você sabe por quê”). O pensamento científico revelou-se uma arma inigualável quando se trata de identificar, expor e demolir os falsos porquês que povoam a imaginação humana desde os tempos imemoriais: as causas imaginárias dos acontecimentos, as pseudoexplicações de toda sorte e os argumentos falaciosos. 

Mas o preço de tudo isso foi uma progressiva clausura ou estreitamento do âmbito do que é ilegítimo indagar. Imagine, por exemplo, o seguinte diálogo. Alguém sob o impacto da morte de uma pessoa especialmente querida está inconformado com a perda e exclama: “Eu não consigo entender, isso não podia ter acontecido, por que não eu? Por que uma criatura tão jovem e cheia de vida morre assim?!”. Um médico solícito entreouve o desabafo no corredor do hospital e responde: “Sinto muito pela perda, mas eu examinei o caso da sua filha e posso dizer-lhe o que houve: ela padecia, ao que tudo indica, de uma má-formação vascular, e foi vítima da ruptura da artéria carótida interna que irriga o lobo temporal direito; ficamos surpresos que ela tenha sobrevivido tantos anos sem que a moléstia se manifestasse”.

A explicação do médico, admita-se, é irretocável; mas seria essa a resposta ao “por quê” do pai inconsolável? Os porquês da ciência são por natureza rasos: mapas, registros e explicações cada vez mais precisas e minuciosas da superfície causal do que acontece. Eles excluem de antemão como ilegítimos os porquês que mais importam. O “porquê” da ciência médica nem sequer arranha o “por quê” do pai. Perguntar “por que os homens estão aqui na face da Terra”, afirma o biólogo francês Jacques Monod, é como perguntar “por que fulano e não beltrano ganhou na loteria”.

No macrocosmo não menos que no microcosmo da vida, as mãos de ferro da necessidade brincam com o copo de dados do acaso por toda a eternidade. Mas, se tudo começa e termina em bioquímica, então por que – e para que – tanto sofrimento?  


In: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo:

Companhia das Letras, 2016. p. 25-26. Adaptado. 

No Texto 1, o autor argumenta a favor da seguinte ideia:
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Q2042796 Português
        Até [recentemente] toda a produção e grande parte da cultura estavam baseadas no trabalho  humano. As constituições das nações enfatizam a centralidade do trabalho. A Declaração Universal  dos Direitos Humanos, em seu artigo 23, estipula que "toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre  escolha de seu trabalho e a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o  desemprego". O trabalho emergia assim, tanto para o capitalismo quanto para o socialismo, como o  construtor do mundo e da cultura, como um direito humano fundamental, como a forma mediante a  qual o ser humano se constrói a si mesmo como criador. O desemprego, na sociedade clássica,  significava um disfuncionamento passageiro. O ideal visado pela sociedade era criar o pleno  emprego para todos. Inadmissível seria compreender e aceitar o desemprego como consequência de  uma nova revolução tecnológica. Tudo era montado para dar emprego e trabalho a todos. Ora, é  exatamente o contrário que está correndo de forma irrecuperável. O aparelho produtivo  informatizado e robotizado produz mais e melhor e com quase nenhum trabalho humano. A  produção excede às necessidades dos países ricos. Desfez-se a conexão produção versus  necessidade. A questão é nunca deixar de produzir cada vez mais. Em razão desta lógica, devem-se  suscitar, mesmo artificialmente, necessidades para satisfazê-las mediante uma maior produção.
                 .................................................................................................................................................... 
        A informatização e a robotização junto com as relações desiguais no comércio  internacional, favorecendo os países ricos, à custa dos pobres, produziram este fenômeno  surpreendente: nos últimos trinta anos, a Europa triplicou na riqueza e ao mesmo tempo diminuiu em  um quarto o tempo de trabalho. 
          Na medida em que cresce a abundância de bens e de  serviços produzidos pela  informatização, cresce também o número dos excluídos do emprego e dos excluídos sociais. 
               ..................................................................................................................................................... 
          A lógica desse tipo de desenvolvimento (...) prolonga a perversidade     da     lógica     presente     no     modelo capitalista     de     desenvolvimento:     o     primado     do quantitativo  sobre   o qualitativo, o privilégio   do capital dos meios novos de produção sobre a pessoa humana  trabalhadora; a predominância do material sobre o humanístico, sobre o ético e sobre o espiritual.
                ....................................................................................................................................................   
          (...) Observador atento das mudanças mundiais, o teólogo da libertação, vivendo no Brasil,  José Comblin,  escreveu com acerto: "Na atualidade, está se formando outra concepção da vida: o  papel da pessoa na sociedade, ou melhor dito, no espetáculo da sociedade, é mais importante do que  o trabalho. Por isso as atividades sociais, de representação, de diversão, de espetáculo são as mais  importantes. Para um empresário, mais importante do que o trabalho são as entrevistas dadas à  imprensa e à TV. O trabalho é o meio de acesso a um certo status social, uma figuração. Não vale  pelo trabalho, mas pela figuração que permite. No trabalho, o que importa não é a produção, mas o  prestígio que confere, a iluminação que dá ao sujeito na sociedade". (...) 
         Nesta sociedade em mutação, a realização de si mesmo constitui a preocupação principal;  nem sempre esta realização passa pelo trabalho, pois pode passar por outra atividade qualquer,  ocupação alternativa e autônoma. (...) Daí a importância, nesta nova fase, do tempo livre, das férias  em função das quais se trabalha o ano todo. O fim de semana livre é mais importante que os demais  dias de trabalho da semana. 
         A própria vivência da sociedade muda. Antes, conhecia-se a sociedade pela participação  nela através de mil e uma atividades. Agora, pelos meios de comunicação. Sabemos o que se passa  na nossa cidade por aquilo que o rádio, a televisão e os jornais mostram. A cidade virou um grande  espetáculo: são os shopping centers, as vitrines, os jogos, os shows. Tudo se transformou em  imagem dos mass media. O que a TV não noticia não existe e não aconteceu. O espetáculo é  mundial, dos jogos olímpicos, dos campeonatos internacionais de futebol, dos shows-business, dos  grandes cantores como Pavaroti, Carreras, Elton John e os Beatles e até dos conflitos e das guerras.  Todos participam na TV do desenrolar das batalhas e tranquilamente torcem por um dos contendores  como se estivessem numa disputa esportiva. 
         Todos se transformaram em espectadores e querem sê-lo. É pelas imagens que os cidadãos  se contemplam e projetam sua identidade. E a identidade de uma pessoa é mais e mais a imagem que  se projeta dela para os outros e menos o que ela é em si mesma em sua profundidade, em sua  dialogação consigo e com seu universo interior e exterior. Ou se participa efetivamente deste tipo de  sociedade-espetáculo, sendo um ator real, ou se participa pelo imaginário e pela imagem. Comenta  José Comblin que as massas não praticam esporte, mas o veem pela TV; não produzem música, mas  escutam-na; não fazem história, mas comentam-na. Pela imagem se sentem também participantes e  não excluídos da história. 
              .......................................................................................................................................... 
Possuem o mesmo valor morfossintático os termos transcritos em
Alternativas
Respostas
38861: B
38862: A
38863: C
38864: E
38865: A
38866: B
38867: C
38868: B
38869: B
38870: A
38871: B
38872: B
38873: C
38874: C
38875: E
38876: C
38877: D
38878: E
38879: E
38880: D