Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3275938 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, é um fator que contribui para o crescimento das apostas on-line no país: 
Alternativas
Q3275937 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, assinale a alternativa correta em relação aos transtornos associados às apostas on-line.
Alternativas
Q3275935 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a definição de aposta de “quota fixa”.
Alternativas
Q3275934 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta sobre um dos principais problemas em relação às apostas on-line mencionados no texto.
Alternativas
Q3275899 Português
Leia o texto 2 a seguir para responder a questão.

Texto 2


Inteligência artificial: um admirável (e perigoso) mundo novo (trecho)

Com variados exemplos práticos, a inteligência artificial (IA) vem mostrando a que veio. Ela tem o poder de facilitar a vida da sociedade, simplificando trabalhos complexos, aperfeiçoando a ação do poder público, acelerando avanços tecnológicos e aumentando a qualidade de vida das pessoas.

A coleta, o processamento e até a interpretação de dados estatísticos, por exemplo, que há bem pouco tempo atrás exigiam gente, trabalho e tempo aos montes, agora podem ser feitos ao toque de um botão, em questão de segundos.

Se não tiver paciência para ficar reescrevendo um e-mail até a versão desejada, a pessoa que dispõe de um aplicativo do tipo ChatGPT ou Copilot no computador consegue com ele ter a mensagem final ao seu gosto — curta ou longa, agressiva ou polida, informal ou formal.

Caso ela não tenha tempo para ler algum texto longo e rebuscado, o aplicativo pode produzir rapidamente um resumo bastante claro e confiável.

A IA também é capaz de produzir meras curiosidades ou passatempos. No ano passado, viralizou na internet uma fotografia construída artificialmente em que o papa Francisco aparece trajando um estiloso casaco branco de inverno. À primeira vista, ninguém diria que aquela imagem, de tão bem-feita, jamais existiu na realidade.

Mas há preocupações, e elas estão nos usos negativos e até criminosos da IA. Nesse quesito, também não faltam exemplos.

No início do ano, eleitores do estado de New Hampshire, nos Estados Unidos, receberam ligações telefônicas em que o presidente Joe Biden lhes pedia que não fossem às urnas votar nas eleições primárias estaduais. A voz era mesmo a do mandatário americano, que busca a reeleição, mas manipulada pela inteligência artificial para fazê-lo dizer algo que jamais saiu de sua boca.

Mensagem telefônica falsificada por IA em que o presidente dos EUA, Joe Biden, pede aos eleitores de New Hampshire que não votem nas primárias estaduais em janeiro de 2024 Esse é um caso clássico da chamada deepfake. A palavra remete às fake news, mentiras apresentadas nas redes sociais ou nos aplicativos de mensagem instantânea como se fossem notícias verdadeiras. No caso das fake news, o internauta tem a possibilidade de acreditar ou não no que está dito ou escrito.

As deepfakes são mais traiçoeiras porque os vídeos ou áudios, produzidos sinteticamente por IA, se aproximam tanto da perfeição, como nos casos do papa e do presidente americano, que por vezes é difícil duvidar da veracidade deles.

O mau uso da IA preocupa o Brasil. Desde 2019, o Congresso Nacional discute projetos de lei que criam regras para a inteligência artificial no país, com o objetivo principal de proteger os cidadãos e a democracia. Sendo um tema complexo, ainda nenhum desses projetos foi aprovado.

Pelo fato de a lei reguladora da inteligência artificial não estar pronta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baixou no mês passado uma inédita resolução, válida para a eleição deste ano para prefeito e vereador, que proíbe o uso de deepfake na campanha eleitoral e obriga o áudio ou o vídeo produzido por inteligência artificial a ser identificado claramente como tal para o eleitorado, ainda que o conteúdo não seja malicioso.

Nas três últimas votações, em 2022, 2020 e 2018, a Justiça Eleitoral incluiu as fake news entre as ameaças mais sérias ao processo eleitoral. As deepfakes fizeram algumas aparições, mas apenas de modo satírico, já que ainda eram rudimentares e a montagem saltava aos olhos.

Para a eleição municipal de outubro deste ano, dado o salto tecnológico, o TSE encara as deepfakes como a bola da vez. O político que descumprir as regras recém-baixadas terá a candidatura derrubada. Caso se eleja, o mandato será cassado e ele ficará inelegível. 

Se forem notificadas e não retirarem o conteúdo ilícito do ar, as big techs, empresas responsáveis pelas redes sociais ou pelos aplicativos de mensagem instantânea, também sofrerão punições.

Nas discussões sobre as regras para a próxima eleição municipal, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a Justiça Eleitoral agirá com rigor para que a IA “não anabolize as milícias digitais na utilização da desinformação para captar a vontade do eleitor e desvirtuar o resultado da eleição”.

Na mesma ocasião, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, chegou a dizer que a IA manipulada tem o poder de levar as democracias a sucumbir. Da mesma forma que a falsa gravação telefônica de Joe Biden, outras deepfakes afetaram processos eleitorais pelo mundo afora nos últimos meses.

Na Argentina, o presidenciável Sergio Massa, derrotado por Javier Milei, apareceu num vídeo falso cheirando cocaína. Na Eslováquia, o candidato parlamentar Michal Simecka foi vítima de um áudio forjado em que ele falava sobre comprar os votos da comunidade cigana.

Em dezembro, o Papa Francisco alertou para o risco de a inteligência artificial ser desvirtuada em nome “do egoísmo, do interesse próprio, da ânsia de lucro e da sede de poder”.

Fonte: Agência Senado. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/03/inteligencia-artificialum-admiravel-e-perigoso-mundo-novo. Acesso em: 08 de fev. 2025
“Mas há preocupações, e elas estão nos usos negativos e até criminosos da IA. Nesse quesito, também não faltam exemplos.” (6º parágrafo)
O trecho acima estabelece em relação ao parágrafo anterior uma relação de: 
Alternativas
Q3275752 Português

Leia o texto a seguir.


Fragmento a unidade e falo do mapa de Goiás, fazendo a chamada das localidades principais. não as de maior número de habitantes e produção, mas as que trazem no nome a poesia do sertão.


Chamo os municípios, os distritos e os povoados (os arraiais, os patrimônios, as bibocas do mato) e lhes corto de improviso alguma força e referência para que tenham peso próprio na pronúncia e na lenda.


Tento perdoar aos políticos o mau gosto dos sufixos com que familiarmente formam topônimos ridículos, em -ânia, em -ândia e em -alópolis, apesar do evocatório que envolve os nomes de Goiânia, Hidrolândia e Pirenópolis.


É bom ouvir no termo o prefixo da pedra-lascada acendendo no silêncio a pederneira das palavras: Itaberaí, Itacajá, Itaguaru, Itarumã, Itá, Itaguatins, Itumbiara, Itapirapuã. E também Itapaci, Itapuranga, Itauçu, Itaúna, Itapiratins, Itaguari e Itaguaçu.


TELES, G. M. Localidade. In: TELES, G. M. Hora aberta. 4ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2003, p. 370. [Adaptado].


Utilizando os nomes das cidades goianas, de que forma o poema valoriza a identidade regional?

Alternativas
Q3275747 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Eu não queria estar na pele dos narradores de futebol. A vida lhes ficou difícil. Além da dificuldade de identificar os jogadores pelo número na camisa (que passou de 1 a 11 para de 1 a 99), posição em campo (todos hoje jogam em todas) e estilo de cabelo (abundam os cabelos descorados), há os nomes. Temse a impressão de que, nos anos 2000, os pais brasileiros elegeram certos nomes com os quais registrar seus filhos e correram em massa para os cartórios. É só consultar o atual plantel profissional dos principais times, divulgado por eles. Tome Mateus (ou Matteus, Matheus, Matteo ou Mateuzinho). Botafogo, Corinthians, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo, todos têm um. O Flamengo e o Cruzeiro têm dois. Ou, então, Lucas (ou Luccas ou Lucca). Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio, Santos e São Paulo têm o seu. O Cruzeiro e o Internacional, dois, e o Fluminense, pode crer, cinco. Cinco Lucas! E Wallace? Há pelo menos um no Cruzeiro, Flamengo, Fluminense e Vasco. E o que dizer de Alan (ou Allan)? Botafogo, Corinthians, Flamengo e Internacional têm um e o Atlético Mineiro, dois — todos eles Álans, não mais Alãs.


Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/03/bola-com-kaue-ou-sera-kaua.shtml>.Acesso em: 6 mar. 2025.

No segundo parágrafo, predomina o desenvolvimento por meio de 
Alternativas
Q3275744 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Eu não queria estar na pele dos narradores de futebol. A vida lhes ficou difícil. Além da dificuldade de identificar os jogadores pelo número na camisa (que passou de 1 a 11 para de 1 a 99), posição em campo (todos hoje jogam em todas) e estilo de cabelo (abundam os cabelos descorados), há os nomes. Temse a impressão de que, nos anos 2000, os pais brasileiros elegeram certos nomes com os quais registrar seus filhos e correram em massa para os cartórios. É só consultar o atual plantel profissional dos principais times, divulgado por eles. Tome Mateus (ou Matteus, Matheus, Matteo ou Mateuzinho). Botafogo, Corinthians, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Santos e São Paulo, todos têm um. O Flamengo e o Cruzeiro têm dois. Ou, então, Lucas (ou Luccas ou Lucca). Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio, Santos e São Paulo têm o seu. O Cruzeiro e o Internacional, dois, e o Fluminense, pode crer, cinco. Cinco Lucas! E Wallace? Há pelo menos um no Cruzeiro, Flamengo, Fluminense e Vasco. E o que dizer de Alan (ou Allan)? Botafogo, Corinthians, Flamengo e Internacional têm um e o Atlético Mineiro, dois — todos eles Álans, não mais Alãs.


Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2025/03/bola-com-kaue-ou-sera-kaua.shtml>.Acesso em: 6 mar. 2025.

Pela extensão e detalhamento da discussão, o tema central do excerto é
Alternativas
Q3275743 Português

Leia o texto a seguir.


“Muitos influenciadores acham os briefings burocráticos, engessados e os prazos curtos, o que dificulta a entrega do conteúdo conforme a estratégia da marca. Mas o que muitos não percebem é que as campanhas publicitárias têm uma estratégia por trás, que envolve não só o influenciador, mas uma série de outros fatores, como cronogramas, equipe de social media e preocupações com estoque e distribuição de produtos. Quando o influenciador não cumpre o prazo ou o briefing, isso pode gerar grandes problemas para a marca”, pontua a jornalista.


Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/01/24/planilha-polemica-com-avaliacoes-sobre-influenciadores-repercute-na-web-e-especialista-chama-a-atencao-desrespeito-aos-contratos-de-sigilo.ghtml>.Acesso em: 24 jan. 2024.


O uso da palavra “briefing” no contexto digital expressa

Alternativas
Q3275741 Português

Leia o texto a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em:https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/conexao-brasilia/se-voce-acha-aecio-x-dilma-barra-pesada-nao-viu-esse-debate/amp/>.Acesso em: 01 fev. 2025.


Associada a imagem ao texto, o modo como os candidatos à presidência é representado ilustra o debate eleitoral como

Alternativas
Q3275737 Português

Leia o texto a seguir.


Toda vez que visito meu pai, é a mesma coisa: fico no meio da revolta dele contra o uso de “a gente”. Ele fica indignado porque os jornalistas da Globonews usam “a gente”, “a gente”, “a gente”, diz que “é um desserviço à educação”, um “empobrecimento da língua”, e fica preocupado com o futuro e o que vai ser do mundo, só por causa desse “a gente”. Aí, depois de todo o textão, de repente ele solta: “A gente precisa pensar no almoço”.



Disponível em:https://www.roseta.org.br/2018/05/16/nem-sempre-as-pessoas-falam-aquilo-que-dizem-que-falam/>Acesso em: 12 jan. 2025.


O texto acima descreve um caso de julgamento de formas linguísticas de acordo com a avaliação social que lhes é conferida. A negação pelo uso da expressão “a gente” no texto está associada

Alternativas
Q3275735 Português

Leia o trecho a seguir.


[...] só é Artista quem Entrega

a explosão

aos pés do público

com ritmo, poesia, beleza

ainda que ele esteja dançando um crime.


BEI, Aline. Pequena Coreografia do Adeus. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.


Nesta passagem de Pequena Coreografia do Adeus, a sentença “ainda que ele esteja dançando um crime” expressa a ideia de

Alternativas
Q3275731 Português
Num julgamento, o advogado de defesa, referindo-se ao réu, acusado de assassinato, declarou:

O acusado, senhores jurados, é um engenheiro famoso, ótimo funcionário da empresa em que trabalha, além de pai de família exemplar, e não deve ser colocado na prisão!

A argumentação do advogado se apoia em uma falácia argumentativa, que é:
Alternativas
Q3275728 Português
Leia o texto a seguir.

Quando entrei no terrível vagão, ele estava ocupado por duas pessoas. Uma, dobrada, coberta, dormia profundamente. A coberta superior estava manchada, de fundo amarelado, como pele de leopardo. Vendem-se muitas mantas assim nas lojas de artigos de viagens, mas pude notar logo depois que se tratava realmente da pele de um animal selvagem; do mesmo modo, o boné da pessoa adormecida me pareceu ser de feltro branco bastante delicado. O outro viajante, uma aparência simpática, parecia ter passado dos trinta anos e mostrava-se como figura insignificante que passa confortavelmente as noites em estradas de ferro.

Assinale a opção que apresenta a estratégia que o narrador usa nesse fragmento textual para criar sinais de história realista e verdadeira. 
Alternativas
Q3275723 Português
Leia o texto a seguir.

A CASA INCA.
Uma casa inca em uma cidade como Machu Picchu era feita de blocos de pedra. O granito branco, muito duro e sólido, era o melhor material. Os tetos das casas eram muito inclinados para que as fortes chuvas dessa região montanhosa escoassem rapidamente. Os caibros eram solidamente fixados e sustentados por uma base de madeira. O conjunto era em seguida recoberto de uma erva chamada ichu. A maioria das casas só tinha um nível, mas algumas tinham dois ou três, aos quais se acessava por meio de escadas ou blocos de pedra inseridos na parede externa. A maior parte tinha uma só porta de entrada, fechada por um tecido ou uma pele de animal. Algumas tinham uma abertura em uma das paredes. Cada construção era habitada por uma só família e fazia parte de uma comunidade que podia agrupar até seis casas. Todos os prédios pertenciam, em regra, a famílias de um mesmo clã.  

No texto estão sublinhados segmentos que se referem à “casa inca”.

Assinale a opção em que o tipo de retomada (coesão) não mostra o mesmo tipo dos demais.
Alternativas
Q3275679 Português
Assinale a única frase a seguir que representa um enunciado de caráter subjetivo
Alternativas
Q3275674 Português

READ TEXT II AND ANSWER THE SIX QUESTION THAT FOLLOW IT


TEXT II




From: https://schulzmuseum.org/wp-content/uploads/2020/11/1963-05-01_WEBscaled.jpg

Analise o cartaz a seguir.

Captura_de tela 2025-04-02 112059.png (499×712)

Sobre ele, assinale a afirmativa incorreta
Alternativas
Q3275624 Português

Considere o trecho abaixo:


"Embora a tecnologia tenha simplificado muitas tarefas cotidianas, seu impacto na atenção e na capacidade de concentração dos indivíduos ainda é um tema de debate. Muitos especialistas apontam que o uso excessivo de dispositivos digitais pode fragmentar a atenção, enquanto outros argumentam que a adaptação ao ambiente tecnológico desenvolve novas formas de foco e cognição."


Com base no texto, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3275504 Português

Estudo revela que mais de 50% dos casos de demência na América Latina são evitáveis


Por Redação do Jornal da USP






(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-revela-que-mais-de-50-dos-casos-de-demencia-naamerica-latina-sao-evitaveis/– texto adaptado especialmente para esta prova).

São afirmações corretas a respeito do texto, EXCETO:
Alternativas
Q3275422 Português

Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Na era digital, as redes sociais tornaram‑se o palco onde muitos de nós encenam nossas vidas, dançando ao ritmo das curtidas e validações virtuais. Contudo, por trás da fachada de felicidade e sucesso, a roda da escravidão moderna está em pleno movimento, aprisionando muitos em uma busca incessante por uma validação que muitas vezes é ilusória.


Ao explorar as vidas aparentemente perfeitas que permeiam nossos feeds, é fácil cair na armadilha da comparação. A tirania dos valores “exibidos” nas redes sociais impõe padrões inatingíveis, criando uma ilusão de felicidade que obscurece a realidade complexa e multifacetada da experiência humana.


A busca incessante pela validação virtual cria uma dinâmica paradoxal. A roda da escravidão digital gira, e indivíduos se encontram cada vez mais distantes de suas próprias verdades, submersos na ilusão de que a aceitação on‑line equivale à validação pessoal. O preço pago por essa busca desenfreada é a perda da percepção de individualidade; à medida que nos moldamos para atender a padrões externos, muitas vezes em detrimento de nossa autenticidade, perdemos nossa verdadeira essência.


A sociedade contemporânea — marcada pela constante exposição nas redes sociais — propaga essa narrativa de sucesso e felicidade que muitas vezes é desconectada da realidade. A pressão para “parecer feliz, parecer bem‑sucedido” alimenta essa roda da ilusão, levando à exaustão emocional e à deterioração da saúde mental.


A reinvenção necessária não reside na perpetuação dessa farsa digital, mas na redescoberta da verdadeira autenticidade. É hora de desconectar‑se da tirania da validação virtual e reconectar‑se consigo mesmo. Ao invés de se perder nas imagens retocadas e narrativas cuidadosamente construídas, busque a essência de sua própria jornada.


Reverter esse ciclo demanda consciência, aceitação, ações conscientes para cultivar uma presença digital que reflita a verdadeira complexidade e autenticidade da experiência humana, promovendo a valorização do indivíduo para além das métricas virtuais.


Para se libertar é necessário buscar o autoconhecimento. Ao explorar as dinâmicas familiares, sociais e culturais que moldam nossas crenças e comportamentos, é possível desatar as correntes invisíveis desta roda da escravidão digital. Através do autodesenvolvimento é possível reconectar‑se consigo mesmo.


Nas palavras de Carl Jung, “quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda”. A jornada interior nos desperta para a verdadeira essência, permitindo‑nos desafiar padrões prejudiciais e construir uma narrativa pessoal mais autêntica, tornando‑nos livres e felizes. 


ARAGÃO, Alessandra. A roda da escravidão da felicidade virtual. Estado de Minas, 21 dez. 2023 (adaptado).

As setas presentes na figura ilustrativa do texto I correspondem a qual expressão?
Alternativas
Respostas
3861: B
3862: C
3863: D
3864: C
3865: D
3866: D
3867: B
3868: C
3869: A
3870: B
3871: C
3872: A
3873: B
3874: E
3875: E
3876: C
3877: D
3878: D
3879: E
3880: C