Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1632584 Português

Mural

Sistema permite que o aluno monte a própria grade


Uma startup brasileira quer mudar a forma de estudar dos universitários. No lugar do tradicional regime seriado, a empresa está propondo um sistema de créditos flexíveis operado pelos próprios estudantes. Nesse modelo, não é a instituição que define o que o aluno vai estudar e quando, mas o inverso. É o estudante que monta a cada semestre a sua grade curricular, composta por conteúdos obrigatórios (60%) e extras (40%). Desse último grupo, os estudantes podem eleger somente as disciplinas que mais lhes interessam. De acordo com o executivo-chefe da startup Blox, Bruno Berchielli, trata-se de um modelo de ensino compatível com o perfil da "geração Netflix". Outra diferença do sistema está na descrição das competências que serão trabalhadas em cada disciplina, oferecendo aos alunos maior clareza quanto ao que estão aprendendo tanto em termos técnicos quanto atitudinais. De acordo com o executivo, as vantagens se estendem às instituições de ensino, que podem conter a evasão de alunos - na medida que o sistema aumenta o nível de satisfação deles - e aumentar a captação, considerando a atratividade do modelo. Também há ganhos de escala, pois a instituição pode limitar a oferta de disciplinas por semestre com o objetivo de melhorar o ensalamento. A adoção do sistema implica a reestruturação curricular dos cursos, por isso leva um semestre, no mínimo. A Faculdade de Administração (Fappes), a primeira a incorporar o sistema, levou sete meses para implantá-lo. O programa foi adotado no segundo semestre de 2016. Nesse período, a evasão saiu de um patamar de 13% e foi para 8,3% em relação ao segundo semestre do ano passado. A novidade ainda facilitou a criação de três cursos tecnológicos (Marketing, RH e Processos Gerenciais).

In: Ensino Superior. Ano 19, nº 217, mar.2017. São Paulo: Ed. Segmento.p.4 (www.revistaensinosupeiror.com.br)

Considere o seguinte trecho do texto apresentado:


Outra diferença do sistema está na descrição das competências que serão trabalhadas em cada disciplina, oferecendo aos alunos maior clareza quanto ao que estão aprendendo tanto em termos técnicos quanto atitudinais. De acordo com o executivo, as vantagens se estendem às instituições de ensino, que podem conter a evasão de alunos – na medida que o sistema aumenta o nível de satisfação deles – e aumentar a captação, considerando a atratividade do modelo. Também há ganhos de escala, pois a instituição pode limitar a oferta de disciplinas por semestre com o objetivo de melhorar o ensalamento.


Os termos em negrito, apresentados sequencialmente neste trecho, produzem como efeito uma avaliação 

Alternativas
Q1632582 Português

Educação no mundo

Compromisso com o sucesso do aluno.

Ou, pelo menos, aceitação em participar dos riscos. É dessa forma que vem sendo vista a atitude das instituições de ensino que estão isentando o pagamento da mensalidade em troca de um percentual do faturamento do egresso. A iniciativa está ocorrendo nos Estados Unidos e integra mais uma medida, entre tantas outras, para resolver o problema da dívida estudantil. 


▪ No programa da Purdue University, localizada em Indiana, o percentual da renda a ser pago varia conforme o salário. Egressos bem-sucedidos pagam mais e a restituição pode chegar a até 2,5 vezes o valor da dívida. Em média, contudo, estima-se que os futuros profissionais pagarão, em até 10 anos, 1,6 vez o valor financiado, que pode corresponder a uma parte ou mesmo ao valor total do curso. Porém, caso o egresso não consiga um bom emprego e apresente rendimentos inferiores a US$ 20 mil por ano, a dívida será perdoada.

▪ A concessão do financiamento depende de uma série de aspectos e tem sido negociada caso a caso. Críticos da medida dizem que apenas estudantes de cursos com altas taxas de empregabilidade estão sendo aceitos no programa, enquanto a universidade afirma que alunos de mais de 70 áreas já foram aprovados.

▪ A Mission U também está trabalhando nessa linha. A Instituição - que não é uma universidade, mas sim uma organização que oferece cursos livres desenhados para atender demandas específicas do mercado - não cobra nada de seus alunos enquanto eles estão em processo de formação. 




▪ No entanto, uma vez finalizado o curso, eles devem destinar 15% de seus salários durante três anos, desde que ganhem US$ 50 mil por ano. De acordo com Adam Braun, CEO da Mission U, um rendimento inferior a isso indica que a instituição não está cumprindo o seu papel. Nos EUA, um analista de dados - uma das principais formações oferecidas pela organização - recebe aproximadamente US$ 80 mil por ano.

▪ Tonio DeSorrento, presidnete e CEO da Vemo Education, empresa que viabiliza, em parceria com as IES, acordos dessa natureza, declarou que tal alternativa de finaciamento privado crescerá à medida que universidades, governos e os estudantes perceberem que o valor de uma instituição de ensino está atrelado a resultados, pelos quais pode ser medido.


In: Ensino Superior. Ano 19, nº 220, jun. 2017. São Paulo: Ed. Segmento. p 11 (www.revistaensinosupeiror.com.br)

A “rosa dos ventos” é um tradicional gráfico circular que mostra diferentes direções da esfera celeste: norte, sul, leste, oeste, nordeste, sudeste, sudoeste, noroeste, etc.. Esse tipo de gráfico nomeia e ilustra a segunda parte da matéria “Compromisso com o sucesso do aluno”. Por analogia à rosa dos ventos, os tópicos tratados nessa segunda parte (Evasão calculada 1; Evasão calculada 2; Mentoria; Engajamento extraclasse) abordam, de diferentes perspectivas (direções), problemas e soluções relacionados ao ensino superior. Entretanto, apesar das diferentes perspectivas, há um tema comum aos quatro tópicos.


Assinale a alternativa que apresenta esse tema comum.

Alternativas
Q1632581 Português

Educação no mundo

Compromisso com o sucesso do aluno.

Ou, pelo menos, aceitação em participar dos riscos. É dessa forma que vem sendo vista a atitude das instituições de ensino que estão isentando o pagamento da mensalidade em troca de um percentual do faturamento do egresso. A iniciativa está ocorrendo nos Estados Unidos e integra mais uma medida, entre tantas outras, para resolver o problema da dívida estudantil. 


▪ No programa da Purdue University, localizada em Indiana, o percentual da renda a ser pago varia conforme o salário. Egressos bem-sucedidos pagam mais e a restituição pode chegar a até 2,5 vezes o valor da dívida. Em média, contudo, estima-se que os futuros profissionais pagarão, em até 10 anos, 1,6 vez o valor financiado, que pode corresponder a uma parte ou mesmo ao valor total do curso. Porém, caso o egresso não consiga um bom emprego e apresente rendimentos inferiores a US$ 20 mil por ano, a dívida será perdoada.

▪ A concessão do financiamento depende de uma série de aspectos e tem sido negociada caso a caso. Críticos da medida dizem que apenas estudantes de cursos com altas taxas de empregabilidade estão sendo aceitos no programa, enquanto a universidade afirma que alunos de mais de 70 áreas já foram aprovados.

▪ A Mission U também está trabalhando nessa linha. A Instituição - que não é uma universidade, mas sim uma organização que oferece cursos livres desenhados para atender demandas específicas do mercado - não cobra nada de seus alunos enquanto eles estão em processo de formação. 




▪ No entanto, uma vez finalizado o curso, eles devem destinar 15% de seus salários durante três anos, desde que ganhem US$ 50 mil por ano. De acordo com Adam Braun, CEO da Mission U, um rendimento inferior a isso indica que a instituição não está cumprindo o seu papel. Nos EUA, um analista de dados - uma das principais formações oferecidas pela organização - recebe aproximadamente US$ 80 mil por ano.

▪ Tonio DeSorrento, presidnete e CEO da Vemo Education, empresa que viabiliza, em parceria com as IES, acordos dessa natureza, declarou que tal alternativa de finaciamento privado crescerá à medida que universidades, governos e os estudantes perceberem que o valor de uma instituição de ensino está atrelado a resultados, pelos quais pode ser medido.


In: Ensino Superior. Ano 19, nº 220, jun. 2017. São Paulo: Ed. Segmento. p 11 (www.revistaensinosupeiror.com.br)

A matéria, publicada na revista Ensino Superior, integra a seção “Educação no mundo”, e a iniciativa em relação às inovações de que trata o texto se deu nos Estados Unidos, país que é referência em desenvolvimento para a cultura ocidental.


Considerando essas informações, infere-se que o objetivo primordial da matéria é

Alternativas
Q1632580 Português

Educação no mundo

Compromisso com o sucesso do aluno.

Ou, pelo menos, aceitação em participar dos riscos. É dessa forma que vem sendo vista a atitude das instituições de ensino que estão isentando o pagamento da mensalidade em troca de um percentual do faturamento do egresso. A iniciativa está ocorrendo nos Estados Unidos e integra mais uma medida, entre tantas outras, para resolver o problema da dívida estudantil. 


▪ No programa da Purdue University, localizada em Indiana, o percentual da renda a ser pago varia conforme o salário. Egressos bem-sucedidos pagam mais e a restituição pode chegar a até 2,5 vezes o valor da dívida. Em média, contudo, estima-se que os futuros profissionais pagarão, em até 10 anos, 1,6 vez o valor financiado, que pode corresponder a uma parte ou mesmo ao valor total do curso. Porém, caso o egresso não consiga um bom emprego e apresente rendimentos inferiores a US$ 20 mil por ano, a dívida será perdoada.

▪ A concessão do financiamento depende de uma série de aspectos e tem sido negociada caso a caso. Críticos da medida dizem que apenas estudantes de cursos com altas taxas de empregabilidade estão sendo aceitos no programa, enquanto a universidade afirma que alunos de mais de 70 áreas já foram aprovados.

▪ A Mission U também está trabalhando nessa linha. A Instituição - que não é uma universidade, mas sim uma organização que oferece cursos livres desenhados para atender demandas específicas do mercado - não cobra nada de seus alunos enquanto eles estão em processo de formação. 




▪ No entanto, uma vez finalizado o curso, eles devem destinar 15% de seus salários durante três anos, desde que ganhem US$ 50 mil por ano. De acordo com Adam Braun, CEO da Mission U, um rendimento inferior a isso indica que a instituição não está cumprindo o seu papel. Nos EUA, um analista de dados - uma das principais formações oferecidas pela organização - recebe aproximadamente US$ 80 mil por ano.

▪ Tonio DeSorrento, presidnete e CEO da Vemo Education, empresa que viabiliza, em parceria com as IES, acordos dessa natureza, declarou que tal alternativa de finaciamento privado crescerá à medida que universidades, governos e os estudantes perceberem que o valor de uma instituição de ensino está atrelado a resultados, pelos quais pode ser medido.


In: Ensino Superior. Ano 19, nº 220, jun. 2017. São Paulo: Ed. Segmento. p 11 (www.revistaensinosupeiror.com.br)

    Na matéria, publicada na revista Ensino Superior, o título “Compromisso com o sucesso do aluno” integra-se ao início do texto por meio da conjunção “Ou”, que introduz uma interpretação alternativa ao título apresentado.

    

Considerando que os títulos cumprem objetivos importantes na produção dos sentidos do texto, especialmente no campo jornalístico, assinale a alternativa INCORRETA em relação ao motivo pelo qual o enunciado alternativo “aceitação em participar dos riscos” não foi escolhido para constituir o título da matéria.

Alternativas
Q1632523 Português

FONTE: Texto especialmente adaptado para esta prova. Original disponível em: http://www.personare.com.br/veganismo-para-leigos-m769. Acesso em 24/04/2017.
Assinale a alternativa que faz uma afirmação INCORRETA sobre o tema abordado no texto.
Alternativas
Q1632522 Português

FONTE: Texto especialmente adaptado para esta prova. Original disponível em: http://www.personare.com.br/veganismo-para-leigos-m769. Acesso em 24/04/2017.
Considere as seguintes assertivas sobre a abordagem feita ao veganismo segundo o texto:
I. O texto nos informa que o veganismo já existiu com um sentido diferente do que lhe é atribuído hoje. II. A causa vegana tem argumentos impactantes, como as notícias sobre os prejuízos causados à saúde pelo consumo de produtos animais, como carne e leite contaminados. III. Defensores do veganismo difundem a crença de que a exploração dos animais pelo homem é, principalmente, um traço cultural, que deve ser abolido, pois há possibilidades para isso. IV. Há o entendimento, dos defensores do veganismo, de que os animais são seres sencientes; ou seja, assim como os seres humanos, podem sentir emoções como medo e prazer.
Quais encontram respaldo no texto?
Alternativas
Q1632520 Português

FONTE: Texto especialmente adaptado para esta prova. Original disponível em: http://www.personare.com.br/veganismo-para-leigos-m769. Acesso em 24/04/2017.
Considerando o sentido e os elementos textuais do primeiro parágrafo, assinale a alternativa que apresenta os verbos adequados para completar as lacunas pontilhadas das linhas 04, 07 e 09, respectivamente.
Alternativas
Q1632518 Português

Leia o texto a seguir e responda


    Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.

    Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.

(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia de Bolso, 2014.)

“Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir”. No contexto, o pronome “este”, refere-se a:
Alternativas
Q1632512 Português

Leia o texto a seguir e responda


    Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.

    Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.

(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia de Bolso, 2014.)

No trecho anterior, o autor relata estar:

Alternativas
Q1632388 Português
De acordo com o texto, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O parágrafo inicial apresenta o tema central que será discutido ao longo do texto, a saber, a violência envolvendo menores e o que fazer para mudar essa realidade. ( ) No quarto parágrafo, o autor deixa claro que os meios utilizados até agora para conter atos de violências e amparar os menores foram insuficientes para assegurar que a vida em sociedade seja proveitosa. ( ) Os parágrafos contidos entre as linhas 25 e 36 apresentam a ideia de que o aliciamento de menores ao crime pode ser evitado quando o núcleo familiar realiza o papel de educar.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1632387 Português
Analise as assertivas abaixo sobre o que se apreende do texto:
I. No texto, o autor considera que a educação advinda da família é fundamental, mas que o Estado tem papel importante na construção do sujeito, dando suporte em relação a ações que auxiliem na estrutura familiar. II. Os atos infracionais cometidos por menores podem ser erradicados quando a sociedade se comprometer com o processo de formação do sujeito. III. De acordo com as ideias apresentadas pelo autor, as mudanças almejadas em relação aos menores infratores não necessitam obrigatoriamente de alterações na legislação.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1632385 Português

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os verbos às suas ações temporais.


Coluna 1

1. Fato atual.

2. Fato passado concluído.

3. Fato passado anterior a outro também passado.

4. Fato a ser realizado.

5. Fato futuro situado no passado.


Coluna 2

( ) exige mudanças no conjunto normativo... (l. 18-19).

( ) é importante ter em mente que jamais acabaremos... (l. 51).

( ) Nenhum Estado do mundo, por mais aperfeiçoado que seja, conseguira suprir integral e plenamente... (l. 39-40).

( ) o amparo comunitário e a rede de atendimento público deixaram lacunas. (l. 30-31).


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1632383 Português
Analise as afirmações abaixo sobre substituições de palavras do texto, considerando apenas os aspectos semânticos, e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Desconsiderando os ajustes estruturais na frase, a palavra ‘recrudescimento’ (l. 05) poderia ser substituída por ‘intensificação’. ( ) Na linha 18, ‘indubitáveis’ poderia ser substituído por ‘incontestáveis’, haja vista serem sinônimos. ( ) ‘cooptação’ (l. 25) poderia ser substituído por ‘atração’, pois ambas têm o sentido de ‘aliciar’ ou ‘envolver alguém e fazer participar de algo’. ( ) Na linha 38, ‘sedimentada’ tem como significado ‘torna-se sólido’ e poderia ser substituída corretamente pela palavra ‘consolidada’.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1632245 Português

http://chc.org.br/seguranca-comeca-em-casa/ – texto adaptado

Qual o objetivo principal do texto?
Alternativas
Q1631354 Português
Os referentes dos termos destacados estão corretamente identificados entre parênteses, EXCETO em:
Alternativas
Q1631351 Português
Fotos no celular? Socorro! 

                                                                                           Walcyr Carrasco 

    Lançamento de novela. Festa. Imprensa. Emoção. Minha obra! Um garçom, alguns metros à frente, passa com uma bandeja de água e refrigerantes. Morro de sede. Quero um refrigerante. Dou um passo. Uma jovem aproxima-se sorrindo, celular na mão.
    – Posso fazer uma foto? Sorrio de volta, expondo todos os meus dentes como um jacaré. Ela clica.
    – Ah, desculpa, não saiu boa. Vou fazer outra. Já proprietária de mim, afasta-me uns metros para uma posição melhor. Clica de novo. Termina. O garçom na direção contrária. Que sede. Alguém me puxa. Celular na mão. Sorrio de novo. E de novo, de novo, de novo. Quando finalmente alcanço o garçom, a Coca Zero que eu queria acabou. Vou pedir para trazer uma, mas alguém me puxa para... uma foto! 
    Já ouço alguém dizendo que é o ônus de ser famoso. Não é. Tente dar uma festa de aniversário. Você passará o tempo todo peregrinando de foto em foto com os convidados. Se quiser comer uma fatia de seu próprio bolo em paz, terá de se trancar num armário. Quanto maior a festa, mais e mais fotos. Sempre o mesmo mantra.
     – Deixa fazer mais uma para ficar boa...
    E você estica os lábios de novo, para imortalizar aquele momento de felicidade. Huuumm... bem... felicidade? Certa vez, viajei com um amigo. Como ele é alto e de braço comprido, entrou num rio e fez bem uns 40 selfies dele mesmo sorrindo. O sorriso só sumiu quando o celular mergulhou no rio.
    Acredito que a maioria, hoje, prefere fotografar a desfrutar uma viagem. No exterior, registram monumentos, fazem selfies em frente a paisagens. Mas será que realmente veem a paisagem? Houve um tempo em que se fazia piada dos turistas japoneses. Todos passavam a viagem no clique, clique. A piada acabou, o clique, clique se tornou mundial. O que acontece com o resultado de tanta atividade fotográfica?
    Nada.
    Houve a época dos slides. Para mostrar, era preciso um projetor. Quando um amigo incauto visitava, era obrigado a assistir. Um tédio enquanto se viam os pombinhos na praia, na montanha, posando com esquis velhos. Era obrigatório gostar. Mas essencial medir as palavras.
    – Bonito aquele hotel que vocês ficaram. – Gostou? Mostro de novo!
    Agora, na época fluida do registro eletrônico, nem existe mais visita para ver slides. As pessoas publicam fotos e vídeos nas redes sociais o tempo todo. Querem que o universo contemple um café espresso. Se querem mostrar algo, pessoalmente, deslizam as imagens pelo celular, uma atrás da outra.
    Contemplo meu próprio aparelho. A memória carregada de fotos. Tornou-se falta de educação não registrar certos momentos. Amigo clica, clico de volta. Como se retribuísse. O que vou fazer com tudo isso, apagar? Minha mãe deixou-me um álbum de fotografias. Às vezes, folheio, vejo minhas fotos de menino, parentes. Quando as vejo, compartilho aqueles momentos bons, específicos. Sinto uma emoção. Quero fazer como minha mãe, preservar imagens.
    Corajosamente, falo com meu assistente, Felippe.
    – Quero imprimir as fotos do meu celular.
    – Ninguém mais faz isso – revolta-se ele.
    – Se existe serviço de impressão, é porque fazem.     
    Assim, neste exato momento, seleciono as fotos que vou imprimir. Depois, o que farei com elas? Talvez um velhinho numa lojinha centenária encontre um álbum de fotografias cheio de poeira. E me venda. Se é que ainda existirão velhinhos e lojas centenárias. Colarei as fotos nas páginas, revivendo em cada uma a emoção. É coisa antiga, sei. Mas não quero abandonar momentos tão bons, família e amigos tão queridos, em algum velho celular descarregado. 

Disponível em: http://epoca.globo.com/sociedade/walcyr-carrasco/noticia/2017/08/fotos-no-celularsocorro.html Acesso em: 30 set. 2017 (Adaptado). 
Todas as constatações abaixo podem ser feitas com base no texto, EXCETO:
Alternativas
Q1631350 Português
Fotos no celular? Socorro! 

                                                                                           Walcyr Carrasco 

    Lançamento de novela. Festa. Imprensa. Emoção. Minha obra! Um garçom, alguns metros à frente, passa com uma bandeja de água e refrigerantes. Morro de sede. Quero um refrigerante. Dou um passo. Uma jovem aproxima-se sorrindo, celular na mão.
    – Posso fazer uma foto? Sorrio de volta, expondo todos os meus dentes como um jacaré. Ela clica.
    – Ah, desculpa, não saiu boa. Vou fazer outra. Já proprietária de mim, afasta-me uns metros para uma posição melhor. Clica de novo. Termina. O garçom na direção contrária. Que sede. Alguém me puxa. Celular na mão. Sorrio de novo. E de novo, de novo, de novo. Quando finalmente alcanço o garçom, a Coca Zero que eu queria acabou. Vou pedir para trazer uma, mas alguém me puxa para... uma foto! 
    Já ouço alguém dizendo que é o ônus de ser famoso. Não é. Tente dar uma festa de aniversário. Você passará o tempo todo peregrinando de foto em foto com os convidados. Se quiser comer uma fatia de seu próprio bolo em paz, terá de se trancar num armário. Quanto maior a festa, mais e mais fotos. Sempre o mesmo mantra.
     – Deixa fazer mais uma para ficar boa...
    E você estica os lábios de novo, para imortalizar aquele momento de felicidade. Huuumm... bem... felicidade? Certa vez, viajei com um amigo. Como ele é alto e de braço comprido, entrou num rio e fez bem uns 40 selfies dele mesmo sorrindo. O sorriso só sumiu quando o celular mergulhou no rio.
    Acredito que a maioria, hoje, prefere fotografar a desfrutar uma viagem. No exterior, registram monumentos, fazem selfies em frente a paisagens. Mas será que realmente veem a paisagem? Houve um tempo em que se fazia piada dos turistas japoneses. Todos passavam a viagem no clique, clique. A piada acabou, o clique, clique se tornou mundial. O que acontece com o resultado de tanta atividade fotográfica?
    Nada.
    Houve a época dos slides. Para mostrar, era preciso um projetor. Quando um amigo incauto visitava, era obrigado a assistir. Um tédio enquanto se viam os pombinhos na praia, na montanha, posando com esquis velhos. Era obrigatório gostar. Mas essencial medir as palavras.
    – Bonito aquele hotel que vocês ficaram. – Gostou? Mostro de novo!
    Agora, na época fluida do registro eletrônico, nem existe mais visita para ver slides. As pessoas publicam fotos e vídeos nas redes sociais o tempo todo. Querem que o universo contemple um café espresso. Se querem mostrar algo, pessoalmente, deslizam as imagens pelo celular, uma atrás da outra.
    Contemplo meu próprio aparelho. A memória carregada de fotos. Tornou-se falta de educação não registrar certos momentos. Amigo clica, clico de volta. Como se retribuísse. O que vou fazer com tudo isso, apagar? Minha mãe deixou-me um álbum de fotografias. Às vezes, folheio, vejo minhas fotos de menino, parentes. Quando as vejo, compartilho aqueles momentos bons, específicos. Sinto uma emoção. Quero fazer como minha mãe, preservar imagens.
    Corajosamente, falo com meu assistente, Felippe.
    – Quero imprimir as fotos do meu celular.
    – Ninguém mais faz isso – revolta-se ele.
    – Se existe serviço de impressão, é porque fazem.     
    Assim, neste exato momento, seleciono as fotos que vou imprimir. Depois, o que farei com elas? Talvez um velhinho numa lojinha centenária encontre um álbum de fotografias cheio de poeira. E me venda. Se é que ainda existirão velhinhos e lojas centenárias. Colarei as fotos nas páginas, revivendo em cada uma a emoção. É coisa antiga, sei. Mas não quero abandonar momentos tão bons, família e amigos tão queridos, em algum velho celular descarregado. 

Disponível em: http://epoca.globo.com/sociedade/walcyr-carrasco/noticia/2017/08/fotos-no-celularsocorro.html Acesso em: 30 set. 2017 (Adaptado). 
O assunto do texto é
Alternativas
Q1631304 Português
Quantos amigos seus estão na cracolândia?
                       
                                               Antônio Prata

    Carl Hart é psicólogo, psiquiatra e foi o primeiro negro a alcançar o posto de professor titular de neurociências na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, Hart veio ao Brasil divulgar seus estudos sobre drogas e vício. Numa entrevista ao Drauzio Varella, falou sobre sua pesquisa com ratos e macacos, em laboratório. Quando se coloca um animal sozinho numa jaula, capaz de acionar uma alavanca e receber uma dose de cocaína ou meta-anfetamina na veia, o bicho acionará a alavanca até morrer. Quando, porém, há mais estímulos na jaula, além da alavanca, como um outro animal sexualmente ativo, uma rodinha (no caso dos ratos) ou doces, as cobaias sobrevivem.
    Extrapolando seus insights para humanos, o que Hart prega é que não adianta combater o vício sem apresentar alternativas à droga. A cracolândia, ele insistiu em entrevistas e palestras, por aqui, não pode ser pensada pela perspectiva do vício sem ser pensada antes pela perspectiva da miséria.
    Imagine que você é um mendigo viciado em crack. Seus pertences são uma calça esfarrapada, uma camiseta imunda, um par de Havaianas, um isqueiro. Você se lembra vagamente de ter tido metade de um pente, num passado não muito distante, mas não sabe onde foi parar. Sua existência se resume a pedir dinheiro no farol e a fumar crack. Nos minutos que duram a viagem, você se esquece de tudo. O resto do tempo é o inferno.
    Um belo dia você decide parar com o crack. Você luta, faz um esforço sobre-humano e depois de meses está curado. Você deita sob uma marquise na rua Helvétia, apoia a cabeça num paralelepípedo, dá um gole numa poça d'água e pensa: agora eu sou um mendigo saudável! Pensa no futuro. Posso arrumar um trapo para limpar os vidros dos carros, no farol. Quem sabe, vender Suflair? Se me esforçar bastante, consigo um carrinho e um cachorro, virarei catador. Talvez você seja uma pessoa mais solar do que eu, mas devo admitir que, se estivesse naquela situação, escolheria o crack. Ficaria na minha jaula acionando a alavanca até morrer. 
    É verdade que muitas das pessoas que estão na cracolândia chegaram à mendicância por causa da droga, mas não vieram de muito longe. A maioria, segundo censo da prefeitura, não completou o ensino fundamental. São pobres, negros e pardos. Quando aparece alguém de fora desse estrato é um espanto, como foi a suspeita de que o irmão da Suzane Richthofen era viciado. Claro que parte da comoção com a notícia tem a ver com a tragédia daquele garoto. Mas uma parte do susto é: meu Deus, um loiro na cracolândia! Um descendente de alemães! Que estudou em escola particular!
    Quantas pessoas do seu círculo consomem álcool regularmente? E maconha? Aposto que você conhece pessoas profissionalmente ativas e bem-sucedidas que consomem cocaína. E crack? Quantos viciados em crack há na sua família, na sua turma de escola, dormindo no chão, na praça Princesa Isabel? Princesa Isabel, veja só. 
    Em 2015, Carl Hart, negro, com dreads, foi barrado na entrada de um hotel, em São Paulo. Questionado a respeito, disse não entender por que as pessoas estavam tão chocadas por ele ter sido barrado no hotel, mas não se chocavam com o fato de não haver um só negro no público de suas palestras.
    Infelizmente, entre nós, o choque mais comum diante da desigualdade é a tropa.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/06/1890076-quantos-amigosseus-estao-na-cracolandia.shtml Acesso em: 30 set. 2017.    
    
    
Todas as extrapolações abaixo podem ser feitas com base no texto, EXCETO:
Alternativas
Q1631303 Português
Quantos amigos seus estão na cracolândia?
                       
                                               Antônio Prata

    Carl Hart é psicólogo, psiquiatra e foi o primeiro negro a alcançar o posto de professor titular de neurociências na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, Hart veio ao Brasil divulgar seus estudos sobre drogas e vício. Numa entrevista ao Drauzio Varella, falou sobre sua pesquisa com ratos e macacos, em laboratório. Quando se coloca um animal sozinho numa jaula, capaz de acionar uma alavanca e receber uma dose de cocaína ou meta-anfetamina na veia, o bicho acionará a alavanca até morrer. Quando, porém, há mais estímulos na jaula, além da alavanca, como um outro animal sexualmente ativo, uma rodinha (no caso dos ratos) ou doces, as cobaias sobrevivem.
    Extrapolando seus insights para humanos, o que Hart prega é que não adianta combater o vício sem apresentar alternativas à droga. A cracolândia, ele insistiu em entrevistas e palestras, por aqui, não pode ser pensada pela perspectiva do vício sem ser pensada antes pela perspectiva da miséria.
    Imagine que você é um mendigo viciado em crack. Seus pertences são uma calça esfarrapada, uma camiseta imunda, um par de Havaianas, um isqueiro. Você se lembra vagamente de ter tido metade de um pente, num passado não muito distante, mas não sabe onde foi parar. Sua existência se resume a pedir dinheiro no farol e a fumar crack. Nos minutos que duram a viagem, você se esquece de tudo. O resto do tempo é o inferno.
    Um belo dia você decide parar com o crack. Você luta, faz um esforço sobre-humano e depois de meses está curado. Você deita sob uma marquise na rua Helvétia, apoia a cabeça num paralelepípedo, dá um gole numa poça d'água e pensa: agora eu sou um mendigo saudável! Pensa no futuro. Posso arrumar um trapo para limpar os vidros dos carros, no farol. Quem sabe, vender Suflair? Se me esforçar bastante, consigo um carrinho e um cachorro, virarei catador. Talvez você seja uma pessoa mais solar do que eu, mas devo admitir que, se estivesse naquela situação, escolheria o crack. Ficaria na minha jaula acionando a alavanca até morrer. 
    É verdade que muitas das pessoas que estão na cracolândia chegaram à mendicância por causa da droga, mas não vieram de muito longe. A maioria, segundo censo da prefeitura, não completou o ensino fundamental. São pobres, negros e pardos. Quando aparece alguém de fora desse estrato é um espanto, como foi a suspeita de que o irmão da Suzane Richthofen era viciado. Claro que parte da comoção com a notícia tem a ver com a tragédia daquele garoto. Mas uma parte do susto é: meu Deus, um loiro na cracolândia! Um descendente de alemães! Que estudou em escola particular!
    Quantas pessoas do seu círculo consomem álcool regularmente? E maconha? Aposto que você conhece pessoas profissionalmente ativas e bem-sucedidas que consomem cocaína. E crack? Quantos viciados em crack há na sua família, na sua turma de escola, dormindo no chão, na praça Princesa Isabel? Princesa Isabel, veja só. 
    Em 2015, Carl Hart, negro, com dreads, foi barrado na entrada de um hotel, em São Paulo. Questionado a respeito, disse não entender por que as pessoas estavam tão chocadas por ele ter sido barrado no hotel, mas não se chocavam com o fato de não haver um só negro no público de suas palestras.
    Infelizmente, entre nós, o choque mais comum diante da desigualdade é a tropa.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/06/1890076-quantos-amigosseus-estao-na-cracolandia.shtml Acesso em: 30 set. 2017.    
    
    
Percebe-se a interferência do locutor do texto, demonstrando a sua preocupação com a situação dos mendigos, em:
Alternativas
Q1631302 Português
Quantos amigos seus estão na cracolândia?
                       
                                               Antônio Prata

    Carl Hart é psicólogo, psiquiatra e foi o primeiro negro a alcançar o posto de professor titular de neurociências na Universidade de Columbia, em Nova York. Em 2015, Hart veio ao Brasil divulgar seus estudos sobre drogas e vício. Numa entrevista ao Drauzio Varella, falou sobre sua pesquisa com ratos e macacos, em laboratório. Quando se coloca um animal sozinho numa jaula, capaz de acionar uma alavanca e receber uma dose de cocaína ou meta-anfetamina na veia, o bicho acionará a alavanca até morrer. Quando, porém, há mais estímulos na jaula, além da alavanca, como um outro animal sexualmente ativo, uma rodinha (no caso dos ratos) ou doces, as cobaias sobrevivem.
    Extrapolando seus insights para humanos, o que Hart prega é que não adianta combater o vício sem apresentar alternativas à droga. A cracolândia, ele insistiu em entrevistas e palestras, por aqui, não pode ser pensada pela perspectiva do vício sem ser pensada antes pela perspectiva da miséria.
    Imagine que você é um mendigo viciado em crack. Seus pertences são uma calça esfarrapada, uma camiseta imunda, um par de Havaianas, um isqueiro. Você se lembra vagamente de ter tido metade de um pente, num passado não muito distante, mas não sabe onde foi parar. Sua existência se resume a pedir dinheiro no farol e a fumar crack. Nos minutos que duram a viagem, você se esquece de tudo. O resto do tempo é o inferno.
    Um belo dia você decide parar com o crack. Você luta, faz um esforço sobre-humano e depois de meses está curado. Você deita sob uma marquise na rua Helvétia, apoia a cabeça num paralelepípedo, dá um gole numa poça d'água e pensa: agora eu sou um mendigo saudável! Pensa no futuro. Posso arrumar um trapo para limpar os vidros dos carros, no farol. Quem sabe, vender Suflair? Se me esforçar bastante, consigo um carrinho e um cachorro, virarei catador. Talvez você seja uma pessoa mais solar do que eu, mas devo admitir que, se estivesse naquela situação, escolheria o crack. Ficaria na minha jaula acionando a alavanca até morrer. 
    É verdade que muitas das pessoas que estão na cracolândia chegaram à mendicância por causa da droga, mas não vieram de muito longe. A maioria, segundo censo da prefeitura, não completou o ensino fundamental. São pobres, negros e pardos. Quando aparece alguém de fora desse estrato é um espanto, como foi a suspeita de que o irmão da Suzane Richthofen era viciado. Claro que parte da comoção com a notícia tem a ver com a tragédia daquele garoto. Mas uma parte do susto é: meu Deus, um loiro na cracolândia! Um descendente de alemães! Que estudou em escola particular!
    Quantas pessoas do seu círculo consomem álcool regularmente? E maconha? Aposto que você conhece pessoas profissionalmente ativas e bem-sucedidas que consomem cocaína. E crack? Quantos viciados em crack há na sua família, na sua turma de escola, dormindo no chão, na praça Princesa Isabel? Princesa Isabel, veja só. 
    Em 2015, Carl Hart, negro, com dreads, foi barrado na entrada de um hotel, em São Paulo. Questionado a respeito, disse não entender por que as pessoas estavam tão chocadas por ele ter sido barrado no hotel, mas não se chocavam com o fato de não haver um só negro no público de suas palestras.
    Infelizmente, entre nós, o choque mais comum diante da desigualdade é a tropa.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2017/06/1890076-quantos-amigosseus-estao-na-cracolandia.shtml Acesso em: 30 set. 2017.    
    
    
Percebe-se o tom irônico do locutor do texto em:
Alternativas
Respostas
36961: C
36962: D
36963: B
36964: C
36965: E
36966: C
36967: A
36968: D
36969: B
36970: A
36971: D
36972: D
36973: B
36974: A
36975: C
36976: B
36977: C
36978: B
36979: B
36980: C