Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Mural
Sistema permite que o aluno monte a própria grade
Uma startup brasileira quer mudar a forma de estudar dos universitários. No lugar do tradicional regime seriado, a empresa está propondo um sistema de créditos flexíveis operado pelos próprios estudantes. Nesse modelo, não é a instituição que define o que o aluno vai estudar e quando, mas o inverso. É o estudante que monta a cada semestre a sua grade curricular, composta por conteúdos obrigatórios (60%) e extras (40%). Desse último grupo, os estudantes podem eleger somente as disciplinas que mais lhes interessam. De acordo com o executivo-chefe da startup Blox, Bruno Berchielli, trata-se de um modelo de ensino compatível com o perfil da "geração Netflix". Outra diferença do sistema está na descrição das competências que serão trabalhadas em cada disciplina, oferecendo aos alunos maior clareza quanto ao que estão aprendendo tanto em termos técnicos quanto atitudinais. De acordo com o executivo, as vantagens se estendem às instituições de ensino, que podem conter a evasão de alunos - na medida que o sistema aumenta o nível de satisfação deles - e aumentar a captação, considerando a atratividade do modelo. Também há ganhos de escala, pois a instituição pode limitar a oferta de disciplinas por semestre com o objetivo de melhorar o ensalamento. A adoção do sistema implica a reestruturação curricular dos cursos, por isso leva um semestre, no mínimo. A Faculdade de Administração (Fappes), a primeira a incorporar o sistema, levou sete meses para implantá-lo. O programa foi adotado no segundo semestre de 2016. Nesse período, a evasão saiu de um patamar de 13% e foi para 8,3% em relação ao segundo semestre do ano passado. A novidade ainda facilitou a criação de três cursos tecnológicos (Marketing, RH e Processos Gerenciais).
In: Ensino Superior. Ano 19, nº 217, mar.2017. São Paulo: Ed. Segmento.p.4 (www.revistaensinosupeiror.com.br)
Considere o seguinte trecho do texto apresentado:
Outra diferença do sistema está na descrição das competências que serão trabalhadas em cada disciplina, oferecendo aos alunos maior clareza quanto ao que estão aprendendo tanto em termos técnicos quanto atitudinais. De acordo com o executivo, as vantagens se estendem às instituições de ensino, que podem conter a evasão de alunos – na medida que o sistema aumenta o nível de satisfação deles – e aumentar a captação, considerando a atratividade do modelo. Também há ganhos de escala, pois a instituição pode limitar a oferta de disciplinas por semestre com o objetivo de melhorar o ensalamento.
Os termos em negrito, apresentados sequencialmente neste trecho, produzem como efeito uma avaliação
Educação no mundo
Compromisso com o sucesso do aluno.
Ou, pelo menos, aceitação em participar dos riscos. É
dessa forma que vem sendo vista a atitude das
instituições de ensino que estão isentando o pagamento
da mensalidade em troca de um percentual do
faturamento do egresso. A iniciativa está ocorrendo nos
Estados Unidos e integra mais uma medida, entre
tantas outras, para resolver o problema da dívida
estudantil.
▪ No programa da Purdue University, localizada em Indiana, o percentual da renda a ser pago varia conforme o salário. Egressos bem-sucedidos pagam mais e a restituição pode chegar a até 2,5 vezes o valor da dívida. Em média, contudo, estima-se que os futuros profissionais pagarão, em até 10 anos, 1,6 vez o valor financiado, que pode corresponder a uma parte ou mesmo ao valor total do curso. Porém, caso o egresso não consiga um bom emprego e apresente rendimentos inferiores a US$ 20 mil por ano, a dívida será perdoada.
▪ A concessão do financiamento depende de uma série de aspectos e tem sido negociada caso a caso. Críticos da medida dizem que apenas estudantes de cursos com altas taxas de empregabilidade estão sendo aceitos no programa, enquanto a universidade afirma que alunos de mais de 70 áreas já foram aprovados.
▪ A Mission U também está trabalhando nessa linha. A Instituição - que não é uma universidade, mas sim uma organização que oferece cursos livres desenhados para atender demandas específicas do mercado - não cobra nada de seus alunos enquanto eles estão em processo de formação.

▪ No entanto, uma vez finalizado o curso, eles devem destinar 15% de seus salários durante três anos, desde que ganhem US$ 50 mil por ano. De acordo com Adam Braun, CEO da Mission U, um rendimento inferior a isso indica que a instituição não está cumprindo o seu papel. Nos EUA, um analista de dados - uma das principais formações oferecidas pela organização - recebe aproximadamente US$ 80 mil por ano.
▪ Tonio DeSorrento, presidnete e CEO da Vemo Education, empresa que viabiliza, em parceria com as IES, acordos dessa natureza, declarou que tal alternativa de finaciamento privado crescerá à medida que universidades, governos e os estudantes perceberem que o valor de uma instituição de ensino está atrelado a resultados, pelos quais pode ser medido.

In: Ensino Superior. Ano 19, nº 220, jun. 2017. São Paulo: Ed. Segmento. p 11 (www.revistaensinosupeiror.com.br)
A “rosa dos ventos” é um tradicional gráfico circular que mostra diferentes direções da esfera celeste: norte, sul, leste, oeste, nordeste, sudeste, sudoeste, noroeste, etc.. Esse tipo de gráfico nomeia e ilustra a segunda parte da matéria “Compromisso com o sucesso do aluno”. Por analogia à rosa dos ventos, os tópicos tratados nessa segunda parte (Evasão calculada 1; Evasão calculada 2; Mentoria; Engajamento extraclasse) abordam, de diferentes perspectivas (direções), problemas e soluções relacionados ao ensino superior. Entretanto, apesar das diferentes perspectivas, há um tema comum aos quatro tópicos.
Assinale a alternativa que apresenta esse tema comum.
Educação no mundo
Compromisso com o sucesso do aluno.
Ou, pelo menos, aceitação em participar dos riscos. É
dessa forma que vem sendo vista a atitude das
instituições de ensino que estão isentando o pagamento
da mensalidade em troca de um percentual do
faturamento do egresso. A iniciativa está ocorrendo nos
Estados Unidos e integra mais uma medida, entre
tantas outras, para resolver o problema da dívida
estudantil.
▪ No programa da Purdue University, localizada em Indiana, o percentual da renda a ser pago varia conforme o salário. Egressos bem-sucedidos pagam mais e a restituição pode chegar a até 2,5 vezes o valor da dívida. Em média, contudo, estima-se que os futuros profissionais pagarão, em até 10 anos, 1,6 vez o valor financiado, que pode corresponder a uma parte ou mesmo ao valor total do curso. Porém, caso o egresso não consiga um bom emprego e apresente rendimentos inferiores a US$ 20 mil por ano, a dívida será perdoada.
▪ A concessão do financiamento depende de uma série de aspectos e tem sido negociada caso a caso. Críticos da medida dizem que apenas estudantes de cursos com altas taxas de empregabilidade estão sendo aceitos no programa, enquanto a universidade afirma que alunos de mais de 70 áreas já foram aprovados.
▪ A Mission U também está trabalhando nessa linha. A Instituição - que não é uma universidade, mas sim uma organização que oferece cursos livres desenhados para atender demandas específicas do mercado - não cobra nada de seus alunos enquanto eles estão em processo de formação.

▪ No entanto, uma vez finalizado o curso, eles devem destinar 15% de seus salários durante três anos, desde que ganhem US$ 50 mil por ano. De acordo com Adam Braun, CEO da Mission U, um rendimento inferior a isso indica que a instituição não está cumprindo o seu papel. Nos EUA, um analista de dados - uma das principais formações oferecidas pela organização - recebe aproximadamente US$ 80 mil por ano.
▪ Tonio DeSorrento, presidnete e CEO da Vemo Education, empresa que viabiliza, em parceria com as IES, acordos dessa natureza, declarou que tal alternativa de finaciamento privado crescerá à medida que universidades, governos e os estudantes perceberem que o valor de uma instituição de ensino está atrelado a resultados, pelos quais pode ser medido.

In: Ensino Superior. Ano 19, nº 220, jun. 2017. São Paulo: Ed. Segmento. p 11 (www.revistaensinosupeiror.com.br)
A matéria, publicada na revista Ensino Superior, integra a seção “Educação no mundo”, e a iniciativa em relação às inovações de que trata o texto se deu nos Estados Unidos, país que é referência em desenvolvimento para a cultura ocidental.
Considerando essas informações, infere-se que o objetivo primordial da matéria é
Educação no mundo
Compromisso com o sucesso do aluno.
Ou, pelo menos, aceitação em participar dos riscos. É
dessa forma que vem sendo vista a atitude das
instituições de ensino que estão isentando o pagamento
da mensalidade em troca de um percentual do
faturamento do egresso. A iniciativa está ocorrendo nos
Estados Unidos e integra mais uma medida, entre
tantas outras, para resolver o problema da dívida
estudantil.
▪ No programa da Purdue University, localizada em Indiana, o percentual da renda a ser pago varia conforme o salário. Egressos bem-sucedidos pagam mais e a restituição pode chegar a até 2,5 vezes o valor da dívida. Em média, contudo, estima-se que os futuros profissionais pagarão, em até 10 anos, 1,6 vez o valor financiado, que pode corresponder a uma parte ou mesmo ao valor total do curso. Porém, caso o egresso não consiga um bom emprego e apresente rendimentos inferiores a US$ 20 mil por ano, a dívida será perdoada.
▪ A concessão do financiamento depende de uma série de aspectos e tem sido negociada caso a caso. Críticos da medida dizem que apenas estudantes de cursos com altas taxas de empregabilidade estão sendo aceitos no programa, enquanto a universidade afirma que alunos de mais de 70 áreas já foram aprovados.
▪ A Mission U também está trabalhando nessa linha. A Instituição - que não é uma universidade, mas sim uma organização que oferece cursos livres desenhados para atender demandas específicas do mercado - não cobra nada de seus alunos enquanto eles estão em processo de formação.

▪ No entanto, uma vez finalizado o curso, eles devem destinar 15% de seus salários durante três anos, desde que ganhem US$ 50 mil por ano. De acordo com Adam Braun, CEO da Mission U, um rendimento inferior a isso indica que a instituição não está cumprindo o seu papel. Nos EUA, um analista de dados - uma das principais formações oferecidas pela organização - recebe aproximadamente US$ 80 mil por ano.
▪ Tonio DeSorrento, presidnete e CEO da Vemo Education, empresa que viabiliza, em parceria com as IES, acordos dessa natureza, declarou que tal alternativa de finaciamento privado crescerá à medida que universidades, governos e os estudantes perceberem que o valor de uma instituição de ensino está atrelado a resultados, pelos quais pode ser medido.

In: Ensino Superior. Ano 19, nº 220, jun. 2017. São Paulo: Ed. Segmento. p 11 (www.revistaensinosupeiror.com.br)
Na matéria, publicada na revista Ensino Superior, o título “Compromisso com o sucesso do aluno” integra-se ao início do texto por meio da conjunção “Ou”, que introduz uma interpretação alternativa ao título apresentado.
Considerando que os títulos cumprem objetivos importantes na produção dos sentidos do texto, especialmente no campo jornalístico, assinale a alternativa INCORRETA em relação ao motivo pelo qual o enunciado alternativo “aceitação em participar dos riscos” não foi escolhido para constituir o título da matéria.


I. O texto nos informa que o veganismo já existiu com um sentido diferente do que lhe é atribuído hoje. II. A causa vegana tem argumentos impactantes, como as notícias sobre os prejuízos causados à saúde pelo consumo de produtos animais, como carne e leite contaminados. III. Defensores do veganismo difundem a crença de que a exploração dos animais pelo homem é, principalmente, um traço cultural, que deve ser abolido, pois há possibilidades para isso. IV. Há o entendimento, dos defensores do veganismo, de que os animais são seres sencientes; ou seja, assim como os seres humanos, podem sentir emoções como medo e prazer.
Quais encontram respaldo no texto?

Leia o texto a seguir e responda
Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.
Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.
(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2014.)
Leia o texto a seguir e responda
Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.
Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.
(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2014.)
No trecho anterior, o autor relata estar:
( ) O parágrafo inicial apresenta o tema central que será discutido ao longo do texto, a saber, a violência envolvendo menores e o que fazer para mudar essa realidade. ( ) No quarto parágrafo, o autor deixa claro que os meios utilizados até agora para conter atos de violências e amparar os menores foram insuficientes para assegurar que a vida em sociedade seja proveitosa. ( ) Os parágrafos contidos entre as linhas 25 e 36 apresentam a ideia de que o aliciamento de menores ao crime pode ser evitado quando o núcleo familiar realiza o papel de educar.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. No texto, o autor considera que a educação advinda da família é fundamental, mas que o Estado tem papel importante na construção do sujeito, dando suporte em relação a ações que auxiliem na estrutura familiar. II. Os atos infracionais cometidos por menores podem ser erradicados quando a sociedade se comprometer com o processo de formação do sujeito. III. De acordo com as ideias apresentadas pelo autor, as mudanças almejadas em relação aos menores infratores não necessitam obrigatoriamente de alterações na legislação.
Quais estão corretas?
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os verbos às suas ações temporais.
Coluna 1
1. Fato atual.
2. Fato passado concluído.
3. Fato passado anterior a outro também passado.
4. Fato a ser realizado.
5. Fato futuro situado no passado.
Coluna 2
( ) exige mudanças no conjunto normativo... (l. 18-19).
( ) é importante ter em mente que jamais acabaremos... (l. 51).
( ) Nenhum Estado do mundo, por mais aperfeiçoado que seja, conseguira suprir integral e plenamente... (l. 39-40).
( ) o amparo comunitário e a rede de atendimento público deixaram lacunas. (l. 30-31).
A ordem correta de preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, é:
( ) Desconsiderando os ajustes estruturais na frase, a palavra ‘recrudescimento’ (l. 05) poderia ser substituída por ‘intensificação’. ( ) Na linha 18, ‘indubitáveis’ poderia ser substituído por ‘incontestáveis’, haja vista serem sinônimos. ( ) ‘cooptação’ (l. 25) poderia ser substituído por ‘atração’, pois ambas têm o sentido de ‘aliciar’ ou ‘envolver alguém e fazer participar de algo’. ( ) Na linha 38, ‘sedimentada’ tem como significado ‘torna-se sólido’ e poderia ser substituída corretamente pela palavra ‘consolidada’.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

http://chc.org.br/seguranca-comeca-em-casa/ – texto adaptado
