Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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I. O narrador da história é da área da saúde, possivelmente um médico, e o homem que vem a sua casa vem a cavalo e acompanhado de três cavaleiros. Ele quer saber o significado de uma palavra, dita por um oficial do governo, pelo que podemos entender. Nesta situação, o médico é interpelado pelo homem, que busca saber se essa palavra é uma ofensa ou não. O médico dá uma porção de significados ao homem, mas nenhuma delas dá o significado real com que a palavra deveria ser entendida. II. O narrador da história hesita, não quer dar o significado da palavra que o cavaleiro pede. No final, o cavaleiro fica satisfeito com a explicação do narrador, que deduzimos ser médico, confiando na sabedoria de seu interlocutor. III. O cavaleiro busca saber o significado da palavra famigerado pois não teve oportunidade de estudar, por viver em um lugar ermo e de difícil acesso. De forma que, buscando uma pessoa de confiança, procura o narrador, que deduzimos ser médico, pois confiar que ele saberia explicar essa palavra. IV. O narrador hesita ao dar o significado para o cavaleiro, pois pensa que o homem e seus acompanhantes podem querer fazer mal a ele, caso conheça a real acepção de famigerado. O narrador, nesse caso, dá outras palavras, com conotações positivas, mas mesmo assim os outros cavaleiros ficam desconfiados. Assinale a alternativa correta, em relação às assertivas acima:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
[...]
Os pensadores que defendem que o ser humano é sempre livre sabem que existem determinações externas e internas, fatores sociais e subjetivos, mas a liberdade de decidir sobre suas escolhas é superior à força dessas determinações. Um exemplo que poderia ser dado para entendermos essa noção seria a de dois irmãos que têm a mesma origem social, mas um se torna um criminoso e o outro não.
Vejamos o que o filósofo francês Jean-Paul Sartre disse sobre isso:
“[...] Por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. […] Não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento. Assim, não temos nem atrás de nós nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas.
É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não criou a si próprio; e, no entanto, livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo o que fizer.”
[...]
SANTOS, Wigvan. Mundo Educação.
Disponível em: < https://bit.ly/2OXrrZf>.
Acesso em: 21 ago. 2018. [Fragmento adaptado].
Leia atentamente a tirinha do garotinho Calvin a seguir para responder à questão.

Leia atentamente a tirinha do garotinho Calvin a seguir para responder à questão.

Leia as afirmações a seguir:
I – Em um primeiro momento, Calvin fica animado com a autorização da mãe.
II – Para Calvin, as frutas são uma boa opção para um lanche.
III – No último quadrinho, Calvin faz uma distinção entre as palavras “idioma” e “língua”.
É (São) CORRETA (s) a(s) afirmação(ões):
O mal e o sofrimento
Se eu conversasse com Deus iria Lhe
perguntar por que é que sofremos tanto
quando viemos para cá? Que dívida é
essa que o homem tem de morrer para
pagar? Perguntaria também como é que
Ele é feito que não come, que não dorme
e assim vive satisfeito. Por que foi que
Ele não fez a gente do mesmo jeito? Por
que existem uns felizes e outros que
sofrem tanto, nascidos do mesmo jeito,
criados no mesmo canto? Quem foi
temperar o choro e acabou salgando o pranto?
Leandro Gomes de Barros
O mal e o sofrimento
Se eu conversasse com Deus iria Lhe
perguntar por que é que sofremos tanto
quando viemos para cá? Que dívida é
essa que o homem tem de morrer para
pagar? Perguntaria também como é que
Ele é feito que não come, que não dorme
e assim vive satisfeito. Por que foi que
Ele não fez a gente do mesmo jeito? Por
que existem uns felizes e outros que
sofrem tanto, nascidos do mesmo jeito,
criados no mesmo canto? Quem foi
temperar o choro e acabou salgando o pranto?
Leandro Gomes de Barros

Leia as afirmações a seguir:
I – No segundo quadrinho, o pai de Mafalda critica a verossimilhança do enredo criado pelas crianças.
II – No segundo quadrinho, o pai de Mafalda acredita que nada supera a criatividade das crianças.
III – No terceiro e quarto quadrinhos, é possível depreender que o pai de Mafalda acredita que a notícia do jornal é utópica)
É (São) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Leia atentamente o poema Lundu do escritor difícil, de Mário de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.
Lundu¹ do escritor difícil
Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquizila²,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar duma vez:
É só tirar a cortina
Que entra luz nesta escurez.
Cortina de brim caipora,
Com teia caranguejeira
E enfeite ruim de caipira,
Fale fala brasileira
Que você enxerga bonito
Tanta luz nesta capoeira
Tal-e-qual numa gupiara³.
Misturo tudo num saco,
Mas gaúcho maranhense
Que para no Mato Grosso,
Bate este angu de caroço
Ver sopa de caruru4 ;
A vida é mesmo um buraco,
Bobo é quem não é tatu!
Eu sou um escritor difícil,
Porém culpa de quem é!…
Todo difícil é fácil,
Abasta a gente saber.
Bajé, pixé5 , chué6 , ôh “xavié”
De tão fácil virou fóssil,
O difícil é aprender!
Virtude de urubutinga7
De enxergar tudo de longe!
Não carece vestir tanga
Pra penetrar meu caçanje8 !
Você sabe o francês “singe”9
Mas não sabe o que é guariba?
— Pois é macaco, seu mano,
Que só sabe o que é da estranja10 .
ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Edição crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte:Ed) Itatiaia, 2005.
1. Lundu: “Peça popular apenas cantada, de caráter brejeiro, derivada da dança do mesmo nome, muito em voga nos salões da sociedade colonial, a partir do século XIX, influindo em algumas formas do folclore brasileiro atual”. (Dicionário Michaelis Online)
2. Enquizila: Aquilo que provoca quizila, ou seja, “Sentimento de repulsa ou aversão por alguém ou algo, sem uma explicação racional; antipatia, ojeriza”. (Dicionário Michaelis Online)
3. Gupiara: “Depósito de cascalho em lugar elevado, acima do nível das águas”. (Dicionário Michaelis Online)
4. Sopa de caruru: Prato afro-brasileiro; entre os ingredientes, está o caruru, vegetal comestível.
5. Pixé: “Diz-se de comida queimada ou em que entrou fumaça”. (Dicionário Michaelis Online)
6. Chué: “Ordinário ou de pouco valor; apoucado, reles”. (Dicionário Michaelis Online)
7. Urubutinga: Espécie de urubu.
8. Caçanje: “Português malfalado ou mal escrito”. (Dicionário Michaelis Online)
9. Singe: Do francês, macaco.
10. Estranja: Relativo ao estrangeiro.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – No próprio poema, Mário de Andrade identifica a solução para que os leitores não o considerem um escritor difícil: que falem e aprendam a “fala brasileira”.
II – No décimo verso, Mário de Andrade dá um conselho ao seu leitor, por meio do emprego do modo verbal imperativo.
III – Nos dois últimos versos, o escritor utiliza-se do discurso indireto para indicar o significado da palavra guariba
É (São) correta(s) a(s) afirmação (ões):
Leia atentamente o poema Lundu do escritor difícil, de Mário de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.
Lundu¹ do escritor difícil
Eu sou um escritor difícil
Que a muita gente enquizila²,
Porém essa culpa é fácil
De se acabar duma vez:
É só tirar a cortina
Que entra luz nesta escurez.
Cortina de brim caipora,
Com teia caranguejeira
E enfeite ruim de caipira,
Fale fala brasileira
Que você enxerga bonito
Tanta luz nesta capoeira
Tal-e-qual numa gupiara³.
Misturo tudo num saco,
Mas gaúcho maranhense
Que para no Mato Grosso,
Bate este angu de caroço
Ver sopa de caruru4 ;
A vida é mesmo um buraco,
Bobo é quem não é tatu!
Eu sou um escritor difícil,
Porém culpa de quem é!…
Todo difícil é fácil,
Abasta a gente saber.
Bajé, pixé5 , chué6 , ôh “xavié”
De tão fácil virou fóssil,
O difícil é aprender!
Virtude de urubutinga7
De enxergar tudo de longe!
Não carece vestir tanga
Pra penetrar meu caçanje8 !
Você sabe o francês “singe”9
Mas não sabe o que é guariba?
— Pois é macaco, seu mano,
Que só sabe o que é da estranja10 .
ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Edição crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte:Ed) Itatiaia, 2005.
1. Lundu: “Peça popular apenas cantada, de caráter brejeiro, derivada da dança do mesmo nome, muito em voga nos salões da sociedade colonial, a partir do século XIX, influindo em algumas formas do folclore brasileiro atual”. (Dicionário Michaelis Online)
2. Enquizila: Aquilo que provoca quizila, ou seja, “Sentimento de repulsa ou aversão por alguém ou algo, sem uma explicação racional; antipatia, ojeriza”. (Dicionário Michaelis Online)
3. Gupiara: “Depósito de cascalho em lugar elevado, acima do nível das águas”. (Dicionário Michaelis Online)
4. Sopa de caruru: Prato afro-brasileiro; entre os ingredientes, está o caruru, vegetal comestível.
5. Pixé: “Diz-se de comida queimada ou em que entrou fumaça”. (Dicionário Michaelis Online)
6. Chué: “Ordinário ou de pouco valor; apoucado, reles”. (Dicionário Michaelis Online)
7. Urubutinga: Espécie de urubu.
8. Caçanje: “Português malfalado ou mal escrito”. (Dicionário Michaelis Online)
9. Singe: Do francês, macaco.
10. Estranja: Relativo ao estrangeiro.
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I – Neste poema, Mário de Andrade enfatiza o seu esforço de criação de uma expressão literária nacional, e, para tanto, utiliza vocabulário que resgata as regiões do Brasil.
II – Além da linguagem, Mário de Andrade resgata as raízes culturais do país, como a culinária e a representação artística.
III – Na primeira estrofe, Mário de Andrade faz uso da figura de linguagem antítese, ao empregar as palavras “difícil/fácil” e “luz/escurez”. Essas antíteses evidenciam a contradição vivenciada pelos intelectuais brasileiros que, com os olhos no estrangeiro, não conseguem compreender este poeta brasileiro.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Leia atentamente o poema Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, escritor brasileiro, para responder à questão.
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo Subirei
no pau-de-sebo Tomarei
banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero 40Na
cama que escolherei Vou-me
embora pra Pasárgada.
BANDEIRA, M. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.
Leia atentamente o poema Vou-me Embora pra Pasárgada, de Manuel Bandeira, escritor brasileiro, para responder à questão.
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo Subirei
no pau-de-sebo Tomarei
banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero 40Na
cama que escolherei Vou-me
embora pra Pasárgada.
BANDEIRA, M. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.
Leia atentamente as afirmações a seguir:-
I – Um dos elementos centrais deste poema é o escapismo.
II – É possível afirmar que Pasárgada traria ao eu-lírico uma vida mais ativa e cheia de aventuras.
III – É possível depreender que Pasárgada é uma cidade tecnológica.
É (São) CORRETA(s) a(s) afirmação (ões):